Pancuron

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Pancuron

Método de ação: Miorelaxant, Muscle Relaxant

Opção de tratamento: Tetanus

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Pancuron

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Brometo de pancurónio
Forma Solução injetável estéril
Classe farmacológica Bloqueador neuromuscular não despolarizante
Objetivo geral Relaxamento muscular esquelético em cirurgia
Origem Composto aminosteroide sintético

Que tipo de medicamento é o Brometo de Pancurónio?

O Brometo de pancurónio é a substância ativa e a entidade química do medicamento conhecido como Pancuron, classificado primordialmente como um Bloqueador Neuromuscular Não Despolarizante (BNM), que atua como um potente relaxante muscular esquelético. Esta substância é um composto orgânico sintético de elevada potência, derivado de uma molécula esteroide e identificado como um aminosteroide bis-quaternário. Esta classificação química é corroborada por estudos farmacológicos que destacam a duração de ação relativamente longa do fármaco em comparação com análogos de ação intermédia, sendo um fator determinante em procedimentos que requerem uma intervenção sustentada. O composto destaca-se também pela sua baixa propensão para a libertação de histamina, o que constitui um fator de diferenciação face a agentes mais antigos.

Composição e Forma Farmacêutica

O Brometo de pancurónio é preparado e administrado exclusivamente como uma solução estéril, isotónica e apirogénica para injeção intravenosa. A preparação consiste na substância ativa (Brometo de pancurónio) dissolvida num veículo ou base aquosa específica. Esta formulação injetável rigorosa determina que o Brometo de pancurónio seja um medicamento de receita médica obrigatória de utilização restrita, devendo ser sempre administrado num ambiente médico altamente controlado, prioritariamente por anestesiologistas ou especialistas em cuidados intensivos.

Objetivo Geral deste Relaxante Muscular Esquelético

O objetivo geral deste potente Bloqueador Neuromuscular Não Despolarizante é servir como um adjuvante essencial da anestesia geral durante procedimentos cirúrgicos de grande porte e em cuidados intensivos. Ao induzir uma paralisia muscular esquelética temporária e controlada, o medicamento assegura que o corpo do paciente permanece totalmente imóvel e relaxado. Um cenário de utilização típico envolve a administração do agente para facilitar a colocação segura e rápida de um tubo respiratório (intubação traqueal) e para a manutenção da respiração controlada através de uma máquina (ventilação mecânica).

Quais efeitos secundários são possíveis com Pancuron?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O Brometo de pancurónio, enquanto agente bloqueador neuromuscular não despolarizante potente, possui uma característica de segurança determinante: a paralisia inevitável de todos os músculos esqueléticos, incluindo os necessários para a respiração. Isto exige que a sua administração seja estritamente limitada a contextos clínicos onde existam meios de ventilação mecânica controlada e instalações de intubação imediatamente disponíveis, uma vez que o efeito farmacológico pretendido acarreta o risco de paragem respiratória.


Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas documentadas com maior frequência, classificadas como Muito Frequentes (≥10%), são aumentos ligeiros a moderados na pressão arterial e na frequência cardíaca (taquicardia). Os efeitos Pouco Frequentes e Raros incluem eventos cardiovasculares mais graves, tais como hipotensão e colapso cardiovascular, juntamente com o risco de broncoespasmo.


Padrões de Segurança Graves e Sistémicos

As reações adversas graves oficialmente documentadas incluem reações anafiláticas graves e bloqueio neuromuscular prolongado, que pode resultar em insuficiência respiratória. A exposição a longo prazo, particularmente em ambiente de cuidados intensivos, está associada ao risco de fraqueza muscular esquelética e ao desenvolvimento da síndrome de miopatia quadriplégica aguda.

Os efeitos adversos encontram-se registados em múltiplas Classes de Sistemas de Órgãos, abrangendo o Sistema Cardiovascular, o Sistema Respiratório e o Sistema Musculoesquelético. As reações de hipersensibilidade são também uma preocupação reconhecida, tendo sido relatada reatividade alérgica cruzada com outros fármacos desta classe.


Considerações de Segurança para Populações Específicas

A eliminação do fármaco é crítica para a segurança. Os doentes com comprometimento renal (doença renal) ou doença hepática (doença do fígado) podem experienciar uma duração prolongada do bloqueio devido à redução da depuração. Adicionalmente, o excipiente álcool benzílico, presente na formulação, apresenta um potencial de toxicidade se administrado em quantidades excessivas, especialmente em recém-nascidos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil oficial de sobredosagem do Brometo de pancurónio é definido pela paralisia muscular esquelética prolongada ou excessiva, que constitui uma extensão do efeito terapêutico do fármaco. Esta condição conduz diretamente à insuficiência respiratória e pode evoluir rapidamente para uma paragem respiratória, a qual é classificada como um desfecho grave e potencialmente fatal.


Manifestações e Ações em caso de Sobredosagem

Classificação Declaração Oficial
Manifestação Principal Paralisia muscular esquelética prolongada ou excessiva
Desfecho Potencialmente Fatal Paragem respiratória
Ação de Emergência Obrigatória Procurar assistência médica imediata

Gestão e Considerações Específicas

É estritamente necessária assistência médica imediata perante qualquer sinal de paralisia prolongada ou incapacidade de respirar espontaneamente. Determina-se que os meios para respiração artificial e oxigenoterapia devem estar prontamente disponíveis para os doentes que recebem o fármaco. A gestão exige a administração célere de um agente reversor anticolinesterásico (antídoto) para contrariar o bloqueio neuromuscular, a par de uma monitorização contínua da função neuromuscular.

Os doentes com comprometimento renal ou doença hepática preexistentes estão oficialmente identificados como tendo um risco acrescido de sofrerem uma duração prolongada do bloqueio neuromuscular.

Usos terapêuticos de Pancuron

O Pancuron é frequentemente utilizado para proporcionar um alívio sintomático de suporte em contextos clínicos críticos que envolvam sintomas de atividade neurológica ou muscular aumentada e tensão. A sua aplicação ocorre primordialmente em áreas onde é necessária assistência sintomática de curto prazo para promover a segurança do doente e o sucesso de procedimentos.

Este medicamento é relevante em cenários clínicos que envolvem sintomas significativos de tensão muscular, incluindo a utilização como adjuvante da anestesia geral, para facilitar a intubação traqueal e para proporcionar relaxamento muscular durante cirurgias ou ventilação mecânica. Esta assistência é pertinente para assegurar a desobstrução das vias respiratórias e gerir sintomas que interferem com o funcionamento orgânico durante operações de grande porte. Para os cirurgiões, o fármaco contribui para uma imobilidade muscular profunda, o que geralmente apoia a segurança e a precisão durante procedimentos complexos.

“Esta imobilidade muscular controlada pode auxiliar na obtenção da precisão necessária para intervenções médicas complexas.”

Além disso, o Pancuron é habitualmente utilizado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou disruptivos, como o tétano grave, onde é empregue para ajudar a cessar a atividade muscular. Isto auxilia na gestão de espasmos musculares graves e rigidez que podem colocar a vida em risco. Esta assistência é aplicada na abordagem de sintomas que criam um esforço fisiológico percetível e apoia o funcionamento eficiente do ventilador mecânico.


Facto Rápido: Alívio da Rigidez Muscular

Domínio Terapêutico Sintoma Principal Abordado Benefício para o Doente
Anestesiologia Movimento muscular involuntário Apoia as condições cirúrgicas ideais
Cuidados Intensivos Resistência à ventilação Alivia o desconforto e melhora a troca gasosa
Neurologia Aguda Espasmo grave e generalizado Auxilia na gestão da rigidez potencialmente fatal

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Pancuron

O Pancuron é um medicamento de utilização restrita em ambiente hospitalar, indicado como adjuvante da anestesia geral para facilitar a entubação endotraqueal e proporcionar o relaxamento muscular necessário durante procedimentos cirúrgicos de média ou longa duração. A sua administração deve ser feita exclusivamente por profissionais de saúde qualificados e sob monitorização rigorosa.

Contraindicações

Este medicamento não deve ser utilizado por pessoas que apresentem hipersensibilidade ou reações alérgicas graves ao brometo de pancurónio, ao ião brometo ou a qualquer um dos componentes da fórmula. A sua utilização é contraindicada em pacientes nos quais o relaxamento muscular prolongado possa constituir um risco vital imediato ou em situações em que não existam meios de suporte respiratório artificial.

Precauções e Grupos de Risco

A utilização do Pancuron requer precauções especiais em determinadas condições clínicas:

  • Doenças Neuromusculares: Doentes com miastenia gravis ou síndrome miasténica (Eaton-Lambert) podem apresentar uma sensibilidade extrema a este fármaco, mesmo em doses baixas. O bloqueio neuromuscular pode ser profundo e prolongado nestes casos.
  • Disfunção Renal ou Hepática: Uma vez que o rim é a principal via de eliminação do pancurónio, a insuficiência renal pode prolongar significativamente o tempo de recuperação do bloqueio muscular. Doenças do fígado ou das vias biliares também podem alterar a resposta ao medicamento.
  • Distúrbios Eletrolíticos: Alterações nos níveis de potássio, magnésio ou cálcio no sangue podem potenciar ou reduzir o efeito do medicamento, exigindo uma correção prévia ou um ajuste rigoroso da dosagem.
  • Condições Cardiovasculares: O Pancuron pode causar um aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, devendo ser utilizado com cautela em indivíduos com doenças cardíacas preexistentes.

Gravidez e Aleitamento

Não existem dados suficientes sobre a segurança do uso de pancurónio em mulheres grávidas. O seu uso durante a gravidez só deve ser considerado se o médico assistente determinar que os benefícios superam os riscos potenciais para o feto. Relativamente ao aleitamento, deve-se ter cautela, embora não se saiba se o fármaco é excretado no leite materno.

Idosos e Crianças

Em doentes idosos, a função renal frequentemente diminuída pode exigir um acompanhamento mais próximo da recuperação muscular. Em recém-nascidos e lactentes, a sensibilidade aos relaxantes musculares não despolarizantes é variável, requerendo monitorização neuromuscular contínua por parte da equipa de anestesia.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Pancuron com outros medicamentos e produtos

Âmbito das interações

Principais categorias de produtos com interações documentadas: Anestésicos por Inalação (tais como Halotano, Isoflurano, Enflurano), Agentes Anti-infeciosos (incluindo Aminoglicisídeos e Polimixinas), Fármacos Cardiovasculares (incluindo Betabloqueadores e Quinidina), Agentes Anticolinesterásicos e outros Bloqueadores Neuromusculares (BNMs).

A base mecanística das interações é descrita como uma potenciação farmacodinâmica (acentuação ou prolongamento do bloqueio neuromuscular) ou antagonismo (reversão do bloqueio). A alteração da farmacocinética devido à redução da depuração plasmática está documentada em condições populacionais específicas.

Regras de temporização da interação

As informações oficiais indicam que a administração de Pancuron deve ser adiada até que os efeitos do bloqueador neuromuscular despolarizante Succinilcolina mostrem sinais de estar a desaparecer.

Notas de interação específicas por população

Tanto a insuficiência renal como as doenças do fígado ou das vias biliares estão associadas a uma redução da depuração plasmática e a uma duplicação da semivida de eliminação, o que sugere um risco de duração prolongada do bloqueio. Doentes com Miastenia Gravis podem sofrer efeitos profundos mesmo com doses pequenas.

Restrições relacionadas com interações

A formulação está formalmente contraindicada para utilização em recém-nascidos, incluindo bebés prematuros, devido à presença do conservante Álcool Benzílico no produto.


Estrutura resultante das interações

Declarações oficiais de interação:

  • A coadministração de anestésicos por inalação resulta num bloqueio neuromuscular acentuado e prolongado.
  • A utilização prévia de Succinilcolina reforça o efeito de bloqueio neuromuscular e a duração de ação do Pancuron.
  • Agentes anti-infeciosos e certos fármacos cardiovasculares podem resultar numa intensificação ou prolongamento do efeito de bloqueio neuromuscular.
  • Está documentado que os agentes anticolinesterásicos antagonizam (revertem) os efeitos do bloqueio neuromuscular causado pelo Pancuron.

Ligação ao perfil global de interações

Os documentos definem a estrutura de interação do produto principalmente através de efeitos farmacodinâmicos, especificamente a potenciação ou reversão da sua ação relaxante muscular por fármacos coadministrados. O perfil é ainda condicionado pela redução da depuração farmacocinética oficialmente documentada em doentes com insuficiência renal ou hepática e por uma contraindicação formal relacionada com um componente da formulação em recém-nascidos.

Mecanismo de ação

Bloqueio da Sinalização Neuromuscular na Placa Motora

O Pancurónio atua como um antagonista competitivo e não despolarizante que tem como alvo os recetores nicotínicos de acetilcolina (nAChR) na placa motora terminal das fibras musculares esqueléticas. Ao ocupar o local do recetor, o fármaco impede que o neurotransmissor acetilcolina (ACh) se ligue e inicie a cascata de sinalização. Este bloqueio molecular interrompe o influxo de iões sódio (Na^+) e a geração subsequente do potencial de placa terminal. Esta interrupção da excitabilidade da fibra muscular resulta diretamente numa paralisia flácida.

Alcance Sistémico e Recetores Secundários

A cascata mecanística resultante é estritamente periférica, ocorrendo na junção neuromuscular sem modular as vias do sistema nervoso central. O bloqueio conduz a uma perda progressiva da contração muscular, que culmina nos músculos respiratórios. Além disso, o Pancurónio apresenta uma ação mecanística secundária e mais fraca, ao bloquear os recetores colinérgicos muscarínicos cardíacos (M2). Este antagonismo involuntário reduz a regulação parassimpática (tónus vagal), resultando na alteração fisiológica de taquicardia (aumento da frequência cardíaca) e/ou aumento da pressão arterial.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Pancuron é Utilizado

O Brometo de pancurónio é um medicamento administrado exclusivamente por via intravenosa (IV) sob a forma de uma solução estéril, em conformidade com a sua utilização como relaxante potente do músculo esquelético em ambientes médicos controlados. A sua administração está restrita a contextos onde existam meios imediatos e pessoal qualificado para realizar a intubação traqueal e assegurar a respiração artificial.

Protocolos e Dosagem Padrão

O protocolo de administração é altamente individualizado e depende de uma monitorização fisiológica contínua, utilizando frequentemente um estimulador de nervos periféricos para avaliar o grau de bloqueio neuromuscular. O fármaco está disponível em soluções injetáveis com concentrações de 1 mg/mL e 2 mg/mL. As recomendações de dosagem baseiam-se no peso corporal do doente e no objetivo clínico pretendido:

Tipo de Dosagem Intervalo de Dose Típico (Adulto) Contexto
Inicial (Intubação) 0,06 a 0,1 mg/kg em bólus IV Para estabelecer o relaxamento muscular necessário para a intubação.
Manutenção (Intermitente) 0,01 a 0,1 mg/kg IV, conforme necessário Para manter o relaxamento durante um procedimento.
Perfusão Contínua 0,8 a 2 mcg/kg/minuto Para manter o relaxamento a longo prazo (ex: ventilação mecânica).

Condições de Procedimento e Populações Especiais

As doses de manutenção intermitentes são geralmente administradas em intervalos de 30 a 60 minutos, com o tempo exato a ser ajustado com base na resposta muscular monitorizada. No caso de perfusão contínua, a solução pode ser diluída com soluções de glucose a 5% ou de cloreto de sódio a 0,9%; contudo, não deve ser misturada com soluções alcalinas devido ao risco de precipitação química. São tomados cuidados especiais com a dosagem em certas populações. Por exemplo, a duração da ação é prolongada em adultos mais velhos e em doentes com comprometimento renal ou hepático, o que exige uma monitorização e titulação cuidadosas para prevenir efeitos prolongados.

Evidência clínica recente

Pancuron: Evidência Clínica Recente

Evidências para utilização em Anestesia e Cirurgia

Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA) de curta duração e estudos comparativos mais antigos foram realizados para analisar a utilização do fármaco na obtenção de relaxamento do músculo esquelético em procedimentos cirúrgicos e na facilitação da intubação traqueal. Os estudos reportaram medições do efeito do fármaco na função muscular (bloqueio neuromuscular) com uma duração aproximada de 60 a 90 minutos. A investigação nota a classificação do fármaco como um agente de ação longa na sua classe. Comparativamente a agentes mais recentes, a duração de ação é descrita como prolongada, o que é um fator a considerar em contextos que exijam uma recuperação mais rápida.

Evidências para utilização em Cuidados Intensivos e Ventilação Mecânica

Ensaios clínicos e estudos observacionais exploraram a utilização do fármaco para gerir a resistência do doente ao ventilador, através da manutenção de um relaxamento muscular sustentado. Os resultados foram estudados quanto a um possível prolongamento do efeito de bloqueio neuromuscular em doentes com disfunção renal ou hepática conhecida. A base de investigação inclui estudos sobre a sua utilização na gestão de espasmos musculares graves, baseando-se em relatos de casos e dados farmacocinéticos. A relação específica entre a administração prolongada e o desenvolvimento subsequente de fraqueza muscular a longo prazo não está totalmente estabelecida, e o nível de certeza permanece baixo.

Estudos em Diferentes Grupos de Doentes (Populações Especiais)

Estudos monitorizaram a forma como o organismo processa o fármaco em subgrupos específicos de doentes, incluindo crianças com idade superior a um mês e adultos com compromisso renal ou hepático. Os dados demonstram padrões relacionados com um efeito prolongado que foi observado em alguns estudos de doentes com função renal diminuída. Os dados relativos a recém-nascidos e lactentes com menos de um mês de idade são especificamente limitados.

Lacunas na Evidência e Áreas de Incerteza na Investigação

A investigação descreve que, embora o fármaco tenha sido amplamente estudado, muitos relaxantes musculares de ação intermédia mais recentes também foram avaliados em contextos clínicos. Existe informação limitada sobre os resultados a longo prazo após uma utilização prolongada, e os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas. A investigação fornece contexto, mas não previsões individuais relativas à recuperação ou ao estado funcional.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Pancuron (FAQ)


P: O Pancuron é utilizado para outros fins além do seu objetivo principal?

R: Os documentos oficiais indicam que o Pancuron é utilizado principalmente para obter o relaxamento do músculo esquelético, facilitando procedimentos cirúrgicos, a intubação e a ventilação mecânica. Além destas indicações principais, a investigação oficial também analisou a utilização do fármaco no controlo de certas condições, como espasmos musculares graves.


P: Os efeitos secundários do Pancuron são temporários?

R: Os efeitos pretendidos e a maioria dos efeitos secundários associados que ocorrem durante um procedimento cirúrgico típico são temporários. No entanto, a informação oficial de segurança indica que a administração prolongada, especialmente em contextos de cuidados intensivos, tem sido associada ao risco de condições graves a longo prazo, incluindo fraqueza muscular severa.


P: Qual é a diferença entre o Pancuron e outros medicamentos semelhantes?

R: O Pancuron é classificado como um relaxante muscular não despolarizante de ação longa. Os documentos regulamentares referem que este possui um início de ação relativamente lento e uma duração de efeito mais longa em comparação com agentes de ação intermédia da mesma classe.


P: O Pancuron é igual à succinilcolina ou ao vecurónio?

R: Não, o Pancuron não é igual a estes medicamentos. O Pancuron é classificado como um agente de bloqueio neuromuscular não despolarizante. A succinilcolina pertence a uma classe farmacológica diferente (agente despolarizante), e a rotulagem oficial detalha interações medicamentosas específicas entre ambos. O vecurónio é um medicamento distinto dentro da mesma classe.


P: Como é que o Pancuron é eliminado do organismo?

R: De acordo com os dados farmacocinéticos oficiais, o Pancuron é eliminado do corpo tanto através dos rins (via urina) como do fígado (via bílis). Aproximadamente 40% da dose é recuperada na urina sob a forma de fármaco inalterado e metabolitos, refletindo as suas principais vias de depuração.


P: O Pancuron é um medicamento amplamente utilizado?

R: O Pancuron é considerado um medicamento importante num sistema de saúde básico. Está incluído na Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS), o que indica que é reconhecido globalmente como um dos medicamentos mais eficazes e necessários.


P: O que devo comunicar ao meu profissional de saúde antes de receber Pancuron?

R: Os documentos regulamentares indicam que certas condições preexistentes, tais como problemas renais ou hepáticos, condições cardíacas sensíveis ao aumento da frequência cardíaca e doenças neuromusculares como a Miastenia Gravis, podem alterar os efeitos e a duração do fármaco. Habitualmente, solicita-se aos doentes que partilhem todo o histórico médico relevante com a equipa de saúde antes da administração.


P: Qual é a semivida do Pancuron?

R: A semivida de eliminação do Pancuron, reportada em dados farmacocinéticos oficiais, varia entre 89 a 161 minutos em doentes adultos saudáveis. Esta medição refere-se ao tempo necessário para que metade da substância seja eliminada do organismo.


P: Como é que o Pancuron é habitualmente preparado antes da utilização?

R: O Pancuron é fornecido como uma solução estéril para injeção intravenosa. Para uma administração rápida de dose única (bolus), é geralmente administrado sem diluição. Se for utilizado para relaxamento muscular contínuo durante um procedimento prolongado, pode ser diluído em soluções compatíveis, como Dextrose a 5% ou Cloreto de Sódio a 0,9%.


P: É comum os médicos escolherem o Pancuron em vez de outras alternativas?

R: O Pancuron é geralmente utilizado em contextos médicos que requerem especificamente um relaxamento muscular prolongado, uma vez que é classificado como um agente de ação longa. A investigação oficial indica que relaxantes musculares mais recentes, de ação intermédia, são frequentemente a escolha preferencial para procedimentos onde se deseja uma recuperação mais rápida e previsível.


P: O Pancuron é seguro para utilização em casos pediátricos?

R: A informação oficial estabelece que a formulação é formalmente contraindicada para utilização em recémnascidos (bebés com menos de um mês) devido à presença do conservante álcool benzílico. Contudo, o fármaco tem sido estudado e utilizado em crianças com mais de um mês, embora seja necessária uma monitorização cuidadosa.


P: Com que rapidez é que o Pancuron começa a atuar?

R: Os dados farmacodinâmicos oficiais indicam que as condições necessárias para a colocação de um tubo respiratório (intubação traqueal) são geralmente atingidas entre 2 a 3 minutos após a administração da dose inicial recomendada.


P: A administração de Pancuron pode afetar a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

R: O Pancuron é um agente paralisante potente, administrado apenas em ambientes clínicos controlados. Devido aos efeitos do fármaco, as orientações médicas determinam que as atividades do doente, incluindo a condução, permaneçam restritas até que a recuperação total seja confirmada pela equipa clínica.


P: É normal sentir alguma sensação específica após receber Pancuron?

R: O efeito principal e pretendido do medicamento é o relaxamento muscular que leva à paralisia temporária. Relatórios oficiais de eventos adversos mencionam que alguns doentes sentiram reações localizadas, como dor ou uma sensação de queimadura, no local específico da injeção.


P: Existem diferentes nomes comerciais para o Pancuron?

R: Pancuron é o nome não proprietário da substância ativa, o Brometo de Pancurónio. Este medicamento também esteve disponível anteriormente sob o nome comercial Pavulon.


P: O Pancuron possui algum aviso de segurança de destaque (boxed warning)?

R: Sim. A embalagem e a rotulagem oficial do produto incluem um aviso de destaque (boxed warning). Este enfatiza que o fármaco é um agente paralisante que causa paragem respiratória, devendo apenas ser utilizado por pessoal devidamente treinado e com acesso imediato a equipamento de suporte respiratório.


P: Quando foi o Pancuron aprovado pela primeira vez para utilização?

R: Os registos regulamentares oficiais indicam que o Brometo de Pancurónio foi aprovado pela primeira vez para utilização em 1972.


P: O Pancuron está disponível numa versão genérica?

R: Sim, de acordo com os registos regulamentares oficiais, o Brometo de Pancurónio está disponível como medicamento genérico para injeção.

Como Pancuron deve ser armazenado e descartado?

Requisitos Oficiais de Conservação e Eliminação

O armazenamento da solução injetável de Pancuron deve ser feito obrigatoriamente sob refrigeração, com a temperatura mantida entre os 2°C e os 8°C. É essencial garantir que o produto não seja congelado, de forma a preservar a sua integridade. As ampolas devem ser protegidas da luz, devendo ser mantidas dentro da respetiva embalagem exterior de cartão original.

Condição Requisito
Temperatura Refrigerar (2°C a 8°C)
Proteção da Luz Conservar na embalagem original
Congelação Não pode ser congelado

Sendo um produto de utilização única, qualquer porção não utilizada ou medicamento com o prazo de validade expirado deve ser eliminado. A eliminação não deve ser efetuada através do lixo doméstico nem dos sistemas de esgoto. Em vez disso, o descarte deve seguir rigorosamente as regulamentações locais e nacionais relativas a resíduos farmacêuticos. O medicamento deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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