Alecensa

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Alecensa

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Alecensa

O que é o Alecensa? Definição e Identidade

Propriedade Descrição
Princípio ativo Cloridrato de alectinib
Forma Cápsula dura (Via oral, 150 mg de dosagem)
Classe farmacológica Inibidor da Tirosina Quinase (TKI)
Objetivo geral Interrupção da sinalização celular mediada pela ALK
Origem Molécula orgânica sintética

O Alecensa é um medicamento de marca, sujeito a receita médica, desenvolvido pela Hoffmann-La Roche e que contém a substância química ativa cloridrato de alectinib. Este composto altamente especializado é uma molécula orgânica sintética, formulada quimicamente como um sal de cloridrato para assegurar a estabilidade e a correta entrega farmacológica. O medicamento é disponibilizado em cápsulas duras para administração oral, uma caraterística distintiva face às terapias intravenosas, funcionando como um produto de monoterapia.

O alectinib é um fármaco de pequenas moléculas, uma propriedade que facilita a sua capacidade de atingir alvos no interior das células. A sua identidade como um agente de segunda geração, fundamentada por estudos farmacológicos, posiciona-o como uma evolução face às terapias direcionadas anteriores da sua classe, tendo sido concebido para uma maior seletividade e potência.

Classe Farmacológica e Mecanismo Direcionado do Alecensa

A classificação central do Alecensa define-o como um Inibidor da Tirosina Quinase (TKI), um tipo sofisticado de agente antineoplásico. Esta classe farmacológica significa que o seu propósito fundamental é bloquear seletivamente a ação de enzimas específicas, ou quinases, que estão envolvidas na sinalização celular anómala. Este fármaco é reconhecido pela sua ação inibidora potente e seletiva contra o seu alvo principal, a enzima Quinase do Linfoma Anaplásico (ALK).

A caraterística definidora do alectinib é a sua inibição seletiva da ALK. O seu mecanismo envolve um bloqueio focado: liga-se à enzima ALK, impedindo o processo de autoativação necessário para a transmissão de sinais de crescimento errados. Esta abordagem especializada torna-o um agente de relevo na terapia direcionada moderna.

Objetivo Terapêutico Geral da Inibição Seletiva da ALK

O objetivo terapêutico geral de um medicamento concebido para a inibição seletiva da ALK é controlar ou estabilizar condições biológicas impulsionadas pela via de sinalização ALK que se encontre aberrante ou hiperativa. Ao interromper estas comunicações internas anómalas dentro das células, o medicamento visa mitigar os processos celulares desregulados que dependem deste defeito molecular específico. O mecanismo que envolve a inibição da ALK e a interrupção da sinalização a jusante é considerado crucial para o efeito terapêutico do fármaco. Esta função baseia-se na sua ação direcionada específica, representando um avanço focado nas estratégias de gestão do cancro.

Quais efeitos secundários são possíveis com Alecensa?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil oficial de segurança do Alecensa (alectinib) está estruturado em torno de potenciais reações adversas em múltiplos sistemas de órgãos, com classificações formais fornecidas por autoridades regulamentares. As reações adversas são agrupadas pelo sistema fisiológico afetado, incluindo Afeções Hepatobiliares (fígado), Afeções Musculoesqueléticas (músculos) e Afeções Respiratórias (pulmões).


Classificação de Frequência e Principais Preocupações de Segurança

Os efeitos secundários são classificados de acordo com a sua frequência documentada em ensaios clínicos:

Classificação Exemplos de Reações Adversas
Muito Frequentes (≥ 1/10) Fadiga, edema, mialgia, obstipação, erupção cutânea, perturbações da visão.
Pouco Frequentes (Baixa Frequência) Doença Pulmonar Intersticial (DPI)/Pneumonite, anemia hemolítica, lesão renal aguda.

As reações adversas graves estão explicitamente documentadas nas informações de prescrição. Estas incluem a Hepatotoxicidade (lesão hepática grave, tipicamente com elevações das transaminases de Grau ≥ 3), Bradicardia Sintomática (frequência cardíaca severamente baixa) e Mialgia Grave com níveis elevados de Creatina Cinase (CPK). O protocolo exige a monitorização dos testes de função hepática e dos níveis de CPK, especialmente durante os meses iniciais de tratamento.


Padrões de Segurança Relacionados com o Tempo e Populações

O perfil regulamentar aborda grupos específicos de doentes e cronologias. Devido ao potencial de Toxicidade Embrio-Fetal, as orientações regulamentares exigem o uso de métodos contracetivos específicos tanto para doentes do sexo feminino como do masculino, durante e após o tratamento. Relativamente ao início, a maioria das elevações de transaminases associadas à Hepatotoxicidade foi documentada como ocorrendo durante os primeiros 3 meses de tratamento.

As limitações de segurança incluem também a recomendação de evitar a exposição solar prolongada e de utilizar proteção solar durante o tratamento e por um período após a última dose, devido ao risco documentado de reações de Fotossensibilidade.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As informações regulamentares oficiais sobre a sobredosagem com Alecensa (alectinib) focam-se na gestão imediata e nos cuidados de suporte, uma vez que não existem sinais ou sintomas de sobredosagem especificamente documentados nas informações de prescrição. Uma sobredosagem aguda pode levar a um aumento da incidência e/ou da gravidade das reações adversas conhecidas do medicamento.

Requisitos Oficiais para a Gestão da Sobredosagem

Na eventualidade de uma sobredosagem confirmada ou suspeita, os documentos regulamentares oficiais estabelecem ações específicas:

Ação de Emergência: Contactar imediatamente o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) ou procurar assistência médica de emergência. Esta medida é necessária devido ao risco de agravamento de reações graves, que podem colocar a vida em risco, tais como a hepatotoxicidade (problemas hepáticos graves), a pneumonite (problemas pulmonares) ou a bradicardia significativa.

Estado do Antídoto: Não existe um antídoto conhecido para uma sobredosagem com Alecensa.

Etapas de Gestão: O tratamento deve consistir em medidas gerais de suporte, incluindo a monitorização frequente dos sinais vitais e do estado clínico. Para uma sobredosagem recente, podem ser consideradas opções médicas como a lavagem gástrica ou a administração de carvão ativado.

As secções regulamentares oficiais sobre sobredosagem não detalham considerações específicas baseadas em grupos populacionais (por exemplo, doentes pediátricos ou idosos) relativas à gestão nestas situações.

Usos terapêuticos de Alecensa

O Alecensa (alectinib) é considerado relevante na gestão do Cancro do Pulmão de Células Não Pequenas (CPCNP) avançado em adultos, nos casos em que a doença é causada pelo reordenamento do gene ALK. Esta terapia especializada pode fazer parte da gestão dos sintomas tanto na doença metastática inicial como em contexto de tratamento adjuvante após a resseção do tumor, sendo relevante para a gestão de condições onde a recorrência é uma preocupação.


O tratamento pode auxiliar no suporte da estabilidade contra a progressão da doença. O Alecensa é particularmente relevante em contextos que envolvem uma elevada carga sistémica, oferecendo apoio terapêutico focado quando o cancro se espalhou para o cérebro ou para a espinal medula (metástases no SNC). Este benefício específico apoia o doente ao atenuar sintomas que interferem com o funcionamento diário.


A medicação auxilia na manutenção da estabilidade funcional ao ajudar a abordar conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos e criar um esforço fisiológico percetível. Quando aplicado em contextos clínicos que envolvem doença ativa, contribui para o alívio da carga global de sintomas, que pode incluir a fadiga e o desconforto respiratório associados ao crescimento ativo do cancro.


Facto Rápido: Alívio de Sintomas Relacionados com o SNC O Alecensa é utilizado para gerir a propagação da doença para o cérebro e para a espinal medula, oferecendo um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as rotinas diárias devido ao envolvimento neurológico.

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para o Alecensa é rigorosamente definida pelos documentos regulamentares e deve estar em conformidade com caraterísticas específicas do doente. O medicamento está indicado principalmente para doentes adultos com diagnóstico de Cancro do Pulmão de Células Não Pequenas (CPCNP) com Tirosina Quinase do Linfoma Anaplásico (ALK) positivo, confirmado através de um teste validado. A utilização em doentes idosos não requer, habitualmente, um ajuste específico na dose inicial.

Uma restrição absoluta fundamental é que o Alecensa está contraindicado em qualquer doente com hipersensibilidade conhecida ao alectinib ou a qualquer um dos excipientes do produto.

A elegibilidade é também determinada pela idade e pelo estado fisiológico. A utilização não é recomendada em doentes pediátricos (com menos de 18 anos de idade), uma vez que a sua segurança e eficácia não foram estabelecidas nesta faixa etária.

No que respeita à gravidez e amamentação, as informações regulamentares indicam que o uso não é recomendado para mulheres grávidas, sendo a amamentação proibida durante o tratamento e por um período após o mesmo. Tanto os doentes do sexo feminino como do masculino com potencial reprodutivo devem utilizar contraceção eficaz durante e após o tratamento. Os doentes com insuficiência hepática grave são elegíveis para o tratamento, mas a documentação oficial exige uma dose inicial reduzida específica. A segurança não foi estudada em doentes com insuficiência renal grave.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Alecensa com outros medicamentos e produtos

Os documentos regulamentares oficiais definem o perfil de interação do Alecensa (alectinib) através do seu impacto em determinados transportadores de fármacos e de potenciais efeitos farmacodinâmicos.

Tipo de Interação Declaração Regulamentar Oficial
Mediada por Transportadores (P-gp/BCRP) O Alecensa e o seu metabolito ativo inibem a glicoproteína-P (P-gp) e a Proteína de Resistência ao Cancro da Mama (BCRP), o que leva a um aumento da concentração plasmática e da exposição de medicamentos coadministrados que sejam substratos destes transportadores (por exemplo, Digoxina, Dabigatrano).
Efeitos Farmacodinâmicos Aditivos A coadministração com outros medicamentos conhecidos por causar bradicardia ou com fármacos anti-hipertensores pode aumentar o risco de bradicardia sintomática devido a efeitos aditivos. Nestas situações, os agentes coadministrados devem ser avaliados e potencialmente ajustados se ocorrer bradicardia sintomática.
Metabólica (CYP3A) A coadministração com inibidores fortes da CYP3A (por exemplo, Posaconazol) ou indutores (por exemplo, Rifampicina) não resulta em efeitos clinicamente significativos na exposição sistémica do alectinib e do seu metabolito ativo.
Requisito Medicamento-Alimento A exposição sistémica do alectinib aumenta significativamente quando este é administrado com alimentos (por exemplo, uma refeição rica em gorduras e calorias). A administração deve ser feita com alimentos para assegurar uma exposição adequada, uma vez que o estado de jejum resulta em níveis significativamente reduzidos.

O Alecensa não é recomendado em doentes com insuficiência hepática moderada a grave, devido à ausência de dados de estudos clínicos e ao potencial de alteração na depuração do fármaco. Não existem regras documentadas de separação temporal obrigatória para a coadministração com agentes redutores da acidez gástrica.

Mecanismo de ação

Alvo na Sinalização da Tirosina Quinase do Linfoma Anaplásico (ALK)

O Alecensa (alectinib) é um inibidor da tirosina quinase (TKI) oral altamente seletivo que atua através da interação e modulação de vias de sinalização específicas mediadas por recetores. O seu domínio mecânico principal envolve a inibição direta da Tirosina Quinase do Linfoma Anaplásico (ALK), um recetor da tirosina quinase. O fármaco e o seu metabolito ativo, o M4, ligam-se diretamente à proteína ALK e suprimem a sua atividade enzimática, particularmente no caso das proteínas de fusão anómalas resultantes de um reordenamento genético. Esta ação suprime a cascata de transdução de sinal que tem origem no recetor ALK desregulado.


⬇️ Supressão das Cascatas Mecânicas de Sobrevivência

A inibição da ALK modifica vias fundamentais a jusante ao impedir a fosforilação e a subsequente ativação de proteínas sinalizadoras como a STAT3 e a AKT. Esta modificação na rede de sinalização da célula interrompe os sinais habituais de pró-sobrevivência, proliferação e anti-apoptóticos (que impedem a morte celular). Esta sequência altera a rede de sinalização, resultando na diminuição da proliferação e da viabilidade das células que apresentam dependência da via ALK.


Atuação nos Mecanismos do Sistema Nervoso Central (SNC)

Uma caraterística mecânica distintiva do alectinib é a sua capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica (BHE). Isto permite que o medicamento ative o seu mecanismo de ação primário — a inibição da ALK — dentro do sistema nervoso central, permitindo a supressão da atividade da ALK nesse domínio fisiológico.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Alecensa

A utilização do Alecensa (alectinib) é definida por um conjunto rigoroso de instruções regulamentares relativas à sua administração oral, esquema posológico e condições necessárias para a ingestão. O medicamento é fornecido em cápsulas duras de 150 mg e é consistentemente administrado por via oral.

Instrução Detalhe
Posologia Padrão O regime inicial padrão consiste em 600 mg de alectinib, tomados duas vezes por dia, estabelecendo uma ingestão diária total de 1.200 mg.
Instruções de Toma A administração deve ocorrer com alimentos para garantir a correta entrega farmacológica.
Manuseamento das Cápsulas As cápsulas duras devem ser engolidas inteiras; o conteúdo não deve ser aberto, esmagado ou dissolvido.
Protocolo de Dose Esquecida Se uma dose planeada for esquecida ou se o doente vomitar após a toma, a dose seguinte deve ser tomada à hora prevista, sem ingerir uma dose extra ou dupla para compensar.

Condições Procedimentais e de Duração

O tratamento deve ser iniciado sob a supervisão de um médico com experiência em terapêuticas oncológicas e apenas após a confirmação do estado ALK-positivo da doença. A duração da utilização depende do contexto clínico: na doença metastática, a administração prossegue até à progressão da doença ou ao surgimento de toxicidade inaceitável. Inversamente, no contexto adjuvante, o protocolo estabelece um período fixo de dois anos de administração, ou até à recorrência ou toxicidade inaceitável.

Os ajustes de dose são procedimentais, envolvendo etapas de redução definidas de 150 mg duas vezes por dia, caso seja necessária uma modificação; a dose de 300 mg duas vezes por dia serve como a dose mínima tolerada antes da interrupção obrigatória. É necessária uma alteração específica na dose inicial por razões fisiológicas: em casos de insuficiência hepática grave (Child-Pugh C), a dose inicial é reduzida para 450 mg por via oral, duas vezes por dia.

Este protocolo abrangente estrutura a utilização normalizada do medicamento de acordo com as especificações regulamentares.

Evidência clínica recente

Visão Geral da Investigação sobre o Alectinib

A investigação clínica sobre o Alecensa (alectinib) tem-se focado principalmente na sua utilização para tratar tipos específicos de cancro do pulmão de células não pequenas (CPCNP) que apresentam um marcador genético específico, a proteína de fusão ALK. Os estudos avaliaram de que forma o tratamento com alectinib afeta a progressão da doença, a sobrevivência global e a taxa de resposta, em comparação com outras terapêuticas padrão. A investigação nesta área está em constante evolução para determinar as estratégias posológicas ideais e os perfis de segurança a longo prazo em diversas populações de doentes.


Principais Resultados de Ensaios Clínicos

Os grandes ensaios clínicos aleatorizados e controlados forneceram a base para compreender o papel do alectinib. Estes estudos envolveram frequentemente doentes que não tinham recebido tratamento prévio para o CPCNP avançado com ALK positivo, bem como doentes cuja doença progrediu após uma terapia anterior. Os resultados indicaram consistentemente que o tratamento com alectinib estava associado a medidas de controlo da doença.

Fase do Ensaio Foco Principal da Investigação Resultado Comparativo (Referência)
Fase III A Eficácia no Tratamento Inicial Os resultados indicaram uma diferença potencial na sobrevivência livre de progressão em comparação com um fármaco de controlo.
Fase III B Atividade no Sistema Nervoso Central A investigação examinou o efeito nas metástases cerebrais, registando determinadas observações na resposta tumoral intracraniana.

Avaliação Contínua

Os dados de vida real (RWE) e os estudos de Fase IV continuam a monitorizar a tolerabilidade a longo prazo do alectinib em contextos clínicos mais amplos. Estas avaliações ajudam os investigadores a compreender a consistência dos resultados dos ensaios quando aplicados a populações diversificadas de doentes e auxiliam na vigilância dos resultados a longo prazo e na gestão dos efeitos secundários dos doentes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Alecensa (FAQ)

P: O que significa dizer que o Alecensa deve ser tomado "com alimentos"? R: De acordo com as informações oficiais do produto, o Alecensa é administrado com alimentos para garantir uma exposição sistémica adequada. Estudos demonstraram que tomar o medicamento com uma refeição, particularmente se esta for rica em gorduras e calorias, aumenta significativamente a quantidade de fármaco que entra na corrente sanguínea, em comparação com a toma em jejum.

P: Quais são os efeitos secundários comunicados com maior frequência pelos doentes a tomar Alecensa? R: Os documentos indicam que os efeitos secundários muito frequentes (aqueles que afetam 1 em cada 10 pessoas ou mais) incluem fadiga (cansaço), obstipação (prisão de ventre), edema (inchaço), mialgia (dor muscular) e perturbações visuais. Estes efeitos estão documentados em dados de ensaios clínicos oficiais e relatórios regulamentares.

P: Quais são os potenciais efeitos secundários graves do Alecensa que requerem monitorização médica? R: A informação oficial lista efeitos secundários graves que exigem a monitorização por um profissional de saúde. Estes incluem problemas no fígado (hepatotoxicidade), inflamação nos pulmões (pneumonite) e ritmo cardíaco lento sintomático (bradicardia). Além disso, dores musculares intensas acompanhadas por níveis elevados de Creatina Fosfoquinase (CPK) requerem a monitorização regular de marcadores sanguíneos.

P: O Alecensa aumenta a sensibilidade à luz solar e que precauções são recomendadas? R: Sim, as informações referem que o Alecensa pode causar fotossensibilidade, que é um aumento da sensibilidade ao sol. As orientações recomendam a utilização de proteção solar e que se evite a exposição prolongada ao sol enquanto estiver a tomar o medicamento e durante um período após a última dose.

P: Que tipo de acompanhamento é necessário durante o tratamento com Alecensa? R: A monitorização inclui testes regulares à função hepática e aos níveis de Creatina Fosfoquinase (CPK) (uma enzima relacionada com a saúde muscular), especialmente durante os primeiros meses. O ritmo cardíaco e a tensão arterial também são monitorizados regularmente por um profissional de saúde durante o tratamento.

P: Porque é que são necessárias análises ao sangue frequentes nos primeiros meses de tratamento com Alecensa? R: As análises ao sangue frequentes são necessárias prioritariamente para monitorizar potenciais problemas hepáticos. Os dados sobre a elevação das enzimas hepáticas (hepatotoxicidade) mostram que a maioria dos casos graves ocorreu durante os primeiros 3 meses de tratamento. Esta monitorização frequente inicial ajuda na deteção precoce e na gestão deste risco específico.

P: O Alecensa afeta a visão e quais são os sinais de um efeito secundário relacionado com a visão? R: Sim, as perturbações visuais estão documentadas como um efeito secundário muito frequente. Os doentes que sintam sintomas visuais novos ou que piorem devem procurar orientação médica. Estes sintomas podem incluir visão turva, visão dupla ou a visualização de "moscas volantes" (pontos flutuantes) nos olhos.

P: É comum sentir fadiga ou baixos níveis de energia ao tomar Alecensa? R: Sim, a documentação oficial classifica a fadiga como uma reação adversa muito frequente associada a este medicamento. Isto significa que este efeito secundário está documentado como afetando 1 em cada 10 pessoas ou mais que tomam Alecensa.

P: Com que rapidez surgem habitualmente os efeitos secundários após o início do tratamento com Alecensa? R: O tempo de aparecimento dos efeitos secundários varia. Por exemplo, problemas hepáticos graves ocorrem frequentemente nos primeiros 3 meses de tratamento, e as elevações graves das enzimas musculares (CPK) têm um tempo médio de aparecimento de aproximadamente 15 dias.

P: A dor, sensibilidade ou fraqueza muscular (mialgia) é um efeito secundário conhecido do Alecensa? R: Sim, a mialgia (dor muscular) é um efeito secundário conhecido e está classificada como muito frequente. Foram comunicados casos de dor muscular intensa que pode ser acompanhada por níveis elevados de Creatina Fosfoquinase (CPK), exigindo monitorização profissional.

P: O Alecensa pode causar inchaço nas mãos ou nos pés (edema)? R: Sim, o edema (inchaço periférico nas mãos e nos pés) é uma reação adversa documentada. Segundo as fontes de dados, este é um efeito secundário muito frequente comunicado em doentes que tomam o medicamento.

P: O Alecensa tem um efeito potencial no ritmo cardíaco? R: Sim, o Alecensa pode causar bradicardia, que é um ritmo cardíaco mais lento do que o normal, e este efeito pode ser grave. Por este motivo, o ritmo cardíaco e a tensão arterial são monitorizados regularmente por um profissional de saúde durante o tratamento.

P: O Alecensa pode causar aumento de peso como efeito secundário? R: Sim, o aumento de peso está listado como uma reação adversa muito frequente. Esta classificação indica que este efeito secundário está documentado em 1 de cada 10 pessoas ou mais.

P: Qual é a orientação relativa ao consumo de álcool durante a toma de Alecensa? R: Não está especificada uma interação farmacocinética direta com o álcool. No entanto, o consumo de álcool pode agravar certos efeitos secundários ou aumentar o risco de problemas hepáticos. Os doentes devem ser orientados pelo seu profissional de saúde.

P: O Alecensa pode causar alterações no açúcar no sangue ou nos níveis de eletrólitos? R: Sim, as informações indicam que o Alecensa pode afetar certos parâmetros químicos do sangue, incluindo a hiperglicemia (açúcar elevado no sangue), bem como baixos níveis de sódio (hiponatremia) e de potássio (hipocalemia). Estes níveis são monitorizados por um profissional de saúde.

P: Que informação oficial está disponível sobre o prognóstico a longo prazo para doentes a tomar Alecensa? R: Os dados fornecem informações sobre métricas como a sobrevivência livre de progressão (PFS), que mede o tempo que os doentes vivem sem que o cancro progrida. O prognóstico específico para qualquer doente individual é determinado pelo seu médico assistente.

P: Qual é a diferença entre o Alecensa e outros inibidores da ALK, como o crizotinib ou o lorlatinib? R: O Alecensa é uma terapêutica dirigida utilizada para o CPCNP com ALK positivo. Em ensaios clínicos, observou-se uma diferença nos resultados quando comparado com o inibidor de primeira geração, o crizotinib. O Alecensa é química e mecanisticamente distinto de outros fármacos desta classe.

P: Que tipo de suplementos ou produtos à base de plantas podem interagir com o Alecensa? R: O Alecensa pode inibir certos transportadores de fármacos (P-gp e BCRP), o que poderá aumentar a concentração de outros medicamentos ou suplementos tomados em simultâneo. Os doentes devem informar o médico sobre todos os produtos que tomam.

P: Qual é o risco de desenvolver inflamação pulmonar (pneumonite) ao tomar Alecensa? R: A Doença Pulmonar Intersticial, que inclui a pneumonite (inflamação pulmonar), é uma reação adversa grave comunicada. Está classificada como um efeito secundário pouco frequente, afetando menos de 1 em cada 100 pessoas. Perante a suspeita desta condição, o tratamento é habitualmente interrompido de imediato.

P: O Alecensa pode causar problemas nos rins? R: Sim, o Alecensa pode causar compromisso renal (problemas nos rins), incluindo casos de lesão renal aguda. Se um doente desenvolver problemas renais graves, o médico poderá interromper temporariamente o medicamento ou ajustar a dose após a estabilização.

P: O que é a anemia hemolítica e porque é que está listada como um potencial efeito secundário grave do Alecensa? R: A anemia hemolítica ocorre quando os glóbulos vermelhos são destruídos mais rapidamente do que podem ser produzidos. Esta condição é listada como um efeito secundário grave, mas pouco frequente. Se houver suspeita, o fármaco pode ser temporariamente interrompido ou a dose reduzida por decisão médica.

P: É possível que o cancro progrida ou deixe de responder ao Alecensa com o tempo? R: Sim, o tratamento continua até que o doente sinta a progressão da doença ou o desenvolvimento de toxicidade inaceitável. A progressão significa que o cancro voltou a crescer ou a espalhar-se, indicando que o medicamento já não o está a controlar eficazmente.

Como Alecensa deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação do Alecensa (alectinib)

As cápsulas de Alecensa devem ser conservadas de acordo com requisitos regulamentares específicos para manter a estabilidade do produto. As condições de conservação devem ser mantidas a uma temperatura igual ou inferior a 30°C, e o medicamento deve ser protegido da luz e da humidade. É obrigatório manter as cápsulas no frasco original, que deve permanecer bem fechado num local seco. O medicamento não deve ser congelado.

Para a segurança das crianças, o Alecensa deve ser guardado fora do seu alcance e da sua vista.

As normas oficiais de eliminação proíbem o descarte de cápsulas não utilizadas ou fora do prazo de validade na sanita ou no lixo doméstico comum. Os doentes devem consultar um profissional de saúde ou o farmacêutico para obter instruções sobre a eliminação correta de resíduos farmacêuticos, a qual deve cumprir os regulamentos locais e nacionais relativos a resíduos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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