
Evgeny Yudin
Autor
Qualificação: International Health Access Consultant
Cargo: Founder of Pillintrip.com
Empresa: Pillintrip.com – International Health and Travel

Introdução
Nos últimos anos, aprendi repetidas vezes que planos de viagem podem mudar da noite para o dia por causa de surtos virais. Durante a era da COVID-19, muitos de nós vimos fronteiras fechadas, voos cancelados e recomendações de saúde surgindo mais rápido do que conseguíamos fazer as malas. Agora, em 2025, enfrentamos uma nova onda de alertas globais de saúde — mas a boa notícia é que estamos mais preparados e temos melhores ferramentas para nos manter seguros.
Neste guia, quero apresentar os surtos virais mais importantes que impactam as viagens atualmente, os riscos regionais relevantes e como você pode se preparar sem perder o prazer de viajar. Pense como uma conversa amigável com alguém que passou muitas horas consultando os Avisos de Saúde para Viajantes do CDC e longos tópicos no Reddit antes de embarcar.
Principais Surtos Virais em 2025

Retorno do Mpox
O Mpox, também conhecido como varíola dos macacos, voltou a chamar atenção. Em 2025, estamos vendo novos focos em partes da África, especialmente na República Democrática do Congo e Burundi. Novas variantes virais trazem casos mais graves e imprevisíveis. As Notícias de Surtos da OMS são atualizadas regularmente e muitos países endureceram as exigências para entrada. Alguns passam a exigir comprovante de vacinação para viajantes vindos de áreas afetadas.
Na prática, este surto é bem real. Conversei online com viajantes que precisaram mudar roteiros de safari no último minuto. Uma discussão detalhada num tópico do Reddit sobre Mpox mostra como as pessoas equilibram riscos e experiências. O mais importante é: saiba os requisitos do destino antes de embarcar.
Outro ponto importante: companhias aéreas começaram a exigir declaração de saúde em determinadas rotas partindo da África Central. É mais burocracia, mas melhor do que ser barrado no embarque. Se estiver planejando viagem por vários países da região, garanta que suas vacinas estejam registradas em um passaporte de saúde aceito internacionalmente.
Chikungunya na China
O surto de verão na província de Guangdong alterou muitos planos. Foram mais de 7.000 casos e o Departamento de Estado dos EUA alertou para os riscos de doenças transmitidas por mosquitos no sul da China. Chikungunya não é novidade, mas preocupa a velocidade em que se espalhou em áreas urbanas densas.
Se você vai para o Leste Asiático, leve repelente e use roupas de manga longa. Chikungunya não se transmite de pessoa para pessoa como um vírus respiratório; o problema são os mosquitos. Ou seja, proteção pessoal é sua melhor defesa. Viajantes compartilharam histórias neste tópico sobre o surto na China, e dá para sentir a preocupação.
Recomendo reservar acomodações com telas nas janelas ou ar-condicionado — filtro simples que corta bastante a exposição aos mosquitos. E confira se seu seguro saúde cobre doenças transmitidas por mosquitos, já que tratamentos variam conforme a região.
Aumento do Vírus Oropouche
Antes restrito à Amazônia, o vírus Oropouche começou a aparecer em cidades do Caribe. A página de Ameaças e Surtos do ECDC o lista como preocupação crescente, especialmente para Brasil e Panamá. Viajantes grávidas devem ter cautela — há sinais de risco de transmissão vertical.
Num tópico animado sobre Oropouche no Reddit fica claro que o vírus está ganhando atenção pública, parecido com a Zika anos atrás. Meu conselho: não subestime mosquitos e maruins. São pequenos, mas transmissores eficazes.
Diferente da dengue ou chikungunya, Oropouche é pouco conhecido dos viajantes e facilmente ignorado. Isso pode ser arriscado, especialmente para quem visita áreas rurais. Roupas tratadas com permetrina podem reduzir bastante o risco.
Aumento de doenças respiratórias
O inverno e a primavera trouxeram ondas de vírus respiratórios pela Ásia. O site CIDRAP para doenças infecciosas emergentes acompanha os surtos de Metapneumovírus Humano (HMPV), junto da gripe sazonal. China e países vizinhos tiveram hospitais lotados, e viajantes com asma ou outras condições estavam em risco especial.
Vi um post no Reddit sobre a temporada de gripe no Japão — pais com bebês em dúvida se deveriam cancelar viagens. Às vezes, prevenção é simplesmente adiar a partida até o pico passar.
Outro ponto: muitas seguradoras agora aceitam surtos de doenças respiratórias como motivo legítimo para cancelamento da viagem. Ou seja, diferente de antes de 2020, você pode mesmo ser reembolsado se cancelar por causa de um surto documentado.
Se quer um resumo atualizado dos maiores riscos virais para viajantes em 2025, confira o debate de especialistas abaixo. Médicos explicam os principais surtos do verão ao redor do mundo e dão dicas práticas a quem vai viajar. É uma forma inteligente de complementar informações escritas com relatos de especialistas e exemplos reais — ideal para estar preparado sem entrar em pânico.
Riscos Regionais de Saúde em Viagens

Europa
Na Europa, dois problemas principais: hepatite A e sarampo. Milhares adoeceram em destinos turísticos, com o relato no Reddit sobre hepatite A mostrando como as férias podem ir mal rapidamente. O sarampo está no maior nível desde sua eliminação. Se vai viajar com crianças, revise o cartão de vacinação.
A higiene alimentar é fundamental. No sul da Europa, surtos vêm sendo ligados a frutos do mar e água inadequada. Levar sais de reidratação oral é inteligente — um sachê pode livrar da desidratação se adoecer.
Ásia-Pacífico
O Japão vive sua temporada de gripe mais severa em décadas, enquanto o Camboja confirmou novos casos de gripe aviária H5N1. Essa combinação faz locais lotados, como aeroportos e metrôs, ficarem ainda mais arriscados. O uso de máscara não é obrigatório, mas é uma prática sensata.
Outro risco pouco lembrado é a dengue no sudeste asiático. Órgãos de saúde locais estão com dificuldades para conter surtos urbanos. Use repelente e espere-se por lembretes diários de controle de mosquito.
Américas
O Brasil viu novos surtos de febre amarela, e o comprovante de vacinação está sendo exigido em muitos portos de entrada. Dengue e Zika seguem presentes em partes da América Central, então precauções contra insetos são obrigatórias.
Nos EUA, projetos de monitoramento de esgoto detectaram aumento de COVID-19. Um post do Ohio no Reddit mostra como mesmo viagens locais podem ter riscos ocultos.
África
Na África, vários surtos se sobrepõem: Mpox, febre amarela, cólera. Os atualizações do International SOS destacam a importância do seguro viagem que cobre evacuação. A infraestrutura de saúde varia muito e não conte com sorte se precisar de cuidados sérios.
Muitos subestimam a logística. Se for necessário atendimento médico em área rural, pode levar horas ou dias até a evacuação para uma cidade próxima. Ter um plano de emergência é tão importante quanto protetor solar.

Tabela rápida de comparação de riscos de saúde em viagens 2025
|
Região |
Principais surtos |
Riscos para o viajante |
Ações recomendadas |
|
África |
Mpox, cólera, febre amarela |
Saúde limitada, alta transmissão |
Vacinas, seguro completo, documento de saúde |
|
Ásia-Pacífico |
Chikungunya, H5N1, gripe severa |
Risco respiratório, exposição a mosquitos |
Máscara, repelente, evitar a temporada de pico |
|
Europa |
Hepatite A, sarampo |
Segurança alimentar/água, crianças não vacinadas |
Vacinas, práticas alimentares seguras |
|
Américas |
Febre amarela, dengue, Zika |
Doenças transmitidas por insetos, exigência vacinal |
Comprovante de vacina, repelente |
Preparação e Prevenção de Viagens
Antes de qualquer viagem em 2025, sigo três passos: confiro os relatórios de surtos ProMED, confirmo se minhas vacinas estão em dia e leio relatos de outros viajantes. Lembre que algumas vacinas — como a da febre amarela — exigem comprovante para entrada, e precisam ser feitas com pelo menos quatro semanas de antecedência.
O tempo é fundamental. Se você reservar viagem poucas semanas antes de embarcar, talvez não haja tempo suficiente para a eficácia total da vacina. Viaje com um cartão de vacinação atualizado e revise anualmente.
O seguro viagem também é essencial. Vi numa discussão sobre seguro no Reddit como a cobertura de surto salvou o orçamento de um viajante. Compre seguro assim que decidir viajar, não espere até comprar as passagens.
E não esqueça o kit médico. Eu costumo levar:
- Termômetro
- Sais de reidratação oral
- Antibióticos de amplo espectro (se prescritos)
- Antipiréticos
- Repelente
- Cópias das receitas
Medidas de Proteção Durante Viagens
Parece básico, mas a higiene é sua principal defesa. Lave as mãos com frequência, use álcool gel e máscara em aviões ou lugares cheios. Mesmo sem exigência formal, essas medidas funcionam.
A proteção contra mosquitos é igualmente importante: repelente, roupas tratadas, redes de proteção. Para comida e água, siga a regra: ferva, descasque, cozinhe ou esqueça. Uma discussão sobre hepatite A na Europa no Reddit provou que muitos casos vieram de gelo contaminado e frutos do mar crus.
Outra medida pouco valorizada é a telemedicina. Muitas seguradoras internacionais agora oferecem consultas por aplicativo. Se estiver mal em outro país, é menos estressante conversar primeiro com um médico online em vez de ir direto ao hospital.
Monitoramento Pós-Viagem
Quando voltar, fique atento a sintomas incomuns. Algumas doenças podem incubar por dias ou semanas. Os dados de vigilância do CDC sobre esgoto mostram como os níveis virais podem aumentar depois do retorno dos viajantes. Se aparecer febre, manchas ou tosse persistente, procure um médico e informe onde esteve.
Sempre digo: trate sua semana pós-viagem como parte do passeio. Dé um tempo antes de voltar a eventos com muita gente. Isso protege você e os outros.
Conclusão

Viajar em 2025 continua incrível, mas exige atenção. Consulte fontes oficiais como a vigilância viral do GISAID ou os relatórios semanais do ECDC no Reddit para se manter informado. Com um seguro adequado, kit médico esperto e novos hábitos, você pode aproveitar seus passeios sem preocupações excessivas.
Meu conselho: Não tema as manchetes. Use a informação para se preparar, adaptar e continuar explorando com segurança. O mundo segue aberto — basta saber como se cuidar.
FAQ: Surtos Virais e Segurança em Viagens 2025
Preciso de seguro especial para viagens em tempos de surto em 2025?
Com certeza. O seguro viagem padrão geralmente exclui epidemias ou pandemias — isso pode custar caro se houver cancelamento ou necessidade de atendimento urgente fora do país. Em 2025, há vários planos com cobertura específica para surtos. Incluem reembolso por cancelamentos, voos ou passeios perdidos se o destino ficar inseguro, e até evacuação médica se hospitais estiverem superlotados. Já vi casos relatados no Reddit de resgates em áreas rurais durante surtos — sem seguro, as contas batem dezenas de milhares de reais. Antes de contratar, leia com atenção as cláusulas, e confira se “disrupção por epidemias/pandemias” consta como motivo de cobertura.
Quais vacinas tomar antes de viajar em 2025?
Não há resposta única. Tudo depende do destino, época do ano e perfil de saúde. O certificado de vacina contra febre amarela é obrigatório em partes da África e América do Sul, frequentemente exigido na entrada. Vacinas contra hepatite A e sarampo são altamente recomendadas para Europa, que enfrenta ressurgimento dessas doenças. Na Ásia-Pacífico, a vacina da gripe é importante por conta de temporadas particularmente intensas; em algumas regiões a de encefalite japonesa pode ser recomendada. Algumas vacinas levam semanas para fazer efeito, então planeje com antecedência — de 4 a 6 semanas. Sempre confira avisos atualizados nos sites do CDC e da OMS e converse com seu médico.
Como evitar doenças transmitidas por mosquitos como chikungunya, dengue ou oropouche?
Mosquitos transmitem vários dos piores riscos em viagens, e prevenção é o melhor caminho. Use repelente com DEET, picaridina ou IR3535 — óleos naturais geralmente não bastam. Prefira roupas claras com mangas, principalmente ao amanhecer e entardecer, quando os mosquitos estão mais ativos. Dormir em locais com ar-condicionado ou sob redes tratadas com inseticida é essencial. Muitos viajantes experientes tratam roupas e equipamentos previamente com permetrina, que segue protegendo após várias lavagens. Fique de olho em programas de controle de mosquito em hotéis e comunidades. Combinando essas medidas, dá para reduzir muito o risco.
O que levar no kit médico para viagens em tempos de surto?
Kit médico é sua rede de segurança portátil. No mínimo: termômetro, sais de reidratação, antitérmicos (como ibuprofeno ou paracetamol), repelente, máscaras e álcool gel. Leve seus medicamentos de uso contínuo e doses extras para imprevistos. Em áreas de risco, recomendo também pó eletrolítico, antibióticos de amplo espectro (se prescritos) e um kit de primeiros socorros com curativos e antissépticos. Tenha cópias digitais e físicas das receitas — na imigração os remédios podem ser fiscalizados. Muitos viajantes mantêm também registro digital de vacinas, útil para controle em aeroportos.
O que fazer se ficar doente após voltar da viagem?
Ficar doente depois da viagem é mais comum do que se pensa e o tempo de incubação pode ser longo. Hepatite A pode aparecer semanas depois, enquanto sintomas de gripe ou mpox podem surgir rápido. Regra de ouro: se tiver febre, manchas, diarreia ou tosse persistente até 14–21 dias após voltar, procure o médico e relate todos os destinos. Esses dados ajudam no diagnóstico. Muitos países rastreiam casos de viajantes (nos Estados Unidos, o CDC acompanha ocorrências). Sempre sugiro calma nos primeiros dias pós-viagem, antes de retomar rotina social. Se algo surgir, menos risco de contaminar amigos ou colegas.
