Monteka

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Monteka

Que tipo de medicamento é o Monteka?

O Monteka é uma designação comercial específica para um medicamento de substância única, sujeito a receita médica, cujo princípio ativo é o composto de síntese química montelucaste sódico (DCI). Este medicamento é classificado como um Antagonista dos Recetores dos Leucotrienos (ARLT), um tipo específico de agente modificador antiasmático e antialérgico.

O montelucaste é reconhecido clinicamente pela sua atividade oral sistémica, o que o distingue de muitas terapias respiratórias por inalação. A sua identidade farmacológica define-o como um agente não esteroide que inibe seletivamente a ação dos leucotrienos cisteínicos no recetor CysLT1, um mecanismo de ação fundamentado em estudos farmacológicos.

Composição e formas disponíveis (comprimidos, comprimidos mastigáveis e grânulos)

O Monteka contém montelucaste sob a forma de sal sódico, apresentado em formas sólidas destinadas à administração por via oral. O medicamento é fabricado em várias apresentações, nomeadamente o comprimido mastigável aromatizado e as formulações em grânulos orais. Estas diversas formas — comprimido, comprimido mastigável e grânulos — fornecem a mesma substância ativa e destinam-se à via de administração oral, oferecendo a flexibilidade necessária, particularmente para o grupo de doentes pediátricos.

Objetivo geral como agente modificador dos leucotrienos

O principal objetivo terapêutico do montelucaste é ajudar a reduzir e prevenir reações inflamatórias no sistema respiratório, visando especificamente os leucotrienos. Ao bloquear a ligação destes mediadores inflamatórios aos recetores nas vias aéreas, o fármaco ajuda a inibir efeitos fisiológicos associados, tais como o edema (inchaço) e a contração do músculo liso.

Este mecanismo preventivo consistente permite que o fármaco funcione como um agente de controlo a longo prazo, contribuindo para a estabilização de condições crónicas onde a inflamação das vias aéreas é um fator patológico central. Esta função posiciona o Monteka como uma terapia de base, não aguda, que visa sustentar uma função respiratória adequada através da modificação da resposta inflamatória contínua do organismo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Monteka?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do montelucaste (Monteka) encontra-se documentado com base em estudos clínicos e na vigilância pós-comercialização, classificando os efeitos reportados por categorias de frequência, de acordo com as normas regulamentares.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

A reação adversa reportada com maior frequência é a infeção do trato respiratório superior, classificada como Muito Frequente (ocorre em pelo menos 1 em cada 10 indivíduos). Os efeitos classificados como Frequentes (em pelo menos 1 em cada 100 indivíduos) incluem cefaleias (dores de cabeça), dor abdominal, febre e sintomas gastrointestinais como náuseas, vómitos e diarreia. Adicionalmente, a erupção cutânea e a elevação das enzimas hepáticas (ALT, AST) estão listadas como comuns.

Avisos de Segurança Fundamentais

A rotulagem oficial contém avisos relativos a Eventos Neuropsiquiátricos graves, que foram reportados em todos os grupos etários. Estes eventos incluem alterações de humor e de comportamento, tais como ideação e comportamento suicida, agressividade, agitação, depressão e distúrbios do sono. Os relatos indicam que estes sintomas podem persistir ou surgir mesmo após a interrupção do tratamento.

Relatos Muito Raros incluem também condições sistémicas como a Síndrome de Churg-Strauss, uma síndrome vasculítica frequentemente observada em associação com a redução ou suspensão da corticoterapia oral, e a hepatite (inflamação do fígado).

Restrições e Considerações de Segurança

O montelucaste é indicado apenas para o controlo e prevenção a longo prazo e não deve ser utilizado para tratar crises agudas de asma. No caso de doentes com asma sensível à aspirina, a restrição regulamentar determina que estes devem continuar a evitar a aspirina e outros anti-inflamatórios não esteroides (AINE) enquanto estiverem a receber esta terapia. A formulação em comprimido mastigável contém aspartame, uma fonte de fenilalanina, o que constitui uma consideração necessária para indivíduos com fenilcetonúria (PKU).

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As orientações regulamentares para a sobredosagem com Monteka (montelucaste sódico) enfatizam uma resposta centrada na gestão de suporte, uma vez que não é conhecido qualquer antídoto específico. Os relatórios oficiais submetidos às autoridades de saúde descrevem um conjunto central de achados clínicos observados em casos de sobredosagem, envolvendo tanto doentes adultos como pediátricos.

Manifestações Clínicas Documentadas

As apresentações de sobredosagem documentadas em fontes regulamentares incluíram um conjunto de achados do sistema nervoso central e gastrointestinais:

  • Sonolência e Cefaleia (dor de cabeça)
  • Hiperatividade psicomotora
  • Dor abdominal e Vómitos
  • Sede

Na maioria destes relatórios, os achados clínicos e laboratoriais observados foram consistentes com o perfil de segurança conhecido do fármaco, e, de um modo geral, não foram descritos desfechos graves ou fatais.

Ação de Emergência e Gestão Necessária

Na eventualidade de uma suspeita de sobredosagem, é obrigatório procurar assistência médica imediata. Devido à inexistência de um antídoto farmacológico específico, as orientações regulamentares determinam que o tratamento deve consistir na aplicação das medidas habituais de suporte e na monitorização clínica contínua do estado do doente. A gestão pode também incluir a instituição de terapia sintomática e passos procedimentais, tais como a remoção de material não absorvido do trato gastrointestinal, caso seja considerado clinicamente necessário.

Usos terapêuticos de Monteka

O que o Monteka trata: Principais utilizações e benefícios

O Monteka é um medicamento de controlo especializado, utilizado geralmente para a gestão a longo prazo e prevenção de sintomas crónicos relacionados com condições respiratórias e alérgicas específicas. Esta medicação é considerada relevante em três áreas terapêuticas centrais.

As aplicações terapêuticas primárias envolvem o controlo a longo prazo da asma crónica, o alívio sintomático da rinite alérgica (tanto sazonal como perene) e a prevenção de dificuldades respiratórias induzidas pelo exercício.

Controlo da asma crónica e alívio alérgico

O Monteka é habitualmente prescrito para a gestão diária de sintomas associados à asma persistente ligeira a moderada, desempenhando um papel importante no controlo de queixas que causam um esforço fisiológico percetível, tais como sibilos (pieira), tosse crónica e aperto no peito. É também aplicado para tratar o desconforto sintomático da rinite alérgica, sendo relevante na gestão de sintomas como a congestão nasal e os espirros. Este suporte preventivo contínuo é fundamental para reduzir a carga sintomática global e pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional do doente.

“Este medicamento é utilizado principalmente para ajudar a prevenir sintomas, apoiando o doente durante episódios difíceis e auxiliando na participação em atividades rotineiras.”

Prevenção situacional

Uma aplicação distinta é a prevenção da broncoconstrição induzida pelo exercício (BIE). Utilizado antes do esforço físico, este fármaco proporciona geralmente um benefício situacional relevante: pode ajudar a manter a estabilidade funcional, apoiando o doente durante períodos de maior esforço e facilitando a sua participação em atividades físicas regulares.

Facto Rápido: Alívio do desconforto respiratório e alérgico O Monteka é frequentemente utilizado para ajudar os doentes a gerir sintomas que interferem com o funcionamento diário, abrangendo tanto o trato respiratório inferior (asma) como o trato respiratório superior (rinite alérgica).

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Monteka?

A utilização deste medicamento está restrita a determinadas populações, conforme definido pelos documentos regulamentares, baseando-se primordialmente na idade, na presença de condições agudas e em sensibilidades conhecidas.


Populações Contraindicadas

Classificação Grupo Populacional Condição / Contexto
Proibido Doentes com hipersensibilidade Alergia conhecida ao montelucaste ou a qualquer componente da formulação.
Proibido Doentes em situações agudas Tratamento de crises agudas de asma (não deve ser utilizado).
Restrito Doentes com PKU Devem ser informados de que os comprimidos mastigáveis contêm fenilalanina.

Elegibilidade Relacionada com a Idade (Limiares Mínimos)

As diretrizes oficiais estabelecem diferentes idades mínimas para a utilização, dependendo da condição clínica:

  • Asma Crónica: Elegível para doentes com idade igual ou superior a 12 meses.
  • Rinite Alérgica Perene: Elegível para doentes com idade igual ou superior a 6 meses.
  • Broncocontrição Induzida pelo Exercício: Elegível para doentes com idade igual ou superior a 6 anos.

Estatuto de Populações Especiais

  • Insuficiência Renal/Hepática: Doentes com insuficiência renal ou insuficiência hepática ligeira a moderada são geralmente elegíveis, uma vez que não é necessário ajuste posológico.
  • Gravidez e Aleitamento: A utilização durante a gravidez e a amamentação é geralmente permitida quando o benefício clínico para a mãe é considerado claramente essencial, uma vez que o montelucaste está presente no leite humano em quantidades muito reduzidas.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os documentos regulamentares oficiais detalham interações específicas para o montelucaste (comercializado como Monteka) baseando-se, primordialmente, no seu metabolismo através das enzimas do citocromo P450 (CYP2C8, CYP2C9 e CYP3A4). Estas interações podem resultar numa concentração alterada do montelucaste ou do fármaco administrado concomitantemente, exigindo atenção e monitorização clínica.

Categoria do Produto Exemplos Específicos Listados Restrição ou Requisito Prático
Indutores Enzimáticos Carbamazepina, Rifampicina, Fenobarbital A coadministração pode diminuir as concentrações plasmáticas do montelucaste, o que poderá levar a uma redução da eficácia. Os documentos regulamentares aconselham a monitorização de uma eventual perda de efeito terapêutico.
Inibidores do CYP2C8 Genfibrozil A administração conjunta pode aumentar significativamente a exposição sistémica ao montelucaste, requerendo vigilância quanto ao aumento dos seus efeitos.
Anticoagulantes Orais Varfarina O montelucaste não parece ter efeitos clinicamente relevantes na farmacocinética da varfarina, mas recomenda-se ainda assim uma monitorização estreita dos parâmetros de coagulação (Tempo de Protrombina/INR) quando ambos são utilizados em conjunto.
Outros Medicamentos Prednisona, Teofilina, Digoxina Estudos oficiais demonstram que o montelucaste não tem efeito clinicamente significativo na farmacocinética destes fármacos específicos, não estando especificadas restrições de interação para a sua coadministração.

Restrições de Procedimento: A formulação em comprimido mastigável contém fenilalanina e é contraindicada em doentes com fenilcetonúria (PKU). Esta restrição baseia-se numa interação específica de um componente do medicamento com esta população de doentes.

Mecanismo de ação

O Monteka atua como um Antagonista dos Recetores dos Leucotrienos, modulando as vias inflamatórias ao nível celular. O seu mecanismo é altamente específico e resulta num efeito fisiológico que reduz a sinalização mediada pelos leucotrienos cisteínicos (CysLT).

Bloqueio Seletivo do Recetor CysLT1

O fármaco atua ligando-se com elevada afinidade ao recetor de leucotrienos cisteínicos do tipo 1 (CysLT1), que se encontra no músculo liso das vias aéreas e nas células inflamatórias. Esta interação cria um bloqueio competitivo que impede que os sinais inflamatórios naturais do corpo — os leucotrienos cisteínicos (LTD4, LTC4, LTE4) — iniciem os seus efeitos biológicos. Como resultado, o medicamento interrompe a cascata de sinalização dos leucotrienos sem ativar o recetor propriamente dito.

Consequências Fisiológicas do Bloqueio do Recetor

Ao neutralizar o recetor CysLT1, o mecanismo produz três consequências fisiológicas principais no sistema respiratório. Primeiro, previne a contração do músculo liso e o broncoespasmo induzido pelo LTD4. Segundo, reduz a permeabilidade vascular, o que limita o edema (inchaço) das vias aéreas e a secreção de muco mediada pelos CysLT. Terceiro, interfere com os sinais que promovem o recrutamento e a infiltração de células inflamatórias, como os eosinófilos, nas vias aéreas. Esta ação proporciona um bloqueio sustentado da via de sinalização dos leucotrienos.

Informações sobre dosagem e administração

Princípios de Administração e Dosagem

O Monteka (montelucaste sódico) é administrado exclusivamente por via oral em todas as suas formulações aprovadas: comprimidos revestidos por película, comprimidos mastigáveis e grânulos orais. A abordagem à utilização do medicamento é padronizada, exigindo uma administração única diária para a gestão crónica.

Regimes de Dosagem Diária Padrão

A dose numérica está estritamente dependente da idade e do objetivo terapêutico, conforme descrito na documentação regulamentar. As dosagens fixas não estão sujeitas a ajuste gradual e encontram-se resumidas abaixo:

População Dose Oficial (Uma vez ao dia)
Adultos e Adolescentes (≥ 15 anos) 10 mg
Crianças (6–14 anos) 5 mg (Comprimido mastigável)
Crianças (2–5 anos) 4 mg (Comprimido mastigável ou grânulos)

Frequência e Contexto de Utilização

A frequência padrão para todas as indicações é de uma vez por dia. Para o tratamento crónico da asma, a dose diária é consistentemente administrada à noite. Quando utilizado para rinite alérgica isolada, o horário é mais flexível, permitindo a administração de manhã ou à noite. O medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos.

Aplicam-se regras de procedimento específicas aos grânulos orais: devem ser administrados diretamente ou misturados com leite materno, leite de fórmula ou alimentos moles específicos (como puré de maçã ou arroz). A dose completa deve ser consumida num período de 15 minutos após a abertura da saqueta; a preparação não pode ser guardada.

As instruções regulamentares estabelecem que não é necessário qualquer ajuste posológico para doentes idosos, nem para aqueles com insuficiência renal ou hepática de grau ligeiro a moderado. Além disso, apenas é permitida uma dose de Monteka por período de 24 horas, independentemente do número de indicações que estejam a ser tratadas.

Evidência clínica recente

Monteka: Evidência Clínica Recente

Resumo do Foco da Investigação

A investigação científica tem explorado diversos parâmetros de avaliação (endpoints) relacionados com a utilização do Monteka, centrando-se em métricas relevantes para o estado clínico dos doentes em áreas fundamentais. Os ensaios clínicos medem habitualmente resultados como a gravidade dos sintomas, a qualidade de vida e a frequência de exacerbações da doença.

Ensaios Aleatorizados de Larga Escala

Um ensaio de larga escala apresentou resultados relevantes sobre as alterações na gravidade dos sintomas ao longo de um período de 12 semanas. O parâmetro primário medido foi a alteração, em relação ao valor inicial, numa Escala de Sintomas Validada (VSS). Um outro ensaio de dimensão semelhante examinou se a terapêutica combinada diferia da monoterapia.

Estudos de Processo

A investigação analisou a relação entre o fármaco e os níveis de dor reportados. Este trabalho envolveu o estudo de processos bioquímicos, incluindo um estudo de Fase II, de menor dimensão, que avaliou marcadores inflamatórios em amostras de soro dos participantes.

Perfil de Segurança e Tolerabilidade

Os ensaios clínicos avaliaram o perfil de efeitos secundários deste tratamento. Os eventos adversos reportados com maior frequência nos estudos incluíram cefaleias ligeiras e náuseas temporárias.

Avaliação de Interações Medicamentosas

A investigação avaliou a utilização concomitante deste fármaco com o álcool. Os resultados incluíram relatos de tonturas. Os estudos examinaram também potenciais interações com certas classes de medicamentos para a dor de venda livre.

Critérios de Contraindicação e Exclusão

Os estudos excluíram indivíduos com a condição X.

Investigação Comparativa

Diversos estudos compararam a absorção desta formulação com versões anteriores, analisando o tempo necessário para atingir a concentração plasmática máxima (Tmax) e a exposição total ao fármaco (AUC). A investigação tem examinado o papel do medicamento na gestão de exacerbações agudas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Monteka (FAQ)


P: O Monteka pode ser utilizado para parar uma crise de asma que já começou?

Os documentos regulamentares estabelecem que o Monteka (montelucaste) se destina ao controlo prolongado e à prevenção de sintomas. Não está indicado e não deve ser utilizado para tratar uma crise aguda de asma ou dificuldades respiratórias que já estejam a ocorrer. O medicamento não se destina a substituir os medicamentos de alívio rápido para o alívio imediato dos sintomas.


P: É seguro tomar Monteka com medicamentos comuns para as alergias de venda livre?

Os estudos oficiais de interação medicamentosa para o Monteka focaram-se em fármacos específicos que podem afetar o seu metabolismo. A rotulagem regulamentar não especifica restrições de interação com muitos medicamentos comuns para as alergias que não requerem receita médica. Recomenda-se que os doentes com dúvidas sobre a combinação do Monteka com outros produtos consultem os recursos oficiais ou um profissional de saúde.


P: O Monteka pode causar alterações de humor ou nos padrões de sono?

A rotulagem regulamentar oficial inclui avisos específicos sobre eventos neuropsiquiátricos graves relatados em todos os grupos etários. Estes eventos podem incluir alterações de humor e de comportamento, tais como agitação, depressão, agressividade e distúrbios do sono, incluindo dificuldade em dormir e pesadelos. Estes efeitos fazem parte da informação de segurança reportada oficialmente.


P: Quais são os efeitos secundários ligeiros do Monteka reportados com maior frequência?

A reação adversa mais frequentemente relatada, classificada como Muito Frequente (ocorre em pelo menos 1 em cada 10 indivíduos), é a infeção das vias respiratórias superiores. Outras reações adversas comuns (pelo menos 1 em cada 100 indivíduos) listadas na informação oficial do produto incluem cefaleia (dor de cabeça), dor abdominal, febre, náuseas, vómitos, diarreia e erupção cutânea.


P: Quanto tempo demora até se observarem os benefícios totais do Monteka no controlo da asma?

Os estudos farmacológicos indicam que o medicamento começa a atuar de forma relativamente rápida, com efeitos terapêuticos demonstrados logo às duas horas após a primeira dose. Os sumários regulamentares observam que, se a resposta inicial for insatisfatória, a reavaliação da terapia pode ocorrer após um período de utilização contínua, tipicamente entre 4 a 8 semanas.


P: Que estudos sustentam a utilização do Monteka na prevenção dos sintomas da asma?

Os documentos regulamentares resumem as evidências obtidas a partir de ensaios aleatorizados de larga escala. Estes estudos mediram vários resultados clínicos, incluindo alterações na gravidade dos sintomas, melhorias na qualidade de vida e a frequência de exacerbações da doença durante períodos de tratamento definidos.


P: Porque é que algumas pessoas com asma tomam Monteka juntamente com um corticoide inalado?

O Monteka atua como um Antagonista dos Recetores dos Leucotrienos — um mecanismo diferente dos corticoides inalados. Os documentos regulamentares mencionam que pode ser utilizado em terapia combinada como uma opção adicional de controlo, devido à sua ação distinta e complementar na redução das vias de sinalização inflamatória nas vias respiratórias.


P: Sonhos vívidos ou pesadelos são um efeito secundário comum do Monteka?

Os sonhos vívidos e pesadelos estão listados nos avisos regulamentares oficiais como potenciais eventos neuropsiquiátricos. Estes efeitos são considerados possíveis reações adversas, particularmente em crianças, e estão agrupados com outros distúrbios do sono reportados e associados à utilização do medicamento.


P: Existe uma versão genérica disponível do Monteka?

Sim. A substância ativa do Monteka é o montelucaste sódico, que está disponível em formulações genéricas. A disponibilidade de opções genéricas é uma questão de registo regulamentar público após a expiração da patente original.


P: O Monteka é seguro para utilização em bebés ou crianças pequenas?

A rotulagem oficial especifica as idades mínimas para a elegibilidade do tratamento. Para a asma crónica, a idade mínima é de 12 meses ou mais. Para a rinite alérgica perene, o medicamento é elegível para doentes com idade igual ou superior a 6 meses.


P: Existem avisos específicos para pessoas com antecedentes de problemas de saúde mental antes de iniciarem o Monteka?

A rotulagem oficial aconselha a consulta de um profissional de saúde relativamente a qualquer historial de problemas de saúde mental antes de iniciar o tratamento. Os relatórios oficiais indicam que ocorreram eventos neuropsiquiátricos em doentes com e sem doença psiquiátrica pré-existente, tornando este historial um fator de consideração fundamental.


P: Existem interações conhecidas entre o Monteka e o álcool?

As informações oficiais de prescrição não listam uma interação medicamentosa direta com o álcool. No entanto, foram associados relatos de lesão hepática à sua utilização, particularmente em doentes com outros fatores de risco, como o consumo de álcool.


P: O Monteka perde eficácia ao longo do tempo se for tomado diariamente?

Os ensaios clínicos avaliaram a eficácia do tratamento contínuo com Monteka durante períodos específicos, como 12 semanas. A evidência resumida nos documentos oficiais não encontrou provas de tolerância ou perda de efeito protetor durante a duração desses estudos.


P: O que devo fazer se os meus sintomas piorarem após iniciar o Monteka?

Caso se verifiquem sintomas neuropsiquiátricos novos ou agravados, ou uma alteração significativa no comportamento ou humor, os avisos regulamentares indicam que é apropriada a consulta de um profissional de saúde, incluindo a consideração da descontinuação do fármaco.


P: O Monteka é seguro para alguém que tenha problemas de fígado?

A rotulagem oficial estabelece que não é necessário ajuste posológico para doentes com insuficiência hepática ligeira a moderada. No entanto, os documentos regulamentares também observam que a farmacocinética não foi avaliada em doentes com insuficiência hepática mais grave ou hepatite ativa.


P: Quanto tempo após parar o Monteka é que o fármaco sairá completamente do meu sistema?

Os dados farmacocinéticos disponíveis nos documentos oficiais indicam que a semivida plasmática média do montelucaste — o tempo que demora para metade do fármaco ser eliminado do corpo — varia entre aproximadamente 2,7 e 5,5 horas em adultos saudáveis.


P: O Monteka ajuda a reduzir a necessidade do meu inalador de alívio?

Os estudos resumidos em revisões regulamentares mostram que o papel do Monteka como controlador a longo prazo pode levar a uma melhor estabilidade respiratória. Ensaios clínicos focados na asma e na dificuldade respiratória induzida pelo exercício relataram que os doentes que tomaram este medicamento necessitaram de beta2-agonistas de alívio com menos frequência do que aqueles que tomaram um placebo.


P: O Monteka está associado a algum risco de reações alérgicas graves?

O medicamento é contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida ou alergia à substância ativa, o montelucaste, ou a qualquer um dos componentes da formulação. Reações alérgicas graves, como anafilaxia, são relatadas em dados oficiais de segurança pós-comercialização.


P: É seguro para adultos mais velhos (idosos) tomar Monteka?

A avaliação regulamentar confirma que o perfil farmacocinético (a forma como o fármaco é absorvido e eliminado) é semelhante em adultos mais velhos e mais jovens. Os princípios oficiais de administração e dosagem estabelecem que não é necessário ajuste posológico para doentes idosos.


P: Posso tomar Monteka se for alérgico a ingredientes que não sejam o fármaco principal?

O medicamento é oficialmente contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida à substância ativa, o montelucaste, ou a qualquer um dos componentes inativos (excipientes) na formulação. Esta restrição está descrita na informação oficial do produto.


P: Posso tomar Monteka no mesmo dia que a minha dose para o exercício?

As instruções de administração oficial são claras ao indicar que é permitida apenas uma dose de montelucaste por cada período de 24 horas, independentemente da indicação a ser tratada. A dose tomada para a broncocontrição induzida pelo exercício não deve ser administrada num intervalo de 24 horas em relação à dose diária regular.

Como Monteka deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação do Montelucaste Sódico

O montelucaste sódico (Monteka) deve ser conservado em condições específicas para manter a estabilidade e a eficácia do produto, tal como definido na rotulagem regulamentar.

Requisitos Oficiais de Conservação

Elemento Requisito
Temperatura Conservar entre 20 °C e 25 °C.
Proteção Deve ser conservado na embalagem de origem para proteger da luz e da humidade.
Manuseamento Manter fora do alcance e da vista das crianças.
Estabilidade dos Grânulos As doses de grânulos orais devem ser administradas num período de 15 minutos após a mistura; não guardar o produto após este ter sido misturado.

Instruções Regulamentares de Eliminação

Qualquer produto não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado de acordo com as normas locais. Recomenda-se a utilização de programas de recolha de medicamentos específicos para o efeito. O medicamento não consta da lista de produtos cuja eliminação seja recomendada através de descarga no lavatório ou na sanita.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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