Alkor

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Alkor

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Alkor

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Sinvastatina
Forma Comprimido Oral (Uma forma farmacêutica sólida padronizada)
Classe farmacológica Inibidor da redutase da HMG-CoA (Estatina)
Objetivo geral Redução do colesterol total e do LDL-C
Origem Derivado semissintético de um produto de fermentação fúngica

O Alkor é uma preparação farmacêutica sujeita a receita médica, utilizada como um agente antilipémico para o controlo de níveis elevados de lípidos (gorduras) no sangue. A sua substância ativa é a Sinvastatina e é habitualmente administrado numa forma sólida oral (comprimidos).


Alkor: Definição da Entidade Farmacêutica e Tipo

O Alkor pertence à classe farmacológica definida dos Inibidores da redutase da HMG-CoA, amplamente conhecidos como Estatinas. Esta classificação é reconhecida para o tratamento de doentes que necessitem de um controlo direcionado do seu perfil lipídico. O medicamento é utilizado como adjuvante de dieta e exercício físico, servindo como uma etapa fundamental na gestão de níveis elevados de colesterol.

Composição e Origem da Sinvastatina

A Sinvastatina é um derivado semissintético desenvolvido quimicamente a partir de um produto de fermentação originário do fungo Aspergillus terreus. Um elemento diferenciador desta substância é o facto de ser administrada como um pró-fármaco de lactona inativo. Isto requer uma conversão metabólica pelo organismo, através de hidrólise, na sua forma biologicamente ativa de beta-hidroxiácido. Esta característica química necessária assegura que o composto seja ativado apenas após a absorção e o processamento pelo fígado, de forma a atingir eficazmente a enzima redutase da HMG-CoA.

Finalidade Geral como Agente Hipolipemiante

O propósito principal do Alkor é alcançar uma modificação significativa e favorável do perfil lipídico do doente. O medicamento atua abrandando a produção de colesterol pelo fígado, o que resulta na redução do prejudicial colesterol de lipoproteínas de baixa densidade (LDL-C) e dos Triglicéridos (TG), a par de um potencial aumento do benéfico colesterol de lipoproteínas de alta densidade (HDL-C). Este controlo lipídico direcionado é uma estratégia clinicamente reconhecida para mitigar o risco de complicações graves associadas a níveis elevados de gordura no sangue.

Quais efeitos secundários são possíveis com Alkor?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

As informações oficiais de segurança do Alkor (Sinvastatina) são estruturadas pelas agências regulamentares governamentais de modo a categorizar as reações adversas de acordo com o sistema fisiológico afetado e a sua frequência de ocorrência estabelecida. O foco principal de segurança relaciona-se com as funções muscular e hepática.

Categoria Visão Geral da Documentação Regulamentar
Reações Adversas Comuns Os efeitos secundários registados como comuns nas fontes regulamentares incluem Doenças do Sistema Nervoso, como dores de cabeça, e Doenças Gastrointestinais, como dor abdominal e obstipação (ocorrendo em ≥ 1/100 a < 1/10 dos doentes).
Reações Adversas Graves A reação adversa mais grave é a Rabdomiólise, um distúrbio muscular severo classificado como Raro nos documentos regulamentares (ocorrendo em ≥ 1/10.000 a < 1/1.000 dos doentes). Outras reações graves incluem a Miopatia e a Insuficiência Hepática Fatal e Não Fatal (classificadas como Muito Raras).
Classes de Sistemas de Órgãos As reações adversas estão documentadas nas classes Musculoesquelética, Hepatobiliar, Gastrointestinal e do Sistema Nervoso, conforme categorizado nos rótulos oficiais.

Padrões de Segurança Contextuais e Populacionais

O perfil de segurança regulamentar inclui restrições específicas e considerações relacionadas com a população. A Sinvastatina está oficialmente contraindicada em doentes com doença hepática ativa ou elevações persistentes e injustificadas das transaminases séricas, refletindo uma restrição de segurança fundamental. Declarações específicas observam que o risco de distúrbios musculoesqueléticos está explicitamente relacionado com a dose, estando a dose mais elevada associada à maior incidência de risco nos dados clínicos. Além disso, a documentação oficial inclui notas de segurança para populações específicas, tais como adultos mais velhos (≥ 65 anos) e doentes com insuficiência renal grave, que podem apresentar um risco acrescido de miopatia. Relatos pós-comercialização documentaram também casos de compromisso cognitivo, geralmente reversíveis.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Mapa de Sobredosagem: Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda — Informação Regulamentar Oficial do Alkor

Elemento Declaração da Documentação Regulamentar Oficial
Apresentações de Sobredosagem Documentadas Os casos de sobredosagem relatados em humanos têm sido, genericamente, assintomáticos.
Sistemas Fisiológicos Afetados Potencial para lesão muscular grave (rabdomiólise) e consequente insuficiência renal aguda devido a mioglobinúria. A sobredosagem pode também envolver elevações significativas nos níveis de creatina quinase (CK) sérica.
Fatores Relacionados com a Dose ou Exposição Os desfechos relatados ocorreram após a ingestão de doses diárias máximas de até 600 mg de Sinvastatina.
Notas de Sobredosagem para Populações Específicas A secção regulamentar oficial sobre sobredosagem não detalha diferenças específicas baseadas na idade ou função de órgãos.
Declarações de Resposta de Emergência A gestão clínica requer a adoção de um tratamento sintomático e de apoio. Não se prevê que a hemodiálise aumente significativamente a eliminação do fármaco, devido à sua elevada ligação às proteínas plasmáticas.
Quando é Necessária Ajuda Médica Imediata Uma suspeita de sobredosagem requer a procura de assistência médica imediata. É necessário comunicar prontamente qualquer dor, sensibilidade ao toque ou fraqueza muscular inexplicável a um profissional de saúde.

Classificações de Sobredosagem (Nível Superior)

Elemento Declaração da Documentação Regulamentar Oficial
Classificação de Gravidade O potencial para rabdomiólise e insuficiência renal aguda representa um desfecho grave, com risco de vida, que justifica cuidados médicos imediatos.
Base Regulamentar Baseado nas informações oficiais de prescrição e documentação clínica regulamentar.
Restrições no Contexto de Sobredosagem Não se conhece nenhum antídoto específico.

Estrutura Resultante da Sobredosagem

Declarações oficiais sobre sobredosagem:

Os casos relatados de sobredosagem com Sinvastatina em humanos foram documentados, na sua maioria, como assintomáticos. O principal risco regulamentar identificado é o potencial de ocorrência de rabdomiólise e subsequente insuficiência renal aguda resultante da mioglobinúria. Deve procurar-se assistência médica imediata em caso de suspeita de sobredosagem, sendo que qualquer dor, sensibilidade ou fraqueza muscular inexplicável deve ser comunicada prontamente a um profissional de saúde. A gestão oficial de uma sobredosagem consiste num tratamento sintomático e de apoio, uma vez que não se conhece um antídoto específico e não se espera que a hemodiálise seja eficaz.

Ligação ao perfil global de sobredosagem:

Os documentos regulamentares definem o perfil de sobredosagem da Sinvastatina não por sintomas agudos imediatos, mas pela obrigatoriedade de monitorização e comunicação de complicações graves e potencialmente tardias, como a rabdomiólise. Este foco determina que os critérios para procurar assistência urgente sejam acionados tanto pela suspeita de ingestão excessiva como pela manifestação de sintomas musculares graves, os quais exigem tratamento de suporte imediato devido à inexistência de um agente farmacológico de reversão específico.

Usos terapêuticos de Alkor

O Alkor é habitualmente utilizado para a gestão crónica da Hiperlipidemia, uma condição caracterizada por níveis elevados de LDL-C e de Triglicéridos no sangue. De acordo com as informações oficiais de prescrição da Sinvastatina, o medicamento é indicado como adjuvante da dieta e é utilizado para a gestão do perfil lipídico do doente.

Este medicamento é frequentemente utilizado para ajudar a controlar condições específicas, incluindo a Hiperlipidemia Primária, a Dislipidemia Mista e a Hipertrigliceridemia. O benefício terapêutico da Sinvastatina reside no seu papel na proteção cardiovascular. A terapia é aplicada em contextos clínicos que envolvem a Doença Cardiovascular Aterosclerótica (ASCVD) estabelecida e pode auxiliar na gestão do risco de eventos agudos graves, tais como o enfarte do miocárdio ou o acidente vascular cerebral (AVC) isquémico.

O fármaco é também relevante na abordagem de uma gestão de risco intensificada em doentes com diabetes coexistente e distúrbios genéticos específicos, como a Hipercolesterolemia Familiar Heterozigótica (HeFH). A sua utilização contribui para a manutenção da estabilidade funcional a longo prazo nestes indivíduos vulneráveis.

“O objetivo fundamental desta terapia é apoiar o equilíbrio sistémico e auxiliar na gestão do impacto a longo prazo dos níveis elevados de gorduras no sangue na saúde vascular.”


Facto Rápido: Alívio para o Desequilíbrio Lipídico

Propriedade Descrição
Condição Relevante Hiperlipidemia (Colesterol elevado no sangue)
Benefício Terapêutico Proteção cardiovascular e gestão de risco
Cenário de Utilização Prevenção Primária ou Secundária crónica e de longo prazo
Relevância em Grupos de Risco Diabetes e Hipercolesterolemia Familiar (HeFH)

Critérios de utilização e restrições

A documentação regulamentar do Alkor (Sinvastatina) define com rigor as populações elegíveis e não elegíveis para a sua utilização.

Populações Contraindicadas

O Alkor está formalmente contraindicado e não deve ser utilizado por doentes com doença hepática ativa, o que inclui indivíduos com elevações persistentes e inexplicáveis dos níveis das enzimas do fígado. A utilização é também proibida em doentes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da formulação. A população que esteja a receber inibidores potentes do CYP3A4 (tais como certos antifúngicos ou inibidores da protease do VIH) tem igualmente o uso contraindicado, devido ao risco significativamente aumentado de toxicidade muscular.

Idade e Estado Fisiológico

O medicamento é contraindicado durante a gravidez e não é recomendado para mulheres em período de amamentação. No que respeita à idade, o Alkor está aprovado para adultos e para doentes pediátricos com 10 ou mais anos de idade a quem tenha sido diagnosticada Hipercolesterolemia Familiar Heterozigótica (HeFH). A segurança e a eficácia não foram estabelecidas para crianças com menos de 10 anos de idade.

Restrições e Precauções

A utilização condicional é necessária em populações com fatores de risco predisponentes. Isto inclui doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina inferior a 30 mL/min), que podem necessitar de uma dose inicial reduzida. Doentes com hipotiroidismo não controlado ou de idade avançada (65 anos ou mais) são elegíveis, mas requerem cautela e monitorização devido a um risco acrescido de problemas de cariz muscular.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Esta secção descreve as restrições e os requisitos documentados para a utilização do Alkor em conjunto com outros medicamentos, com base estrita na documentação regulamentar oficial.

Categorias de Interação

Domínio de Interação Implicação Prática Regulamentar
Agentes que Afetam a Hemostasia A coadministração com outros agentes que influenciam a hemostasia (por exemplo, antiagregantes plaquetários como a aspirina ou o clopidogrel, outros anticoagulantes, AINE, SSRIs e SNRIs) aumenta o risco global de hemorragia.
Inibidores Fortes da P-gp e do CYP3A Combinados A coadministração com inibidores fortes do transportador da P-glicoproteína (P-gp) e da enzima metabólica Citocromo P450 3A (CYP3A) (ex: cetoconazol, ritonavir) leva a um aumento significativo da exposição sistémica ao Alkor, exigindo uma redução da dose especificada a nível regulamentar.
Indutores Fortes da P-gp e do CYP3A Combinados A coadministração com indutores fortes da P-gp e do CYP3A (ex: rifampicina, carbamazepina, fenitoína) resulta numa diminuição significativa da exposição ao Alkor, sendo oficialmente desaconselhada (contraindicada ou evitada).
Conversão Entre Anticoagulantes Estão documentadas instruções procedimentais específicas para a transição de doentes entre o Alkor e outros anticoagulantes, como os Antagonistas da Vitamina K, de forma a garantir uma transição segura e manter o controlo adequado dos níveis sanguíneos.

Estas limitações definem o perfil oficial de interações medicamentosas, centrando-se na sinergia farmacodinâmica com agentes que aumentam o risco de hemorragia e nas alterações farmacocinéticas resultantes da inibição ou indução dupla das vias P-gp e CYP3A.

Mecanismo de ação

Passo 1: Alvo na Produção de Colesterol do Fígado

O Alkor é administrado como um pró-fármaco inativo que tem de ser ativado pelo fígado na sua forma farmacológica. O seu mecanismo começa por atuar como um inibidor competitivo da enzima redutase da HMG-CoA. Esta enzima é a etapa limitante na via do mevalonato do fígado, que é responsável pela produção de novo de colesterol. Ao bloquear esta enzima crucial, o fármaco reduz o fornecimento interno de colesterol no fígado.


Passo 2: Ativação da Depuração de LDL

A redução no colesterol sintetizado internamente cria um estado de depleção de esteróis dentro da célula hepática. Este défice fisiológico desencadeia uma resposta homeostática poderosa: a ativação da via SREBP. Esta cascata reguladora aumenta o número de Recetores de LDL (LDL-R) na superfície das células do fígado. O aumento na disponibilidade de recetores é o passo fisiológico chave que acelera o catabolismo (remoção) do Colesterol de Lipoproteínas de Baixa Densidade (LDL-C) da circulação sistémica. A combinação da redução da síntese interna e do aumento da depuração externa resulta na redução sistémica das concentrações de LDL-C, influenciando o equilíbrio global dos níveis de lipoproteínas.


Limitações do Mecanismo: Dependência de Recetores

A eficácia deste mecanismo de duas partes está fundamentalmente condicionada pelo sistema de Recetores de LDL. Uma vez que o meio principal de reduzir o LDL-C sistémico envolve a depuração do colesterol pelo fígado através destes recetores, o mecanismo é limitado em cenários biológicos onde os Recetores de LDL são geneticamente deficientes ou não funcionais.

Informações sobre dosagem e administração

O Alkor, que contém a substância ativa Sinvastatina, é administrado por via oral através de um comprimido sólido de toma única diária. O princípio central da sua administração prevê que a dose seja tomada uma vez por dia, à noite, um requisito temporal fundamentado no perfil regulamentar do fármaco. O comprimido pode ser tomado com ou sem alimentos. Este esquema padronizado é parte integrante do modelo de utilização de referência deste medicamento.

O protocolo de administração típico para adultos envolve o início da terapia com uma dose de 10 mg ou 20 mg, uma vez ao dia. As doses são geralmente mantidas no intervalo entre 5 mg e 40 mg, o que constitui a dose diária máxima para a maioria dos doentes que iniciam o tratamento. Quaisquer ajustes na dose diária são recomendados apenas em intervalos de quatro semanas ou superiores, respeitando o calendário oficial de titulação. A utilização destina-se a uma gestão de longo prazo.

Os princípios de tratamento são definidos por regras rigorosas relativas a comprimidos de dosagem elevada e ao estado do doente. A dose de 80 mg está formalmente restrita a doentes que tenham demonstrado estabilidade e tolerância a essa dosagem específica de forma crónica (durante 12 meses ou mais). A rotulagem oficial determina também modificações específicas para certas populações: no caso de indivíduos com insuficiência renal grave (depuração da creatinina < 30 mL/min), a dose máxima é limitada a 10 mg uma vez por dia. Perante o esquecimento de uma dose noturna agendada, as orientações regulamentares desaconselham a duplicação da dose seguinte, devendo o doente retomar o esquema regular de tomas à noite.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Alkor (Sinvastatina)


Evidência para Utilização na Prevenção Secundária de Eventos Cardiovasculares

A Sinvastatina tem sido amplamente estudada através de ensaios clínicos aleatorizados controlados (EAC) de grande escala e longa duração. Estes representam o modelo de estudo padrão na investigação médica e envolvem tipicamente a comparação do medicamento com um placebo (uma substância inativa) ou com os cuidados de saúde padrão. Estes estudos fundamentais analisaram milhares de adultos que já tinham sofrido um evento cardiovascular, tal como um enfarte do miocárdio ou tipos específicos de acidente vascular cerebral. Os investigadores monitorizaram estas populações ao longo de vários anos para examinar a taxa com que experienciavam eventos clínicos major, incluindo enfartes não fatais, a necessidade de procedimentos de revascularização coronária e a mortalidade.

Os resultados descrevem padrões observados nos estudos em que o grupo que recebeu Sinvastatina teve menos registos de eventos cardiovasculares major subsequentes e de mortalidade associada, em comparação com os grupos de controlo durante os períodos de observação. Estes estudos também reportaram medições consistentes de alterações notáveis nos biomarcadores lipídicos, particularmente níveis mais baixos de colesterol de lipoproteínas de baixa densidade (LDL-C).

Evidência para Utilização na Prevenção Primária em Doentes de Alto Risco

A Sinvastatina foi também avaliada em numerosos EAC de grande dimensão especificamente focados na prevenção primária — o que significa que a investigação analisou se a terapia poderia influenciar o primeiro evento cardiovascular major de uma pessoa. Estes estudos exploraram adultos de alto risco, geralmente entre os 40 e os 75 anos, que não tinham doença cardiovascular estabelecida, mas apresentavam múltiplos fatores de risco fundamentais. A investigação analisou a ocorrência de um primeiro enfarte do miocárdio não fatal, acidente vascular cerebral ou morte cardiovascular ao longo de muitos anos.

A investigação realizada até ao momento descreve um padrão em que menos eventos cardiovasculares foram registados nos grupos de risco mais elevado que receberam Sinvastatina, comparativamente aos grupos de controlo. As conclusões contribuem para a compreensão de como esta terapia foi observada a influenciar os padrões de risco em grupos de alto risco. O padrão de menos registos de eventos parece ser mais evidente nos doentes identificados como estando no nível de risco mais elevado.

Investigação sobre a Gestão de Biomarcadores Lipídicos

Para além dos grandes ensaios de desfechos clínicos, numerosos estudos de curto prazo investigaram a forma como a Sinvastatina afeta componentes específicos do perfil lipídico no sangue. Estes estudos analisaram doentes com diferentes tipos de níveis elevados de lípidos no sangue, sendo os desfechos primários monitorizados como medições laboratoriais: as variações percentuais no LDL-C e nos Triglicéridos (TG), bem como alterações no HDL-C.

A investigação monitoriza consistentemente um padrão de medições mais baixas de LDL-C e de Colesterol Total em várias dosagens. A principal limitação aqui reside no facto de os estudos se terem focado apenas em resultados laboratoriais; embora a tendência para a alteração destes biomarcadores tenha sido observada, estas mudanças por si só não fornecem previsões individuais para desfechos clínicos a longo prazo.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Alkor (FAQ)


P: Como é que o Alkor se compara a outros medicamentos semelhantes em termos de finalidade?

O Alkor, que contém a substância ativa sinvastatina, pertence a uma classe de medicamentos designada por estatinas (inibidores da HMG-CoA redutase). Todos estes fármacos partilham o objetivo fundamental de reduzir o colesterol prejudicial, especificamente o LDL-C. A informação regulamentar oficial descreve o Alkor como proporcionando tipicamente um efeito de redução do colesterol de intensidade moderada na sua dose máxima padrão. Outras estatinas podem ser classificadas de forma diferente, mas a gestão de níveis elevados de lípidos no sangue é o objetivo partilhado.


P: Quanto tempo demora normalmente a notar-se o efeito do Alkor?

As orientações oficiais indicam que o efeito do medicamento nos níveis de colesterol é avaliado de forma relativamente rápida. As recomendações de monitorização regulamentar estabelecem que as análises ao sangue para medir o efeito do fármaco nos níveis de LDL-C devem ser realizadas logo às quatro semanas após o início do Alkor ou após um ajuste da dose. Este período marca o momento mais precoce para um profissional de saúde avaliar se ocorreu uma alteração nos níveis de LDL-C, permitindo a análise da eficácia da terapia.


P: Se me esquecer de uma dose de Alkor, o que dizem as orientações oficiais sobre o que fazer?

As instruções oficiais determinam que, se uma dose for esquecida, esta deve ser tomada assim que se lembrar. No entanto, se estiver quase na hora da dose seguinte programada, a recomendação é ignorar a dose esquecida e retomar o esquema regular à noite. A dose subsequente não deve ser duplicada.


P: É necessário tomar o Alkor com alimentos?

De acordo com as informações oficiais de prescrição para a apresentação em comprimido, o medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos. A informação regulamentar do produto confirma que isto se aplica aos comprimidos. No entanto, a necessidade de tomar o medicamento à noite (ao deitar) permanece uma condição essencial.


P: O Alkor pode causar mal-estar estomacal?

Sim, os documentos de segurança regulamentar incluem diversos problemas gastrointestinais entre as reações adversas comunicadas com frequência. Estas podem incluir efeitos secundários ligeiros como dor abdominal, obstipação (prisão de ventre) e náuseas.


P: São necessários exames específicos antes de iniciar o Alkor?

As orientações oficiais recomendam a realização de testes de enzimas hepáticas antes de iniciar o Alkor e periodicamente durante o tratamento. Além disso, pode ser considerada a análise dos níveis de uma enzima muscular (Creatina Quinase) em doentes com determinados fatores de risco para problemas musculares, tais como insuficiência renal ou idade avançada.


P: Qual é a diferença entre o Alkor e a sua versão genérica?

Alkor é o nome comercial do medicamento genérico sinvastatina. A versão genérica contém exatamente a mesma substância ativa e é obrigada por lei a atuar no organismo da mesma forma. As principais diferenças residem habitualmente no nome, no custo e na utilização de diferentes ingredientes inativos (como o revestimento ou corantes) no comprimido.


P: É seguro tomar Alkor e conduzir?

A documentação oficial adverte que, devido à possibilidade de tonturas ou efeitos no sistema nervoso comunicados por alguns doentes, é necessária precaução. Os folhetos informativos oficiais indicam que os indivíduos devem esperar para conduzir ou operar máquinas até conhecerem a sua resposta pessoal ao medicamento.


P: O que devo saber sobre o Alkor e o consumo de álcool?

Os documentos regulamentares referem que o Alkor deve ser utilizado com precaução em indivíduos que consomem quantidades substanciais de álcool. Isto deve-se ao facto de o consumo elevado de álcool poder aumentar o risco de potenciais danos no fígado, o que constitui uma preocupação de segurança fundamental nesta classe de fármacos.


P: Existem alimentos específicos a evitar durante a utilização de Alkor?

As informações oficiais de prescrição estabelecem que deve ser evitado o consumo de produtos derivados de toranja. Esta é uma interação crítica, uma vez que a toranja pode aumentar significativamente os níveis do fármaco no sangue, o que pode elevar o risco de efeitos secundários graves.


P: O Alkor afeta os níveis de açúcar no sangue?

A informação de segurança regulamentar indica que os medicamentos do grupo das estatinas, incluindo o Alkor, têm sido associados a relatos de aumentos nos níveis de glicose no sangue e na HbA1c (uma medida do controlo médio do açúcar no sangue). O potencial para estas alterações faz parte do perfil de segurança regulamentar revisto pelos profissionais de saúde ao iniciarem a terapia.


P: O Alkor é, de um modo geral, adequado para crianças e adolescentes?

A rotulagem oficial confirma que o Alkor está aprovado para utilização em doentes pediátricos com 10 ou mais anos de idade para uma condição específica denominada Hipercolesterolemia Familiar Heterozigótica (HeFH). A segurança e a eficácia do medicamento não foram estabelecidas em crianças com menos de 10 anos de idade para qualquer indicação.


P: Existem avisos de "caixa negra" (black box) associados ao Alkor?

A rotulagem da FDA para o Alkor (Sinvastatina) não contém um Aviso de Caixa (coloquialmente designado por "aviso de caixa negra"). No entanto, o rótulo oficial inclui avisos extensos e sérios relativos ao risco potencial de miopatia (danos musculares) e rabdomiólise, e impõe restrições significativas à utilização da dose mais elevada (80 mg).

Como Alkor deve ser armazenado e descartado?

Os comprimidos de Alkor (Sinvastatina) devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada entre os 20°C e os 25°C. O armazenamento deve proteger o medicamento tanto do calor excessivo como da humidade.

A rotulagem oficial determina que os comprimidos sejam mantidos na sua embalagem original, garantindo que o recipiente permaneça bem fechado. O medicamento deve ser guardado de forma segura e fora do alcance e da vista das crianças.

Para a sua eliminação, o Alkor não utilizado ou fora de prazo deve ser entregue num local de recolha de medicamentos. Caso esta não seja uma opção, os comprimidos podem ser misturados com uma substância indesejável (como borras de café ou terra) e colocados num saco selado antes de serem depositados no lixo doméstico. Não deite o Alkor na sanita, a menos que receba instruções específicas para o fazer, e rasure todas as informações pessoais no rótulo da embalagem antes de proceder à sua eliminação.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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