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Ustekinumab

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Ustekinumab

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Opção de tratamento:

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Ustekinumab

O que é o Ustekinumab? Visão Geral

O ustekinumab é um medicamento sujeito a receita médica que pertence à classe dos anticorpos monoclonais humanos. Trata-se de uma terapêutica biológica desenvolvida para atuar sobre componentes específicos do sistema imunitário.

O funcionamento deste fármaco baseia-se na interferência com a resposta inflamatória do organismo. O ustekinumab liga-se a duas proteínas, designadas interleocina 12 (IL-12) e interleocina 23 (IL-23), que são citocinas naturalmente presentes no corpo. Em determinadas patologias autoimunes, estas proteínas são produzidas em excesso, contribuindo para a inflamação. Ao bloquear a atividade destas substâncias, o ustekinumab ajuda a gerir os sintomas de condições como a psoríase em placas, a artrite psoriática, a doença de Crohn e a colite ulcerosa.

Enquanto medicamento biológico de precisão, o seu perfil de utilização é determinado por um profissional de saúde, sendo administrado sob supervisão médica para garantir o acompanhamento adequado do doente ao longo do tratamento.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Ustekinumab?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do ustequinumabe baseia-se em dados de ensaios clínicos e na vigilância pós-comercialização, sendo as reações classificadas de acordo com as categorias regulamentares de frequência. As reações adversas documentadas com maior frequência são categorizadas como Frequentes (>= 1/100 a < 1/10) e envolvem tipicamente a classe de sistemas de órgãos de Infeções e Infestações.

As reações comunicadas frequentemente incluem nasofaringite (constipação comum), infeção das vias respiratórias superiores, cefaleias (dores de cabeça) e fadiga. Outros efeitos comuns envolvem o sistema gastrointestinal (como náuseas e diarreia) e a categoria geral de reações no local de administração (por exemplo, vermelhidão no local da injeção).


Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

A documentação regulamentar destaca o risco de infeções graves, incluindo a reativação da tuberculose (TB) e infeções oportunistas. Existe também um risco oficialmente documentado de neoplasias, incluindo o cancro da pele não-melanoma.

Reações raras, mas graves, comunicadas incluem reações de hipersensibilidade graves (tais como anafilaxia e angioedema) e eventos neurológicos e pulmonares específicos, como a Síndrome de Encefalopatia Posterior Reversível (PRES) e pneumonia não infeciosa.

As restrições de segurança determinam que o ustequinumabe é contraindicado em doentes com uma infeção ativa clinicamente importante e naqueles com hipersensibilidade conhecida ao produto. O tratamento exige que os doentes sejam avaliados quanto à presença de infeção por tuberculose antes do seu início. Além disso, a administração de vacinas vivas é, geralmente, evitada durante a terapia.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Âmbito da Sobredosagem: Informação Oficial Documentada

Entidade Declaração Regulamentar Oficial
Manifestações Documentadas Não estão documentados perfis de sintomas agudos exclusivos ou manifestações clínicas específicas de sobredosagem nas informações oficiais de prescrição.
Fatores de Exposição Em estudos clínicos, foram administradas doses intravenosas únicas até 4 mg/kg e doses subcutâneas até 6 mg/kg sem que resultasse em toxicidade limitante da dose.
Gestão Necessária A gestão deve focar-se no tratamento sintomático e de suporte.
Necessidades de Monitorização Os doentes devem ser observados quanto a sinais e sintomas de efeitos adversos ou reações relacionados com o perfil de segurança geral conhecido do fármaco.

Resposta de Emergência e Informação sobre Antídotos

Entidade Declaração Regulamentar Oficial
Ajuda Imediata Necessária Procure assistência médica imediata em caso de administração que exceda a dosagem recomendada.
Disponibilidade de Antídotos Não é conhecido qualquer antídoto específico para o ustequinumabe.
Classificação de Gravidade Não classificada especificamente por gravidade; o foco reside na intervenção necessária após uma administração acima da dose prescrita.

Resumo do Perfil Regulamentar

Os documentos regulamentares oficiais definem o perfil de sobredosagem essencialmente através de ação de emergência obrigatória e gestão de suporte. Uma vez que não existe um síndrome clínico agudo de sobredosagem explicitamente documentado nas informações oficiais, a instrução central é procurar ajuda médica imediata para observação clínica sistemática e para a prestação de tratamento sintomático e de suporte sempre que a dose recomendada seja excedida. Esta abordagem garante a monitorização de quaisquer potenciais reações adversas associadas ao perfil de segurança global do medicamento.

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Usos terapêuticos de Ustekinumab

Para que serve o Ustequinumabe: principais utilizações e benefícios

O ustequinumabe é um medicamento biológico indicado para o tratamento de várias doenças inflamatórias crónicas que resultam de uma resposta imunitária hiperativa do organismo. A sua principal função é ajudar a controlar a inflamação, reduzindo os sintomas e melhorando a qualidade de vida dos doentes que não responderam adequadamente a outras terapias convencionais.

Psoríase em placas

Este medicamento é amplamente utilizado no tratamento da psoríase em placas moderada a grave em adultos e crianças a partir dos 6 anos. É especificamente indicado para doentes que não obtiveram melhorias com outros tratamentos sistémicos ou fototerapia. O ustequinumabe atua reduzindo a espessura, a descamação e a vermelhidão das placas cutâneas, ajudando a limpar a pele de forma significativa.

Artrite psoriática

No caso da artrite psoriática, o ustequinumabe pode ser utilizado isoladamente ou em combinação com metotrexato. O objetivo do tratamento é reduzir a dor, o inchaço e a rigidez nas articulações, além de melhorar a capacidade funcional para a realização das atividades diárias. O medicamento ajuda também a limitar a progressão dos danos estruturais nas articulações em doentes adultos.

Doença de Crohn

O ustequinumabe é indicado para adultos com doença de Crohn moderada a grave. É frequentemente prescrito quando outros tratamentos, como corticosteroides, imunomoduladores ou outros agentes biológicos, não foram eficazes, causaram efeitos secundários intoleráveis ou deixaram de funcionar. O benefício principal reside na indução e manutenção da remissão clínica, ajudando a reduzir a inflamação no trato digestivo.

Colite ulcerosa

Para doentes adultos com colite ulcerosa moderada a grave, o ustequinumabe oferece uma opção terapêutica para controlar a inflamação do revestimento do cólon e do reto. O tratamento visa reduzir sintomas como a diarreia com sangue e a dor abdominal, promovendo a cicatrização da mucosa intestinal e ajudando os doentes a atingirem e manterem a remissão da doença a longo prazo.

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Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o ustequinumabe?

A elegibilidade para o ustequinumabe é estritamente definida por documentos regulamentares, focando-se na idade do doente, no estado infecioso e no historial médico.

Populações com Contraindicação

O ustequinumabe é contraindicado (não deve ser utilizado) em doentes com uma hipersensibilidade clinicamente significativa conhecida ao medicamento ou a qualquer um dos seus componentes. É também proibido para doentes com uma infeção ativa clinicamente importante, incluindo tuberculose (TB) ativa, até que a infeção esteja resolvida.

Elegibilidade por Idade

População Utilização Aprovada (Informações Padrão)
Adultos (≥ 18 anos) Todas as indicações aprovadas (psoríase em placas, artrite psoriática, doença de Crohn, colite ulcerosa).
Doentes Pediátricos 6 anos ou mais apenas para psoríase em placas e artrite psoriática. A segurança não está estabelecida para crianças com menos de 6 anos ou para o tratamento de doenças inflamatórias intestinais em doentes com menos de 18 anos.

Restrições e Limitações

A utilização exige cautela ou tratamento prévio em doentes com historial de malignidades ou infeções crónicas/recorrentes. Os doentes com diagnóstico de tuberculose latente devem iniciar o tratamento anti-TB antes de começarem a utilizar o ustequinumabe. Além disso, as informações oficiais de prescrição indicam que a utilização em doentes com insuficiência renal ou hepática não foi estudada, o que impossibilita recomendações posológicas específicas para estas populações. O medicamento é também, geralmente, preferível de evitar durante a gravidez devido à limitação de dados disponíveis.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial do ustequinumabe é definido pelos seus padrões de interação documentados, que se focam na resposta imunitária e na ausência de efeitos metabólicos significativos. Todas as informações derivam estritamente das informações de prescrição oficiais.

Classificação da Interação Agentes / Padrão de Interação Restrição / Requisito
Combinação Contraindicada Vacinas Vivas (virais ou bacterianas) Devem ser evitadas durante o tratamento. A vacina BCG é proibida durante um ano antes ou um ano após a interrupção do tratamento.
Utilização com Cautela Outros Imunossupressores/Biológicos A coadministração não foi, geralmente, avaliada em estudos regulamentares e exige cautela devido ao potencial de imunossupressão aditiva.
Sem Interação Farmacocinética Significativa Metotrexato (MTX), AINEs, Corticosteroides Orais As análises confirmam que estas substâncias não afetam a exposição sistémica ou a depuração aparente do ustequinumabe.

Os dados regulamentares indicam que o ustequinumabe não apresenta efeitos clinicamente significativos nas atividades das principais enzimas do citocromo P450 (CYP450), o que sugere um impacto mínimo no metabolismo de muitos medicamentos administrados em simultâneo. Esta ausência de interação metabólica distingue o perfil deste produto daqueles que apresentam riscos elevados mediados pelo CYP.

Relativamente aos prazos, recomenda-se um período de interrupção de, pelo menos, quinze semanas antes da administração de uma vacina viva, podendo o tratamento ser retomado, no mínimo, duas semanas após a vacinação. Os lactentes expostos ao medicamento no útero têm restrições específicas para vacinas vivas durante os primeiros doze meses de vida. O perfil é, portanto, ditado principalmente por restrições obrigatórias relacionadas com o sistema imunitário.

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Mecanismo de ação

Como funciona o Ustequinumabe

O ustequinumabe é um anticorpo monoclonal que atua ao focar-se de forma precisa e ao interromper sinais inflamatórios específicos no seio do sistema imunitário. O seu mecanismo baseia-se na alteração dos mensageiros que impulsionam as respostas imunitárias crónicas.

Focagem e ligação ao sinal partilhado pela IL-12 e IL-23

Este medicamento atua sobre a subunidade proteica p40, que é partilhada por dois mensageiros inflamatórios fundamentais: a Interleucina-12 (IL-12) e a Interleucina-23 (IL-23). Ao ligar-se à p40, o ustequinumabe inibe a capacidade de estas citocinas se ligarem aos seus recetores nas células imunitárias, reduzindo o início da sinalização inflamatória subsequente.

Modulação dos eixos imunitários Th1 e Th17

Ao reduzir com sucesso a sinalização da IL-12 e da IL-23, o ustequinumabe modula a ativação e a função das células T-helper 1 (Th1) e T-helper 17 (Th17). Isto diminui a atividade e a proliferação destas células imunitárias cruciais, o que reduz a produção de moléculas inflamatórias a jusante (tais como o IFN-gama e a IL-17) e contribui para uma alteração no estado inflamatório sistémico.

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Informações sobre dosagem e administração

Como é utilizado o Ustequinumabe

O ustequinumabe é administrado através de um sistema de duas vias controlado: injeção subcutânea (SC) para a manutenção e para o tratamento da psoríase e da artrite psoriática, e uma única perfusão intravenosa (IV), baseada no peso corporal, para a dose inicial de indução na doença de Crohn e na colite ulcerosa. A terapia está estruturada em fases distintas de indução (inicial) e de manutenção (contínua), sendo que a via de administração e a dose dependem da patologia específica e do peso do doente.


Dosagem Oficial e Frequência

O tratamento inicia-se com doses iniciais fixas, seguidas de uma manutenção a longo prazo em intervalos especificados:

Indicação Esquema de Dosagem Inicial Frequência de Manutenção Dose SC
Psoríase em Placas/Artrite Psoriática Semana 0 e Semana 4 (SC) A cada 12 semanas após isso 45 mg ou 90 mg*
Doença de Crohn/Colite Ulcerosa Semana 0 (perfusão IV), depois Semana 8 (SC) A cada 8 semanas após isso 90 mg

*A dose de 90 mg SC é utilizada em doentes com Psoríase em Placas ou Artrite Psoriática com peso superior a 100 kg.


Requisitos de Administração

A perfusão intravenosa deve ser diluída antes da administração e aplicada durante um período de, pelo menos, uma hora. No que diz respeito à injeção subcutânea, os doentes ou os seus cuidadores podem receber formação para realizar a autoadministração. Constitui um requisito do procedimento que o local da injeção seja variado em cada dose, evitando áreas que estejam inflamadas ou que apresentem hematomas. Se uma dose de manutenção for esquecida, as orientações regulamentares indicam que a dose deve ser administrada o mais rapidamente possível e o esquema de dosagem subsequente deve ser ajustado a partir dessa nova data. Não é necessário ajustar a dose em adultos mais velhos, mas a dosagem baseada no peso aplica-se a doentes pediátricos com psoríase.

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Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre o ustequinumabe

Indicação 1: Doença de Crohn

A investigação explorou este tratamento em indivíduos com doença de Crohn, que é uma das condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas. A investigação examinou resultados relacionados com o desconforto físico e resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade. Os resultados indicam padrões relacionados com alterações medidas nos sintomas ao longo de intervalos de tempo definidos. Estas conclusões descrevem padrões de grupo relacionados com resultados comunicados pelos doentes que descrevem a perceção de desconforto. No entanto, as durações do acompanhamento foram limitadas em alguns ensaios e a evidência é limitada para indivíduos que já receberam múltiplos outros tratamentos. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos.


Indicação 2: Colite Ulcerosa

A investigação examinou este tratamento em pessoas com colite ulcerosa, uma condição marcada por limitações funcionais. Os estudos monitorizaram resultados que captam fases de maior atividade dos sintomas, tais como a hemorragia retal e a frequência das dejeções. Os dados mostram padrões relacionados com as alterações observadas nestes sintomas, medidas durante o período do estudo. Para algumas pessoas, a investigação destaca padrões observados nos estudos relacionados com uma frequência reduzida de sintomas. É importante notar que os resultados se aplicam apenas às populações estudadas e falta evidência comparativa direta ao analisar todas as opções de tratamento disponíveis entre si.


Indicação 3: Psoríase

Os estudos exploraram este tratamento em pessoas com psoríase em placas moderada a grave, uma condição onde os sintomas podem variar em intensidade. A investigação foi relevante na evidência que descreve como os sintomas são medidos para avaliar a limpeza da pele. Os resultados indicam padrões relacionados com alterações na limpeza da pele para muitos participantes. Embora os resultados iniciais de curto prazo tenham dados disponíveis, a qualidade da evidência varia entre os estudos focados em diferentes esquemas posológicos. Estão ainda a surgir dados sobre a evolução dos sintomas ao longo de muitos anos.


Indicação 4: Artrite Psoriática

A investigação examinou este tratamento em indivíduos com artrite psoriática, uma condição que se apresenta com ciclos de estabilidade e exacerbações. Os estudos exploraram resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade, a par do desconforto físico nas articulações. A evidência sugere que, para uma parte das pessoas estudadas, os padrões observados associaram-se a resultados relacionados com sintomas nas articulações e com os problemas de pele associados. As durações do acompanhamento foram limitadas em alguns ensaios focados em alterações radiográficas das articulações. Os estudos ajudam a mostrar o que foi observado até agora, mas a investigação não determina se um indivíduo responderá de forma semelhante à média do grupo.


Limitações e Lacunas de Conhecimento

No geral, a qualidade da evidência varia entre os estudos e a evidência comparativa é escassa face a todos os outros tratamentos disponíveis para estas condições. A investigação prossegue para estabelecer totalmente os padrões a longo prazo para todas as indicações, e a evidência realça o que é conhecido — e o que permanece incerto.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Ustecinumabe (FAQ)

Q: O Ustecinumabe é considerado um medicamento biológico?

A: O ustecinumabe é classificado como um anticorpo monoclonal, o que significa que é um tipo de medicamento à base de proteínas fabricado a partir de células vivas. Estes tipos de medicamentos são geralmente conhecidos como medicamentos biológicos (ou produtos biológicos). É um imunossupressor seletivo que atinge proteínas específicas no seu sistema imunitário.


Q: O Ustecinumabe é um tipo de quimioterapia?

A: Não, o ustecinumabe não está quimicamente relacionado nem é classificado como um agente de quimioterapia tradicional. É categorizado como um imunossupressor seletivo que interrompe e atinge precisamente sinais inflamatórios específicos no sistema imunitário, tais como a Interleucina-12 (IL-12) e a Interleucina-23 (IL-23).


Q: Porque é que o Ustecinumabe é administrado por injeção ou perfusão?

A: O ustecinumabe é uma proteína de grandes dimensões, ou anticorpo monoclonal. Medicamentos biológicos como este são administrados por injeção ou perfusão intravenosa porque estas moléculas proteicas grandes podem ser decompostas pelo sistema digestivo se forem tomadas por via oral.


Q: Quais são os efeitos secundários mais frequentemente comunicados do Ustecinumabe?

A: Os efeitos secundários mais comuns comunicados em ensaios clínicos incluíram infeções do trato respiratório superior (como a constipação comum), cefaleias e fadiga. Informações sobre estes e outros potenciais efeitos secundários são fornecidas nos documentos regulamentares oficiais.


Q: O Ustecinumabe pode causar problemas no fígado?

A: Elevações das enzimas hepáticas foram observadas em algumas pessoas durante estudos clínicos. As informações oficiais do produto referem que a monitorização de certos parâmetros laboratoriais, incluindo testes de função hepática, pode ser recomendada durante o tratamento.


Q: Que tipo de vacinas são consideradas seguras enquanto se toma Ustecinumabe?

A: As vacinas vivas (virais ou bacterianas) devem ser evitadas durante este tratamento. As vacinas não vivas (vacinas inativadas) são normalmente permitidas, mas as informações oficiais do produto referem que a resposta imunitária e a eficácia destas vacinas podem ser afetadas.


Q: As crianças ou adolescentes podem utilizar Ustecinumabe?

A: O ustecinumabe está aprovado para doentes pediátricos a partir dos 6 anos de idade que sofram de psoríase em placas moderada a grave ou artrite psoriática ativa. Para outras indicações, como a doença de Crohn e a Colite Ulcerosa, o medicamento está atualmente aprovado para adultos com 18 ou mais anos, conforme indicado nas informações de prescrição.


Q: O Ustecinumabe requer alguma monitorização sanguínea especial?

A: As orientações regulamentares exigem a realização de testes pré-tratamento para a Tuberculose (TB) e Hepatite B e C. Além disso, as informações oficiais do produto indicam que a monitorização das contagens de células sanguíneas e dos testes de função hepática também pode ser necessária durante o curso do tratamento.


Q: É necessário guardar o Ustecinumabe no frigorífico?

A: Sim, as informações oficiais do produto estabelecem que o medicamento deve ser guardado no frigorífico entre 2 °C e 8 °C. Deve ser mantido na embalagem de origem para o proteger da luz e não deve ser congelado.


Q: O Ustecinumabe pode ser utilizado por pessoas com antecedentes de cancro?

A: O ustecinumabe é um imunossupressor e pode afetar a vigilância imunitária. Os documentos oficiais referem que os riscos e benefícios devem ser considerados, e a utilização do medicamento deve ser monitorizada de perto em pessoas com antecedentes de malignidade (cancro).


Q: E se eu tiver uma reação alérgica ao Ustecinumabe?

A: Os avisos oficiais descrevem o risco de hipersensibilidade grave ou reações alérgicas. Sintomas como inchaço do rosto, pálpebras, lábios, língua ou garganta, ou dificuldade em respirar são listados como sinais que requerem atenção médica imediata.


Q: Estão disponíveis estudos de segurança a longo prazo para o Ustecinumabe?

A: Sim, os ensaios clínicos forneceram dados de segurança a longo prazo por períodos de até cinco anos nas várias indicações aprovadas. Estão continuamente a ser recolhidos dados para caracterizar melhor a segurança e eficácia a longo prazo.


Q: Qual é o período de tempo típico antes de os benefícios do tratamento com Ustecinumabe terminarem?

A: O tempo que o medicamento demora a sair do organismo está relacionado com a sua semivida média, que é de aproximadamente 15 a 32 dias. O tempo até os benefícios cessarem variará de indivíduo para indivíduo.


Q: O Ustecinumabe pode afetar o humor de uma pessoa ou causar depressão?

A: A depressão foi comunicada como um evento adverso em estudos clínicos em algumas pessoas a tomar ustecinumabe. Esta preocupação de segurança está mencionada nas informações oficiais do produto.


Q: É possível desenvolver resistência ou parar de responder ao Ustecinumabe?

A: Os dados clínicos indicam que algumas pessoas podem desenvolver anticorpos contra o ustecinumabe (conhecido como imunogenicidade). A presença destes anticorpos pode estar associada a uma redução da concentração do medicamento no sangue e, potencialmente, a uma perda de resposta ao tratamento.


Q: O Ustecinumabe pode ter impacto na recuperação após uma cirurgia?

A: Uma vez que o ustecinumabe afeta o sistema imunitário, as orientações regulamentares sugerem que o momento da dose em relação a uma cirurgia eletiva é um fator a ser considerado para gerir o risco de infeção.


Q: Existem nomes comerciais diferentes para o Ustecinumabe?

A: O produto de referência original é vendido sob o nome comercial Stelara. Sendo um medicamento biológico, as agências regulamentares também aprovaram produtos biossimilares, que são altamente semelhantes ao produto de referência e têm os seus próprios nomes comerciais distintos.


Q: Pessoas com antecedentes de tuberculose podem utilizar Ustecinumabe?

A: Antes de iniciar o tratamento, todas as pessoas devem ser testadas para a Tuberculose (TB). Se for detetada uma TB latente, as diretrizes regulamentares exigem que a infeção seja tratada antes de o medicamento ser iniciado.


Q: Existem sintomas específicos que requerem atenção médica imediata durante a utilização de Ustecinumabe?

A: Sim, as informações do produto listam sintomas de uma reação alérgica grave, sinais de uma infeção nova ou reativada (como febre persistente ou tosse) ou sintomas de uma condição neurológica rara (como cefaleias, convulsões ou confusão) como situações que requerem atenção médica imediata.


Q: Uma pessoa pode viajar internacionalmente enquanto toma Ustecinumabe?

A: O medicamento requer refrigeração para armazenamento. Ao viajar, devem ser tomadas medidas específicas para manter o intervalo de temperatura exigido, de modo a preservar a qualidade e a eficácia do medicamento.


Q: O Ustecinumabe causa aumento ou perda de peso?

A: Eventos adversos relacionados com alterações de peso não estão listados entre os efeitos secundários mais frequentemente comunicados nos documentos regulamentares oficiais.


Q: Existem avisos sobre a exposição solar durante a utilização de Ustecinumabe?

A: A informação regulamentar destaca a importância de limitar a exposição solar e utilizar medidas de proteção devido a um risco potencial de cancro de pele associado à utilização de imunossupressores.


Q: E se eu tiver uma constipação ou gripe enquanto utilizo Ustecinumabe?

A: O medicamento, geralmente, não é iniciado se a pessoa tiver qualquer infeção ativa clinicamente importante. Se se desenvolver uma infeção ativa ou grave durante o tratamento, a suspensão temporária do medicamento pode ser considerada por um profissional de saúde.


Q: Existe uma versão genérica do Ustecinumabe disponível?

A: Sendo um medicamento biológico, o ustecinumabe não tem uma versão genérica tradicional. No entanto, as agências regulamentares aprovaram produtos biossimilares, que são altamente semelhantes ao produto de referência.


Q: O Ustecinumabe requer testes prévios antes de começar?

A: Sim, o teste para a Tuberculose (TB) e para a Hepatite B e C é exigido antes de iniciar o tratamento para garantir que quaisquer infeções latentes sejam identificadas e geridas.

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Como Ustekinumab deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o ustequinumabe

O ustequinumabe deve ser conservado no frigorífico, a uma temperatura entre 2 °C e 8 °C, e deve ser protegido da luz mantendo-se na sua cartonagem original até ao momento da utilização. O medicamento não deve ser congelado nem agitado. Caso o produto tenha sido congelado, deve ser rejeitado.

As seringas pré-cheias individuais podem ser conservadas à temperatura ambiente, até um máximo de 30 °C, por um período único que não exceda os 30 dias. Uma vez retirada da refrigeração, a seringa não deve voltar a ser colocada no frigorífico e deve ser eliminada caso não seja utilizada dentro do referido período de 30 dias.

O ustequinumabe é um produto de dose única; qualquer solução não utilizada que permaneça no frasco ou na seringa deve ser eliminada. As seringas e agulhas usadas devem ser descartadas num recipiente resistente à perfuração (contentor para objetos cortantes e perfurantes), de acordo com os regulamentos locais de eliminação de resíduos. Todos os medicamentos devem ser mantidos fora da vista e do alcance das crianças.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Equivalente a Ustekinumab encontrado em:

ÍNDICE A-Z: