
Evgeny Yudin
Autor
Qualificação: International Health Access Consultant
Cargo: Founder of Pillintrip.com
Empresa: Pillintrip.com – International Health and Travel

Introdução
Eu ainda lembro de uma viagem em que um colega pegou sarampo durante uma conexão no aeroporto. Uma breve escala se transformou em duas semanas de transtornos, reuniões perdidas e férias arruinadas. Essa é a realidade das viagens modernas: o mundo está aberto, mas também estão abertas as portas para vírus e bactérias. Em 2025, o risco é ainda maior. Vários surtos acontecem ao mesmo tempo – de vírus respiratórios a doenças transmitidas por alimentos – e as viagens internacionais fazem com que esses patógenos circulem mais rápido do que nunca.
Este guia não é para assustar você ou desencorajá-lo de viajar. Muito pelo contrário. Meu objetivo é mostrar onde estão os principais perigos — aeroportos, ônibus, festivais, feiras de comida, consultas médicas no exterior, até mesmo navios de cruzeiro — e dar dicas práticas e simples para você se proteger. Considere como conselhos de quem já viajou muito, leu os Avisos de Saúde de Viagem do CDC e tirou lições difíceis da experiência.

Aeroportos: a Rodovia das Doenças
Aeroportos são incríveis centros de trânsito: pessoas do mundo inteiro passam pelos mesmos corredores em poucas horas. Isso os torna a “rodovia viral” perfeita.
Zonas de alto risco:
- Filas de segurança, onde bandejas e scanners são tocados por milhares de mãos.
- Banheiros e áreas de retirada de bagagem, com superfícies compartilhadas.
- Portões de embarque, onde as pessoas ficam próximas umas das outras.
Exemplo real? Ano passado, um caso de sarampo no Aeroporto Sky Harbor colocou centenas de viajantes em risco, segundo OMS e autoridades locais. Esperas longas e a mistura de passageiros internacionais aumentam ainda mais o risco: quanto mais gente, mais germes.
Como se proteger:
- Use máscara bem ajustada quando as filas estiverem cheias.
- Passe álcool em gel logo após o controle de segurança.
- Escolha assentos com espaço ao redor na sala de espera.
- Acompanhe os riscos de transmissão viral em aeroportos.
Transporte público: zonas de contato próximo
Ao sair do aeroporto, o próximo desafio é o transporte local. Trens, ônibus e metrôs são conhecidos por disseminar resfriados, gripe e infecções estomacais.
O maior fator? Proximidade. Nos horários de pico, o passageiro fica ombro a ombro com desconhecidos. Espirros, tosse e superfícies contaminadas são inevitáveis. No Reddit, viajantes reclamam de ficar doentes após longas viagens de trem na Europa — não porque os trens sejam perigosos, mas porque germes prosperam em ambientes fechados.
Como se proteger:
- Viaje fora do horário de pico, se possível.
- Abra janelas ou escolha vagões bem ventilados, como sugerido nos relatórios da APTA.
- Pague de forma contactless para evitar tocar superfícies extras.
- Limpe superfícies tocadas com frequência usando lenço desinfetante.
Festivais e grandes eventos: cenários de supertransmissão

Festivais e grandes aglomerações são parte do prazer de viajar — mas também “pontos quentes” para surtos. Imagine dezenas de milhares de pessoas, muitas bebendo, dançando e compartilhando banheiros e espaços.
Casos reais provam o risco. Um surto de norovírus em um festival europeu mostrou como problemas estomacais se espalham rapidamente. Doenças respiratórias são comuns após conferências e eventos esportivos. O contato próximo, o cansaço e a higiene limitada fazem desses eventos o cenário perfeito para surtos.
Dicas:
- Leve álcool em gel e use de verdade.
- Mantenha-se hidratado — álcool e calor desidratam e enfraquecem a imunidade.
- Se não estiver bem, vá embora cedo em vez de “insistir”.
- Siga as orientações da OMS para grandes eventos.
Feiras de comida locais: riscos gastrointestinais
Feiras de comida são incríveis para experiência cultural — mas têm riscos à saúde. Na Ásia, África e América Latina, a comida de rua enfrenta problemas de qualidade da água, armazenamento e higiene.
Já tive intoxicação alimentar em uma feira noturna em Bangkok. Um espetinho barato virou três dias de sofrimento. Lição: nem toda comida é igual.
Sinais de alerta:
- Pratos mornos que deveriam estar quentes.
- Vendedores com higiene duvidosa.
- Comida exposta às moscas.
Dica de ouro: Prefira pratos frescos, descasque frutas sozinho e evite o que parecer suspeito. Isso segue a regra moderna “cozinhe, descasque ou esqueça”, também destacada no Guia de Segurança Alimentar da OMS.
Para relatos de viajantes, confira as dicas de segurança com comida de rua no Reddit.
Instalações de saúde: pontos irônicos de infecção
Parece irônico, mas serviços de saúde no exterior também apresentam riscos. Hospitais e clínicas reúnem pacientes doentes, e nem sempre os equipamentos são devidamente esterilizados.
Já vi viajantes pegarem infecção após consultas odontológicas fora do país. Não significa evitar cuidados médicos — às vezes é inevitável. Mas é preciso cautela.
Como se proteger:
- Confira sua cobertura de seguro antes da viagem – a maioria inclui cláusulas para infecções adquiridas em hospitais (orientações de surtos do ECDC).
- Pergunte sobre esterilização ou uso de equipamentos descartáveis.
- Observe sintomas por alguns dias após o atendimento.
- Leia relatos de outros viajantes, como os compartilhados por enfermeiros viajantes no Reddit.
Navios de cruzeiro: placas de Petri flutuantes
Cruzeiros deveriam ser sinônimo de diversão sem preocupações, mas são conhecidos pelos casos de surtos. Norovírus e COVID mostraram como doenças se espalham rapidamente em navios. Salas de jantar lotadas, piscinas e elevadores dificultam o controle de infecções.
Em um cruzeiro pelo Alasca, vários viajantes relataram COVID apesar dos testes rigorosos (Discussão sobre cruzeiros no Reddit). Basta uma pessoa ficar doente para que o navio todo seja exposto em poucos dias.
Como evitar problemas:
- Lave as mãos frequentemente — antes das refeições, após shows e elevadores (monitoramento CDC de surtos em navios).
- Ventile a cabine.
- Avise sobre sintomas cedo, não esconda.
- Siga os protocolos de saúde atualizados da IATA.
Principais problemas de saúde em viagens por destino

Os riscos variam não só pelo ambiente (aeroporto, cruzeiro, festival), mas também pela região do mundo. Veja os padrões que mais observei, com respaldo da OMS e dos Avisos CDC.
Ásia-Pacífico
- Principais riscos: Doenças transmitidas por mosquitos (dengue, chikungunya, encefalite japonesa), intoxicação alimentar em feiras e mercados.
- Dica: Leve repelente com DEET, durma sob mosquiteiro em áreas rurais, use água engarrafada e siga a regra “cozinhe, descasque ou esqueça”.
África
- Principais riscos: Malária é o maior problema, pois há também surtos de cólera e febre amarela em algumas regiões. Fora das capitais, o acesso a saúde avançada pode ser limitado.
- Dica: Verifique os requisitos da vacina contra febre amarela, leve medicação preventiva contra malária e faça um seguro que cubra evacuação.
Europa
-
Principais riscos: gripe sazonal, surtos de sarampo e vírus respiratórios em cidades e eventos lotados. O transporte público é o principal fator de risco.
-
Dica: Use máscara no metrô em horários de pico, verifique sua vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola, e siga os alertas do ECDC.
América Latina
- Principais riscos: Zika (risco para grávidas), dengue e infecções gastrointestinais por comida e água contaminada.
- Dica: Se proteja dos mosquitos, evite salada crua e leve sais para reidratação oral em casos de diarreia.
Oriente Médio
- Principais riscos: coronavírus MERS em alguns países, doenças relacionadas ao calor, segurança alimentar e da água. Grandes eventos religiosos elevam o risco respiratório.
- Dica: Mantenha-se hidratado, use máscara em lugares lotados e acompanhe os alertas oficiais da OMS.
América do Norte
- Principais riscos: Influenza, surtos de norovírus em cruzeiros e intoxicação alimentar em festivais. O atendimento de saúde é moderno, mas caro sem seguro.
- Dica: Faça seguro antes de viajar, passe álcool em eventos e verifique os alertas do CDC antes dos voos.
Avaliação de risco e proteção pessoal
Nem todo mundo enfrenta o mesmo nível de risco. Idade, condições de saúde e vacinação são fundamentais. Um viajante jovem e saudável pode encarar um problema leve; já um idoso com asma pode ter complicações graves.
Se sua viagem envolver múltiplas zonas de risco — voo, festival e feira — a exposição se multiplica. Aqui vale combinar as proteções: máscara, álcool gel, água, seguro e um plano de ação.
Veja uma comparação rápida entre ambientes:
|
Local |
Principais riscos |
Proteção prática |
|
Aeroportos |
Vírus circulantes pelo ar, bandejas contaminadas |
Máscara, álcool gel, distanciamento quando possível |
|
Transporte público |
Contato próximo, superfícies compartilhadas |
Viajar fora do pico, ventilação, pagamento sem contato |
|
Festivais/Eventos |
Multidão, álcool, higiene ruim |
Álcool gel, hidratação, monitorar sintomas |
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Feiras de comida |
Água/Comida contaminada |
Coma pratos cozidos, descasque frutas, observe o vendedor |
|
Instalações de saúde |
Infecções associadas ao atendimento |
Seguro, instrumentos esterilizados, observe sintomas |
|
Navios de cruzeiro |
Norovírus, COVID, doenças respiratórias |
Lave as mãos, ventile cabine, comunique sintomas precocemente |
Para aprofundar, consulte os resumos de surtos CDC e o monitoramento do ECDC.
Quer ver esses desafios da viagem na prática? Assista ao vídeo “8 Desastres de Viagem para Evitar em 2025 e como Resolver Rápido!” Os casos são reais — de riscos em aeroportos a erros de higiene em eventos e mercados. As dicas são úteis, as histórias são do dia a dia, e é o complemento perfeito ao que você acabou de ler. Veja, aprenda e viaje com responsabilidade este ano.
Conclusão e plano de ação

Viajar em 2025 é empolgante, mas exige hábitos inteligentes. Os locais com maior risco — aeroportos, transporte público, grandes eventos, feiras, clínicas e cruzeiros — vão continuar existindo. O importante é como você se comporta nesses lugares.
Confira este checklist básico:
Antes da viagem:
- Atualize vacinas e leve álcool gel/máscara (surtos OMS).
- Chegue de seguro para emergência e internação.
Durante a viagem:
- Lave as mãos regularmente.
- Evite multidões nos horários de maior movimento.
- Escolha alimentos e vendedores com atenção (dicas Reddit).
Após a viagem:
- Monitore sintomas por duas semanas.
- Procure atendimento rápido se não estiver bem.
Você vai manter suas viagens mais seguras sendo atento em vez de neurótico. Lembre-se: a maioria dos problemas pode ser evitada com um pouco de preparação. Viaje com saúde, aproveite o mundo e não deixe que um surto escondido estrague sua aventura.
FAQ: pontos de alerta de surto para viajantes
1. Qual o local mais arriscado para pegar infecção viajando em 2025?
Os aeroportos ainda são o principal foco. Eles misturam muita gente de todo o mundo, muita espera e superfícies compartilhadas como bandejas de segurança e banheiros. Segundo os Avisos de viagens CDC, surtos recentes de sarampo e gripe começaram nos terminais internacionais. Não dá para evitar aeroportos, mas dá para reduzir risco usando máscara, álcool gel após o controle de segurança e evitando aglomerações nos portões.
2. O transporte público é tão perigoso para doenças?
Sim, mas depende do horário e da ventilação. No metrô lotado nos horários de pico, o contato próximo facilita a transmissão de vírus respiratórios. Estudos da APTA mostram que o risco é maior nesses momentos. Viajar fora dos horários de pico, sentar perto de janelas e pagar por aproximação diminuem bastante o risco.
3. Comer comida de rua no exterior é seguro?
Comida de rua faz parte da experiência cultural, mas é uma das principais causas de intoxicação. O Guia OMS de Segurança Alimentar alerta para problemas com água contaminada e conservação inadequada. A velha regra vale: “cozinhe, descasque ou esqueça”. Procure vendedores movimentados, observe a preparação e evite pratos mornos. Viajantes experientes dizem nos fóruns do Reddit que higiene do vendedor é o melhor indicativo.
4. Por que navios de cruzeiro são chamados de 'placas de Petri flutuantes'?
Navios de cruzeiro reúnem milhares de pessoas em restaurantes, piscinas e áreas comuns. O Programa de Saneamento de Navios CDC registra muitos casos de norovírus e COVID anualmente. Quando o vírus entra, se espalha pelo navio em poucos dias. Medidas como lavar as mãos muitas vezes, ventilar cabines e reportar sintomas cedo são fundamentais. Viajantes no Reddit enfatizam que ser transparente evita surtos maiores.
5. Como montar plano pessoal para viagens com vários destinos?
Pense em camadas. Se você vai viajar por aeroportos, trens, festivais e feiras, os riscos somam. Antes da viagem, atualize vacinas e seguro. Durante o trajeto, combine hábitos diários: máscara, álcool gel, boa escolha de comida e água. Após a viagem, observe sintomas por 14 dias e siga as atualizações do ECDC. Juntar diversas medidas é sempre melhor do que contar com apenas uma.
Aviso de responsabilidade
Este artigo tem caráter informativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico profissional. Sempre consulte profissionais de saúde qualificados ou autoridades oficiais como CDC, OMS ou ECDC antes de decidir sobre vacinas, prevenção ou atendimento médico no exterior. Os riscos individuais de saúde variam por idade, histórico, destino e condições de viagem.
