Canagliflozin

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Opção de tratamento:

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Visão geral de Canagliflozin

Canagliflozina: Identidade e Classe Farmacológica

A canagliflozina é uma pequena molécula orgânica sintética, formulada como um medicamento oral concebido para gerir níveis elevados de glicose no sangue. Está classificada como um agente antidiabético, pertencendo especificamente à classe dos inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2), uma abordagem terapêutica moderna clinicamente reconhecida pela sua eficácia no controlo dos níveis de açúcar. O seu modo de ação representa uma diferença distintiva face a terapias mais antigas, como os secretagogos de insulina, uma vez que a sua função é independente da insulina.


Composição e Forma: Agente Único ou Combinação Fixa

A base do medicamento é a sua substância ativa, a canagliflozina, frequentemente preparada como sal hemi-hidratado, juntamente com os componentes inativos necessários para a forma farmacêutica oral sólida. O medicamento foi concebido para ser administrado como um comprimido revestido por película para deglutição. A canagliflozina encontra-se disponível tanto como um produto de ingrediente único quanto numa formulação de combinação fixa juntamente com cloridrato de metformina. Esta opção de combinação constitui um fator diferenciador fundamental, permitindo aos profissionais de saúde implementar uma abordagem de terapia dupla para indivíduos com Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) através de mecanismos complementares numa única toma.


Objetivo Geral e Conceito do Mecanismo

O propósito global da canagliflozina é apoiar o controlo glicémico, reduzindo diretamente a concentração de glicose na corrente sanguínea. O fármaco alcança este objetivo ao baixar o limiar renal para a glicose, o que aumenta significativamente a quantidade de açúcar eliminada através da urina, um processo conhecido como excreção urinária de glicose (EUG). Este mecanismo proporciona um benefício fundamental para a gestão da hiperglicemia, que é central na Diabetes tipo 2.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Canagliflozin?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança da canagliflozina, conforme documentado nas fontes regulamentares, está estruturado em torno de reações adversas que afetam primordialmente o sistema geniturinário e o equilíbrio de fluidos. Estes efeitos são formalmente classificados pela sua frequência e agrupados de acordo com o órgão ou sistema afetado.

Classificações por Frequência e por Órgão ou Sistema

Os eventos adversos mais frequentes incluem infeções e problemas relacionados com o estado de volémia. Os eventos Muito Frequentes (que afetam 1 em cada 10 pessoas ou mais) incluem tipicamente as infeções fúngicas genitais femininas.

As reações adversas Frequentes (que afetam até 1 em cada 10 pessoas) listadas nos documentos regulamentares abrangem a infeção do trato urinário (ITU), o aumento da micção, as infeções fúngicas genitais masculinas e eventos relacionados com a depleção de volume (perda de líquidos), tais como a hipotensão (tensão arterial baixa) ou tonturas posturais. Os efeitos de depleção de volume são observados com maior frequência nos primeiros três meses de tratamento.

As reações adversas estão também classificadas em diversos sistemas, incluindo Doenças do Metabolismo e da Nutrição (ex: alterações nos níveis de colesterol ou potássio) e Afeções Musculoesqueléticas e dos Tecidos Conjuntivos, onde foi notado um aumento do risco de fratura óssea, ocorrendo por vezes poucas semanas após o início do tratamento.

Reações Adversas Graves e Restrições

As agências regulamentares citam reações adversas graves específicas. Estas incluem a infeção rara mas severa denominada Fasciíte Necrosante do Períneo (Gangrena de Fournier) e casos de Cetoacidose Diabética (CAD), incluindo apresentações em que os níveis de açúcar no sangue não se encontram severamente elevados. O risco de Amputação dos Membros Inferiores está igualmente documentado no perfil oficial de segurança.

Aplicam-se limitações de segurança a certos grupos. A canagliflozina está contraindicada em doentes com antecedentes de hipersensibilidade grave ao medicamento e naqueles com compromisso renal grave (doença renal em fase terminal ou eGFR inferior a 30 mL/min/1,73 m2). Está documentado que os idosos e indivíduos com compromisso renal preexistente apresentam uma incidência mais elevada de eventos relacionados com a depleção de volume.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Os documentos regulamentares oficiais indicam que a experiência clínica com a sobredosagem aguda de canagliflozina em seres humanos é limitada. A administração de uma dose única de 1600 mg a indivíduos saudáveis, um valor substancialmente superior à dose terapêutica, não demonstrou toxicidade específica limitadora da dose. As manifestações clínicas com maior probabilidade de ocorrer são as que resultam do efeito farmacológico exagerado do fármaco: um aumento significativo da excreção urinária de glucose (EUG) e a subsequente diurese osmótica. Esta perda excessiva de líquidos constitui um risco de depleção de volume e de perturbações associadas nos eletrólitos séricos.


Ações de Emergência e Cuidados de Suporte Necessários

Na eventualidade de uma sobredosagem suspeita ou confirmada, os documentos regulamentares determinam que o doente deve procurar assistência médica imediata ou contactar um Centro de Informação Antivenenos sem demora. A gestão da sobredosagem é oficialmente definida como tratamento sintomático e de suporte.

As informações oficiais de prescrição esclarecem explicitamente que não se conhece qualquer antídoto específico para a canagliflozina. Além disso, devido à elevada ligação do fármaco às proteínas plasmáticas, a hemodiálise (diálise) não é esperada como uma medida eficaz para remover o medicamento do organismo. Os procedimentos de emergência exigem monitorização clínica centrada na avaliação e correção do estado volémico do doente e de quaisquer desequilíbrios eletrolíticos graves. A lavagem gástrica pode ser considerada pelos profissionais de saúde se a ingestão tiver sido recente.

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Usos terapêuticos de Canagliflozin

O que a canagliflozina ajuda a gerir: Principais utilizações e benefícios

A canagliflozina é um medicamento geralmente considerado relevante para atenuar a carga de sintomas. O apoio terapêutico é geralmente aplicado em domínios onde os doentes procuram assistência no controlo dos níveis de açúcar no sangue, no suporte vascular e em aspetos da saúde renal em adultos com diabetes tipo 2.

É frequentemente utilizada para ajudar com sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico, tais como a sede excessiva ou a micção frequente, que podem tornar-se intensos ou disruptivos. O medicamento é aplicável em cenários que envolvam uma carga sintomática significativa, proporcionando um suporte que ajuda a aliviar a carga geral dos sintomas. O fármaco pode auxiliar no suporte da estabilidade funcional quando estão presentes sintomas ligados ao stress funcional de órgãos específicos.

Apoio à estabilidade funcional

Este medicamento é relevante quando a gestão de suporte dos sintomas é adequada, especialmente durante fases em que os sintomas se tornam mais percetíveis devido à coexistência de outras condições. Contribui para um melhor conforto durante períodos de sintomas acentuados e pode ajudar os doentes a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas.


Facto Rápido: Apoia a gestão de sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico.

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Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar a Canagliflozina

A canagliflozina é indicada principalmente para adultos com diabetes tipo 2 para ajudar a controlar os níveis de açúcar no sangue. No entanto, o seu uso não é adequado para todas as pessoas, sendo essencial avaliar o perfil clínico individual antes de iniciar o tratamento.

Quem não deve utilizar este medicamento

A canagliflozina não deve ser utilizada por pessoas com hipersensibilidade grave à substância ativa ou a qualquer um dos componentes da formulação. Além disso, este medicamento não é indicado para o tratamento da diabetes tipo 1 ou para o tratamento da cetoacidose diabética.

Doentes com compromisso renal grave ou que estejam a realizar diálise podem não ser candidatos ao uso de canagliflozina, uma vez que a eficácia do medicamento depende da função renal e o risco de reações adversas pode aumentar nestas circunstâncias.

Precauções e restrições adicionais

Existem grupos específicos que devem ter cautela ou evitar o uso deste fármaco:

  • Gravidez e Amamentação: O uso de canagliflozina não é recomendado durante a gravidez, especialmente durante o segundo e terceiro trimestres. Mulheres que estejam a amamentar também devem evitar o medicamento, pois não se pode excluir o risco para o lactente.
  • Idosos: Pessoas com 65 anos ou mais podem apresentar um risco superior de desidratação e complicações renais, exigindo uma monitorização mais frequente por parte dos profissionais de saúde.
  • Pessoas com risco de depleção de volume: Indivíduos que utilizam diuréticos ou que apresentam tensão arterial baixa devem ser avaliados com rigor, dado o efeito do medicamento na eliminação de líquidos.
  • Histórico de amputações: Doentes com antecedentes de problemas circulatórios graves ou úlceras nos membros inferiores devem utilizar a canagliflozina com vigilância redobrada.

Antes de iniciar a terapêutica, é fundamental informar o profissional de saúde sobre todo o histórico médico, especialmente problemas renais, hepáticos ou predisposição para infeções do trato urinário e genital.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A canagliflozina pode interagir com outros medicamentos, afetando potencialmente a sua eficácia ou aumentando o risco de efeitos adversos. É fundamental informar o seu profissional de saúde sobre todos os medicamentos de receita médica, de venda livre e suplementos herbais que esteja a tomar.

Medicamentos que Afetam os Níveis de Canagliflozina

Certos medicamentos, particularmente os indutores enzimáticos como a rifampicina (um antibiótico), a fenitoína e o fenobarbital (para convulsões) ou o ritonavir (um antiviral), podem diminuir a quantidade de canagliflozina no organismo. Isto pode reduzir o seu efeito na diminuição do açúcar no sangue, podendo exigir um aumento da dose de canagliflozina, conforme determinado por um médico.

Interações que Afetam a Glicemia e a Função Renal

  • Os diuréticos (comprimidos para a retenção de líquidos) podem aumentar o risco de desidratação e de tensão arterial baixa quando tomados com canagliflozina. Podem também aumentar o risco de lesão renal aguda.
  • A insulina ou os secretagogos de insulina (como as sulfonilureias) tomados com canagliflozina podem aumentar o risco de hipoglicemia (níveis baixos de açúcar no sangue). Pode ser necessária uma dose mais baixa de insulina ou da sulfonilureia.
  • Outros medicamentos para a tensão arterial podem aumentar o risco de hipotensão (tensão arterial baixa).

Outras Interações Notáveis

A canagliflozina pode interagir com a digoxina (um medicamento para o coração), aumentando potencialmente os níveis de digoxina no organismo, o que requer uma monitorização cuidadosa.

Tipo de Interação Exemplos de Medicamentos Resultado Potencial
Redução da Eficácia da Canagliflozina Rifampicina, Fenitoína Redução do efeito de diminuição da glicose
Aumento do Risco de Hipoglicemia Insulina, Sulfonilureias Níveis de açúcar no sangue perigosamente baixos
Aumento do Risco de Desidratação/Hipotensão Diuréticos Tensão arterial baixa, risco de lesão renal
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Mecanismo de ação

Mecanismo Principal: Modulação do Transporte Renal de Glicose

A canagliflozina atua através de um mecanismo independente da insulina, funcionando como um inibidor competitivo e reversível do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2), localizado maioritariamente nos túbulos renais proximais. Ao bloquear este mecanismo de reabsorção de elevada capacidade, o fármaco reduz funcionalmente o Limiar Renal para a Glicose (LRG) do rim, o que inicia a excreção ativa de glicose através da urina (Excreção Urinária de Glicose, EUG). Este bloqueio molecular resulta no efeito fisiológico sistémico de diminuição da concentração de glicose plasmática em circulação.

Efeitos Hemodinâmicos e de Via Dupla

A inibição do SGLT2 está associada ao transporte de sódio, aumentando a entrega de sódio e fluidos a jusante, o que ativa a via do Feedback Tubuloglomerular (FTG). Esta cascata desencadeia a vasoconstrição da arteríola aferente, provocando uma redução na pressão intraglomerular e resultando numa alteração na pressão arterial sistémica devido à perda osmótica de fluidos. A canagliflozina também apresenta uma atividade inibidora mais fraca e transitória contra o transportador intestinal SGLT1, que modula a velocidade a que a glicose é absorvida para a corrente sanguínea após uma refeição.

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Informações sobre dosagem e administração

Diretrizes Oficiais de Administração

A canagliflozina é um medicamento de administração oral, formulado em comprimidos para utilização em adultos e doentes pediátricos a partir dos 10 anos de idade. O medicamento é tomado uma vez por dia e as orientações regulamentares especificam que deve ser administrado antes da primeira refeição do dia. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros; as formas de libertação prolongada em combinação fixa não devem ser esmagadas nem mastigadas.

O tratamento é tipicamente iniciado com uma dose de 100 mg, uma vez por dia. Com base na necessidade de um controlo adicional da glicose e na tolerância do doente, a dose pode ser aumentada para um máximo de 300 mg diários, desde que a taxa de filtração glomerular estimada (eGFR) do doente seja igual ou superior a 60 mL/min/1,73 m2. Este limiar de eGFR é crítico para o protocolo de utilização do medicamento.

Ajustes e Restrições de Procedimento

As instruções oficiais determinam que o estado de volémia (fluidos) do doente deve ser corrigido antes do início da terapia. Os ajustes posológicos baseados na função renal estão normalizados: a dose máxima recomendada é restrita a 100 mg diários para doentes com compromisso renal moderado (eGFR entre 45 e menos de 60). O início do tratamento não é recomendado para o controlo glicémico se a eGFR for inferior a 30 mL/min/1,73 m2.

Além disso, a administração do medicamento deve ser interrompida pelo menos 3 dias antes de uma cirurgia programada ou de um período de jejum prolongado. Se uma dose diária for esquecida, esta deve ser tomada logo que o doente se lembre, mas não deve ser tomada uma dose dupla no mesmo dia.

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Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre a Canagliflozina

A avaliação clínica da canagliflozina foi realizada em numerosos ensaios controlados aleatorizados (ECA) e programas de investigação de larga escala. A evidência deriva principalmente de estudos que exploraram a forma como os resultados relacionados com biomarcadores de açúcar no sangue e com as funções cardíaca e renal foram monitorizados em adultos com diabetes tipo 2.


Evidência sobre o Controlo Glicémico (Gestão do Açúcar no Sangue)

A investigação inicial baseou-se em ensaios clínicos de Fase 3 de curto a médio prazo. Estes estudos analisaram a forma como foram medidos os resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional, incluindo níveis de biomarcadores como a Hemoglobina Glicada (HbA1c) e a Glicose Plasmática em Jejum, a par de medições do peso corporal e da pressão arterial.

Ao longo destes ensaios, as conclusões descrevem padrões observados nos estudos onde os níveis de HbA1c e de glicose plasmática em jejum evoluíram nas populações observadas em comparação com os grupos de controlo. No entanto, a limitação principal é que a duração do acompanhamento foi limitada em muitos dos ensaios iniciais, e os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos no que diz respeito à manutenção sustentada destes padrões de açúcar no sangue.


Evidência sobre Suporte Vascular e Eventos Cardiovasculares Major

Os resultados a longo prazo foram abordados em Ensaios de Resultados Cardiovasculares (CVOTs) específicos e de larga escala, realizados ao longo de vários anos. Estes ensaios de investigação examinaram a frequência de um parâmetro composto consistindo em morte cardiovascular, enfarte do miocárdio não fatal e acidente vascular cerebral não fatal (MACE). Os estudos também avaliaram as taxas de Hospitalização por Insuficiência Cardíaca (HIC).

As conclusões descrevem padrões observados onde o grupo de estudo foi associado a uma diferença na taxa de eventos MACE em comparação com o placebo. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas, o que significa que a evidência fornece informações limitadas sobre os resultados em pessoas com diabetes tipo 2 que não apresentam fatores de risco cardiovascular estabelecidos.


Evidência sobre a Saúde Renal e Resultados Renais Adversos

A canagliflozina foi avaliada em doentes com doença renal crónica (DRC) estabelecida em ensaios como o Estudo de Resultados Renais dedicado. Esta investigação examinou um parâmetro composto específico de resultados renais graves, incluindo a monitorização de Doença Renal Terminal (DRT) e o declínio sustentado da função renal.

Os dados mostram padrões relacionados com uma diferença na taxa de incidência do parâmetro renal composto no grupo de estudo em comparação com o grupo de controlo. A evidência é limitada para doentes com DRC que não apresentam albuminúria significativa (perda de proteína na urina), uma vez que estes não foram o foco principal da investigação dedicada.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Canagliflozina (FAQ)


P: A canagliflozina tem algum efeito conhecido no apetite ou no peso corporal?

Ensaios clínicos reportaram que a canagliflozina esteve associada a uma diminuição do peso corporal nos participantes dos estudos, mas estes resultados não implicam desfechos garantidos para todos os indivíduos. Os documentos regulamentares não fornecem detalhes específicos sobre se o medicamento afeta diretamente o apetite de uma pessoa.


P: Porque existe um aviso sobre a desidratação com a canagliflozina?

A canagliflozina atua através do aumento da quantidade de açúcar que é eliminada na urina. Este processo é conhecido como diurese osmótica. Esta perda de fluidos pode reduzir o volume de líquido nos vasos sanguíneos (volume intravascular), um mecanismo que pode levar à desidratação e resultar em hipotensão (pressão arterial baixa).


P: Pode ocorrer cetoacidose durante a toma de canagliflozina mesmo que os níveis de açúcar no sangue estejam normais (CAD euglicémica)?

Os avisos regulamentares indicam que a cetoacidose diabética (CAD), uma condição grave, é um risco documentado associado aos inibidores de SGLT2. Observa-se que a CAD pode ocorrer mesmo que os níveis de glicose no sangue não estejam severamente elevados, uma apresentação por vezes referida como CAD euglicémica.


P: A canagliflozina tem algum efeito conhecido na pressão arterial?

Sim, a canagliflozina pode causar a contração do volume intravascular (uma diminuição do volume de fluido no sangue), o que pode resultar em hipotensão sintomática (pressão arterial baixa). Reações adversas relacionadas com a pressão arterial, tais como manifestações de hipotensão ortostática (uma descida da pressão arterial ao levantar-se), estão documentadas no perfil de segurança oficial.


P: Como é oficialmente medida ou monitorizada a eficácia da canagliflozina?

Os estudos clínicos utilizados para avaliar o medicamento na melhoria do controlo do açúcar no sangue monitorizaram principalmente resultados relacionados com os níveis de Hemoglobina Glicada (HbA1c) e de Glicose Plasmática em Jejum. Estes são biomarcadores padrão para avaliar a resposta glicémica ao tratamento da diabetes.


P: A canagliflozina interfere com resultados comuns de exames laboratoriais de sangue ou urina?

A informação oficial do produto indica que, devido ao mecanismo de ação do medicamento, o fármaco faz com que os testes de glicose na urina produzam resultados positivos. Pode também afetar os resultados do ensaio de 1,5-anhidroglucitol (1,5-AG), um exame laboratorial específico por vezes utilizado para a monitorização da glicose.


P: As crianças ou adolescentes podem tomar canagliflozina?

Sim. Os documentos regulamentares indicam que o medicamento está aprovado para melhorar o controlo glicémico em doentes pediátricos com idade igual ou superior a 10 anos que tenham diabetes mellitus tipo 2.


P: Qual é a orientação para o uso de canagliflozina durante a gravidez?

As orientações oficiais estabelecem que o uso não é recomendado durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez, porque estudos em animais demonstraram potenciais efeitos adversos nos rins durante este período de desenvolvimento. Os dados em humanos são considerados insuficientes para determinar qualquer risco de defeitos congénitos major ou aborto espontâneo associados ao medicamento.


P: O histórico de feridas ou úlceras nos pés afeta a elegibilidade para a canagliflozina?

A informação de segurança regulamentar refere que fatores que aumentam o risco de amputação dos membros inferiores, tais como um histórico de amputação prévia, doença vascular periférica, neuropatia e úlceras do pé diabético, são considerações para o profissional de saúde prescritor antes de iniciar o medicamento.


P: A canagliflozina causa hipercaliemia (níveis elevados de potássio)?

O potencial para níveis elevados de potássio (hipercaliemia) é um efeito documentado da canagliflozina. A monitorização dos níveis de potássio é recomendada nas informações oficiais, particularmente para indivíduos com função renal comprometida.


P: É possível que a canagliflozina cause um aumento do meu colesterol (LDL-C)?

A informação oficial do produto observa que foram reportados aumentos relacionados com a dose no Colesterol de Lipoproteínas de Baixa Densidade (LDL-C) em estudos clínicos. Alterações nos níveis de colesterol estão entre os possíveis efeitos do medicamento no metabolismo e nutrição.


P: A canagliflozina interage com o consumo de álcool ou apresenta riscos?

A informação oficial do produto refere que o consumo excessivo de álcool é listado como um fator de risco que pode predispor um doente à cetoacidose enquanto toma inibidores de SGLT2. O consumo de álcool pode também aumentar o risco de baixo nível de açúcar no sangue (hipoglicemia) e desidratação.


P: Que tipo de dieta ou plano de exercício deve acompanhar o uso de canagliflozina?

A indicação regulamentar oficial estabelece que a canagliflozina está aprovada para utilização como complemento à dieta e ao exercício para melhorar o controlo do açúcar no sangue. Isto significa que o medicamento se destina a ser utilizado juntamente com uma gestão de estilo de vida saudável, e não como um substituto da mesma.


P: Existe alguma evidência de investigação que apoie o uso de canagliflozina na doença renal não diabética?

As indicações oficiais especificam que o medicamento está aprovado para reduzir o risco de certos eventos renais e cardiovasculares em adultos com diabetes tipo 2 e nefropatia diabética (lesão renal causada pela diabetes). Não existe uma indicação ou alegação oficial para o tratamento de doença renal que não esteja relacionada com a diabetes.


P: A canagliflozina é considerada um tratamento padrão de "primeira linha" para a diabetes tipo 2?

As informações oficiais do produto indicam que a canagliflozina está aprovada como um complemento à dieta e ao exercício para melhorar o controlo do açúcar no sangue. Os documentos regulamentares não definem formalmente a sua colocação exata nas hierarquias de tratamento, como por exemplo se é uma terapia de primeira ou segunda linha.


P: Como é que os médicos determinam a dosagem inicial correta de canagliflozina?

A dose inicial recomendada é de 100 mg uma vez ao dia. As diretrizes regulamentares referem que a função renal, especificamente a taxa de filtração glomerular estimada (TFGe), é um fator fundamental na seleção e ajuste da dose. A dose é limitada para indivíduos com compromisso renal moderado.

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Como Canagliflozin deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar a Canagliflozina

Os comprimidos de canagliflozina devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 20 °C e os 25 °C, sendo permitidas variações temporárias até aos 30 °C. O medicamento deve ser protegido do congelamento, do calor excessivo, da humidade e da luz direta.

Mantenha sempre os comprimidos no seu recipiente original e devidamente fechado. Por questões de segurança, armazene o medicamento fora da vista e do alcance das crianças, de forma a cumprir os requisitos de segurança.

No que diz respeito à eliminação, não deite a canagliflozina não utilizada ou fora do prazo na sanita nem no lixo doméstico, devido a preocupações ambientais. Consulte um profissional de saúde ou um farmacêutico para obter instruções sobre a eliminação correta de qualquer medicamento que já não seja necessário.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Equivalente a Canagliflozin encontrado em:

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