Evidência científica / Visão geral dos estudos sobre o Фосамакс
Evidência para o Uso na Osteoporose Pós-menopausa
A investigação mais abrangente sobre o alendronato tem sido aplicada em estudos que analisam a Osteoporose Pós-menopausa como indicação estudada em ensaios clínicos. Esta evidência sustenta-se em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA) multicêntricos de grande escala e em inúmeras Revisões Sistemáticas e Meta-análises subsequentes que compilam os dados. A investigação analisou desfechos fundamentais, incluindo a medição da incidência de fraturas — especificamente na coluna vertebral, na anca e noutros ossos não vertebrais — a par da alteração da Densidade Mineral Óssea (DMO) na anca e na coluna.
Os estudos fundamentais exploraram a forma como os padrões de fratura evoluíram ao longo de um período de três a cinco anos. Os resultados descrevem padrões de grupo relativos à ocorrência de novas fraturas vertebrais e da anca nas populações observadas. Estes ensaios principais também reportaram consistentemente medições da alteração da DMO na coluna e na anca durante o período do estudo. Esta investigação contribui para a compreensão das alterações a curto e médio prazo na densidade mineral óssea e nos padrões de fratura dentro desta população.
O que permanece incerto é o contexto completo da investigação a longo prazo. Os dados que ultrapassam a janela inicial de cinco anos dos ECA são caracterizados principalmente por estudos de extensão abertos e dados observacionais, o que significa que estas conclusões foram derivadas de contextos com cargas sintomáticas variáveis e carecem do design rigoroso e controlado por placebo dos ensaios originais. Por conseguinte, a certeza permanece baixa relativamente aos efeitos da continuação do tratamento após cinco anos com base apenas na investigação inicial de maior qualidade.
Evidência para a Osteoporose em Homens e Osteoporose Induzida por Esteroides
Também foi realizada investigação para explorar o uso do alendronato em homens adultos com osteoporose e em doentes (homens e mulheres) cuja condição está ligada ao uso de glucocorticoides (esteroides). Para estes grupos, a base de evidência é composta essencialmente por Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA) realizados com menos participantes do que os estudos principais na pós-menopausa.
Nos estudos que envolveram homens, a investigação analisou principalmente a alteração da Densidade Mineral Óssea (DMO) num período de um a dois anos. Embora os estudos tenham monitorizado alterações na incidência de fraturas vertebrais, o volume de investigação que explora este desfecho é menos extenso do que o disponível para mulheres na pós-menopausa. Os resultados indicam padrões relacionados com alterações na DMO ao longo da duração do estudo. Da mesma forma, para doentes a receber esteroides a longo prazo, a investigação analisou alterações na DMO durante aproximadamente um ano. Os estudos relatam como a DMO evoluiu nas populações observadas, tendo sido observados padrões tanto em doentes que iniciaram a toma de esteroides como naqueles que já os recebiam.
Uma limitação fundamental da investigação nestes dois grupos é a duração do acompanhamento, que foi limitada. Isto resulta em períodos de acompanhamento mais curtos para os resultados e reduz a quantidade de dados disponíveis relativamente à incidência de fraturas não vertebrais em comparação com os estudos fundamentais na pós-menopausa.
Evidência para a Doença de Paget Óssea
O alendronato foi estudado para a gestão da Doença de Paget Óssea, uma condição caracterizada por limitações funcionais do osso. A evidência provém de Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA) e estudos comparativos que observaram respostas em intervalos de tempo definidos. A investigação analisou desfechos relacionados com marcadores bioquímicos do metabolismo ósseo (como a Fosfatase Alcalina Sérica), juntamente com resultados reportados pelos doentes que descrevem o desconforto percecionado, como a dor óssea.
Os estudos relataram como estes marcadores evoluíram, com os resultados a indicarem padrões relacionados com as medições dos marcadores do metabolismo ósseo. A dor óssea reportada pelos doentes foi medida e a evolução dos sintomas foi descrita nos relatórios dos ensaios. No entanto, a investigação disponível é, geralmente, de menor escala e de curta duração (frequentemente de 6 meses a 2 anos) do que os ensaios de osteoporose. O foco principal da investigação centrou-se na resposta bioquímica e, por isso, os dados para desfechos de fratura a longo prazo específicos para a doença de Paget permanecem insuficientes.
Evidência em Populações Especiais (Incluindo Estudos Pediátricos)
A investigação explorou o uso do alendronato em certas populações especiais, incluindo crianças e adolescentes, como aqueles com Osteogénese Imperfeita (OI) Juvenil. Para este uso pediátrico, foi realizado um ensaio clínico principal, multicêntrico e Controlado e Aleatorizado. O estudo monitorizou a alteração no Z-score da Densidade Mineral Óssea (DMO) da coluna como desfecho principal e analisou também desfechos secundários, incluindo a incidência de fraturas nas extremidades e medidas funcionais.
O estudo reportou medições de alteração nos Z-scores da DMO nas crianças e adolescentes observados. No entanto, os resultados relacionados com o desfecho secundário fundamental da incidência de fraturas em ossos longos foram mistos e não descreveram diferenças estatisticamente significativas em comparação com o grupo de controlo ao longo do período de dois anos do ensaio. A base de evidência global para este uso pediátrico é considerada limitada nos resumos regulamentares, o que é consistente com a ausência de diferenças significativas na incidência de fraturas durante o período do ensaio.
Estudos a Longo Prazo e Acompanhamento Prolongado
A base de evidência para o alendronato inclui dados derivados de acompanhamento prolongado, o que contribui para o panorama mais amplo da evidência, mas apresenta limitações específicas. Os ensaios primários, controlados por placebo, terminaram habitualmente aos cinco anos, após os quais os doentes transitaram frequentemente para estudos de extensão que nem sempre foram em oculto ou controlados por placebo. Estes estudos foram utilizados em contextos observacionais para avaliar padrões de utilização a longo prazo.
Estas conclusões a longo prazo contribuem para a compreensão de como a densidade mineral óssea e os padrões de risco de fratura podem evoluir ao longo do tempo. No entanto, como o design do estudo mudou após os cinco anos, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos com a mesma certeza que os resultados dos ensaios iniciais. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas nas coortes de extensão e carece de evidência comparativa quanto à durabilidade do efeito a longo prazo.
O Que Ainda é Incerto Sobre a Evidência Científica
Em todo o corpo de evidência, a investigação destaca o que é conhecido, mas também o que permanece incerto. A qualidade da evidência varia entre os estudos, sendo que a evidência de maior certeza se foca em mulheres na pós-menopausa e em pontos finais de fratura específicos.
As durações do acompanhamento foram limitadas em muitos estudos, especialmente para homens, osteoporose induzida por esteroides e doença de Paget, o que significa que existe informação limitada para desfechos a longo prazo nestes grupos. Adicionalmente, a evidência comparativa entre o alendronato e outros tratamentos estabelecidos em ensaios prolongados nem sempre está disponível. Além disso, a investigação pediátrica para a Osteogénese Imperfeita mostrou que, embora o desfecho primário de DMO tenha sido atingido, os dados para a incidência de fraturas permanecem insuficientes, sublinhando uma lacuna importante na investigação para essa população.