Albicar

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Albicar

O que é o Albicar? Uma Visão Geral

Propriedade Descrição
Substância ativa Levocarnitina (L-carnitina)
Formas Principais Comprimidos, Solução Oral, Solução Injetável
Classe Farmacológica Derivado de Aminoácidos, Agente Metabólico
Objetivo Geral Corrige a deficiência de carnitina (hipocarnitinemia)
Origem Molécula endógena (sintetizada naturalmente no organismo)

A Substância Ativa: Identidade e Papel da Levocarnitina

O Albicar é um medicamento sujeito a receita médica, classificado como um Agente Metabólico, que contém a levocarnitina (L-carnitina) como a sua única substância ativa. Esta identidade é fundamentada por estudos farmacológicos que confirmam a sua designação como um Derivado de Aminoácidos.

A levocarnitina é uma molécula endógena produzida naturalmente no corpo humano, sendo sintetizada a partir dos aminoácidos essenciais lisina e metionina. A formulação fornece o isómero L puro da carnitina, que é clinicamente reconhecido pela sua funcionalidade metabólica, distinguindo-se de análogos menos eficazes ou potencialmente disruptivos. Esta abordagem garante uma suplementação direcionada para repor os níveis deficientes desta substância crítica de ocorrência natural no organismo.


Objetivo Geral e Princípio do Mecanismo

O objetivo geral do Albicar é prevenir e corrigir um diagnóstico de deficiência de carnitina, um estado em que a carnitina insuficiente pode comprometer a função celular normal. A levocarnitina atua como uma molécula transportadora crucial que facilita o transporte de ácidos gordos de cadeia longa para as centrais energéticas da célula, as mitocôndrias.

Esta ação de transporte essencial é necessária para permitir a oxidação da gordura para a produção de energia. Uma análise do papel da carnitina confirma o seu estatuto como um cofator essencial no metabolismo dos mamíferos, proporcionando um benefício geral na manutenção da função em tecidos que dependem fortemente do metabolismo das gorduras, como o coração e os músculos. O Albicar é disponibilizado em diversas preparações farmacêuticas, incluindo as formas de solução oral e injetável, para se adaptar às várias necessidades de administração dos doentes.

Quais efeitos secundários são possíveis com Albicar?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança documentado do Albicar (levocarnitina) está organizado em torno de efeitos em sistemas corporais específicos e considerações para populações particulares, conforme estabelecido em documentação regulamentar oficial.

Reações Adversas Documentadas

Os efeitos adversos documentados com maior frequência referem-se ao sistema gastrointestinal. Estes são geralmente de intensidade ligeira e podem incluir náuseas, vómitos, cólicas abdominais e diarreia. Uma alteração no odor corporal é também uma reação adversa reconhecida associada ao fármaco, sendo frequentemente descrita como dependente da dose.

Categoria de Reação Adversa Exemplos Documentados
Doenças Gastrointestinais Náuseas, Vómitos, Diarreia, Cólicas abdominais, Gastrite
Perturbações Gerais e no Local de Administração Odor corporal, Reações no local de injeção (para a forma injetável)

Reações Adversas Graves e Restrições Populacionais

Existem reações adversas graves específicas destacadas na informação oficial do produto. Estas incluem reações de hipersensibilidade graves, tais como anafilaxia, edema laríngeo e broncoespasmo. Os relatórios documentam também o potencial para um aumento na frequência ou gravidade das convulsões em doentes com antecedentes de distúrbios convulsivos.

Para doentes com insuficiência renal grave, particularmente os que se encontram em hemodiálise crónica, a informação de segurança aborda o risco de acumulação de metabolitos (TMA e TMAO) decorrente da administração oral prolongada. Adicionalmente, a coadministração com fármacos anticoagulantes coumarínicos, como a varfarina, foi associada a um aumento do Ratio Internacional Normalizado (INR), uma consequência de segurança que requer observação clínica.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A documentação oficial do Albicar (levocarnitina) fornece orientações específicas sobre o perfil clínico documentado em caso de sobredosagem e as respetivas medidas necessárias.

Perfil de Sobredosagem Documentado

Não se encontram formalmente documentados relatos de toxicidade por sobredosagem de levocarnitina nas informações oficiais de prescrição. A única manifestação clínica específica listada após a administração de doses elevadas é a diarreia. Tal indica que, de acordo com os dados oficiais, a consequência principal é o desconforto gastrointestinal, não se verificando toxicidade sistémica com risco de vida.

Classificação Declaração Oficial
Toxicidade Sem relatos de toxicidade documentados
Manifestação Diarreia (em doses elevadas)

Ações de Emergência Necessárias

Embora o perfil oficial indique um baixo risco de toxicidade, as orientações gerais determinam que o tratamento para uma ocorrência de sobredosagem deve ser sintomático e de suporte. A informação de prescrição confirma que não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem por levocarnitina. Em conformidade com o protocolo padrão, deve ser procurada assistência médica imediata perante qualquer evento que seja grave ou inesperado. Para doentes que necessitem de intervenção, a levocarnitina é uma substância facilmente removida do plasma por diálise, uma característica relevante para grupos específicos de doentes.

Usos terapêuticos de Albicar

O que o Albicar trata: principais utilizações e benefícios

O Albicar (Levocarnitina) é frequentemente utilizado para auxiliar na gestão de quadros sintomáticos em condições onde se verifica uma deficiência de carnitina. Este recurso apoia o alívio da carga sintomática global em diversos domínios terapêuticos críticos, sendo o medicamento aplicado muitas vezes quando é necessário um apoio sintomático a curto prazo.

Este fármaco é relevante para a gestão de conjuntos de sintomas que interferem com o conforto diário em condições caracterizadas por manifestações recorrentes ou episódicas ligadas a distúrbios metabólicos, ou em doentes com Doença Renal em Fase Terminal (DRFT) submetidos a hemodiálise. Este suporte contribui para um maior conforto durante os períodos de agravamento dos sintomas.

As principais utilizações terapêuticas incluem a gestão de sinais relacionados com condições que apresentam desconforto sistémico ou localizado associado a problemas metabólicos, bem como sintomas específicos como a fraqueza muscular profunda e a fatigabilidade em doentes com DRFT. Pode também fazer parte da gestão sintomática durante episódios agudos, tais como os associados à toxicidade pelo Ácido Valproico.

“Esta abordagem terapêutica de suporte presta um auxílio que ajuda a mitigar a carga geral dos sintomas.”

Facto Rápido: Apoio em Sintomas Relacionados com Desconforto Físico O Albicar auxilia na manutenção da estabilidade funcional ao gerir sintomas relacionados com o desconforto físico, tais como a fadiga severa e a fraqueza, comuns em condições crónicas e em doentes em diálise.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Não Pode Utilizar o Albicar?

O Albicar (levocarnitina) está oficialmente aprovado para o tratamento da deficiência de carnitina documentada, incluindo a deficiência sistémica primária e a deficiência secundária resultante de erros inatos do metabolismo. Está também aprovado para utilização em doentes com Doença Renal Terminal que realizam diálise. O medicamento está estabelecido para utilização em todos os grupos etários pediátricos, desde lactentes a adolescentes, bem como em adultos.

A utilização é estritamente contraindicada em qualquer doente com hipersensibilidade conhecida ou alergia documentada à levocarnitina ou a qualquer um dos componentes da formulação. Além disso, algumas formulações em solução oral são especificamente contraindicadas para doentes com Intolerância Hereditária à Frutose.

Restrições em populações específicas exigem precaução e monitorização. A administração crónica de doses elevadas de levocarnitina por via oral não é recomendada para doentes com a função renal gravemente comprometida, devido ao risco de acumulação de metabolitos tóxicos. Adicionalmente, o uso requer cautela em indivíduos com um histórico de crises convulsivas pré-existentes, uma vez que os documentos oficiais relatam um risco de aumento da frequência ou gravidade das convulsões. Durante a gravidez e a amamentação, a utilização é condicional e aconselhada apenas se o benefício superar claramente o risco potencial, devido à inexistência de estudos humanos adequados.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A informação oficial de prescrição do Albicar (levocarnitina) descreve padrões de interação específicos e estabelece restrições definidas quanto aos procedimentos, populações e modo de administração.

Âmbito das Interações

Categoria Declaração Oficial
Interação Farmacodinâmica A coadministração com varfarina e outros anticoagulantes coumarínicos pode estar associada a um aumento do Rácio Internacional Normalizado (INR).
Restrição Relacionada com a Interação O uso requer a monitorização obrigatória dos níveis de INR após o início do tratamento ou ajuste da dose.
Nota Específica para Populações Doentes com função renal gravemente comprometida ou em diálise apresentam risco de acumulação dos metabolitos trimetilamina (TMA) e N-óxido de trimetilamina (TMAO) com doses orais elevadas e crónicas.
Regras de Temporização A solução oral deve ser consumida lentamente e as doses devem ser espaçadas uniformemente ao longo do dia para maximizar a tolerância.

Estrutura Oficial de Interação

A estrutura de interação é definida por uma restrição de procedimento obrigatória na coadministração com anticoagulantes, o que exige a monitorização do INR devido a uma potenciação farmacodinâmica documentada. Este cenário é classificado como uma situação de utilização com precaução. Um elemento central do perfil regulamentar é a restrição populacional, que detalha o risco de acumulação dos metabolitos TMA e TMAO em doentes com compromisso da função renal. Além disso, a informação de prescrição inclui restrições de administração específicas para a solução oral, permitindo que esta seja misturada com alimentos líquidos ou bebidas, exigindo, no entanto, um consumo lento e com intervalos regulares entre as doses.

Mecanismo de ação

Como o Albicar Atua: Mecanismo e Ação Biológica

A ação do Albicar é definida por um processo altamente seletivo que visa a maquinaria fundamental das células fúngicas.


1. Inibição da Produção de Ergosterol Fúngico

Este mecanismo central envolve a atuação do Albicar como um inibidor não competitivo da enzima fúngica lanosterol 14-alfa-desmetilase. Esta ação bloqueia uma etapa crítica na via de biossíntese do ergosterol, que é essencial para a sobrevivência microbiana. Este domínio inicia a cascata mecanística que resulta numa grave deficiência estrutural na célula fúngica, o que leva ao comprometimento da proliferação celular.


2. Desestabilização da Membrana Celular Fúngica

Ao impedir a formação de ergosterol e causar a acumulação de intermediários tóxicos de esteróis 14-alfa-metilados, o Albicar compromete fundamentalmente a integridade estrutural e a fluidez da membrana celular fúngica. Isto resulta na principal consequência fisiológica do mecanismo: a alteração da permeabilidade celular e a inibição da proliferação fúngica, resultando em efeitos fungistáticos (inibição do crescimento) e fungicidas (morte celular) sobre o microrganismo.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Albicar

A administração do Albicar (Levocarnitina) é efetuada de acordo com um regime definido pelas autoridades regulamentares, com instruções específicas que regem a via, a dosagem, a frequência e o contexto de administração. O medicamento é oficialmente utilizado através de dois métodos principais: a administração oral, tipicamente para suplementação crónica, e a injeção intravenosa (IV), reservada para episódios metabólicos agudos ou para utilização em doentes submetidos a hemodiálise.


Diretrizes Oficiais de Administração

O protocolo de dosagem estabelecido requer uma atenção rigorosa ao método e ao momento da administração, garantindo que o produto é utilizado estritamente conforme descrito no rótulo regulamentar.

Entidade de Instrução Diretriz Baseada na Regulamentação
Via de Administração Oral (comprimidos/solução) e injeção Intravenosa (IV).
Dosagem Oral em Adultos A manutenção padrão varia entre 1 a 3 gramas diários, tomados em doses divididas.
Dosagem IV (DRFT/Diálise) 10 a 20 mg/kg de peso seco, administrados após cada sessão de hemodiálise.
Dosagem IV (Crise Aguda) Dose inicial de 50 mg/kg, seguida de doses divididas ao longo de 24 horas.

Instruções Contextuais e Procedimentais

A utilização do Albicar exige a adesão a etapas procedimentais específicas para garantir a administração correta. As doses de solução oral devem, geralmente, ser tomadas durante ou após as refeições e devem ser consumidas lentamente. Para a via intravenosa, a injeção deve ser administrada como um bolus lento de 2 a 3 minutos ou por perfusão. A solução injetável é compatível com soluções padrão, tais como o Cloreto de Sódio a 0,9%.

Relativamente a populações específicas, a utilização a longo prazo de doses orais elevadas (superiores a 1 g por dose) não é recomendada em doentes com insuficiência renal grave, incluindo aqueles em diálise. Os doentes pediátricos iniciam o tratamento com uma dose baseada no peso de 50 mg/kg/dia, com um limite máximo de 3 gramas diários.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre o Albicar (Levocarnitina)


Evidência para o uso na Deficiência Sistémica Primária de Carnitina

A base de investigação para a administração de Albicar em indivíduos com deficiência sistémica primária de carnitina, uma condição caracterizada por um desequilíbrio funcional, tem-se focado largamente na observação clínica a longo prazo. Devido ao facto de se tratar de uma condição hereditária rara, a realização de Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) de grande escala e controlados por placebo não é habitualmente viável. Em vez disso, a evidência tem sido derivada de relatos de casos clínicos abrangentes, séries de casos e estudos observacionais de longo prazo que monitorizam os indivíduos afetados.

Os estudos reportaram aumentos mensuráveis nos níveis totais e livres de carnitina plasmática na população observada. As descrições de casos registaram medições de parâmetros da função cardíaca e escalas de função física nas populações acompanhadas. Uma vez que a evidência assenta em séries de casos, o grau de certeza proporcionado por grandes ensaios controlados não está disponível.


Evidência para o uso na Deficiência de Carnitina Secundária em Doentes em Diálise

A base de investigação para a deficiência de carnitina secundária em doentes com Doença Renal Terminal em hemodiálise inclui múltiplos ECA, revisões sistemáticas e metanálises. Estes ensaios examinaram principalmente resultados reportados pelos doentes sobre o desconforto percebido, focando-se especificamente na frequência e gravidade de cãibras musculares e fadiga severa.

Os estudos monitorizaram alterações na concentração plasmática de carnitina após a administração de levocarnitina nos doentes. Alguns ensaios reportaram dados relacionados com mudanças na gravidade relatada dos sintomas musculares. As conclusões relativas a resultados não sintomáticos (como perfis lipídicos ou marcadores de anemia) foram mistas e variaram significativamente entre os estudos.


O que ainda é incerto na investigação sobre o Albicar

Embora exista um corpo significativo de investigação, diversas áreas permanecem sujeitas a discussão científica contínua. Estas incluem a inconsistência nos resultados para parâmetros não sintomáticos em doentes em diálise; a elevada variabilidade (heterogeneidade) no desenho dos ensaios e na dosagem entre os estudos; e a informação limitada sobre resultados a longo prazo além dos períodos de acompanhamento habitualmente observados de seis a doze meses.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas Frequentes sobre o Albicar (FAQ)

P: O Albicar é um tipo de antibiótico ou outra substância?

R: De acordo com os documentos oficiais, o Albicar (levocarnitina) é classificado como um Derivado de Aminoácido e um Agente Metabólico. O seu objetivo geral é corrigir a deficiência de carnitina, um estado em que o organismo possui níveis insuficientes desta substância. Não atua contra células microbianas como um antibiótico.

P: Quais são os efeitos secundários mais frequentemente relatados com o Albicar?

R: A informação de prescrição oficial descreve que os efeitos adversos documentados com maior frequência referem-se ao sistema gastrointestinal. Estes podem incluir experiências como náuseas, vómitos, cólicas abdominais e diarreia. Além disso, uma alteração no odor corporal é um efeito reconhecido e relacionado com a dose, registado no perfil de segurança do fármaco.

P: O Albicar pode afetar o meu sono?

R: Os resumos oficiais de segurança do medicamento não reportam de forma consistente a insónia ou distúrbios do sono como efeitos adversos frequentes. No entanto, os documentos oficiais referem o potencial para efeitos neurológicos, como um risco aumentado de convulsões em doentes com histórico de distúrbios convulsivos.

P: É normal sentir tonturas após começar a tomar Albicar?

R: Os materiais oficiais de segurança para o doente listam por vezes as tonturas como um possível efeito secundário que pode ocorrer durante o uso da medicação. Os efeitos secundários são descritos nos perfis de segurança oficiais para fins informativos; as experiências individuais podem variar.

P: Existem estudos oficiais sobre a segurança a longo prazo do Albicar?

R: A evidência científica inclui observações clínicas de longa duração em pessoas com deficiência primária de carnitina, que é uma condição hereditária rara. Para outros usos aprovados, os estudos por vezes referem informações limitadas quanto a resultados a longo prazo além dos períodos de acompanhamento padrão. Adicionalmente, a informação de segurança oficial adverte especificamente contra a administração crónica de doses orais elevadas em doentes com compromisso renal grave, devido ao risco de acumulação de metabolitos.

P: Que evidência científica sustenta o uso do Albicar?

R: Estudos e informações oficiais indicam que a base de investigação inclui estudos observacionais de longo prazo para a deficiência de carnitina sistémica primária e ensaios clínicos aleatorizados (ECA) focados na deficiência secundária de carnitina em doentes em diálise. Estes ensaios examinam frequentemente resultados reportados pelos doentes, como cãibras musculares e fadiga.

P: Com que rapidez o Albicar começa a atuar?

R: Os dados farmacocinéticos descrevem como o fármaco é absorvido e processado pelo organismo. Após a administração oral em voluntários saudáveis, o medicamento atinge a sua concentração máxima no sangue (Cmax) em aproximadamente 3,3 horas.

P: Quanto tempo dura o efeito do Albicar?

R: Os dados farmacocinéticos descrevem o perfil de eliminação do fármaco. Após a administração intravenosa (IV), a semivida média aparente de eliminação terminal é de aproximadamente 17,4 horas nos estudos. Este é o tempo necessário para que metade do medicamento seja eliminado do organismo.

P: O Albicar deve ser tomado todos os dias?

R: As diretrizes oficiais de administração detalham a dosagem para as formulações orais em doses diárias divididas. Para doentes com doença renal terminal em hemodiálise, o uso intravenoso é administrado após cada sessão de hemodiálise, de acordo com o regime definido pelas autoridades.

P: O que acontece se eu me esquecer de uma dose de Albicar?

R: A informação oficial para o doente aconselha a toma da dose esquecida assim que possível, caso se lembre. Se estiver quase na hora da dose seguinte, a informação oficial descreve habitualmente o protocolo de saltar a dose esquecida e continuar o esquema regular. O protocolo também estabelece que não se devem tomar doses duplas ou extra.

P: O Albicar pode ser usado para tratamento a longo prazo?

R: O medicamento está oficialmente aprovado para o tratamento agudo e crónico da deficiência de carnitina. O uso a longo prazo requer monitorização, especialmente em populações específicas. Por exemplo, as informações de segurança oficiais advertem contra a administração crónica de doses orais elevadas em doentes com compromisso renal grave.

P: Existem restrições alimentares durante a toma de Albicar?

R: Não estão listadas restrições alimentares específicas na informação de prescrição oficial. A formulação oral é geralmente aconselhada a ser tomada com ou após as refeições para ajudar a reduzir a possibilidade de efeitos secundários gastrointestinais.

P: O Albicar pode ser tomado com álcool?

R: A informação de prescrição oficial foca-se em interações medicamentosas documentadas e não contém um aviso de interação específico relativo ao consumo de álcool.

P: O Albicar é seguro durante a gravidez?

R: Os documentos oficiais estabelecem que o fármaco deve ser utilizado durante a gravidez apenas se for claramente necessário. Interromper o tratamento em mulheres com deficiência primária de carnitina pode ter consequências graves, pelo que é necessária uma avaliação de risco cuidadosa.

P: As mães que amamentam podem usar Albicar?

R: A decisão de utilizar o fármaco durante a amamentação requer ponderar os riscos para a criança decorrentes da ingestão excessiva de carnitina face aos benefícios da suplementação para a mãe. A levocarnitina é reconhecida como um componente normal do leite humano.

P: Para que faixas etárias o Albicar está geralmente aprovado?

R: De acordo com os documentos oficiais, o Albicar está aprovado para as suas indicações em todos os grupos etários pediátricos, incluindo lactentes a adolescentes, bem como em adultos.

P: O Albicar pode afetar os valores da pressão arterial?

R: Algumas informações oficiais de segurança mencionam a monitorização de sinais de pressão arterial alta ou baixa como um problema potencial. A observação de alterações na pressão arterial pode ser necessária como parte da supervisão médica de rotina.

P: O Albicar interage com pílulas contracetivas?

R: A informação de prescrição oficial documenta interações específicas, como as que ocorrem com anticoagulantes. No entanto, o documento oficial não lista uma interação específica com contracetivos orais.

P: O Albicar causa aumento ou perda de peso?

R: Alterações de peso não constam entre as reações adversas mais comuns nas secções oficiais de segurança da informação de prescrição do medicamento.

P: Existem condições médicas que me impeçam de tomar Albicar?

R: Uma hipersensibilidade ou alergia conhecida ao fármaco ou aos seus componentes é uma contraindicação absoluta. Outras condições que exigem precaução e monitorização incluem o compromisso renal grave e um histórico de crises convulsivas.

P: O Albicar pode afetar o humor ou causar ansiedade?

R: Embora não constem como efeitos secundários comuns, a informação de segurança refere que sinais de uma reação neurológica grave podem incluir sentir-se ansioso ou nervoso, o que pode exigir atenção médica.

P: O Albicar é seguro para crianças?

R: Os documentos oficiais confirmam que o Albicar está aprovado para as suas indicações em todos os grupos etários pediátricos, desde lactentes a adolescentes. O seu uso em crianças está estabelecido para a gestão da deficiência de carnitina. Os protocolos de administração para doentes pediátricos incluem cálculos baseados no peso.

P: O que acontece se eu tomar acidentalmente duas doses de Albicar?

R: A informação oficial para o doente aconselha o contacto imediato com um centro de informação antivenenos ou um serviço de urgência em caso de sobredosagem acidental. O fármaco é administrado sob regimes prescritos para manter níveis apropriados.

P: O Albicar é usado para prevenir ou para tratar uma condição ativa?

R: De acordo com a aprovação oficial, o Albicar é utilizado para a gestão aguda e crónica de doentes com deficiência de carnitina. Este uso inclui o objetivo de prevenir as consequências adversas da deficiência e de tratar a condição ativa.

P: São necessários testes laboratoriais antes de iniciar o Albicar?

R: O diagnóstico de deficiência de carnitina requer geralmente a determinação de concentrações plasmáticas baixas de carnitina livre e outros marcadores metabólicos. Análises ao sangue e a monitorização dos níveis de carnitina são frequentemente necessários para indivíduos que tomam o medicamento.

Como Albicar deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Albicar?

O armazenamento adequado do Albicar é essencial para manter a sua eficácia e segurança. O medicamento deve ser conservado na sua embalagem original, à temperatura ambiente e longe do calor excessivo, da humidade e da luz direta, salvo indicação em contrário na embalagem ou pelo farmacêutico. Um local fresco e seco é geralmente adequado; o armário de medicamentos da casa de banho não é habitualmente recomendado devido à humidade.

Para evitar a ingestão acidental ou o uso indevido, mantenha sempre o Albicar fora da vista e do alcance de crianças e de animais de estimação.

Relativamente à eliminação de Albicar não utilizado ou fora do prazo de validade, não deve deitar o medicamento na sanita nem num ralo, a menos que existam instruções específicas para o fazer. O método preferencial é a utilização de um programa comunitário de recolha de medicamentos. Se tal programa não estiver disponível, misture o medicamento com uma substância desagradável, como terra, areia de gato ou borras de café usadas. Coloque esta mistura num saco de plástico selado e coloque-o no lixo doméstico. Remova ou oculte sempre as informações pessoais de todas as embalagens do medicamento antes da eliminação.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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