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Aluvia

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Aluvia

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Método de ação: Antiretroviral Agent

Opção de tratamento: Immunodeficiency, Infection

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Aluvia

O que é o Aluvia? Visão Geral

Propriedade Descrição
Substâncias Ativas Lopinavir, Ritonavir
Forma Farmacêutica Comprimido revestido por película (via oral), Solução oral
Classe Farmacológica Inibidor da Protease (IP)
Utilização Comum Gestão do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH)
Origem Composto químico sintético

Lopinavir/Ritonavir: Classificação e Identidade do Medicamento

O medicamento conhecido pela composição Lopinavir/Ritonavir é fundamentalmente um produto de combinação de dose fixa, classificado como um agente antirretroviral sintético. Pertence à classe farmacológica dos Inibidor da Protease (IP), uma categoria crítica utilizada na gestão crónica da infeção viral. O Lopinavir é identificado como um Inibidor da Protease do VIH, uma classificação que confirma o papel primordial do medicamento no combate ao vírus, sendo reconhecido pela sua eficácia estabelecida em regimes combinados. A formulação combina duas entidades químicas ativas distintas numa única forma farmacêutica, otimizada para a eficácia terapêutica e simplicidade para o doente.

O design desta combinação de dose fixa assegura que o composto antiviral principal seja consistentemente emparelhado com um potenciador farmacocinético necessário, uma estratégia que visa manter os níveis plasmáticos exigidos. Esta combinação é reconhecida internacionalmente pela sua importância na saúde pública global.

Componentes Ativos e Combinação de Dose Fixa

O medicamento contém duas substâncias ativas principais: o Lopinavir, que é o agente antiviral central, e o Ritonavir, que serve como o potenciador farmacocinético essencial. O Lopinavir exerce a ação terapêutica direta, enquanto o Ritonavir é incluído para abrandar o metabolismo do Lopinavir. Isto é alcançado através da inibição da enzima citocromo P450 3A (CYP3A).

Esta combinação sinérgica está disponível principalmente como um comprimido revestido por película, uma forma de dosagem de elevada precisão, e também como uma solução oral, que frequentemente se destina ao grupo de doentes pediátricos ou a indivíduos com dificuldade em deglutir. Este formato de dose fixa simplifica o regime para o doente ao integrar as duas substâncias necessárias numa única preparação.

Objetivo Geral: Supressão da Replicação Viral

O objetivo geral da combinação Lopinavir/Ritonavir é ajudar a gerir e a controlar a progressão da infeção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH). O medicamento funciona interrompendo a capacidade do vírus de produzir cópias novas e funcionais. Ao bloquear uma enzima viral crucial necessária para a montagem, o fármaco ajuda a reduzir a quantidade de vírus em circulação, designada como carga viral. Neste cenário de utilização típica, o medicamento atua como um pilar da terapia combinada para preservar a saúde geral e permitir que o sistema imunitário do próprio doente mantenha a sua função.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Aluvia?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

Como todos os medicamentos, este fármaco pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. Ao tratar a infeção por VIH, nem sempre é fácil distinguir entre os sintomas causados pelo próprio vírus e os efeitos indesejáveis do medicamento. É fundamental informar o médico sobre qualquer alteração no seu estado de saúde.

Os efeitos secundários mais frequentemente comunicados incluem diarreia, náuseas e infeções do trato respiratório superior. A diarreia pode ser gerida, em muitos casos, com tratamentos convencionais, mas deve ser discutida com o médico. Outras reações comuns podem incluir vómitos, dores abdominais, fadiga, dores de cabeça e erupções cutâneas.

Alterações metabólicas e riscos a longo prazo

A terapia antirretroviral combinada pode estar associada a alterações no metabolismo, tais como o aumento dos níveis de gorduras no sangue (triglicerídeos e colesterol) e dos níveis de açúcar. O uso prolongado destes medicamentos tem sido associado, em alguns casos, à redistribuição da gordura corporal, embora isto seja menos comum com as formulações mais recentes.

Existe um risco de desenvolvimento de pancreatite, uma inflamação grave do pâncreas. Se sentir dor abdominal intensa, náuseas e vómitos, deve contactar imediatamente um serviço de urgência. Além disso, podem ocorrer alterações na função hepática, especialmente em doentes com antecedentes de hepatite B ou C. O médico monitorizará regularmente o funcionamento do fígado através de análises ao sangue.

Síndrome de Reconstituição Imunitária

Em alguns doentes com infeção por VIH avançada, logo após o início do tratamento, podem ocorrer sintomas inflamatórios de infeções anteriores que se tornam ativos à medida que o sistema imunitário recupera. Podem também surgir doenças autoimunes meses após o início da terapia. É importante comunicar qualquer sinal de inflamação ou fraqueza muscular ao seu médico assistente.

Precauções gerais

Este medicamento pode interagir com outros fármacos, o que pode aumentar o risco de efeitos secundários graves. Informe o seu médico sobre todos os medicamentos, suplementos ou produtos naturais que esteja a tomar. Se ocorrerem reações alérgicas, como inchaço da face ou dificuldade em respirar, interrompa o uso e procure assistência médica imediata.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As informações regulamentares oficiais enfatizam que a gestão de qualquer ingestão, conhecida ou suspeita, que exceda a dose prescrita de Lopinavir/Ritonavir requer atenção médica imediata e a implementação de medidas de suporte gerais num contexto clínico.


Procedimentos de gestão documentados

Embora os rótulos oficiais não listem explicitamente um perfil de sintomas específico para a sobredosagem, a resposta necessária está claramente definida. O protocolo de gestão obriga à monitorização contínua dos sinais vitais e à observação do estado clínico do doente.

Para abordar a presença de substância ativa não absorvida, podem ser utilizadas intervenções específicas se tal for considerado apropriado por profissionais clínicos. Estes procedimentos, descritos em documentos oficiais, podem incluir o recurso à emese (indução do vómito), lavagem gástrica ou a administração de carvão ativado para auxiliar na remoção do fármaco.


Antídoto e limitações farmacocinéticas

Não é conhecido um antídoto específico para a sobredosagem com Lopinavir/Ritonavir. Além disso, o medicamento caracteriza-se por uma elevada ligação às proteínas plasmáticas, o que orienta a estratégia de gestão clínica. Devido a esta propriedade, as orientações regulamentares oficiais indicam que é pouco provável que a diálise seja benéfica para alcançar uma remoção significativa da substância ativa do organismo.

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Usos terapêuticos de Aluvia

O tratamento é relevante para a gestão de suporte da infeção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), proporcionando benefícios terapêuticos em áreas fundamentais da doença.

Gestão Crónica da Atividade Viral

Este tratamento é aplicado em contextos clínicos que envolvem atividade viral sistémica, a qual é quantificada como uma carga viral elevada. O fármaco ajuda através da gestão da quantidade de VIH no sangue. Ao abordar a atividade viral, o tratamento contribui, de uma forma geral, para uma condição estável para os doentes. O medicamento é relevante para utilização em condições caracterizadas pela infeção por VIH-1 e pela Doença por VIH Avançada (SIDA). A sua aplicação está alinhada com domínios terapêuticos que envolvem a gestão abrangente de condições virais crónicas.


Restauração da Saúde do Sistema Imunitário

O Lopinavir/Ritonavir desempenha um papel na gestão dos sintomas de declínio do sistema imunitário que podem surgir devido à infeção crónica por VIH, caracterizada por contagens baixas de células T CD4+. O benefício terapêutico envolve a promoção da reconstituição imunitária, o que pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional à medida que as defesas naturais do organismo são apoiadas. Esta restauração é considerada relevante para gerir condições caracterizadas por períodos de sintomas acentuados e contribui para aliviar a carga sintomática global associada à imunodeficiência.

O medicamento é relevante para utilização em adultos e doentes pediátricos com infeção por VIH-1. É aplicado em cenários onde a gestão de suporte dos sintomas é adequada para a gestão contínua da condição viral, apoiando os doentes durante episódios difíceis ao aliviar o sofrimento e ajudando a manter uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais percetíveis.

“O tratamento é utilizado para fornecer o suporte necessário à função imunitária e contribui para aliviar o peso global da doença viral crónica.”


Facto Rápido: Apoia a Gestão da Atividade Viral

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Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade para o uso de Aluvia (Lopinavir/Ritonavir)

O uso de Aluvia é estritamente definido por critérios de elegibilidade regulamentares para várias populações de doentes. Está indicado para utilização em adultos, adolescentes e doentes pediátricos a partir dos 14 dias de idade.


Contraindicações Absolutas

O Aluvia não deve ser utilizado em populações de doentes específicas, conforme exigido pelas autoridades regulamentares:

  • Insuficiência Hepática Grave: Doentes com insuficiência hepática grave estão estritamente proibidos de utilizar este medicamento.
  • Hipersensibilidade: Indivíduos com uma alergia conhecida e clinicamente significativa ao lopinavir, ao ritonavir ou a qualquer um dos componentes do produto.
  • Neonatos: A formulação em solução oral é contraindicada em neonatos abaixo de limiares específicos de idade pós-menstrual e pós-natal.

Uso Condicional e Restrições

O uso está sujeito a limitações regulamentares específicas noutros grupos:

  • Condições Cardíacas: O uso deve ser evitado em doentes com Síndrome do QT Longo Congénito ou hipocalemia (baixos níveis de potássio no sangue) não corrigida. É também necessária precaução em doentes com doença pré-existente do sistema de condução cardíaca.
  • Estado Hepático: Embora a insuficiência grave seja proibida, o uso em casos de insuficiência hepática ligeira a moderada é permitido, embora seja frequentemente aconselhada uma monitorização cuidadosa.
  • Regime Posológico: O regime de toma única diária não é recomendado para mulheres grávidas ou doentes pediátricos com menos de 18 anos.
  • Lactação: A amamentação não é recomendada para mães com infeção por VIH.
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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interação do Aluvia é definido pela sua influência substancial nos sistemas de metabolização de medicamentos do organismo, atuando principalmente como um inibidor potente da enzima CYP3A. Esta interação farmacocinética pode levar a um aumento significativo das concentrações plasmáticas de medicamentos administrados concomitantemente que sejam metabolizados pela CYP3A, o que resulta em restrições formais. Por conseguinte, diversos agentes são listados como combinações contraindicadas, devido ao elevado risco de reações adversas graves ou potencialmente fatais; entre estes incluem-se certos antiarrítmicos (por exemplo, amiodarona), anti-histamínicos e estatinas (como a lovastatina e a sinvastatina).

A eficácia deste medicamento é também sensível a agentes indutores enzimáticos. Indutores fortes da CYP, como a rifampicina e o suplemento à base de plantas Erva de São João (Hipericão), são proibidos porque podem reduzir significativamente as concentrações plasmáticas de lopinavir, causando potencialmente a perda da resposta terapêutica. Inversamente, a coadministração com outros indutores, como o efavirenz, requer um aumento da dose de lopinavir/ritonavir para manter a exposição adequada ao fármaco.

O perfil de segurança destaca precauções específicas para certas populações, incluindo a restrição formal de que o Aluvia é contraindicado em doentes com insuficiência hepática grave. A formulação em solução oral contém álcool, o que obriga a uma restrição no uso de medicamentos como o dissulfiram ou o metronidazol. Adicionalmente, a coadministração com a forma líquida de didanosina exige uma separação obrigatória das tomas de, pelo menos, uma hora.

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Mecanismo de ação

O Aluvia é uma combinação de dose fixa composta pelos agentes antirretrovirais Lopinavir (LPV) e Ritonavir (RTV).

O Lopinavir é um inibidor da aspartil-protease que atua no local ativo da enzima protease do VIH-1. O LPV liga-se competitivamente a este local, impedindo que a enzima realize a clivagem necessária das poliproteínas Gag e Gag-Pol. As poliproteínas que não sofrem este processo de clivagem dão origem a componentes estruturais e proteínas enzimáticas (como a transcriptase reversa e a integrase) não funcionais, o que inibe subsequentemente a maturação e a montagem final de novas partículas virais. Este processo reduz a síntese intracelular de proteínas virais funcionais.

O Ritonavir funciona como um potenciador farmacocinético, atuando como um inibidor seletivo da isoenzima Citocromo P450 3A (CYP3A), que é a enzima principalmente responsável pelo metabolismo do Lopinavir. Esta inibição reduz a degradação oxidativa do Lopinavir, aumentando a sua concentração plasmática e prolongando a sua semivida. Este mecanismo assegura uma exposição sistémica sustentada ao Lopinavir.

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Informações sobre dosagem e administração

O medicamento composto por Lopinavir/Ritonavir é administrado exclusivamente por via oral, apresentando-se sob a forma de comprimidos revestidos por película, solução oral ou grânulos orais. A dose padrão para adultos é de 400 mg de Lopinavir / 100 mg de Ritonavir, administrada duas vezes por dia. Uma alternativa de dose superior, correspondente a 800 mg de Lopinavir / 200 mg de Ritonavir numa toma única diária, está reservada apenas para doentes adultos específicos que apresentem um nível baixo de mutações associadas à resistência ao lopinavir e que não estejam a tomar determinados medicamentos em simultâneo.

No que respeita às condições de administração, os comprimidos revestidos por película podem ser tomados com ou sem alimentos, o que permite flexibilidade no horário das tomas. No entanto, a solução oral e os grânulos orais devem ser obrigatoriamente tomados com alimentos para garantir a absorção correta do fármaco. Todos os comprimidos devem ser engolidos inteiros, não devendo ser esmagados, partidos ou mastigados.

A dosagem para doentes pediátricos (com 14 dias ou mais de idade) é determinada através do cálculo do Peso Corporal ou da Área de Superfície Corporal. O regime de toma única diária não é recomendado para qualquer doente com idade inferior a 18 anos. Além disso, a solução oral não deve ser iniciada em recém-nascidos que ainda não tenham atingido as 42 semanas de idade pós-menstrual e os 14 dias de idade pós-natal. Caso ocorra o esquecimento de uma dose, as orientações regulamentares indicam que o doente deve efetuar a toma logo que possível, a menos que esteja quase na hora da dose seguinte; nessa situação, a dose em falta deve ser ignorada.

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Evidência clínica recente

Evidência científica / Visão geral dos estudos sobre o Aluvia

Evidência na gestão crónica da infeção por VIH-1

A base principal de evidência para a combinação lopinavir/ritonavir deriva essencialmente de Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) e de revisões sistemáticas que exploraram a aplicação desta combinação no contexto de longo prazo da condição viral. Estes estudos, que incluíram tanto adultos como doentes pediátricos, foram desenhados para observar alterações relacionadas com a infeção viral ao longo do tempo. Os investigadores analisaram dois resultados críticos: a redução da Carga Viral e a trajetória das contagens de células T CD4+, um marcador fundamental do estado imunitário.

Os estudos reportaram medições relacionadas com a supressão viral em grupos de doentes, descrevendo uma alteração na quantidade de vírus no sangue. A investigação descreve padrões de mudança medidos relativamente às contagens de células T CD4+. Uma vez que este medicamento é quase sempre utilizado juntamente com outros fármacos antirretrovirais em terapia combinada, separar definitivamente os seus efeitos dos restantes componentes é complexo. A investigação continua a abordar o perfil completo da utilização do medicamento a longo prazo, especialmente no contexto de mutações virais e da resistência que pode ocorrer.


Evidência em doença avançada por VIH e declínio do sistema imunitário

O medicamento foi estudado para utilização em grupos de doentes com Doença Avançada por VIH (SIDA) e declínio significativo do sistema imunitário (contagens baixas de células T CD4+). A investigação incluiu ensaios prospetivos e coortes observacionais extensas. Estes estudos monitorizaram resultados clínicos fundamentais, tais como a progressão para doenças definidoras de SIDA e métricas gerais de saúde dos doentes.

Os resultados descrevem padrões observados nos estudos, incluindo medições relacionadas com diminuições na Carga Viral e aumentos subsequentes nas contagens de células T CD4+. As observações clínicas descreveram padrões relacionados com a ocorrência de doenças definidoras de SIDA ao longo dos períodos de acompanhamento em alguns contextos de ensaio. A evidência relacionada com as alterações observadas nas contagens de CD4+ sugere que a investigação explorou o seu papel no apoio à reconstituição imunitária.


Áreas de incerteza na investigação e limitações dos estudos

Embora a base de evidência seja substancial, a investigação destaca o que é conhecido e o que ainda permanece incerto. A qualidade da evidência varia entre os estudos, especialmente para resultados relacionados com o bem-estar geral do doente, onde o relato de sintomas pode ser subjetivo.

Uma limitação fundamental é o facto de o medicamento funcionar como uma combinação de dose fixa e ser um componente de um regime multi-fármacos; isto significa que a evidência comparativa é limitada quando se tenta atribuir todos os efeitos observados apenas a esta combinação. Além disso, os resultados foram mistos ou existem dados ainda em fase de emergência relativamente ao perfil completo dos efeitos a longo prazo. A investigação fornece contexto, mas não previsões individuais, e os resultados dos estudos refletem as condições específicas sob as quais foram realizados.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Aluvia (FAQ)

P: Porque é que o Aluvia é por vezes chamado pelo nome Kaletra?

R: Aluvia é o nome comercial da combinação de dose fixa de lopinavir e ritonavir utilizada em algumas regiões. No entanto, em muitas outras partes do mundo, incluindo os Estados Unidos, este medicamento é conhecido pela marca Kaletra. Os documentos regulamentares e informativos utilizam frequentemente ambos os nomes quando se referem à mesma composição farmacológica.

P: É normal sentir cansaço após começar a tomar Aluvia?

R: Os dados oficiais de segurança indicam que a experiência de cansaço ou astenia, que é uma sensação de fraqueza invulgar ou falta de energia, é descrita como um evento comummente relatado em doentes durante os ensaios clínicos. Esta é uma reação adversa reconhecida e descrita na informação oficial do produto.

P: O Aluvia precisa de ser guardado no frigorífico ou a temperatura ambiente é adequada?

R: A condição de conservação necessária depende da forma exata do medicamento. Os comprimidos revestidos por película devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada, tipicamente entre 20°C e 25°C. Em contraste, a solução oral tem um requisito de refrigeração, mas pode ser conservada à temperatura ambiente por um período limitado (até 2 meses).

P: Existem alimentos ou bebidas comuns que deva evitar enquanto tomo Aluvia?

R: A informação oficial refere que a forma em solução oral deste medicamento contém uma pequena quantidade de álcool (etanol). Este teor alcoólico é uma consideração assinalada na informação oficial de prescrição, especialmente no que diz respeito ao uso em crianças ou com certos medicamentos coadministrados.

P: O Aluvia pode afetar os resultados de outros exames de sangue?

R: Sim, os dados oficiais de segurança relatam que as alterações nos exames de sangue são reações adversas observadas comummente. Especificamente, o aumento dos níveis de gordura no sangue, como os níveis de triglicerídeos e de colesterol, está assinalado na informação oficial do produto.

P: O que significa 'resistência' quando se fala em tomar Aluvia?

R: No contexto deste medicamento e do tratamento do VIH, a resistência refere-se à capacidade de o Vírus da Imunodeficiência Humana sofrer mutações e alterar a sua estrutura. Se o vírus desenvolver resistência, pode fazer com que o medicamento se torne menos eficaz no controlo da infeção ao longo do tempo.

P: Os adultos mais velhos (idosos) podem utilizar o Aluvia com segurança?

R: Os documentos regulamentares contêm uma secção específica que aborda o uso deste medicamento na população geriátrica (adultos mais velhos). A informação oficial do produto refere que o uso requer uma análise cuidadosa devido ao potencial de fatores relacionados com a idade, tais como a diminuição da função hepática, que podem influenciar a exposição ao fármaco.

P: O Aluvia causa alterações percetíveis no humor ou nos padrões de sono de uma pessoa?

R: Os dados oficiais de segurança indicam que foram relatadas perturbações nos padrões de sono. Especificamente, a dificuldade em dormir (insónia) foi listada como uma reação adversa menos comum observada em doentes.

P: Como é que a dose de Aluvia é tipicamente ajustada para uma criança?

R: A dosagem para doentes pediátricos é determinada por um cálculo específico. A quantidade de medicamento é calculada com base no peso corporal da criança (em miligramas por quilograma) ou na sua área de superfície corporal (em mg/m²), conforme exigido para orientação terapêutica.

P: O Aluvia causa problemas no fígado ou afeta a função renal?

R: A informação oficial de segurança lista potenciais efeitos no fígado (doenças hepatobiliares), incluindo avisos sobre hepatotoxicidade grave (danos no fígado) e contraindicações para doentes com insuficiência hepática grave. A documentação oficial enfatiza as preocupações relacionadas com a função hepática, enquanto os efeitos na função renal não são citados como uma preocupação de segurança primária no mesmo contexto.

P: Existem preocupações específicas sobre tomar Aluvia se eu tiver diabetes?

R: Os documentos oficiais de segurança contêm uma secção específica que detalha avisos e precauções relacionados com a diabetes mellitus e a hiperglicemia (açúcar elevado no sangue), que podem necessitar de gestão médica. Estes efeitos são referidos como potenciais reações adversas.

P: Quanto tempo é que o fármaco permanece no meu sistema após eu parar de o tomar?

R: Com base em dados farmacocinéticos publicados, a quantidade de lopinavir no corpo diminui de forma relativamente rápida. A semivida efetiva do lopinavir ao longo do intervalo posológico habitual é descrita como sendo de aproximadamente 5 a 6 horas.

P: O que dizem os documentos oficiais sobre o Aluvia e os níveis de colesterol?

R: Os documentos oficiais classificam a hipercolesterolemia (níveis elevados de colesterol) e a hipertrigliceridemia como reações adversas comummente relatadas. Esta conclusão está refletida na secção oficial de efeitos secundários, que classifica o colesterol elevado como uma reação adversa comum observada em ensaios clínicos.

P: Existe evidência publicada sobre o uso de Aluvia em crianças mais novas?

R: Sim, o medicamento está formalmente indicado para utilização em doentes pediátricos a partir dos 14 dias de idade. Os documentos regulamentares incluem informações de dosagem e segurança baseadas em estudos específicos para bebés e crianças mais novas.

P: O que acontece se o Aluvia for tomado com um suplemento à base de plantas como a Erva de S. João?

R: Os documentos oficiais estabelecem que a Erva de S. João é contraindicada (proibida) porque os seus efeitos de indução enzimática podem reduzir significativamente a concentração do medicamento no sangue, levando potencialmente à perda do controlo viral. Esta combinação é formalmente restringida na informação do produto.

P: O Aluvia pode impactar a eficácia das pílulas anticoncecionais?

R: A informação regulamentar refere que este medicamento pode reduzir a eficácia dos contracetivos hormonais combinados. Devido a esta potencial interação, a necessidade de um método alternativo eficaz ou de um método contracetivo de barreira adicional é frequentemente sublinhada na informação de prescrição.

P: O Aluvia está aprovado para utilização durante a gravidez?

R: A orientação oficial estabelece que o medicamento apenas é autorizado para utilização durante a gravidez quando se determina que o benefício potencial supera claramente o risco potencial para o feto. O regime de dose única diária não é especificamente recomendado para utilização em mulheres grávidas.

P: O Aluvia pode ser utilizado por pessoas que têm hepatite B ou C?

R: Os documentos oficiais referem que a utilização requer uma análise cuidadosa para doentes com doença hepática, incluindo infeção crónica por Hepatite B ou C, devido ao potencial de efeitos adversos relacionados com o fígado.

P: É verdade que o Aluvia pode causar alterações na distribuição da gordura corporal?

R: A documentação oficial de segurança reconhece a redistribuição da gordura (lipodistrofia) como um efeito potencial associado à utilização a longo prazo de terapêuticas antirretrovirais combinadas, incluindo este medicamento.

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Como Aluvia deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Lopinavir/Ritonavir (Aluvia)

Os requisitos de conservação para o Lopinavir/Ritonavir são específicos para cada forma farmacêutica, de modo a manter a estabilidade e a eficácia do medicamento.


Condições de conservação oficiais

Forma Farmacêutica Condição de Conservação Necessária
Comprimidos revestidos por película Conservar a temperatura ambiente controlada (20 °C a 25 °C). Manter no recipiente de origem, bem fechado, e proteger da humidade excessiva e da luz.
Solução oral Conservar sob refrigeração (2 °C a 8 °C). Não congelar. Se conservada à temperatura ambiente (inferior a 25 °C), deve ser utilizada num prazo de 2 meses.

Todas as formas deste medicamento devem ser mantidas fora da vista e do alcance das crianças e todas as tampas de segurança devem estar devidamente fechadas. O medicamento não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser gerido de acordo com os procedimentos regulamentados, habitualmente através de um programa de recolha de medicamentos aprovado. Os medicamentos não devem ser eliminados na sanita nem deitados num ralo, a menos que existam instruções específicas fornecidas pelas autoridades de saúde.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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