Piracet

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Piracet

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Piracet

O Piracet é um medicamento que contém a substância ativa piracetam, pertencente ao grupo dos fármacos nootrópicos. Este composto é um derivado cíclico do ácido gama-aminobutírico (GABA), embora o seu mecanismo de ação não esteja diretamente relacionado com as propriedades inibitórias deste neurotransmissor.

O medicamento é utilizado principalmente no tratamento de diversas condições neurológicas e cognitivas. Entre as suas indicações mais comuns, destaca-se o tratamento de mioclonias de origem cortical, uma condição caracterizada por espasmos musculares involuntários e súbitos. Adicionalmente, é frequentemente prescrito para auxiliar na gestão de perturbações da memória e da atenção, bem como na melhoria de funções cognitivas em pacientes que apresentam declínio associado ao envelhecimento ou a determinadas patologias cerebrais.

O Piracet atua ao nível do sistema nervoso central, influenciando a neurotransmissão e a plasticidade neuronal. Acredita-se que a sua ação contribua para a proteção dos neurónios contra agressões externas e para a melhoria da microcirculação cerebral, sem apresentar efeitos sedativos ou psicoestimulantes. O tratamento deve ser sempre acompanhado por um profissional de saúde, que determinará a dosagem adequada com base na resposta clínica e nas necessidades específicas de cada paciente.

Quais efeitos secundários são possíveis com Piracet?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Piracetam está estruturado pelas autoridades regulamentares com base em classes de sistemas de órgãos e na frequência documentada de ocorrência. As reações adversas comuns, definidas como ocorrendo em 1% a 10% dos utilizadores, envolvem tipicamente o sistema nervoso e perturbações psiquiátricas, podendo incluir nervosismo, hipercinesia (aumento do movimento) e um aumento medido do peso corporal. Reações observadas com menor frequência, categorizadas como pouco frequentes, incluem depressão, sonolência e astenia (falta de energia).

Os eventos adversos com uma frequência desconhecida (que não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis) abrangem vários sistemas de órgãos, incluindo o sangue (ex.: distúrbios hemorrágicos), o sistema imunitário (ex.: reação anafilatoide) e a pele (ex.: urticária). Outros eventos de frequência desconhecida afetam o sistema nervoso, tais como cefaleias, insónia e o potencial agravamento da epilepsia.

Restrições de Segurança e Contraindicações

O medicamento está formalmente contraindicado em várias situações clínicas específicas, conforme definido na informação oficial de prescrição. Estas restrições incluem a existência prévia de hemorragia cerebral, insuficiência renal grave (depuração da creatinina inferior a 20 mL/min) e Coreia de Huntington. Além disso, uma nota de segurança específica enfatiza que a descontinuação abrupta do medicamento em doentes com mioclonia pode estar associada ao risco de recaída súbita ou convulsões de privação.

Notas sobre Populações Especiais

A rotulagem oficial aborda a segurança para populações especiais. Para adultos mais velhos em tratamento prolongado, os documentos regulamentares recomendam a avaliação regular da depuração da creatinina. A utilização durante a gravidez e lactação está geralmente restrita a casos em que seja considerada claramente necessária, devido à transferência do fármaco através da barreira placentária e à sua excreção no leite materno.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Os documentos regulamentares oficiais definem o perfil de sobredosagem do Piracetam com base na experiência pós-comercialização, destacando-se especificamente um caso reportado de ingestão oral aguda de 75 gramas.

Manifestações Documentadas de Sobredosagem

Dados regulamentares de alto nível indicam que não foram reportados eventos adversos especificamente relacionados com a sobredosagem da substância ativa, para além de sintomas gastrointestinais. Os sinais clínicos documentados associados a esta dosagem extrema foram:

  • Diarreia hemorrágica
  • Dor abdominal

As autoridades regulamentares declararam que estes sinais estavam, muito provavelmente, relacionados com a dose extremamente elevada do excipiente sorbitol utilizado na formulação, e não com a substância ativa Piracetam em si.

Ações de Emergência e Gestão Oficial

Em casos de sobredosagem aguda e significativa, é necessária intervenção médica de suporte. As estratégias oficiais de gestão incluem:

  • Antídoto: Não existe nenhum antídoto específico para a sobredosagem de Piracetam.
  • Cuidados de Suporte: A gestão baseia-se no tratamento sintomático e em terapia de suporte.
  • Remoção do Medicamento: Podem ser considerados procedimentos como a lavagem gástrica ou a indução do vómito para eliminar o fármaco não absorvido. A hemodiálise é também um passo de gestão definido, uma vez que o Piracetam é altamente dialisável, com uma eficiência de extração de 50% a 60%.

Considerações Populacionais

Uma vez que o Piracetam é eliminado primariamente pelos rins, a sua depuração (clearance) está dependente da função renal. Esta dependência implica que se espera uma eliminação reduzida em doentes com insuficiência renal, um fator relevante para a gestão de uma sobredosagem.

Usos terapêuticos de Piracet

O que o Piracet trata: Principais Utilizações e Benefícios

O papel principal do Piracetam consiste em fornecer uma gestão sintomática de suporte em diversos domínios neurológicos e cognitivos fundamentais. Este medicamento é habitualmente utilizado para a gestão de sintomas em condições onde a evidência sugere benefícios, em situações clínicas que envolvem stresse funcional. É geralmente aplicado em áreas onde é necessário suporte sintomático adicional.

Suporte Terapêutico para Sintomas Cognitivos e Movimento

O medicamento poderá fazer parte da gestão sintomática de desafios relacionados com a memória, atenção e concentração, particularmente em contextos de declínio associado à idade. É também relevante para o alívio de tonturas e vertigens crónicas ou recorrentes, sendo ainda pertinente para atenuar sintomas de atividade muscular aumentada, como espasmos musculares súbitos e involuntários (mioclonias corticais). Este papel de suporte poderá auxiliar os doentes a gerir de forma mais estável as flutuações dos sintomas quando estes são mais percetíveis.

É considerado relevante como terapia adjuvante para certos desafios relacionados com a leitura e competências de aprendizagem verbal em crianças com dislexia, e apoia os doentes durante manifestações episódicas, como na aplicação para atenuar sintomas desafiantes associados a crises vaso-oclusivas de anemia falciforme.


Facto Rápido: Alívio para Espasmos Mioclónicos

O Piracetam é considerado relevante para atenuar a carga sintomática global associada a movimentos musculares súbitos e involuntários com origem no córtex cerebral, o que contribui para o alívio da carga geral de sintomas durante períodos de maior intensidade sintomática.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Piracetam

Âmbito de elegibilidade

Populações para as quais o uso é permitido: Adultos; Crianças com idade igual ou superior a 8 anos para condições licenciadas específicas (ex.: mioclonia cortical). Populações para as quais o uso não é recomendado: Mulheres grávidas (salvo se claramente necessário); Mulheres a amamentar; Crianças abaixo dos limiares de idade específicos. Populações para as quais o uso é contraindicado: Insuficiência renal grave (doença renal em fase terminal, tipicamente com uma depuração da creatinina inferior a 20 mL/min); Hemorragia cerebral aguda; Coreia de Huntington; Hipersensibilidade ao piracetam ou a outros derivados da pirrolidona.

Regras de elegibilidade relacionadas com a idade: O uso em adultos mais velhos obriga à avaliação regular da função renal para adaptação da dose. O uso pediátrico está restrito por limiares de idade para as indicações licenciadas. Regras de elegibilidade específicas por condição: A insuficiência renal moderada requer obrigatoriamente uma redução da dose. A insuficiência hepática isolada habitualmente não requer ajuste. Recomenda-se precaução em doentes com risco de hemorragia ou que venham a ser submetidos a uma cirurgia de grande porte (major). Estatuto de elegibilidade na gravidez e lactação: A gravidez é não recomendada. A lactação é contraindicada ou não recomendada. Restrições relacionadas com a elegibilidade: A interrupção abrupta do tratamento é proibida em doentes mioclónicos para evitar a indução de convulsões.


Classificações de elegibilidade (nível geral)

Classificação da gravidade da elegibilidade: Contraindicado (proibição absoluta: insuficiência renal terminal, hemorragia cerebral); Não recomendado (evitar o uso a menos que seja necessário: gravidez, lactação); Uso condicional (precaução/ajuste necessário: insuficiência renal moderada, risco de hemorragia). Base regulamentar: Informação de prescrição aprovada pelas autoridades (ex.: RCM, rotulagem da FDA). Constrangimentos do contexto de elegibilidade: Definidos pelo estado fisiológico (função renal, gravidez), comorbilidades e idade.

Ligação ao perfil global de elegibilidade

Os documentos regulamentares oficiais definem quem pode e quem não pode utilizar o Piracetam ao estabelecer contraindicações absolutas para populações com estados de saúde críticos, tais como insuficiência renal grave ou hemorragia cerebral aguda, que proíbem inteiramente o uso do medicamento. A elegibilidade é também restrita ou tornada condicional para populações com função renal comprometida e para mulheres grávidas ou a amamentar.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A informação regulamentar oficial descreve riscos e restrições específicos relativos à coadministração de Piracetam com outros agentes, devido sobretudo aos efeitos na hemóstase e na atividade do sistema nervoso central.


Interações Clinicamente Significativas Documentadas

Categoria do Produto Interagente Mecanismo de Interação e Restrições
Anticoagulantes/Antiagregantes Plaquetários Requer precaução e monitorização rigorosa devido ao risco potenciado de hemorragia. O Piracetam demonstrou diminuir a agregação plaquetária, reduzir os níveis de fibrinogénio e aumentar o tempo de hemorragia. Especificamente, foi reportado um aumento do tempo de protrombina com o uso concomitante de varfarina.
Hormonas da Tiróide (T3 + T4) A coadministração está associada a efeitos no sistema nervoso central, incluindo relatos de confusão, irritabilidade e distúrbios do sono.

Outras Notas de Interação

  • Procedimentos Cirúrgicos: Devido aos seus efeitos na função das plaquetas, o Piracetam deve ser interrompido pelo menos 14 dias antes de qualquer intervenção cirúrgica major, de modo a minimizar o risco de hemorragia.
  • Antiepiléticos: Estudos específicos demonstram que o Piracetam não modifica os níveis séricos máximos ou mínimos de medicamentos antiepiléticos estabelecidos, tais como a carbamazepina, fenitoína, fenobarbital ou valproato.
  • Álcool: A administração concomitante de álcool não afeta a concentração sérica de Piracetam, e o Piracetam não altera os níveis de álcool.

O Piracetam é excretado maioritariamente de forma inalterada pelos rins e estudos in vitro indicam um baixo potencial de interações medicamentosas baseado na inibição das principais enzimas hepáticas do citocromo P450 humano.

Mecanismo de ação

O Piracet, um membro da classe dos racetames, exerce o seu mecanismo de ação principalmente através da modulação físico-química das membranas celulares e de efeitos indiretos na neurotransmissão. A molécula interage especificamente com as extremidades polares das bicamadas fosfolipídicas na membrana neuronal. Esta interação modifica a organização estrutural e a fluidez da membrana celular, particularmente em instâncias onde a fluidez está comprometida.

Este estado alterado da membrana permite um funcionamento mais eficiente de várias proteínas integrais e transmembranares, incluindo recetores e canais iónicos. Esta cascata mecanística a montante resulta na modulação alostérica positiva dos recetores de glutamato do tipo AMPA. O Piracet também influencia os sistemas de sinalização colinérgica e glutamatérgica ao facilitar a atividade dos seus respetivos recetores, embora não se ligue a eles com elevada afinidade.

Ao nível das consequências fisiológicas sistémicas, o Piracet reduz a adesão dos eritrócitos ao endotélio vascular e diminui a agregação plaquetária. Este efeito contribui para a manutenção da microcirculação e para a utilização de oxigénio nos tecidos cerebrais. O conjunto das ações moleculares e vasculares constitui o seu perfil farmacodinâmico.

Informações sobre dosagem e administração

Diretrizes Oficiais de Administração

A utilização de Piracetam é regida por instruções regulamentares padronizadas que definem a via, a dose, a frequência e a duração do tratamento. O medicamento está disponível para administração por via oral (comprimidos, cápsulas ou solução) e, para situações em que a via oral não é possível (por exemplo, dificuldades de deglutição), como injeção ou infusão intravenosa (IV).

As formas orais podem ser tomadas com ou sem alimentos e são tipicamente administradas em duas, três ou quatro tomas fracionadas diariamente. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros com líquido.


Dosagem e Calendarização Aprovadas

Os protocolos de dosagem oficiais especificam tanto os limites iniciais como os máximos, que variam consoante o contexto:

  • Mioclonia Cortical: O tratamento inicia-se com uma dose diária inicial, como por exemplo 7,2 g/dia, e é aumentado gradualmente em incrementos de 4,8 g a cada três ou quatro dias, até um máximo de 24 g/dia. A interrupção deve ser gradual, reduzindo a dose diária em 1,2 g a cada dois a quatro dias para evitar a suspensão abrupta.
  • Outras Condições: A dose de manutenção típica varia entre 2,4 g e 4,8 g por dia.

Ajustes em Populações Específicas

A dosagem requer um ajuste individual baseado na função renal, especificamente na depuração da creatinina (CLcr) calculada. Doentes com insuficiência renal ligeira a moderada devem ter a sua dose diária total reduzida de acordo com tabelas regulamentares específicas. Os adultos mais velhos também requerem ajuste de dose se a sua função renal estiver comprometida. Geralmente, não é necessário ajuste posológico para doentes com insuficiência hepática isolada.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Piracetam

Esta secção faculta uma visão geral, orientada para o doente, sobre a investigação que tem estudado o Piracetam, utilizando uma linguagem estritamente neutra para descrever o que foi examinado, o que os resultados indicaram e quais os aspetos que permanecem incertos. Este resumo utiliza informações derivadas da literatura científica e médica e não oferece aconselhamento clínico, recomendações de dosagem ou previsões sobre resultados individuais.

Evidência de Investigação para a Mioclonia Cortical

A investigação nesta área tem utilizado diversos tipos de desenho de estudo, incluindo Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA), ensaios cruzados em dupla ocultação e estudos abertos de longa duração. Estes estudos foram aplicados em contextos de investigação envolvendo sintomas flutuantes ou instáveis em adultos e adolescentes diagnosticados com espasmos musculares involuntários incapacitantes, conhecidos como mioclonia cortical. Os investigadores focaram-se primordialmente em resultados que descrevem alterações episódicas ou agudas, utilizando escalas específicas de avaliação da mioclonia e medições padronizadas de compromisso motor.

A evidência disponível contribui prioritariamente para a compreensão dos padrões de sintomas, descrevendo medições sustentadas de alterações na carga sintomática ao longo dos períodos de observação. Em alguns ensaios, observou-se que as medições relacionadas com o funcionamento diário ou o nível de atividade evoluíram em conjunto com as alterações medidas nas pontuações de mioclonia. A investigação relacionada com os espasmos musculares centrais foi observada em inúmeros ensaios documentados na literatura, mas a investigação fornece uma visão limitada sobre a interpretação do benefício funcional, especialmente em indivíduos com estados avançados da condição.

Estudos sobre Défice Cognitivo e Vertigem

A investigação tem explorado a aplicação da substância em múltiplas áreas relacionadas com o desequilíbrio funcional e a saúde cognitiva. A evidência disponível, tanto para o declínio cognitivo em adultos mais velhos como para a tontura crónica, é frequentemente categorizada como tendo um grau de consistência moderado.

Investigação Focada em Medidas Cognitivas: Esta investigação centrou-se sobretudo em adultos mais velhos que apresentam compromisso cognitivo ligeiro. A base de evidência inclui grandes Meta-análises de ECCA e ensaios controlados individuais. Os ensaios reportaram uma ampla variabilidade nos resultados cognitivos, com os resultados medidos a revelarem-se frequentemente mistos em diferentes testes específicos e subgrupos de doentes. A evidência é limitada quanto à durabilidade destas alterações medidas para além de um ano, e a investigação fornece dados insuficientes sobre resultados a longo prazo em geral.

Investigação Focada em Sintomas de Vertigem: Esta linha de investigação foi avaliada em adultos de meia-idade e mais velhos que apresentam sintomas de tonturas crónicas ou recorrentes. Os ensaios utilizaram desenhos controlados e mediram resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional, tais como a frequência e a gravidade percebida dos episódios de vertigem. A investigação fornece uma visão limitada sobre a recuperação funcional a longo prazo ou dados relacionados com taxas de recorrência futura.

Lacunas na Investigação e Áreas de Incerteza

A investigação contribui para o panorama geral da evidência, mas também destaca claramente áreas onde são necessários mais dados. A certeza permanece baixa para várias indicações devido a amostras de pequena dimensão e à variabilidade entre estudos. Em última análise, a investigação fornece contexto, mas não previsões individuais, e os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas e às condições específicas sob as quais foram conduzidos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Questões comuns sobre o Piracet (FAQ)

P: Porque é que se diz que o Piracet serve para o "nevoeiro mental"?

R: A informação oficial descreve o propósito geral do medicamento como o apoio e o reforço das funções cerebrais centrais, particularmente em casos onde a função possa estar comprometida. Esta ação está associada à restauração da fluidez da membrana celular, um mecanismo que se pensa influenciar a comunicação neuronal. Esta função geral de suporte à integridade cerebral é, provavelmente, a base para que se utilize o termo comum "nevoeiro mental" ao referir a sua utilização.

P: Quanto tempo demora normalmente a notar-se os efeitos gerais do Piracet?

R: De acordo com a informação oficial do produto, o medicamento é absorvido de forma rápida e quase completa após a ingestão por via oral. Os níveis plasmáticos máximos, que refletem a concentração mais elevada na corrente sanguínea, são geralmente atingidos em aproximadamente 1,5 horas.

P: O que acontece se eu parar de tomar Piracet subitamente?

R: Os documentos regulamentares advertem contra a interrupção súbita deste medicamento, especialmente se estiver a ser utilizado para a mioclonia (espasmos musculares involuntários). A descontinuação abrupta pode estar associada ao risco de convulsões de privação ou a um regresso repentino dos sintomas. Por este motivo, a orientação oficial recomenda que a interrupção do medicamento seja feita de forma gradual.

P: O que acontece no corpo quando o Piracet começa a atuar?

R: O mecanismo de ação envolve a interação física com os componentes estruturais das membranas das células nervosas para modificar a sua fluidez. Pensa-se que este efeito promove o funcionamento eficiente de várias proteínas e recetores integrais nas células nervosas. Atua também ajudando a manter a microcirculação nos tecidos cerebrais.

P: Com que rapidez desaparecem os benefícios do Piracet após a interrupção da utilização?

R: O piracetam tem uma semivida plasmática relativamente curta, de aproximadamente 5,0 horas em homens adultos jovens. Isto indica um processo de eliminação do corpo relativamente rápido. O composto é depois excretado quase totalmente de forma inalterada pelos rins.

P: As fontes oficiais são claras sobre como o Piracet deve ser interrompido?

R: Sim, os documentos oficiais especificam que o medicamento deve ser retirado gradualmente. Por exemplo, para o tratamento da mioclonia cortical, a orientação oficial delineia um processo específico que envolve a redução da dose diária numa determinada quantidade ao longo de vários dias para evitar a privação abrupta.

P: O Piracet pode ser utilizado a longo prazo, com base na investigação disponível?

R: Dados regulamentares e resumos de investigação descreveram a utilização de piracetam em doses para adultos por períodos até 18 meses em alguns contextos. No entanto, nota-se que a evidência é limitada quanto à durabilidade das alterações cognitivas medidas para além de um ano, e os resultados a longo prazo estão, geralmente, documentados de forma insuficiente.

P: O Piracet está disponível sem receita médica em alguns países?

R: O estatuto regulamentar deste medicamento varia internacionalmente. É classificado como um medicamento sujeito a receita médica em muitos países europeus. Nos Estados Unidos, a substância não está aprovada para uso geral como medicamento.

P: Que tipo de especialista costuma prescrever o Piracet?

R: Uma vez que o medicamento é indicado para condições como mioclonia, compromisso cognitivo e vertigem, o tratamento é tipicamente gerido por um especialista. Isto inclui frequentemente médicos especializados em cuidados neurológicos, como um neurologista, ou médicos focados em condições geriátricas.

P: O Piracet é uma substância controlada nos EUA ou na Europa?

R: Na União Europeia, o piracetam é classificado como um medicamento de receita médica, mas a sua designação como "substância controlada" pode variar entre os diferentes Estados-Membros da UE. Nalgumas regiões, pode estar sujeito a controlos mais rigorosos do que noutras.

P: É comum sentir desconforto gástrico ao tomar Piracet?

R: Foram reportadas perturbações gastrointestinais nos documentos oficiais de segurança. Estas incluem relatos de dor abdominal, dor na parte superior do abdómen, diarreia e náuseas. Estas reações adversas estão listadas na categoria de frequência "Desconhecida", o que significa que a sua taxa de ocorrência não pode ser estimada com precisão a partir dos dados disponíveis.

P: O Piracet pode causar sonhos invulgares?

R: Os documentos oficiais de segurança listam perturbações psiquiátricas, como alucinações e confusão, como possíveis reações adversas com uma frequência "Desconhecida". No entanto, "sonhos invulgares" não constam explicitamente como uma reação adversa documentada no perfil de segurança regulamentar.

P: O Piracet pode ser tomado em conjunto com suplementos comuns, como multivitamínicos?

R: O potencial de interações medicamentosas é considerado baixo. Isto deve-se principalmente ao facto de o medicamento ser excretado em grande parte de forma inalterada pelos rins e apresentar baixo potencial de interação com as principais enzimas hepáticas envolvidas no metabolismo. Interações específicas com multivitamínicos não são mencionadas nos avisos regulamentares.

P: O Piracet afeta os resultados de exames laboratoriais?

R: A informação oficial do produto descreve como o piracetam afeta o sangue, notando especificamente que diminui a agregação plaquetária e reduz o fibrinogénio. Estes efeitos podem ser observados em testes laboratoriais relacionados com a coagulação sanguínea. Não há relatos de que o medicamento modifique os níveis séricos de certos fármacos antiepiléticos estabelecidos.

P: A que devo estar atento em relação a reações cutâneas ou alergias ao Piracet?

R: Os dados oficiais de segurança listam sinais potenciais de reações alérgicas graves. Estes incluem relatos de hipersensibilidade, urticária (erupção cutânea ou pápulas), reação anafilatoide e edema angioneurótico (inchaço sob a pele). Estes eventos graves estão listados com uma frequência "Desconhecida".

Como Piracet deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Piracet?

O Piracet deve ser conservado de acordo com as especificações regulamentares oficiais para assegurar a manutenção da sua estabilidade e eficácia. O medicamento exige conservação a uma temperatura ambiente controlada, tipicamente definida como inferior a 25 ºC ou inferior a 30 ºC, dependendo da formulação específica. É obrigatório manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Regras Oficiais de Conservação e Eliminação

Tipo de Requisito Declaração Regulamentar Oficial
Temperatura e Proteção Conservar em local seco e não congelar.
Acondicionamento Manter o recipiente bem fechado e conservar na embalagem de origem.
Protocolo de Eliminação Não deitar fora na canalização (esgotos) ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar o produto de que já não necessita para proteger o ambiente.

O perfil oficial de conservação proíbe a exposição ao calor excessivo e ao congelamento, exigindo proteção contra a humidade. Os procedimentos de eliminação determinam estritamente a consulta de um farmacêutico, garantindo que o medicamento não utilizado seja manuseado em total conformidade com as normas de proteção ambiental.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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