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Isoflurane

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Isoflurane

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Método de ação: Anesthesia Inhalation, Anesthetic

Opção de tratamento: Anesthesia

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Isoflurane

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Isoflurano
Forma Solução para inalação (líquido volátil)
Classe farmacológica Anestésico Geral, Agente Volátil
Uso comum Indução e manutenção da perda de consciência cirúrgica
Origem Sintética (Éter Halogenado)

O que é o Isoflurano?

O isoflurano é um medicamento sintético potente, classificado como um Anestésico Geral. Trata-se de um medicamento sujeito a receita médica cujo papel fundamental é induzir e manter temporariamente um estado de perda de consciência reversível para procedimentos médicos. Este medicamento insere-se na categoria específica dos agentes anestésicos voláteis, o que significa que é administrado por inalação para afetar rapidamente o sistema nervoso central (SNC). A experiência clínica em diversas especialidades cirúrgicas reconhece consistentemente a eficácia do isoflurano na criação do estado de inconsciência controlada necessário para uma cirurgia, garantindo que o paciente não sinta dor nem tenha memória do procedimento.

Que tipo de medicamento é o Isoflurano?

O isoflurano é identificado quimicamente como um éter halogenado, um composto sintetizado para fins anestésicos. A inclusão de átomos de halogéneo nesta estrutura química é um fator diferenciador essencial, proporcionando benefícios relacionados com a sua estabilidade e a redução da sua metabolização no organismo. O núcleo ativo do medicamento é a substância Isoflurano (a Denominação Comum Internacional, ou DCI), o que o torna um produto de substância ativa única. A Organização Mundial da Saúde (OMS) lista o isoflurano como um medicamento essencial devido ao seu papel crítico na facilitação de intervenções cirúrgicas seguras e eficazes a nível global.

Composição e Forma: A Solução para Inalação

O isoflurano é fornecido como uma solução para inalação, que é um líquido volátil puro que deve ser vaporizado com precisão antes da administração. Esta preparação líquida é 100% Isoflurano, sem necessidade de qualquer outra base ou veículo, permitindo uma entrega direta e precisa através da via inalatória (pulmonar). Enquanto anestésico volátil, o isoflurano é administrado utilizando equipamento de vaporização dedicado num ambiente controlado. O uso desta forma líquida volátil é fundamental porque permite que pessoal médico qualificado ajuste rapidamente a concentração do vapor que é respirado pelo paciente, o que é vital para manter a segurança e a profundidade correta da anestesia durante todo o procedimento.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Isoflurane?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança do isoflurano está documentado pelas autoridades regulamentares, que classificam as reações adversas de acordo com a sua frequência e o sistema biológico afetado. As características fundamentais de segurança deste anestésico são definidas por efeitos dependentes da dose nos sistemas cardiovascular e respiratório, os quais levam a uma descida previsível da pressão arterial (hipotensão) e à depressão respiratória à medida que a profundidade da anestesia aumenta.

Reações adversas e frequências

A rotulagem oficial reconhece diversas reações categorizadas por frequência. As reações comuns reportadas, especialmente no período pós-operatório, incluem náuseas, vómitos e tremores. Muitas outras reações adversas, tais como reações anafiláticas, paragem cardíaca, prolongamento do intervalo QTc e necrose hepática grave, encontram-se documentadas com base em relatos espontâneos após a comercialização, sendo geralmente categorizadas como de frequência desconhecida.

Reações adversas graves e restrições de segurança

Os documentos regulamentares dão ênfase a reações adversas específicas e graves. A mais notável é o risco de Hipertermia Maligna (HM), um estado hipermetabólico potencialmente fatal em indivíduos suscetíveis. A documentação oficial também regista casos de hipercalemia perioperatória (níveis elevados de potássio no soro) que resultam em arritmias cardíacas e óbito, reportados principalmente em pacientes pediátricos com doenças neuromusculares latentes. Outros eventos graves incluem arritmias cardíacas com risco de vida, como a torsade de pointes, e necrose hepática pós-operatória grave.

Notas de segurança para populações específicas

A rotulagem oficial descreve considerações de segurança específicas para grupos vulneráveis. Para pacientes pediátricos com menos de três anos e mulheres grávidas no terceiro trimestre, os avisos oficiais incluem alertas sobre a exposição prolongada ou repetida e os potenciais efeitos no desenvolvimento cerebral. Além disso, o efeito de relaxamento uterino do isoflurano deve ser considerado durante procedimentos obstétricos, devido ao risco associado de aumento da hemorragia uterina.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar assistência médica

Manifestações de sobredosagem e ações necessárias

Uma sobredosagem de isoflurano resulta de uma concentração inspirada excessivamente elevada, o que leva a uma profundidade excessiva da anestesia. As principais manifestações documentadas de sobre-exposição incluem hipotensão profunda (descida acentuada da pressão arterial) e depressão respiratória marcada (diminuição significativa da respiração), que comprometem os sistemas cardiovascular e respiratório.

Quando procurar atenção médica imediata

É necessária atenção médica urgente imediatamente após o reconhecimento dos sinais de sobredosagem. A primeira ação obrigatória é a interrupção imediata da administração de isoflurano. A gestão é estritamente sintomática e de suporte, o que inclui estabelecer e manter a permeabilidade das vias aéreas, iniciar ventilação assistida ou controlada com oxigénio a 100% e aplicar medidas de suporte para restabelecer a circulação.

Riscos específicos e gestão da sobredosagem

Um risco fundamental observado nos documentos regulamentares é o potencial para desencadear Hipertermia Maligna (HM) em indivíduos suscetíveis. Se este estado hipermetabólico for desencadeado, requer tratamento específico e imediato, incluindo a administração de dantroleno sódico. Além disso, é necessária a monitorização contínua do estado cardiovascular e respiratório, uma vez que não se conhece qualquer antídoto químico específico para reverter os efeitos anestésicos primários do isoflurano.

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Usos terapêuticos de Isoflurane

O que o Isoflurano trata: principais utilizações e benefícios

O isoflurano é um anestésico geral por inalação que é frequentemente utilizado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, tais como procedimentos cirúrgicos. Pertence ao domínio terapêutico dos anestésicos gerais e pode fazer parte da gestão sintomática em situações em que os pacientes experienciam uma atividade fisiológica aumentada.

De acordo com as informações oficiais do medicamento, as suas principais utilizações são consideradas relevantes para a indução e manutenção da anestesia geral. Isto significa que é aplicado em cenários onde é necessária uma gestão adicional do desconforto, auxiliando em condições associadas a episódios agudos ou disruptivos.

Nestes contextos, o medicamento proporciona um alívio de suporte que ajuda a atenuar a carga global dos sintomas. Enquanto anestésico geral, é aplicado na abordagem de conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, especificamente o estado de consciência, o desconforto físico e a atividade muscular durante uma intervenção médica.

“Este agente apoia a manutenção da estabilidade funcional, o que contribui para um maior conforto do paciente durante os procedimentos.”

O isoflurano é relevante para o alívio dos sintomas que criam um esforço fisiológico percetível, sendo frequentemente utilizado quando é necessária assistência sintomática de curta duração.


Facto Rápido: Alívio do Desconforto Físico

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Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Isoflurano?

O isoflurano está aprovado para utilização em doentes adultos, tanto para a indução como para a manutenção da anestesia geral, e para a manutenção da anestesia em doentes pediátricos. Contudo, os documentos regulamentares oficiais definem rigorosamente a elegibilidade dos doentes com base no historial genético e em condições médicas pré-existentes.

Populações para as quais o uso é contraindicado

O isoflurano não deve ser administrado a doentes com suscetibilidade genética, conhecida ou suspeita, à Hipertermia Maligna (HM). Além disso, o seu uso é contraindicado em indivíduos com um historial confirmado de hepatite ou disfunção hepática grave após exposição anterior a um agente anestésico halogenado, bem como naqueles com sensibilidade conhecida ao isoflurano ou a outros agentes halogenados relacionados.

Restrições por idade e condição de saúde

No que respeita à utilização em pediatria, o uso de isoflurano não é recomendado para a indução da anestesia em lactentes e crianças devido ao risco de reações respiratórias.

É necessário um cuidado especial em doentes com comorbilidades específicas, tais como pressão intracraniana aumentada (PIC), doença arterial coronária ou doenças neuromusculares pré-existentes, como a Distrofia Muscular de Duchenne. Adicionalmente, a segurança do fármaco não foi totalmente estabelecida em indivíduos com comprometimento renal grave.

Relativamente ao estado de gravidez, o uso de isoflurano é recomendado apenas se for claramente necessário, dada a inexistência de estudos adequados em humanos. Deve também observar-se precaução durante procedimentos obstétricos devido ao efeito relaxante que o agente exerce sobre o útero.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Âmbito das interações

Os produtos medicinais com interações documentadas incluem relaxantes musculares não despolarizantes, opioides, outros depressores respiratórios e óxido nitroso. O isoflurano potencia acentuadamente os efeitos dos relaxantes musculares não despolarizantes e aumenta os efeitos de depressão respiratória dos opioides e de outros depressores do sistema nervoso central. Está documentado que a administração concomitante de óxido nitroso diminui a concentração inspiratória de isoflurano necessária para a anestesia geral.

Restrições relacionadas com as interações

Uma limitação procedimental crítica envolve uma reação química com o equipamento anestésico: o isoflurano pode reagir com absorventes de dióxido de carbono desidratados (tais como a cal baritada ou a cal sodada) para produzir monóxido de carbono, o que leva a níveis elevados de carboxi-hemoglobina em alguns pacientes.

Notas sobre interações com substâncias e populações específicas

Pacientes com um historial de ingestão crónica de álcool podem desenvolver tolerância cruzada, resultando na necessidade de uma concentração mais elevada de isoflurano. Na população pediátrica, o uso concomitante de succinilcolina está associado a um risco acrescido de hipercalemia (níveis elevados de potássio sérico) no período perioperatório. O agente é estritamente contraindicado em indivíduos com suscetibilidade conhecida ou suspeita a hipertermia maligna e naqueles com sensibilidade a anestésicos halogenados.

Ligação ao perfil global de interações

O perfil de interações do produto é definido principalmente por uma potenciação farmacodinâmica significativa com outros agentes anestésicos e sedativos, exigindo uma gestão cuidadosa dos fármacos coadministrados. Além disso, uma reação química específica com os materiais absorventes de CO2 introduz uma restrição importante relacionada com o próprio sistema de administração anestésica.

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Mecanismo de ação

Como funciona o Isoflurano

O isoflurano é um anestésico geral inalatório que induz um estado de inconsciência reversível e a perda de sensibilidade à dor. Embora o mecanismo exato de ação não esteja totalmente esclarecido, acredita-se que o isoflurano atue alterando a atividade de várias proteínas nas membranas das células nervosas dentro do sistema nervoso central.

O principal efeito do isoflurano ocorre através da modulação da transmissão sináptica. Ele potencia a atividade dos recetores de ácido gama-aminobutírico (GABA), que são os principais neurotransmissores inibitórios no cérebro. Ao aumentar a sensibilidade destes recetores, o isoflurano reduz a excitabilidade neuronal, resultando em sedação e anestesia. Adicionalmente, o fármaco pode inibir certos recetores excitatórios, como os recetores de glutamato, contribuindo ainda mais para a depressão da atividade cerebral necessária para procedimentos cirúrgicos.

Ao contrário de alguns anestésicos intravenosos, o isoflurano permite um controlo preciso da profundidade da anestesia. Uma vez que é administrado através da respiração e eliminado principalmente pelos pulmões, a concentração do fármaco no sangue e no tecido cerebral pode ser ajustada rapidamente pelo médico anestesiologista. Esta característica garante que o paciente permaneça inconsciente e imóvel durante a cirurgia, permitindo simultaneamente uma recuperação previsível após a interrupção da administração.

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Informações sobre dosagem e administração

Orientações de administração: Como utilizar o Isoflurano

O isoflurano é um agente anestésico administrado por via inalatória (via pulmonar). A formulação líquida volátil deve ser introduzida num vaporizador calibrado, especificamente concebido para isoflurano, de modo a permitir o controlo rigoroso da concentração inspirada pelo paciente.

Esquema de Concentração

De acordo com as normas regulamentares, a utilização do isoflurano divide-se habitualmente em duas fases:

  • Indução: Em adultos, o estado inicial de anestesia é geralmente atingido com concentrações inspiradas que variam entre 1,5% e 3,0%.
  • Manutenção: O nível cirúrgico pode ser mantido com concentrações entre 1,0% e 2,5% quando utilizado em conjunto com óxido nitroso. Caso seja administrado apenas com oxigénio, poderão ser necessárias concentrações superiores.

Regras de administração por grupo etário

A concentração necessária varia consoante a idade do paciente. Os adultos mais velhos requerem habitualmente concentrações mais baixas, enquanto os lactentes e as crianças pequenas podem necessitar de concentrações mais elevadas, tanto para a fase de indução como para a de manutenção.

Condições procedimentais especiais

A administração de isoflurano não depende de horários de refeições nem possui regras para doses esquecidas, uma vez que o seu uso é contínuo durante o procedimento cirúrgico. A utilização deve ocorrer obrigatoriamente num ambiente clínico devidamente equipado e apenas por profissionais com formação em anestesia geral, ou sob a sua supervisão direta.

Estrutura do procedimento oficial

O processo segue uma sequência definida de etapas:

  • Início: A administração começa com a entrega da concentração de vapor de isoflurano, iniciando-se normalmente com níveis baixos que aumentam gradualmente até se atingir o estado de indução desejado.
  • Titulação: A concentração é ajustada continuamente ao longo do procedimento, modificando-se o nível inspirado com base na resposta em tempo real do paciente para manter a profundidade anestésica necessária.
  • Interrupção: A administração é suspensa quando a intervenção cirúrgica termina, permitindo uma fase de recuperação rápida.

O protocolo oficial define o isoflurano como um agente de utilização contínua e de curta duração que exige um ambiente clínico altamente controlado. Este enquadramento obriga ao uso de equipamento calibrado e à intervenção de pessoal especializado para garantir que a concentração inspirada é gerida com precisão e ajustada (titulada) constantemente. As instruções regulamentares especificam os intervalos de concentração para indução e manutenção, realçando que os requisitos variam significativamente em função da idade do paciente.

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Evidência clínica recente

Isoflurano: Evidência Clínica Recente

O isoflurano é um anestésico inalatório volátil amplamente utilizado. Embora esteja em uso clínico há décadas, a investigação contínua permite refinar o seu papel em diversos contextos cirúrgicos e de cuidados intensivos. A evidência clínica foca-se principalmente na sua eficácia na manutenção da anestesia cirúrgica, nos seus efeitos hemodinâmicos e no impacto potencial nos sistemas de órgãos.

Eficácia na Manutenção da Anestesia

Ensaios clínicos demonstram consistentemente a eficácia do isoflurano para a manutenção da anestesia geral em diversas populações de pacientes e procedimentos cirúrgicos. A profundidade da anestesia é dependente da dose e pode ser controlada de forma fiável utilizando concentrações medidas. Os estudos destacam o seu início e término de ação rápidos, o que contribui para tempos de recuperação da anestesia mais céleres quando comparado com alguns agentes mais antigos.

Principais Efeitos Hemodinâmicos e nos Sistemas de Órgãos

A investigação tem analisado exaustivamente os efeitos cardiovasculares do isoflurano. Este provoca tipicamente uma diminuição da resistência vascular sistémica dependente da dose, o que pode levar a uma redução da pressão arterial média. A frequência cardíaca é, geralmente, bem mantida ou ligeiramente aumentada. O efeito do isoflurano no fluxo sanguíneo cerebral (FSC) é uma área de estudo ativa, com descobertas a indicar que este pode aumentar o FSC, o que deve ser gerido em certos contextos neurocirúrgicos.

Em termos de função renal e hepática, a evidência clínica sugere que o isoflurano está geralmente associado a uma toxicidade mínima devido à sua baixa taxa de metabolismo, o que significa que apenas uma pequena fração do fármaco é processada pelo fígado.

Aplicações Especializadas

O isoflurano continua a ser uma opção importante em contextos onde o seu perfil farmacológico específico é benéfico. Por exemplo, a sua capacidade de induzir broncodilatação torna-o um agente relevante para pacientes com doença reativa das vias aéreas, conforme documentado em diversos estudos observacionais e comparativos.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Isoflurano (FAQ)

É normal sentir náuseas ou vomitar após a administração de isoflurano?

De acordo com as informações oficiais do produto, sim, esta é uma experiência comum após a anestesia geral com isoflurano. As náuseas e os vómitos constam entre as reações adversas mais frequentemente relatadas durante o período de recuperação. A gestão destes sintomas é habitualmente assegurada pela equipa de anestesia ou de cuidados pós-operatórios.

O que significa o termo MAC quando se fala de isoflurano?

MAC significa Concentração Alveolar Mínima (Minimum Alveolar Concentration). Esta é uma medida utilizada pelos especialistas em anestesia para avaliar a potência do isoflurano. Representa a concentração de vapor necessária para evitar o movimento físico em metade dos doentes quando estes são expostos a um estímulo cirúrgico.

O isoflurano pode causar uma dor de cabeça forte após o procedimento?

As informações regulamentares indicam que a cefaleia (dor de cabeça) é um efeito adverso documentado que tem sido relatado após a receção de isoflurano. Este sintoma é tipicamente reportado no período pós-operatório.

Quanto tempo após a cirurgia com isoflurano devo esperar antes de conduzir?

As diretrizes oficiais indicam que os doentes devem ser aconselhados a evitar a realização de tarefas perigosas, tais como conduzir um automóvel, durante pelo menos 24 horas após uma anestesia geral. Esta precaução é necessária devido aos potenciais efeitos temporários na clareza mental e na coordenação física.

Que tipo de monitorização é realizada enquanto um doente está a receber isoflurano?

A monitorização é padronizada durante a anestesia geral. Esta inclui habitualmente a avaliação de funções corporais fundamentais, tais como a saturação de oxigénio (oxigenação), os níveis de CO2 no final da expiração (ventilação), a atividade cardíaca (ECG), a pressão arterial (circulação) e a temperatura corporal.

Tomar medicamentos para anticoagulação interage com a administração de isoflurano?

O isoflurano é conhecido por ter potenciais interações com certos fármacos, incluindo alguns que apresentam uma elevada ligação às proteínas, como o anticoagulante varfarina. A equipa de anestesia deve rever toda a medicação atual, incluindo anticoagulantes, para gerir quaisquer efeitos potenciais de forma segura durante o procedimento.

Doentes com problemas cardíacos podem utilizar isoflurano?

O isoflurano provoca uma diminuição da pressão arterial dependente da dose. É necessário um cuidado especial em doentes com condições cardíacas pré-existentes, particularmente aqueles com Doença Arterial Coronária. A equipa de anestesia é responsável por selecionar e monitorizar cuidadosamente a dosagem para manter a segurança do doente.

Os medicamentos de rotina para a hipertensão interagem com o isoflurano?

Sim, os documentos regulamentares indicam que alguns medicamentos para a hipertensão, tais como os bloqueadores dos canais de cálcio e os beta-bloqueadores, podem interagir. Quando utilizadas em conjunto, estas combinações podem potencialmente potenciar o efeito do isoflurano no sistema cardiovascular, levando a um aumento da hipotensão.

O que torna o isoflurano um agente anestésico volátil?

O isoflurano é classificado como um anestésico volátil porque é um líquido à temperatura ambiente, mas deve ser vaporizado com precisão para a sua administração. As suas propriedades químicas permitem que se transforme num vapor para entrega por via inalatória.

Existe investigação sobre novas aplicações ou métodos de administração para o isoflurano?

Sim. Embora o uso principal do isoflurano seja a anestesia cirúrgica, a investigação tem investigado a sua utilização para sedação profunda prolongada em ambientes controlados, como a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI). Os estudos refinam continuamente o seu papel em diversos contextos de cuidados intensivos.

O que acontece aos resíduos de gás de isoflurano no bloco operatório?

Em ambientes clínicos, as diretrizes regulamentares determinam o uso de sistemas de extração especializados (scavenging systems). Estes sistemas são concebidos para capturar e remover ativamente quaisquer Resíduos de Gases Anestésicos do ambiente de trabalho.

O isoflurano é geralmente mais comum em cirurgias animais ou humanas?

O isoflurano é um agente fundamental na anestesia cirúrgica humana a nível mundial. É também frequentemente utilizado na medicina veterinária para anestesiar animais, demonstrando a sua aplicação estabelecida em vários campos da medicina.

O isoflurano causa dor de garganta após a remoção do tubo respiratório?

Embora existam reações adversas relatadas como a tosse, qualquer desconforto na garganta está habitualmente associado aos dispositivos mecânicos utilizados para gerir as vias aéreas durante o procedimento, e não à substância em si.

Existe o risco de estar consciente durante a cirurgia com isoflurano?

A consciência intraoperatória, na qual um doente recorda eventos durante a cirurgia, é um risco conhecido mas raro associado à anestesia geral. Os profissionais de saúde utilizam métodos de monitorização estabelecidos para manter a profundidade adequada de inconsciência e minimizar este risco.

Existe um tempo máximo durante o qual uma pessoa pode estar sob o efeito de isoflurano em segurança?

O isoflurano é utilizado principalmente durante a duração de um procedimento cirúrgico. Estudos clínicos exploraram o seu uso prolongado para sedação ao longo de muitas horas, indicando que pode ser administrado para além da duração cirúrgica padrão quando gerido num ambiente clínico controlado sob supervisão de especialistas.

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Como Isoflurane deve ser armazenado e descartado?

Como armazenar e eliminar o Isoflurano?

Armazenamento

O isoflurano, um anestésico líquido volátil, deve ser armazenado sob condições específicas para manter a sua estabilidade documentada, que é habitualmente de até 5 anos. Deve ser guardado numa área fresca e bem ventilada, a uma temperatura ambiente controlada, tipicamente entre 15 °C e 30 °C, e mantido hermeticamente fechado para evitar a libertação de vapores. Embora o produto seja quimicamente estável, o recipiente deve ser mantido afastado de fontes de ignição ou da exposição direta à luz solar.

Toda a rotulagem oficial determina rigorosamente que o recipiente deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Eliminação

A eliminação de qualquer produto não utilizado ou de materiais residuais deve seguir estritamente os regulamentos locais relativos a resíduos químicos perigosos. Devido à sua classificação como substância química perigosa, o isoflurano não deve ser deitado no ralo nem eliminado no lixo doméstico comum.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Isoflurane encontrado em:

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