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Decapeptyl LP

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Decapeptyl LP

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Decapeptyl LP

O que é o Decapeptyl LP?

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Triptorelina
Forma Farmacêutica Pó e solvente para suspensão injetável (Depot)
Classe Farmacológica Agonista da Hormona Libertadora de Gonadotrofina (GnRH)
Origem Análogo Sintético de Péptido

Que tipo de medicamento é o Decapeptyl LP?

O Decapeptyl LP é um medicamento especializado, sujeito a receita médica, cujo princípio ativo é a triptorelina, um composto classificado como um decapéptido sintético. A triptorelina é uma versão desenvolvida em laboratório, ou análogo, da hormona natural do corpo conhecida como GnRH (Hormona Libertadora de Gonadotrofina), o que posiciona este fármaco nas classes farmacológicas de Agonistas da GnRH e de terapêutica endócrina. Este composto sintético é amplamente reconhecido pela sua eficácia clínica e está incluído na Lista Modelo de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde.

A Composição e a Formulação Depot

O Decapeptyl LP é preparado sob a forma de pó e solvente para suspensão injetável, caracterizando-se especificamente como uma injeção "depot" de ação prolongada. Este sistema, que o distingue de análogos de curta duração, é um produto de princípio ativo único onde a triptorelina se encontra microencapsulada. A suspensão resultante é administrada através de injeção intramuscular ou, por vezes, subcutânea, assegurando que o composto ativo seja libertado no organismo durante um período de tempo alargado. Esta formulação crucial de libertação prolongada (indicada pela sigla “LP”) permite intervalos de dosagem menos frequentes, uma característica fundamentada por estudos farmacológicos que confirmam a consistência da supressão hormonal a longo prazo.

Objetivo Terapêutico Geral

O princípio fundamental de funcionamento do Decapeptyl LP consiste em alcançar e manter a supressão das hormonas sexuais no organismo, tais como a testosterona e o estrogénio. A triptorelina atua como um agonista potente, causando a regulação negativa e a dessensibilização dos recetores hipofisários, silenciando eficazmente os sinais do corpo para a produção hormonal. O conhecimento científico sobre os agonistas da GnRH confirma que este mecanismo primário reduz de forma fiável os níveis das hormonas sexuais. Este estado hormonal controlado é o benefício geral utilizado no tratamento de condições que são especificamente sensíveis ou estimuladas pela presença destas hormonas, alcançando a modulação hormonal terapêutica necessária.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Decapeptyl LP?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança da triptorelina (Decapeptyl LP) reflete principalmente o efeito fisiológico pretendido de supressão das hormonas sexuais, estando as reações adversas oficialmente classificadas com base na sua frequência e nos sistemas do organismo afetados.

Classificações Oficiais de Frequência

Classificação Exemplos Comuns (com base em documentos regulamentares)
Muito Frequentes Afrontamentos, cefaleias, fadiga, diminuição da libido/impotência, reações no local da injeção.
Frequentes Náuseas, tonturas, dores musculoesqueléticas, alterações de humor, insónia.

Estes efeitos estão agrupados em Classes de Sistemas de Órgãos fundamentais, incluindo Doenças Endócrinas, Doenças do Sistema Nervoso e Afecções Musculoesqueléticas e dos Tecidos Conjuntivos.

Reações Adversas Graves e Padrões de Segurança

Os documentos regulamentares oficiais referem que as reações adversas graves, embora raras, incluem eventos como o choque anafilático e a apoplexia hipofisária.

Um padrão de segurança temporal distinto envolve um aumento transitório das hormonas sexuais durante as primeiras semanas de terapêutica. Isto pode levar a um agravamento temporário dos sintomas — por exemplo, o aumento da dor óssea em doentes com cancro da próstata ou hemorragia vaginal ligeira passageira em doentes do sexo feminino.

A exposição prolongada à triptorelina está oficialmente associada a um risco potencial de diminuição da densidade mineral óssea.

Considerações de Segurança Específicas por População

O medicamento é contraindicado durante a gravidez e o aleitamento. Existem advertências de segurança específicas para diferentes populações de doentes: nos homens com cancro da próstata, é necessária precaução relativamente ao agravamento inicial dos sintomas (flare), que pode, em casos raros, levar a complicações como a compressão da medula espinhal. Para doentes pediátricos em tratamento para a Puberdade Precoce Central, pode observar-se inicialmente um aumento temporário dos sinais de puberdade.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil regulamentar de sobredosagem do Decapeptyl LP é significativamente condicionado pela sua formulação como uma injeção de libertação prolongada (depot). As informações oficiais de prescrição indicam que uma sobredosagem aguda de Decapeptyl LP é improvável, devido às suas propriedades farmacêuticas específicas e ao método de administração.

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Não existe experiência clínica de sobredosagem relatada em ensaios clínicos com o produto Decapeptyl LP de libertação prolongada e, consequentemente, não foram documentadas formalmente reações adversas específicas resultantes diretamente de uma sobredosagem aguda. Os dados fisiológicos sugerem que o único resultado esperado de uma exposição acima da dose terapêutica seria um prolongamento da duração da ação pretendida, que consiste na supressão contínua das hormonas sexuais.

Medidas de Emergência Necessárias

Apesar do baixo perfil de risco de sobredosagem aguda, as autoridades exigem a procura de assistência médica imediata caso se suspeite de uma sobredosagem. Esta ação é necessária para garantir uma avaliação e gestão adequadas. Os profissionais de saúde são, geralmente, instruídos a contactar um centro de informação antivenenos regional para obter orientação específica sobre a substância ativa.

Não existe um antídoto específico para a substância ativa, a Triptorelina, documentado na rotulagem oficial. A gestão foca-se na prestação de tratamento sintomático e de suporte e, em alguns casos, o tratamento poderá ter de ser interrompido temporariamente sob supervisão médica. Não constam explicitamente listados nas secções oficiais de sobredosagem requisitos de monitorização específicos além da observação médica geral.

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Usos terapêuticos de Decapeptyl LP

O que o Decapeptyl LP trata: principais utilizações e benefícios

O Decapeptyl LP é aplicado em domínios onde é necessário um suporte sintomático adicional em condições relacionadas com desequilíbrios sistémicos. O medicamento pode fazer parte da gestão sintomática, estando as suas utilizações documentadas em bases de dados de informação farmacológica de referência. Este tratamento é utilizado principalmente para gerir apresentações clínicas graves e orientadas por sintomas, incluindo o carcinoma avançado da próstata, a endometriose sintomática, os fibromiomas uterinos (leiomiomas) e a Puberdade Precoce Central (PPC). Desempenha um papel na gestão de sintomas que criam um desgaste fisiológico percetível nestas patologias.

“O Decapeptyl LP é habitualmente utilizado para auxiliar em conjuntos de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos em doentes com condições relacionadas com desequilíbrios sistémicos.”


Controlo do Cancro Avançado Sensível a Hormonas

Este medicamento é geralmente utilizado em áreas onde a gestão de sintomas a curto prazo é adequada para doentes com carcinoma avançado da próstata. O benefício terapêutico envolve a gestão de sintomas que criam um desgaste fisiológico percetível e proporciona um suporte que ajuda a aliviar a carga sintomática global em situações onde os doentes experienciam sintomas angustiantes, tais como a dor associada à carga tumoral e manifestações perturbadoras do trato urinário. Isto apoia o doente durante episódios difíceis através do alívio do mal-estar.


Alívio para Condições Ginecológicas Graves

O Decapeptyl LP é também relevante em condições caracterizadas por períodos de sintomas acentuados, tais como a endometriose sintomática e os fibromiomas uterinos. Para doentes que experienciam sintomas graves que interferem com o funcionamento diário, incluindo dor pélvica crónica, dismenorreia grave ou menorragia (hemorragia intensa), o tratamento é utilizado para gerir sintomas que criam um desgaste fisiológico percetível. Isto proporciona um suporte que ajuda a aliviar a carga global de sintomas e auxilia na manutenção da estabilidade funcional.

Facto Rápido: Alívio para o Desconforto Pélvico Crónico


Gestão da Puberdade Precoce Central (PPC)

O fármaco é aplicado na abordagem de sintomas em doentes pediátricos com Puberdade Precoce Central. Ajuda a tratar conjuntos de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos, tais como a progressão rápida das características sexuais secundárias e a maturação esquelética acelerada. Este alívio de suporte auxilia na manutenção da estabilidade funcional e é relevante para atenuar sintomas que interferem com o desenvolvimento físico futuro.

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Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Decapeptyl LP?

A elegibilidade populacional para o Decapeptyl LP (Triptorelina) está estritamente definida pelos documentos regulamentares, distinguindo entre os grupos aprovados e aqueles para os quais a utilização é contraindicada ou restrita.


Estado Oficial de Elegibilidade

Grupo Populacional Estado Definido pelas Informações Regulamentares
Uso Adulto Aprovado Homens com cancro da próstata avançado; Mulheres com endometriose sintomática ou miomas uterinos.
Uso Pediátrico Aprovado Crianças com idade igual ou superior a 2 anos com Puberdade Precoce Central (PPC).
Hipersensibilidade Contraindicado (alergia conhecida à Triptorelina, à GnRH ou a outros agonistas da GnRH).
Gravidez/Aleitamento Contraindicado (na gravidez) ou Não Recomendado (durante o aleitamento).
Mulheres Adolescentes (<18) Não recomendado para utilizações ginecológicas devido à inexistência de dados estabelecidos.

Restrições Baseadas em Condições de Saúde

Certas populações requerem uma consideração especial durante o tratamento. Doentes com condições existentes, tais como diabetes, depressão ou factores de risco específicos para o prolongamento do intervalo QT, são elegíveis, mas requerem uma observação próxima, conforme indicado nas informações oficiais de prescrição. Doentes com comprometimento renal ou hepático geralmente não necessitam de um ajuste posológico específico com base nas informações regulamentares. Estas regras estabelecem os grupos formais de não elegibilidade e de utilização condicional para o Decapeptyl LP.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

As informações oficiais para o Decapeptyl LP (Triptorelina) enfatizam interações farmacodinâmicas específicas e baseadas no tempo, em vez de interações por vias metabólicas, uma vez que é improvável que a Triptorelina envolva as enzimas hepáticas CYP450. A coadministração com outros agonistas da GnRH é uma restrição documentada.

O perfil de interação requer precaução com várias classes de medicamentos:


Padrões de Interação Documentados

Categoria da Substância Interativa Descrição Oficial
Medicamentos que prolongam o intervalo QT Potencial para prolongamento aditivo do intervalo QT devido ao efeito de classe reconhecido da Terapêutica de Privação Androgénica. É necessária precaução específica com antiarrítmicos da Classe IA e Classe III.
Medicamentos que diminuem o limiar convulsivo Aumento do potencial de convulsões quando utilizados concomitantemente com medicamentos associados à diminuição do limiar convulsivo (por exemplo, certos ISRS e Bupropiona).
Agentes Antidiabéticos A eficácia terapêutica pode ser diminuída devido à associação da classe da Triptorelina com o risco de hiperglicemia.

Restrições de Tempo e de Depuração (Clearance)

Existem regras de tempo obrigatórias para certas combinações terapêuticas. No contexto do cancro da mama na pré-menopausa, o tratamento com Triptorelina deve ser iniciado pelo menos 6 a 8 semanas antes do início da terapêutica com inibidores da aromatase, exigindo um mínimo de duas injeções de Triptorelina antes do começo. A depuração (clearance) da Triptorelina é reduzida, levando a uma exposição aumentada, em doentes com comprometimento renal ou hepático pré-existente, uma consideração específica da população referida nas informações de prescrição.

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Mecanismo de ação

Como funciona o Decapeptyl LP

O Decapeptyl LP (triptorelina) atua sobre o alvo biológico dos recetores da hormona libertadora de gonadotrofina (GnRH), localizados na glândula hipófise anterior. Numa fase inicial, a triptorelina atua como um agonista destes recetores, provocando um aumento temporário na secreção de gonadotrofinas, especificamente a hormona luteinizante (LH) e a hormona folículo-estimulante (FSH).

Esta fase estimulatória inicial é rapidamente seguida por uma alteração no tipo de interação, em que a presença contínua de triptorelina induz a dessensibilização dos recetores e a regulação negativa (downregulation) na superfície das células hipofisárias. Este processo modula eficazmente a via da GnRH ao tornar a hipófise incapaz de responder aos sinais endógenos de GnRH, o que leva a uma redução profunda na libertação de gonadotrofinas.

A cascata mecanística resultante envolve a supressão da produção subsequente de esteroides sexuais. A diminuição dos níveis de LH e FSH reduz a estimulação das gónadas, conduzindo a uma queda acentuada da testosterona e do estradiol em circulação. Esta supressão representa a consequência fisiológica ao nível sistémico da interação inicial com os recetores.

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Informações sobre dosagem e administração

Como o Decapeptyl LP é Utilizado: Orientações Oficiais de Administração

O Decapeptyl LP, uma formulação depot de libertação prolongada do péptido sintético triptorelina, é administrado exclusivamente por via injetável parentérica num contexto de cuidados de saúde profissionais. A via principal consiste numa injeção intramuscular (IM) profunda. No caso de adultos do sexo masculino a receber a dose de 11,25 mg para o carcinoma da próstata, pode também ser utilizada uma injeção subcutânea (SC). A administração tem de ser realizada sob a supervisão de um médico ou enfermeiro qualificado, devendo o local da injeção ser alternado periodicamente.

O medicamento é fornecido como pó e solvente e requer reconstituição imediatamente antes da utilização, apenas com o diluente fornecido. Para garantir a correta entrega das micropartículas de libertação prolongada, a suspensão resultante deve ser administrada sem demora após a preparação.

A dosagem é padronizada, associando-se a concentração do fármaco precisamente à frequência de administração. Os regimes oficiais para a dosagem intermitente de intervalo longo são fixos: 3 mg a cada 28 dias, 11,25 mg a cada 3 meses ou 22,5 mg a cada 6 meses. Para condições ginecológicas, o início do tratamento deve ocorrer nos primeiros cinco dias do ciclo menstrual, sendo que a duração total do protocolo está oficialmente limitada a um máximo de seis meses para a endometriose. A informação técnica indica que não é necessário ajuste posológico para idosos ou doentes com insuficiência renal ou hepática.

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Evidência clínica recente

Decapeptyl LP: Evidência Clínica Recente

O Decapeptyl LP, que contém triptorelina, é uma formulação de libertação prolongada de um agonista da GnRH. A investigação clínica tem-se focado principalmente na sua utilização em condições dependentes de hormonas, como o cancro da próstata e a endometriose, bem como em técnicas de procriação medicamente assistida (PMA).

Evidência no Cancro da Próstata

Ensaios clínicos, incluindo estudos de Fase III e de extensão, investigaram a capacidade das formulações de Decapeptyl LP (por exemplo, de 3 meses e 6 meses) para induzir e manter níveis de testosterona de castração em homens com cancro da próstata avançado.

  • Obtenção da Castração: Os estudos reportaram consistentemente que a maioria dos doentes (tipicamente mais de 95%) atingiu o nível de castração exigido de testosterona sérica (geralmente definido como leq 50 ng/dL ou leq 1,735 nmol/L) no prazo de quatro semanas após a primeira injeção.
  • Manutenção: Dados de longo prazo demonstraram que os doentes mantiveram, geralmente, estes níveis baixos de testosterona durante todo o período de tratamento, até 12 meses ou mais, o que representa um resultado necessário para uma terapêutica de privação androgénica eficaz.
  • Resposta do PSA: Observaram-se também reduções significativas nos níveis do Antigénio Específico da Próstata (PSA), que é uma medida comum para monitorizar a progressão do cancro da próstata.

Resultados Comparativos

Investigação direta comparou o Decapeptyl LP com outros agonistas da LHRH (tais como a goserelina ou a leuprorelina). Estes estudos indicaram, de uma forma geral, que o Decapeptyl LP esteve associado a um efeito semelhante na supressão da testosterona e na redução do volume da próstata quando comparado com os tratamentos de referência, confirmando o seu papel como uma opção alternativa nesta classe terapêutica.

Monitorização de Segurança

A monitorização da segurança clínica em estudos de longo prazo reportou que os acontecimentos adversos são geralmente consistentes com os efeitos farmacológicos esperados da redução da testosterona, tais como afrontamentos e diminuição da libido. Não foram identificados novos resultados de segurança ou achados inesperados com a monitorização contínua nas populações avaliadas.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Decapeptyl LP (FAQ)


P: Com que rapidez o Decapeptyl LP começa a atuar?

Estudos oficiais indicam que o efeito hormonal total demora algum tempo a estabelecer-se. Por exemplo, em estudos regulamentares em homens com cancro da próstata, o nível pretendido de supressão da testosterona foi geralmente atingido num período de quatro semanas após a primeira injeção.


P: Por que motivo é designado como um fármaco "agonista"?

Esta classificação baseia-se na forma como a substância ativa, a triptorelina, interage inicialmente com o sistema hormonal natural do organismo. É designado como um "agonista" porque se liga inicialmente aos recetores hipofisários, sinalizando-os para estimular brevemente a libertação de hormonas. No entanto, a ação contínua do fármaco reverte rapidamente este processo, levando à supressão global das hormonas, que é o efeito terapêutico pretendido.


P: O Decapeptyl LP é o mesmo que o Decapeptyl?

O medicamento Decapeptyl LP é um nome comercial e uma formulação específica da substância ativa triptorelina. A triptorelina é comercializada sob vários nomes e em diferentes formulações, incluindo um produto designado apenas como Decapeptyl, que poderá não ter as mesmas propriedades de ação prolongada. Os documentos regulamentares confirmam que o Decapeptyl LP é uma das formas estabelecidas de triptorelina.


P: O Decapeptyl LP é um tipo de quimioterapia?

Não, o Decapeptyl LP não está classificado como quimioterapia convencional. É uma terapêutica hormonal que pertence à classe dos agonistas da hormona libertadora de gonadotropinas (GnRH). O seu objetivo é modular a produção hormonal do organismo, em vez de destruir diretamente as células da mesma forma que a quimioterapia faz.


P: O que significam as letras "LP" em Decapeptyl LP?

Embora as letras "LP" não estejam oficialmente definidas nos documentos regulamentares, estas correspondem à forma específica como o medicamento é fabricado. As informações oficiais descrevem o produto como uma suspensão de libertação prolongada, o que permite intervalos de dosagem menos frequentes.


P: O Decapeptyl LP causa aumento de peso?

As listas oficiais de efeitos secundários comuns incluem alterações metabólicas e fraqueza geral relacionadas com a supressão hormonal. No entanto, o aumento de peso não consta consistentemente como uma reação adversa muito frequente ou frequente nos documentos regulamentares oficiais.


P: Quanto tempo costumam durar os efeitos secundários do Decapeptyl LP?

A duração dos efeitos secundários pode variar dependendo do tipo de reação. Os sintomas relacionados com o aumento hormonal inicial, por vezes designado como exacerbação tumoral (tumor flare), cessam tipicamente após uma a duas semanas. Efeitos comuns, como os afrontamentos, geralmente diminuem ou param alguns meses após a conclusão do ciclo de tratamento, embora possam persistir em alguns indivíduos.


P: Existe algum alimento ou bebida que deva evitar durante o tratamento com Decapeptyl LP?

A informação regulamentar indica que, geralmente, não existem restrições quanto a alimentos ou bebidas, sendo recomendada a manutenção de uma dieta normal. Contudo, alguns recursos para doentes indicam que evitar estimulantes, como a cafeína e o álcool, pode ajudar a gerir efeitos secundários comuns, como os afrontamentos.


P: O que acontece se eu falhar uma injeção programada de Decapeptyl LP?

As orientações oficiais enfatizam que a injeção deve ser administrada numa data o mais próxima possível da data programada, de modo a manter a supressão hormonal terapêutica. A documentação oficial refere que um ligeiro atraso de alguns dias na data da injeção não costuma afetar os resultados da terapêutica.


P: O Decapeptyl LP é um esteroide?

Não, o Decapeptyl LP não é um esteroide. O medicamento é um análogo peptídico sintético, especificamente um agonista da hormona libertadora de gonadotropinas (GnRH). A sua função é modificar o sistema de produção hormonal do organismo.


P: Posso conduzir após receber a injeção de Decapeptyl LP?

A capacidade de conduzir ou utilizar máquinas pode estar temporariamente diminuída se sentir determinados efeitos secundários. A informação oficial do produto lista efeitos possíveis, tais como tonturas, sonolência ou distúrbios visuais. Estes efeitos são mencionados na informação oficial do produto como fatores a considerar ao conduzir.


P: O que devo fazer se o local da injeção do Decapeptyl LP estiver vermelho ou doloroso?

As reações no local da injeção são um efeito secundário comum da formulação de ação prolongada. A informação oficial para o doente indica que, se a pele no local ficar excessivamente dolorosa, inchada ou mudar de cor, deve comunicar este facto ao seu profissional de saúde para avaliação.


P: O Decapeptyl LP é conhecido por outros nomes comerciais?

Sim, a substância ativa do Decapeptyl LP é a triptorelina. Este composto é comercializado mundialmente sob vários outros nomes comerciais, incluindo Trelstar, Pamorelin e Triptodur.


P: Por que motivo os médicos utilizam o Decapeptyl LP antes de certas cirurgias?

As políticas clínicas oficiais descrevem o uso de agonistas da GnRH, como o Decapeptyl LP, em determinados contextos clínicos para preparação para cirurgia. Por exemplo, em casos de miomas uterinos, as políticas clínicas oficiais citam a sua utilização antes da cirurgia para reduzir o tamanho do tecido do mioma.


P: Os estudos sugerem que o Decapeptyl LP afeta a fertilidade após a interrupção do tratamento?

A informação regulamentar indica que o efeito supressor dos agonistas da GnRH no sistema hormonal do organismo é reversível. O funcionamento normal do sistema hipofisário-gonadal é habitualmente descrito como restaurado após a interrupção definitiva do tratamento.


P: O que acontece quando se interrompe a toma de Decapeptyl LP?

Quando o medicamento é interrompido, o efeito supressor no sistema hipofisário-gonadal resolve-se habitualmente. Os documentos oficiais referem que a função hormonal normal é, de uma forma geral, descrita como restaurada após o fármaco deixar de ser administrado.


P: O Decapeptyl LP afeta a função hepática?

A informação regulamentar oficial observa uma relação entre o fármaco e a saúde do fígado. Especificamente, refere que a depuração (clearance) da triptorelina do organismo é reduzida em doentes que já apresentam compromisso hepático pré-existente, o que pode levar a uma maior exposição ao fármaco.

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Como Decapeptyl LP deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Decapeptyl LP

O Decapeptyl LP (pamoato de triptorelina) deve ser conservado corretamente para manter a sua eficácia. Os frascos para injetáveis de pó e solvente não reconstituídos devem, normalmente, ser conservados a uma temperatura inferior a 25°C e protegidos da luz, ou conforme especificamente instruído na embalagem, o que pode incluir refrigeração para algumas formulações. É importante verificar o folheto informativo do produto para conhecer as condições de conservação exatas da sua formulação específica de Decapeptyl LP.

A suspensão deve ser administrada imediatamente após a reconstituição. Qualquer produto reconstituído que não seja utilizado deve ser eliminado.

Relativamente à eliminação, todas as agulhas, seringas e qualquer medicamento não utilizado, incluindo a suspensão reconstituída ou materiais residuais, devem ser manuseados de acordo com os requisitos locais. Os objetos cortantes e perfurantes usados devem ser sempre colocados imediatamente num contentor apropriado e resistente à perfuração para evitar ferimentos e utilizações indevidas.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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