Alprostadil

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Alprostadil

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Alprostadil

O Alprostadil é um medicamento sujeito a receita médica, utilizado para gerir condições clínicas que requerem o aumento do fluxo sanguíneo localizado, como a melhoria da circulação em determinados tecidos ou a manutenção da permeabilidade de canais vasculares específicos.

Propriedade Descrição
Princípio ativo Alprostadil (DCI)
Formas farmacêuticas Solução para injeção intracavernosa, supositório intrauretral, solução para perfusão intravenosa
Classe farmacológica Agonista da Prostaglandina E₁ e Vasodilatador
Origem Análogo sintético da Prostaglandina E₁ (PGE₁)

Classificação e Natureza: Agonista da Prostaglandina E₁

O Alprostadil é o princípio ativo (DCI) classificado farmacologicamente como um potente Agonista da Prostaglandina E₁ e um Vasodilatador direto. Isto significa que o medicamento atua diretamente no alargamento dos vasos sanguíneos, sendo este o seu mecanismo fundamental. O composto ativo é um análogo sintético da Prostaglandina E₁ (PGE₁) de ocorrência natural, um lípido que funciona como um regulador essencial em processos biológicos como a função vascular e do músculo liso. Ao contrário de tratamentos indiretos, o Alprostadil proporciona uma resposta vascular focada e de elevado impacto ao mimetizar as moléculas de sinalização naturais do corpo, uma capacidade clinicamente reconhecida pela sua ação direta na vasculatura.

Identidade Farmacêutica e Administração

O fármaco é preparado em formas farmacêuticas especializadas para garantir uma administração sistémica crítica ou altamente direcionada. Estas formas incluem um pó para solução para injeção intracavernosa, um pequeno supositório intrauretral (pellet) e uma solução para perfusão intravenosa. Estas diferentes preparações permitem que o medicamento seja administrado localmente, concentrando o poderoso efeito vasodilatador onde é necessário, ou por via sistémica em aplicações de cuidados intensivos. Esta distinção nas vias de administração (local vs. sistémica) é um fator diferenciador em comparação com muitos tratamentos vasculares administrados por via oral, permitindo a sua utilização em cenários específicos e localizados ou para gerir necessidades circulatórias críticas em recém-nascidos.

Objetivo Geral de Ação

O propósito essencial do Alprostadil é alcançar um relaxamento substancial do músculo liso e uma vasodilatação localizada, conduzindo a um aumento necessário da perfusão sanguínea numa área específica do corpo. Este efeito é iniciado através da elevação dos níveis intracelulares de monofosfato de adenosina cíclico (cAMP). Esta alteração circulatória profunda oferece um mecanismo fiável para promover a turgescência sanguínea adequada em estruturas localizadas ou para manter a permeabilidade necessária de canais vasculares críticos, cumprindo um requisito fundamental para intervenções terapêuticas direcionadas.

Quais efeitos secundários são possíveis com Alprostadil?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do Alprostadil é estritamente definido por documentos regulamentares, que categorizam as reações adversas com base na frequência e na via de administração, refletindo a potente ação vasodilatadora do fármaco.

Os eventos adversos associados à utilização localizada (intracavernosa ou intrauretral) são frequentemente classificados como reações locais. A reação documentada com maior incidência é a dor peniana, frequentemente classificada como um evento Muito Frequente (ocorrendo em 1/10 ou mais dos doentes). Outros efeitos classificados como Frequentes incluem o hematoma e a equimose no local da injeção, a par de efeitos sistémicos como a dor de cabeça e as tonturas.

Riscos específicos reconhecidos como graves nos documentos regulamentares incluem o Priapismo (uma ereção prolongada com duração de quatro horas ou mais) e o desenvolvimento de Fibrose Peniana (alterações estruturais como a doença de Peyronie ou a fibrose cavernosa). A Fibrose Peniana é associada à utilização a longo prazo e requer a realização de exames físicos rotineiros.

No caso da via de administração intravenosa, utilizada principalmente em recém-nascidos, o perfil de segurança enfatiza o risco sistémico. A Apneia (interrupção temporária da respiração) constitui uma preocupação grave, sendo frequentemente reportada como ocorrendo durante a primeira hora de perfusão, especialmente em bebés com baixo peso à nascença. Devido aos poderosos efeitos sistémicos do fármaco, a monitorização contínua da pressão arterial é obrigatória neste contexto de cuidados intensivos. As restrições de segurança limitam ainda a utilização em doentes com deformações anatómicas penianas pré-existentes ou condições que os predisponham ao Priapismo, conforme explicitamente definido nas informações de prescrição regulamentares.

Esta informação oficial de segurança estrutura a compreensão dos riscos do medicamento ao documentar claramente os eventos críticos, tanto locais como sistémicos, nas diferentes formas farmacêuticas.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

A documentação regulamentar oficial do Alprostadil define as manifestações de sobredosagem e as ações de emergência necessárias com base na via de administração.

No caso da utilização localizada (intracavernosa ou intrauretral), a manifestação mais significativa de sobredosagem é a ereção prolongada ou o priapismo (definido neste contexto como uma ereção com duração superior a seis horas). As autoridades regulamentares determinam que os indivíduos devem procurar assistência médica imediata para qualquer ereção que persista por mais de quatro horas. Esta instrução explícita é exigida porque o priapismo não tratado acarreta um risco documentado de danos graves e irreversíveis nos tecidos penianos e a perda permanente da função erétil. Podem também ocorrer efeitos sistémicos, como hipotensão, tonturas ou desmaios, que requerem supervisão médica até à sua resolução total.

No contexto da perfusão intravenosa, habitualmente utilizada em recém-nascidos, as apresentações de sobredosagem documentadas incluem efeitos cardiorrespiratórios como a apneia (interrupção temporária da respiração), bradicardia (batimento cardíaco lento) e hipotensão. A rotulagem regulamentar observa que a apneia ocorre mais frequentemente em recém-nascidos com peso inferior a 2 kg. Nestes cenários, as orientações regulamentares exigem a interrupção imediata da perfusão e a prestação do tratamento médico adequado. A gestão em situações de sobredosagem foca-se em cuidados sintomáticos e de suporte, de acordo com as instruções regulamentares oficiais.

Usos terapêuticos de Alprostadil

O que o Alprostadil trata: Principais Utilizações e Benefícios Terapêuticos

O Alprostadil é relevante em diversos contextos terapêuticos agudos. As suas aplicações focam-se na prestação de um alívio de suporte em situações que envolvem determinados sintomas angustiantes e stresse fisiológico agudo. É comummente utilizado em condições caracterizadas por padrões de sintomas episódicos ou flutuantes, incluindo a disfunção erétil (impotência) e condições cardíacas agudas em recém-nascidos específicos.


Alívio Sintomático na Disfunção Erétil (DE)

O Alprostadil é relevante para a gestão dos sintomas de disfunção erétil em homens adultos. É aplicado em domínios onde é necessário um suporte sintomático adicional, ajudando a abordar conjuntos de sintomas que interferem com o conforto diário. É frequentemente utilizado quando se requer assistência sintomática de curto prazo, proporcionando um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades sexuais rotineiras. Isto apoia o doente durante episódios difíceis, atenuando o sofrimento sentido.

De acordo com as informações constantes na rotulagem oficial do medicamento, este fármaco é aplicado em contextos onde é necessário um suporte sintomático adicional.


Gestão de Suporte em Condições Cardíacas Neonatais

Num contexto clínico distinto, o Alprostadil é relevante em condições associadas a episódios agudos ou disruptivos em recém-nascidos específicos. É aplicado em ambientes clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, onde o apoio temporário é apropriado. É comummente utilizado quando é necessária assistência sintomática de curta duração, aplicando-se em áreas que exigem um suporte sintomático complementar. Esta utilização é relevante para aliviar sintomas que criam um esforço fisiológico percetível durante episódios difíceis.

Facto Rápido: Foco nos Sintomas (É aplicado em contextos onde é necessária uma gestão adicional do desconforto.)

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar Alprostadil — informações regulamentares oficiais

Âmbito de Elegibilidade

Classificação Populações Autorizadas/Contraindicadas (Baseado na Rotulagem)
Populações Autorizadas Homens Adultos (para as formas destinadas à disfunção erétil) e Recém-nascidos/Lactentes (para manutenção temporária da permeabilidade do ducto arterioso)
Grupos Contraindicados Homens com implantes penianos, deformação anatómica do pénis (ex: doença de Peyronie) ou condições que predisponham ao priapismo (ex: anemia falciforme, mieloma múltiplo, leucemia)
Grupos sem Indicação Mulheres e a maioria das Crianças (as formas intracavernosas/uretrais não se destinam a esta utilização)

Regras Específicas por Idade e Condição Clínica

Recém-nascidos com Síndrome de Dificuldade Respiratória apresentam uma contraindicação para a forma intravenosa. Aqueles com peso inferior a 2 kg requerem monitorização rigorosa devido ao risco acrescido de apneia. Os adultos mais velhos são uma população elegível; contudo, recomenda-se precaução na presença de problemas renais relacionados com a idade, que podem afetar a eliminação (depuração) do fármaco. O medicamento é contraindicado em qualquer doente com hipersensibilidade conhecida ao Alprostadil ou aos seus excipientes. A utilização condicional é especificada para doentes com fatores de risco cardiovascular e para recém-nascidos com tendências hemorrágicas, devido aos efeitos antiagregantes plaquetários do fármaco.

Elegibilidade na Gravidez e Lactação

O Alprostadil não tem indicação de utilização em doentes do sexo feminino e não está aprovado para uso durante a gravidez ou amamentação. A rotulagem oficial recomenda que os doentes do sexo masculino, cuja parceira esteja grávida ou em idade fértil, utilizem um método de barreira (preservativo) durante a relação sexual, de modo a prevenir a exposição fetal ao fármaco através do fluido seminal.

Ligação ao perfil global de elegibilidade

Os documentos regulamentares oficiais definem a utilização do Alprostadil em dois grupos de doentes muito distintos: homens adultos e um subconjunto específico de recém-nascidos em estado crítico. Esta utilização especializada exige contraindicações absolutas para homens com condições pré-existentes que aumentem o risco de ereções prolongadas ou doentes com condições cardíacas específicas. A elegibilidade é, portanto, estritamente limitada pela idade, sexo e estado clínico subjacente do doente.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os documentos regulamentares oficiais descrevem o perfil de interações do Alprostadil baseando-se, essencialmente, em mecanismos farmacodinâmicos relacionados com os seus potentes efeitos vasodilatadores e antiagregantes plaquetários. Devido ao rápido metabolismo local, existe pouca ou nenhuma documentação formal sobre interações farmacocinéticas.

Classificações de Interação

Agente de Interação Classificação Regulamentar Resultado Documentado da Interação
Outros agentes para a Disfunção Erétil (ex: inibidores da PDE5) Contraindicado / Proibido A coadministração é proibida devido ao potencial de efeitos aditivos e ao risco desconhecido de aumento do esforço cardiovascular.
Outros agentes vasoativos (ex: papaverina, fentolamina) Não recomendado A utilização de combinações não é recomendada, uma vez que a sua segurança e eficácia não foram avaliadas sistematicamente.
Anticoagulantes (ex: Varfarina, Heparina) Utilizar com precaução É possível uma maior propensão para hemorragias e sangramento localizado no local da injeção, devido ao efeito inibidor da agregação plaquetária do Alprostadil.
Medicamentos anti-hipertensores Utilizar com precaução A combinação pode potenciar o efeito hipotensor, levando a um risco acrescido de tensão arterial baixa.

A interação com o álcool (contido em bebidas) está documentada como podendo diminuir a eficácia do medicamento. Nos doentes idosos que recebem concomitantemente anti-hipertensores ou outros medicamentos vasoativos, nota-se especificamente um risco acrescido de hipotensão.

Mecanismo de ação

Relaxamento do Músculo Liso Mediado por Recetores

O Alprostadil, um análogo sintético da prostaglandina E1, funciona como um agonista ao ligar-se aos recetores prostanoides E, principalmente aos subtipos EP2 e EP4, localizados nas células do músculo liso vascular. Esta ligação desencadeia a ativação da via da proteína G estimuladora (Gs) acoplada, iniciando a cascata molecular que modula o estado contrátil das paredes dos vasos sanguíneos.


A Cascata de Sinalização do cAMP e o Tónus Vascular

A ativação da Gs estimula a enzima adenilato ciclase, que catalisa a formação do segundo mensageiro, o AMP cíclico (cAMP). Níveis elevados de cAMP ativam a PKA, levando a uma diminuição funcional da concentração intracelular eficaz de iões de cálcio (Ca^2+) através do reforço do seu sequestro. Esta mudança molecular inibe as proteínas contráteis, resultando na diminuição do tónus vascular e na redução da resistência dentro da vasculatura local.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Alprostadil

A administração do Alprostadil é regida pela preparação específica e pelo contexto terapêutico, exigindo vias e regimes posológicos distintos, conforme delineado nas informações oficiais de prescrição.


Âmbito da Administração

Característica Detalhe
Via de administração Injeção intracavernosa (para utilização em homens adultos); Administração intrauretral (dispositivo transuretral); Perfusão intravenosa (para utilização em recém-nascidos).
Esquema posológico (conforme fontes regulamentares) Intracavernosa: A titulação da dose inicial começa nos 2,5 mu g ou 1,25 mu g, dependendo da etiologia, não sendo recomendado que as doses excedam os 60 mu g. IV Neonatal: A perfusão contínua inicial é tipicamente de 0,05 a 0,1 mu g/kg/min.
Momento em relação às refeições Não aplicável; a administração é independente da ingestão de alimentos.
Requisitos de preparação O pó liofilizado para injeção deve ser reconstituído imediatamente antes da utilização com o diluente especificado.
Regras de administração por grupo etário A via de perfusão intravenosa está especificamente autorizada para recém-nascidos em certas condições cardíacas; as outras formas destinam-se apenas a homens adultos.
Regras para doses esquecidas Não especificadas na rotulagem oficial, uma vez que a utilização é em regime de necessidade ou por perfusão contínua.
Condições procedimentais especiais A injeção intracavernosa inicial e a titulação da dose devem ser realizadas no consultório do profissional de saúde, devendo o doente permanecer no local até ocorrer a detumescência completa.

Classificações de Instrução (Nível Geral)

Classificação Detalhe
Tipo de método de administração Injeção, via intrauretral e perfusão.
Padrão de frequência Intermitente, em regime de necessidade. A frequência máxima para a injeção é de não mais de 3 vezes por semana, com um intervalo de pelo menos 24 horas entre administrações.

Estrutura Procedimental Resultante

Sequência oficial de etapas:

O pó prescrito para injeção deve primeiro ser reconstituído com o diluente fornecido imediatamente antes da administração. A primeira dose é sempre administrada sob supervisão direta de um profissional de saúde para determinar a dose de manutenção eficaz mais baixa. Uma vez estabelecida, a dose de manutenção deve ser utilizada em regime de necessidade e cumprir estritamente a frequência máxima de três vezes por semana.

Ligação ao protocolo global de utilização:

O protocolo oficial dita uma abordagem rigorosa e medicamente supervisionada para estabelecer a dose individualizada correta, seguida de um esquema de autoadministração intermitente condicionado para uma das indicações. No caso da utilização neonatal, a administração exige perfusão intravenosa contínua e monitorização especializada devido ao rápido metabolismo do fármaco e à natureza crítica da aplicação. Estas instruções definem as etapas de preparação necessárias, os limites de dosagem e os ambientes de utilização exigidos, conforme estabelecido pelas autoridades regulamentares.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Alprostadil


Evidência para a Utilização na Disfunção Erétil (DE)

A investigação que explora o Alprostadil na disfunção erétil incluiu principalmente ensaios clínicos aleatorizados e controlados (ECA) de curta duração, nos quais o fármaco foi avaliado em comparação com um placebo não ativo, complementados por revisões sistemáticas. Estes estudos foram utilizados para analisar a forma como os sintomas se alteram ao longo de intervalos de tempo definidos. Os ensaios monitorizaram consistentemente pontuações funcionais normalizadas, como o Índice Internacional da Função Erétil (IIEF), e avaliaram resultados que refletem o funcionamento diário, especificamente a conclusão bem-sucedida da atividade sexual.

No que respeita à forma intracavernosa, os estudos examinaram os resultados funcionais registados através de instrumentos normalizados, como o IIEF, durante o período de observação definido. Os estudos que utilizaram aplicações intrauretrais e tópicas descreveram conclusões com variabilidade nos resultados medidos, tendo as revisões sistemáticas assinalado que a qualidade da evidência varia nestes últimos estudos. A investigação também explorou a utilização do Alprostadil em populações com condições marcadas por limitações funcionais, incluindo homens com DE associada à diabetes ou após cirurgia à próstata.


Evidência para a Utilização em Condições Cardíacas Neonatais

O Alprostadil foi estudado para utilização em condições associadas a episódios agudos em recém-nascidos com defeitos cardíacos congénitos dependentes do ducto. A evidência clínica para esta utilização paliativa provém principalmente de observações iniciais e estudos observacionais subsequentes, em vez dos tradicionais ECA, uma vez que as questões éticas impedem geralmente ensaios controlados por placebo neste contexto de risco de vida. A investigação examinou e monitorizou essencialmente o desequilíbrio fisiológico temporário, avaliando resultados como a manutenção do ducto arterioso e as alterações na pressão arterial sistémica.

Estudos realizados durante períodos de aumento da atividade sintomática em recém-nascidos documentaram medições de alterações da pressão sistémica e a manutenção da estrutura ductal no contexto de cuidados intensivos agudos. Esta evidência contribui para o conjunto de provas relativas ao papel do fármaco neste ambiente de cuidados agudos. A investigação tem também explorado a forma como diferentes estratégias de dosagem afetam os parâmetros clínicos nesta população frágil.


O que Permanece Incerto na Investigação sobre o Alprostadil

Uma das principais limitações da investigação é o facto de as taxas de abandono dos doentes terem sido elevadas nos ensaios para a disfunção erétil. Isto significa que a informação relativa ao espectro total da experiência do doente durante períodos prolongados permanece limitada. No caso das formulações intrauretrais e tópicas, a qualidade da evidência varia entre os estudos e os resultados foram mistos em algumas metanálises.

Relativamente aos cuidados neonatais, a investigação continua a explorar as alterações a curto prazo, mas existe informação limitada sobre os resultados a longo prazo e uma ausência reconhecida de consenso sobre o regime de dosagem ideal para todos os recém-nascidos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Alprostadil (FAQ)


P: Porque é que o Alprostadil é por vezes prescrito quando os medicamentos orais para a DE não funcionam?

A informação oficial de prescrição descreve o Alprostadil como um vasodilatador que atua diretamente na dilatação dos vasos sanguíneos na área local de administração. Este mecanismo de ação direto é diferente do dos tratamentos orais. Por este motivo, é por vezes utilizado quando os doentes não obtiveram uma resposta satisfatória aos medicamentos orais para a disfunção erétil.

P: O Alprostadil funciona para todas as causas de disfunção erétil?

Os documentos oficiais indicam que o Alprostadil é indicado para o tratamento da disfunção erétil que resulta de certos tipos de problemas subjacentes. Estes incluem causas neurogénicas (relacionadas com o sistema nervoso), vasculogénicas (relacionadas com o fluxo sanguíneo), psicogénicas (psicológicas) ou causas mistas.

P: O que acontece ao Alprostadil no organismo após a sua utilização?

Os documentos regulamentares explicam que o composto ativo é metabolizado de forma rápida e extensa no corpo após a administração. Este processo ocorre principalmente nos pulmões. Os subprodutos inativos resultantes são depois eliminados, essencialmente através da urina.

P: Com que rapidez é que o Alprostadil começa normalmente a atuar?

O tempo necessário para o início do efeito varia consoante a forma utilizada. De acordo com as informações oficiais do produto, pode ocorrer uma ereção entre 5 a 20 minutos após a injeção. A forma de bastão uretral começa normalmente a atuar em 5 a 10 minutos.

P: Qual é a duração típica do efeito após a administração de Alprostadil?

A duração pretendida da ereção é geralmente descrita nas fontes oficiais como durando aproximadamente 30 a 60 minutos. Este intervalo de tempo é consistente com o objetivo de apoiar a atividade sexual.

P: É verdade que o efeito não deve durar mais de uma hora?

Sim, a duração pretendida da ereção resultante é geralmente descrita como sendo igual ou inferior a uma hora. Os documentos oficiais estipulam que deve ser procurada assistência médica imediata para qualquer ereção que persista por mais de quatro horas, uma vez que se trata de uma reação adversa grave denominada priapismo.

P: O início de ação pode ser diferente dependendo da forma de Alprostadil utilizada?

Sim, a informação regulamentar oficial indica que o tempo de início varia consoante a via de administração. Por exemplo, pode verificar-se uma ereção 5 a 10 minutos após a utilização do bastão uretral, comparativamente a 5 a 20 minutos para a forma injetável.

P: Existem efeitos secundários graves que exijam atenção médica imediata?

Os documentos regulamentares enfatizam que uma ereção prolongada de quatro horas ou mais (priapismo) é uma reação adversa potencialmente grave. Refere-se que deve ser procurada assistência médica imediata caso isto ocorra. Este aviso realça a importância de uma intervenção atempada para este risco raro, mas grave.

P: Quais são os efeitos secundários comunicados para uma parceira exposta ao medicamento?

Para a forma intrauretral, foi comunicado o efeito secundário de prurido vulvovaginal (comichão) em parceiras. Além disso, os avisos oficiais incluem a recomendação de utilizar um método de barreira (preservativo) durante a relação sexual se a parceira estiver grávida ou puder engravidar, de modo a prevenir a possível exposição fetal ao fármaco.

P: Qual é o nível de risco de uma ereção prolongada com duração superior a quatro horas?

Dados de ensaios clínicos citados em documentos oficiais fornecem valores específicos sobre este risco. Para um produto injetável, a incidência de priapismo (uma ereção superior a seis horas) foi reportada como sendo de 0,4%. Uma ereção prolongada de quatro horas ou mais foi comunicada em 4% dos doentes num ensaio clínico.

P: Uma sensação temporária de ardor é considerada um efeito normal esperado?

Sim, uma sensação de calor ou ardor está listada na informação oficial do produto como um efeito secundário frequentemente comunicado. Isto é particularmente notado em doentes que utilizam a forma de supositório ou bastão uretral.

P: Quais são as principais diferenças entre as formas de injeção e de supositório de Alprostadil?

As duas formas diferem principalmente no método de administração e na forma como são absorvidas. A informação oficial também nota diferenças no tempo típico de início de ação e nos perfis de efeitos secundários locais, especificamente na frequência de dor e sensação de ardor.

P: Porque é que algumas pessoas escolhem o Alprostadil em vez de comprimidos orais para a DE?

Pode optar-se por este medicamento se os tratamentos orais não resultarem numa resposta satisfatória, sendo descrito como uma terapia de segunda linha. A informação oficial descreve a ação do Alprostadil como direta e local, o que pode oferecer uma abordagem alternativa face aos comprimidos orais de ação sistémica.

P: Existe diferença de eficácia entre as formas de injeção e de supositório?

Estudos revistos em fontes oficiais indicam geralmente uma diferença na eficácia entre as duas formas locais. Os estudos clínicos referenciados reportam, de uma forma geral, taxas mais elevadas de sucesso na relação sexual para a forma injetável em comparação com a forma de supositório.

P: Porque é que o creme tópico de Alprostadil não está disponível em todas as regiões?

Documentos regulamentares observam que a formulação em creme tópico não possui aprovação de todos os principais organismos reguladores. Por exemplo, o produto não está aprovado pela FDA (U.S. Food and Drug Administration), o que afeta a sua disponibilidade comercial e distribuição em algumas regiões.

P: O Alprostadil oferece alguma proteção contra infeções sexualmente transmissíveis (IST)?

Os avisos oficiais declaram claramente que este medicamento não previne a gravidez. Além disso, não oferece proteção contra infeções transmitidas por contacto sexual, tais como o VIH ou a hepatite.

P: O Alprostadil é por vezes utilizado por médicos para fins de diagnóstico na avaliação da DE?

Sim, a forma injetável é indicada para utilização como adjuvante noutros testes de diagnóstico. Os documentos oficiais especificam o seu papel em combinação com procedimentos como a ecografia Doppler ou duplex no diagnóstico abrangente da disfunção erétil.

P: Qual é a recomendação geral quanto ao armazenamento da forma injetável de Alprostadil (solução reconstituída)?

A rotulagem oficial do produto fornece requisitos específicos de conservação para o medicamento preparado. A solução reconstituída deve ser utilizada num prazo de 24 horas e conservada a uma temperatura igual ou inferior a 25 °C.

Como Alprostadil deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação do Alprostadil

As condições oficiais de conservação são específicas para cada tipo de produto e dosagem. O Alprostadil para injeção (20 mcg) deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada (20 °C a 25 °C), enquanto o supositório uretral (MUSE) e o frasco-ampola de injeção de 40 mcg (antes da dispensa) requerem refrigeração (2 °C a 8 °C). O pó para injeção não deve ser congelado e a solução reconstituída não deve ser refrigerada, devendo ser utilizada num prazo de 24 horas.

Restrição de Conservação Requisito
Temperatura Específica do produto: Refrigeração ou 20 °C a 25 °C
Congelação Não deve ser permitida a congelação
Solução Reconstituída Utilizar num prazo de 24 horas; não refrigerar
Proteção Infantil Manter fora do alcance e da vista das crianças

As agulhas e seringas usadas devem ser imediatamente colocadas num contentor apropriado para a eliminação de objetos cortantes e perfurantes. Não devem ser deitadas no lixo doméstico nem eliminadas através dos esgotos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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