Alisma

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Alisma

Que tipo de medicamento é o Alisma? (Definição e Classificação)

O Alisma é um composto esteroide sintético, classificado farmacologicamente como uma preparação hormonal sexual combinada e um contracetivo oral combinado (COC). Trata-se de um produto de combinação que fornece dois princípios ativos distintos, o acetato de ciproterona e o etinilestradiol, numa única formulação em comprimidos orais. O produto é também conhecido pela sua Denominação Comum Internacional (DCI) para esta combinação, o co-ciprindiol, e é representado comercialmente por várias marcas a nível global, incluindo Diane-35 e Cyestra-35, partilhando todas esta formulação idêntica. Esta classificação de componente duplo, apoiada por estudos farmacológicos, estabelece a sua ação hormonal sistémica.

Composição e Perfil Hormonal Único

O perfil de princípios ativos do Alisma caracteriza-se pela sua poderosa componente antiandrogénica, que serve como a sua principal característica diferenciadora de muitos outros COCs. Combina o etinilestradiol, um estrogénio sintético, com o acetato de ciproterona, um progestagénio que exerce efeitos potentes como agente bloqueador dos recetores de androgénios. O acetato de ciproterona é formalmente identificado como possuindo propriedades antiandrogénicas e progestagénicas. Esta combinação única estabelece o medicamento como uma associação específica de antiandrogénio-estrogénio, tornando-o clinicamente reconhecido pela sua capacidade de visar sintomas impulsionados pela atividade das hormonas masculinas.

Objetivo Geral e Duplo Mecanismo de Ação

O objetivo geral do Alisma é proporcionar uma contraceção altamente eficaz e, simultaneamente, tratar sintomas relacionados com o excesso de androgénios, tais como o crescimento de pelos indesejados ou o acne grave, o que constitui um cenário de utilização comum para esta combinação específica. A combinação de etinilestradiol e acetato de ciproterona atua no sentido de alcançar a supressão da ovulação, prevenindo a gravidez. Concomitantemente, a propriedade antiandrogénica reduz as ações das hormonas masculinas no organismo, bloqueando a sua ligação aos recetores e suprimindo a sua produção. Investigações publicadas em revistas médicas confirmam que esta combinação é particularmente adequada para a gestão do excesso crónico de androgénios. Este duplo mecanismo especializado é utilizado para ajudar a aliviar manifestações dependentes de androgénios através do reequilíbrio hormonal interno.

Quais efeitos secundários são possíveis com Alisma?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança deste medicamento, que contém Alisma plantago-aquatica subsp. orientale (também conhecido como Ze Xie), está estruturado para destacar restrições em populações específicas e identificar potenciais reações graves. As informações apresentadas baseiam-se em diretrizes oficiais que estabelecem parâmetros para o uso seguro do fármaco.

Âmbito das Reações Adversas

Domínio de Segurança Nota Informativa
Classes de Sistemas de Órgãos Existe o potencial para efeitos que envolvam o sistema nervoso, o sistema cardiovascular e o equilíbrio de fluidos e órgãos.
Reações Adversas Graves Deve procurar-se assistência médica imediata se ocorrerem sintomas graves específicos, incluindo tonturas, confusão, fraqueza ou dor muscular, batimento cardíaco anormal e/ou dificuldade respiratória.
Populações Específicas O uso do medicamento está contraindicado em pessoas que estejam grávidas ou a amamentar.
Condições Pré-existentes Recomenda-se que doentes com determinadas condições pré-existentes consultem um profissional de saúde antes da utilização. Isto inclui casos de doença cardíaca, pressão arterial alta ou baixa, doenças ou distúrbios renais ou hepáticos, diabetes ou edema (inchaço das mãos, rosto e pés).
Sintomas Novos ou Agravamento Os doentes devem interromper a utilização e consultar um profissional de saúde se os sintomas persistirem, se agravarem ou se surgirem novos sintomas.
Interações Medicamentosas É aconselhada a consulta com um profissional de saúde se o doente estiver a tomar medicamentos sujeitos a receita médica, particularmente aqueles que contenham diuréticos.

Estrutura de Segurança

O resumo de segurança estabelece explicitamente as limitações do fármaco ao proibir o seu uso durante a gravidez e a amamentação. O perfil de risco está organizado de forma a listar diversos distúrbios sistémicos que exigem uma consulta prévia com um profissional de saúde qualificado. Adicionalmente, as orientações definem um protocolo claro para os desfechos mais graves, identificando reações sérias específicas que exigem a interrupção imediata do medicamento e a procura urgente de cuidados médicos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

A documentação oficial relativa ao Alisma (Acetato de ciproterona + Etinilestradiol) define o perfil de sobredosagem com base, essencialmente, nos efeitos da sua componente estrogénica. De acordo com os registos oficiais, a sobredosagem é geralmente classificada como não estando associada a efeitos adversos graves ou a desfechos que coloquem a vida em risco.

Domínio da Sobredosagem Declaração Oficial Documentada
Manifestações Documentadas As ocorrências registadas incluem sintomas gastrointestinais comuns, tais como náuseas e vómitos. Adicionalmente, em mulheres, pode ocorrer hemorragia vaginal, frequentemente referida como hemorragia por privação.
Informação sobre Antídotos Não se conhece nem está disponível qualquer antídoto específico para reverter os efeitos das substâncias ativas numa situação de sobredosagem.

Medidas de Emergência e Gestão Necessária

A procura de assistência médica imediata é um requisito formal. Em caso de suspeita de sobredosagem, deve contactar-se imediatamente um centro de informação antivenenos ou um serviço de urgência para assegurar uma gestão clínica atempada.

A estratégia de gestão documentada limita-se à prestação de tratamento sintomático e de suporte. As manifestações clínicas de sobredosagem são semelhantes em crianças e adultos, o que reforça o perfil esperado para esta classe hormonal combinada. As diretrizes oficiais exigem a procura de ajuda para garantir que os cuidados de suporte adequados sejam administrados, independentemente da classificação habitual destes eventos como não sendo graves.

Usos terapêuticos de Alisma

Indicações do Alisma: Principais Utilizações e Benefícios

O Alisma é uma opção terapêutica especializada, habitualmente utilizada por mulheres que necessitam simultaneamente de uma contraceção eficaz e de uma gestão de suporte de sintomas específicos relacionados com a atividade hormonal. O benefício principal reside no apoio que ajuda a atenuar a carga global de manifestações dependentes de androgénios, que são frequentemente visíveis, persistentes e angustiantes. Este medicamento de associação é geralmente utilizado para ajudar a gerir sintomas associados ao acne grave e crónico, ao crescimento excessivo e significativo de pelos indesejados (hirsutismo) e à pele excessivamente oleosa (seborreia).

De acordo com orientações clínicas, o Alisma é commumente aplicado em contextos que envolvem hiperandrogenismo, frequentemente associado a condições como a Síndrome do Ovário Poliquístico (SOP). Isto auxilia no alívio destas manifestações e promove a estabilidade funcional, particularmente através do apoio na abordagem às flutuações do ciclo menstrual.

O medicamento é relevante em cenários clínicos nos quais a paciente necessita de uma terapia única e dedicada para satisfazer duas necessidades em simultâneo: prevenção eficaz da gravidez e alívio de suporte para problemas persistentes de pele ou pelo. Esta abordagem contribui para o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.

“O Alisma é utilizado quando grupos de sintomas relacionados com os androgénios surgem em conjunto e interferem com o conforto diário, oferecendo um alívio de suporte para estas manifestações desgastantes.”

Facto Rápido: Suporte para Sintomas Androgénicos
Principais Sintomas Geridos: Acne grave, hirsutismo e seborreia.
Contexto de Utilização: Necessidade dupla de contraceção eficaz e suporte sintomático.
Benefício para a Paciente: Contribui para atenuar manifestações cutâneas visíveis e ajuda a reduzir a carga global dos sintomas.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar Alisma

Esta secção descreve os critérios formais de elegibilidade e as condições de exclusão para o Alisma (acetato de ciproterona/etinilestradiol), estabelecidos com base em diretrizes regulamentares oficiais para assegurar a utilização apropriada do medicamento.

Âmbito de Elegibilidade

As populações para as quais o uso é permitido compreendem mulheres em idade reprodutiva, especificamente após a menarca (primeira menstruação) e antes da menopausa.

Contraindicações Absolutas

O uso deste medicamento está contraindicado nas seguintes situações:

  • Indivíduos com antecedentes ou presença atual de distúrbios tromboembólicos, tais como trombose venosa profunda, acidente vascular cerebral ou enfarte agudo do miocárdio, bem como pessoas com predisposição trombogénica hereditária conhecida.
  • Pessoas com diagnóstico atual ou historial de meningioma.
  • Pessoas com doença hepática ativa ou presença de tumores hepáticos, sejam eles benignos ou malignos.
  • Mulheres com neoplasias malignas conhecidas ou suspeitas que sejam dependentes de esteroides sexuais, como é o caso da neoplasia da mama.
  • Mulheres grávidas ou em período de amamentação, assim como indivíduos do sexo masculino.
  • Indivíduos que já utilizem qualquer outro tipo de contracetivo hormonal.

Restrições e Condições Adicionais

O recurso ao Alisma para o tratamento do acne é estritamente condicional, estando limitado a casos em que as terapias tópicas ou os tratamentos com antibióticos sistémicos não tenham demonstrado eficácia. O medicamento é também contraindicado em situações de diabetes mellitus grave que apresente alterações vasculares ou em casos de hipertensão arterial grave. Adicionalmente, o uso é fortemente desaconselhado em mulheres fumadoras com mais de 35 anos, devido ao aumento significativo do risco cardiovascular associado a este perfil.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de Alisma detalha combinações específicas que são estritamente proibidas e descreve os efeitos farmacocinéticos resultantes da administração conjunta com outras substâncias. Estas informações baseiam-se na rotulagem oficial do produto para garantir a segurança e a eficácia do tratamento.

Contraindicações Formais

A administração concomitante com outros contracetivos hormonais é estritamente proibida para evitar uma exposição hormonal excessiva. O uso de Alisma está também formalmente contraindicado em simultâneo com regimes específicos para a Hepatite C que contenham ombitasvir, paritaprevir e ritonavir, devido ao risco documentado de aumento das enzimas hepáticas (elevações da ALT).

Interações que alteram a exposição

A eficácia do Alisma pode ser reduzida quando tomado com agentes que estimulam o metabolismo hepático. Estes agentes indutores enzimáticos incluem anticonvulsivantes específicos (como a fenitoína e a carbamazepina), rifamicinas e o produto à base de plantas Erva de S. João. Esta interação resulta numa redução da concentração plasmática dos componentes ativos do Alisma. Inversamente, o Alisma pode alterar a eliminação de vários medicamentos administrados em simultâneo, podendo modificar os níveis plasmáticos de agentes como corticosteroides e certos beta-bloqueadores.

Condições e Procedimentos

Perturbações gastrointestinais agudas, tais como vómitos ou diarreia grave, são condições assinaladas que podem interferir com a absorção total dos comprimidos, reduzindo potencialmente a sua eficácia. Adicionalmente, está documentado que o medicamento interfere com os resultados de certos exames laboratoriais, incluindo os utilizados para medir os fatores de coagulação e a função da tiroide.

Mecanismo de ação

Como o Alisma Atua ao Nível Biológico


Modulação do Metabolismo de Lípidos e do Colesterol

Os componentes ativos do Alisma ligam-se como agonistas a recetores nucleares, incluindo o Recetor de Farnesoide X (FXR) e o Recetor Ativado por Proliferadores de Peroxissoma alfa (PPARalfa). Esta interação modula a expressão genética hepática, levando a uma supressão da lipogénese de novo e à promoção da exportação de lípidos do fígado, o que resulta na modificação dos rácios sistémicos de colesterol e triglicéridos.


Regulação da Inflamação e das Vias de Stress Oxidativo

Os compostos do Alisma ativam mecanismos que suprimem as vias de sinalização NF-kappaB e MAPK, cascatas fundamentais envolvidas na resposta inflamatória. Simultaneamente, o fármaco influencia a expressão de enzimas antioxidantes, atenuando, desta forma, o stress oxidativo. Esta ação sobre mediadores inflamatórios como o TNF-alfa e sobre espécies reativas de oxigénio contribui para a modulação das respostas celulares ao stress.


Influência na Perceção Energética e no Fluxo Autofágico

Os componentes do Alisma ativam mecanismos que influenciam o eixo de sinalização AMPK/NAMPT/SIRT1. Esta modulação afeta a taxa de renovação do substrato energético celular e contribui para processos de manutenção estrutural, especificamente através da promoção da homeostase do colesterol e da influência na ativação do fluxo mitofágico (depuração de mitocôndrias danificadas).

Informações sobre dosagem e administração

Instruções para a Administração de Alisma

A administração de Alisma deve seguir rigorosamente as diretrizes estabelecidas para garantir a utilização correta e segura do medicamento. O texto seguinte descreve os procedimentos padrão para a sua aplicação.


Âmbito da Administração

Característica Instrução
Via de Administração Apenas para injeção subcutânea
Esquema Posológico Dose de Carga: 300 mg (duas injeções de 150 mg) administrada uma única vez. Dose de Manutenção: 150 mg semanalmente, com início uma semana após a dose de carga. A dose pode ser ajustada para 300 mg semanais se o controlo da condição for insuficiente em doentes com peso igual ou superior a 50 kg
Momento da Administração Pode ser administrado em qualquer momento do dia

Requisitos de Procedimento

  • Preparação: O produto deve ser inspecionado visualmente para verificar a ausência de partículas ou alterações de cor antes de ser utilizado. Se o medicamento estiver refrigerado, deve permitir-se que atinja a temperatura ambiente durante 15 a 30 minutos dentro da embalagem exterior; não devem ser utilizadas fontes de calor externas para acelerar este processo.
  • Dose Omitida: Se uma dose de manutenção de 150 mg for esquecida, esta deve ser administrada o mais brevemente possível. Caso tenham decorrido mais de 13 dias desde a última aplicação, deve ser administrada uma nova dose de carga de 300 mg, retomando-se posteriormente o plano semanal de 150 mg.
  • Rotação do Local de Injeção: Sempre que forem necessárias várias injeções para completar uma dose, cada uma deve ser aplicada num local de injeção diferente. As áreas recomendadas para a aplicação são o abdómen ou a coxa. É obrigatório alternar o local de injeção em cada nova administração.
  • Precauções de Procedimento: A injeção não deve ser administrada numa veia, em áreas sobre proeminências ósseas, ou em zonas da pele que apresentem hematomas, vermelhidão, sensibilidade, endurecimento, cicatrizes ou estrias.

Estas orientações destinam-se a doentes e prestadores de cuidados que tenham recebido formação prévia adequada por parte de um profissional de saúde, assegurando que o medicamento é fornecido de acordo com o calendário semanal definido e os requisitos técnicos exigidos.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação e Panorama dos Estudos

A investigação sobre o Alisma (Acetato de ciproterona / Etinilestradiol) tem-se focado na sua ação sistémica para a contraceção e na sua avaliação para o controlo de sintomas persistentes associados à atividade hormonal androgénica em mulheres em idade reprodutiva. A base científica é composta por ensaios controlados aleatorizados, estudos comparativos e dados de vigilância a longo prazo.

Evidência no Controlo do Acne Grave

O Alisma foi estudado para o tratamento do acne moderado a grave, com investigação centrada em resultados associados a estados inflamatórios ou irritativos. As populações analisadas incluíram frequentemente indivíduos com acne associado a influências hormonais, como em casos de Síndrome do Ovário Poliquístico (SOP). Os estudos utilizaram métricas padronizadas, incluindo a contagem total de lesões e a pontuação da Avaliação Global do Investigador (IGA), para monitorizar os padrões dos sintomas em intervalos definidos.

Os resultados descrevem padrões observados durante períodos de acompanhamento de curto a médio prazo. A investigação destaca alterações medidas durante o tempo do estudo, incluindo resultados relacionados com avaliações quantificadas dos sintomas. Notou-se uma consistência limitada nas ferramentas de classificação entre os diferentes estudos e existe informação limitada sobre a persistência destas alterações a longo prazo após a interrupção do tratamento.

Evidência no Controlo do Hirsutismo Moderado a Grave

O Alisma foi avaliado em mulheres com crescimento excessivo de pelos indesejados (hirsutismo) de grau moderado a grave. A investigação analisou resultados relacionados com desequilíbrios sistémicos ou funcionais através da monitorização de pontuações quantificadas de pelos. Os estudos focaram-se em períodos onde os sintomas se tornam mais visíveis e exigiram tempos de acompanhamento prolongados. Os resultados indicam que os estudos monitorizaram padrões de alteração em pontuações objetivas durante os períodos observados.

Embora tenha sido observada evidência comparativa face a outros tratamentos antiandrogénicos em alguns estudos, estes resultados basearam-se, por vezes, em populações reduzidas. A qualidade da evidência varia entre os estudos e a certeza permanece baixa para algumas comparações diretas, em parte devido a dimensões amostrais modestas.

Incertezas na Investigação

A evidência global destaca áreas onde a certeza dos resultados é influenciada por limitações documentadas na investigação. Os dados para determinados grupos permanecem insuficientes e a evidência comparativa é escassa em ensaios diretos de longo prazo face a tratamentos mais recentes. Os resultados aplicam-se estritamente às populações estudadas, o que significa que a investigação descreve padrões de grupo e fornece contexto, mas não determina previsões individuais de resposta ao tratamento.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Alisma (FAQ)

O que é o Alisma?

O Alisma, frequentemente identificado pelo nome botânico Alisma orientale (ou Alisma plantago-aquatica subsp. orientale), é uma planta aquática perene cujo rizoma seco possui uma longa história de utilização na Medicina Tradicional Chinesa (MTC). Na MTC, esta substância é conhecida como Ze Xie.

Para que é utilizado tradicionalmente o Alisma?

Nos sistemas tradicionais, o Alisma é habitualmente utilizado para condições associadas ao metabolismo da água. Historicamente, tem sido empregue para promover a micção e auxiliar em casos de redução do débito urinário, ajudar na gestão da retenção excessiva de líquidos (edema) e tratar condições como a micção dolorosa e a urina turva, que as práticas tradicionais podem atribuir à "humidade-calor".

Existe evidência científica que fundamente as utilizações tradicionais do Alisma?

Atualmente, existe uma evidência científica limitada proveniente de ensaios clínicos em humanos. A investigação tem envolvido essencialmente estudos in vitro (culturas de células) e estudos pré-clínicos em modelos animais, como ratos e murganhos. Estes estudos preliminares sugerem que os extratos de Alisma podem apresentar várias atividades biológicas, incluindo efeitos no equilíbrio hídrico, no metabolismo lipídico e em marcadores inflamatórios.

Quais são os compostos presentes no Alisma?

Os principais constituintes químicos isolados do rizoma do Alisma são geralmente categorizados como triterpenoides (por exemplo, o 23-acetato de alisol B) e sesquiterpenoides. Pensa-se que estes compostos sejam os responsáveis pelas atividades biológicas da planta observadas em contexto de investigação.

O que indica a investigação relativamente ao Alisma e à saúde do fígado?

A investigação pré-clínica, centrada principalmente em modelos animais e estudos celulares, tem sugerido que o extrato de Alisma pode estar associado a efeitos benéficos relacionados com a esteatose hepática não alcoólica (EHNA) e patologias afins. Especificamente, a investigação observou uma associação com a redução da acumulação de gordura hepática em modelos animais, a modulação de certos marcadores relacionados com o metabolismo dos lípidos (gordura) e da glicose, e atividade anti-inflamatória em linhagens celulares.

O Alisma é considerado um tratamento seguro e eficaz para alguma condição médica?

Não. Os dados científicos disponíveis não são suficientes para confirmar conclusivamente que o Alisma seja seguro ou eficaz para o tratamento de qualquer condição médica específica em humanos, de acordo com os padrões médicos modernos. A sua eficácia baseia-se primordialmente em séculos de uso tradicional e não em evidências provenientes de ensaios clínicos humanos de alta qualidade e larga escala. É necessária mais investigação antes que possam ser feitas quaisquer alegações definitivas de saúde.

Como devo tomar o Alisma?

Este conteúdo não fornece instruções de dosagem nem aconselhamento médico. Deve consultar um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer novo suplemento à base de plantas, incluindo o Alisma, para discutir os potenciais benefícios, riscos e a utilização adequada ao seu caso clínico.

Como Alisma deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar Alisma

As instruções oficiais de conservação e manuseamento do Alisma (acetato de ciproterona/etinilestradiol) foram estabelecidas para garantir a integridade e a estabilidade do produto ao longo do seu período de validade.

Requisitos de Conservação

Os comprimidos de Alisma devem ser conservados a uma temperatura inferior a 25°C e mantidos num local fresco e seco. Para evitar a degradação dos seus componentes ativos, o produto deve ser rigorosamente protegido da exposição à luz solar direta.

O medicamento deve permanecer na sua embalagem original, incluindo o blister e a embalagem exterior, até ao momento da utilização. Não deve ser tomado após o prazo de validade impresso na embalagem. No que respeita à segurança, é um requisito obrigatório manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Regras de Eliminação

As normas de segurança determinam que o Alisma não utilizado ou fora do prazo de validade não deve ser eliminado através das águas residuais ou do lixo doméstico comum. Os utilizadores são instruídos a perguntar a um farmacêutico como eliminar corretamente o medicamento que já não é necessário. Este procedimento garante o cumprimento das diretrizes de proteção ambiental para a gestão de resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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