Antithrombin III

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Antithrombin III

Método de ação: Antithrombotic

Opção de tratamento:

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Antithrombin III

Factos Rápidos sobre a Antitrombina III

Propriedade Descrição
Princípio ativo Antitrombina III Humana
Forma farmacêutica Pó liofilizado para solução injetável
Classe farmacológica Anticoagulantes, Inibidor da Serina Protease
Função principal Regula a coagulação sanguínea (Inibidor)
Origem Derivada do plasma (Humana) ou Recombinante

Que Tipo de Medicamento é a Antitrombina III (ATIII)?

Antitrombina III (ATIII) é uma terapia proteica especializada, classificada pelas entidades médicas como um Anticoagulante e uma Proteína Reguladora e Fator de Coagulação Plasmático. Este medicamento não é um composto químico sintético, mas sim uma alfa-2-glicoproteína que ocorre naturalmente no plasma humano, servindo como o mais crítico inibidor fisiológico da coagulação do sangue do organismo. O composto ativo, a Antitrombina III Humana, é funcionalmente identificado como um membro da superfamília dos inibidores da serina protease (Serpinas). Este mecanismo é clinicamente reconhecido como crucial para a modulação da cascata de coagulação, refletindo o seu papel único e insubstituível na manutenção da hemostase.


Composição e Origem: A Antitrombina III é Derivada do Plasma ou Recombinante?

O medicamento é um produto de substância única fornecido como um pó liofilizado para injeção, especificamente concebido para administração intravenosa. Este agente terapêutico é singular uma vez que a sua origem pode variar: pode ser purificado diretamente a partir de doações de plasma humano saudável (Antitrombina III derivada do plasma) ou fabricado através de biotecnologia avançada (Antitrombina III Recombinante). De acordo com as descrições farmacológicas clínicas, ambas as origens são eficazes na entrega da glicoproteína plasmática ao doente, assegurando assim um fornecimento estável para a terapia de substituição. Esta dupla origem distingue-o de muitos fármacos sintéticos de pequenas moléculas.


O Papel da Antitrombina III: Como Regula a Coagulação do Sangue?

A função principal da Antitrombina III é controlar e regular o processo de coagulação do sangue através da neutralização rápida de enzimas fundamentais, prevenindo a formação de coágulos sanguíneos desnecessários e perigosos, ou tromboembolismo. Funciona como um poderoso inibidor da coagulação, atuando como um "interruptor" que visa os fatores mais potentes na cascata de coagulação, especificamente a trombina e o Fator Xa. A investigação demonstra consistentemente que a Antitrombina III é necessária para a inibição dos fatores de coagulação ativados, mantendo o equilíbrio crítico necessário para um fluxo sanguíneo saudável. O objetivo terapêutico geral é restaurar o equilíbrio natural da anticoagulação em condições caracterizadas por uma deficiência funcional desta proteína reguladora essencial.

Quais efeitos secundários são possíveis com Antithrombin III?

Informação de Segurança e Possíveis Efeitos Secundários

A Antitrombina III (ATIII) está associada a um perfil de segurança documentado oficialmente, com potenciais reações adversas e padrões de segurança relacionados principalmente com a sua função enquanto proteína anticoagulante reguladora. A informação de segurança é classificada com base em evidência clínica proveniente de fontes regulamentares.

Reações Adversas Documentadas e Frequências

Com base na rotulagem oficial, as reações adversas mais comuns (reportadas em pelo menos 5% dos doentes em estudos clínicos) envolvem os sistemas nervoso e gastrointestinal. Estas incluem tonturas, desconforto torácico, náuseas, disgeusia (alteração do paladar) e dor sob a forma de cãibras.

Os efeitos adversos estão documentados em várias Classes de Sistemas de Órgãos, incluindo Doenças Gastrointestinais (náuseas, disgeusia), Doenças do Sistema Nervoso (tonturas, tremores) e Perturbações Gerais (calafrios, febre, hipersensibilidade).

Considerações de Segurança Graves

A consideração de segurança mais significativa é o risco de hemorragia (sangramento), que é assinalado como um risco major (principal) nos avisos regulamentares, especialmente quando o produto é utilizado concomitantemente com anticoagulantes. Foram também reportadas reações de hipersensibilidade graves, incluindo o potencial de anafilaxia, que constam como uma preocupação séria.

Notas sobre Populações Específicas e Restrições

Existem considerações de segurança específicas para determinados grupos. Foi reportada uma incidência mais elevada de hemorragia em doentes geriátricos, particularmente mulheres, quando a Antitrombina III é coadministrada com heparina. Além disso, uma vez que o produto derivado do plasma é fabricado a partir de sangue humano, este acarreta um risco teórico de transmissão de agentes infecciosos (ex.: vírus, agente da vCJD), apesar dos procedimentos rigorosos de inativação e remoção viral. A utilização concomitante de ATIII potencia o efeito anticoagulante da heparina, o que exige notas de gestão específicas para mitigar o risco de hemorragia.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Estas informações baseiam-se estritamente em perfis de sobredosagem oficialmente documentados, detalhando manifestações e ações de emergência estabelecidas.


Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Classificação Manifestação
Sinal Clínico Primário Hemorragia (sangramento excessivo), resultante de um Efeito Anticoagulante Exagerado.
Confirmação Laboratorial Um Nível de Atividade Funcional da Antitrombina (AT) Plasmática >120% é o marcador de administração excessiva.

Desfechos com Risco de Vida e Ações de Emergência

A documentação oficial descreve duas situações que requerem atenção imediata:

  • Reação Aguda: A Anafilaxia e Reações de Hipersensibilidade graves são riscos documentados. Os sintomas podem incluir urticária generalizada, sibilância (chiado no peito), hipotensão ou aperto no peito.
  • Ação Necessária: Se ocorrerem sinais de uma reação de hipersensibilidade, a perfusão deve ser interrompida imediatamente e deve ser administrado o tratamento de emergência adequado.

Antídoto e Gestão

Não se conhece nenhum antídoto específico para a sobredosagem de Antitrombina III. A gestão centra-se no tratamento sintomático e de suporte. Para casos confirmados de administração excessiva (atividade de AT >120%), as diretrizes determinam uma redução de 30% na dose de manutenção da perfusão, seguida de uma reavaliação laboratorial da atividade da AT.

Usos terapêuticos de Antithrombin III

O que a Antitrombina III Trata: Principais Utilizações e Benefícios

A Antitrombina III (AT-III) é comumente utilizada para ajudar a gerir e controlar os sintomas associados a alterações agudas ou episódicas na capacidade de coagulação do sangue. O domínio terapêutico central da Antitrombina III é aplicado em condições que apresentam episódios agudos, especificamente no tratamento da deficiência hereditária de antitrombina. Esta condição hereditária está associada a alterações agudas ou episódicas, que podem produzir uma carga sintomática significativa relacionada com o aumento da atividade fisiológica.

A Antitrombina III é utilizada em domínios onde é necessário apoio sintomático adicional, principalmente em contextos clínicos que envolvam padrões de sintomas agudos ou instáveis relacionados com a deficiência hereditária de antitrombina, os quais estão ligados ao stresse funcional de órgãos específicos. As indicações oficiais incluem a utilização desta terapia em cenários clínicos que envolvam tromboembolismo (coágulos sanguíneos) e para utilização no período em torno de uma cirurgia ou do parto (perioperatório e periparto).

A Antitrombina III é um agente terapêutico relevante em contextos que envolvem uma elevada sobrecarga sistémica. Esta pode auxiliar em conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos. A utilização deste agente apoia o doente durante episódios difíceis, atenuando o mal-estar, e ajuda na manutenção da estabilidade funcional. Contribui para um maior conforto ao aliviar a carga geral dos sintomas e é comummente utilizada para ajudar a lidar com sintomas que interferem com o bem-estar diário. Esta terapia pode ajudar os doentes a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas.

Facto Rápido: O alívio é relevante em contextos que envolvem uma elevada sobrecarga sistémica e sintomas que criam uma tensão fisiológica percetível.

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a utilização de Antitrombina III é rigorosamente definida e foca-se na condição subjacente do doente e em fatores de risco específicos.

Âmbito de Elegibilidade

Classificação População/Condição
Utilização Autorizada (Indicação) Doentes adultos e pediátricos com Deficiência Hereditária da Antitrombina (DHA).
Contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida ao fármaco ou a qualquer componente da formulação. Doentes com alergia conhecida a proteínas de cabra não devem utilizar o produto recombinante.

Idade e Estados Fisiológicos

Categoria Estatuto
Grupos Etários Indicado tanto para doentes adultos como pediátricos com DHA para as utilizações aprovadas.
Gravidez/Lactação A utilização é especificamente indicada para a prevenção de eventos tromboembólicos peri-parto (período próximo ao parto) em doentes com DHA. A informação relativa à sua excreção no leite humano durante a lactação não está estabelecida.
Restrições A utilização concomitante com Heparina exige uma monitorização laboratorial rigorosa, uma vez que o tratamento com Antitrombina III potencia o efeito da Heparina, podendo exigir uma redução na dose desta. A utilização em lactentes para condições não aprovadas é alvo de advertências em documentos oficiais.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos

O perfil de interação da Antitrombina III (ATIII) é altamente específico e é definido pela sua relação com outros agentes que modificam a coagulação do sangue, conforme documentado em fontes regulamentares oficiais.


Interações Medicamentosas: Reforço Farmacodinâmico

Substância Interagente Classificação da Interação Restrição ou Requisito Oficial
Heparina (Não Fracionada ou de Baixo Peso Molecular) Reforço Farmacodinâmico Clinicamente Significativo Redução obrigatória da dosagem de heparina e monitorização rigorosa dos testes de coagulação (ex.: aPTT).

A interação medicamentosa mais significativa e oficialmente documentada ocorre com a heparina. As informações de prescrição regulamentares estabelecem que a atividade anticoagulante da heparina é potenciada pela coadministração de Antitrombina III, resultando num risco de aumento do efeito anticoagulante. Para gerir este efeito, as diretrizes regulamentares oficiais determinam a monitorização rigorosa dos parâmetros de coagulação. Isto exige também um requisito procedimental: a dose de heparina coadministrada deve ser apropriadamente reduzida durante o tratamento com ATIII, uma condição explicitamente redigida nos rótulos oficiais do medicamento.


Ausência de Outras Interações Documentadas

O perfil oficial de interações caracteriza-se ainda pela ausência de efeitos documentados em domínios comuns de interação. As fontes regulamentares não especificam interações que envolvam o sistema enzimático do Citocromo P450 (CYP) ou outras proteínas de transporte de fármacos. Além disso, não existem requisitos documentados de separação temporal obrigatória, nem interações especificadas com alimentos, álcool, produtos à base de plantas ou suplementos alimentares nos documentos regulamentares oficiais.

Mecanismo de ação

Neutralização Irreversível das Enzimas de Coagulação

A Antitrombina III (AT-III) é uma proteína pertencente à família das serpinas (inibidores da serina protease) que atua como um inibidor irreversível das principais enzimas de coagulação, primariamente a Trombina (Fator IIa) e o Fator Xa. Esta proteína remove permanentemente estes fatores pró-coagulantes ativos da circulação ao formar um complexo covalente estável com os seus sítios ativos. Esta ação inicia uma sequência crucial de eventos que suprime a cascata descendente que leva à formação de fibrina.

Aceleração Catalítica da Ação Inibidora

A atividade inibidora da AT-III é dramaticamente acelerada através da ligação à heparina (ou ao sulfato de heparano endógeno), que atua como um molde catalítico. Esta ligação provoca uma alteração conformacional alostérica na AT-III, aumentando a sua reatividade perante a Trombina e o Fator Xa em centenas de vezes. Esta taxa de reação acelerada permite o amortecimento rápido de uma ativação acentuada da via de coagulação.

Modulação Sistémica da Formação de Fibrina

Ao inibir enzimas críticas em múltiplas etapas da cascata de coagulação, o mecanismo da AT-III exerce uma modulação sistémica abrangente da atividade da via de coagulação. Isto resulta numa redução da conversão do fibrinogénio em fibrina, que é o principal componente estrutural de um coágulo. Esta ação reguladora restringe a propagação de material trombótico, o que estabelece um mecanismo para a modulação da atividade hemostática.

Informações sobre dosagem e administração

Mapa de Instruções: Como utilizar a Antitrombina III — Diretrizes Oficiais de Administração

Este mapa detalha as instruções oficiais para a administração da Antitrombina III, baseando-se estritamente em documentos regulamentares governamentais, excluindo todo o conteúdo terapêutico, de segurança ou relacionado com mecanismos de ação.


Âmbito da Administração

Característica Instrução
Via de administração Exclusivamente por infusão intravenosa (IV).
Esquema posológico (conforme fontes regulamentares) A dosagem é individualizada utilizando uma fórmula baseada no peso que incorpora o nível funcional de base de Antitrombina (AT) do doente. As unidades necessárias são calculadas para atingir e manter um intervalo terapêutico alvo, habitualmente de 80% a 120% do nível plasmático normal.
Momento em relação às refeições Não aplicável; a administração é feita por infusão intravenosa.
Requisitos de preparação O pó liofilizado deve ser reconstituído com o diluente especificado à temperatura ambiente. A solução deve ser administrada num período de 3 horas e não deve ser refrigerada após a preparação.
Regras de administração por grupo etário A fórmula de dosagem aplica-se tanto a adultos como a doentes pediátricos, sendo ajustada pelo peso corporal (kg). Estão descritas modificações específicas na fórmula para mulheres grávidas a receber tratamento periparto.
Regras para doses esquecidas As doses subsequentes são estritamente determinadas pelo nível residual (vale) de AT medido após a dose anterior, em vez de seguirem um horário fixo.
Condições procedimentais especiais A solução reconstituída deve ser administrada isoladamente, sem ser misturada com outros agentes. A dose total é tipicamente infundida ao longo de 10 a 20 minutos.

Classificações das Instruções (Nível Superior)

Classificação Detalhe
Tipo de método de administração Infusão Intravenosa (IV).
Padrão de frequência Conforme necessário (individualizado); administrado com uma dose de carga seguida de doses de manutenção aproximadamente a cada 24 horas, estritamente baseadas em monitorização laboratorial.
Base regulamentar Informações de prescrição oficiais.
Restrições de contexto de uso Requer monitorização contínua dos níveis funcionais de AT (base, pico, residual e, pelo menos, a cada 12 horas) para orientar o ajuste da dose e manter o intervalo alvo durante o curso do tratamento (ex.: 2 a 8 dias).

Estrutura Procedimental Resultante

Sequência Oficial de Passos:

O processo de administração segue uma ordem rigorosa que começa pelo cálculo da dose de carga individualizada. Segue-se a reconstituição do pó liofilizado e a sua posterior administração via infusão intravenosa. Durante todo o processo, é obrigatória a monitorização dos níveis de AT (residual e pico) para permitir o ajuste e a continuação da dosagem de manutenção pela duração prescrita.

Ligação ao protocolo global de utilização:

As instruções oficiais determinam uma administração altamente procedimental e supervisionada em contexto clínico, definindo uma sequência precisa desde o cálculo da dose individualizada até à infusão intravenosa controlada. Este protocolo é sustentado por um requisito não negociável de monitorização laboratorial frequente, onde o nível funcional de AT medido dita diretamente a continuação e o ajuste das doses de manutenção. Estes passos asseguram coletivamente que o método de administração, a dose e a frequência aderem estritamente aos padrões delineados na documentação regulamentar.

Evidência clínica recente

Visão Geral da Evidência Científica da Antitrombina III

Esta análise descreve os tipos de estudos realizados sobre a Antitrombina III, as áreas que a investigação explorou e o que permanece incerto, com base em descobertas científicas e regulamentares oficiais. Esta informação é puramente descritiva e não oferece aconselhamento médico.


Evidência para Uso na Deficiência Hereditária da Antitrombina

A Antitrombina III foi avaliada em investigação como tratamento para indivíduos que nascem com Deficiência Hereditária da Antitrombina (DHA), uma condição hereditária rara. A investigação analisou a utilização deste tratamento em períodos em que o risco de formação de coágulos sanguíneos é elevado, tais como o período peri-operatório (em torno de uma cirurgia) ou o peri-parto (em torno do momento do parto). Os estudos examinaram principalmente a prevenção de coágulos sanguíneos graves, conhecidos como tromboembolismo venoso (TEV), e acompanharam a manutenção dos níveis funcionais de Antitrombina.

Os resultados descrevem padrões observados onde se notou que a terapia afetava o equilíbrio da inibição natural da coagulação sanguínea. No entanto, devido à raridade da condição, a base de investigação é limitada por tamanhos de amostra modestos em ensaios prospetivos. Informações detalhadas sobre os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidas e a duração do acompanhamento foi limitada nos ensaios regulamentares originais.


Panorama da Investigação na Deficiência Adquirida da Antitrombina

Um corpo de investigação separado e mais vasto foi estudado para a utilização da Antitrombina III em condições adquiridas, especificamente em adultos em estado crítico com doenças como Sepsia Grave ou Coagulação Intravascular Disseminada (CID). Esta investigação consiste em inúmeros Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA) e metanálises.

Os estudos exploraram desfechos major, incluindo o efeito na mortalidade por todas as causas e a incidência de eventos hemorrágicos. Os resultados foram mistos em muitos destes ensaios de grande escala, especialmente no que diz respeito ao efeito no desfecho primário da mortalidade. Esta variabilidade significa que a certeza permanece baixa para a utilização rotineira neste grupo de doentes. A qualidade da evidência varia entre os estudos e a heterogeneidade (diferenças nos grupos de doentes) complica a síntese dos resultados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Antitrombina III (FAQ)


P: A Antitrombina III é o mesmo que a "antitrombina" que já existe no corpo?

De acordo com os documentos oficiais, o medicamento contém a proteína humana Antitrombina (AT). Esta proteína encontra-se naturalmente no plasma humano e atua como o principal inibidor de um fator de coagulação essencial chamado trombina. O medicamento destina-se a funcionar como uma terapia de substituição desta proteína natural para restaurar a atividade anticoagulante adequada.

P: Qual é a principal diferença entre a Antitrombina III e a heparina?

A Antitrombina III é a proteína que atua na inativação dos fatores de coagulação no sangue. Em contrapartida, a heparina é uma substância distinta que se deve ligar à Antitrombina III para atuar como um cofator ou acelerador. As informações de prescrição destacam que este processo é necessário para que a Antitrombina III funcione de forma eficaz.

P: Quanto tempo duram os efeitos da Antitrombina III?

Com base nas informações oficiais do produto, a semivida biológica funcional reportada é de aproximadamente 3,8 dias. A semivida é o tempo que a concentração do medicamento demora a diminuir para 50% do seu nível mais elevado no organismo.

P: O tratamento com Antitrombina III é temporário ou a longo prazo?

Este tratamento é descrito como temporário, destinado a episódios agudos ou períodos de risco elevado. Por exemplo, o nível de Antitrombina é habitualmente mantido apenas por 2 a 8 dias durante os períodos em torno de cirurgias ou do parto, dependendo da situação clínica individual.

P: Posso tomar outros medicamentos prescritos enquanto utilizo a Antitrombina III?

As informações oficiais indicam que tomar Antitrombina III com outros medicamentos que previnem a formação de coágulos, como a aspirina ou outros anticoagulantes, pode aumentar o risco de hemorragia. É necessária uma monitorização médica rigorosa sempre que estes tipos de medicamentos são administrados em conjunto para gerir o efeito anticoagulante potenciado.

P: É necessário fazer testes para detetar a deficiência de Antitrombina III antes do tratamento?

Sim, o diagnóstico da deficiência de Antitrombina III é confirmado através de análises ao sangue específicas. Além disso, o nível basal funcional de Antitrombina do doente deve ser medido e utilizado para calcular a dose individualizada do medicamento.

P: O que acontece à Antitrombina III após ser administrada?

A proteína Antitrombina III desempenha a sua função ao formar um complexo covalente estável com os fatores de coagulação que visa atingir. Este processo inativa permanentemente os fatores de coagulação e o complexo resultante acaba por ser eliminado pelo organismo.

P: A Antitrombina III é utilizada para todos os tipos de coágulos sanguíneos?

A indicação oficial do produto é específica: é utilizado para o tratamento e prevenção do tromboembolismo (coágulos sanguíneos) em doentes com diagnóstico de deficiência hereditária de Antitrombina. Este tratamento está aprovado para a gestão de coágulos relacionados com a deficiência hereditária, particularmente em períodos de risco elevado, como cirurgias ou o parto.

P: A Antitrombina III afeta os resultados das análises ao sangue?

Sim, o medicamento afeta os resultados dos testes de coagulação, razão pela qual é determinada a monitorização frequente dos níveis plasmáticos funcionais de Antitrombina para orientar a dosagem. Refere-se também que outros medicamentos podem afetar os resultados do próprio teste sanguíneo de Antitrombina III.

P: A Antitrombina III é considerada um tratamento padrão para a deficiência hereditária?

O medicamento é descrito como o produto de substituição específico da Antitrombina (AT) humana. Está indicado para o tratamento e prevenção de coágulos sanguíneos em doentes com diagnóstico de deficiência hereditária da antitrombina.

P: A Antitrombina III é um medicamento comum?

A Antitrombina III é indicada principalmente para a deficiência hereditária da antitrombina, que é considerada uma condição rara. A incidência desta deficiência é baixa, sendo geralmente estimada entre 1 em cada 2.000 e 1 em cada 5.000 pessoas na população geral.

P: O que acontece se uma pessoa tiver demasiada Antitrombina III?

A dosagem é monitorizada de perto para garantir que os níveis de Antitrombina permanecem dentro do intervalo terapêutico pretendido. Se os níveis excederem o intervalo terapêutico, o risco mais significativo registado é a hemorragia (sangramento grave), uma vez que isto pode ser um sinal de atividade anticoagulante excessiva.

P: A Antitrombina III afeta a pressão arterial?

A pressão arterial baixa, conhecida como hipotensão, pode ser um sintoma potencial de uma reação de hipersensibilidade aguda e grave ao medicamento. Adicionalmente, o desconforto ou dor no peito está listado como uma reação adversa comum.

P: O tratamento com Antitrombina III é doloroso?

A dor no local da injeção ou perfusão está listada como um efeito secundário comum associado à administração intravenosa.

P: O que significa "deficiência de Antitrombina III"?

A deficiência de Antitrombina III é uma doença genética na qual um gene variante resulta em níveis baixos da proteína Antitrombina III. Como esta proteína controla a coagulação, uma deficiência faz com que o sangue coagule mais do que o normal, aumentando significativamente o risco de coágulos sanguíneos perigosos.

P: Existe uma versão genérica da Antitrombina III disponível?

A informação oficial não confirma a existência ou aprovação de uma substituição genérica para este produto específico. A Antitrombina III é fornecida sob vários nomes comerciais internacionalmente, tais como THROMBATE III e ATryn.

P: Existem diferentes tipos ou marcas de medicamentos de Antitrombina III?

Sim, a Antitrombina III é comercializada sob várias marcas internacionais, incluindo THROMBATE III, ATryn e Kybernin P. Estes produtos podem diferir na sua origem, podendo ser derivados do plasma ou recombinantes.

P: A Antitrombina III pode ser utilizada na diálise?

A investigação clínica analisou a utilização de suplementação com Antitrombina III durante procedimentos específicos, como a hemodiálise, particularmente em doentes com níveis baixos de Antitrombina devido a problemas hepáticos. Sugere-se que esta utilização pode ajudar a reduzir a quantidade de heparina necessária durante o procedimento.

P: Um doente com problemas de fígado pode utilizar Antitrombina III?

Os níveis de Antitrombina III podem ser naturalmente baixos em doentes com condições como insuficiência hepática ou cirrose. O medicamento tem sido estudado para suplementar estes níveis baixos em doentes para procedimentos médicos específicos, como a hemodiálise.

Como Antithrombin III deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar a Antitrombina III

O armazenamento e a eliminação da Antitrombina III (Humana) devem seguir rigorosamente as diretrizes estabelecidas para manter a estabilidade do produto.

Requisitos de Armazenamento

  • Pó não reconstituído: O pó liofilizado deve ser conservado a uma temperatura não superior a 25 °C. Deve ser mantido na sua embalagem exterior original para proteger o conteúdo da luz e não deve ser congelado.
  • Solução reconstituída: A solução deve ser administrada num período de 3 horas após a reconstituição e não deve ser refrigerada durante este intervalo de tempo.

Instruções de Eliminação

Qualquer porção não utilizada do produto reconstituído deve ser eliminada após o limite de 3 horas. As agulhas, seringas e todos os outros materiais utilizados na preparação ou administração devem ser colocados num contentor para objetos cortantes e perfurantes resistente à perfuração e eliminados de acordo com os regulamentos locais e nacionais vigentes.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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