Aluron

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Aluron

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Aluron

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Alopurinol
Forma Comprimido Oral (sintético)
Classe farmacológica Inibidor da Xantina Oxidase, Agente Hipouricemiante
Utilização comum Redução dos níveis de ácido úrico
Origem Sintética

O que é o Aluron e qual a sua Classe Farmacológica?

O Aluron é um medicamento farmacêutico sintético, geralmente administrado por via oral, que contém o princípio ativo estabelecido Alopurinol. É reconhecido mundialmente e integra a Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde, o que confirma o seu papel fundamental na gestão da saúde. O Aluron é um produto de princípio ativo único, classificado como um Agente Antigotoso e especificamente designado como um Agente Hipouricemiante, identificando a sua função no controlo de níveis elevados de urato no sangue. A sua classificação como um potente inibidor da xantina oxidase é sustentada por estudos farmacológicos, que estabeleceram o seu mecanismo distinto em comparação com agentes uricosúricos mais antigos.

Qual é o Objetivo Geral do Aluron (Alopurinol)?

O objetivo geral do Aluron é proporcionar uma gestão química eficaz e de longo prazo através da estabilização das concentrações de ácido úrico no organismo. A substância ativa, o Alopurinol, atua bloqueando diretamente a enzima xantina oxidase, que é responsável pela síntese do ácido úrico no corpo. Ao interromper esta etapa final do catabolismo das purinas, o Aluron reduz a produção de ácido úrico, assegurando que as concentrações séricas de urato permaneçam baixas e estáveis. Este medicamento é clinicamente reconhecido pela sua utilização como uma estratégia preventiva contínua para indivíduos propensos a hiperuricemia persistente.

Quais efeitos secundários são possíveis com Aluron?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do Aluron (alopurinol) baseia-se nas classificações de documentos regulamentares oficiais e descreve as potenciais reações adversas em vários sistemas do organismo. Estes efeitos estão formalmente categorizados pela sua incidência, variando entre reações comuns e reações raras, mas graves.

Reações adversas classificadas por frequência

Frequência Exemplos de reações adversas documentadas oficialmente
Comuns (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas) Erupção cutânea (rash), náuseas, vómitos, diarreia, resultados anormais de testes da função hepática, insuficiência renal
Raras Hepatotoxicidade grave, síndrome de Stevens-Johnson (SSJ/SJS), necrólise epidérmica tóxica (NET/TEN), síndrome de hipersensibilidade ao alopurinol (AHS/DRESS)
Muito Raras Agranulocitose, anemia aplástica

Considerações de segurança sistémica

As classes de órgãos e sistemas citadas com maior frequência nos documentos regulamentares incluem as perturbações dermatológicas, hepatobiliares, do sistema sanguíneo e linfático e renais. Reações adversas graves, tais como a SSJ, NET e hepatotoxicidade severa, são raras, mas são oficialmente destacadas e exigem a interrupção imediata do medicamento ao primeiro sinal de erupção cutânea ou hipersensibilidade.

Segurança relacionada com a população e o tempo de tratamento

As informações oficiais de rotulagem abordam fatores de risco específicos: indivíduos com função renal comprometida necessitam de um ajuste da dose, e os portadores do alelo genético HLA-B*58:01 têm um risco superior de desenvolver reações cutâneas graves. Além disso, as notas de segurança regulamentares indicam que podem ocorrer agudizações de gota (crises) durante a fase inicial do tratamento, e o medicamento não deve ser iniciado durante uma crise aguda ativa. É recomendada a monitorização contínua dos hemogramas e das funções hepática e renal durante o tratamento.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem: Reconhecer os Sinais e Procurar Ajuda Imediata

Uma sobredosagem de um produto opioide como o Aluron é uma emergência médica grave que resulta de uma exposição tóxica, podendo colocar a vida em risco sem uma intervenção imediata. Os opioides afetam o sistema nervoso central e podem interromper a capacidade do cérebro de regular a respiração, levando à insuficiência respiratória. Este desfecho é a causa primária de morte associada à sobredosagem por opioides.

Sinais de uma Sobredosagem Potencialmente Fatal

A combinação destes três sinais é fortemente indicativa de uma sobredosagem por opioides:

  • Inconsciência: A pessoa não consegue ser acordada ou é incapaz de falar.
  • Dificuldades na Respiração: A respiração é muito lenta, superficial ou parou, sendo por vezes acompanhada por sons de gargarejo ou ressonar.
  • Pupilas em Ponta de Alfinete: As pupilas dos olhos estão extremamente pequenas, ou "mióticas".

Outros sintomas podem incluir o corpo flácido, pele pálida ou húmida, e uma coloração azulada ou roxa nos lábios e nas unhas.

Ações de Emergência Necessárias

Se houver suspeita de qualquer sinal de sobredosagem, deve ligar imediatamente para o 112 ou para o número de serviços de emergência local.

A administração de um agente de reversão de sobredosagem por opioides, como a naloxona, é um passo de emergência crucial, pois pode bloquear rapidamente os efeitos do opioide e restaurar a respiração normal. No entanto, uma vez que os efeitos do agente de reversão podem desaparecer antes que o opioide seja totalmente eliminado do organismo e os sintomas de sobredosagem possam retornar, é necessária observação contínua e assistência médica profissional, mesmo que a pessoa recupere.

Usos terapêuticos de Aluron

Para que serve o Aluron: Principais utilizações e benefícios

O Aluron, que contém a substância ativa alopurinol, é um medicamento indicado principalmente para o tratamento e prevenção de condições relacionadas com níveis elevados de ácido úrico no organismo. A sua função principal é reduzir a produção desta substância, ajudando a evitar a acumulação de cristais de urato nos tecidos e articulações.

Tratamento da Gota e Depósitos de Urato

Este fármaco é amplamente utilizado no controlo da gota crónica. Ao baixar os níveis de ácido úrico no sangue e na urina, o Aluron previne a formação de novos cristais e auxilia na dissolução dos depósitos já existentes (tofos). Este processo é essencial para reduzir a frequência das crises inflamatórias articulares e prevenir danos permanentes nas articulações, promovendo uma melhor mobilidade a longo prazo.

Prevenção de Pedras nos Rins

O medicamento é igualmente eficaz na prevenção da litíase renal (pedras nos rins). Ao limitar a excreção de ácido úrico através do sistema urinário, o Aluron reduz significativamente o risco de formação de cálculos de urato. Adicionalmente, pode ser prescrito para doentes com tendência a formar cálculos de oxalato de cálcio, quando existe um excesso de ácido úrico que contribui para essa formação.

Proteção Durante Terapias Oncológicas

Em contextos hospitalares ou tratamentos especializados, o Aluron é utilizado para gerir os níveis de ácido úrico em doentes submetidos a quimioterapia ou radioterapia para o tratamento de certos tipos de cancro, como a leucemia. A destruição rápida de células cancerígenas pode libertar grandes quantidades de ácido úrico no sangue; a administração deste medicamento ajuda a proteger a função renal durante estas fases críticas do tratamento.

Benefícios Gerais para a Saúde Renal

Ao manter o ácido úrico dentro de intervalos saudáveis, o Aluron desempenha um papel protetor nos rins. A prevenção da acumulação de cristais no parênquima renal ajuda a evitar a nefropatia por uratos, uma condição que, se não for tratada, pode comprometer seriamente a capacidade de filtração do órgão.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar o Aluron? — Informação Regulamentar Oficial

Não foi encontrada qualquer documentação regulamentar oficialmente publicada pelas principais autoridades governamentais de saúde (tais como a FDA, EMA, Health Canada ou TGA) relativa a um produto medicinal com o nome Aluron. Consequentemente, as declarações formais e autoritárias de elegibilidade e não elegibilidade necessárias para o consumo público encontram-se atualmente não documentadas.


Âmbito de elegibilidade

Classificação Estado com base na Documentação Regulamentar Oficial
Populações para as quais a utilização é contraindicada Não Documentado: Espera-se que inclua hipersensibilidade grave ao fármaco ou aos seus excipientes.
Populações para as quais a utilização é restrita Não Documentado: Tipicamente inclui doentes com insuficiência grave de órgãos.
Regras de elegibilidade relacionadas com a idade Não Documentado: O estado da utilização pediátrica é desconhecido.
Estado de elegibilidade na gravidez e lactação Não Documentado: O estado de risco formal não está disponível.

Estrutura de elegibilidade resultante

As declarações regulamentares oficiais que definem explicitamente quem pode e quem não pode utilizar este medicamento são componentes essenciais da rotulagem legal de um fármaco. Uma vez que não existe documentação oficial disponível para o Aluron proveniente de organismos reguladores governamentais, as fronteiras formais relativas à sua utilização em grupos específicos de doentes, incluindo aqueles com condições pré-existentes ou determinados estados fisiológicos, permanecem oficialmente indeterminadas. Os doentes devem consultar sempre as informações sobre o produto a partir de uma fonte governamental verificável.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interação do Aluron é definido oficialmente pelos efeitos no metabolismo dos fármacos e nas vias de eliminação, o que conduz a restrições de utilização específicas para medicamentos tomados em simultâneo.

Riscos de interação documentados

Classificação Agentes de Interação Restrição/Resultado
Combinação Contraindicada Pegloticase A terapia com Aluron deve ser interrompida e não deve ser iniciada durante a coadministração.
Aumento de Risco por Exposição Elevada Mercaptopurina, Azatioprina As concentrações de metabolitos aumentam significativamente, exigindo que a dose do fármaco antimetabolito seja reduzida para 25% da dose habitual.
Risco Acrescido de Hipersensibilidade Diuréticos Tiazídicos, Inibidores da ECA A coadministração está associada a um risco oficialmente aumentado de desenvolver reações de hipersensibilidade graves, incluindo reações cutâneas severas.
Aceleração da Eliminação Agentes Uricosúricos, Salicilatos Estes agentes aceleram a excreção renal do metabolito ativo do Aluron, o oxipurinol.

Requisitos de administração

A coadministração com hidróxido de alumínio (antiácidos) deve ser separada por um intervalo mínimo de duas horas para evitar reduções documentadas na absorção do Aluron.

Outras interações

As concentrações plasmáticas de teofilina, vidarabina, carbamazepina e ciclosporina podem aumentar. Está documentada uma frequência aumentada de erupção cutânea (rash) com a utilização de ampicilina ou amoxicilina. O risco de tonturas e sonolência pode ser potenciado pelo consumo de álcool. Esta informação oficial é especialmente pertinente para doentes com função renal diminuída, nos quais o risco de interação com diuréticos tiazídicos é mais elevado.

Mecanismo de ação

Como funciona o Aluron

Bloqueio enzimático no catabolismo das purinas

O mecanismo de ação centra-se na produção enzimática de ácido úrico. A atuação do medicamento inicia-se ao nível molecular através da inibição acentuada da enzima Xantina Oxidase (XO), a enzima final da via de catabolismo das purinas. O metabolito ativo do Aluron, o oxipurinol, estabelece uma ligação forte e duradoura com o centro ativo da enzima, bloqueando funcionalmente a sua capacidade de converter os precursores das purinas em ácido úrico. Esta inibição atua de forma a suprimir a taxa sistémica de produção de ácido úrico.

Redução sistémica e redirecionamento de metabolitos

A supressão da produção leva a uma redução sustentada da concentração de urato monossódico no plasma e nos fluidos extracelulares. Uma vez que a via metabólica está bloqueada, o organismo é compelido a excretar os precursores das purinas, a hipoxantina e a xantina, através dos rins, em vez do produto final, que é menos solúvel. Esta diminuição contínua da carga sistémica de urato estabelece um gradiente de solubilidade que influencia o equilíbrio entre o urato em estado sólido e o urato em circulação.

Informações sobre dosagem e administração

O Aluron (alopurinol) é administrado principalmente por via oral, sob a forma de comprimidos, para o controlo contínuo e prolongado da hiperuricemia. O protocolo oficial de utilização estabelece um processo de titulação gradual. O tratamento inicia-se com uma dose inicial baixa, tipicamente de 100 mg uma vez por dia para adultos. Esta dose é subsequentemente aumentada em incrementos de 100 mg a intervalos semanais até que a concentração terapêutica seja atingida. A dose diária máxima recomendada para a hiperuricemia crónica é de 800 mg.

Para uma tolerabilidade otimizada, as doses diárias por via oral que excedam os 300 mg devem ser administradas em doses fracionadas. Os comprimidos são geralmente tomados após as refeições para ajudar a reduzir o risco de irritação gástrica, sendo recomendado que os doentes mantenham uma ingestão adequada de líquidos para permitir um débito urinário diário de, pelo menos, 2 litros.

As diretrizes oficiais exigem uma redução obrigatória da dose para doentes com insuficiência renal; a dose inicial deve ser significativamente reduzida para considerar a alteração na excreção do fármaco. Em contextos específicos, como na gestão da hiperuricemia relacionada com a terapia oncológica, a formulação intravenosa (IV) pode ser utilizada em doentes que não tolerem a via oral. A administração IV requer que o pó para injeção seja reconstituído e devidamente diluído antes da sua utilização.

Evidência clínica recente

Evidência na Gota Crónica e Hiperuricemia

A investigação que explora a utilização do Aluron no contexto da gota crónica e da hiperuricemia tem sido utilizada para analisar a evolução dos sintomas ao longo do tempo e monitorizar a condição clínica do doente. Estas investigações consistem principalmente em Ensaios Clínicos Controlados Aleatorizados (RCTs), frequentemente de curta duração, cujos resultados são analisados por revisões sistemáticas e complementados por estudos observacionais de longo prazo. Os estudos monitorizaram desfechos relacionados com o desequilíbrio sistémico, focando-se prioritariamente nas alterações medidas na concentração de ácido úrico sérico (AUs), um biomarcador mensurável. Os investigadores examinaram também desfechos relacionados com o desconforto físico, tais como o acompanhamento da frequência de crises agudas de gota.

Os estudos reportam a forma como os sintomas evoluíram nas populações observadas, registando as alterações medidas nos níveis de AUs durante o período de estudo. Os dados de longo prazo mostram padrões relacionados com a manutenção de níveis médios de urato mais baixos e reportam padrões relativos à incidência monitorizada de episódios agudos. Contudo, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos por RCTs extensos de elevada qualidade, e a duração do acompanhamento foi limitada em muitos dos ensaios fundamentais que investigaram a frequência das crises.


Evidência na Prevenção Aguda da Síndrome de Lise Tumoral (SLT)

A investigação relativa à condição associada a episódios agudos ou disruptivos, conhecida como Síndrome de Lise Tumoral, centrou-se em episódios onde os sintomas se tornam mais percetíveis devido ao início da quimioterapia para certos tipos de cancro. Ensaios comparativos fundamentais e diretrizes de prática clínica abrangentes descrevem como o Aluron foi avaliado em grupos de doentes com cancros hematológicos. A investigação examinou principalmente desfechos que monitorizam o esforço ou stress fisiológico, tais como a manutenção de níveis baixos de ácido úrico no sangue e o acompanhamento do desenvolvimento de problemas renais agudos. Embora esta investigação fundamental exista, falta evidência comparativa face a certas abordagens mais recentes, e continuam a surgir dados relativos a desfechos de muito longo prazo após esta intervenção aguda.


Investigação em Populações Especiais e Lacunas

Estudos exploraram a forma como a utilização do Aluron foi avaliada em grupos específicos de pessoas, conhecidos como populações especiais, tais como doentes com comorbilidades como a Doença Renal Crónica (DRC). Embora tenham sido observados alguns dados em alguns estudos relativos a adultos idosos, os dados para certos grupos permanecem insuficientes, como é o caso das populações grávidas. Além disso, falta evidência comparativa em ensaios de larga escala que comparem diretamente o Aluron com certos medicamentos mais recentes para a redução do urato na gota crónica. Globalmente, o nível de certeza permanece baixo para muitas das utilizações mais específicas ou exploratórias, e a investigação continua em curso.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Aluron (FAQ)


P: Quanto tempo demora o Aluron a começar a fazer efeito?

R: A informação clínica e oficial do produto sugere que reduções mensuráveis na concentração de ácido úrico no sangue podem começar entre 1 a 2 semanas após o início do tratamento. Em condições crónicas, como na gestão da gota, atingir o efeito terapêutico estável e completo pode demorar vários meses, uma vez que a dose exige frequentemente um ajuste gradual.


P: O Aluron pode ser utilizado por adultos idosos?

R: As diretrizes oficiais permitem a utilização do Aluron em idosos. No entanto, os documentos regulamentares descrevem a prática de redução da dose em doentes com função renal diminuída, o que é um fator comum a considerar na população idosa, dado que o fármaco é eliminado principalmente pelos rins.


P: Existe investigação de longo prazo disponível para pessoas que tomam Aluron há muitos anos?

R: A investigação incluiu estudos observacionais e de coorte que mostram padrões relacionados com a manutenção de níveis estáveis de urato ao longo de muitos anos. Para patologias crónicas, as normas oficiais descrevem a necessidade de uma terapia contínua e de longo prazo para ajudar a prevenir a recorrência de episódios agudos e gerir a progressão da doença.


P: O que acontece se me esquecer de uma dose?

R: A informação geral para o doente descreve a abordagem recomendada para uma dose esquecida: esta pode ser tomada assim que se lembrar, a menos que esteja próxima da hora da próxima dose agendada. As instruções referem também que deve ser evitada a toma de uma dose dupla para compensar a dose esquecida.


P: É necessário tomar o Aluron a uma hora específica do dia?

R: A substância ativa do medicamento tem um efeito prolongado no organismo, o que permite um controlo estável. Por este motivo, o fármaco pode geralmente ser tomado uma vez por dia a qualquer hora — de manhã ou à noite — desde que a administração permaneça consistente.


P: O Aluron pode afetar a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

R: Os avisos regulamentares indicam que o Aluron pode estar associado a reações adversas que incluem sonolência, tonturas e sedação. A rotulagem oficial inclui uma advertência relativa a atividades que exijam alerta mental, como conduzir ou operar máquinas pesadas, até que o utilizador saiba como o medicamento o afeta.


P: É seguro utilizar o Aluron se também tomar um analgésico comum de venda livre?

R: Os documentos oficiais de interações destacam uma interação conhecida com os salicilatos, que se encontram em certos analgésicos. Esta combinação pode acelerar a eliminação do metabolito ativo do Aluron, o oxipurinol. Os doentes são informados sobre a necessidade de verificar os ingredientes de outros medicamentos quanto a agentes conhecidos que possam interagir, como os salicilatos.


P: Porque é importante tomar o Aluron de forma consistente?

R: A utilização consistente é crucial porque o Aluron foi concebido para uma gestão química contínua a longo prazo. A toma regular é necessária para atingir e manter o nível alvo de ácido úrico sérico no sangue. Manter este nível baixo e estável visa apoiar a dissolução dos cristais existentes e prevenir a formação de novos.


P: Quanto tempo demoram os efeitos secundários a desaparecer?

R: Efeitos secundários ligeiros e comuns podem desaparecer em poucos dias ou até um par de semanas após o corpo se adaptar ao medicamento. As notas de segurança oficiais referem que reações adversas graves, como o primeiro sinal de uma erupção cutânea (rash), exigem a interrupção imediata do medicamento.


P: Porque se fala sobre a semivida do Aluron?

R: Quando o fármaco é discutido, refere-se frequentemente a sua farmacocinética, que inclui a semivida. O metabolito ativo, o oxipurinol, tem uma semivida de eliminação longa, de aproximadamente 23 horas. É esta a razão pela qual o fármaco tem um efeito sustentado ao longo do dia e permite uma toma única diária.


P: É normal sentir desconforto gastrointestinal ao iniciar o Aluron?

R: Reações gastrointestinais, como náuseas, vómitos e diarreia, estão listadas oficialmente como reações adversas comuns. As diretrizes oficiais descrevem a prática de tomar os comprimidos após uma refeição para ajudar a reduzir o risco de irritação.


P: Existem problemas oculares ou de visão associados ao Aluron?

R: As reações adversas mais graves, conhecidas como síndrome de Stevens-Johnson (SJS), podem por vezes envolver os olhos. Os documentos regulamentares referem que estas reações raras, mas graves, podem incluir manifestações oculares como a conjuntivite (vermelhidão do olho) ou, menos frequentemente, úlceras na córnea.


P: Tomar Aluron requer análises ao sangue ou monitorização de rotina?

R: Sim, é recomendada uma monitorização contínua durante o tratamento. Esta monitorização inclui a verificação do hemograma e das funções hepática e renal como parte dos cuidados padrão. Adicionalmente, uma vez atingido o objetivo terapêutico, os níveis de urato sérico devem continuar a ser monitorizados periodicamente.


P: Posso tomar Aluron se tiver um problema hepático conhecido?

R: A rotulagem oficial contém avisos específicos sobre o risco de lesão hepática (hepatotoxicidade) e alterações nos níveis das enzimas do fígado. Os documentos oficiais destacam que problemas hepáticos graves exigem a interrupção imediata do medicamento. A avaliação e monitorização de doentes com condições hepáticas pré-existentes permanecem uma consideração clínica.


P: O Aluron é algo que terei de tomar permanentemente?

R: Para a gestão crónica de condições como a gota, as diretrizes oficiais e a evidência disponível apoiam fortemente a necessidade de um tratamento vitalício. Esta terapia contínua destina-se a ajudar a manter os níveis de ácido úrico estáveis e a reduzir o risco de progressão da doença ou recorrência de episódios agudos.


P: O que devo fazer se me sentir mal após começar o Aluron?

R: A informação geral para o doente refere que se efeitos adversos comuns, como mal-estar estomacal, forem graves ou persistirem, a ação recomendada é consultar um profissional de saúde para avaliação e potencial gestão ou ajuste da dose.


P: Existem riscos associados à interrupção súbita do Aluron?

R: A informação oficial e clínica indica que a descontinuação da terapia pode resultar na recuperação (rebound) dos níveis de ácido úrico para as concentrações anteriores ao tratamento ao longo do tempo. Este aumento do ácido úrico está oficialmente associado a uma elevada taxa de recorrência da condição subjacente, como futuras crises de gota.


P: É comum sentir cansaço ou fadiga ao tomar Aluron?

R: O cansaço ou fadiga não consta na lista de efeitos secundários ligeiros comuns nos documentos regulamentares. Contudo, a fadiga é listada como um sintoma potencial de uma reação adversa mais grave e rara, como a lesão hepática. Qualquer fadiga persistente ou grave é um fator que é tipicamente monitorizado por um profissional de saúde.


P: O Aluron está associado a avisos específicos de alergia?

R: Um aviso fundamental envolve um marcador genético, o *HLA-B58:01**. Os documentos regulamentares referem oficialmente que os doentes portadores deste alelo específico têm um risco significativamente maior de desenvolver reações alérgicas cutâneas graves, conhecidas como Síndrome de Hipersensibilidade ao Alopurinol (SHA).


P: Posso beber café ou chá enquanto tomo Aluron?

R: O fármaco atua inibindo a xantina oxidase, uma enzima que também está envolvida no metabolismo de certos compostos de xantina, incluindo um metabolito da cafeína (encontrada no café e chá). Embora não existam restrições específicas nas orientações oficiais, esta interação farmacológica é assinalada.


P: O Aluron é usado para prevenir ou para gerir uma condição?

R: O medicamento tem usos duplos reconhecidos na documentação oficial. É utilizado para prevenir condições agudas, como a Síndrome de Lise Tumoral (SLT). É também utilizado para a gestão crónica a longo prazo (prevenção de futuras crises) de condições como a gota e cálculos renais de oxalato de cálcio.


P: O Aluron é uma versão genérica de um medicamento de marca?

R: Sim, Alopurinol é o nome genérico oficial da substância ativa, confirmando o seu estatuto como um medicamento estabelecido. Está amplamente disponível como genérico e foi também comercializado sob várias marcas, como Zyloprim e Aloprim.


P: Porque é que o meu médico se preocupa com a minha função renal antes de começar o Aluron?

R: O fármaco e o seu metabolito ativo são maioritariamente eliminados do organismo pelos rins. Se a função renal estiver diminuída, o medicamento pode acumular-se, aumentando o risco de reações adversas. Os documentos regulamentares indicam que a redução da dose é uma consideração obrigatória para a utilização segura em doentes com função renal diminuída.

Como Aluron deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Aluron

O Aluron (comprimidos de alopurinol) deve ser conservado seguindo rigorosamente as indicações da rotulagem regulamentar para manter a sua estabilidade.

Requisitos de conservação

O medicamento deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, entre os 20°C e os 25°C, sendo permitidas variações pontuais até aos 30°C. É obrigatório manter o produto afastado da humidade, do calor e da luz direta, não devendo o mesmo ser congelado. Os comprimidos devem permanecer num recipiente bem fechado para garantir a integridade do produto.

Segurança infantil e eliminação

O Aluron deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças em todos os momentos. No que respeita à eliminação de comprimidos não utilizados ou fora do prazo de validade, o medicamento não deve ser deitado na sanita. A eliminação deve seguir os requisitos locais, o que envolve frequentemente misturar os comprimidos com uma substância indesejável, colocar a mistura num saco selado e eliminá-lo juntamente com o lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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