Sulcran

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Sulcran

Informações Essenciais

Propriedade Descrição
Substância ativa Sucralfato
Formas apresentadas Suspensão oral, Comprimido
Classe farmacológica Protetor Gastroduodenal (Agente Citoprotetor)
Utilização comum Proteção e cicatrização do revestimento digestivo
Origem Composto sintético (derivado da sacarose)

Que tipo de medicamento é o Sulcran?

O Sulcran é um medicamento sujeito a receita médica, classificado como um fármaco gastrointestinal, especificamente um agente protetor gastroduodenal ou agente citoprotetor. Trata-se de um composto sintético derivado da sacarose, destinado exclusivamente à administração por via oral. A sua classificação como agente citoprotetor destaca o seu papel único na defesa física de tecidos vulneráveis. O reconhecimento desta classificação na prática clínica deve-se à sua capacidade de promover a proteção da mucosa gastrointestinal. O Sulcran é um produto monocomposto, oferecendo a função protetora específica do seu componente ativo, o Sucralfato.

Composição e Formas Disponíveis do Sulcran

A substância ativa do Sulcran é o Sucralfato (DCI), quimicamente identificado como um sal básico de alumínio da sacarose sulfatada, que forma um complexo de sacarose-alumínio adesivo. Esta estrutura molecular específica é inerte até interagir com o ambiente ácido do estômago, processo necessário para a sua ativação localizada e subsequente ação. Estudos farmacológicos têm demonstrado consistentemente a capacidade deste composto para se ligar preferencialmente aos tecidos lesados. O Sulcran encontra-se disponível tanto em comprimidos como em suspensão oral. A disponibilidade da suspensão oral é frequentemente privilegiada pelos profissionais de saúde em cenários onde se pretende um revestimento rápido e abrangente do revestimento do trato digestivo superior.

Objetivo Geral: Proteger o Revestimento Digestivo

O objetivo geral do Sulcran é estabelecer a formação de uma barreira protetora direcionada sobre tecidos danificados ou com erosões no trato digestivo superior. Após a ativação pelo ácido gástrico, o Sucralfato liga-se preferencialmente às proteínas nos locais das úlceras, criando um escudo físico duradouro contra elementos agressivos, incluindo o ácido estomacal corrosivo, a enzima digestiva pepsina e os sais biliares. Esta defesa mecânica e direcionada é a característica principal de um agente citoprotetor. Ao fornecer esta defesa localizada, o medicamento apoia eficazmente o tecido subjacente, permitindo que os mecanismos naturais de defesa do organismo fortaleçam a mucosa e facilitem a cicatrização e regeneração das áreas comprometidas.

Quais efeitos secundários são possíveis com Sulcran?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

Perfil Geral de Segurança e Reações Adversas

O perfil de segurança do Sulcran é marcadamente localizado, refletindo a ação não sistémica da sua substância ativa, o Sucralfato, que forma uma camada protetora essencialmente no trato digestivo. As reações adversas documentadas estão, por isso, concentradas na classe de Doenças Gastrointestinais.

A reação adversa mais Comum documentada é a obstipação. Os efeitos adversos pouco frequentes incluem boca seca, náuseas, vómitos, indigestão (dispepsia) e flatulência. Efeitos neurológicos raros listados na rotulagem oficial incluem tonturas e dores de cabeça.

Considerações e Restrições de Segurança Graves

Estão documentadas reações adversas graves, ligadas principalmente às propriedades físicas do medicamento e ao seu teor de alumínio. A formação de um bezoar (retenção ou compactação gástrica) é um risco assinalado, especialmente em doentes com um compromisso pré-existente do esvaziamento gástrico.

Para doentes com insuficiência renal crónica grave, existe um risco sério e explícito de acumulação de alumínio, o que pode levar a toxicidades sistémicas, incluindo encefalopatia e osteodistrofia. A utilização nesta população está, por isso, restrita ou sujeita a uma monitorização rigorosa. Este risco é potenciado pela toma conjunta de outros medicamentos que contenham alumínio. O Sulcran está contraindicado em indivíduos com hipersensibilidade conhecida ao Sucralfato. Adicionalmente, a ação de barreira física do fármaco pode interferir com a absorção de outros medicamentos administrados por via oral, uma restrição de segurança explicitamente referida nos documentos regulamentares.

Resumo das Classificações de Segurança

Classificação Efeito Secundário Representativo População em Risco
Comum Obstipação Adultos mais velhos
Risco Grave Toxicidade por Alumínio Insuficiência Renal
Restrição Interferência na Absorção Doentes polimedicados

Estas classificações oficiais de segurança distinguem entre reações adversas locais comuns e riscos sistémicos raros e graves, que dependem de condições clínicas específicas.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda — Informação Regulamentar Oficial

Esta informação descreve as manifestações documentadas e as medidas de emergência necessárias para o Sulcran (Sucralfato), conforme estabelecido em fontes regulamentares oficiais.

Âmbito da Sobredosagem

Característica Documentação Regulamentar Oficial
Manifestações Documentadas O risco de sobredosagem oral aguda é considerado mínimo devido à absorção mínima da substância ativa. Na maioria dos casos comunicados, os doentes permaneceram assintomáticos, existindo poucos relatos de dispepsia, dor abdominal, náuseas ou vómitos.
Sistemas Fisiológicos Afetados Resultados graves, incluindo embolias pulmonares e cerebrais, estão documentados em alertas relativos à administração intravenosa indevida. O potencial de intoxicação por alumínio é referido em doentes com função renal comprometida.
Notas sobre Populações Específicas O risco de reações tóxicas é maior em doentes com insuficiência renal ou a realizar diálise, devido à acumulação de alumínio. Os doentes idosos têm maior probabilidade de apresentar uma função renal diminuída, o que aumenta este risco potencial.
Instruções de Resposta de Emergência Procure assistência médica de emergência imediatamente. Contacte os serviços de emergência se a pessoa tiver um colapso, sofrer uma convulsão, apresentar dificuldade em respirar ou não conseguir acordar.

Classificações de Sobredosagem (Perspetiva Regulamentar)

Classificação Documentação Regulamentar Oficial
Classificação de Gravidade O risco de sobredosagem oral aguda é classificado como mínimo.
Restrições no Contexto de Sobredosagem Não podem ser dadas recomendações de tratamento específicas devido à experiência humana limitada em casos de sobredosagem.

Estrutura Resultante da Sobredosagem

Declarações oficiais sobre sobredosagem:

Prevê-se que a sobredosagem oral aguda seja mínima devido à baixa absorção sistémica. Estão documentadas complicações fatais especificamente após a administração intravenosa indevida deste produto oral. O risco de acumulação de alumínio está documentado em doentes com insuficiência renal crónica. Não existe antídoto ou tratamento específico recomendado nas informações regulamentares.

Ligação ao perfil global de sobredosagem:

A documentação oficial define o perfil de sobredosagem principalmente pelo risco mínimo da ingestão oral aguda, contrastando com os perigos graves e documentados de erros de administração e toxicidade crónica em populações renais suscetíveis. Os critérios de ação de emergência exigem assistência médica imediata perante quaisquer sinais clínicos graves que coloquem a vida em risco, independentemente da causa, em conformidade com a referida ausência de um protocolo de tratamento específico.

Usos terapêuticos de Sulcran

Informações Essenciais: Sulcran

  • Atua no alívio de: Sintomas associados a diversos tipos de artrite.
  • Auxilia no: Alívio temporário do desconforto e da rigidez articular.
  • Indicado para: Condições dolorosas agudas, como bursites e tendinites.

O que o Sulcran trata: principais utilizações e benefícios

O Sulcran é um medicamento sujeito a receita médica, utilizado na gestão de condições específicas que envolvem dor e inflamação. O seu papel fundamental consiste em proporcionar alívio para os sintomas associados a diferentes formas de artrite, incluindo a osteoartrose, a artrite reumatoide e a espondilite anquilosante. Para indivíduos com estas patologias, o Sulcran pode auxiliar na redução temporária da dor articular, do edema e da rigidez.

Para além do controlo de condições crónicas, este fármaco é também empregue para abordar problemas musculoesqueléticos agudos e dolorosos. Isto inclui o tratamento de bursites (inflamação de uma bursa) e tendinites (inflamação de um tendão) num período de tempo geral. O principal objetivo terapêutico é o alívio sintomático, uma vez que o medicamento não altera a progressão subjacente das patologias para as quais é indicado. Deve consultar um profissional de saúde qualificado para determinar se o Sulcran é uma opção adequada para as suas necessidades clínicas específicas.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Sulcran?

A elegibilidade para a utilização do Sulcran (Sucralfato) é definida pelas informações regulamentares oficiais, que descrevem as populações específicas de doentes para as quais o uso é permitido, restrito ou proibido.

Contraindicações Absolutas

O Sulcran está contraindicado e não deve ser utilizado por doentes com hipersensibilidade ou alergia conhecida à substância ativa, o Sucralfato, ou a qualquer componente da sua formulação. No caso de doentes com compromisso renal que estejam a realizar diálise, a utilização é também restrita devido ao risco potencial de acumulação de alumínio.

Restrições e Precauções para Certas Populações

A utilização requer precaução em doentes com insuficiência renal crónica, dado que o componente de alumínio presente no Sulcran pode acumular-se no corpo quando a função renal está severamente diminuída. O medicamento deve ser utilizado com cautela em doentes com condições subjacentes que aumentem o risco de formação de bezoares, tais como o esvaziamento gástrico retardado ou a utilização concomitante de nutrição por sonda enteral.

Idade e Estado Fisiológico

A segurança e a eficácia não foram estabelecidas na população pediátrica (indivíduos com menos de 18 anos), de acordo com as diretrizes regulamentares. Para doentes idosos, aconselha-se precaução, sendo frequentemente necessária a utilização de doses no limite inferior da gama posológica, devido à maior frequência de diminuição das funções orgânicas. Durante a gravidez e a lactação, o Sulcran deve ser utilizado apenas se for claramente necessário, uma vez que não existem dados de estudos humanos adequados para estabelecer plenamente o seu perfil de segurança.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Sulcran com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Sulcran (Sucralfato) é definido pela sua ação localizada no trato digestivo, envolvendo essencialmente duas categorias de padrões de interação documentados.


Interações Farmacocinéticas (Redução da Exposição Sistémica)

O principal padrão de interação consiste numa interação farmacocinética não sistémica, em que o Sulcran se liga fisicamente a medicamentos orais administrados em simultâneo no estômago, o que, consequentemente, reduz a sua absorção sistémica (biodisponibilidade). Este efeito está documentado para inúmeras substâncias, incluindo antibióticos como as fluoroquinolonas (por exemplo, ciprofloxacina, norfloxacina), agentes antifúngicos como o cetoconazol, agentes cardiovasculares como a digoxina e a quinidina, e hormonas da tiroide como a levotiroxina (L-tiroxina). Para evitar esta redução na exposição, os documentos regulamentares oficiais estabelecem uma regra de intervalo: os medicamentos orais afetados devem ser administrados 2 horas antes da dose de Sulcran. Os antiácidos devem ser administrados pelo menos 30 minutos antes ou depois do Sulcran.


Interações Farmacodinâmicas (Carga Adicional de Alumínio)

O Sulcran é um sal de alumínio e o seu perfil de interações inclui considerações farmacodinâmicas relacionadas com a exposição a este elemento. A administração conjunta com outros produtos que contenham alumínio pode resultar num aumento cumulativo da carga corporal total de alumínio. Esta restrição é especialmente relevante para doentes com insuficiência renal crónica ou que realizam diálise. Uma vez que estes doentes apresentam uma capacidade diminuída de excretar o alumínio absorvido, as informações oficiais referem que a combinação do Sulcran com outras fontes de alumínio aumenta o risco de acumulação e consequente toxicidade.

Mecanismo de ação

O Sulcran, que contém a substância ativa Sucralfato, exerce a sua ação única através de um mecanismo de dupla vertente, localizado e focado inteiramente na mucosa gastroduodenal. Este funcionamento é impulsionado pela sua química dependente do pH, o que resulta numa ação estritamente localizada.

Formação de uma Barreira Físico-Química Direcionada

O mecanismo principal baseia-se na polimerização dependente do pH e na ligação físico-química a proteínas expostas (como o fibrinogénio) no tecido danificado. Na presença de ácido gástrico (com um pH inferior a 4), o medicamento transforma-se num complexo viscoso e adesivo que adere preferencialmente às crateras das úlceras. Este processo cria uma barreira física imediata e duradoura que isola fisicamente as células subjacentes da ação do HCl (ácido clorídrico), da pepsina e dos sais biliares.

Modulação Local das Vias de Citoproteção

A presença física do fármaco no local da lesão inicia também uma modulação bioquímica dos mecanismos de reparação local. O medicamento estimula indiretamente a síntese e libertação de prostaglandinas (PGE2), levando a um aumento do fluxo sanguíneo na mucosa e a uma maior secreção de bicarbonato e muco. Além disso, protege e concentra fatores de crescimento (como o EGF) onde estes são mais necessários, facilitando a regeneração celular acelerada e o restabelecimento da estrutura da mucosa.

Informações sobre dosagem e administração

Orientações Oficiais de Administração e Posologia

O Sulcran (Sulbactam e Durlobactam, co-embalados para utilização intravenosa) é administrado exclusivamente por perfusão intravenosa (IV) a doentes adultos (com 18 ou mais anos de idade). A dose padrão consiste em 1 grama (g) de sulbactam e 1 g de durlobactam.

Etapas do Procedimento

A dose total deve ser administrada através de uma perfusão IV durante um período de 3 horas. O medicamento é fornecido como um pó estéril e requer reconstituição e posterior diluição com uma solução injetável de Cloreto de Sódio a 0,9%, utilizando uma técnica asséptica. A diluição deve ocorrer no prazo de 1 hora após a reconstituição inicial. Antes da perfusão, a solução final deve ser inspecionada quanto à presença de partículas e descoloração, devendo permitir-se que a mesma atinja a temperatura ambiente (durante um período de 15 a 30 minutos).

Ajuste Posológico com Base na Função Renal

A frequência da dosagem deve ser ajustada com base na estimativa da Depuração da Creatinina (CLcr) do doente, calculada através da equação de Cockcroft-Gault. Os profissionais de saúde devem monitorizar a CLcr regularmente e ajustar a dose caso a função renal sofra alterações durante a terapia.

CLcr Estimada (mL/min) Frequência (Sulbactam 1 g e Durlobactam 1 g)
≥ 130 A cada 4 horas
45 a 129 A cada 6 horas
30 a 44 A cada 8 horas
15 a 29 A cada 12 horas
< 15 (Início da Terapia) A cada 12 horas para as primeiras 3 doses, depois a cada 24 horas

Para doentes submetidos a hemodiálise, a dose deve ser administrada após o término da sessão de diálise. A duração recomendada do tratamento é de 7 a 14 dias, orientada pelo estado clínico do doente.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Sulcran (Sucralfato)


Evidência na Cicatrização de Úlceras Duodenais Agudas

A investigação que analisa o Sulcran (sucralfato) em úlceras duodenais agudas tem sido realizada prioritariamente através de Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA). Nestes estudos, os investigadores exploraram a forma como a úlcera evoluiu durante o período de estudo em intervalos de curto prazo, tipicamente abrangendo entre quatro a oito semanas. O principal objetivo destes estudos foi medir a taxa de cicatrização endoscópica, o que envolve a confirmação visual de alterações no tamanho da úlcera. Os ensaios reportaram medições do objetivo final de cicatrização da úlcera, e os resultados ajudaram a contextualizar a experiência relatada pelos doentes. O que permanece incerto é a necessidade de mais evidência comparativa face aos tratamentos padrão atuais.


Evidência na Prevenção da Recorrência de Úlceras (Uso de Manutenção)

Após a cicatrização de uma úlcera duodenal aguda, vários estudos exploraram a utilização do Sulcran como terapia de manutenção a longo prazo. Estes estudos controlados avaliaram o potencial do medicamento para manter a cicatrização. O principal resultado observado foi a taxa de recorrência da úlcera, monitorizando se uma úlcera cicatrizada reabria durante períodos de observação que, por vezes, duraram até um ano. Os resultados descreveram padrões em alguns ensaios onde a utilização do Sulcran foi associada a uma medição da taxa de recorrência em comparação com um comparador não ativo. Os dados para determinados grupos permanecem insuficientes e a base de evidência fornece uma perspetiva limitada sobre os resultados a longo prazo para doentes em determinados cenários clínicos complexos.


Evidência na Prevenção de Hemorragias Relacionadas com o Stress em Cuidados Intensivos

A investigação também analisou a utilização do Sulcran em contextos específicos de alto risco, como as Unidades de Cuidados Intensivos (UCI). Estes estudos focaram-se em adultos criticamente doentes que enfrentam um risco acrescido de danos na mucosa relacionados com o stress. O principal resultado crítico medido foi a frequência de eventos de hemorragia gastrointestinal clinicamente relevantes. Os ensaios descreveram padrões onde a utilização do medicamento foi associada a alterações observadas na frequência de hemorragias gastrointestinais nesta população criticamente doente. No entanto, a qualidade da evidência varia entre os estudos relativamente a certos resultados secundários, tais como o potencial impacto na ocorrência de pneumonia hospitalar.


O que Permanece Incerto sobre a Base de Investigação do Sulcran

O panorama geral da evidência para o Sulcran contribui para a compreensão dos padrões de sintomas, mas também contém várias limitações reconhecidas. Escasseia a evidência comparativa para muitas indicações, particularmente no que diz respeito a comparações diretas com tratamentos padrão. Os resultados foram mistos ou inconsistentes entre estudos para determinados resultados secundários. Além disso, a qualidade da evidência varia entre os estudos, e os dados para certos grupos de doentes, como aqueles com comorbilidades específicas ou níveis variados de gravidade da doença, permanecem limitados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Sulcran (FAQ)


P: O Sulcran pode afetar os padrões de sono?

Os documentos oficiais de rotulagem indicam que foram comunicados problemas de sono (insónia) como um efeito secundário. Estes são classificados como efeitos raros nas informações oficiais do produto. Quaisquer preocupações relativas a alterações nos padrões de sono podem ser discutidas com um profissional de saúde.


P: Como deve o Sulcran ser armazenado?

As orientações regulamentares oficiais estabelecem que o Sulcran deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 20 °C e os 25 °C. A forma de suspensão líquida do medicamento está especificada nas instruções oficiais como necessitando de ser protegida do congelamento para manter a sua estabilidade.


P: O que deve ser evitado ao tomar Sulcran?

A rotulagem oficial descreve a existência de uma hipersensibilidade ou alergia conhecida à sua substância ativa, o sucralfato, como uma contraindicação para a sua utilização. O medicamento pode também reduzir a absorção de outros fármacos por via oral, pelo que a administração conjunta de medicamentos orais deve ser separada por um intervalo de, pelo menos, duas horas. É mencionada a necessidade de precaução em doentes com insuficiência renal crónica grave devido ao teor de alumínio.


P: Com que rapidez o Sulcran começa a atuar?

Os documentos regulamentares descrevem o mecanismo de ação como um processo físico e químico imediato. Ao entrar em contacto com o ácido do estômago, o fármaco transforma-se num complexo viscoso e adesivo que forma rapidamente uma barreira física protetora sobre o tecido lesionado.


P: Qual a duração habitual dos efeitos comunicados do Sulcran?

Estudos indicam que a ação protetora do Sulcran é sustentada, uma vez que o complexo adesivo possui uma forte afinidade para o tecido lesionado. A frequência posológica recomendada descrita nos documentos regulamentares destina-se a manter a barreira protetora.


P: O Sulcran pode ser tomado com analgésicos de venda livre?

A informação oficial do produto refere que o Sulcran pode reduzir a absorção de muitos medicamentos orais administrados em simultâneo. Isto significa que é necessário um intervalo de separação para certos analgésicos sem receita médica. Pode ser necessário aconselhamento junto de um profissional de saúde relativamente ao intervalo de duas horas exigido para produtos específicos de venda livre.


P: Existem alimentos ou bebidas comuns que interajam com o Sulcran?

Os documentos oficiais referem que o medicamento é, geralmente, mais eficaz quando tomado com o estômago vazio. Embora o rótulo não liste alimentos comuns específicos que causem interação, a sua eficácia pode ser afetada dado que a sua ação única requer a presença de ácido gástrico. Nota-se, contudo, que o medicamento pode interferir com a nutrição entérica (por sonda).


P: É comum sentir cansaço ao iniciar o Sulcran?

As listas oficiais de reações adversas não incluem especificamente o "cansaço" ou a "fadiga" como efeitos secundários comuns. No entanto, os documentos regulamentares listam as tonturas e a sonolência como efeitos comunicados ao nível do sistema nervoso central.


P: O que deve ser feito se for notado um potencial efeito secundário?

A informação oficial ao doente inclui documentação referindo que a suspeita de efeitos secundários pode ser comunicada a um profissional de saúde. Eventos de saúde graves, tais como sinais de uma reação alérgica severa ou de uma obstrução intestinal, estão documentados como situações que requerem atenção médica imediata.


P: O Sulcran tem interações conhecidas com suplementos à base de plantas?

O rótulo oficial do produto instrui os doentes a informar o seu profissional de saúde sobre todos os suplementos e outros produtos sem receita médica que estejam a utilizar. Isto deve-se ao facto de o Sulcran ter o potencial de interagir com outros produtos administrados por via oral, reduzindo a sua absorção.


P: O que acontece se eu me esquecer de tomar o Sulcran à hora habitual?

A informação oficial destinada ao doente descreve um processo em que uma dose esquecida deve ser tomada assim que se recorde. Se estiver quase na hora da dose seguinte programada, a dose esquecida deve ser saltada. A documentação especifica que não se deve tomar medicação extra para compensar uma dose em falta.


P: Por que razão existem diferentes dosagens de Sulcran disponíveis?

O medicamento está disponível em duas formas: comprimidos e suspensão oral. Os documentos oficiais referem que a escolha da forma e da dosagem é frequentemente orientada pelo facto de o medicamento estar a ser utilizado para o tratamento de úlceras agudas ou para uma terapia de manutenção a longo prazo.


P: Como deve ser eliminado o Sulcran não utilizado?

As diretrizes regulamentares descrevem a utilização de um programa de retoma de medicamentos ou de envelopes especializados para envio por correio como uma opção adequada para eliminar o Sulcran não utilizado. Caso não exista um programa disponível, o medicamento pode ser misturado com uma substância indesejável (como terra) e colocado num recipiente selado antes de ser deitado no lixo doméstico. As orientações oficiais indicam que o medicamento não deve ser deitado na sanita nem no lavatório.


P: O que diz o folheto informativo oficial sobre a sobredosagem?

A informação ao doente fornecida pelas autoridades regulamentares inclui documentação referindo que procurar assistência médica de emergência ou contactar um Centro de Informação Antivenenos é o curso de ação recomendado caso se suspeite de uma sobredosagem de Sulcran.


P: Existem instruções específicas para interromper o Sulcran?

A duração recomendada do tratamento para úlceras agudas é tipicamente de 4 a 8 semanas, dependendo a continuação do tratamento da confirmação da cicatrização. As decisões relativas ao início ou à interrupção do medicamento são, por norma, geridas por um profissional de saúde.

Como Sulcran deve ser armazenado e descartado?

Os documentos regulamentares oficiais especificam condições precisas para o armazenamento e a eliminação do Sulcran (Sucralfato), com o objetivo de manter a sua estabilidade.

Requisitos de Armazenamento

Condição Requisito Restrição
Temperatura Temperatura Ambiente Controlada: 20°C a 25°C Variações permitidas entre 15°C e 30°C
Manuseamento Deve ser guardado longe do calor excessivo e da humidade. EVITAR O CONGELAMENTO da suspensão oral.
Recipiente Manter o produto na embalagem original, bem fechada. Guardar fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

O Sulcran não utilizado ou com prazo de validade expirado deve ser tratado como um resíduo farmacêutico. A sua eliminação deve ser realizada de acordo com as regulamentações locais específicas ou através de um programa comunitário de recolha de medicamentos. É proibido eliminar este medicamento deitando-o na sanita ou despejando-o num lavatório.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Sulcran encontrado em:

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