Amfotericina B

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Amfotericina B

Esta secção fundamental define a identidade e o propósito central da Amfotericina B, destacando as suas características únicas como um agente antifúngico essencial.

Propriedade Descrição
Princípio ativo Amfotericina B
Forma Principal Preparação intravenosa (IV) (ex.: lipossómica, dispersão coloidal)
Classe Farmacológica Macrólido polieno, Agente Antifúngico
Objetivo Geral Tratamento de infeções fúngicas sistémicas graves (micoses)
Origem Produto natural (derivado de Streptomyces nodosus)

Amfotericina B: Definição e Identidade Farmacológica

A Amfotericina B é um agente antimicrobiano potente e fundamental, pertencente à classe dos macrólidos polienos de agentes antifúngicos. É classificada principalmente como um produto de substância única, reservado para o tratamento de infeções profundas e graves. Esta medicação é utilizada para tratar infeções fúngicas que colocam a vida dos doentes em risco, sendo considerada clinicamente crítica para o combate a um vasto espetro de agentes patogénicos fúngicos.


Composição, Origem e Tipos de Preparação

O princípio ativo, a Amfotericina B, é um produto natural derivado da bactéria do solo Streptomyces nodosus, o que torna a sua origem biológica e não totalmente sintética. Para a sua administração, o fármaco é formulado exclusivamente como uma preparação intravenosa (IV), de forma a garantir a disponibilidade sistémica direta. Estudos farmacológicos têm sustentado consistentemente a eficácia deste agente contra inúmeras espécies de leveduras e bolores, estabelecendo-o como um fármaco de importância crítica.

A Amfotericina B encontra-se disponível em múltiplas formas, incluindo a formulação convencional original e os sistemas modernos de base lipídica, tais como a formulação lipossómica e a dispersão coloidal. Estes sistemas modernos encapsulam o composto ativo num veículo lipídico protetor. O desenvolvimento destas formulações lipídicas foi fundamental para melhorar o perfil de segurança do fármaco.


O Papel da Amfotericina B em Infeções Graves

O objetivo geral da Amfotericina B é proporcionar a atividade fungicida de largo espetro necessária para eliminar infeções fúngicas progressivas e micoses fatais. O fármaco atua visando e interrompendo diretamente a integridade da membrana celular do fungo, o que leva à morte irreversível do agente patogénico. Este mecanismo potente faz com que o medicamento seja reservado principalmente para o tratamento de doentes, tais como os que se encontram gravemente imunocomprometidos devido a condições como quimioterapia ou transplante de órgãos, onde tratamentos menos agressivos podem revelar-se ineficazes contra doenças fúngicas de propagação rápida.

Quais efeitos secundários são possíveis com Amfotericina B?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança da Amfotericina B está formalmente estruturado de acordo com documentos oficiais, que classificam as reações adversas por frequência e pelos sistemas do organismo afetados. Este enquadramento estabelece os limites e a monitorização obrigatória necessária para a sua utilização no tratamento de infeções fúngicas graves.

Reações Adversas Muito Comuns (Afetam mais de 1 em cada 10 doentes):

A documentação técnica destaca efeitos adversos esperados, tais como reações relacionadas com a perfusão, que incluem febre e calafrios ou tremores, ocorrendo frequentemente durante ou pouco após a perfusão inicial. A nefrotoxicidade (danos nos rins), indicada pelo aumento da creatinina sérica, é também classificada como uma preocupação muito comum e que pode limitar a dose. Observam-se frequentemente alterações na química do organismo, como a hipocaliémia (níveis baixos de potássio).


Classificação por Órgãos e Sistemas e Preocupações Graves

Os sistemas do corpo mais afetados, conforme a classificação oficial, são as Doenças Renais e Urinárias e as Doenças do Metabolismo e da Nutrição. As reações adversas comuns incluem a anemia e a dor de cabeça. Embora sejam menos frequentes (pouco comuns), os registos de segurança incluem eventos adversos graves, tais como paragem cardíaca e convulsões.

Considerações de Segurança e Limitações

O risco de danos nos rins está, de um modo geral, relacionado com a dose cumulativa e com a duração total do tratamento. As informações de segurança exigem precaução e uma monitorização rigorosa em doentes com compromisso renal pré-existente ou compromisso hepático grave. O medicamento é geralmente contraindicado em indivíduos com hipersensibilidade conhecida à Amfotericina B.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As entidades oficiais classificam a sobredosagem de Amfotericina B como um evento que pode resultar em consequências potencialmente fatais, especificamente a paragem cardíaca ou a paragem cardiorrespiratória. Por conseguinte, perante qualquer suspeita de sobredosagem, é obrigatório que os doentes ou cuidadores procurem assistência médica imediata e contactem os serviços de emergência sem demora.

Risco de Sobredosagem e Prevenção

A informação técnica de prescrição documenta um fator de risco crítico para a sobredosagem: a possibilidade de ocorrer um erro de medicação que envolva a confusão entre a formulação convencional de Amfotericina B e as preparações modernas de base lipídica. Esta confusão entre formulações tem sido associada a um risco de sobredosagem fatal. Para prevenir esta sobredosagem inadvertida, as normas determinam estritamente que o nome do produto e a dose sejam verificados antes da administração. A dose diária total da formulação convencional está formalmente limitada a um máximo de 1,5 mg/kg de peso corporal.

Protocolos de Gestão e Monitorização

Não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem por Amfotericina B. Deste modo, a gestão consiste inteiramente em tratamento sintomático e de suporte sob supervisão médica rigorosa. É exigida a monitorização apertada de diversos sistemas de órgãos e parâmetros vitais. Isto inclui a observação contínua da função renal, da função hepática e da função hematopoiética (produção de células sanguíneas). Adicionalmente, os protocolos de gestão requerem a monitorização laboratorial dos eletrólitos séricos, especificamente os níveis de potássio e de magnésio. Estas ações definem a resposta necessária perante uma situação de sobredosagem.

Usos terapêuticos de Amfotericina B

A Amfotericina B é um medicamento antifúngico utilizado principalmente no tratamento de infeções fúngicas graves. Este fármaco é habitualmente aplicado em cenários clínicos para abordar condições causadas por agentes patogénicos fúngicos sistémicos que se disseminaram pelo corpo, afetando frequentemente doentes imunocomprometidos. As suas principais utilizações e benefícios decorrem da sua capacidade de ajudar a gerir os sintomas associados a estas infeções.

O benefício fundamental que o doente recebe é o alívio dos sintomas causados por doenças fúngicas como a pneumonia, a sepsia e a meningite. A Amfotericina B está indicada para uma vasta gama de micoses graves, incluindo a aspergilose, candidíase, criptococose, blastomicose norte-americana, coccidioidomicose, histoplasmose, paracoccidioidomicose e mucormicose. Para informações abrangentes sobre as utilizações aprovadas e orientações regulamentares, deve ser consultada a documentação oficial do medicamento.

Facto Rápido: Alívio para Sintomas Fúngicos Invasivos

“A Amfotericina B é frequentemente um passo inicial na gestão de infeções fúngicas invasivas.”

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Amfotericina B

Os documentos regulamentares oficiais definem critérios rigorosos de elegibilidade baseados no estado do doente, na idade e em condições médicas pré-existentes.


Âmbito de Elegibilidade

Classificação População Estado
Contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida à Amfotericina B ou a qualquer componente da formulação. Explicitamente proibido, a menos que a infeção fúngica coloque a vida em risco e seja apenas suscetível a esta terapia.
Não Recomendado Doentes com doença fúngica clinicamente inaparente (ex.: confirmada apenas por testes serológicos). Não deve ser utilizado em infeções fúngicas não progressivas e não fatais.
Não Estabelecido Recém-nascidos com menos de um mês de idade (formulação lipossómica). A segurança e a eficácia não foram estabelecidas nesta faixa etária.
Uso Restrito Mulheres grávidas. Deve ser utilizado apenas se os benefícios potenciais para a mãe superarem os riscos potenciais para o feto.
Uso Restrito Mulheres em período de amamentação. O uso geralmente não é recomendado; deve ser tomada a decisão de interromper a amamentação ou suspender o fármaco.
Uso Condicional Doentes com compromisso renal pré-existente. As formulações de base lipídica, menos tóxicas, são frequentemente indicadas especificamente quando o compromisso renal impede o uso da Amfotericina B convencional.

O produto é contraindicado em doentes com hipersensibilidade documentada à Amfotericina B. A segurança e a eficácia não foram estabelecidas em recém-nascidos com menos de um mês de idade. A Amfotericina B convencional deve ser utilizada com precaução em doentes com função renal reduzida.

O perfil regulamentar estabelece contraindicações absolutas (hipersensibilidade) e define populações específicas onde o uso é restrito ou não está estabelecido (recém-nascidos, gravidez, amamentação). A elegibilidade requer frequentemente uma avaliação cuidadosa da função renal do doente para determinar qual a formulação apropriada, conforme indicado nas informações de prescrição.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os documentos oficiais definem o perfil de interação da Amfotericina B principalmente através de toxicidades aditivas e de restrições obrigatórias na sua administração.

Interações Farmacodinâmicas e de Toxicidade

Agentes de Interação Descrição Oficial
Outros Medicamentos Nefrotóxicos (ex.: Ciclosporina, Aminoglicósidos) Podem potenciar o risco de toxicidade renal induzida por fármacos (nefrotoxicidade aditiva).
Corticosteroides, ACTH e Glicósidos Digitálicos A hipocaliémia (baixos níveis de potássio) induzida pela Amfotericina B pode potenciar a toxicidade destes agentes quando administrados em simultâneo.
Agentes Antineoplásicos Podem aumentar o potencial de toxicidade renal, hipotensão (tensão baixa) e broncoespasmo.
Flucitosina A sua toxicidade aumenta devido a uma possível redução da excreção renal e/ou ao aumento da absorção celular.
Azóis / Imidazóis (ex.: Cetoconazol) Estudos sugerem o potencial de resistência fúngica; recomenda-se precaução, especialmente em doentes imunocomprometidos.

Restrições de Administração e Regras de Tempo

A administração conjunta com transfusões de leucócitos tem sido associada a relatos de toxicidade pulmonar aguda, o que leva à recomendação de que estas perfusões sejam separadas pelo maior intervalo de tempo possível. Além disso, a formulação lipossómica é fisicamente incompatível e não deve ser misturada com soluções salinas, outros eletrólitos ou outros produtos medicinais para perfusão, exceto os especificamente indicados para a sua preparação. Não existem interações clinicamente significativas documentadas na rotulagem oficial relativamente a alimentos, álcool ou produtos à base de plantas.

Mecanismo de ação

Como funciona a Amfotericina B

A Amfotericina B atinge a sua ação fungicida através de um mecanismo duplo, focado essencialmente na membrana celular do fungo e na indução de stresse celular.

Destruição Direcionada da Membrana Celular Fúngica

Este mecanismo baseia-se na elevada afinidade de ligação do fármaco ao ergosterol, um componente esteroide exclusivo da membrana fúngica que está praticamente ausente nas células humanas. Esta interação direcionada faz com que as moléculas de Amfotericina B se autoassociem, formando poros permeáveis a iões que rompem fisicamente a barreira fúngica. A principal consequência fisiológica é a saída rápida e massiva de catiões essenciais (K^+, Mg^2+) da célula, provocando uma despolarização imediata e uma perda catastrófica da integridade osmótica. Este colapso físico interrompe funções enzimáticas internas críticas, constituindo o mecanismo da sua atividade fungicida.

Stresse Oxidativo Complementar e Sinergia

Complementarmente à rutura da membrana, a Amfotericina B atua como um agente pró-oxidante, promovendo a formação de Espécies Reativas de Oxigénio (ERO) no interior da célula fúngica. Este mecanismo secundário gera danos oxidativos generalizados nos componentes internos da célula, o que contribui para a destruição irreversível do agente patogénico. Do ponto de vista mecânico, este fármaco atua também como um agente permeabilizante; quando utilizado em conjunto com um parceiro antifúngico, como a flucitosina, a rutura da membrana facilita a entrada do outro medicamento, resultando numa maior acumulação intracelular do mesmo.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar a Amfotericina B

A Amfotericina B, disponível nas formas convencional (desoxicolato) e em formulações de complexo lipídico ou lipossómicas, deve ser administrada estritamente por perfusão intravenosa (IV) lenta. É proibida a administração deste medicamento por via oral, injeção intramuscular ou por bólus intravenoso rápido.

Dosagem e Esquema Terapêutico

O medicamento é administrado uma vez por dia. A dose é calculada com base no peso corporal do doente (em quilogramas) e inicia-se habitualmente com uma dose de teste ou uma dose inicial baixa, sendo depois aumentada gradualmente conforme a prescrição médica.

Para a amfotericina B convencional (desoxicolato), a dose inicial é frequentemente de 0,25 a 0,3 mg/kg por dia, progredindo lentamente até um máximo de 1,5 mg/kg por dia. As formulações lipossómicas apresentam geralmente uma dose inicial mais elevada, como 3,0 a 5,0 mg/kg por dia.

A administração deve ser lenta. As formulações convencionais são tipicamente infundidas ao longo de 2 a 6 horas. As formulações lipossómicas são geralmente administradas em 30 a 60 minutos, tempo que pode ser alargado para doses superiores a 5 mg/kg.

Requisitos de Preparação

Este medicamento apresenta-se como um pó liofilizado que requer etapas específicas de preparação:

  1. Reconstituição: O frasco deve ser reconstituído utilizando Água Estéril para Injeção (sem agentes bacteriostáticos).
  2. Diluição: O concentrado reconstituído deve ser posteriormente diluído apenas com Dextrose a 5% para Injeção (Glicose). As soluções salinas (NaCl) não são compatíveis com a solução final de perfusão.
  3. Concentração Final: A solução de perfusão deve situar-se dentro de um intervalo de concentração específico, tipicamente entre 0,1 e 2,0 mg/mL, dependendo da formulação.

Notas Procedimentais Especiais

O nome específico do produto (ex.: desoxicolato vs. lipossómica) e a dose calculada devem ser verificados imediatamente antes da administração para evitar erros acidentais. Se o tratamento for interrompido por sete dias ou mais, a terapia deve ser reiniciada com a dose inicial recomendada mais baixa.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre a Amfotericina B

Esta secção descreve os tipos de investigação oficial — tais como ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECCA) e revisões sistemáticas — que foram realizados com a Amfotericina B. Detalha as populações estudadas e os resultados específicos monitorizados pelos investigadores para compreender como este medicamento foi avaliado em contextos clínicos.

Evidência para Uso em Candidíase Sistémica

O panorama da evidência sobre a Amfotericina B para uso em infeções sistémicas por leveduras inclui um elevado número de Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA). Os estudos examinaram principalmente adultos com infeções da corrente sanguínea, tendo sido desenhados para medir parâmetros como a mortalidade por todas as causas e a taxa de eliminação do fungo. A investigação que explorou desenhos de estudos comparativos indicou que a forma convencional original e as preparações modernas de base lipídica apresentaram medidas comparáveis de resultados microbiológicos.

Investigação sobre Meningite Criptocócica

A Amfotericina B foi avaliada num número substancial de ECCA fundacionais e modernos para infeções fúngicas do sistema nervoso central, particularmente na meningite criptocócica. A investigação focou-se intensamente em regimes de terapia combinada e as principais populações estudadas foram adultos a viver com a infeção por VIH. A investigação examinou a taxa de Atividade Fungicida Precoce — uma medida da rapidez com que o fungo foi eliminado do líquido cefalorraquidiano (LCR) — a par da mortalidade por todas as causas. Esta investigação baseou-se fundamentalmente em ECCA históricos e atuais.

Lacunas na Evidência e Áreas de Incerteza na Investigação

A investigação relativa à aspergilose invasiva envolveu frequentemente revisões sistemáticas em adultos gravemente imunocomprometidos. No entanto, a base de evidência global ainda apresenta diversas limitações na estrutura da investigação. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos, uma vez que as durações do acompanhamento (follow-up) foram limitadas em muitos ensaios. Os dados para certos grupos específicos, tais como pessoas com comorbilidades altamente complexas, permanecem insuficientes. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas nas condições específicas sob as quais a investigação foi conduzida.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Amfotericina B (FAQ)


P: Para que tipos de infeções fúngicas está aprovada a Amfotericina B?

A rotulagem oficial indica que a Amfotericina B está aprovada para tratar infeções fúngicas graves e progressivas. Isto inclui condições potencialmente fatais, tais como a aspergilose invasiva, a meningite criptocócica, a candidíase e a blastomicose. O seu uso é indicado para doentes cujo estado de saúde cumpra os critérios específicos definidos na rotulagem regulamentar.


P: Qual é a diferença entre a Amfotericina B e a Amfotericina B lipossómica?

A diferença fundamental entre as formulações convencional e lipossómica reside no seu perfil de segurança. A informação oficial refere que as versões de base lipídica foram desenvolvidas para serem menos tóxicas para os rins (menor nefrotoxicidade) e para reduzir potencialmente a gravidade das reações relacionadas com a perfusão, tais como febre e calafrios.


P: A Amfotericina B pode ser utilizada em crianças?

A informação regulamentar demonstra que a Amfotericina B é utilizada em crianças. Não existem dados específicos que sugiram que os seus efeitos ou reações adversas sejam significativamente diferentes em crianças quando comparados com os adultos, embora os fatores individuais exijam sempre uma monitorização apertada.


P: Que tipo de monitorização renal é necessária durante a utilização de Amfotericina B?

Devido ao risco de lesão renal, ou nefrotoxicidade, os documentos regulamentares indicam que é necessária uma monitorização frequente da função renal durante o tratamento com este medicamento. Além disso, as instruções oficiais aconselham a monitorização do hemograma e dos níveis de eletrólitos (como o potássio e o magnésio).


P: A Amfotericina B é considerada um medicamento "forte" ou de "último recurso"?

Os documentos regulamentares oficiais restringem o uso deste fármaco principalmente a doentes com infeções fúngicas progressivas e potencialmente fatais. O medicamento não é geralmente recomendado para tratar infeções fúngicas não invasivas ou menos graves em indivíduos com uma função imunitária normal.


P: A Amfotericina B afeta a função hepática?

A informação oficial do produto aconselha a que a função hepática seja monitorizada regularmente durante a terapia com Amfotericina B. Este procedimento serve para verificar potenciais alterações nos parâmetros químicos do fígado ao longo do tratamento.


P: O que acontece se falhar uma dose de Amfotericina B?

Se o tratamento for interrompido por sete dias ou mais, as notas de procedimento oficiais indicam que a terapia é tipicamente reiniciada com o nível de dose inicial mais baixo recomendado. A dose é então aumentada gradualmente conforme prescrito inicialmente.


P: A Amfotericina B é um fármaco tóxico?

Os documentos oficiais de segurança indicam que a Amfotericina B pode causar efeitos secundários graves, incluindo lesão renal grave (nefrotoxicidade) e reações agudas, potencialmente graves, durante a perfusão. É por este motivo que o seu uso é reservado para o tratamento de infeções graves e fatais.


P: Qual é a função da formulação de desoxicolato de Amfotericina B?

A formulação convencional de desoxicolato utiliza uma substância chamada ácido desoxicólico para suspender o fármaco numa dispersão coloidal estável. Este método de preparação é necessário porque a Amfotericina B não se dissolve facilmente em água, permitindo que seja administrada por via intravenosa.


P: A Amfotericina B pode afetar a pressão arterial?

Sim, os documentos oficiais listam a hipotensão (pressão arterial baixa) como uma reação aguda comum que pode ocorrer. Isto acontece tipicamente entre uma a três horas após o início da perfusão.


P: O que deve ser evitado durante a utilização de Amfotericina B?

Os documentos regulamentares descrevem a necessidade de evitar o uso simultâneo de Amfotericina B com outros fármacos conhecidos por serem nefrotóxicos (que danificam os rins), como a ciclosporina. Recomenda-se também separar o momento das transfusões de leucócitos (glóbulos brancos) da perfusão de Amfotericina B o máximo possível, devido ao risco de problemas pulmonares agudos.


P: A Amfotericina B afeta o sistema nervoso?

Foram relatados efeitos no sistema nervoso em documentos oficiais. A dor de cabeça é listada como um efeito comum, e efeitos menos comuns ou raros incluem convulsões e condições como a neuropatia periférica.


P: A Amfotericina B é utilizada no tratamento de infeções não fúngicas?

Sim, a informação regulamentar afirma que a Amfotericina B é utilizada para mais do que apenas infeções fúngicas. Está também indicada para o tratamento de certas infeções por protozoários potencialmente fatais, como a leishmaniose visceral.


P: Os efeitos secundários da Amfotericina B são geralmente temporários?

Embora a função renal possa regressar ao normal após a interrupção do fármaco, a informação oficial indica que pode ocorrer lesão renal permanente, particularmente quando são utilizadas doses cumulativas elevadas. A duração e a reversibilidade dos efeitos podem variar com base em fatores individuais.


P: Quais são os sinais de uma reação grave à Amfotericina B?

Os sinais que podem indicar uma reação grave, de acordo com os avisos regulamentares oficiais, incluem dificuldade respiratória, urticária ou inchaço da face ou garganta, pieira, diminuição da produção de urina e convulsões.


P: Os doentes idosos podem tomar Amfotericina B com segurança?

A documentação oficial não fornece dados comparativos específicos de segurança para a população idosa em relação a outros grupos etários. No entanto, os doentes mais velhos têm frequentemente maior probabilidade de apresentar condições médicas subjacentes que podem aumentar o risco de nefrotoxicidade (lesão renal) inerente ao fármaco.


P: Por que razão o tratamento com Amfotericina B por vezes demora muito tempo?

A duração total do tratamento é determinada pelo local e gravidade da infeção e pelo estado clínico do doente. Dependendo da doença, os ciclos de tratamento podem variar significativamente, com algumas condições, como a aspergilose, a exigir terapia durante vários meses.


P: Qual é a duração típica do tratamento com Amfotericina B?

As diretrizes oficiais referem que a duração ideal do tratamento não está definida universalmente e deve ser individualizada. A duração depende da infeção; por exemplo, a terapia para a esporotricose pode prolongar-se até nove meses, com base na evidência clínica.


P: Porque é que por vezes é administrada pré-medicação antes da perfusão de Amfotericina B?

A informação oficial de prescrição refere que medicamentos como o paracetamol e os anti-histamínicos são frequentemente administrados antes da perfusão. Isto é feito para ajudar a diminuir a gravidade de reações comuns relacionadas com a perfusão, tais como febre, calafrios e dores de cabeça.


P: Existem diferentes nomes comerciais para a Amfotericina B?

Sim, a substância ativa Amfotericina B está disponível sob vários nomes comerciais a nível global. Estes incluem marcas como AmBisome, Abelcet e Fungizone.


P: Posso receber o tratamento com Amfotericina B em casa?

A informação oficial para o doente indica que o medicamento pode ser administrado em ambiente hospitalar ou, dependendo da prescrição e do plano clínico global, pode ser utilizado em casa. A decisão depende da avaliação do médico assistente.


P: A Amfotericina B tem um "aviso de caixa negra" (black box warning)?

Sim, a formulação convencional de Amfotericina B contém um Aviso de Caixa (também chamado de Aviso Importante). Trata-se de uma declaração regulamentar forte que destaca o uso restrito do fármaco para infeções potencialmente fatais e os riscos associados aos seus efeitos secundários graves.


P: A Amfotericina B pode causar reações no local da injeção?

Sim, as reações adversas locais comuns listadas nos documentos oficiais incluem dor no local da injeção. Esta dor pode ser acompanhada por inflamação da veia (flebite) ou formação de coágulos sanguíneos (tromboflebite).

Como Amfotericina B deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar a Amfotericina B: Requisitos Oficiais

Os documentos oficiais definem requisitos rigorosos para o armazenamento e a eliminação da Amfotericina B.


Condições e Ambiente de Armazenamento

Os frascos-ampola por abrir da formulação convencional devem ser conservados no frigorífico, a uma temperatura entre 2°C e 8°C. O produto deve ser protegido da luz e mantido na sua embalagem de origem para manter a sua integridade. É proibido congelar a solução reconstituída ou diluída. O medicamento deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças.


Estabilidade e Eliminação

As soluções reconstituídas têm uma estabilidade em uso limitada, exigindo habitualmente a sua utilização num intervalo de tempo curto e específico, mesmo que sob refrigeração. Qualquer produto não utilizado ou que tenha expirado deve ser eliminado, e a sua eliminação deve ser realizada de acordo com os requisitos locais para resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Amfotericina B encontrado em:

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