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Angizem CD - 90

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Angizem CD - 90

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Opção de tratamento:

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Angizem CD - 90

O que é o Angizem CD - 90?

Propriedade Descrição
Substância ativa Cloridrato de diltiazem
Forma farmacêutica Comprimido/Cápsula oral de libertação controlada (CD)
Classe farmacológica Bloqueador dos canais de cálcio (BCC) não-diidropiridínico
Uso comum (Classe) Controlo de problemas cardiovasculares
Origem Derivado sintético da benzotiazepina

O Angizem CD - 90 é um medicamento cardiovascular sintético, disponível apenas mediante receita médica, reconhecido clinicamente pelo seu papel no controlo de condições que exigem uma regulação precisa da função cardíaca e da circulação periférica. É definido pelo seu componente ativo, o cloridrato de diltiazem, e pela sua inclusão no importante grupo terapêutico dos bloqueadores dos canais de cálcio (BCC). A sua administração é feita por via oral.


Angizem CD - 90: Identidade Essencial e Classificação Farmacológica

O Angizem CD - 90 define-se essencialmente pela substância ativa, o cloridrato de diltiazem, que quimicamente é um derivado da benzotiazepina. Este composto é classificado como um bloqueador dos canais de cálcio (BCC) não-diidropiridínico, uma distinção que confirma a sua capacidade única de modular tanto o tónus vascular como a condução cardíaca. Esta classificação significa que o diltiazem exerce efeitos funcionais tanto nos vasos sanguíneos periféricos como no sistema elétrico do coração, distinguindo o seu mecanismo dos BCC que visam prioritariamente apenas os vasos sanguíneos.


O que significa a formulação de Libertação Controlada (CD)?

A sigla CD no Angizem CD significa "Controlled-Delivery", ou seja, uma formulação de comprimido ou cápsula oral de libertação controlada (ou prolongada). Esta preparação específica foi concebida para garantir que o cloridrato de diltiazem seja libertado no organismo de forma lenta e uniforme ao longo de várias horas, uma característica fundamental na farmacoterapia moderna para condições crónicas. Este mecanismo de controlo é essencial para manter uma concentração terapêutica estável e consistente da substância ativa na corrente sanguínea, evitando flutuações acentuadas e permitindo uma gestão contínua ao longo do dia.


Objetivo Terapêutico Geral do Diltiazem

O objetivo geral do diltiazem é diminuir a carga total de trabalho do coração e promover um fluxo sanguíneo eficiente. Ao inibir a entrada de iões de cálcio nas células musculares lisas cardíacas e vasculares, o medicamento relaxa e dilata os vasos sanguíneos (vasodilatação), ao mesmo tempo que modula a velocidade dos sinais elétricos no coração. Esta ação fisiológica combinada ajuda a estabilizar a função cardiovascular, como por exemplo, no controlo da pressão arterial persistentemente elevada.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Angizem CD - 90?

Perfil de Segurança e Reações Adversas

O Angizem CD (diltiazem de libertação prolongada) está associado a uma gama de possíveis efeitos secundários, que afetam predominantemente os sistemas cardiovascular, nervoso e gastrointestinal. Todos os eventos adversos comunicados e as limitações de segurança baseiam-se em documentos regulamentares governamentais oficiais.

Resumo das Reações Adversas

Classificação Exemplos de Reações Documentadas
Comuns Cefaleias, tonturas, edema periférico (inchaço das mãos, pés e tornozelos), obstipação, náuseas e rubores.
Graves / Clinicamente Significativas Bloqueio AV de segundo ou terceiro grau, Síndrome do Nó Sinusal (na ausência de pacemaker), hipotensão grave (pressão arterial baixa), lesão hepática aguda (danos no fígado) e reações cutâneas raras mas graves (ex: síndrome de Stevens-Johnson).

Considerações de Segurança e Restrições

  • Contraindicações: O uso é estritamente proibido em doentes com Síndrome do Nó Sinusal ou Bloqueio AV de segundo ou terceiro grau (exceto na presença de um pacemaker ventricular funcional), hipotensão grave (pressão arterial sistólica inferior a 90 mm Hg) ou enfarte agudo do miocárdio com congestão pulmonar.
  • Específicos por População: O fármaco não é recomendado para uso em crianças (segurança e eficácia não estabelecidas). Está contraindicado ou não é recomendado na gravidez e durante a amamentação devido a riscos documentados com base em dados animais e dados humanos limitados.
  • Dependência da Dose: A incidência de certas reações adversas, incluindo o bloqueio AV de primeiro grau e a bradicardia sinusal (batimento cardíaco lento), é explicitamente assinalada como aumentando à medida que a dosagem aumenta.
  • Notas de Monitorização: Os parâmetros laboratoriais das funções hepática e renal devem ser monitorizados a intervalos regulares durante a terapia prolongada. É também necessária uma observação próxima quanto a potenciais distúrbios de condução cardíaca, especialmente quando coadministrado com outros medicamentos que afetem o coração, como betabloqueadores ou digitálicos.
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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Os documentos regulamentares oficiais definem o perfil de sobredosagem do cloridrato de diltiazem, o componente ativo do Angizem CD - 90, com base em manifestações cardiovasculares graves que exigem intervenção clínica imediata. Uma sobredosagem ou uma resposta excessiva podem apresentar-se através de achados clínicos documentados, incluindo bradicardia (ritmo cardíaco anormalmente lento), hipotensão grave (tensão arterial baixa), bloqueio atrioventricular (AV) de alto grau e, potencialmente, insuficiência cardíaca.

É necessária atenção médica imediata para qualquer suspeita de sobredosagem devido à necessidade de procedimentos de emergência complexos e controlados. As ações preconizadas pelos reguladores incluem o início de medidas de suporte adequadas, tais como a descontaminação gastrointestinal, e a gestão farmacológica específica baseada na manifestação clínica. Por exemplo, a Atropina ou o Isoproterenol podem ser necessários para a bradicardia grave, enquanto vasopressores ou agentes inotrópicos são necessários para gerir a hipotensão ou a insuficiência cardíaca, respetivamente. Procedimentos especializados, como a estimulação cardíaca (pacemaker), são indicados para casos de bloqueio AV de alto grau persistente.

As declarações oficiais confirmam que o fármaco não é removido de forma eficaz por diálise peritoneal ou hemodiálise. Devido à natureza de libertação controlada (CD) da formulação, é necessária uma monitorização hospitalar próxima e contínua, uma vez que os efeitos podem ser prolongados ou tardios. Indivíduos com compromisso cardíaco pré-existente podem registar desfechos clínicos mais graves.

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Usos terapêuticos de Angizem CD - 90

Indicações do Angizem CD - 90: Principais Usos e Benefícios

O Angizem CD - 90 (Diltiazem CD) é habitualmente utilizado no controlo de certas doenças cardiovasculares crónicas, atuando sobre sintomas que interferem com o funcionamento diário. A sua formulação de libertação controlada permite uma gestão sintomática contínua e prolongada. Conforme descrito na rotulagem oficial revista por serviços de informação farmacológica de referência, o seu uso é geralmente considerado relevante para áreas terapêuticas cardiovasculares fundamentais.


Âmbito Terapêutico e Benefícios para o Doente

Este medicamento é aplicado em condições que envolvem tensão arterial sistemática persistentemente elevada (hipertensão), angina de peito estável crónica e certas arritmias supraventriculares, como a fibrilhação auricular. Um papel terapêutico primário é fornecer o suporte necessário para ajudar a aliviar a carga dos sintomas da tensão arterial elevada, o que auxilia na redução do esforço global sobre o sistema cardiovascular. Para doentes que sofrem de dor no peito, o fármaco é relevante na gestão de episódios anginosos, o que, juntamente com o controlo de uma frequência cardíaca rápida e irregular na arritmia, ajuda a manter a estabilidade funcional.

“A abordagem terapêutica apoia os doentes a lidarem de forma mais constante com as flutuações de sintomas associadas a problemas cardíacos crónicos.”

Facto Rápido: Alívio em Episódios de Dor no Peito O medicamento é aplicado quando o desconforto sintomático está ligado ao stress funcional de órgãos específicos, o que promove um maior conforto durante períodos de sintomas mais intensos.

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Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para o Angizem CD-90 (Diltiazem CD) é rigorosamente definida por documentos regulamentares, que descrevem as populações para as quais o uso é absolutamente proibido ou requer condições especiais baseadas no estado clínico ou na etapa da vida.

Contraindicações Absolutas (Não Deve Utilizar)

O medicamento não deve ser utilizado por indivíduos com diagnóstico de contraindicações absolutas, que incluem hipersensibilidade conhecida ao diltiazem, choque cardiogénico e hipotensão grave. O uso é também proibido em doentes com anomalias pré-existentes na condução cardíaca, tais como a Síndrome do Nó Sinusal ou o Bloqueio Atrioventricular (AV) de segundo ou terceiro grau, exceto se existir um pacemaker ventricular funcional. Doentes que apresentem um Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) com congestão pulmonar estão igualmente excluídos.

Elegibilidade em Populações Específicas

Grupo Populacional Estatuto Regulamentar
Doentes Pediátricos (Crianças) A segurança e a eficácia não foram estabelecidas; o uso não é recomendado.
Gravidez Contraindicado (segundo a rotulagem europeia); utilizar apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial (segundo a rotulagem dos EUA).
Lactação (Amamentação) O diltiazem é excretado no leite humano; deve-se evitar a amamentação.

Uso Condicional e Restrições

O uso é restrito e exige precaução em doentes com insuficiência hepática (problemas no fígado) ou insuficiência renal (problemas nos rins). O medicamento deve também ser utilizado com cautela em doentes com Insuficiência Cardíaca Congestiva ou função ventricular comprometida. Os doentes idosos estão, habitualmente, sujeitos a uma monitorização clínica cuidadosa.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações do Diltiazem CD é fundamentalmente definido pelo seu papel documentado no metabolismo de fármacos e na função cardíaca. O diltiazem é classificado como um inibidor clinicamente relevante do sistema enzimático Citocromo P450 3A4 (CYP3A4) e do transportador de efluxo glicoproteína-P (gp-P). Esta base farmacocinética estabelecida indica que a coadministração pode aumentar a exposição sistémica (concentração plasmática) de inúmeros outros produtos medicinais que são substratos destes sistemas.

Restrições Regulamentares Oficiais

Está documentada uma restrição grave relativa a interações farmacodinâmicas. A coadministração com Betabloqueadores Intravenosos é oficialmente classificada como uma combinação contraindicada, devido ao potencial para efeitos aditivos críticos que diminuem a condução e a contratilidade cardíaca.

Tipo de Interação Exemplos de Substâncias Afetadas (Aumento de Exposição)
Metabólica/Farmacocinética Midazolam, Triazolam, Carbamazepina, Propranolol, Cimetidina (esta última aumenta os níveis de diltiazem).
Farmacodinâmica Digitálicos (efeito aditivo na condução AV), Betabloqueadores orais, Anestésicos, Clonidina.

Restrições de Formulação e População

A formulação de libertação controlada (CD) possui uma restrição específica de substância: o consumo simultâneo de álcool deve ser evitado, uma vez que os documentos regulamentares referem que o álcool aumenta a velocidade de libertação do fármaco, levando a um aumento da exposição sistémica. Adicionalmente, doentes com insuficiência hepática ou renal preexistente podem apresentar um risco acrescido quanto aos efeitos de interação de substratos da CYP3A4 coadministrados, exigindo uma gestão adequada conforme definido nas informações oficiais de prescrição.

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Mecanismo de ação

Como Funciona o Angizem CD - 90

O mecanismo de ação do Angizem CD - 90 (Diltiazem) centra-se no bloqueio direcionado dos canais de cálcio do tipo L dependentes da voltagem (CaV1.2). Ao inibir o fluxo de iões Ca^2+ para o interior de células-chave, o diltiazem modula diretamente a força mecânica do coração e a sinalização elétrica dentro do seu sistema de condução. Este bloqueio define o mecanismo do fármaco dentro da classe das não-diidropiridinas.


Controlo da Resistência Vascular e da Força do Miocárdio

Este domínio abrange a influência do fármaco na componente muscular do sistema cardiovascular. Ao reduzir a entrada de Ca^2+ nas células musculares lisas das artérias, o mecanismo induz a vasodilatação, levando a uma redução da resistência vascular sistémica (RVS) e da pós-carga. Simultaneamente, o bloqueio dos canais do tipo L nas células musculares cardíacas limita o Ca^2+ disponível para a contração, produzindo uma redução na força do bombeamento miocárdico (inotropismo negativo).


Modulação do Tempo de Condução Elétrica

Este domínio foca-se no impacto do diltiazem nas vias elétricas do coração. O fármaco afeta preferencialmente os potenciais de ação dependentes de Ca^2+ no nódulo atrioventricular (AV), abrandando a velocidade com que os sinais elétricos são transmitidos das câmaras superiores para as inferiores. Esta ação prolonga eficazmente o período refratário do nódulo AV, resultando numa redução da taxa de atividade elétrica global dos ventrículos (dromotropismo negativo).

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Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Angizem CD - 90: Diretrizes Oficiais de Administração

O Angizem CD - 90 é uma formulação de libertação prolongada (CD) do cloridrato de diltiazem, administrada por via oral para o controlo crónico a longo prazo. As instruções de administração derivam de documentos regulamentares para assegurar que o mecanismo de libertação controlada funcione conforme pretendido, proporcionando uma libertação sustentada ao longo de um período completo de 24 horas.


Posologia e Frequência

Este medicamento é tomado uma vez por dia, aproximadamente à mesma hora todos os dias, para manter uma concentração sanguínea consistente. Para a maioria das indicações em adultos, as doses iniciais variam tipicamente entre 180 mg e 240 mg, uma vez por dia. As doses são ajustadas gradualmente, geralmente em intervalos de 7 a 14 dias, com base na necessidade clínica, sendo que as doses máximas geralmente não excedem os 360 mg a 540 mg por dia, dependendo do folheto informativo específico e da indicação.


Condições de Administração

Requisito de Procedimento Diretriz Oficial
Manuseamento Físico A cápsula ou comprimido deve ser engolido inteiro; não deve ser mastigado, esmagado ou partido.
Momento da Toma Pode ser tomado com ou sem alimentos.
Dose Esquecida Se uma dose for esquecida, não deve ser duplicada; o doente deve simplesmente tomar a dose seguinte agendada à hora regular.

Regras de Administração para Populações Específicas

Os documentos regulamentares aconselham precaução e monitorização especializada ao prescrever este medicamento a certas populações. Para idosos e doentes com insuficiência hepática ou renal, pode ser necessária uma dose inicial mais baixa. A segurança e eficácia dos produtos de diltiazem de libertação prolongada não foram estabelecidas para a população pediátrica.

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Evidência clínica recente

Estudos clínicos recentes reforçam a eficácia do diltiazem de libertação prolongada na gestão da hipertensão arterial e da angina de peito estável. Evidências acumuladas indicam que a formulação de libertação controlada permite manter níveis plasmáticos estáveis do fármaco, resultando numa redução consistente da pressão arterial sistólica e diastólica ao longo de 24 horas. Esta estabilidade hemodinâmica é particularmente relevante na prevenção de picos hipertensivos matinais, que estão frequentemente associados a um maior risco de eventos cardiovasculares.

No contexto da angina de peito, investigações clínicas demonstram que o diltiazem melhora significativamente a tolerância ao exercício e reduz a frequência dos episódios anginosos. O mecanismo envolve a dilatação das artérias coronárias e a redução da procura de oxigénio pelo miocárdio, sem causar taquicardia reflexa, uma vantagem observada em comparação com outros bloqueadores dos canais de cálcio. Além disso, ensaios comparativos sugerem que o diltiazem apresenta um perfil de segurança favorável, com uma incidência controlada de efeitos adversos, como o edema periférico.

Análises de subgrupos em estudos de longa duração destacam também o papel do diltiazem na proteção vascular, evidenciando uma redução no risco de acidente vascular cerebral em doentes hipertensos. A evidência atual apoia o uso de doses tituladas, como a de 90 mg, para personalizar o tratamento de acordo com a resposta individual do doente, assegurando o controlo eficaz da pressão arterial e a melhoria da qualidade de vida em doentes com patologia coronária isquémica.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Angizem CD - 90 (FAQ)

P: Porque é que o Angizem CD - 90 é receitado em vez do Angizem comum?

A sigla CD significa "Controlled-Delivery" (libertação controlada), o que representa uma formulação de libertação prolongada. A informação oficial do produto indica que este design assegura que o medicamento seja libertado de forma lenta e uniforme ao longo de 24 horas. Esta libertação controlada permite manter uma concentração terapêutica consistente e possibilita que o medicamento seja tomado apenas uma vez por dia.

P: Existem medicamentos de venda livre comuns que interajam com o Angizem CD - 90?

Documentos regulamentares indicam que o diltiazem afeta o metabolismo de muitos outros fármacos no organismo. Isto significa que existe o potencial de interação com certos medicamentos de venda livre, vitaminas e suplementos. Os doentes são incentivados a discutir todos os produtos que utilizam com um profissional de saúde.

P: Para que condições cardíacas é utilizado o Angizem CD - 90?

De acordo com as rotulagens oficiais, este medicamento está aprovado para o tratamento da hipertensão sistémica (tensão arterial alta). É também utilizado na gestão da angina de peito crónica estável, na angina devido a espasmo da artéria coronária e para controlar a frequência ventricular rápida em condições específicas do ritmo cardíaco, como a fibrilhação ou o flutter auricular.

P: Porque é que algumas pessoas dizem que o Angizem CD - 90 causa obstipação?

A obstipação é enumerada como um efeito secundário frequentemente relatado nos resumos oficiais de segurança. Acredita-se que este efeito esteja ligado à forma como o medicamento atua no músculo liso do trato digestivo.

P: O que devo fazer se notar uma alteração no meu ritmo cardíaco enquanto utilizo este medicamento?

Se um doente sentir sintomas graves, tais como desmaios, dor no peito, tonturas significativas ou falta de ar associada a uma alteração no ritmo cardíaco, é aconselhável procurar assistência médica imediata ou contactar o seu profissional de saúde. Os avisos oficiais referem que tais sintomas podem sinalizar um problema grave de condução cardíaca.

P: Por que razões pode um médico interromper a prescrição de Angizem CD - 90?

Um profissional de saúde pode descontinuar este medicamento se um doente desenvolver certas condições graves. Estas razões documentadas incluem o desenvolvimento de hipotensão grave (tensão arterial muito baixa), problemas de condução cardíaca novos ou agravados, ou sinais de lesão hepática.

P: Existem outros medicamentos que tornem o Angizem CD - 90 menos eficaz?

Sim, a informação regulamentar oficial indica que certos medicamentos podem afetar a forma como o diltiazem é processado pelo corpo. Isto pode resultar em níveis mais baixos de diltiazem no sangue, o que poderá reduzir a eficácia pretendida. A consulta com um profissional de saúde relativamente a todos os medicamentos atuais é essencial para avaliar possíveis interações.

P: Existem motivos comuns para as pessoas pararem de tomar o Angizem CD - 90?

Para além das reações graves, efeitos secundários comuns como dores de cabeça persistentes, tonturas ou fadiga podem, por vezes, levar à descontinuação se forem graves ou não melhorarem. A interrupção abrupta da medicação sem orientação clínica é geralmente desaconselhada.

P: O que distingue o Angizem CD - 90 de outros bloqueadores dos canais de cálcio?

O diltiazem é oficialmente classificado como um bloqueador dos canais de cálcio não-di-hidropiridínico. Esta classificação é fundamental porque significa que o medicamento atua de duas formas: relaxando o músculo dos vasos sanguíneos e modulando a velocidade de condução elétrica no coração. Outros tipos de bloqueadores dos canais de cálcio visam habitualmente apenas os vasos sanguíneos.

P: O Angizem CD - 90 pode ser utilizado para outros fins que não condições relacionadas com o coração?

A rotulagem oficial e os documentos regulamentares apenas descrevem a utilização deste medicamento para condições cardiovasculares específicas, como hipertensão e angina. Não existem outras utilizações aprovadas listadas na informação principal de prescrição.

P: É melhor tomar este medicamento de manhã ou à noite?

As regras de administração oficiais estabelecem que o medicamento deve ser tomado uma vez por dia, aproximadamente à mesma hora todos os dias, para manter níveis sanguíneos estáveis. O momento exato (manhã ou noite) depende do plano de tratamento específico do doente e do tipo de condição crónica que está a ser gerida, conforme indicado pelo seu médico.

P: Existem complicações conhecidas a longo prazo associadas ao uso de Angizem CD - 90?

Os avisos oficiais aconselham que, durante a terapia prolongada, o medicamento requer monitorização regular. Isto é feito para verificar potenciais problemas a longo prazo, particularmente alterações no sistema elétrico do coração (anomalias de condução cardíaca) e possíveis efeitos na função hepática e renal.

P: Com que rapidez é que o Angizem CD - 90 começa a atuar?

Estudos farmacológicos mostram que níveis detetáveis do medicamento atingem a corrente sanguínea em aproximadamente 2 horas após a administração. No entanto, o benefício terapêutico total no controlo da tensão arterial ou da angina demora frequentemente até 2 semanas de utilização diária consistente para ser alcançado.

P: O Angizem CD - 90 pode causar cansaço extremo?

Cansaço ou fraqueza invulgares, por vezes referidos como astenia ou fadiga, são efeitos secundários frequentemente relatados. Isto está listado no resumo oficial de segurança para doentes que tomam diltiazem de libertação prolongada.

P: O Angizem CD - 90 causa aumento ou perda de peso?

Pode observar-se um aumento de peso, que está frequentemente associado à retenção de líquidos nas mãos, pés e tornozelos (edema periférico). Esta retenção de líquidos é um efeito secundário comum documentado. Um aumento de peso inexplicável ou rápido pode justificar uma discussão com um profissional de saúde.

P: O Angizem CD - 90 interage com o sumo de toranja?

Sim, a informação regulamentar para o doente adverte que o consumo de toranja ou de sumo de toranja pode aumentar a quantidade de medicamento no sangue. Este aumento na concentração poderia potencialmente elevar o risco de experienciar efeitos secundários. É geralmente aconselhado limitar ou evitar o consumo excessivo.

P: É seguro tomar Angizem CD - 90 com vitaminas ou suplementos?

O texto regulamentar oficial aconselha precaução porque se sabe que o diltiazem afeta a forma como outras substâncias são processadas pelo corpo. Os doentes são aconselhados a informar o seu médico sobre todas as vitaminas, minerais e suplementos para permitir uma revisão de possíveis interações antes de iniciar o tratamento.

P: Existe uma versão genérica do Angizem CD - 90 disponível?

Sim, a substância ativa cloridrato de diltiazem está amplamente disponível em cápsulas e comprimidos genéricos de libertação prolongada. Estes produtos genéricos são revistos pelas autoridades competentes e considerados terapeuticamente equivalentes ao produto de marca.

P: Tomar Angizem CD - 90 afeta a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

Sabe-se que o medicamento causa efeitos secundários comuns, tais como tonturas, atordoamento ou fraqueza invulgar, especialmente quando um doente inicia o tratamento. A informação oficial para o doente refere que os doentes devem ter cautela ao conduzir ou operar maquinaria pesada até compreenderem o efeito do medicamento na sua concentração e tempo de reação.

P: O Angizem CD - 90 causa habituação ou dependência?

Os documentos regulamentares oficiais que abordam o abuso de substâncias e o potencial de dependência não indicam que o diltiazem tenha associação com habituação ou dependência.

P: O Angizem CD - 90 é comummente utilizado em pessoas com diabetes?

Os avisos oficiais aconselham precaução para doentes com diabetes. Os documentos regulamentares referem que o medicamento pode afetar os níveis de glicose no sangue em alguns indivíduos, o que pode exigir monitorização adicional por um médico.

P: Qual é o significado do "90" no nome do medicamento?

O "90" no nome do medicamento refere-se à dosagem da substância ativa. Isto indica que o medicamento contém 90 miligramas (90 mg) de cloridrato de diltiazem.

P: O medicamento existe em diferentes dosagens?

Sim, as cápsulas e comprimidos de libertação prolongada de diltiazem são fabricados em várias dosagens diferentes. Documentos regulamentares confirmam a disponibilidade de dosagens que incluem tipicamente 120 mg, 180 mg, 240 mg, 300 mg e superiores.

P: É normal ver o invólucro do comprimido nas fezes após tomar Angizem CD - 90?

Sim, esta é uma ocorrência normal com produtos de libertação controlada. A informação oficial para o doente confirma que é expectável ver ocasionalmente o revestimento exterior vazio e intacto da cápsula ou comprimido passar nas fezes. Isto significa apenas que a substância ativa já foi libertada e absorvida.

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Como Angizem CD - 90 deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Angizem CD - 90

Condições de Armazenamento Necessárias

O Angizem CD-90 (cápsulas de libertação prolongada de cloridrato de diltiazem) deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, definida como 25°C, sendo permitidas variações entre os 15°C e os 30°C. O produto deve ser mantido num recipiente hermético e resistente à luz. É obrigatório evitar a humidade excessiva e garantir a proteção contra a luz para manter a estabilidade do medicamento.

Manuseamento e Eliminação

O rótulo exige que o medicamento seja armazenado fora do alcance e da vista das crianças. Os medicamentos não utilizados ou com o prazo de validade expirado devem ser eliminados adequadamente após a data de validade. A eliminação não deve ser feita através da sanita nem colocada no lixo doméstico comum. Para garantir uma eliminação segura, os doentes devem consultar um farmacêutico ou a entidade local de gestão de resíduos para obter informações sobre programas de recolha adequados.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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