Alpan

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Alpan

Propriedade Descrição
Substância Ativa Ácido tióctico (ácido alpha-lipoico)
Formas Farmacêuticas Comprimidos, solução para injeção intravenosa
Classe Farmacológica Antioxidante e Agente Metabólico
Objetivo Geral Apoio aos tecidos contra o stress oxidativo e défices energéticos
Origem Fabrico sintético (derivado de um composto endógeno)

Alpan: Definição e Classe Farmacológica

O Alpan é uma preparação medicinal cujo princípio ativo é o Ácido tióctico (DCI), uma substância vulgarmente conhecida como ácido alpha-lipoico (ALA). Está formalmente classificado como um antioxidante e um agente metabólico, uma categorização clinicamente reconhecida devido ao seu papel na função celular. O ácido tióctico é um composto único por ser anfofílico, o que significa que é solúvel tanto em ambientes lipídicos como aquosos, permitindo-lhe exercer a sua ação antioxidante protetora em vários compartimentos celulares. Esta dupla solubilidade permite que o medicamento proteja eficazmente tanto as estruturas externas da célula como os seus componentes internos.

Composição, Formas e Origem do Ácido Tióctico

O composto ativo, o ácido tióctico, é uma substância naturalmente endógena que o corpo humano sintetiza nas mitocôndrias, onde atua como um cofator essencial para complexos enzimáticos fundamentais envolvidos na produção de energia. Embora o composto ocorra naturalmente, o ácido tióctico utilizado no Alpan é fabricado sinteticamente para garantir uma quantidade padronizada e suficiente para utilização medicinal. Como produto de substância ativa única, o Alpan está disponível em comprimidos para uso oral e em solução estéril para injeção intravenosa (administração parentérica). A disponibilidade da forma injetável de elevada biodisponibilidade oferece uma vantagem distinta no apoio a doentes que necessitam de uma estabilização metabólica imediata e robusta.

Papel Geral e Função Central no Organismo

O objetivo geral do Alpan é fornecer um apoio celular robusto, promovendo o equilíbrio metabólico e mitigando os efeitos nocivos do stress oxidativo. O ácido tióctico atua como um potente eliminador de radicais livres e, nomeadamente, possui a capacidade de regenerar outros antioxidantes intrínsecos do organismo, como as Vitaminas C e E. Este papel abrangente e de suporte é aproveitado na prática clínica para manter a eficiência dos processos dependentes de energia e proteger os tecidos, particularmente o sistema nervoso, que é altamente suscetível a danos por défice de energia e carga oxidativa excessiva. É frequentemente utilizado em cenários onde o suporte metabólico é fundamental, como, por exemplo, no apoio à função nervosa.

Quais efeitos secundários são possíveis com Alpan?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

Tal como todos os medicamentos, o Alpan pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. A maioria das reações é ligeira a moderada e, frequentemente, diminui à medida que o corpo se adapta ao tratamento.

Os efeitos secundários comunicados com maior frequência incluem sonolência, tonturas e cansaço. Algumas pessoas podem sentir boca seca, visão turva ou alterações no apetite e no peso. Podem também ocorrer distúrbios gastrointestinais, como náuseas ou obstipação.

Em casos menos comuns, podem surgir alterações na coordenação motora, dificuldades de memória ou confusão, particularmente em doentes idosos. É importante monitorizar alterações de humor ou do comportamento. Se ocorrerem reações alérgicas, tais como erupções cutâneas, inchaço do rosto ou dificuldade em respirar, deve procurar-se assistência médica imediata.

O Alpan pode causar dependência física e psicológica, especialmente se for utilizado em doses elevadas ou durante períodos prolongados. A interrupção abrupta do tratamento pode levar a sintomas de privação, como ansiedade, insónias, tremores ou, em casos graves, convulsões. Por este motivo, a descontinuação deve ser sempre feita de forma gradual e sob supervisão profissional.

Este medicamento pode comprometer a capacidade de conduzir ou de utilizar máquinas, uma vez que pode reduzir o estado de alerta. O consumo de álcool deve ser evitado durante o tratamento, pois pode intensificar significativamente os efeitos sedativos do medicamento. Deve informar o seu profissional de saúde sobre quaisquer outros medicamentos que esteja a tomar para evitar interações perigosas.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As informações regulamentares oficiais exigem atenção imediata em casos de suspeita de sobredosagem ou de ingestão acidental de Alpan.

Perfil de sobredosagem documentado

O perfil oficial de sobredosagem está estruturado em torno das potenciais consequências fisiológicas do consumo de quantidades superiores às recomendadas. Embora os sintomas específicos possam variar, a sobredosagem pode afetar os principais sistemas fisiológicos e conduzir a complicações graves, com risco de vida.

Componente da Sobredosagem Requisito Regulamentar
Manifestações Deve incluir sinais, sintomas e achados laboratoriais específicos associados à sobredosagem, baseados em dados humanos ou animais.
Desfechos graves Deve listar complicações graves ou fatais, tais como toxicidade em órgãos principais ou efeitos graves no sistema nervoso central.
Tratamento específico Deve detalhar qualquer antídoto farmacológico estabelecido ou procedimentos específicos para remoção do fármaco (ex.: descontaminação gastrointestinal) e cuidados de suporte.
Monitorização Deve especificar os requisitos para avaliação contínua e monitorização de sinais vitais e parâmetros laboratoriais após a exposição.

Instruções de resposta de emergência

Quando é necessária ajuda médica imediata: Deve procurar assistência médica imediata ou contactar o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) sem demora se suspeitar de uma sobredosagem ou se o medicamento tiver sido ingerido acidentalmente. Não deve aguardar que os sintomas se tornem graves. A gestão clínica geral baseia-se no suporte das funções vitais, na manutenção da via aérea e no controlo dos sintomas específicos à medida que estes ocorrem. O tratamento é, geralmente, de suporte e sintomático, a menos que esteja disponível um antídoto específico explicitamente indicado na rotulagem oficial.

Usos terapêuticos de Alpan

Para que serve o Alpan: Principais utilizações e benefícios

O Alpan é habitualmente utilizado para abordar sintomas relacionados com o desconforto físico que surgem frequentemente da polineuropatia periférica diabética (PPD), uma complicação crónica em doentes com diabetes. Este tratamento de suporte é aplicado quando as lesões nervosas conduzem a perturbações sensoriais positivas distintas, tais como dor neuropática intensa em ardor, picadas ou pontadas nas extremidades, bem como a perturbações sensoriais negativas, como o entorpecimento e o formigueiro. O ácido tióctico é considerado relevante para a gestão destes sintomas.

O medicamento pode auxiliar no alívio de sintomas associados ao desconforto físico em condições que envolvam manifestações episódicas ou flutuantes, apoiando os doentes durante episódios difíceis. O fármaco é relevante para o controlo de sintomas que interferem com o conforto diário e é frequentemente utilizado como uma terapia adjuvante de longo prazo em patologias como a Diabetes Mellitus Tipo 1 e Tipo 2. Esta abordagem de suporte é considerada pertinente para ajudar a reduzir a carga sintomática global e apoiar o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.

Facto Rápido: Alívio do Desconforto Neuropático O Alpan é comummente utilizado para ajudar a gerir os sintomas sensoriais dolorosos e perturbadores da polineuropatia periférica diabética, incluindo o ardor, a dor persistente e a parestesia. Auxilia na manutenção da estabilidade funcional e do conforto durante os períodos sintomáticos.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Alpan?

O Alpan (ácido tióctico) está formalmente indicado para utilização apenas numa população específica de doentes, sendo o seu uso estritamente regulado por critérios de elegibilidade e contraindicações.

Populações autorizadas e proibidas

Classificação Estatuto e Normas Oficiais
População Aprovada Adultos com idade igual ou superior a 18 anos. A segurança e eficácia estão estabelecidas para doentes adultos, prioritariamente aqueles com polineuropatia diabética.
Grupos Contraindicados Doentes com hipersensibilidade ou alergia conhecida ao ácido tióctico ou a qualquer um dos componentes do produto.

Restrições de utilização e precauções

População/Condição Estatuto Regulamentar (Utilização não estabelecida/Precaução)
Crianças e Adolescentes Não recomendado; a utilização não está estabelecida devido à insuficiência de dados clínicos.
Gravidez Evitar a utilização/Não recomendado; o uso deve ser evitado devido à falta de dados de segurança abrangentes em humanos.
Amamentação Evitar a utilização; os dados fiáveis sobre a passagem do fármaco para o leite materno e o respetivo perfil de segurança são insuficientes.
Doentes Diabéticos A utilização é condicional e requer monitorização rigorosa por um profissional de saúde, uma vez que o medicamento pode reforçar o efeito de redução da glicemia de outros medicamentos para a diabetes.
Deficiência de Tiamina Utilização com precaução; a suplementação com tiamina é aconselhada antes ou durante o tratamento em doentes com risco de deficiência, como aqueles com consumo excessivo de álcool.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Alpan (ácido tióctico) é caracterizado por diversos padrões documentados. Descreve-se um efeito de potenciação farmacodinâmica quando este medicamento é administrado em conjunto com insulina ou agentes antidiabéticos orais. Esta combinação pode resultar num aumento do efeito de redução do açúcar no sangue, elevando o risco potencial de hipoglicemia.

A natureza química da substância ativa leva a uma interação física com compostos que contêm metais, tais como suplementos de ferro, cálcio ou magnésio. Esta interação diminui a absorção do Alpan por via oral; por este motivo, a forma oral deve ser administrada em horários distintos destes compostos metálicos. Adicionalmente, o consumo de álcool está formalmente documentado como uma substância que pode prejudicar significativamente o sucesso global do tratamento com Alpan, especialmente em condições neuropáticas.

Relativamente à terapia citotóxica, observa-se uma interação específica em que a eficácia do medicamento cisplatina é reduzida quando coadministrado com Alpan. Por fim, existe uma nota sobre uma interação específica para certas populações relativa a indivíduos com determinados genótipos HLA. Está documentado que estes doentes apresentam uma maior suscetibilidade para o desenvolvimento da Síndrome Autoimune da Insulina (SAI) quando tratados com ácido tióctico, a qual envolve episódios graves e flutuantes de hipoglicemia.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Alpan: Mecanismo de Ação

Modulação do Equilíbrio Redox Celular e Reciclagem de Antioxidantes

O mecanismo baseia-se na conversão do Ácido tióctico (ALA) em Ácido di-hidrolipoico (DHLA), um antioxidante que neutraliza diretamente as Espécies Reativas de Oxigénio (ROS) e as Espécies Reativas de Azoto (RNS) prejudiciais às células. O DHLA caracteriza-se pela sua capacidade de regenerar também antioxidantes intrínsecos essenciais, como a Glutatião e as Vitaminas C e E, aumentando a capacidade funcional do sistema antioxidante celular. Esta ação contribui para a homeostase redox, apoiando a integridade das estruturas celulares e das proteínas contra danos moleculares.

Estabilização da Energia Mitocondrial e da Função Vascular

O ácido tióctico atua como um cofator indispensável para enzimas-chave (como a PDC e a KDC) no interior das mitocôndrias, assegurando a produção eficiente de ATP (energia celular) para regular os processos metabólicos em tecidos suscetíveis. Ao estabilizar este processo metabólico central, o mecanismo contribui para o fornecimento de energia a tecidos metabolicamente ativos. Além disso, o seu efeito protetor sobre o endotélio vascular influencia a biodisponibilidade do Óxido Nítrico (NO), influenciando, por conseguinte, a microcirculação e a perfusão dos tecidos.

Atenuação da Sinalização Neuro-Inflamatória e Nocicetiva

O mecanismo envolve a modulação de vias de sinalização patológicas, incluindo a inibição do fator de transcrição pró-inflamatório NF-kappaB, o que reduz a transcrição de mediadores inflamatórios. O DHLA também influencia a excitabilidade neuronal ao modular canais iónicos específicos (Ca V3.2 e TRPV1) implicados na sinalização persistente. Esta dupla ação modula os padrões de sinalização patológica e as respostas ao stress celular no seio do sistema nervoso.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Alpan

O Alpan (Ácido tióctico) é utilizado de acordo com um protocolo de administração faseado, que se inicia com uma fase intravenosa (IV) intensiva e transita para uma manutenção oral a longo prazo. Esta estrutura de procedimentos foi desenhada para seguir as diretrizes de administração estabelecidas pelas autoridades de saúde.


Padrão Oficial de Administração

Aspeto da Administração Instrução Oficial
Via de Administração A fase inicial do tratamento utiliza a perfusão intravenosa; a fase de continuação utiliza comprimidos orais.
Esquema Posológico Padrão A dose recomendada é de 600 mg de Ácido tióctico, administrada uma vez por dia, tanto para a fase intravenosa como para a fase oral.
Duração da Fase IV A fase intravenosa é habitualmente administrada durante um período de 2 a 4 semanas.
Momento da Toma Oral Os comprimidos orais devem ser tomados inteiros e sem serem dissolvidos, aproximadamente 30 minutos antes da primeira refeição do dia, para garantir uma absorção consistente.

Regras de Procedimento e Populações Específicas

Administração Intravenosa

A solução intravenosa deve ser diluída antes da sua utilização e administrada através de uma perfusão lenta, com uma duração mínima de 30 minutos. Uma condição procedimental crítica é que a solução intravenosa diluída deve ser protegida da luz durante os processos de preparação e de administração.

Regras para Populações e Doses Omitidas

O tratamento com Alpan não é recomendado para utilização em crianças e adolescentes, devido à inexistência de dados clínicos suficientes para este grupo etário. Caso ocorra o esquecimento de uma dose do comprimido oral, o doente não deve duplicar a dose seguinte para compensar, devendo antes continuar com o esquema posológico regular.

Evidência clínica recente

Evidência clínica / Visão geral dos estudos sobre o Alpan

1. Evidência para utilização na Polineuropatia Diabética Periférica (PDP)

O principal corpo de investigação sobre o Alpan (ácido tióctico) centrou-se no estudo de sintomas associados à polineuropatia periférica diabética (PDP). Esta investigação focou-se em doentes adultos com Diabetes Tipo 1 e Tipo 2 que apresentavam desconforto neuropático. A evidência foi avaliada em múltiplos ensaios clínicos controlados e aleatorizados (RCTs) internacionais, cujas conclusões combinadas foram observadas em revisões sistemáticas e meta-análises subsequentes.

Nestes ensaios, os investigadores analisaram resultados reportados pelos doentes descrevendo a perceção de desconforto nas extremidades. Estes estudos monitorizaram resultados relacionados com sintomas sensoriais positivos, tais como sensação de queimadura, formigueiro e dores agudas, utilizando escalas de avaliação padronizadas. Os ensaios de curta duração registaram medições de alteração dos sintomas nas populações observadas, indicando que os estudos se focaram em dados recolhidos durante o período inicial do tratamento.

2. Medidas objetivas e resultados funcionais em ensaios clínicos

Além do desconforto reportado pelos doentes, os estudos exploraram resultados objetivos que refletem desequilíbrios sistémicos ou funcionais. Os investigadores analisaram medidas laboratoriais como as Velocidades de Condução Nervosa (VCN), uma medida laboratorial da função nervosa. Também foram aplicadas em estudos escalas padronizadas para avaliar a função nervosa física, como o Neuropathy Impairment Score (NIS).

Os resultados relacionados com estas medidas objetivas foram observados em alguns estudos, enquanto outros estudos reportaram que não foi detetada alteração ou que os resultados foram mistos. A evidência relativa a alterações consistentes em medidas nervosas objetivas (como as VCN) é mais variável entre os estudos disponíveis.

3. Estudos a longo prazo e durabilidade da resposta

Uma área chave da investigação foi avaliada em ensaios concebidos para acompanhar doentes durante intervalos mais longos, com alguns períodos de seguimento a estenderem-se de seis meses até quatro anos. Estes estudos alargados avaliaram o potencial para aferir a durabilidade da resposta e qualquer efeito sustentado na progressão da condição nervosa subjacente.

Os resultados relativos ao abrandamento da taxa de alteração na função nervosa objetiva revelaram conclusões mistas e os dados sobre efeitos a longo prazo ainda estão a emergir. Por conseguinte, os efeitos a longo prazo da terapêutica oral, particularmente relacionados com a progressão dos danos nos nervos ou a prevenção de complicações, não estão totalmente estabelecidos e permanecem uma área de certeza limitada.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Alpan (FAQ)


P: Com que rapidez se costumam notar os efeitos pretendidos do Alpan?

R: Os estudos clínicos medem frequentemente as alterações nos sintomas durante o período inicial de tratamento, que inclui o ciclo intravenoso e o acompanhamento oral subsequente de curta duração. O tempo até se notar uma alteração varia entre indivíduos, mas os investigadores avaliam tipicamente os dados recolhidos ao longo de períodos que duram de várias semanas a alguns meses.


P: Quais são os efeitos secundários mais frequentes comunicados nos ensaios clínicos do Alpan?

R: A rotulagem oficial não classifica quaisquer reações adversas como "Muito frequentes" ou "Frequentes". Os efeitos secundários documentados são categorizados como "Muito raros" (tais como perturbações do paladar ou visão dupla) ou de "Frequência desconhecida" (que inclui erupção cutânea e potenciais reações alérgicas, como o choque anafilático). Estas classificações indicam que os efeitos secundários estabelecidos ocorrem raramente ou de forma pouco frequente.


P: O que acontece se o Alpan for interrompido subitamente?

R: A informação técnica não define uma síndrome formal de dependência ou de abstinência associada à interrupção do Alpan. No entanto, a evidência clínica sugere que a descontinuação do medicamento pode ser seguida de uma perda da melhoria sintomática anteriormente alcançada.


P: Existem problemas conhecidos com a toma de Alpan a longo prazo?

R: Os resumos de dados de segurança para utilização a longo prazo são considerados limitados ou emergentes. Não são destacados problemas novos ou específicos relacionados com a toxicidade a longo prazo nos documentos oficiais, além do perfil de efeitos secundários de baixa frequência já detalhado para o medicamento.


P: O que deve ser feito se alguém tomar acidentalmente demasiado Alpan?

R: Na eventualidade de uma suspeita de sobredosagem, particularmente com doses elevadas, os sintomas graves mais frequentemente comunicados são a hipoglicemia grave (níveis de açúcar no sangue perigosamente baixos) e uma potencial perda de consciência. É necessária assistência médica imediata, uma vez que esta situação pode envolver sintomas sistémicos graves.


P: Por que razão o Alpan é, por vezes, prescrito inicialmente numa dose mais baixa?

R: Embora a quantidade padrão recomendada seja fixa, a utilização concomitante com medicamentos antidiabéticos requer uma monitorização rigorosa. A documentação oficial refere que a utilização concomitante pode exigir a monitorização e o potencial ajuste do medicamento antidiabético coadministrado para gerir o risco de hipoglicemia.


P: Se eu tiver antecedentes de problemas cardíacos, posso tomar Alpan?

R: A documentação oficial não lista problemas cardíacos como uma contraindicação formal. No entanto, as notas de segurança exigem que a forma intravenosa seja administrada como uma perfusão lenta, porque a injeção rápida pode potencialmente causar desconforto, como pressão na cabeça ou dificuldade respiratória.


P: O Alpan é commumente utilizado para outras condições além das suas principais utilizações aprovadas?

R: O medicamento está formalmente aprovado e autorizado especificamente para o tratamento de sintomas associados à polineuropatia periférica diabética em adultos. A sua utilização autorizada está limitada a esta indicação terapêutica.


P: Qual é a lista de ingredientes do Alpan além da substância ativa?

R: A informação oficial do produto fornece uma lista completa tanto da substância ativa, o ácido tióctico, como dos ingredientes inativos (conhecidos como excipientes). Esta lista serve para revisão de modo a garantir que o doente não tem uma alergia ou sensibilidade conhecida a qualquer componente.


P: Qual é a diferença entre o Alpan e medicamentos semelhantes da mesma classe?

R: A substância ativa do Alpan, o ácido tióctico, é categorizada como um agente antioxidante e metabólico. A sua função descrita é única, uma vez que atua na mitigação do stresse oxidativo e no apoio à produção de energia nos tecidos, um mecanismo que difere de muitos outros tratamentos.


P: Por que razão poderá um médico mudar um doente de outro medicamento para o Alpan?

R: O mecanismo único do Alpan, que apoia o equilíbrio metabólico e aborda o stresse oxidativo, é descrito como a base para a sua utilização terapêutica. Esta abordagem de apoio à função nervosa pode ser um fator na escolha do tratamento.


P: O Alpan pode ser esmagado ou dividido se a toma for difícil por o comprimido ser demasiado grande?

R: As diretrizes de administração oral estabelecem que o comprimido deve ser tomado inteiro e sem ser mastigado. Para garantir uma absorção e eficácia consistentes, recomenda-se a toma do comprimido na sua forma original.


P: Existe risco de dependência ou abstinência associado ao Alpan?

R: O Alpan não está classificado como uma substância controlada e não existem avisos relativos a dependência física. No entanto, a descontinuação do tratamento pode ser seguida pelo retorno ou recorrência dos sintomas originais do doente.


P: A hora do dia é importante ao tomar Alpan?

R: Sim, as diretrizes para o comprimido oral especificam que este deve ser tomado aproximadamente 30 minutos antes da primeira refeição do dia. Este momento específico é recomendado para otimizar a absorção da substância ativa.


P: O que significa, na prática, "o Alpan não é adequado para todos"?

R: Esta afirmação resume os avisos e contraindicações. Significa que o medicamento é especificamente proibido se o doente tiver uma alergia conhecida aos seus componentes, e não é recomendado para utilização em crianças, grávidas ou mulheres a amamentar, devido a dados de segurança insuficientes.


P: Por que razão algumas pessoas dizem que o Alpan não funcionou com elas?

R: A investigação clínica demonstrou um certo grau de variabilidade na eficácia do medicamento, especialmente no que diz respeito ao seu impacto em medidas objetivas da função nervosa e na progressão a longo prazo. A evidência inclui resultados mistos em diferentes estudos, o que pode refletir a variação conhecida nas respostas individuais dos doentes ao tratamento.


P: Como é que o Alpan é eliminado do organismo?

R: As propriedades farmacocinéticas descritas indicam que a substância ativa do Alpan, o ácido tióctico, é rapidamente metabolizada e eliminada do corpo após a administração. Este declínio rápido na concentração é uma característica típica descrita para a substância.

Como Alpan deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Alpan

A conservação e a eliminação adequadas do medicamento são necessárias para manter a sua qualidade e evitar danos. Para o Alpan, as condições de conservação rotuladas (temperatura, luz, humidade) e os períodos de estabilidade durante a utilização não estão definidos em documentos regulamentares de referência.

Conservação e manuseamento

Todos os medicamentos, incluindo o Alpan, devem ser guardados num local elevado e fora da vista e do alcance de crianças e animais de estimação, para prevenir o risco de ingestão acidental.

Para manter a qualidade do fármaco, mantenha o produto na sua embalagem original e evite extremos de temperatura, humidade e luz, a menos que receba instruções em contrário de um farmacêutico ou da rotulagem da embalagem.

Eliminação

A melhor forma de eliminar qualquer Alpan não utilizado ou fora de validade é através de um programa de retoma de medicamentos ou de envelopes de devolução por correio. Informe-se junto das farmácias locais ou das autoridades sobre os locais de recolha autorizados.

Se não estiver disponível uma opção de retoma, a maioria dos medicamentos não controlados, incluindo o Alpan, pode ser eliminada no lixo doméstico. Recomenda-se misturar o medicamento (sem esmagar comprimidos ou cápsulas) com uma substância indesejável, como terra ou borras de café, colocar a mistura num recipiente selado e, em seguida, deitá-la no lixo. Evite deitar qualquer medicamento na sanita, a menos que tal esteja especificamente indicado nas instruções oficiais de eliminação.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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