Amyvid

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Amyvid

Opção de tratamento: Dementia

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Amyvid

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Florbetapir (^18F)
Forma Solução para administração intravenosa
Classe Farmacológica Radiotraçador de diagnóstico para PET; radiofármaco de ligação à beta-amiloide
Utilização Comum Estimativa da densidade de placas neuríticas de beta-amiloide no cérebro
Origem Composto sintético radiomarcado (Flúor-18)

O Amyvid (florbetapir ^18F injetável) é um agente de diagnóstico de uso exclusivo sob receita médica (Rx-only), especificamente um agente de diagnóstico radioativo, aprovado para utilização em adultos que estejam a ser avaliados por compromisso cognitivo. Desenvolvido pela Avid Radiopharmaceuticals, uma subsidiária da Eli Lilly and Company, a sua função exclusiva consiste em fornecer informações de imagiologia, sendo explicitamente não terapêutico.


Que Tipo de Agente é o Amyvid (Florbetapir ^18F)?

O Amyvid é oficialmente classificado como um radiotraçador de diagnóstico por Tomografia por Emissão de Positroes (PET). Este composto sintético utiliza o isótopo radioativo de vida curta Flúor-18 (^18F), uma característica reconhecida clinicamente pela sua semivida vantajosa (aproximadamente 110 minutos), o que permite a produção e a entrega eficiente aos centros de imagiologia. Esta classe de agentes difere dos contrastes de imagem convencionais por utilizar um sinal emitido pela própria molécula radiomarcada, fornecendo informações moleculares altamente específicas em vez de detalhes anatómicos gerais.


Composição e Alvo: O Radiotraçador de beta-Amiloide

O elemento distintivo do Amyvid reside na sua substância ativa, o florbetapir ^18F, um radioligante concebido para uma ligação de elevada afinidade às placas neuríticas de beta-amiloide. O produto é fornecido como uma solução estéril para administração intravenosa e foi desenvolvido para atravessar eficazmente a barreira hematoencefálica. Estudos clínicos sustentam que a ligação do florbetapir ^18F está correlacionada com os achados histopatológicos pós-morte de agregados de beta-amiloide, conferindo reconhecimento clínico à sua precisão como ferramenta de diagnóstico. Esta correlação proporciona um elevado grau de confiança de que a imagem do exame PET reflete com exatidão a presença ou ausência desta patologia cerebral específica.


Papel Geral na Avaliação Cognitiva

O principal objetivo da administração de florbetapir ^18F é fornecer aos médicos uma estimativa objetiva da densidade de placas neuríticas no cérebro de adultos em fase de avaliação por compromisso cognitivo. Esta capacidade é reconhecida clinicamente como uma ferramenta essencial para fornecer evidências in vivo de uma das principais alterações patológicas associadas à doença de Alzheimer. Num cenário de utilização típico, a interpretação visual do exame PET resultante auxilia os médicos a determinar se os sintomas do doente se devem, provavelmente, a uma patologia relacionada com a amiloide, o que é fundamental para uma gestão clínica informada.

Quais efeitos secundários são possíveis com Amyvid?

Âmbito das Reações Adversas

Âmbito da Classificação Detalhes das Informações Regulamentares
Reação mais comum reportada Cefaleia (dor de cabeça) (incidência de 2%)
Outras reações comuns Dor musculoesquelética, aumento da tensão arterial, fadiga, náuseas e reação no local da injeção; todas ocorrem geralmente em menos de 1% dos doentes.
Classes de sistemas de órgãos As reações adversas estão listadas em vários sistemas, incluindo Doenças do Sistema Nervoso (Cefaleia, Tonturas), Doenças Gastrointestinais (Náuseas) e Perturbações Gerais no local de administração (Fadiga, Reação no local da injeção).

Reações Adversas Graves e Condicionalismos de Segurança

As diretrizes regulamentares focam-se em duas preocupações principais de segurança de nível elevado:

  • Risco de Radiação: O Amyvid, tal como todos os radiofármacos, contribui para a exposição total cumulativa à radiação a longo prazo de um doente. Esta exposição está associada a um risco de cancro, o que exige a aplicação de protocolos de manuseamento seguro por parte dos profissionais de saúde.
  • Hipersensibilidade: Está documentada a possibilidade de reações alérgicas, incluindo erupção cutânea, urticária ou inchaço, sendo esta uma consideração para todos os agentes administrados por via intravenosa. Alguns documentos regulamentares citam a hipersensibilidade aos componentes como uma contraindicação.

Considerações de Segurança para Populações Específicas

  • Uso Geriátrico: Os dados regulamentares não demonstram diferenças globais no perfil de segurança entre adultos mais velhos (idade igual ou superior a 65 anos) e indivíduos mais jovens.
  • Insuficiência Renal ou Hepática: É possível um aumento da exposição à radiação em doentes com insuficiência hepática ou renal grave, devido à principal via de eliminação do fármaco, o que exige uma avaliação cuidadosa da relação benefício-risco.
  • Gravidez e Amamentação: A utilização durante a gravidez acarreta o potencial de danos fetais devido à exposição à radiação. As informações oficiais aconselham as mulheres que estão a amamentar a extrair e eliminar o leite materno durante as 24 horas após a administração, de modo a minimizar a exposição do lactente.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

O Amyvid (florbetapir ^18F) é administrado numa massa química muito reduzida; consequentemente, as autoridades regulamentares não listam sinais ou sintomas específicos para uma sobredosagem farmacológica tradicional do próprio princípio ativo. O perfil oficial de sobredosagem é definido exclusivamente pelo risco associado à administração de uma dose excessiva de radioatividade.

Foco da Sobredosagem Descrição Regulamentar
Risco Relevante A administração de uma sobredosagem de radiação (que exceda os 370 MBq ou 10 mCi) é o fator de risco explicitamente declarado.
Resultado Esperado A preocupação principal reside no aumento da exposição total acumulada à radiação a longo prazo.
Nota Especial É possível um aumento da exposição à radiação em doentes com insuficiência renal ou hepática, devido a uma potencial alteração na eliminação do fármaco.

Quando ocorre uma administração que excede a dose máxima de radiação regulamentada, é necessária assistência médica imediata. As diretrizes regulamentares oficiais determinam intervenções específicas destinadas a reduzir a dose de radiação absorvida. Estas medidas de suporte incluem incentivar a hidratação do doente e garantir a micção frequente para aumentar a taxa de eliminação do radionuclídeo do organismo. Em algumas classificações regulamentares, podem ser consideradas medidas como a diurese forçada para acelerar o processo de eliminação. O objetivo procedimental imediato de todas as ações de emergência determinadas é minimizar a exposição global do doente à radiação.

Usos terapêuticos de Amyvid

O Amyvid (florbetapir ^18F) é um agente de diagnóstico radioativo especializado. A utilização do Amyvid pode fornecer um ponto de dados objetivo e baseado em evidências que apoia a avaliação clínica, em vez de aliviar os sintomas diretamente.

Clarificar a Causa do Declínio Cognitivo Persistente

O Amyvid é utilizado para a Tomografia por Emissão de Positroes (PET) do cérebro, com o objetivo de estimar a densidade de placas neuríticas de beta-amiloide em doentes adultos que estejam a ser avaliados por compromisso cognitivo.

Esta aplicação auxilia na gestão de sintomas que interferem com o funcionamento diário, ao abordar a potencial causa subjacente ao declínio cognitivo persistente, tal como a perda de memória ou dificuldades de raciocínio. As utilizações comuns incluem a avaliação de doentes com compromisso cognitivo, Compromisso Cognitivo Ligeiro (CCL), e o apoio no esclarecimento durante a avaliação de outras causas de demência.

“A utilização desta ferramenta de diagnóstico ajuda na manutenção da estabilidade funcional ao clarificar achados clínicos relevantes.”

Facto Rápido Benefício Diagnóstico
Apoio à Clareza Diagnóstica Contribui para atenuar a carga global de sintomas da confusão diagnóstica durante a fase de avaliação.
Grupo de Doentes Doentes adultos sob avaliação por declínio cognitivo ou demência.
Objetivo Clínico Apoia o alinhamento entre os planos de gestão e os respetivos achados clínicos.

Orientar a Gestão do Doente e Resolver Incertezas

O estado resultante do exame é frequentemente utilizado quando a gestão de suporte dos sintomas é adequada, uma vez que pode auxiliar os médicos na orientação de decisões de cuidados subsequentes. Um benefício considerado relevante deve-se ao facto de um exame negativo reduzir a probabilidade de o compromisso ser devido à patologia da Doença de Alzheimer (DA), o que pode ajudar os médicos na investigação de outras causas, potencialmente tratáveis, para sintomas relacionados com um desequilíbrio sistémico. O Amyvid é comumente utilizado em várias condições caracterizadas por períodos de sintomas acentuados de incerteza diagnóstica. Ao adicionar um ponto de dados físico e fidedigno à avaliação, o Amyvid auxilia na manutenção da estabilidade funcional durante a complexa fase de avaliação.

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a utilização do Amyvid (florbetapir ^18F) é rigorosamente definida pelas autoridades regulamentares, estando limitada a doentes adultos com compromisso cognitivo que se encontrem sob avaliação para a Doença de Alzheimer ou outras causas de declínio cognitivo. A segurança e a eficácia deste agente não foram estabelecidas para finalidades como a previsão do desenvolvimento de demência ou a monitorização da resposta ao tratamento.

Critérios de Elegibilidade e Restrições

Estado de Elegibilidade Regra de População
Contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida ao florbetapir ^18F ou aos seus excipientes não devem utilizar o medicamento, conforme estipulado nos documentos regulamentares.
Utilização Restrita O uso em doentes pediátricos não está indicado, uma vez que a segurança nesta população não foi estabelecida.
Utilização Condicional As mulheres grávidas requerem uma avaliação de risco, sendo a utilização permitida apenas quando o benefício provável excede largamente o risco. As mulheres lactantes devem interromper temporariamente a amamentação e eliminar o leite durante as 24 horas seguintes à administração, de modo a minimizar a exposição do lactente à radiação.
Consideração Especial Doentes com insuficiência renal (rim) ou hepática (fígado) requerem uma ponderação cuidadosa antes da administração, dado que a eliminação do fármaco não está totalmente caracterizada nestes grupos.

Embora os adultos mais velhos possam utilizar este agente sem necessidade de ajuste da dose, o perfil regulamentar oficial limita a sua utilização ao contexto de diagnóstico específico para o qual foi aprovado.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Amyvid com outros medicamentos e produtos

O Amyvid (florbetapir ^18F injetável) é um radiotraçador de diagnóstico por Tomografia por Emissão de Positroes (PET). O seu perfil oficial de interações é notável pela ausência de interações medicamentosas formais e documentadas que exijam restrições específicas.

As autoridades regulamentares não listam medicamentos específicos que sejam classificados como combinações contraindicadas com o florbetapir ^18F. Além disso, não existem regras de separação temporal obrigatórias para a administração conjunta de outros medicamentos nas informações oficiais de prescrição.


Conclusões Oficiais sobre Interações

Domínio de Interação Conclusões Regulamentares Oficiais
Interações Farmacocinéticas e Metabólicas Nenhuma documentada; não foram realizados estudos in vivo sobre interações mediadas por enzimas ou transportadores.
Interações Farmacodinâmicas Estudos de ligação in vitro não revelaram qualquer interferência na ligação à proteína beta-amiloide por parte de produtos medicinais habitualmente utilizados por doentes sob avaliação.
Modificação da Exposição Não existem substâncias oficialmente listadas como capazes de aumentar os níveis plasmáticos, reduzir a eliminação ou alterar a AUC ou a Cmax do florbetapir ^18F.
Alimentos, Álcool e Produtos Herbais Não estão documentadas interações com alimentos ou produtos à base de plantas. A pequena quantidade de álcool (etanol) presente na formulação do medicamento não apresenta efeitos clínicos assinaláveis.

Esta estrutura de interações significa que as diretrizes aprovadas não impõem quaisquer restrições específicas aos medicamentos coadministrados no que respeita ao risco de interação medicamentosa para o procedimento de imagem em si.

Mecanismo de ação

Ligação Molecular Direcionada à Patologia

O mecanismo de ação centra-se na molécula de Florbetapir, um radioligante desenvolvido para uma ligação de elevada afinidade à estrutura agregada das placas neuríticas de beta-amiloide no cérebro. Esta interação molecular é não-moduladora; o fármaco não afeta quaisquer vias fisiológicas normais, localizando-se antes especificamente nos agregados proteicos patológicos. Esta seletividade molecular facilita a concentração do traçador no local da patologia alvo.


Sinergia na Geração e Retenção do Sinal

A geração final do sinal resulta da sinergia obrigatória entre a molécula de Florbetapir e o seu marcador, o Flúor-18 (^18F). O Florbetapir fornece a especificidade biológica (ligação e atravessamento da barreira hematoencefálica), enquanto o isótopo ^18F fornece o sinal físico detetável através da emissão de positrões. Isto gera um padrão de retenção cerebral diferencial: o traçador ligado é retido em áreas ricas em placas, enquanto o traçador não ligado é rapidamente eliminado. Este contraste estabelece o diferencial de sinal localizado necessário.


Cascata para a Geração do Mapa Visual

A sequência de ligação molecular, retenção diferencial e emissão de positrões forma uma cascata mecanística que conduz à geração do mapa visual. O gradiente de concentração de radioatividade localizado, criado pelo traçador retido, é mapeado com precisão por um scanner de Tomografia por Emissão de Positroes (PET). Este processo produz uma imagem visual que reflete a distribuição da concentração de placas neuríticas de beta-amiloide.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Amyvid (florbetapir ^18F injetável)

A administração do Amyvid é uma etapa processual integrada num exame de diagnóstico por Tomografia por Emissão de Positroes (PET). As instruções de utilização são rigorosamente regulamentadas e regem a dose necessária, o método de administração e os tempos a respeitar.

Diretrizes Oficiais de Administração

Característica Requisito Regulamentar
Via Injeção intravenosa (IV) numa veia.
Dose Uma dose única de 370 MBq (10 mCi).
Aplicação Deve ser administrado como uma injeção única em bólus lento, durante 6 a 10 segundos.
Lavagem (Flush) A linha intravenosa deve ser lavada com, pelo menos, 5 mL de solução de cloreto de sódio a 0,9% imediatamente após a dose.
Tempo O exame PET subsequente deve iniciar-se aproximadamente 50 a 70 minutos após a conclusão da injeção.

Estrutura do Procedimento

Todo o processo exige uma adesão precisa aos requisitos de tempo e de dosagem:

  1. Preparação: A dose específica para o doente deve ser avaliada (medida) num dispositivo calibrado imediatamente antes da utilização, de forma a compensar o decaimento radioativo.
  2. Administração: A dose medida é injetada por via intravenosa seguindo uma técnica assética rigorosa.
  3. Início do Procedimento: Deve ser respeitado o intervalo obrigatório de 50 a 70 minutos antes do início do procedimento de diagnóstico por imagem.

Contexto de Utilização e Idade

O Amyvid destina-se exclusivamente a fins de diagnóstico. As instruções aprovadas não requerem qualquer ajuste específico da dose para a utilização em doentes geriátricos.

Evidência clínica recente

Evidência Científica e Resumo dos Estudos do Amyvid

1. Investigação sobre Precisão Diagnóstica: Correlação com a Densidade de Placas

A investigação principal sobre o florbetapir ^18F avaliou a sua capacidade de refletir a presença de placas beta-amiloides no cérebro, uma característica neuropatológica central para a utilização deste medicamento. Este agente de diagnóstico foi estudado especificamente para estimar a densidade destas placas.

Estudos clínicos que compararam o diagnóstico por imagem com a análise de tecidos foram fundamentais para examinar esta aplicação, comparando as imagens de PET obtidas durante a vida do doente com análises detalhadas do tecido cerebral realizadas após o falecimento (autopsia). Os investigadores monitorizaram a concordância entre a interpretação visual do exame e a quantidade real de placas encontrada no tecido, abrangendo um grupo de doentes adultos sob avaliação por declínio cognitivo.

Métodos de Validação: Comparação entre Exame e Autopsia

Os estudos reportaram medições sobre a precisão com que os resultados do exame refletiam os achados da autopsia. Verificou-se que um resultado negativo no exame era consistente com a presença de pouquíssimas ou nenhumas placas beta-amiloides na análise pós-morte. Em contrapartida, um exame positivo foi associado à presença de placas em quantidades moderadas a frequentes. Estes dados ajudam a descrever o desempenho diagnóstico observado até ao momento.

2. Investigação sobre a Utilidade Prognóstica no Declínio Cognitivo

Para além da precisão diagnóstica, a investigação tem explorado padrões relativos a futuras alterações cognitivas em doentes sob avaliação, especialmente em indivíduos com Défice Cognitivo Ligeiro (DCL). Esta base de evidência assenta em estudos observacionais prospetivos e longitudinais que acompanharam os doentes durante intervalos definidos, tipicamente entre um e três anos.

Foco do Estudo: Progressão para Demência Clínica

Os dados de estudos observacionais mostram padrões em doentes com DCL que apresentaram um resultado positivo para beta-amiloide no início do estudo. Nestes indivíduos, observou-se uma taxa superior de declínio subsequente em certas medidas cognitivas, quando comparados com aqueles que obtiveram um resultado negativo. A investigação descreve padrões relacionados com uma taxa de conversão mais elevada de DCL para um diagnóstico clínico de demência por Doença de Alzheimer em doentes com resultado positivo para beta-amiloide. Contudo, o grau de certeza permanece reduzido quanto à utilização desta ferramenta para prever se um indivíduo irá desenvolver demência, e a investigação continua em curso.

5. Limitações e Áreas de Incerteza Científica

Os estudos principais que estabeleceram a correlação entre os achados do exame e os resultados da autopsia basearam-se em amostras cuja dimensão foi limitada. Consequentemente, os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas. Além disso, a evidência sobre a utilidade prognóstica baseia-se em desenhos de estudos observacionais; este tipo de investigação fornece contexto, mas não permite previsões individuais nem estabelece uma relação de causa-efeito entre o resultado do exame e futuras alterações cognitivas. A literatura científica indica que a utilidade da capacidade do exame para descrever o declínio futuro ainda não é clara para a prática médica rotineira.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Amyvid (FAQ)

P: Porque é que os médicos utilizam o Amyvid em conjunto com outros exames, em vez de usarem apenas o resultado do exame de imagem? R: Os documentos regulamentares estabelecem que o Amyvid (florbetapir ^18F) é um auxiliar de diagnóstico. Isto significa que a imagem obtida no exame não deve ser a única informação utilizada pelo médico. O exame é utilizado em conjunto com outras avaliações clínicas abrangentes quando o médico está a investigar as causas de um declínio cognitivo.

P: O que acontece ao composto florbetapir ^18F após a conclusão do exame PET? R: O composto florbetapir foi concebido para ser rapidamente eliminado do organismo. As informações farmacocinéticas oficiais indicam que o composto é eliminado principalmente através do trato hepatobiliar e gastrointestinal. A radioatividade residual na corrente sanguínea apresenta-se, sobretudo, sob a forma de metabolitos polares ou componentes decompostos.

P: Com que rapidez é que o elemento radioativo do Amyvid é eliminado do corpo? R: As informações oficiais indicam que o elemento radioativo é eliminado rapidamente. Menos de 5% da radioatividade injetada está presente no sangue 20 minutos após a administração, e menos de 2% ao fim de 45 minutos. Esta distribuição e eliminação céleres são características fundamentais da conceção do composto.

P: Que tipo de objetos metálicos, como aparelhos dentários ou joias, podem interferir na imagem do exame PET? R: As diretrizes oficiais de imagem incluem um aviso relativo ao risco de interpretação incorreta da imagem. Embora os documentos não listem especificamente joias ou aparelhos dentários, existem preocupações com erros que distorcem a imagem — tais como artefactos de movimento. Qualquer objeto estranho que possa potencialmente criar uma sombra ou bloquear o sinal durante o exame é habitualmente gerido pela equipa médica antes do procedimento.

P: O que significa quando o médico diz que a imagem do Amyvid "pode ser mal interpretada"? R: O rótulo oficial do produto inclui um aviso sobre o Risco de Interpretação Incorreta da Imagem e outros Erros. Este risco pode dever-se a fatores como o movimento do doente (artefactos), atrofia cerebral grave ou quando os detalhes clínicos influenciam a interpretação visual. Por este motivo, as imagens destinam-se a ser lidas por pessoal especializado seguindo as diretrizes oficiais.

P: Porque é recomendado beber água ou líquidos extra antes e depois do exame de Amyvid? R: As orientações regulamentares aconselham os doentes a hidratarem-se adequadamente tanto antes como depois de receberem a injeção. Esta orientação é fornecida para ajudar a minimizar a exposição do doente à radiação. O objetivo do aumento da ingestão de líquidos e da micção frequente é promover a eliminação rápida do traçador do organismo.

P: Qual é a preocupação com os artefactos de imagem causados pelo movimento do doente durante o exame? R: O rótulo regulamentar lista a possibilidade de artefactos de movimento como um tipo de erro que pode levar a uma interpretação incorreta da imagem. O exame PET depende do mapeamento preciso do sinal radioativo e, se o doente se mover significativamente, a imagem resultante pode ficar distorcida. Isto significa que a representação visual das placas amiloides poderá não ser rigorosa.

P: O Amyvid liga-se a outras estruturas no cérebro além das placas beta-amiloides? R: O mecanismo de ação oficial foca-se na elevada afinidade do florbetapir ^18F para as placas neuríticas beta-amiloides. Estudos clínicos que analisaram este tópico não detetaram a ligação do florbetapir ^18F à proteína tau nem a um painel de neurorrecetores em ambiente laboratorial.

P: É verdade que um exame de Amyvid pode, por vezes, alterar o diagnóstico original de um médico? R: O Amyvid está aprovado para utilização como um auxiliar de diagnóstico para adultos em avaliação por declínio cognitivo. Ao fornecer uma estimativa visual e objetiva da densidade das placas beta-amiloides, o exame acrescenta uma nova evidência ao quadro clínico. Esta informação ajuda o médico na sua avaliação global.

P: Qual é a razão para ter de urinar logo após receber a injeção? R: Os avisos de segurança oficiais indicam que o esvaziamento frequente da bexiga (micção) é necessário após a administração do traçador radioativo. Esta medida é implementada com base em avisos oficiais para ajudar a reduzir a exposição do doente à radiação, promovendo a eliminação rápida do material.

P: Sofrer de claustrofobia pode ser um problema ao realizar um exame PET de Amyvid? R: Embora não seja um problema de segurança relacionado com o fármaco em si, a claustrofobia foi relatada como uma reação adversa por um pequeno número de doentes durante os ensaios clínicos. Uma vez que o procedimento envolve permanecer imóvel dentro do equipamento, recomenda-se que indivíduos com claustrofobia conhecida falem com o seu profissional de saúde antes do procedimento de exame.

P: O que acontece se o florbetapir ^18F for injetado acidentalmente fora da veia? R: Os documentos regulamentares enfatizam que a injeção deve ser estritamente intravenosa (na veia). A extravasação, que ocorre quando o fármaco é injetado fora da veia, pode potencialmente levar a uma exposição desnecessária à radiação local e também resultar em artefactos que comprometem a precisão da imagem.

P: Quais são os avisos específicos sobre o contacto próximo com crianças pequenas após o exame? R: Para minimizar a exposição de terceiros à radiação, os documentos regulamentares aconselham os doentes a restringir o contacto próximo com bebés e mulheres grávidas durante as primeiras 24 horas após a injeção. Esta é uma precaução de radiação padrão para radiofármacos com uma semivida curta.

Como Amyvid deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação do Amyvid (florbetapir ^18F injetável)

O Amyvid é um radiofármaco, o que implica que a sua conservação e eliminação sejam regidas por normas rigorosas devido à sua natureza radioativa e ao seu componente inflamável (etanol).


Requisitos de Conservação

Condição Requisito
Temperatura Conservar a temperatura inferior a 25 °C.
Proteção Deve ser protegido da luz e guardado num local bem ventilado.
Segurança Manter afastado do calor, faíscas, chamas abertas e superfícies quentes.
Recipiente Exige uma blindagem adequada contra a radiação e o recipiente deve ser mantido hermeticamente fechado.

Eliminação e Manuseamento

A conservação deve ser feita sempre fora do alcance e da vista das crianças. A estabilidade do produto é limitada pela curta semivida do Flúor-18, o que dita a sua utilização num curto período de tempo. O Amyvid não utilizado deve ser eliminado de forma segura, em conformidade com os regulamentos locais e nacionais aplicáveis a resíduos radioativos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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