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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Adport

O que é o Adport? Uma Visão Geral sobre o Tacrolimus

Propriedade Descrição
Substância ativa Tacrolimus (FK-506)
Forma farmacêutica Cápsulas duras (formas orais de libertação imediata e prolongada)
Classe farmacológica Inibidor da Calcineurina (ICN)
Utilização comum Prevenção de rejeição de órgãos (sobrevida do enxerto)
Origem Semissintético (derivado da fermentação de S. tsukubaensis)

Que Tipo de Medicamento é o Adport (Tacrolimus)?

O Adport é um medicamento imunossupressor potente, utilizado para prevenir a rejeição de um órgão recebido durante um transplante. A sua substância ativa é o Tacrolimus, que está oficialmente classificado como um Inibidor da Calcineurina (ICN). Esta classificação significa que o fármaco atua modulando especificamente a resposta imunitária do doente. O Tacrolimus constitui um componente fundamental nos cuidados pós-transplante, sendo utilizado para garantir que o sistema imunitário tolere o aloenxerto. Esta abordagem terapêutica é clinicamente reconhecida como crucial na gestão de transplantes de órgãos sólidos, tanto em grupos de doentes adultos como pediátricos.

Composição, Origem e Formas Disponíveis

O composto ativo Tacrolimus é uma lactama macrólida semissintética derivada do produto natural da bactéria do solo Streptomyces tsukubaensis. Esta origem única define a sua estrutura química complexa. Como produto de substância única, o Adport é formulado para administração sistémica por via oral, sendo habitualmente disponibilizado em cápsulas duras. O Tacrolimus está disponível tanto numa formulação de libertação imediata (IR) como numa formulação de libertação prolongada (ER). A disponibilidade destas distintas formas farmacêuticas orais proporciona flexibilidade terapêutica, o que é essencial para a gestão de um fármaco com um índice terapêutico estreito.

Objetivo Principal: Apoiar a Sobrevida do Enxerto

O objetivo primordial do Adport é a profilaxia a longo prazo da rejeição de transplantes alogénicos, através da supressão da atividade dos linfócitos T do sistema imunitário. O Tacrolimus atua inibindo seletivamente a função da enzima calcineurina no interior destes glóbulos brancos fundamentais. Ao interromper esta via de sinalização, o Adport reduz a capacidade do organismo de organizar uma defesa destrutiva e forte contra o órgão doado, apoiando assim diretamente a sobrevida do enxerto e o sucesso funcional. Um cenário de utilização típico envolve o seu início imediatamente após a cirurgia de transplante, de forma a estabelecer a imunossupressão essencial.

Quais efeitos secundários são possíveis com Adport?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficial do Adport (tacrolimus) estruturou-se em torno dos riscos inerentes à imunossupressão necessária, os quais estão formalmente documentados em classificações de segurança regulamentares. Este perfil abrangente inclui reações adversas categorizadas pela sua frequência e pelo sistema orgânico afetado, garantindo uma compreensão clara das características de segurança do fármaco.


Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas são classificadas com base na incidência relatada em ensaios clínicos, variando de Muito Frequentes a Raras. Os efeitos Muito Frequentes (que ocorrem numa proporção igual ou superior a 1 em cada 10 doentes) incluem frequentemente tremores, dores de cabeça, diarreia, náuseas, hipertensão e anomalias na função renal. Refira-se que muitos dos efeitos gastrointestinais e neurológicos são notificados com maior frequência durante a fase inicial da terapêutica.


Classes de Sistemas de Órgãos e Reações Adversas Graves

Os efeitos encontram-se organizados por diversas Classes de Sistemas de Órgãos, incluindo as classes Renal e Urinária, Sistema Nervoso e Infeções e Infestações. Os documentos oficiais destacam várias Reações Adversas Graves associadas à utilização:

  • Infeções Graves: O risco de infeções oportunistas (por exemplo, relacionadas com o vírus BK ou Citomegalovírus) é classificado como uma preocupação de segurança significativa.
  • Tumores (Malignidades): Existe um potencial aumentado para o desenvolvimento de cancros, nomeadamente a Doença Linfoproliferativa Pós-Transplante (PTLD) e malignidades cutâneas, o que está associado à exposição a longo prazo.
  • Toxicidade de Órgãos: Os riscos de nefrotoxicidade (danos nos rins) e neurotoxicidade (por exemplo, convulsões, encefalopatia) agudas e crónicas estão proeminentemente documentados.

Restrições de Segurança e Populações Especiais

O medicamento é oficialmente descrito como tendo um Índice Terapêutico Estreito, o que exige uma Monitorização Terapêutica do Fármaco (TDM) rigorosa para assegurar que as concentrações sanguíneas permanecem dentro de um intervalo terapêutico definido e estreito. As declarações de segurança também fornecem contexto para grupos específicos de doentes; por exemplo, doentes com insuficiência hepática grave apresentam uma depuração reduzida do fármaco, o que pode exigir uma gestão clínica cuidadosa.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem com Adport: Procedimentos e Sinais de Alerta

A suspeita de uma sobredosagem com Adport (tacrolimus) exige assistência médica imediata, devido ao potencial de toxicidade grave e com risco de vida, conforme documentado nas fontes regulamentares oficiais.


Manifestações de Sobredosagem Documentadas

As informações oficiais de prescrição listam várias manifestações que podem ser observadas em casos de exposição excessiva. Estas incluem sintomas neurológicos, tais como tremores, dores de cabeça, confusão, falta de equilíbrio e cansaço extremo. Estão também documentadas perturbações gastrointestinais, como náuseas, vómitos e diarreia, juntamente com sinais sistémicos, como urticária e inchaço dos braços ou pernas (edema periférico).


Consequências Graves e Intervenções Necessárias

O principal risco associado à exposição excessiva é a nefrotoxicidade aguda (danos nos rins), que se apresenta frequentemente com níveis elevados de creatinina, e a neurotoxicidade, que inclui o risco de condições como a Síndrome de Encefalopatia Posterior Reversível (PRES). A hipertensão e a hipercaliemia (níveis elevados de potássio) são outros resultados graves documentados. O perfil regulamentar observa que doentes com insuficiência hepática apresentam um risco acrescido de toxicidade.


Gestão Clínica e Monitorização

A gestão clínica está oficialmente limitada ao tratamento sintomático e de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico. O fármaco não é facilmente removido por hemodiálise. A ação médica imediata envolve cuidados urgentes, bem como a monitorização próxima e frequente das concentrações residuais no sangue total e da função renal, que são necessárias para orientar a redução da dose ou a interrupção temporária da medicação sob supervisão médica.

Usos terapêuticos de Adport

Para que é utilizado o Adport e como funciona

O Adport é um medicamento que contém a substância ativa tacrolimus, pertencente a um grupo de fármacos conhecidos como imunossupressores. O objetivo principal deste tratamento é controlar a resposta imunitária do organismo, sendo essencial para doentes que foram submetidos a transplantes de órgãos.

Quando um doente recebe um órgão novo, como um rim ou um fígado, o sistema imunitário pode identificar o órgão transplantado como um corpo estranho e tentar atacá-lo. Esta reação é designada por rejeição do transplante. O Adport atua reduzindo a atividade do sistema imunitário, ajudando o corpo a aceitar o novo órgão e permitindo que este funcione corretamente.

Principais utilizações clínicas

Este medicamento é habitualmente prescrito em duas situações principais relacionadas com o transplante:

  • Prevenção da rejeição: É utilizado para evitar que o organismo rejeite um novo rim ou fígado logo após a cirurgia de transplante.
  • Tratamento da rejeição persistente: Pode ser indicado para tratar episódios de rejeição em doentes que não responderam adequadamente a outros tratamentos imunossupressores anteriores.

Benefícios esperados

O benefício central do tratamento com Adport é o aumento da probabilidade de sobrevivência do órgão transplantado a longo prazo. Ao suprimir de forma controlada as defesas do organismo, o medicamento previne danos no tecido do novo órgão, o que é fundamental para a saúde e estabilidade do doente transplantado. O sucesso da terapia depende da manutenção de níveis adequados do fármaco na corrente sanguínea, conforme determinado pela monitorização médica regular.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Adport?

A elegibilidade para o Adport (tacrolimus) é rigorosamente definida por critérios regulamentares, baseando-se prioritariamente no estado de transplante do doente e em contraindicações específicas.


Âmbito de Elegibilidade Declaração Regulamentar Oficial
Populações Autorizadas Aprovado para doentes adultos e doentes pediátricos (para transplantes de fígado) para prevenir a rejeição em recetores de transplante renal, hepático ou cardíaco.
Populações Contraindicadas Proibido para doentes com hipersensibilidade conhecida ao tacrolimus, a qualquer um dos excipientes da formulação ou a outros derivados de macrólidos.
Regras para Condições Específicas A insuficiência hepática grave exige precaução e uma possível dose inicial mais baixa devido à redução da depuração do fármaco. A função renal requer monitorização obrigatória. Doentes de ascendência africana podem necessitar de dosagens mais elevadas para atingir as concentrações sanguíneas pretendidas.
Gravidez e Amamentação O uso durante a gravidez pode causar danos fetais; a utilização apenas se justifica se o benefício potencial superar o risco. Na amamentação, deve considerar-se a descontinuação do aleitamento.
Restrições Não é permutável nem substituível por outras formulações de tacrolimus. Não se recomenda a utilização simultânea com ciclosporina ou sirolimus (em determinados transplantes).

A elegibilidade é determinada por estas classificações regulamentares formais e não se baseia em recomendações gerais de segurança ou utilizações fora das indicações aprovadas.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Adport (tacrolimus) apresenta inúmeras interações potenciais com outros medicamentos, produtos à base de plantas e alimentos. Estas interações podem elevar ou reduzir significativamente os níveis de Adport no sangue, aumentando o risco de efeitos secundários graves ou reduzindo a sua eficácia, o que poderia levar à rejeição do transplante. É essencial uma monitorização próxima e ajustes na dose por parte de um profissional de saúde quando se toma Adport em conjunto com outras substâncias.


Medicamentos que aumentam os níveis de Adport (Risco de Toxicidade)

Estes medicamentos podem abrandar o metabolismo do Adport, aumentando a sua concentração no organismo. Exemplos incluem os agentes antifúngicos (como o cetoconazol, fluconazol e voriconazol), antibióticos macrólidos (como a eritromicina e a claritromicina), certos inibidores da protease do VIH (como o ritonavir) e bloqueadores dos canais de cálcio (como o diltiazem e o verapamil).


Medicamentos que diminuem os níveis de Adport (Risco de Rejeição)

Estes medicamentos podem acelerar o metabolismo do Adport, reduzindo a sua concentração. Exemplos incluem a rifampicina (um antibiótico), anticonvulsivantes (como a fenitoína e a carbamazepina) e a Erva de São João (um suplemento à base de plantas).


Outras Interações Importantes

Tipo de Interação Exemplos Risco/Consequência
Fármacos Nefrotóxicos/Neurotóxicos Aminoglicosídeos, AINEs (ex: ibuprofeno), Ganciclovir Aumento do risco de danos nos rins e nos nervos
Fármacos que aumentam o potássio Inibidores da ECA, Diuréticos poupadores de potássio Risco acrescido de hipercaliemia (níveis elevados de potássio)
Alimentos e Bebidas Toranja ou sumo de toranja Pode aumentar significativamente os níveis de Adport; deve ser evitado
Outros Imunossupressores Ciclosporina O uso concomitante não é recomendado devido ao aumento da toxicidade

Informe sempre o seu médico ou farmacêutico de todos os medicamentos (com ou sem receita médica) e produtos à base de plantas que está a utilizar antes de iniciar ou interromper qualquer novo tratamento.

Mecanismo de ação

Como o Adport Atua: Focagem na Ativação das Células T

O Adport (tacrolimus) atua através de uma intervenção ao nível molecular para suprimir a resposta imunitária adaptativa. O seu mecanismo é altamente específico, visando a sinalização celular necessária para a ativação, proliferação e função dos linfócitos T.


Ligação Intracelular e Bloqueio Enzimático

O mecanismo inicia-se com a ligação do fármaco à proteína intracelular FKBP12, formando um complexo inibidor. Este complexo inibe depois, de forma seletiva, a calcineurina, uma enzima fundamental das células T. Esta inibição foca-se no interruptor enzimático crucial que controla o sinal de prontidão da célula imunitária, resultando num bloqueio funcional ao nível molecular.


Interrupção da Cascata Imunitária ao Nível Genético

Ao inibir a calcineurina, o fármaco bloqueia a desfosforilação e a subsequente entrada no núcleo do fator de transcrição NFAT. Esta supressão impede que a célula T ative os genes necessários para sintetizar mensageiros imunitários vitais, como a Interleucina-2 (IL-2). Esta modificação das etapas moleculares iniciais resulta na consequência fisiológica de limitar a proliferação e a diferenciação das células T, o que define as alterações fisiológicas resultantes.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Adport: Orientações de Administração

O Adport (tacrolimus) é utilizado para estabelecer e manter a imunossupressão após o transplante de órgãos sólidos. A administração é feita prioritariamente por via oral, através de cápsulas duras, existindo uma alternativa de perfusão intravenosa (IV) temporária para doentes impossibilitados de ingerir medicação oral. O esquema de administração é definido pela formulação prescrita: as cápsulas de libertação imediata devem ser tomadas em duas doses diárias divididas, ao passo que as formas de libertação prolongada são concebidas para uma única administração diária.

A regularidade em relação às refeições é obrigatória para garantir uma absorção estável. A formulação de libertação prolongada tem de ser tomada em jejum (uma hora antes ou duas horas após uma refeição). Já a forma de libertação imediata deve ser tomada de forma consistente todos os dias, com ou sem alimentos. Embora a terapia inicial se baseie no peso corporal, a dose de manutenção exata é individualizada, dependendo da Monitorização Terapêutica do Fármaco (TDM) através de análises ao sangue total para manter uma concentração residual específica.

Certos grupos de doentes requerem cuidados específicos; por exemplo, doentes com função hepática comprometida iniciam geralmente o tratamento com uma dose no limite inferior do intervalo recomendado. Para uma utilização correta, as cápsulas devem ser engolidas inteiras, não podendo ser esmagadas nem mastigadas. O consumo de toranja ou do seu sumo deve ser estritamente evitado, pois pode alterar os níveis do fármaco de forma imprevisível. É fundamental notar que as formulações de libertação imediata e de libertação prolongada não são permutáveis, não devendo ser substituídas uma pela outra numa base de miligrama por miligrama.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Adport (Tacrolimus)

Evidência para a Prevenção de Rejeição de Órgãos (Profilaxia)

A investigação principal sobre o Adport centrou-se na sua avaliação para a profilaxia da rejeição de órgãos. A base de evidência para a profilaxia inclui inúmeros ensaios clínicos aleatorizados (RCTs) de grande escala e revisões sistemáticas abrangentes.

Estes ensaios analisaram resultados que refletem o equilíbrio sistémico ou funcional, especificamente através da monitorização dos resultados do doente e do enxerto relacionados com a função do órgão e a frequência de episódios de rejeição aguda. Esta investigação foi avaliada em adultos e doentes pediátricos que receberam novos transplantes, incluindo rim, fígado e coração. A investigação destaca as alterações medidas durante o período do estudo, com conclusões que descrevem padrões observados nos estudos relacionados com a função sustentada e a estabilidade do enxerto.

No entanto, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para todas as populações, e foi observada heterogeneidade (variação) nos desenhos de estudo em alguns casos. Embora a base de evidência global para esta utilização principal seja extensa, os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas.


Evidência para o Tratamento de Rejeição de Órgãos Estabelecida

A investigação também explorou a utilização do Adport em doentes que já experienciaram um episódio de rejeição aguda de órgãos. Estes estudos focaram-se em condições associadas a episódios agudos ou disruptivos. A evidência para esta utilização deriva frequentemente de ensaios aleatorizados mais pequenos e de contextos observacionais que avaliam o funcionamento na vida quotidiana, onde outras abordagens terapêuticas tinham sido avaliadas.

Estes estudos monitorizaram resultados que descrevem alterações episódicas ou agudas relacionadas com a rejeição e os resultados subsequentes relacionados com o esforço ou stress fisiológico no órgão transplantado. Uma vez que estas situações envolvem condições complexas, caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas, a evidência é limitada em comparação com os ensaios de prevenção primária.


Investigação sobre Diferentes Formulações (IR vs. ER)

A investigação analisou diferentes formas orais de tacrolimus: cápsulas de libertação imediata (IR) e de libertação prolongada (ER). O objetivo principal foi avaliar se estas proporcionavam ao organismo uma quantidade comparável de exposição ao fármaco. Foram aplicados estudos de bioequivalência em contextos de investigação onde os níveis sanguíneos são críticos. Os dados mostram padrões relacionados com uma exposição sistémica comparável.


Investigação a Longo Prazo e Durabilidade dos Resultados

Foi realizada investigação para acompanhar resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade em coortes de doentes observados além do primeiro ano. A investigação que explora a forma como os resultados do doente e do enxerto evoluem ao longo da vida de um doente ainda está a emergir, e a investigação nesta área continua em curso.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Adport (FAQ)


P: O Adport é um tipo de antibiótico?

O Adport está oficialmente classificado como um medicamento imunossupressor, designado por inibidor da calcineurina. Embora a sua substância ativa, o tacrolimus, esteja quimicamente relacionada com um grupo de compostos derivados de uma bactéria natural do solo, o seu objetivo é suprimir o sistema imunitário do organismo para evitar a rejeição de órgãos. Não é utilizado para tratar infeções bacterianas como um antibiótico.


P: Existe uma versão genérica do Adport disponível?

Sim, a substância ativa do Adport, o tacrolimus, está disponível em versões genéricas aprovadas pelas entidades reguladoras. Os doentes podem receber o medicamento de marca Adport ou uma formulação genérica aprovada.


P: É normal sentir cansaço ao iniciar o Adport?

A informação oficial do produto indica que o perfil de reações adversas do medicamento pode incluir fadiga ou sensações de astenia (fraqueza). Embora os efeitos secundários comunicados com frequência incluam tremores e dores de cabeça, a gestão eficaz do doente envolve a monitorização e a comunicação de todos os efeitos secundários ao profissional de saúde prescritor.


P: O Adport causa ganho ou perda de peso?

Os documentos oficiais que listam potenciais reações adversas referem que alguns doentes comunicaram alterações no peso corporal, as quais podem incluir tanto o ganho de peso como a perda de peso.


P: O Adport interage com pílulas contracetivas?

O tacrolimus é decomposto no organismo pela enzima CYP3A4 e alguns contracetivos hormonais são também afetados por esta enzima. Esta ligação biológica significa que pode existir uma interação potencial entre o Adport e as pílulas contracetivas. As orientações oficiais sublinham que informar o prestador de cuidados de saúde sobre todos os medicamentos atuais é essencial para uma gestão adequada.


P: O Adport é adequado para doentes idosos?

A informação oficial indica que, em geral, não é necessário um ajuste específico da dose inicial para doentes idosos. No entanto, esta população pode apresentar um risco ligeiramente superior de certas reações adversas, tais como danos renais, e pode necessitar de uma monitorização particularmente cuidadosa.


P: O que acontece se eu me esquecer de tomar o Adport à hora prevista?

No caso de uma dose de Adport ser esquecida, as orientações reguladoras oficiais estabelecem que não deve ser tomada uma dose dupla para compensar a dose em falta. Em vez disso, a instrução é aguardar pela hora da próxima dose agendada para continuar o plano de tratamento.


P: O Adport afeta a capacidade de conduzir ou de utilizar máquinas?

De acordo com os avisos regulamentares, o Adport tem o potencial de causar efeitos no sistema nervoso, incluindo tonturas e sonolência, que podem afetar a visão. Devido a estes possíveis efeitos, a precaução é descrita como necessária ao conduzir ou ao operar máquinas pesadas.


P: O Adport é considerado uma substância controlada?

Não, a substância ativa do Adport, o tacrolimus, não está atualmente classificada como uma substância controlada pela Drug Enforcement Administration (DEA) dos E.U.A. ou por organismos internacionais semelhantes.


P: De que forma o Adport afeta o sono?

A insónia, que é o termo médico para a dificuldade em dormir, está listada nos documentos oficiais como um efeito secundário muito comum associado à utilização de Adport.


P: Posso beber álcool enquanto estiver a tomar Adport?

A informação oficial destinada ao doente descreve que a abstinência ou limitação do consumo de álcool é recomendada devido ao potencial de interação. Isto deve-se ao facto de o álcool poder interagir potencialmente com o medicamento, o que poderá levar a um aumento do risco de ocorrência de efeitos secundários graves.


P: Qual é a semivida do Adport?

A semivida de um medicamento descreve o tempo que o organismo demora a eliminar metade do fármaco. A informação farmacológica oficial do tacrolimus (a substância ativa do Adport) refere que este valor é altamente variável entre indivíduos, mas situa-se geralmente em torno das 30-40 horas em doentes adultos transplantados.


P: O Adport pode causar alterações de humor ou ansiedade?

O perfil oficial de segurança do medicamento inclui relatos de distúrbios do sistema nervoso e psiquiátricos. Estes podem incluir instâncias de ansiedade e alterações de humor, tais como depressão ou labilidade emocional (mudanças rápidas de emoção).


P: O Adport é habitualmente um tratamento de curto ou longo prazo?

O Adport é geralmente considerado um tratamento de longo prazo. A sua função principal é a profilaxia (prevenção) da rejeição de órgãos, o que normalmente requer uma administração contínua durante todo o período em que o órgão transplantado permanecer funcional.


P: Existem fatores genéticos que influenciam a forma como o Adport funciona?

Sim, estudos e informações oficiais confirmam que certos fatores genéticos influenciam a forma como o organismo metaboliza o tacrolimus. Especificamente, variações genéticas na enzima CYP3A5 podem afetar a rapidez com que o fármaco é eliminado, o que pode influenciar a dose inicial necessária para manter os níveis terapêuticos do medicamento.


P: Existe uma dose diária máxima descrita nos documentos reguladores?

Os documentos reguladores referem que a dosagem do Adport é altamente personalizada e depende da Monitorização Terapêutica do Fármaco (TDM) contínua. Embora existam recomendações publicadas para a terapia inicial (frequentemente expressas em mg/kg/dia), não existe uma dose diária máxima universal fixa especificada para o tratamento de manutenção a longo prazo.


P: O Adport pode ser utilizado em pessoas com diabetes?

Os avisos oficiais referem que o Adport (tacrolimus) está associado ao risco de causar Diabetes de Novo Pós-Transplante (NODAT). Devido a este potencial efeito no açúcar no sangue, a monitorização cuidadosa das concentrações de glicose no sangue é descrita como necessária para todos os doentes que recebem este medicamento.


P: O que significa o termo "contraindicado" em relação ao Adport?

Uma contraindicação é um termo utilizado na rotulagem oficial de medicamentos para indicar uma condição ou circunstância específica onde um fármaco não deve ser utilizado. No caso do Adport, isto significa que o medicamento é proibido porque a sua utilização nessa situação poderia levar ao risco de danos graves ou fatais.

Como Adport deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Adport

Requisitos de Armazenamento

As cápsulas de Adport (tacrolimus) devem ser conservadas dentro do intervalo de temperatura definido pelas autoridades regulamentares, geralmente abaixo de 30 °C. Algumas especificações indicam a conservação a uma temperatura ambiente controlada, entre os 20 °C e os 25 °C. O produto tem de ser protegido da humidade e não deve ser refrigerado nem congelado.

As cápsulas devem ser mantidas na sua embalagem original, como o frasco ou o blister, e o recipiente deve estar bem fechado para garantir a estabilidade do medicamento. É fundamental guardar sempre o medicamento fora da vista e do alcance das crianças.


Instruções de Eliminação

A eliminação de Adport não utilizado ou fora do prazo de validade deve seguir as diretrizes oficiais para resíduos farmacêuticos. O método preferencial consiste na devolução do medicamento através de um programa aprovado de retoma de fármacos ou num ponto de recolha autorizado.

Para proteger o meio ambiente, o medicamento não deve ser deitado na sanita nem despejado em ralos ou em qualquer sistema de águas residuais. Caso não esteja disponível um programa de retoma, as cápsulas podem ser misturadas com uma substância indesejável, como terra ou borras de café usadas, num saco selado e colocadas no lixo doméstico, seguindo as orientações governamentais locais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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