Celocurin

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Celocurin

Método de ação: Muscle Relaxant

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Celocurin

Que tipo de medicamento é o Celocurin?

Celocurin é o nome comercial associado ao princípio ativo Cloreto de Suxametónio, que é quimicamente sinónimo de Cloreto de Succinilcolina. Este medicamento está estritamente classificado como um Agente de Bloqueio Neuromuscular (ABNM), inserindo-se especificamente na subclasse dos relaxantes musculares despolarizantes. Enquanto agente sintético de ingrediente único, o seu papel crítico na anestesia é estabelecido pela sua inclusão na Lista de Medicamentos Essenciais da OMS, o que confirma o seu estatuto como um medicamento fundamental e necessário para o funcionamento dos sistemas de saúde.

Composição e Forma Farmacêutica

O núcleo do medicamento é a substância ativa potente, o Cloreto de Suxametónio, um composto de amónio quaternário preparado exclusivamente como uma solução aquosa estéril para injeção. Esta forma farmacêutica foi concebida para uma administração rápida por via intravenosa (IV) ou intramuscular (IM) num contexto médico controlado. A necessidade desta forma injetável é sustentada pelas suas propriedades químicas e pela exigência de um início de ação imediato em cuidados agudos.

Objetivo Geral e Mecanismo de Ação

A função primária do Celocurin é a indução altamente controlada de paralisia muscular esquelética temporária, um efeito caracterizado pela sua duração de ação ultracurta. O mecanismo envolve a atuação do fármaco na junção neuromuscular para garantir que o músculo permaneça completamente imóvel e sem resposta aos sinais nervosos. Esta imobilidade induzida é essencial para facilitar procedimentos agudos críticos, tais como permitir a colocação rápida e segura de um tubo respiratório, processo conhecido como entubação traqueal, durante a indução controlada de anestesia geral.

Quais efeitos secundários são possíveis com Celocurin?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do Cloreto de Suxametónio (Celocurin) é definido por reações adversas documentadas oficialmente, categorizadas pelo seu efeito nos principais sistemas fisiológicos e por níveis de gravidade. O efeito secundário reportado com maior frequência é a mialgia pós-operatória (dor muscular), que ocorre tipicamente após o desaparecimento dos efeitos do medicamento.

Classificações por Sistema e Frequência

As reações adversas listadas nos documentos regulamentares afetam sistemas que incluem doenças cardíacas (ex.: bradicardia, arritmias), doenças vasculares (hipertensão, hipotensão) e doenças respiratórias, torácicas e do mediastino (apneia, depressão respiratória prolongada).

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

A rotulagem oficial destaca o potencial para a ocorrência de vários eventos graves com risco de vida. Estes incluem a hipertermia maligna, a hipercaliemia aguda grave (níveis elevados de potássio no sangue) — que pode levar à paragem cardíaca — e a paralisia prolongada que requer suporte ventilatório estendido. Existem condicionantes de segurança que proíbem formalmente a utilização deste medicamento em doentes com historial de hipertermia maligna, certas miopatias do músculo esquelético e condições específicas que predisponham à hipercaliemia, tais como queimaduras graves ou traumas após a fase aguda.

Considerações para Populações Específicas

Grupos específicos de doentes apresentam considerações de segurança distintas. Os documentos regulamentares incluem avisos relativos ao risco de hipercaliemia grave e rabdomiólise em doentes pediátricos que possam ter uma miopatia não diagnosticada. Além disso, doentes com certas predisposições metabólicas ou genéticas, como aqueles com atividade atípica da colinesterase plasmática, podem experienciar uma duração significativamente prolongada da paralisia muscular e da apneia.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem de Cloreto de Suxametónio (Celocurin) é descrita oficialmente nos documentos regulamentares como uma extensão do efeito primário do medicamento. A manifestação mais grave e comum é a depressão respiratória prolongada ou apneia, resultante de um bloqueio neuromuscular estendido. Esta condição exige uma monitorização contínua e a prestação imediata de suporte ventilatório até que se atinja a recuperação total da respiração espontânea.

O perfil oficial de sobredosagem destaca também desfechos graves com risco de vida. Estes incluem a paragem cardíaca, frequentemente associada a um aumento significativo do potássio no sangue (hipercaliemia). Um risco distinto, mas crítico, é a Hipertermia Maligna, um estado hipermetabólico caracterizado por rigidez muscular e hiperpirexia extrema, que requer uma intervenção específica.

As diretrizes regulamentares determinam que deve ser procurada assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem, devido ao risco fatal de paragem respiratória. Embora não exista um antídoto específico disponível para o bloqueio neuromuscular primário, o tratamento especializado, como o Dantroleno de Sódio Intravenoso, é indicado para a gestão da Hipertermia Maligna. Existe um aviso específico na rotulagem oficial para doentes pediátricos, assinalando um risco acrescido de paragem cardíaca associada à hipercaliemia.

Usos terapêuticos de Celocurin

O que o Celocurin trata: principais utilizações e benefícios

O Celocurin é um medicamento que pode integrar a gestão sintomática, sendo aplicado em áreas onde é necessário um apoio sintomático adicional. As suas principais aplicações são relevantes para atenuar conjuntos de sintomas e episódios agudos em diversos domínios, conforme detalhado na rotulagem oficial para esta classe de medicamentos.

O Celocurin é frequentemente utilizado em condições que apresentam episódios agudos e é particularmente considerado relevante em contextos caracterizados por um aumento do desconforto ou da tensão. O seu uso ajuda a abordar conjuntos de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos em cenários clínicos que exijam assistência temporária para a estabilização do doente.

Domínios Terapêuticos Chave

Este medicamento é aplicado na abordagem de certos sintomas angustiantes, tais como sintomas que interferem com o funcionamento diário ou sintomas que criam uma tensão fisiológica percetível. O Celocurin contribui para o alívio da carga global de sintomas quando é aplicado durante fases de maior aflição ou desconforto, proporcionando um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras.


Facto Rápido: Apoio à Tensão Funcional

O Celocurin é considerado relevante em contextos marcados por um desequilíbrio fisiológico temporário, o que poderá auxiliar na manutenção de uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais evidentes.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Usar Celocurin (Cloreto de Suxametónio) — Informação Regulamentar Oficial

Este medicamento está oficialmente indicado para utilização em Adultos e Doentes Pediátricos como adjuvante da anestesia geral. No entanto, a sua utilização é fortemente restringida e contraindicada em diversas populações, conforme definido pelos documentos regulamentares.

Categoria Regra de Elegibilidade (Baseada Estritamente na Rotulagem)
Contraindicações Absolutas Historial de Hipertermia Maligna; miopatias do músculo esquelético (ex.: Distrofia Muscular de Duchenne); hipersensibilidade conhecida; presença de colinesterase plasmática atípica ou hipercaliemia grave.
Condições que Proíbem o Uso A utilização é contraindicada após a fase aguda (aproximadamente 7 a 10 dias após a lesão) na sequência de queimaduras graves, traumatismos múltiplos ou lesões de denervação extensas (devido ao risco de hipercaliemia grave com risco de vida).
Restrições Relacionadas com a Idade O uso rotineiro em doentes pediátricos é restrito, devendo ser reservado para a intubação de emergência em que seja necessário assegurar as vias aéreas de imediato.
Utilização Condicional No Compromisso Renal, permite-se uma dose única normal se não houver hipercaliemia, mas doses múltiplas ou elevadas são proibidas. Doentes com insuficiência hepática grave ou fraturas exigem precaução especial.
Elegibilidade na Gravidez O uso pode ser considerado durante a gravidez, se necessário, embora seja possível um efeito prolongado devido à redução da atividade da colinesterase plasmática.

Os documentos regulamentares oficiais definem a não elegibilidade através de contraindicações absolutas relacionadas com o perfil genético e condições que aumentam o risco de hipercaliemia grave. A utilização condicional é obrigatória para certas populações, como crianças e indivíduos com compromisso orgânico, limitando a administração apenas a contextos clínicos específicos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial do Celocurin (Cloreto de Suxametónio) é definido por dois padrões principais de interação: o reforço farmacodinâmico e a redução da eliminação metabólica, além de restrições específicas de coadministração.

Reforço do Bloqueio Neuromuscular

Está oficialmente documentado que o efeito de bloqueio neuromuscular do Celocurin é potenciado quando coadministrado com diversos medicamentos. Este efeito farmacodinâmico é observado com certas classes de antibióticos (como os aminoglicosídeos), a quinidina, a lidocaína e agentes como os sais de magnésio. A informação regulamentar refere que outros agentes bloqueadores neuromusculares podem também exibir um efeito aditivo, intensificando a paralisia muscular pretendida.

Redução da Eliminação Metabólica

As interações que reduzem a degradação metabólica do Celocurin pela colinesterase plasmática prolongam a duração do efeito do fármaco. Substâncias que diminuem a atividade desta enzima, incluindo certos inibidores da monoamina oxidase (IMAOs) e contracetivos orais de administração crónica, podem levar a um risco documentado de bloqueio neuromuscular prolongado.

Restrições Regulamentares e Potenciação de Riscos

A coadministração com anestésicos halogenados (ex.: isoflurano, desflurano) está oficialmente restrita, uma vez que esta combinação aumenta o risco de desenvolvimento de um desfecho grave conhecido como hipertermia maligna. Além disso, o risco de eventos cardíacos graves relacionados com a hipercaliemia é potenciado em doentes com condições coexistentes, tais como a toxicidade digitálica ou anomalias eletrolíticas.

Mecanismo de ação

Como funciona o Celocurin

O mecanismo de ação do Celocurin é definido pela sua intervenção precisa e direcionada na junção neuromuscular, levando a uma perda rápida e temporária da excitabilidade do músculo esquelético.


Agonismo no Recetor da Junção Neuromuscular

O Cloreto de Suxametónio atua como um agonista de elevada afinidade no Recetor Nicotínico da Acetilcolina (nAChR) localizado na placa motora terminal do músculo, onde mimetiza quimicamente o transmissor nervoso natural. Esta ativação imediata abre o canal iónico do recetor, desencadeando um surto momentâneo de atividade elétrica que resulta em fasciculações musculares (pequenas contrações involuntárias) antes de o mecanismo de bloqueio principal entrar em vigor.


Estabelecimento do Bloqueio Despolarizante

O fármaco permanece ligado de forma persistente ao nAChR, mantendo a membrana muscular num estado de despolarização sustentada que a impede de se restabelecer eletricamente. Este bloqueio a nível molecular garante que os canais de sódio dependentes de voltagem na fibra muscular adjacente sejam mantidos num estado inativo, interrompendo assim a propagação de todos os sinais nervosos subsequentes e resultando na cessação completa da contração do músculo esquelético de forma flácida.


Terminação Dependente de Enzimas e Condicionantes

O efeito foi concebido para ser de duração ultracurta, uma vez que a sua terminação ocorre exclusivamente através da hidrólise rápida da molécula do fármaco pela colinesterase plasmática (pseudocolinesterase) na corrente sanguínea. No entanto, variações biológicas, como a presença de uma colinesterase atípica, prejudicam esta eliminação mediada por enzimas, o que pode levar a uma duração prolongada do agonismo do recetor e à resultante perda de excitabilidade muscular.

Informações sobre dosagem e administração

O Celocurin (Cloreto de Suxametónio) é um medicamento de ação ultracurta que é administrado estritamente num ambiente clínico controlado, exigindo habitualmente supervisão por especialistas e acesso imediato a equipamentos de suporte respiratório. As suas principais vias de administração são a injeção intravenosa (IV), para um efeito rápido, ou a perfusão intravenosa contínua, para uma utilização prolongada. A via intramuscular (IM) é reservada apenas para situações em que o acesso intravenoso não está imediatamente disponível. O fármaco é administrado exclusivamente após o doente ter sido colocado em estado de inconsciência através da indução de anestesia geral.

A dosagem padrão é calculada com base no peso do doente. Para um bolus intravenoso único, destinado a facilitar procedimentos como a intubação traqueal, o intervalo de dose típico para adultos situa-se entre 0,3 mg/kg e 1,1 mg/kg de peso corporal, com uma dose média de 0,6 mg/kg. Os doentes pediátricos, particularmente lactentes e crianças pequenas, necessitam frequentemente de uma dose intravenosa por quilograma mais elevada, tipicamente 2 mg/kg, em comparação com indivíduos mais velhos. Se for utilizada a via intramuscular, a dose total não deve exceder os 150 mg.

Quando o medicamento é utilizado em perfusão contínua para manter o relaxamento muscular, deve primeiro ser diluído para uma concentração específica de 1 mg/mL a 2 mg/mL em soluções aprovadas, tais como Dextrose a 5% (Glicose). A taxa de perfusão é controlada cuidadosamente, apresentando geralmente uma média entre 2,5 mg/minuto e 4,3 mg/minuto em adultos, sendo a administração total horária geralmente limitada a 500 mg. A solução deve ser inspecionada visualmente e não deve ser misturada com substâncias alcalinas na mesma seringa devido a potenciais incompatibilidades.

Evidência clínica recente

Celocurin: Evidência Clínica Recente

Evidência na Gestão das Vias Aéreas e Intubação

O Celocurin foi avaliado em diversos ensaios clínicos aleatorizados e controlados, bem como em revisões científicas, para examinar a sua utilização em contextos onde o relaxamento muscular pode facilitar a colocação de um tubo respiratório (intubação traqueal). A investigação explora este agente como um adjuvante da anestesia geral. Os resultados analisados incluíram o tempo até ao início da paralisia muscular e a qualidade das condições de intubação. Os estudos descrevem padrões em que o início da ação foi medido como ultra-rápido, com resultados de qualidade de intubação avaliados através de escalas de classificação clínica.

Evidência em Procedimentos Médicos de Curta Duração

A base de investigação inclui ensaios clínicos e relatórios que descrevem a aplicação do medicamento em situações onde se observou relaxamento muscular esquelético temporário, durante intervenções cirúrgicas curtas ou para auxiliar na ventilação mecânica. Os estudos monitorizaram o grau de paralisia muscular esquelética e o tempo até ao retorno total e espontâneo da função muscular. As conclusões descreveram padrões observados de um bloqueio muscular de curta duração. As medições reportadas confirmam o uso do medicamento na obtenção de resultados que requerem a monitorização do esforço ou stress fisiológico para necessidades médicas agudas de curta duração.

Evidência em Aplicações Clínicas Especializadas

O Celocurin foi estudado para o seu uso em certos procedimentos especializados, tais como a provisão de relaxamento muscular durante a Terapia Eletroconvulsiva (TEC). Esta utilização foi avaliada em revisões de procedimentos e relatórios clínicos. A investigação analisou a associação do medicamento com a paralisia muscular observada e necessária durante o procedimento, embora falte evidência comparativa proveniente de ensaios modernos de grande escala.

Investigação em Grupos Específicos de Doentes

Estudos exploraram os efeitos deste agente em populações específicas de doentes, nomeadamente na população pediátrica, incluindo lactentes e crianças. Esta investigação analisou os resultados nestes grupos quando o medicamento é utilizado em procedimentos de emergência das vias aéreas. A investigação descreve que o fármaco foi observado em ensaios que envolveram crianças submetidas a intubação de emergência. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas.

Duração dos Estudos e Lacunas na Investigação

A investigação que explora alterações de sintomas a curto prazo foca-se principalmente na duração de efeito ultra-curta do medicamento. Os períodos de acompanhamento foram limitados, centrando-se apenas no período de recuperação aguda. Consequentemente, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. Além disso, falta evidência comparativa de ensaios em ocultação total (duplo-cego), uma vez que os movimentos musculares iniciais característicos do fármaco podem revelar qual o medicamento que foi administrado. A qualidade da evidência varia entre os estudos e uma parte significativa da aplicação documentada do medicamento pode basear-se em dados clínicos mais antigos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Celocurin (FAQ)


P: De que forma o Celocurin se diferencia de outros tratamentos semelhantes?

O Celocurin está oficialmente classificado como um agente bloqueador neuromuscular despolarizante. Esta designação descreve a forma específica como o medicamento atua nos recetores musculares para provocar um relaxamento muscular temporário. Outros fármacos semelhantes são geralmente classificados como agentes não despolarizantes, os quais possuem um mecanismo de ação distinto.


P: O que acontece se um doente tiver colinesterase plasmática atípica?

A informação oficial indica que a presença de colinesterase plasmática atípica constitui uma contraindicação conhecida para a utilização deste medicamento. Esta condição é uma variação genética que influencia a forma como o organismo processa o fármaco. Se a atividade desta enzima estiver diminuída, o efeito de relaxamento muscular pode ser significativamente prolongado.


P: O Celocurin pode ser utilizado em situações de emergência?

Os documentos regulamentares indicam que o uso deste medicamento deve ser reservado para procedimentos agudos, tais como a intubação de emergência, em que é necessário assegurar de imediato as vias aéreas. O seu início de ação extremamente rápido adequa-se à necessidade de intervenção imediata em contextos críticos. Em situações de emergência, a administração pode ocorrer antes da indução de um estado de inconsciência total.


P: O Celocurin começa a atuar imediatamente?

O Celocurin é reconhecido pelo seu início de ação extremamente rápido. A rotulagem regulamentar descreve habitualmente que a paralisia muscular se desenvolve em cerca de um minuto após a injeção intravenosa. Esta rapidez é fundamental para procedimentos médicos que exigem uma resposta imediata.


P: As crianças ou adolescentes podem utilizar Celocurin?

As indicações regulamentares oficiais referem que o medicamento se destina a adultos e doentes pediátricos, incluindo crianças. No entanto, os documentos restringem o uso rotineiro em crianças devido a considerações de segurança. A documentação oficial indica que a sua aplicação em idade pediátrica é geralmente reservada para procedimentos de emergência.


P: Que informações devo ler no Folheto Informativo do Celocurin?

O Folheto Informativo baseia-se em documentos oficiais e fornece factos essenciais sobre o medicamento. Inclui habitualmente o objetivo do fármaco, detalhes gerais sobre como é utilizado em contexto clínico, bem como um resumo dos possíveis efeitos secundários e das condicionantes de segurança (quem não deve receber o medicamento).


P: O Celocurin é um agente anestésico?

Não, o Celocurin não é um agente anestésico. As fontes regulamentares classificam-no como um adjuvante da anestesia geral com o propósito de obter relaxamento temporário dos músculos esqueléticos. Os avisos oficiais esclarecem que o medicamento, por si só, não produz inconsciência nem anestesia.


P: Como é que o Celocurin afeta a respiração?

A função principal pretendida do medicamento é causar a paralisia temporária dos músculos esqueléticos em todo o corpo, o que inclui os músculos necessários para respirar. Devido a este efeito, é obrigatório o suporte respiratório durante todo o período de ação do fármaco. Os documentos regulamentares listam a apneia (interrupção da respiração) como um efeito potencial.


P: O Celocurin é considerado um medicamento forte?

O Celocurin é classificado como um agente de elevada potência. A sua importância crítica nos cuidados de saúde é reconhecida pela sua inclusão na Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS). Devido à sua ação crítica, a administração é estritamente gerida num ambiente clínico controlado, sob supervisão de especialistas.


P: Existem diferentes formas ou versões do Celocurin?

A rotulagem oficial confirma que o medicamento é preparado exclusivamente como uma solução estéril para injeção. Está disponível principalmente em diversas concentrações, tais como 20 mg/mL ou 50 mg/mL, em frascos ou ampolas, concebidas para uma administração rápida em ambiente controlado.


P: Quais são os equívocos comuns sobre o Celocurin?

Um ponto comum de discussão relaciona-se com as breves fasciculações musculares (pequenas contrações involuntárias) que ocorrem imediatamente antes de a paralisia muscular total fazer efeito. Estes movimentos são descritos na informação oficial do produto como um efeito inicial observável durante o mecanismo de ação do fármaco.


P: Qual é a semivida do Celocurin?

O Celocurin tem uma duração de ação extremamente curta porque o fármaco é decomposto muito rapidamente na corrente sanguínea pela enzima colinesterase plasmática. Devido a este metabolismo acelerado, o tempo necessário para o medicamento ser eliminado (a sua semivida) é medido em minutos.


P: O Celocurin causa dependência ou habituação?

A classificação regulamentar oficial não lista o Celocurin (Cloreto de Suxametónio) como uma substância controlada. É utilizado apenas para fins médicos agudos em ambiente estritamente supervisionado, não existindo evidência de que esteja associado a dependência ou habituação.


P: Existem efeitos a longo prazo associados ao uso de Celocurin?

A investigação centra-se na duração de efeito ultra-curta do fármaco e os estudos clínicos disponíveis possuem, tipicamente, períodos de acompanhamento limitados à fase de recuperação aguda. Os efeitos específicos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos, uma vez que o seguimento clínico se restringe geralmente ao período imediato após o procedimento.


P: Qual é a diferença entre um efeito secundário e um evento adverso no caso do Celocurin?

Os documentos oficiais definem um efeito secundário como um efeito indesejado, esperado e documentado do medicamento, como a dor muscular (mialgia). Um evento adverso é um termo mais abrangente que se refere a qualquer incidente indesejado que ocorra após a administração do fármaco.


P: Quais são as expectativas gerais após receber Celocurin?

O desfecho esperado é o retorno total da função muscular espontânea assim que o curto efeito do medicamento desaparece. A sensação imediata mais comum relatada após o procedimento é a mialgia pós-operatória (dor muscular), que é um efeito secundário oficialmente documentado.


P: É normal sentir algum desconforto após o efeito do Celocurin passar?

Sim. A sensação mais frequente e expectável relatada após o término dos efeitos do fármaco é a mialgia pós-operatória (dor muscular). Este desconforto muscular é um efeito secundário documentado, descrito como geralmente ligeiro e ocorrendo habitualmente nos dias seguintes ao procedimento.


P: O Celocurin pode ser administrado repetidamente num curto espaço de tempo?

Sim, os documentos regulamentares descrevem a utilização de doses repetidas, ou injeções suplementares, para manter o relaxamento muscular se o procedimento médico for prolongado. A administração de doses suplementares é gerida cuidadosamente para manter o relaxamento muscular, controlando simultaneamente a quantidade total de medicamento administrada.


P: Como é que o Celocurin interage com suplementos à base de ervas?

Os documentos regulamentares oficiais não fornecem uma lista exaustiva e específica de interações com suplementos herbáceos. Contudo, os avisos oficiais sublinham a importância de informar sobre todas as substâncias consumidas, incluindo suplementos vitamínicos ou de ervas, antes da administração, pois estes podem potencialmente interferir com a ação do medicamento.


P: São necessários testes laboratoriais específicos antes de usar Celocurin?

As condicionantes de segurança oficiais exigem que certas condições do doente sejam avaliadas antes da administração. Isto pode incluir a verificação da ausência de hipercaliemia grave (níveis elevados de potássio) e a avaliação da atividade da enzima colinesterase plasmática, de forma a evitar efeitos prolongados.


P: Existem fatores éticos ou genéticos específicos que afetem o funcionamento do Celocurin?

Sim, os documentos oficiais destacam que fatores genéticos que levem à presença de colinesterase plasmática atípica podem afetar significativamente o funcionamento do medicamento. Esta variação genética altera a forma como o corpo processa o fármaco, o que pode resultar numa duração prolongada do relaxamento muscular. A prevalência da colinesterase plasmática atípica varia entre grupos populacionais. Estima-se que a variante genética mais comum ocorra em aproximadamente 1 em cada 2.500 indivíduos em populações de ascendência europeia, resultando numa sensibilidade acentuada ao fármaco. Em contrapartida, esta variante específica é extremamente rara ou inexistente em populações de origem africana ou asiática, onde o perfil de recuperação tende a seguir o padrão temporal padrão.

Como Celocurin deve ser armazenado e descartado?

Armazenamento e Eliminação do Celocurin

As condições de conservação do Celocurin (Injeção de Cloreto de Suxametónio) estão rigorosamente definidas para manter a eficácia do medicamento.

Componente de Armazenamento Requisito
Temperatura Conservar sob refrigeração (entre 2 °C e 8 °C).
Proteção Não congelar a solução. O medicamento é instável em soluções alcalinas.
Estabilidade No caso de apresentações de dose única, deve-se eliminar qualquer porção não utilizada. Algumas preparações específicas podem ser estáveis por um período limitado à temperatura ambiente.
Manuseamento Armazenar de forma segura, frequentemente sob chave, para minimizar a possibilidade de erros de medicação. A solução deve estar límpida e incolor antes da sua utilização.

A eliminação deve cumprir as normas regulamentares. O produto não utilizado e as respetivas embalagens devem ser eliminados de acordo com todos os regulamentos locais e nacionais relativos a resíduos farmacêuticos. As agulhas utilizadas não devem ser tapadas novamente antes da sua eliminação num contentor apropriado para objetos cortantes e perfurantes.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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