Adisar

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Adisar

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Adisar

Que Tipo de Medicamento é o Adisar?

O Adisar é uma preparação farmacêutica sintética que contém a substância ativa sibutramina, um composto estruturalmente relacionado com a classe do ciclobutano. Este medicamento é classificado como um anorexiante de ação central — um tipo de inibidor do apetite — cujo mecanismo principal envolve a inibição da recaptação de monoaminas. A sua ação farmacológica coloca-o na categoria dos Inibidores Seletivos da Recaptação das Monoaminas (ISRM). O Adisar é administrado como um agente oral, disponível na forma farmacêutica de cápsulas, e é designado como um medicamento sujeito a receita médica.


Composição e Objetivo Geral da Sibutramina

O componente central do medicamento é o cloridrato de sibutramina monohidratado, confirmando o Adisar como um produto de ingrediente único que se foca numa via específica contra a obesidade. O objetivo terapêutico geral do Adisar é o seu papel como terapia adjuvante — um tratamento médico de suporte — na gestão clínica da obesidade e na manutenção da perda de peso. Isto significa que o fármaco se destina a auxiliar os doentes a atingir o défice calórico necessário. O composto ativo funciona como um pró-fármaco, cujos metabolitos, desmetilsibutramina e didesmetilsibutramina, exercem a sua função bloqueando a recaptação neuronal de neurotransmissores fundamentais envolvidos na sinalização da fome.


Como o Adisar Ajuda a Reduzir a Ingestão de Calorias

A função de alto nível do Adisar é potenciar os sinais orgânicos de saciedade (a sensação de plenitude) e suprimir o apetite geral. Este efeito é alcançado através da influência do fármaco nos centros de controlo do apetite no cérebro, especificamente ao aumentar a disponibilidade de serotonina e norepinefrina. Ao reforçar estas vias de sinalização naturais, a medicação ajuda os utilizadores a sentirem-se satisfeitos com refeições mais pequenas e durante períodos mais longos. Esta função é fundamental para facilitar a redução da ingestão de alimentos necessária para uma gestão de peso eficaz e sustentada.

Quais efeitos secundários são possíveis com Adisar?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança regulamentar do Adisar (sibutramina) é definido por efeitos documentados que incidem principalmente sobre o Sistema Cardiovascular e o Sistema Nervoso Central, conforme detalhado na informação oficial de prescrição.


Reações Adversas Documentadas

Os efeitos secundários são classificados de acordo com a sua frequência oficial de ocorrência. Consideram-se muito frequentes as reações que ocorrem em mais de um em cada dez doentes, destacando-se as cefaleias e a boca seca.

As reações classificadas como frequentes ocorrem em até um em cada dez doentes e incluem a insónia, o aumento sustentado da pressão arterial (hipertensão), a taquicardia (aumento da frequência cardíaca), a obstipação e a anorexia (perda de apetite). Globalmente, estas reações estão agrupadas por classes de sistemas e órgãos, com efeitos registados nas categorias de Doenças Vasculares, Cardíacas, do Sistema Nervoso e Gastrointestinais.


Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

O risco de segurança mais significativo documentado refere-se aos Eventos Cardiovasculares Adversos Major (MACE). Estas reações graves incluem o enfarte do miocárdio não fatal, o acidente vascular cerebral (AVC) não fatal e a morte cardiovascular, o que resulta em restrições explícitas à utilização do medicamento.

Restrições Específicas na População: O Adisar é formalmente contraindicado em diversos grupos devido ao risco aumentado. Isto inclui doentes com mais de 65 anos de idade e indivíduos com antecedentes de Doença Coronária, Insuficiência Cardíaca Congestiva, certas Arritmias ou historial de AVC. É também contraindicado em doentes com hipertensão não controlada (por exemplo, pressão arterial acima de 145/90 mm Hg) ou compromisso grave da função renal ou hepática.

Restrição de Interação: Devido ao seu mecanismo de ação, o Adisar é contraindicado para utilização com IMAO (Inibidores da Monoaminoxidase) e outros agentes serotonérgicos, uma vez que esta combinação acarreta um aviso regulamentar relativo ao risco de Síndrome Serotoninérgica.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Os documentos oficiais definem o perfil de sobredosagem do Adisar (sibutramina) pelo potencial de estimulação excessiva do sistema nervoso simpático. Deve-se procurar assistência médica de emergência imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem.

Manifestações Documentadas e Resultados Graves

A documentação oficial indica que a sobredosagem pode apresentar-se com sinais clínicos como taquicardia (ritmo cardíaco acelerado), hipertensão (pressão arterial elevada), tonturas e dores de cabeça. Em casos graves, a complicação documentada mais crítica é o potencial desenvolvimento de Síndrome Serotoninérgica.

Os sinais desta reação grave podem incluir agitação, hiperreflexia (reflexos hiperativos), clónus e convulsões. Doentes com condições cardiovasculares pré-existentes apresentam um risco acrescido de resultados adversos graves devido aos efeitos simpatomiméticos do fármaco.

Ações de Emergência e Gestão

Se houver suspeita de sobredosagem, deve-se contactar imediatamente a ajuda médica de emergência. A gestão da sobredosagem limita-se estritamente ao tratamento sintomático e de suporte num ambiente clínico controlado, uma vez que não se conhece nenhum antídoto específico. É necessária uma observação médica rigorosa para a monitorização dos sinais vitais, pressão arterial e função cardíaca.

Usos terapêuticos de Adisar

O que o Adisar Trata: Principais Utilizações e Benefícios

Facto Rápido: Alívio da Fome Excessiva

O medicamento pode contribuir para uma melhor sensação de plenitude e apoia o controlo do apetite, o que auxilia na manutenção da estabilidade funcional dos hábitos alimentares.

O papel terapêutico principal do Adisar, que contém sibutramina, é o de um tratamento adjuvante na gestão clínica da obesidade e para a manutenção sustentada da perda de peso. É habitualmente utilizado em doentes adultos quando um apoio adicional para o controlo do peso é considerado apropriado, conforme confirmado por revisões médicas autorizadas.

O Adisar é aplicado em condições marcadas por um aumento do stresse fisiológico, sendo relevante para atenuar sintomas associados a um Índice de Massa Corporal (IMC) elevado. Proporciona um suporte que pode auxiliar na gestão a longo prazo do excesso de peso corporal. O medicamento é utilizado em áreas terapêuticas que envolvem respostas intensificadas, sendo pertinente para o alívio de sintomas associados ao apetite excessivo e ao comprometimento da saciedade (a falta de plenitude duradoura). Oferece um alívio de suporte que auxilia na redução da carga global dos sintomas.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Adisar?

A elegibilidade para o Adisar (sibutramina) é estritamente definida pelas diretrizes regulamentares oficiais, classificando as populações entre aquelas a quem o uso é permitido, restrito ou absolutamente proibido.

Uso Elegível e Restrito O Adisar está aprovado como terapia adjuvante para adultos, habitualmente entre os 16 e os 65 anos de idade, que cumpram critérios específicos de Índice de Massa Corporal (IMC) inicial — geralmente ge 30 kg/m², ou ge 27 kg/m² na presença de fatores de risco coexistentes. O uso requer precaução em doentes com insuficiência renal ou hepática de grau ligeiro a moderado.

Inelegibilidade Absoluta (Contraindicações) O medicamento é contraindicado para qualquer doente com antecedentes de doença cardiovascular, incluindo acidente vascular cerebral (AVC), acidente isquémico transitório (AIT), doença coronária ou arritmias cardíacas. É também proibido para pessoas com hipertensão não controlada, perturbações alimentares graves (Anorexia ou Bulimia Nervosa) ou antecedentes de abuso de substâncias. O uso concomitante com inibidores da MAO é igualmente contraindicado.

Idade e Estado Fisiológico O uso é contraindicado em doentes com mais de 65 anos e a segurança não está estabelecida para indivíduos com menos de 16 anos. Além disso, o Adisar é contraindicado durante a gravidez e o aleitamento, devendo as mulheres em idade fértil utilizar métodos contracetivos adequados.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Adisar com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial do Adisar (sibutramina) estabelece limitações específicas relativas à administração concomitante com outros medicamentos e substâncias. Estas limitações são classificadas essencialmente com base em padrões documentados de interações farmacocinéticas (PK) e farmacodinâmicas (PD).

Restrições Formais e Contraindicações

O Adisar é estritamente contraindicado com Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO), sendo necessário um intervalo de separação obrigatório de 14 dias antes de iniciar o Adisar ou após a interrupção de um IMAO. A coadministração com outros anorexiantes de ação central ou inibidores do apetite também não é permitida, devido ao risco farmacodinâmico documentado.

Alterações Metabólicas e de Exposição

O metabolismo dos componentes ativos do Adisar envolve principalmente a enzima CYP3A4, com contribuições das enzimas CYP2C9 e CYP1A2. Quando administrado em conjunto com inibidores potentes da CYP3A4 (tais como o cetoconazol ou a eritromicina), a exposição plasmática (AUC) dos metabolitos ativos do fármaco está oficialmente documentada como aumentando até 23%.

Interações Farmacodinâmicas e com Substâncias

A atividade serotonérgica do fármaco cria um risco documentado de Síndrome Serotoninérgica quando utilizado a par de outros agentes que aumentam a serotonina, incluindo certos antidepressivos e triptanos. É necessária precaução com outros medicamentos que possam aumentar a pressão arterial ou a frequência cardíaca, como os simpaticomiméticos.

O uso concomitante com álcool é desaconselhado devido ao potencial de agravamento dos efeitos nos sistemas cardiovascular e nervoso. Por fim, dados documentados demonstram que o compromisso hepático ligeiro a moderado está associado a níveis plasmáticos elevados dos metabolitos ativos.

Mecanismo de ação

Mecanismo de Ação do Adisar

O Adisar é uma pequena molécula que funciona como um inibidor seletivo da enzima intracelular X-Quinase (X-K). A X-K é expressa predominantemente nas células ósseas e é um componente crítico da rede de sinalização que regula a função das mesmas. Especificamente, esta enzima participa em cascatas de sinalização intracelular que promovem a função e a diferenciação das células de reabsorção óssea, conhecidas como osteoclastos.


Sinalização Intracelular e Catabolismo Ósseo

A inibição direta da atividade da X-K altera os eventos de fosforilação a jusante, levando a uma modulação da via de sinalização Wnt/beta-catenina. Esta via específica é um mecanismo de regulação fundamental que controla o equilíbrio entre a formação óssea (através dos osteoblastos) e a reabsorção óssea (através dos osteoclastos). Ao reduzir a cascata de sinalização impulsionada pela X-K, o Adisar diminui os sinais de ativação necessários para o catabolismo ósseo (reabsorção) mediado pelos osteoclastos. A consequência fisiológica resultante é a modulação localizada dos processos celulares que regem a renovação dinâmica da matriz esquelética.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Adisar é Utilizado: Diretrizes Oficiais de Administração

O Adisar (sibutramina) é administrado sob a forma de cápsula oral e deve ser utilizado como uma terapia adjuvante, integrada num programa abrangente de controlo de peso que inclua uma dieta de baixas calorias e modificações no estilo de vida, ambos sob orientação profissional. Esta abordagem visa padronizar a aplicação do medicamento dentro de um plano de gestão de peso estruturado.


Doses e Esquemas Terapêuticos Oficiais

O medicamento foi desenvolvido para um esquema de toma única diária, sendo habitualmente ingerido de manhã. O regime posológico é altamente estruturado e determinado pela resposta inicial do doente ao tratamento.

O tratamento inicia-se normalmente com uma dose inicial de 10 mg tomados uma vez ao dia. Se o doente atingir uma perda de peso insuficiente (por exemplo, menos de 1,8 kg ou aproximadamente 4 libras) após as primeiras quatro semanas de terapia, a dose pode ser aumentada para a dose diária máxima recomendada de 15 mg. Por outro lado, uma dose inferior de 5 mg, uma vez ao dia, pode ser considerada caso a dose de 10 mg não seja tolerada.


Contexto de Administração e Critérios de Continuidade

As cápsulas de Adisar podem ser tomadas com ou sem alimentos, uma vez que a ingestão de comida não afeta significativamente a exposição geral do organismo ao fármaco.

Fundamentalmente, as instruções oficiais estabelecem critérios claros para a continuidade ou interrupção da terapia. Recomenda-se a descontinuação do tratamento se o objetivo de perda de peso não for atingido após as primeiras quatro semanas, ou se não for mantida uma perda de peso adequada durante o curso da terapia. Além disso, o medicamento não deve ser utilizado em doentes com mais de 65 anos de idade ou naqueles que sofram de insuficiência renal ou hepática grave.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre o Adisar

Evidência para o Uso na Redução Inicial de Peso na Obesidade

A investigação relativa à avaliação do Adisar para a redução de peso em pessoas com obesidade baseou-se prioritariamente em ensaios controlados e aleatorizados (ECA) de curto a médio prazo. Estes estudos foram estruturados para comparar os resultados de doentes que receberam o medicamento face aos que receberam uma substância inativa (placebo). Os investigadores analisaram resultados como a variação no peso corporal e no Índice de Massa Corporal (IMC) durante períodos que, habitualmente, se estenderam até um ano.

Os estudos monitorizaram adultos com obesidade não complicada. Os resultados descrevem padrões observados onde as medições da perda de peso no grupo que recebeu o fármaco foram comparadas com as do grupo placebo. A investigação destaca as alterações medidas durante o período do estudo, indicando que a proporção de doentes monitorizados que atingiram limiares de redução de peso predefinidos foi observada e comparada entre os grupos de estudo.


Evidência para o Uso na Manutenção da Perda de Peso

Um conjunto diferente de investigações avaliou a estabilidade das medições de peso após os doentes já terem reduzido o seu peso corporal. Estes ECA de médio a longo prazo monitorizaram, tipicamente, resultados relacionados com a recuperação de peso e a capacidade de manter uma parte definida da perda de peso inicial ao longo do tempo. O estudo STORM, por exemplo, observou estas respostas ao longo de um intervalo de dois anos.

Os relatórios descrevem a evolução das medições de peso nas populações observadas, sendo que os padrões de recuperação de peso foram comparados entre o grupo do medicamento e o grupo placebo durante os períodos de acompanhamento. A evidência sobre a durabilidade da manutenção do peso é limitada, uma vez que os dados relativos a resultados a longo prazo geralmente não ultrapassam os dois anos. Além disso, o desenho especializado de alguns estudos de manutenção significa que os resultados se aplicam apenas às populações estudadas, podendo não ser totalmente representativos de doentes com uma perda de peso gradual.


Estudos de Longo Prazo e Acompanhamento Prolongado

Para além dos ensaios de eficácia inicial, foi realizado um único estudo de resultados a muito longo prazo e de larga escala, conhecido como SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcomes Trial). Este estudo focou-se principalmente na monitorização de resultados relacionados com o esforço ou stress fisiológico, avaliando o tempo decorrido até à primeira ocorrência de um evento cardiovascular major (principal) numa população específica de alto risco.

Esta investigação analisou adultos mais velhos (ge 55 anos) com excesso de peso ou obesidade que também apresentavam doença cardiovascular pré-existente e/ou Diabetes Mellitus tipo 2. Os dados mostram padrões relacionados com a taxa monitorizada do composto de eventos cardiovasculares principais, que se observou ser diferente entre o grupo que recebeu o medicamento e o grupo placebo. A investigação descreve ainda que os resultados relacionados com o stress fisiológico, tais como alterações na pressão arterial e na frequência cardíaca, foram monitorizados no grupo tratado ao longo do estudo.


O Que Ainda Permanece Incerto no Registo de Investigação do Adisar

As revisões regulamentares e científicas destacam várias áreas onde a certeza permanece reduzida relativamente ao registo de investigação do Adisar. Primeiro, embora os estudos tenham explorado alterações de sintomas a curto prazo, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. Segundo, a qualidade da evidência varia entre os estudos, e as medições de redução de peso monitorizadas face ao placebo foram documentadas nas avaliações regulamentares. Terceiro, as conclusões do ensaio SCOUT continuam a ser um ponto crítico de incerteza, uma vez que descreveram padrões de risco numa população específica de alto risco. A evidência comparativa face a outros tratamentos de gestão de peso disponíveis não foi o foco destes estudos principais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre o Adisar (FAQ)

P: Em quanto tempo o Adisar começa a fazer efeito?

R: Os estudos e as informações oficiais indicam que a eficácia do Adisar é medida pela quantidade de perda de peso alcançada.

A avaliação inicial do sucesso terapêutico é geralmente realizada após as primeiras quatro semanas de utilização, uma vez que este é o intervalo de tempo que os estudos clínicos utilizam para acompanhar o início do efeito pretendido (redução de peso).


P: Quais são os efeitos secundários mais comuns associados ao Adisar?

R: De acordo com a informação oficial do produto, os efeitos documentados com maior frequência, classificados como "Muito Comuns", são a dor de cabeça e a boca seca. Estes efeitos ocorrem em mais de 1 em cada 10 doentes.

Outras reações comummente relatadas incluem insónia (dificuldade em dormir) e obstipação.


P: É normal sentir [sintoma ligeiro e não grave] ao iniciar o Adisar?

R: A documentação oficial lista vários efeitos comuns que uma pessoa pode sentir ao iniciar o medicamento, tais como dores de cabeça, boca seca, insónia e obstipação.

Estas reações são descritas como ocorrendo em pelo menos um em cada dez doentes. Qualquer preocupação com sintomas deve ser discutida com um profissional de saúde.


P: O Adisar pode causar problemas com o açúcar no sangue?

R: Os ensaios clínicos do Adisar incluíram populações de doentes que também sofrem de Diabetes Mellitus tipo 2.

Algumas investigações demonstraram que, quando ocorre redução de peso, podem também observar-se benefícios relacionados, tais como melhorias no controlo da glicose no sangue e nos níveis de HbA1c.


P: O Adisar interage com analgésicos de venda livre?

R: As orientações oficiais sobre interações recomendam precaução com qualquer medicamento que possa causar um aumento da pressão arterial ou da frequência cardíaca, como certos simpaticomiméticos.

Os doentes são aconselhados a rever os rótulos de qualquer medicamento de venda livre com um profissional de saúde para verificar potenciais efeitos na frequência cardíaca ou na pressão arterial.


P: O Adisar pode provocar tonturas?

R: A documentação oficial lista as tonturas como um possível efeito secundário que pode ser sentido por quem toma Adisar. Trata-se de um efeito secundário documentado no sistema nervoso.


P: Os benefícios relatados do Adisar são duradouros?

R: Os estudos analisaram o papel do fármaco na manutenção da perda de peso em períodos que, geralmente, se estendem até um ou dois anos.

As revisões regulamentares indicam que a evidência sobre a durabilidade da manutenção do peso geralmente não ultrapassa os dois anos.


P: O Adisar é o mesmo tipo de fármaco que [Nome de Medicamento Semelhante]?

R: O Adisar está oficialmente classificado como um anorético de ação central e um Inibidor Seletivo da Recaptação de Monoaminas (ISRM).

Esta classificação descreve a categoria química e o método de ação utilizado pelo Adisar, que pode ser comparado com as classificações de outros agentes.


P: É necessário tomar Adisar para sempre?

R: Os critérios oficiais de utilização estabelecem que a continuação do tratamento depende da resposta medida ao medicamento.

As instruções regulamentares indicam que se recomenda a interrupção do uso se os objetivos iniciais de perda de peso não forem atingidos nas primeiras quatro semanas, ou se não for mantida uma perda de peso adequada posteriormente durante o curso da terapia.


P: O Adisar provoca ganho ou perda de peso?

R: O Adisar está aprovado para a gestão clínica da obesidade e para a perda de peso sustentada como terapia adjuvante à dieta e ao exercício físico.

O ganho de peso não consta como uma reação adversa comum ou muito comum nos documentos regulamentares oficiais.


P: O Adisar pode afetar o sono?

R: A documentação oficial lista a insónia (dificuldade em adormecer ou em permanecer a dormir) como um efeito secundário comum do Adisar, ocorrendo em até um em cada dez doentes. Este é um efeito documentado no sistema nervoso.


P: Existem alimentos ou bebidas que interfiram com o Adisar?

R: A informação oficial do produto indica que o Adisar pode ser tomado com ou sem alimentos, uma vez que não está documentado que a ingestão de alimentos afete a exposição geral do corpo ao fármaco.

No entanto, o consumo de álcool é oficialmente desaconselhado devido ao potencial de intensificação dos efeitos nos sistemas cardiovascular e nervoso.


P: Pode-se tomar Adisar se também se estiver a tomar vitaminas ou suplementos?

R: As orientações oficiais de interação focam-se em substâncias que influenciam o metabolismo do fármaco, particularmente a enzima CYP3A4, e agentes que aumentam os níveis de serotonina.

Qualquer suplemento que se saiba afetar estas vias biológicas pode ser relevante para discussão com um profissional de saúde.


P: Quanto tempo o Adisar permanece no organismo após a interrupção?

R: Os componentes ativos do Adisar, conhecidos como metabolitos, têm semividas (meias-vidas) de eliminação documentadas de aproximadamente 14 e 16 horas.

A semivida é a medida oficial do tempo que o corpo demora a eliminar metade da substância.


P: O Adisar é uma substância controlada?

R: Sim. De acordo com os organismos reguladores, o Adisar é classificado como uma substância controlada da Tabela IV nos Estados Unidos, conforme designado pela Drug Enforcement Administration (DEA).


P: O que acontece se eu esquecer uma dose de Adisar?

R: As orientações para o doente indicam que, se uma dose for esquecida, esta deve ser omitida completamente. O doente é aconselhado a retomar o esquema posológico regular tomando a dose seguinte na manhã seguinte.


P: O Adisar pode causar erupção cutânea ou irritação na pele?

R: A documentação oficial lista a erupção cutânea (rash) como um efeito secundário dermatológico documentado do Adisar.


P: O Adisar funciona melhor se for tomado de manhã ou à noite?

R: As instruções oficiais especificam que o medicamento foi concebido para um esquema de toma única diária, sendo habitualmente tomado de manhã. Este é o esquema utilizado na investigação clínica e estabelecido pelas orientações regulamentares.


P: Preciso de alterar a minha dieta enquanto tomo Adisar?

R: Sim. O Adisar está aprovado para ser utilizado apenas como terapia adjuvante — ou seja, um tratamento de suporte — em conjunto com uma dieta de baixas calorias e um programa de modificação do estilo de vida acompanhados profissionalmente.


P: O Adisar interage com suplementos à base de ervas, como o Hipericão (Erva de S. João)?

R: O perfil oficial do fármaco exige precaução com qualquer substância que atue como um agente que eleve os níveis de serotonina.

O Hipericão é um suplemento conhecido por afetar tanto a enzima que processa o fármaco (CYP3A4) como os níveis de serotonina, o que indica um potencial de interação baseado no mecanismo documentado do medicamento.


P: E se eu tiver uma reação alérgica ao Adisar?

R: As diretrizes gerais para o doente aconselham a interromper o uso do fármaco e a procurar assistência médica imediata se o doente apresentar sinais de uma reação alérgica grave. Estes sinais podem incluir urticária ou inchaço da face, lábios, língua ou garganta.


P: Quanto tempo depois de parar o Adisar posso tomar [substância interativa]?

R: O rótulo oficial estabelece que é obrigatório um período de intervalo de 14 dias antes de iniciar ou após interromper o uso de um Inibidor da Monoamina Oxidase (IMAO). Isto serve para garantir que o organismo eliminou adequadamente o Adisar antes de iniciar o fármaco interativo.


P: Pode-se conduzir ou operar máquinas enquanto se toma Adisar?

R: Os avisos oficiais referem que o medicamento pode prejudicar o pensamento ou as reações. Por isso, os utilizadores devem ter cautela se planearem conduzir ou realizar atividades que exijam alerta, até saberem como o medicamento os afeta.


P: Porque é que as pessoas usam Adisar?

R: O medicamento está oficialmente aprovado para ajudar na gestão da obesidade e para ajudar os doentes a atingir e a manter a perda de peso. Isto é feito quando o Adisar é utilizado em conjunto com uma dieta de baixas calorias e um programa de exercício, conforme definido nas suas indicações terapêuticas.

Como Adisar deve ser armazenado e descartado?

Informações sobre Conservação e Eliminação

As cápsulas de Adisar (sibutramina) devem ser conservadas de acordo com diretrizes regulamentares rigorosas para manter a sua potência e evitar o acesso não autorizado, visto tratar-se de uma substância controlada.

Requisitos de Conservação

Condição Requisito
Temperatura Conservar a temperatura ambiente controlada (entre 20°C e 25°C).
Proteção Manter o medicamento na embalagem original, bem fechada, e protegido da humidade, calor e luz.
Segurança Infantil Guardar fora do alcance e da vista das crianças, num local seguro para impedir o acesso.

Instruções de Eliminação

O Adisar não utilizado ou fora do prazo de validade não deve ser deitado na sanita nem no lavatório. O procedimento oficial consiste na utilização de um programa de recolha de medicamentos, sempre que disponível. Caso contrário, o medicamento deve ser misturado com uma substância indesejável, colocado num saco selado e descartado com o lixo doméstico comum. Toda a informação identificativa deve ser removida da embalagem original antes da sua eliminação.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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