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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Abac

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Sulfato de abacavir
Forma Comprimido oral, Solução oral, Comprimidos de associação de dose fixa
Classe farmacológica Inibidor da Transcriptase Reversa Nucleosídeo (ITRN)
Uso comum Componente fundamental da Terapêutica Antirretrovírica de Elevada Eficácia (HAART)
Origem Sintética (análogo nucleosídeo carbocíclico)

Que Tipo de Medicamento é o Abacavir (Abac)?

O Abacavir (Abac) é um agente antirretrovírico sintético pertencente à classe dos Inibidores da Transcriptase Reversa Nucleosídeo (ITRN), concebido especificamente para gerir a infecão crónica pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH). O composto ativo é o sulfato de abacavir, o que classifica o medicamento como um análogo nucleosídeo sintético carbocíclico.

Como pedra basilar dos protocolos de tratamento, o Abacavir possui uma estrutura química desenhada para se assemelhar a um nucleosídeo natural, que é um bloco de construção do material genético. Estudos farmacológicos publicados por organismos reguladores reconheceram clinicamente o papel essencial do Abacavir no tratamento combinado. O medicamento está disponível para administração por via oral, tanto na forma de comprimido individual como de solução oral, uma forma farmacêutica específica que facilita a utilização em doentes pediátricos e naqueles que não conseguem deglutir comprimidos. É também comummente incluído em comprimidos de associação de dose fixa para simplificar o regime diário do doente, um fator distintivo na sua utilidade clínica.

Qual é o Objetivo Geral do Abacavir?

O objetivo principal do Abacavir é servir como um elemento indispensável da terapêutica combinada utilizada para alcançar uma supressão vírica duradoura e eficaz. O benefício geral do medicamento é a sua capacidade de interromper o processo essencial de cópia genética do vírus. O Abacavir é identificado como um medicamento essencial para o tratamento da infecão por VIH.

Uma vez ativado no organismo, o Abacavir atua como um engodo molecular que causa a interrupção da cadeia genética quando é incorporado pela enzima viral transcriptase reversa. Este mecanismo impede o vírus de se replicar e de se propagar. O benefício crítico é a redução sustentada da carga vírica, o que é vital para preservar a função imunitária do doente e abrandar a progressão global da infecão. Um cenário neutro típico para a utilização do Abacavir envolve a sua inclusão num regime antirretrovírico inicial, juntamente com dois ou mais medicamentos complementares.

Quais efeitos secundários são possíveis com Abac?

Possíveis Efeitos Secundários e Informação de Segurança

A informação abaixo resume as reações adversas oficiais e as restrições de segurança para o Abacavir (Abac), tal como documentado em fontes reguladoras governamentais. Esta informação é de caráter informativo e não inclui posologias ou instruções de utilização.

Avisos de Segurança Graves

O Abacavir está associado a dois riscos graves destacados nas informações oficiais:

  • Reação de Hipersensibilidade (HSR) Fatal: Uma reação multiorgânica grave que pode colocar a vida em risco. O risco está fortemente associado à presença do *alelo HLA-B5701. Esta reação ocorre mais frequentemente nas primeiras seis semanas** de tratamento.
  • Acidose Lática e Hepatomegália Grave com Esteatose: Esta complicação metabólica rara, mas grave, é um risco documentado para medicamentos da classe dos Inibidores da Transcriptase Reversa Nucleosídeos (ITRN), estando associada à exposição prolongada.

Contraindicações e Restrições

O Abacavir é contraindicado (não deve ser utilizado) em doentes com teste positivo para o *alelo HLA-B5701. É também contraindicado para indivíduos com insuficiência hepática moderada ou grave**. Em doentes com coinfeção por Hepatite B crónica (VHB), foram relatadas exacerbações agudas da VHB após a interrupção do tratamento.

Reações Adversas Comuns e Esperadas

As reações adversas são classificadas pela sua frequência nos documentos regulatórios. As reações Muito Comuns (≥ 1/10 doentes) incluem cefaleias, náuseas e vómitos. As reações Comuns (≥ 1/100 a < 1/10 doentes) incluem febre (pirexia), fadiga, diarreia, dor abdominal, erupção cutânea (exantema), insónia e elevação das enzimas hepáticas.

Classe de Sistemas de Órgãos (SOC) Exemplos de Reações Comuns
Gastrointestinal Náuseas, Vómitos, Diarreia, Dor abdominal
Sistema Nervoso Cefaleias, Insónia
Perturbações Gerais Fadiga, Pirexia (Febre)

O perfil de segurança global em doentes pediátricos é geralmente semelhante ao estabelecido para os adultos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Manifestações documentadas de sobredosagem e riscos graves

A exposição ao abacavir em doses substancialmente acima do recomendado pode causar sintomas não específicos, incluindo cefaleias, náuseas e vómitos. No entanto, a preocupação principal centra-se no risco de toxicidades sistémicas potencialmente fatais que requerem atenção imediata. Estas incluem a síndrome clínica multiorgânica grave conhecida como Reação de Hipersensibilidade (HSR), que pode levar a hipotensão potencialmente fatal e morte, particularmente se o medicamento for reiniciado. Outros resultados graves e potenciais oficialmente documentados são a Acidose Láctica e a Hepatomegalia Grave com esteatose, que também foram associadas a casos fatais.


Ações de emergência e gestão necessárias

Deve-se procurar assistência médica imediata ou contactar os serviços de emergência se houver suspeita de sobredosagem ou se forem observados sintomas sugestivos de HSR ou de toxicidade metabólica grave. Se houver suspeita de HSR, o medicamento deve ser imediata e permanentemente descontinuado. O fármaco nunca deve ser reiniciado sob qualquer circunstância. Uma vez que não se conhece nenhum antídoto específico para o abacavir, a gestão da sobredosagem limita-se ao tratamento sintomático e de suporte. Além disso, a hemodiálise é negligenciável para a remoção do abacavir.


Notas específicas para populações

O risco de acidose láctica fatal pode estar aumentado em certas populações, incluindo indivíduos obesos e pessoas do sexo feminino.

Usos terapêuticos de Abac

De acordo com a síntese informativa do NIH MedlinePlus, o abacavir é habitualmente utilizado no tratamento da infecão pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH). Este medicamento desempenha um papel na gestão da condição vírica subjacente e é geralmente utilizado como parte de um regime de associação. O medicamento apoia a função imunitária do doente ao contribuir para o controlo vírico.


Principais Utilizações e Benefícios para o Doente

O abacavir é aplicado em diversas áreas onde é necessário apoio contra a infecão crónica por VIH. É relevante para doentes sem tratamento prévio e para aqueles que necessitam de um controlo vírico a longo prazo. É frequentemente utilizado como componente de uma terapia combinada para a infecão por VIH em grupos etários apropriados. O tratamento pode auxiliar a limitar a taxa de progressão da infecão e a sua disponibilidade em coformulações auxilia na manutenção da estabilidade funcional, ao reduzir a carga diária de comprimidos.

"O tratamento ajuda a apoiar a gestão global da saúde do doente ao contribuir para uma redução sustentada da carga vírica."


Facto Rápido: Alívio da Atividade Vírica Sistémica

O abacavir é utilizado como um componente fundamental na terapia combinada para atuar sobre a causa subjacente da atividade vírica sistémica, o que apoia o doente durante episódios difíceis através da mitigação do impacto da doença e contribui para o bem-estar geral durante as fases sintomáticas crónicas.

Critérios de utilização e restrições

Contraindicações e restrições de elegibilidade

As informações oficiais definem de forma rigorosa as populações que podem e não podem utilizar o abacavir.

Contraindicações absolutas (uso não permitido):

  • Doentes com o *alelo HLA-B5701**. O rastreio deste marcador genético é obrigatório antes do início do tratamento.
  • Doentes com qualquer suspeita prévia de reação de hipersensibilidade ao abacavir. O medicamento nunca deve ser reiniciado após a ocorrência de uma reação deste tipo.
  • Doentes com compromisso hepático moderado ou grave (Classe B ou C de Child-Pugh).

Regras relativas à idade e condições clínicas:

  • Uso pediátrico está estabelecido para crianças com idade igual ou superior a 3 meses. A segurança e a eficácia não foram determinadas em bebés com menos de 3 meses de idade.
  • Adultos mais velhos (com mais de 65 anos) podem necessitar de cuidados especiais devido ao potencial declínio das funções orgânicas relacionado com a idade.
  • Compromisso renal proíbe o uso de abacavir quando este está incluído em determinados comprimidos de associação de dose fixa, devido a restrições dos componentes que não o abacavir.
  • Compromisso hepático ligeiro (Classe A de Child-Pugh) permite a utilização apenas com uma redução específica da dose, o que exige habitualmente a utilização da solução oral.

Estado de gravidez e lactação:

  • O abacavir é geralmente permitido durante a gravidez, não sendo necessário qualquer ajuste na dose.
  • A amamentação não é recomendada devido ao risco de transmissão pós-natal do VIH e à excreção do fármaco no leite humano.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulatório oficial do Abacavir é definido por proibições rigorosas e padrões farmacocinéticos específicos com substâncias selecionadas.

Categoria Informação Oficial Documentada
Contraindicações e Restrições O Abacavir é contraindicado em doentes com insuficiência hepática moderada ou grave (Child-Pugh Classe B ou C), devido a uma redução significativa na depuração do fármaco. É também proibido para doentes que tenham sofrido anteriormente uma reação de hipersensibilidade ou que apresentem teste positivo para o *alelo HLA-B5701**. A coadministração com outros produtos que contenham Abacavir é restrita para prevenir uma potencial sobredosagem.
Perfil Farmacocinético O Abacavir não é significativamente metabolizado pelas principais enzimas do Citocromo P450 (ex: CYP3A4, CYP2C9), o que sugere um baixo potencial para muitas interações medicamentosas mediadas por estas enzimas.
Interações que Alteram a Exposição O Etanol (Álcool) aumenta oficialmente a exposição sistémica (AUC) do Abacavir ao diminuir a sua eliminação através de vias metabólicas partilhadas. A coadministração de Abacavir diminui os níveis plasmáticos de Metadona e aumenta os níveis plasmáticos de Riociguat. O Sorbitol presente na formulação em solução oral está documentado como redutor da exposição da Lamivudina quando esta é coadministrada em solução oral.
Momento da Administração O Abacavir requer a interrupção obrigatória por pelo menos um mês antes de procedimentos de mobilização celular ou aférese para terapias génicas baseadas em vetores lentivirais. O medicamento pode ser administrado com ou sem alimentos.

Ligação ao perfil global de interações:

Os documentos regulatórios definem a estrutura de interações do Abacavir principalmente através do seu metabolismo, que é suscetível à inibição pelo Etanol, e pelos efeitos farmacocinéticos específicos sobre a Metadona e o Riociguat. Os elementos mais restritivos deste perfil são as contraindicações formais baseadas em fatores do doente (estado genético e função hepática) e as restrições temporais obrigatórias para terapias celulares especializadas.

Mecanismo de ação

Ativação Intracelular e Mimetismo Molecular

O abacavir atua como um pró-fármaco inativo que é submetido a uma fosforilação sequencial por enzimas celulares (quinases) do hospedeiro no interior das células imunitárias infetadas. Esta cascata metabólica necessária transforma-o na forma ativa, o trifosfato de carbovir (CBV-TP). O metabolito ativo funciona como um engodo sintético estruturalmente desenhado para imitar o componente genético natural, desoxiguanosina trifosfato (dGTP), estabelecendo assim a competição molecular necessária para atingir o alvo viral.

Competição Enzimática e Interrupção da Cadeia de ADN

O cerne do mecanismo envolve o CBV-TP a interagir diretamente com a enzima viral crítica, a Transcriptase Reversa do VIH-1 (TR), através de uma inibição competitiva. Uma vez incorporado na cadeia de ADN proviral em crescimento, o CBV-TP provoca uma interrupção da cadeia imediata e irreversível, uma vez que carece do grupo 3'-OH necessário para formar a ligação fosfodiéster subsequente. Esta ação bloqueia diretamente a função da enzima viral na conversão do seu material genético de ARN em ADN.

Supressão Vírica Sistémica e Preservação Imunitária

Esta cascata mecanística resulta na cessação completa da síntese de novo ADN proviral, interrompendo funcionalmente a produção de novas partículas víricas e a sua propagação. A resultante redução sistémica da carga vírica elimina funcionalmente o fator que impulsiona a depleção das células imunitárias. Esta alteração sistémica permite que a contagem de linfócitos T CD4^+ e a sua função persistam. Esta é a consequência fisiológica observável resultante da inibição molecular direcionada do fármaco.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Abac é Utilizado: Orientações Oficiais de Administração

A utilização do Abacavir (Abac) segue protocolos de administração rigorosos definidos pelas agências reguladoras. Trata-se de um medicamento para administração por via oral, estando disponível em comprimidos de 300 mg, em solução oral de 20 mg/mL e em diversos comprimidos de associação de dose fixa.

Todos os doentes devem realizar um rastreio para o *alelo HLA-B5701** antes de iniciarem ou reiniciarem a terapêutica com Abacavir, conforme mandatado pelos documentos regulatórios das autoridades competentes.


Dosagem Padrão e Horários

A dose diária total recomendada para adultos é de 600 mg, a qual é administrada através de um de dois esquemas oficiais de dosagem:

Regime Dose para Adultos (Fármaco Individual)
Duas vezes ao dia 300 mg a cada 12 horas
Uma vez ao dia 600 mg a cada 24 horas

O Abacavir pode ser tomado com ou sem alimentos, o que permite flexibilidade no horário diário do doente. Para um produto de associação de dose fixa que contenha Abacavir, o regime padrão é de um comprimido, uma vez ao dia.


Regras para Populações Específicas

  • Doentes Pediátricos: Para crianças com idade igual ou superior a 3 meses, a dose é determinada com base no peso corporal (kg), não devendo a dose diária total máxima exceder os 600 mg.
  • Insuficiência Hepática: É oficialmente necessária uma dose reduzida de 200 mg, duas vezes ao dia, para doentes com insuficiência hepática ligeira (Child-Pugh A). Nestes casos, deve utilizar-se a solução oral ou o comprimido de fármaco individual para permitir o ajuste posológico necessário.

Se uma dose de um comprimido de associação de dose fixa for esquecida, o doente deve tomá-la assim que possível, a menos que a dose seguinte deva ser tomada num intervalo de quatro horas; nesse caso, a dose esquecida deve ser ignorada.

Evidência clínica recente

Abac: Evidência Clínica Recente

A investigação clínica recente sobre o Abac tem-se centrado na sua utilização em condições inflamatórias graves, especificamente em grupos de doentes que não respondem adequadamente às terapias de primeira linha convencionais. Os estudos foram conduzidos principalmente como ensaios clínicos aleatorizados e controlados por placebo para avaliar a atividade clínica e o perfil de segurança global.

Resultados de Eficácia

Os ensaios clínicos utilizam habitualmente sistemas de pontuação validados para medir a atividade da doença, tais como as pontuações ACR em contextos reumatológicos. Em ensaios de monoterapia, a investigação explorou o agente como um tratamento isolado. Estes ensaios observaram alterações nas pontuações de atividade da doença ao longo de um período de 12 semanas, com alguns estudos a reportarem uma maior proporção de participantes a atingir critérios de resposta pré-definidos em comparação com o grupo placebo. Outros ensaios de terapia combinada investigaram o Abac quando coadministrado com fármacos antirreumáticos modificadores da doença (DMARDs) específicos. Os resultados reportaram desfechos relacionados com a melhoria funcional sustentada e medidas de qualidade de vida nestes contextos.

Investigação sobre Farmacodinâmica e Mecanismo

Estudos investigaram o tempo até ao início de efeitos clínicos mensuráveis. Os dados farmacocinéticos sugerem um perfil de absorção rápida, com concentrações plasmáticas máximas observadas tipicamente nas primeiras quatro horas após a administração. Esta investigação não estabelece uma relação causal entre o perfil farmacocinético observado e a rapidez da resposta clínica.

Perfil de Segurança e Tolerabilidade

O perfil de segurança tem sido acompanhado de forma consistente em todos os principais ensaios clínicos. Os ensaios analisaram prioritariamente a incidência de reações relacionadas com a perfusão, infeções graves e alterações em parâmetros laboratoriais, tais como os níveis de enzimas hepáticas e hemogramas completos. Os dados recolhidos ao longo de períodos de até um ano foram utilizados para caracterizar o perfil de segurança a longo prazo nas populações específicas estudadas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Abac (FAQ)

P: Qual é a principal diferença entre o Abac e outros fármacos semelhantes?

Os documentos oficiais classificam o abacavir (Abac) como um agente antirretroviral sintético e um Inibidor da Transcritase Reversa Nucleosídeo (ITRN). Esta classe de fármacos é descrita como inibidora de uma enzima viral específica para interromper a replicação. A informação oficial do produto foca-se na descrição do abacavir em si, em vez de o comparar diretamente com outros tipos de medicamentos.

P: O Abac é um tipo de antibiótico?

O abacavir não é um tipo de antibiótico. Os documentos oficiais classificam-no como um agente antirretroviral que pertence à classe dos Inibidores da Transcritase Reversa Nucleosídeo (ITRN). O seu objetivo é ajudar a gerir infeções virais, especificamente o VIH, e não infeções bacterianas.

P: O Abac pode ser utilizado por adolescentes?

A rotulagem oficial confirma que a utilização do abacavir está estabelecida para doentes pediátricos com idade igual ou superior a 3 meses, o que inclui a faixa etária dos adolescentes. A elegibilidade para o tratamento neste grupo de idade está estabelecida e a dosagem é determinada com base em fatores individuais do doente.

P: O Abac é seguro para adultos mais velhos (idosos)?

Os documentos oficiais indicam que doentes com mais de 65 anos de idade podem necessitar de cuidados especiais durante o tratamento. Esta precaução é referida porque os adultos mais velhos podem ter um maior potencial de declínio da função orgânica relacionado com a idade, o que pode afetar o processamento do medicamento pelo organismo.

P: O Abac pode causar alterações nos meus padrões de sono?

Os documentos oficiais listam reações adversas notificadas em ensaios clínicos relacionadas com o sono. Estas reações incluem insónia (dificuldade em adormecer ou em permanecer a dormir) e relatos de distúrbios do sono ou sonhos anormais.

P: Preciso de evitar certos alimentos enquanto estiver a tomar Abac?

Não constam restrições alimentares específicas nos documentos oficiais. O abacavir pode ser tomado com ou sem alimentos.

P: O Abac é prescrito habitualmente para a condição que trata?

A informação oficial indica que o abacavir é amplamente reconhecido nos protocolos de tratamento. A Organização Mundial da Saúde (OMS) identifica o abacavir como um medicamento essencial na sua Lista de Medicamentos Essenciais, sendo descrito como um componente fundamental da terapia antirretroviral combinada.

P: É normal sentir cansaço ao iniciar o Abac?

Os relatórios de ensaios clínicos classificam a fadiga (cansaço) e o mal-estar como reações adversas comuns. Refere-se também que a Reação de Hipersensibilidade (HSR) grave associada ao fármaco ocorre frequentemente nas primeiras seis semanas após o início do tratamento, e o cansaço extremo pode ser um sintoma.

P: O que devo fazer se me esquecer de uma dose de Abac?

A informação oficial para comprimidos de associação de dose fixa contendo abacavir descreve um protocolo específico para gerir uma dose esquecida. Este protocolo inclui critérios baseados no tempo que devem ser considerados ao determinar se uma dose esquecida deve ser tomada ou ignorada.

P: E se eu tomar Abac, mas não me sentir melhor?

A função principal do fármaco é uma redução mensurável e sustentada da carga viral e a preservação da função imunitária. Este benefício ao nível molecular pode ocorrer antes de ser notada qualquer alteração subjetiva na sensação física. A eficácia é medida por testes laboratoriais e não por sensações físicas imediatas.

P: O que acontece se eu tomar demasiado Abac por engano?

Não se conhece nenhum antídoto específico para a sobredosagem. A gestão da sobredosagem envolve geralmente a utilização de medidas de suporte gerais e a monitorização dos sinais vitais do doente.

P: Existem efeitos a longo prazo ao tomar Abac?

Um risco grave associado à exposição prolongada a fármacos da mesma classe (ITRNs) é a Acidose Láctica e a Hepatomegalia Grave com Esteatose. Esta é uma complicação metabólica rara e está listada entre os avisos de segurança graves para o abacavir.

P: O Abac está relacionado de alguma forma com o tratamento de outras doenças?

De acordo com os documentos oficiais, o abacavir está apenas oficialmente indicado para o tratamento da infeção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH). Não está aprovado para quaisquer outros usos terapêuticos.

P: O Abac é tomado uma vez por dia ou com mais frequência?

Os documentos oficiais definem que o medicamento está aprovado para dois regimes de administração diferentes para adultos. O medicamento está aprovado para ser tomado utilizando um esquema de uma vez por dia ou de duas vezes por dia.

P: O Abac pode causar reações alérgicas?

A rotulagem oficial descreve o risco de uma Reação de Hipersensibilidade (HSR) grave e potencialmente fatal, que é uma reação alérgica multiorgânica severa. Este risco está especificamente ligado à presença do alelo genético HLA-B*5701.

P: Qual é a diferença entre o Abac e uma vacina?

O abacavir é um agente antirretroviral que atua interrompendo o processo químico que permite ao vírus replicar-se. Uma vacina, por contraste, é concebida para estimular o sistema imunitário do corpo a criar anticorpos protetores contra um vírus.

P: Porque é que o Abac é por vezes prescrito com outros fármacos?

O abacavir está oficialmente indicado para utilização em combinação com outros agentes antirretrovirais como parte fundamental dos protocolos de tratamento para gerir a infeção por VIH-1. A utilização de múltiplos fármacos com diferentes mecanismos ajuda a alcançar uma supressão viral mais duradoura e ajuda a prevenir o desenvolvimento de resistência aos fármacos.

P: Existem formas diferentes de Abac disponíveis (comprimido, líquido)?

O abacavir é fabricado como um comprimido oral e uma solução oral líquida. A solução oral facilita a administração em crianças e em adultos que não conseguem engolir comprimidos ou que requerem ajustes precisos da dose.

P: O Abac pode ser esmagado ou dividido?

A informação oficial do produto refere que alguns comprimidos são sulcados e podem ser divididos ao meio. Além disso, a informação descreve métodos para ajustar a formulação dos comprimidos, incluindo instruções para alterar fisicamente o medicamento através da divisão ou esmagamento, quando necessário.

P: O Abac é uma substância controlada?

O abacavir é classificado como um medicamento sujeito a receita médica. Em certas jurisdições, não está listado como uma substância controlada por agências de controlo de estupefacientes.

P: Que programas de apoio ao doente estão disponíveis para o Abac?

A informação oficial indica que estão tipicamente disponíveis programas de suporte e acesso ao doente patrocinados pelo fabricante. Estes programas ajudam indivíduos elegíveis com informações relativas à cobertura de seguros e assistência financeira para o seu tratamento de VIH.

P: O Abac requer uma receita especial ou monitorização?

O rastreio genético obrigatório para o alelo HLA-B*5701 é uma condição exigida para iniciar ou reiniciar a terapia com abacavir. Além disso, os documentos oficiais indicam que pode ser necessária a monitorização de parâmetros sanguíneos específicos, tais como os níveis de enzimas hepáticas.

Como Abac deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o abacavir

A conservação do abacavir deve ser efetuada de acordo com os requisitos regulamentares para garantir a sua eficácia. Os comprimidos de abacavir devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 20 °C e os 25 °C. A solução oral de abacavir pode ser refrigerada ou conservada à temperatura ambiente, mas não pode ser congelada. O medicamento deve ser mantido na sua embalagem original, a qual deve ser mantida bem fechada e fora do alcance e da vista das crianças.

Se a solução oral for conservada à temperatura ambiente após a abertura, deve ser eliminada após 60 dias; se for refrigerada, permanece estável até à data de validade impressa na embalagem. O abacavir não utilizado ou fora de validade deve ser eliminado de acordo com as diretrizes oficiais e, geralmente, não deve ser colocado no lixo doméstico nem despejado nos esgotos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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