Clavoxin

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Clavoxin

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substâncias Ativas Amoxicilina e Ácido clavulânico
Formas Farmacêuticas Comprimidos revestidos por película, suspensão oral, pó para via intravenosa
Classe Farmacológica Antibiótico (Classe das Penicilinas, beta-lactâmico)
Indicação Comum Tratamento de infeções bacterianas
Origem Derivados sintéticos e semissintéticos

O que é o Clavoxin? Definição deste Antibiótico Combinado

O Clavoxin é classificado como um antibiótico de largo espectro de combinação, utilizado para combater uma grande variedade de infeções bacterianas. Este medicamento, sujeito a receita médica, é definido pelas suas substâncias ativas centrais, a Amoxicilina e o Ácido clavulânico, e pertence à classe das Penicilinas de agentes anti-infeciosos. O propósito fundamental do fármaco é exercer um efeito bactericida direto, o que significa que atua destruindo as bactérias suscetíveis.

O medicamento é clinicamente reconhecido pelo seu papel essencial no tratamento de infeções onde a resistência bacteriana é uma preocupação. A combinação de Amoxicilina e Ácido clavulânico constitui um tratamento eficaz para infeções causadas por organismos produtores de beta-lactamases, que são frequentemente resistentes à Amoxicilina isolada. Isto significa que o medicamento foi especificamente concebido para atuar contra bactérias mais fortes que desenvolveram defesas contra antibióticos mais antigos.

Por que razão o Clavoxin possui duas substâncias ativas?

A formulação do Clavoxin inclui dois componentes distintos para criar um poderoso efeito sinérgico que supera os mecanismos comuns de defesa bacteriana. A Amoxicilina funciona através da inibição da síntese da parede celular bacteriana, causando a morte da bactéria. O Ácido clavulânico, coadministrado, atua como um inibidor das beta-lactamases, protegendo o fármaco principal.

O Ácido clavulânico é crucial porque muitas bactérias produzem enzimas denominadas beta-lactamases que inativam a Amoxicilina. Ao neutralizar estas enzimas, o Ácido clavulânico protege o fármaco principal, assegurando a sua potência e alargando a capacidade do medicamento para combater com sucesso estirpes resistentes. Este papel único permite que o Ácido clavulânico restaure de forma fiável a atividade antibacteriana da Amoxicilina contra muitas estirpes produtoras de beta-lactamases. Este facto demonstra que os dois componentes trabalham em conjunto para aumentar o poder global do medicamento.

O medicamento é fornecido em formas orais, tais como comprimidos revestidos por película e pó para suspensão oral, sendo esta última frequentemente preparada com aromatizantes específicos para melhorar a aceitação por parte de grupos de doentes pediátricos. Está também disponível como pó para utilização intravenosa, permitindo uma administração flexível baseada nas necessidades do doente.

Quais efeitos secundários são possíveis com Clavoxin?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Clavoxin (amoxicilina e clavulanato de potássio) baseia-se principalmente na frequência das reações adversas, no potencial de complicações graves e nas restrições para grupos específicos de doentes.

Reações Adversas

As reações adversas estão classificadas de acordo com a classe de sistemas de órgãos afetada, sendo as perturbações gastrointestinais as mais frequentemente comunicadas. As reações são formalmente classificadas por frequência nos documentos regulamentares:

Classificação de Frequência Exemplos de Reações
Muito Frequentes (≥ 1/10) Diarreia
Frequentes (≥ 1/100 a < 1/10) Náuseas, Vómitos, Candidíase (mucocutânea)
Pouco Frequentes (≥ 1/1.000 a < 1/100) Tonturas, Cefaleias (dor de cabeça), Indigestão, Erupção cutânea, Urticária
Raras (≥ 1/10.000 a < 1/1.000) Leucopenia/neutropenia reversível, Trombocitopenia, Eritema multiforme
Muito Raras (< 1/10.000) Anafilaxia, Hepatite, Colite, Síndrome de Stevens-Johnson

Riscos Graves e Clinicamente Significativos

Os avisos destacam o risco de reações de hipersensibilidade graves (incluindo anafilaxia e angioedema), que são raras mas potencialmente fatais. A disfunção hepática (fígado), que se pode manifestar como hepatite ou icterícia colestática, é um risco conhecido. Esta lesão hepática pode, por vezes, surgir durante ou pouco após a interrupção do tratamento. A diarreia grave causada por Clostridioides difficile (colite associada a C. difficile) está também documentada como uma complicação potencial grave.

Restrições de Segurança e Populações

O Clavoxin está formalmente contraindicado em doentes com antecedentes conhecidos de hipersensibilidade grave a qualquer antibiótico beta-lactâmico (ex.: penicilinas, cefalosporinas) e em doentes com antecedentes de icterícia ou disfunção hepática associada à amoxicilina/ácido clavulânico. É necessária precaução e ajuste da dose em doentes com insuficiência renal grave. O medicamento está também contraindicado em doentes com mononucleose infeciosa, devido ao risco documentado de erupção cutânea não alérgica.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As manifestações de sobredosagem de Clavoxin documentadas oficialmente envolvem frequentemente o sistema gastrointestinal, apresentando-se com dor abdominal, vómitos e diarreia. Uma preocupação grave detalhada nos documentos regulamentares é o risco de cristalúria por amoxicilina, que tem sido reportada tanto em doentes adultos como pediátricos. Esta condição pode levar a uma redução acentuada da urina ou oligúria e, em casos isolados, a uma subsequente insuficiência renal.

Efeitos neurológicos, incluindo convulsões, estão também documentados, ocorrendo principalmente em doentes com função renal comprometida devido à eliminação reduzida das substâncias ativas.


A ação prevista perante uma suspeita de sobredosagem é a interrupção do medicamento. A gestão deve ser sintomática e de suporte, uma vez que não é conhecido qualquer antídoto específico. Deve ser procurada assistência médica urgente de imediato para manifestações graves, tais como convulsões, colapso, dificuldade respiratória ou sinais clínicos de oligúria. Os procedimentos descritos na orientação oficial para gerir concentrações sistémicas elevadas incluem a manutenção de uma ingestão de líquidos adequada para promover a diurese e o recurso à hemodiálise para remover tanto a amoxicilina como o ácido clavulânico em casos graves.

Usos terapêuticos de Clavoxin

O que o Clavoxin trata: principais utilizações e benefícios

O Clavoxin é habitualmente utilizado em quadros clínicos caracterizados por períodos de sintomas intensificados, sendo relevante em contextos que envolvem uma carga sistémica elevada. O seu papel terapêutico é pertinente para aliviar o peso da sintomatologia em domínios clínicos onde as infeções bacterianas criam um esforço fisiológico notório.

Esta abordagem é relevante em contextos de elevada sobrecarga para o organismo. O medicamento é frequentemente utilizado em condições que apresentam episódios agudos, tais como os observados na pneumonia adquirida na comunidade, exacerbações agudas de bronquite, sinusite, otite média e em certas infeções da pele e do trato urinário. É indicado para a gestão de grupos de sintomas como febre alta, tosse persistente e dor localizada. Esta estratégia pode fazer parte de uma gestão sintomática que apoia o conforto do doente durante períodos de maior intensidade de sintomas.


Facto Rápido: Foco na Gestão de Sintomas

Propriedade Descrição
Foco nos Sintomas Febre, dor localizada, inflamação, esforço funcional
Contexto Típico Episódios bacterianos agudos, suspeita de resistência
Benefício para o Doente Ajuda a manter a estabilidade, contribuindo para atenuar a carga global dos sintomas

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Clavoxin?

O Clavoxin está sujeito a regras específicas de elegibilidade regulamentar que definem as populações para as quais o uso é permitido ou restrito, conforme documentado nas informações oficiais de prescrição governamentais.

Inelegibilidade Absoluta (Contraindicações)

A utilização de Clavoxin é estritamente proibida em doentes com antecedentes documentados de reações de hipersensibilidade graves (por exemplo, anafilaxia) a qualquer antibiótico beta-lactâmico (incluindo penicilinas e cefalosporinas). É também contraindicado para indivíduos que tenham sofrido anteriormente de icterícia colestática ou disfunção hepática especificamente associada ao uso prévio de Amoxicilina/Ácido Clavulânico.

Utilização Condicional e Restrições

  • Função dos Órgãos: Doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina < 30 mL/min) ou submetidos a hemodiálise requerem obrigatoriamente um ajuste posológico, podendo algumas formulações de dosagem elevada ser contraindicadas. O uso em doentes com insuficiência hepática pré-existente exige precaução e uma monitorização regular da função do fígado.
  • Comorbilidades: O medicamento deve ser evitado em doentes com Mononucleose Infecciosa devido ao risco associado de desenvolvimento de uma erupção cutânea grave. Certas suspensões orais e comprimidos mastigáveis que contenham aspartamo devem também ser evitados por doentes com Fenilcetonúria (PKU).
  • Limites de Idade: A utilização é altamente restrita em lactentes com menos de três meses e determinados comprimidos revestidos por película não são recomendados para crianças com peso inferior a 40 kg.
  • Estado Reprodutivo: O uso durante a gravidez e a amamentação requer uma avaliação formal de risco-benefício por parte do médico prescritor, uma vez que se sabe que os componentes ativos são excretados no leite materno.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos

A documentação regulamentar oficial do Clavoxin define diversas interações que exigem restrições ou monitorização. Estas declarações são categorizadas pela sua natureza — interferência farmacocinética (PK), efeitos farmacodinâmicos (PD) e condicionantes de biodisponibilidade.

Interações Documentadas e Restrições Regulamentares

Aplica-se uma restrição regulamentar à coadministração de Probenecida, a qual não é recomendada. Trata-se de uma interação farmacocinética em que a Probenecida diminui a secreção tubular renal do componente amoxicilina, resultando em concentrações sanguíneas de amoxicilina aumentadas e prolongadas.

As interações farmacodinâmicas incluem:

  • Anticoagulantes Orais: O uso concomitante pode aumentar o prolongamento do tempo de protrombina (INR), um efeito que requer monitorização.
  • Alopurinol: A coadministração aumenta oficialmente a incidência de erupções cutâneas.
  • Contracetivos Orais Combinados: O uso pode reduzir a eficácia do contracetivo, conforme observado na rotulagem regulamentar.

Notas sobre a Administração e Populações

A administração é oficialmente aconselhada ao início de uma refeição. Este requisito de tempo está documentado para aumentar a absorção do componente clavulanato, o que constitui uma consideração de biodisponibilidade. Uma restrição específica para certas populações refere que o uso deve ser evitado em indivíduos com Mononucleose Infecciosa, devido a um risco aumentado de desenvolver uma erupção cutânea característica.

Mecanismo de ação

O Clavoxin é uma formulação combinada composta por amoxicilina e ácido clavulânico. Estes dois componentes exercem ações farmacodinâmicas distintas, mas complementares, sobre as células bacterianas visadas.

A amoxicilina, um antibiótico beta-lactâmico, funciona através da ligação covalente às Proteínas de Ligação à Penicilina (PBPs), que são transpeptidases essenciais para a construção da camada de peptidoglicano da parede celular bacteriana. Esta interação inibe as etapas de polimerização e de formação de ligações cruzadas na síntese do peptidoglicano, desencadeando a lise da célula bacteriana.

O ácido clavulânico, um inibidor das beta-lactamases, atua como um substrato suicida para as enzimas beta-lactamases produzidas por certas bactérias. Este componente liga-se de forma irreversível ao centro ativo destas enzimas, formando um intermediário acilado estável e não hidrolisável. Este mecanismo desativa permanentemente a beta-lactamase, impedindo a hidrólise e a inativação da amoxicilina. Ao proteger a amoxicilina da degradação enzimática, o ácido clavulânico estende eficazmente o processo de rutura celular iniciado pela amoxicilina a uma gama mais ampla de estirpes bacterianas.

Informações sobre dosagem e administração

O Clavoxin (Amoxicilina e Ácido clavulânico) é administrado através de duas vias oficiais: a via oral, que é a principal para os comprimidos e a suspensão, e a via intravenosa (IV) para tratamentos mais graves ou iniciais.


Dosagem Padrão e Administração

O medicamento é prescrito para administração duas vezes ao dia (a cada 12 horas) ou três vezes ao dia (a cada 8 horas), dependendo da proporção da formulação específica selecionada. A dosagem para adultos envolve tipicamente um comprimido de 875 mg/125 mg duas vezes por dia, ou um comprimido de 500 mg/125 mg três vezes por dia. Para certas infeções graves, pode ser utilizada uma dose de libertação prolongada (XR) de 2000 mg/125 mg, administrada duas vezes por dia. A duração do tratamento é, geralmente, de 7 a 14 dias e não deve ser prolongada além dos 14 dias sem uma nova avaliação clínica.


Condições para uma Utilização Correta

Uma instrução fundamental de administração é tomar o medicamento ao início de uma refeição. Esta prática é especificada nas informações oficiais para minimizar a potencial intolerância gastrointestinal e assegurar a absorção ideal do componente ácido clavulânico. Diferentes dosagens e formas físicas não são substituíveis entre si numa base de miligrama por miligrama, devido às variadas proporções entre a Amoxicilina e o Ácido clavulânico.

Relativamente às formas especializadas, as instruções oficiais determinam que os comprimidos de libertação prolongada devem ser engolidos inteiros e não podem ser mastigados, esmagados ou partidos. O pó para suspensão oral requer uma reconstituição específica com água e deve ser agitado vigorosamente antes de cada utilização.


Regras para Populações Específicas

As orientações regulamentares oficiais exigem um ajuste posológico para adultos com comprometimento renal grave (Depuração da Creatinina le 30 mL/min). Esquemas específicos são delineados para estes doentes, sendo que a formulação de 875 mg/125 mg geralmente não é recomendada para este grupo. No caso de crianças com peso inferior a 40 kg, a dose é calculada com base no peso corporal.

Evidência clínica recente

Visão Geral da Evidência Clínica Recente

O Clavoxin, uma combinação de amoxicilina e ácido clavulânico, é uma terapia antibiótica estudada para uma vasta gama de infeções bacterianas, particularmente aquelas causadas por bactérias produtoras de beta-lactamases. O papel do ácido clavulânico consiste essencialmente em proteger a amoxicilina da degradação por estas enzimas, expandindo assim o espetro de atividade do medicamento.

Eficácia em Infeções Comuns

Ensaios clínicos e normas de orientação de prática médica apoiam a avaliação desta combinação para infeções como a rinossinusite bacteriana aguda, otite média aguda, pneumonia adquirida na comunidade (PAC) e certas infeções da pele e tecidos moles.

  • Rinossinusite Bacteriana Aguda: As normas profissionais recomendam frequentemente a combinação amoxicilina/ácido clavulânico como abordagem terapêutica inicial, em detrimento do uso isolado de amoxicilina.
  • Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC): Embora esta combinação seja uma opção de tratamento padrão para a PAC, uma revisão recente da Cochrane indicou que a evidência atual proveniente de ensaios controlados aleatorizados é insuficiente para estabelecer recomendações definitivas, baseadas na evidência, sobre a sua superioridade face à amoxicilina em monoterapia para doentes hospitalizados com 65 ou mais anos.

Dados de Eficácia Especializados

A investigação tem explorado a utilização desta combinação em condições mais específicas. Estudos sugeriram uma taxa de recuperação clínica de aproximadamente 50% quando a combinação é utilizada para tratar o sobrecrescimento bacteriano no intestino delgado (SIBO), embora esta continue a ser uma indicação fora das aprovações oficiais (off-label).

Segurança e Tolerabilidade

Acontecimentos Adversos: Os dados clínicos indicam que a combinação é geralmente bem tolerada. Os efeitos adversos mais comunicados nos ensaios são sintomas gastrointestinais, incluindo náuseas, vómitos e diarreia. A adição de ácido clavulânico pode estar associada a uma incidência superior de diarreia quando comparada com a amoxicilina isolada. Existem também relatos de lesão hepática idiossincrásica rara induzida por fármacos, o que exige precaução em doentes com compromisso hepático pré-existente.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Clavoxin (FAQ)


P: Qual é a rapidez com que o Clavoxin começa a fazer efeito?

R: Os documentos regulamentares oficiais não especificam um prazo exato para que o doente sinta melhorias após o início do tratamento. No entanto, os estudos clínicos avaliam a eficácia do fármaco com base na recuperação global e na melhoria observada após vários dias de tratamento.


P: Qual é a diferença entre o Clavoxin e o Augmentin?

R: O Clavoxin (Amoxicilina e Clavulanato de potássio) é a designação genérica desta combinação de fármacos. O Augmentin é um nome comercial registado por um fabricante específico para um produto que contém exatamente as mesmas substâncias ativas: Amoxicilina e Clavulanato de potássio.


P: O Clavoxin interage com as pílulas contracetivas?

R: Sim. A rotulagem oficial adverte que o uso deste medicamento em conjunto com contracetivos orais combinados (pílulas contracetivas) pode reduzir potencialmente a eficácia do contracetivo. Os doentes devem estar cientes desta interação e podem optar por discutir alternativas de métodos contracetivos com um profissional de saúde.


P: As crianças podem tomar Clavoxin?

R: Sim, o Clavoxin é frequentemente prescrito a crianças para tratar infeções bacterianas suscetíveis. De acordo com a informação oficial do produto, a dose é calculada com base no peso corporal da criança para aquelas com menos de 40 kg. O medicamento tem restrições específicas para lactentes com menos de três meses e para certas formulações de dosagem elevada.


P: Posso beber álcool com moderação enquanto tomo Clavoxin?

R: Os documentos regulamentares não listam uma interação específica entre o álcool e o Clavoxin. No entanto, devido ao potencial de efeitos secundários comuns como tonturas e reações hepáticas, recomenda-se que os doentes consultem o seu profissional de saúde sobre o consumo de álcool.


P: Que tipo de infeções são mais sensíveis ao Clavoxin?

R: O Clavoxin foi especificamente concebido para ser eficaz contra infeções bacterianas suscetíveis, especialmente aquelas que produzem enzimas beta-lactamases. Esta ação ajuda a alargar a sua atividade a bactérias que são frequentemente resistentes à amoxicilina isolada.


P: Qual é a percentagem de pessoas que sofre efeitos secundários com o Clavoxin?

R: A informação oficial classifica a frequência dos efeitos secundários utilizando termos médicos. Por exemplo, "Muito Frequente" significa que uma reação adversa é reportada por 1 em cada 10 pessoas. "Frequente" significa que ocorre em 1 em cada 100 a menos de 1 em cada 10 pessoas.


P: O Clavoxin afeta os testes de função hepática?

R: Os avisos oficiais referem um risco conhecido, embora raro, de disfunção ou lesão hepática temporária. Este potencial para problemas relacionados com o fígado é a razão pela qual os profissionais de saúde podem optar por monitorizar os testes de função hepática em certos doentes.


P: Quanto tempo permanece o Clavoxin no organismo após a interrupção do tratamento?

R: Os documentos regulamentares indicam que os componentes ativos têm uma semivida relativamente curta de aproximadamente uma hora. Com base nesta informação, prevê-se que os componentes ativos sejam maioritariamente eliminados do corpo poucas horas após a última toma.


P: O Clavoxin pode alterar a flora intestinal?

R: Sim. Os antibióticos, de uma forma geral, visam e reduzem as bactérias suscetíveis em todo o organismo. Os documentos regulamentares listam efeitos secundários comuns como a diarreia e a candidíase, que são sinais clínicos de que o medicamento está a afetar o equilíbrio bacteriano natural (flora) do corpo.


P: Qual é a diferença entre o Clavoxin em comprimidos e em suspensão?

R: Os comprimidos e a suspensão (líquida) diferem na forma física, na proporção da dosagem e nos requisitos de conservação. Os documentos oficiais afirmam que as diferentes dosagens e formas não são substituíveis numa base de miligrama por miligrama. A forma em suspensão requer tipicamente uma reconstituição específica e refrigeração.


P: O Clavoxin é o mesmo que a Amoxicilina?

R: Não, o Clavoxin não é igual à Amoxicilina isolada. O Clavoxin é um antibiótico combinado que inclui duas substâncias ativas: Amoxicilina e Ácido Clavulânico. Esta combinação permite tratar uma gama mais vasta de bactérias resistentes do que a amoxicilina conseguiria por si só.


P: Como é que o Clavoxin mata as bactérias?

R: O Clavoxin funciona através de um mecanismo duplo. A Amoxicilina elimina as bactérias ao destruir a sua parede celular, enquanto o Ácido Clavulânico atua como um escudo, protegendo a amoxicilina de ser inativada pelas enzimas de defesa das bactérias.


P: É normal sentir cansaço ao tomar Clavoxin?

R: A fadiga ou o cansaço geral não estão listados como efeitos secundários comuns nos documentos oficiais. No entanto, a rotulagem lista efeitos no sistema nervoso central, tais como tonturas e cefaleias (dores de cabeça), que podem potencialmente contribuir para uma sensação de mal-estar ou cansaço.


P: O Clavoxin pode ser utilizado para tratar infeções virais?

R: Não. O Clavoxin é um antibiótico e, como todos os antibióticos, destina-se apenas a atingir e eliminar infeções bacterianas suscetíveis. Não é eficaz contra vírus, como os que causam a constipação comum ou a gripe.


P: Existem suplementos comuns que interagem com o Clavoxin?

R: Os documentos regulamentares listam interações com certos medicamentos sujeitos a receita médica (como a probenecida e os anticoagulantes orais) que podem afetar a ação do Clavoxin ou aumentar os efeitos secundários. Contudo, as bulas oficiais geralmente não fornecem uma lista exaustiva de todas as interações potenciais com suplementos alimentares comuns.


P: Porque é que os médicos prescrevem frequentemente Clavoxin em vez de apenas amoxicilina?

R: A combinação é habitualmente prescrita quando um profissional de saúde suspeita ou confirma que a infeção é causada por bactérias que desenvolveram defesas (como as enzimas beta-lactamases) contra a amoxicilina isolada. A adição de ácido clavulânico garante que o fármaco permaneça potente e eficaz contra estas estirpes resistentes.


P: O Clavoxin afeta o sono?

R: Os documentos oficiais listam certos efeitos no sistema nervoso central que podem, potencialmente, interferir com os padrões normais de sono. No entanto, as insónias ou outros distúrbios graves do sono não constam da lista de efeitos secundários comuns.


P: O Clavoxin pode ser utilizado para tratar a bronquite?

R: Sim. De acordo com as indicações terapêuticas oficiais, o Clavoxin é utilizado no tratamento de exacerbações bacterianas agudas de bronquite crónica, desde que a infeção seja causada por bactérias suscetíveis.


P: O Clavoxin pode causar dores de cabeça?

R: Sim, os documentos regulamentares listam as cefaleias como um efeito secundário pouco frequente. Isto significa que pode afetar entre 1 em cada 1.000 a menos de 1 em cada 100 pessoas que tomam o medicamento.


P: O Clavoxin causa infeções fúngicas?

R: Sim. A candidíase mucocutânea (o termo médico para este tipo de infeção fúngica) está listada como um efeito secundário frequente nos documentos regulamentares, significando que pode afetar entre 1 em cada 100 a menos de 1 em cada 10 pessoas.


P: Existem restrições à condução enquanto se toma Clavoxin?

R: A informação oficial do produto refere que o medicamento pode causar efeitos secundários como tonturas, o que pode potencialmente prejudicar a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas. Devido a estes potenciais efeitos, recomenda-se que a condução e a utilização de máquinas sejam discutidas com um profissional de saúde.


P: O Clavoxin pode ser utilizado para infeções da pele?

R: Sim. O Clavoxin está indicado nos documentos regulamentares para o tratamento de infeções da pele e da estrutura da pele quando se confirma que estas infeções são causadas por estirpes de bactérias suscetíveis.

Como Clavoxin deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Clavoxin (Amoxicilina e Clavulanato de Potássio)

Os requisitos de conservação do Clavoxin variam significativamente entre as formas secas e líquidas. As regulamentações oficiais estabelecem condições específicas de temperatura, de acondicionamento e de estabilidade.

Requisitos Oficiais de Conservação

Detalhe Requisito
Comprimidos/Pó Seco Conservar a temperatura ambiente controlada (20 °C a 25 °C), protegido da humidade e mantido no recipiente original bem fechado.
Suspensão Reconstituída Deve ser conservada sob refrigeração (2 °C a 8 °C) e não deve ser congelada.
Estabilidade em Uso A suspensão líquida refrigerada deve ser eliminada após 10 dias.

Segurança Infantil e Eliminação

Todas as formas do medicamento devem ser mantidas fora da vista e do alcance das crianças.

O produto não utilizado ou com prazo de validade expirado deve ser eliminado através de um programa de recolha de medicamentos autorizado. Caso um programa de recolha não esteja disponível, o método oficial consiste em misturar o medicamento com uma substância indesejável (como borras de café) e colocá-lo num recipiente selado antes da sua eliminação no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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