Alendro

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Alendro

O que é o Alendro?

Que tipo de medicamento é o Alendro (Alendronato)?

O Alendro é um medicamento que contém a substância ativa alendronato de sódio, estando classificado de forma definitiva como um bifosfonato. Este grupo químico consiste em compostos sintéticos concebidos para inibir a perda de massa óssea, um mecanismo clinicamente reconhecido pelo seu papel na gestão da integridade do esqueleto. O alendronato de sódio é especificamente um bifosfonato com nitrogénio, o que o distingue estruturalmente de bifosfonatos mais antigos e contribui para a sua elevada potência farmacológica na atuação sobre o esqueleto. O seu estatuto como produto de ingrediente único assegura uma abordagem direcionada e não hormonal no suporte à estrutura óssea.

Composição e formas orais disponíveis

A composição principal deste medicamento é a substância ativa, alendronato de sódio, formulada para um consumo oral conveniente. O fármaco é fornecido para administração por via oral em duas formas farmacêuticas principais: um comprimido convencional e uma solução oral. A disponibilidade da forma líquida oferece flexibilidade para doentes que possam ter dificuldade na deglutição de comprimidos, mantendo a administração do mesmo composto químico ativo. A composição baseia-se em excipientes farmacêuticos padrão (para os comprimidos) ou numa base aquosa (para a forma líquida) de modo a garantir a estabilidade e a correta libertação do agente ativo.

Objetivo geral e mecanismo de inibição da reabsorção óssea

O objetivo geral do alendronato é apoiar a resistência e a estabilidade estrutural do esqueleto, atuando como um potente inibidor da reabsorção óssea. Este efeito é alcançado através da sua ligação direta às superfícies mineralizadas do osso, um mecanismo fundamentado por extensos estudos farmacológicos publicados pela comunidade científica. Ao visar e inibir seletivamente a atividade dos osteoclastos — as células naturalmente responsáveis pela eliminação de osso antigo —, o alendronato altera o equilíbrio natural da renovação óssea. Esta ação resulta na preservação da estrutura óssea existente, o que constitui o benefício fundamental, facilitando um aumento líquido da densidade mineral óssea (DMO) ao longo do tempo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Alendro?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

Como todos os medicamentos, este fármaco pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. A maioria dos efeitos secundários é de natureza ligeira, mas alguns podem ser graves e requerer atenção médica imediata.

Efeitos secundários comuns

Os efeitos comunicados com maior frequência incluem problemas digestivos. Os doentes podem experienciar dor abdominal, azia, dificuldade em engolir ou náuseas. Nalguns casos, pode ocorrer obstipação, diarreia ou flatulência. Outros efeitos comuns incluem dores musculoesqueléticas, que podem afetar os ossos, articulações ou músculos, e ocasionalmente dores de cabeça.

Reações graves e precauções gastrointestinais

É fundamental estar atento a sintomas que possam indicar irritação ou danos no esófago. Estes incluem dor retroesternal intensa, azia nova ou agravada, ou dificuldade e dor ao engolir. Caso sinta estes sintomas, deve interromper a toma do medicamento e contactar um profissional de saúde. Para minimizar este risco, é essencial seguir rigorosamente as instruções de administração, mantendo-se em posição vertical após a ingestão.

Considerações de segurança a longo prazo

Embora raro, foi relatado um problema grave na mandíbula, conhecido como osteonecrose, geralmente associado a extrações dentárias ou infeções locais em doentes que tomam este tipo de medicação. Recomenda-se a manutenção de uma boa higiene oral e a realização de exames dentários regulares.

Adicionalmente, em casos muito raros, podem ocorrer fraturas invulgares do osso da coxa. Se sentir dor, fraqueza ou desconforto na anca, coxa ou virilha, deve informar o seu médico, pois isto pode ser um sinal precoce de uma possível fratura.

Reações alérgicas

Embora raras, podem ocorrer reações de hipersensibilidade. Procure assistência médica imediata se notar inchaço do rosto, lábios, língua ou garganta, ou se sentir dificuldade em respirar ou desenvolver erupções cutâneas graves.

Antes de iniciar o tratamento, informe o seu médico sobre quaisquer problemas renais, alergias conhecidas ou se tiver níveis baixos de cálcio no sangue. Este medicamento não é recomendado para mulheres grávidas ou em período de aleitamento.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As informações regulamentares oficiais indicam que a sobredosagem por via oral com alendronato pode resultar em dois tipos principais de eventos adversos: mal-estar gastrointestinal superior grave e alterações metabólicas sistémicas.

Manifestações de sobredosagem Descrição (documentada no rótulo)
Efeitos Gastrointestinais Perturbações estomacais, azia, esofagite, gastrite ou úlcera. As complicações potenciais incluem sinais de hemorragia gastrointestinal superior, tais como vómitos com sangue ou fezes pretas.
Efeitos Metabólicos Desenvolvimento de hipocalcemia (níveis baixos de cálcio) e hipofosfatemia (níveis baixos de fosfato).

Resposta de emergência e ações necessárias

Sempre que se suspeite de uma sobredosagem, deve procurar-se assistência médica imediata e o Centro de Informação Antivenenos regional deve ser contactado para obter aconselhamento urgente sobre a gestão da situação. A documentação regulamentar do medicamento especifica várias etapas processuais para os cuidados iniciais:

  • Medida de Apoio: Deve administrar-se leite ou antiácidos para ajudar a ligar-se ao alendronato e minimizar a sua absorção.
  • Aviso Específico: Não se deve induzir o vómito devido ao risco de agravar a irritação esofágica, e o doente deve permanecer totalmente em posição vertical.
  • Monitorização: É necessária a monitorização dos níveis de cálcio e fosfato no soro para gerir as alterações metabólicas.

Não existe um antídoto específico documentado para a sobredosagem com alendronato. Em doentes com compromisso renal grave, a eliminação do fármaco pode estar reduzida, o que constitui um fator essencial na gestão de uma situação de sobredosagem.

Usos terapêuticos de Alendro

Principais Utilizações e Benefícios Terapêuticos do Alendronato

O alendronato é comummente utilizado em contextos terapêuticos que envolvem diversas condições fundamentais. O medicamento pode fazer parte da gestão terapêutica para o tratamento e suporte da densidade óssea, visando a osteoporose em mulheres pós-menopáusicas, o apoio ao aumento da massa óssea em homens com osteoporose e o tratamento da osteoporose induzida por glucocorticoides em homens e mulheres.


Apoio à Integridade do Esqueleto e Estabilidade Funcional

O alendronato é frequentemente utilizado na gestão terapêutica de condições caracterizadas por uma baixa Densidade Mineral Óssea (DMO), que representa uma debilidade estrutural. O medicamento é comummente utilizado para apoiar a resistência óssea em grupos de doentes onde a perda de massa óssea é frequente. O principal objetivo terapêutico para os doentes é auxiliar na redução do risco de fraturas, que são manifestações comuns da fragilidade esquelética.

"O medicamento pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional e apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas."

Em mulheres pós-menopáusicas com osteoporose, o fármaco ajuda a aumentar a massa óssea e pode contribuir para uma menor incidência de fraturas, incluindo as da anca e da coluna vertebral. O medicamento é também utilizado na gestão da doença de Paget do osso, onde auxilia na abordagem da renovação óssea desorganizada, o que pode ajudar a aliviar sintomas relacionados, como a dor óssea, e prevenir a progressão de deformidades ósseas.


Facto Rápido: Alívio do Risco de Fratura Este medicamento é comummente utilizado para ajudar na gestão a longo prazo de doenças ósseas crónicas, apoiando os doentes ao contribuir para uma redução do risco de fraturas futuras.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o alendronato (Alendro)

As informações regulamentares oficiais definem estritamente a população elegível para o alendronato com base no estado médico, capacidade física e função específica de órgãos, sendo o medicamento destinado principalmente a homens adultos e mulheres na pós-menopausa com condições ósseas específicas.


Contraindicações e restrições absolutas

O uso de alendronato é contraindicado e não deve ocorrer se o doente apresentar as seguintes condições, uma vez que estas são proibições absolutas definidas na rotulagem regulamentar:

  • Hipocalcemia: Níveis baixos de cálcio no sangue.
  • Anomalias do esófago: Condições como acalásia ou estenose que atrasem o esvaziamento do esófago.
  • Incapacidade física: Impossibilidade de se manter de pé ou sentado em posição vertical durante, pelo menos, 30 minutos após a ingestão da dose.
  • Hipersensibilidade: Alergia conhecida ao alendronato de sódio ou a qualquer componente da formulação.

Restrições e limitações de utilização

Grupo populacional Estatuto regulamentar
Compromisso renal grave (Depuração da creatinina < 35 mL/min) Não recomendado devido à experiência clínica limitada.
Doentes pediátricos (menos de 18 anos) Não indicado nem recomendado.
Mulheres grávidas ou a amamentar Não recomendado devido à insuficiência de dados.
Problemas gastrointestinais ativos (ex: úlceras, gastrite) Recomenda-se utilização com precaução devido ao risco de agravamento da condição.

Não é necessário qualquer ajuste posológico para adultos seniores ou doentes com compromisso hepático (fígado) apenas com base na idade ou na função hepática isoladamente.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do alendronato é definido principalmente pelas suas limitações de absorção no trato gastrointestinal e pela ausência de metabolismo sistémico.

Interações relacionadas com a absorção

As interações clinicamente mais significativas resultam da formação de complexos não absorvíveis entre o alendronato e catiões multivalentes. Esta interação reduz drasticamente a quantidade de medicamento disponível para o organismo.

Categoria da substância interveniente Implicação prática Base técnica da interação
Catiões Multivalentes (ex: Cálcio, Ferro, Magnésio) Devem ser separados no tempo para evitar a ligação e a perda de absorção do alendronato. Quelação química
Alimentos e Bebidas (exceto água simples) Redução substancial da biodisponibilidade; requer a administração pelo menos 30 minutos antes do primeiro alimento ou bebida do dia. Redução da absorção
Antiácidos e Suplementos Devem ser evitados imediatamente após a toma do alendronato. Quelação e redução da absorção

Interações farmacodinâmicas

Recomenda-se precaução na coadministração de alendronato com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) ou aspirina. Esta combinação pode aumentar o risco de reações adversas no trato gastrointestinal superior devido ao potencial de irritação acrescida da mucosa.

Interações metabólicas

O alendronato não é metabolizado pelo sistema enzimático principal do organismo, incluindo as enzimas do citocromo P450. Por conseguinte, não se espera que interfira na eliminação ou nas concentrações plasmáticas de outros medicamentos baseados nestas vias metabólicas. O uso em doentes com compromisso renal grave (depuração da creatinina inferior a 35 mL/min) não é recomendado devido à falta de dados sobre a eliminação do fármaco nesta população.

Mecanismo de ação

Localização Seletiva em Locais Ativos de Reabsorção Óssea

Esta área abrange a ação inicial e direcionada da molécula: a sua ligação química ao componente mineral de hidroxiapatite da matriz óssea. Este mecanismo garante que o composto se concentre apenas nas superfícies ósseas que estão a sofrer uma degradação ativa, o que é essencial para a subsequente captação celular e para a resultante supressão fisiológica da reabsorção óssea.

Bloqueio da Via Metabólica Intracelular

Este domínio foca-se na cascata molecular dentro do osteoclasto (a célula responsável pela reabsorção do osso). Uma vez internalizado, o fármaco atua como um inibidor da enzima farnesil difosfato sintase (FPPS) dentro da via do mevalonato. Esta inibição interrompe a síntese de lípidos celulares fundamentais, o que, por sua vez, leva ao colapso do citoesqueleto da célula e à subsequente morte programada (apoptose) do osteoclasto.

Desacoplamento da Reabsorção e Formação Óssea

Este domínio descreve a consequência final ao nível do sistema: a supressão da fase de destruição óssea enquanto as células de construção do osso permanecem relativamente funcionais. Ao reduzir o número e a atividade das células de reabsorção óssea, o mecanismo conduz a uma mudança no equilíbrio da renovação do osso, onde a atividade de reabsorção é suprimida. Este desacoplamento estabelece um estado em que a formação óssea continua sem a correspondente reabsorção, levando à retenção da massa óssea.

Informações sobre dosagem e administração

Diretrizes Oficiais para a Administração do Alendronato

A utilização do alendronato é regida por diretrizes procedimentais rigorosas documentadas pelas autoridades reguladoras, focando-se inteiramente na via oral de administração através de comprimidos, soluções orais ou comprimidos efervescentes. Os esquemas posológicos estão padronizados para abordar condições ósseas crónicas.


Esquemas Posológicos Registados

Regime Dose Frequência Padrão
Tratamento da Osteoporose 10 mg ou 70 mg Uma vez por dia ou uma vez por semana
Prevenção da Osteoporose 5 mg ou 35 mg Uma vez por dia ou uma vez por semana
Doença de Paget do Osso 40 mg Uma vez por dia durante 6 meses

Etapas Cruciais e Restrições de Administração

Para garantir uma absorção adequada e a passagem correta para o estômago, o medicamento deve ser tomado apenas com água simples (não deve ser utilizada água mineral, café ou sumo). A administração está condicionada ao seguinte protocolo:

  1. Momento de toma: Tome a dose imediatamente após levantar-se, pelo menos 30 minutos antes de ingerir qualquer alimento, bebida ou outros medicamentos.
  2. Postura: O doente deve permanecer totalmente em posição vertical (sentado ou em pé) durante um período mínimo de 30 minutos após a toma da dose, e até após a primeira ingestão de alimentos do dia.
  3. Preparação: Os comprimidos devem ser engolidos inteiros e não podem ser mastigados, esmagados ou dissolvidos na boca. Os comprimidos efervescentes devem ser totalmente dissolvidos em água simples à temperatura ambiente antes da ingestão.

Não se recomenda qualquer ajuste posológico para adultos seniores ou em casos de compromisso renal ligeiro a moderado (depuração da creatinina entre 35 e 60 mL/min), mas a utilização não é geralmente recomendada em situações de compromisso renal grave. Se uma dose semanal for omitida, deve ser tomada uma dose na manhã seguinte ao dia em que se lembrou, retomando-se o esquema original na semana seguinte; nunca se devem tomar duas doses no mesmo dia.

Evidência clínica recente

Visão geral da evidência científica do Alendro


Evidência para utilização na osteoporose pós-menopáusica

O composto foi estudado em mulheres após a menopausa. A investigação analisou populações com alterações na densidade óssea, uma condição caracterizada por limitações funcionais. Esta avaliação foi realizada principalmente através de ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECA), que são estudos nos quais as participantes são distribuídas aleatoriamente para receber o composto estudado ou um comparador (frequentemente um placebo) durante intervalos de tempo definidos. Estes estudos foram utilizados na investigação que explora a forma como os sintomas evoluem ao longo do tempo em relação à densidade óssea e à ocorrência de fraturas.

Os estudos relatam como as medições da densidade óssea evoluíram, nas populações observadas, na coluna e na anca. A investigação também analisou e monitorizou os resultados relatados relativos à incidência de certas fraturas (tais como fraturas da anca e vertebrais) durante o período do estudo. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos. O que permanece incerto é a caracterização a longo prazo destes resultados, particularmente os que se estendem para além da duração dos principais ensaios (frequentemente 3 a 5 anos). Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas, permanecendo a certeza baixa quanto à gama total de efeitos a longo prazo.

Evidência para utilização na osteoporose masculina

O Alendro foi estudado em homens com osteoporose, uma condição marcada por limitações funcionais. Os estudos exploraram a influência do composto na densidade mineral óssea utilizando medidas semelhantes às utilizadas em mulheres pós-menopáusicas. A investigação analisou as alterações medidas durante o período do estudo, envolvendo frequentemente mudanças de curto prazo nos sintomas relacionados com a saúde óssea. Os dados mostram padrões relacionados com a densidade mineral óssea medida nos homens estudados. Os resultados indicam diferenças observadas nas medições da densidade óssea entre o grupo estudado e o grupo de controlo. A evidência contribui para a compreensão dos padrões de sintomas nesta população específica. Falta evidência comparativa e os dados para este grupo permanecem limitados. As durações do acompanhamento foram limitadas em alguns destes ensaios, o que significa que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para os homens.


Evidência em populações especiais

A investigação analisou o Alendro em certas populações especiais onde a evidência pode ser mais limitada. Isto inclui adultos mais velhos (por exemplo, com 75 anos ou mais) e indivíduos com algum nível de redução da função renal. O composto foi avaliado em contextos onde os sintomas podem variar em intensidade devido a patologias coexistentes (comorbilidades). Os resultados nos subgrupos são incertos e os dados para certos grupos permanecem insuficientes, especificamente no que diz respeito aos resultados para crianças ou adolescentes, uma vez que a maioria dos estudos se focou em populações adultas. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas e falta evidência comparativa para estes grupos.

O que ainda permanece incerto sobre o Alendro

A investigação continua em curso e várias áreas fundamentais permanecem incertas quanto ao Alendro. As durações do acompanhamento foram limitadas em muitos ensaios primários, o que significa que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. A qualidade da evidência varia entre os estudos, levando a resultados mistos em certas subanálises. Falta evidência comparativa nalgumas áreas, o que significa que a investigação comparativa direta com todos os outros compostos disponíveis não está consistentemente disponível. Os resultados nos subgrupos são incertos, particularmente no que diz respeito a populações muito específicas ou com múltiplas comorbilidades. Os dados disponíveis fornecem contexto, mas não previsões individuais, e a evidência realça o que é conhecido — e o que ainda permanece incerto em relação aos resultados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Alendro (FAQ)

P: Os adultos mais velhos toleram bem o Alendro?

A: De acordo com as informações oficiais do produto, os estudos clínicos não demonstraram diferenças relacionadas com a idade na eficácia ou no perfil de segurança global do alendronato em adultos mais velhos quando comparados com adultos mais jovens. Por conseguinte, não é habitualmente necessário um ajuste da dose para doentes idosos apenas com base na idade.


P: O Alendro é considerado um tratamento a longo prazo?

A: As diretrizes regulamentares indicam que a necessidade de continuar a terapia requer uma reavaliação periódica por um profissional de saúde, especialmente após cinco ou mais anos de utilização, uma vez que a duração ideal do tratamento com bisfosfonatos não foi ainda totalmente estabelecida.


P: O Alendro está disponível sem receita médica?

A: As informações oficiais confirmam que o alendronato é um medicamento sujeito a receita médica. Só pode ser disponibilizado mediante a apresentação de uma prescrição emitida por um profissional de saúde licenciado.


P: É necessário tomar cálcio e Vitamina D com o Alendro?

A: A informação regulamentar aconselha que os doentes devem receber suplementação de cálcio e Vitamina D se a sua ingestão dietética for insuficiente. A correção de quaisquer níveis baixos de cálcio pré-existentes (hipocalcemia) é obrigatória antes de se iniciar a terapia com alendronato.


P: É necessária uma dieta especial durante o tratamento com Alendro?

A: As diretrizes de administração do alendronato são muito rigorosas quanto ao momento de ingestão de alimentos e bebidas. Para garantir a absorção correta, o medicamento deve ser tomado apenas com água simples e pelo menos 30 minutos antes da primeira ingestão de comida, bebida ou outro medicamento do dia. Esta restrição é essencial para assegurar a absorção adequada e a eficácia do fármaco.


P: Quanto tempo demora o Alendro a começar a fazer efeito?

A: Estudos e informações oficiais indicam que o medicamento começa a atuar rapidamente ao reduzir a taxa de perda óssea (reabsorção). Em estudos clínicos, observaram-se geralmente aumentos significativos na densidade mineral óssea (DMO) após 12 meses de tratamento.


P: O Alendro causa tonturas ou cansaço?

A: As reações adversas comunicadas na informação oficial do produto incluem efeitos no sistema nervoso central, tais como tonturas, sensação de rotação (vertigem) e um estado geral de fraqueza ou falta de energia (mal-estar). Estes efeitos foram relatados por doentes a tomar alendronato.


P: O Alendro é seguro para pessoas com problemas cardíacos?

A: Os avisos oficiais referem que o alendronato exige precaução em doentes com historial de insuficiência cardíaca, problemas cardíacos ou dos vasos sanguíneos, ou tensão arterial elevada. Isto é particularmente relevante para certas formulações que contêm sódio.


P: O Alendro pode ser interrompido subitamente?

A: As diretrizes oficiais estabelecem que a continuação ou interrupção do tratamento requer uma revisão periódica por um profissional de saúde. A rotulagem do produto especifica que a suspensão do tratamento e a procura de assistência médica imediata são necessárias se o doente desenvolver sintomas novos ou agravamento de irritação esofágica grave.


P: Quanto tempo após iniciar o Alendro devo esperar uma alteração na densidade óssea?

A: De acordo com os dados de farmacologia clínica oficial, foram observadas alterações substanciais na densidade mineral óssea (DMO) — uma medida fundamental da eficácia do fármaco — após 12 meses de tratamento contínuo em estudos clínicos.


P: São necessários testes de monitorização a longo prazo durante a toma de Alendro?

A: É necessário manter uma ingestão adequada de cálcio e vitamina D durante a terapia. Além disso, a rotulagem do produto indica que os doentes que desenvolvam uma nova dor na coxa ou na virilha requerem uma avaliação imediata para excluir uma possível fratura incompleta do fémur.


P: O Alendro tem alguma ligação à queda de cabelo?

A: Os documentos regulamentares listam a queda de cabelo (alopécia) como uma das reações adversas relatadas com base em dados de pós-comercialização.


P: O álcool afeta o Alendro?

A: As regras de administração oficiais determinam que nenhuma outra bebida além de água simples deve ser consumida durante, pelo menos, 30 minutos após a toma de alendronato. O álcool e outras bebidas podem reduzir a absorção do medicamento, tornando-o potencialmente menos eficaz.


P: Qual é a duração do efeito do Alendro após interromper a utilização?

A: Estudos e informações regulamentares demonstram que o alendronato tem um longo efeito residual no osso após a interrupção do tratamento. Isto acontece porque o fármaco se liga fortemente ao mineral ósseo, o que permite que a sua ação contra a reabsorção continue durante muitos meses após a última dose.


P: O Alendro é um medicamento anti-inflamatório?

A: Não. Os documentos oficiais classificam o alendronato como um bisfosfonato. O seu propósito é atuar como um inibidor específico da reabsorção óssea mediada pelos osteoclastos e não está classificado como um fármaco anti-inflamatório.

Como Alendro deve ser armazenado e descartado?

O alendronato deve ser conservado e eliminado seguindo rigorosamente os procedimentos documentados na rotulagem regulamentar oficial para manter a sua estabilidade e segurança.

Armazenamento e manuseamento oficiais

Requisito Declaração regulamentar oficial
Temperatura Conservar à temperatura ambiente controlada, geralmente entre 15°C e 30°C.
Proteção Manter o medicamento afastado de calor excessivo, humidade e luz direta; não congelar e manter afastado do calor.
Acondicionamento Conservar num recipiente hermeticamente fechado. Os comprimidos efervescentes devem permanecer no blister original até ao momento da utilização.

Eliminação e segurança infantil

Requisito Declaração regulamentar oficial
Segurança infantil Manter este e todos os medicamentos fora do alcance e da vista das crianças. Deve ser dispensado com um fecho resistente à abertura por crianças.
Regra de eliminação Eliminar todos os medicamentos fora do prazo de validade ou que já não sejam necessários; consultar um profissional de saúde para obter métodos de eliminação específicos.

O perfil regulamentar determina que o produto deve ser preservado dentro de um intervalo térmico definido e protegido de fatores ambientais para garantir a sua qualidade, impondo a regra de segurança prioritária de acesso restrito a crianças.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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