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Visão geral de Tranylcypromine

Esta secção fornece uma definição clara e concisa da Tranilcipromina, centrando-se na sua identidade, classificação e composição, excluindo estritamente instruções de utilização e detalhes clínicos.

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Sulfato de tranilcipromina
Forma Formulação oral (comprimido)
Classe Farmacológica Inibidor da Monoaminoxidase (IMAO), Não seletivo
Uso Comum Antidepressivo, Agente psicotrópico
Origem Sintética (Não-hidrazina)

Tranilcipromina: Definição e Classe Farmacológica

A tranilcipromina é um agente psicotrópico sintético, disponível apenas mediante receita médica, que atua como um potente antidepressivo. A sua característica definidora é a classificação como um Inibidor da Monoaminoxidase (IMAO) de primeira geração, uma família farmacológica distinta.

A tranilcipromina é um IMAO não-hidrazina, o que a separa estruturalmente de compostos mais antigos baseados em hidrazina. Este medicamento define-se pela sua capacidade de influenciar profundamente mensageiros químicos fundamentais no sistema nervoso central. O uso de IMAOs, incluindo a tranilcipromina, é clinicamente reconhecido pela sua eficácia em casos onde outros mecanismos antidepressivos podem não ser totalmente eficazes, sublinhando o seu papel terapêutico único.


Tipo de Mecanismo e Composição

A ação singular da tranilcipromina consiste na inibição irreversível das enzimas MAO-A e MAO-B, classificando-a como um inibidor não seletivo. Isto difere de outras classes de antidepressivos, como os ISRS, conferindo-lhe uma via poderosa para potenciar a neurotransmissão monoaminérgica.

A investigação confirma que este mecanismo leva a uma elevação robusta dos níveis de neurotransmissores monoaminas, o que ajuda a restaurar o equilíbrio neuroquímico no cérebro. A substância ativa é o sulfato de tranilcipromina, que é um dl-racemato de 2-fenilciclopropan-1-amina. O produto é uma preparação de ingrediente único, apresentada exclusivamente como uma formulação oral (comprimido). Enquanto denominação comum internacional (DCI), a tranilcipromina é por vezes comercializada sob o nome de marca popular Parnate, confirmando o seu estatuto como uma entidade quimicamente distinta e estabelecida no âmbito da farmacologia psiquiátrica.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Tranylcypromine?

O perfil de segurança da tranilcipromina, conforme definido pelos documentos regulamentares oficiais, está estruturado em torno de reações adversas documentadas e de restrições de segurança rigorosas, necessárias para a sua utilização como Inibidor da Monoaminoxidase (IMAO).


Classificações Oficiais de Reações Adversas

Os efeitos adversos são categorizados de acordo com a sua frequência e o sistema orgânico afetado (Classe de Sistemas de Órgãos ou SOC).

Frequência e Classes de Sistemas de Órgãos

A rotulagem oficial assinala que certos efeitos são Muito Frequentes, incluindo a hipotensão ortostática (uma descida da pressão arterial ao levantar-se), tonturas, cefaleias, insónia, boca seca e obstipação. Outros efeitos documentados encontram-se classificados em sistemas como as Perturbações dos Vasos Sanguíneos, Doenças do Sistema Nervoso, Perturbações Psiquiátricas e Doenças Gastrointestinais. Efeitos como a visão turva, aumento de peso e disfunção sexual estão classificados como Frequentes.

Riscos de Segurança Graves

A preocupação de segurança mais crítica documentada nos textos regulamentares é o risco de Crise Hipertensiva, uma elevação perigosa e grave da pressão arterial que tem sido associada a hemorragia intracraniana ou eventos cerebrovasculares. Outros riscos graves documentados incluem o potencial de hepatotoxicidade (lesão hepática, como icterícia ou hepatite) e o surgimento de pensamentos e comportamentos suicidas, particularmente no início do tratamento.


Restrições de Segurança e Populações Especiais

Restrições e Padrões Relacionados com o Tempo

A tranilcipromina é contraindicada em doentes com condições pré-existentes específicas, incluindo Doença Cerebrovascular, Feocromocitoma, hipertensão grave e Insuficiência Cardíaca Congestiva. É explicitamente exigida uma restrição de alimentos e bebidas ricos em tiramina para mitigar o risco de Crise Hipertensiva. Além disso, refere-se oficialmente que a hipotensão ortostática é mais provável no início do tratamento ou após alterações na dose.

Considerações Populacionais

O medicamento não está aprovado para utilização na população pediátrica (menores de 18 anos). As notas de segurança aconselham também precaução em idosos devido a riscos cardiovasculares e especificam a contraindicação em casos de insuficiência renal grave.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil regulamentar oficial relativo à sobredosagem de tranilcipromina destaca o risco de complicações graves, potencialmente fatais, e a necessidade imperativa de intervenção médica imediata. Os sintomas de sobredosagem podem não se manifestar de imediato, estando documentado um período de latência de até 24 horas entre a ingestão e o pico de toxicidade.


Manifestações e Consequências Documentadas

As manifestações clínicas listadas na rotulagem oficial incluem vertigens ou tonturas acentuadas, agitação, cefaleias intensas, rigidez da nuca e hiperpirexia (febre extremamente alta). Os desfechos graves são definidos por perturbações potencialmente fatais em múltiplos sistemas, incluindo crise hipertensiva, convulsões, hemorragia intracraniana ou cerebral, choque cardiovascular e, eventualmente, coma ou insuficiência respiratória.


Medidas de Emergência Necessárias

A assistência médica imediata é obrigatória em qualquer caso de suspeita de sobredosagem. Devido ao risco de uma progressão tardia e severa, deve-se contactar os serviços de emergência imediatamente para o transporte para uma unidade hospitalar, visando uma monitorização prolongada que, habitualmente, se estende por vários dias. O tratamento para a sobredosagem de tranilcipromina é exclusivamente sintomático e de suporte, focado na gestão dos desequilíbrios fisiológicos graves. Os documentos oficiais declaram explicitamente que não é conhecido qualquer antídoto específico.

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Usos terapêuticos de Tranylcypromine

O papel terapêutico da Tranilcipromina foca-se em proporcionar alívio e suporte em perturbações do humor complexas, auxiliando na manutenção da estabilidade funcional.

A Tranilcipromina está indicada para o tratamento da Perturbação Depressiva Maior (PDM) em doentes adultos que não responderam adequadamente a outros antidepressivos. O medicamento é habitualmente utilizado em condições que apresentam episódios agudos ou disruptivos de depressão, especialmente quando a doença se revelou refratária (não responsiva) a ensaios adequados com outros medicamentos padrão.

É relevante para atenuar conjuntos de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos, incluindo sintomas depressivos centrais, características atípicas (como a hipersónia e a paralisia de chumbo) e manifestações de ansiedade refratária (como pânico grave ou sensibilidade à rejeição social).

Nestes contextos clínicos especializados, a Tranilcipromina é aplicada em domínios onde é necessário suporte sintomático adicional. Isto proporciona um apoio que ajuda a reduzir a carga global dos sintomas e oferece um alívio sintomático que auxilia os doentes a lidar de forma mais estável com episódios difíceis.

“Este medicamento é geralmente reservado para gestão especializada, sendo aplicado quando os sintomas são graves e não responderam ao suporte sintomático inicial.”


Facto Rápido: Alívio para Sintomas Depressivos Atípicos

Facto Rápido: Alívio para Sintomas Depressivos Atípicos A Tranilcipromina é considerada relevante para a gestão de padrões de sintomas específicos que incluem a reatividade do humor, a par de alterações significativas no apetite e no sono, que criam um desgaste fisiológico assinalável. O seu uso ajuda a abordar estes agrupamentos de sintomas que geram uma sobrecarga física percetível.

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Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar a Tranilcipromina?

A utilização da tranilcipromina é regida por normas rigorosas de elegibilidade populacional detalhadas nos documentos regulamentares oficiais.

População Aprovada: O medicamento está formalmente aprovado para adultos com diagnóstico de Perturbação Depressiva Maior, sendo habitualmente reservado para casos em que os doentes não responderam adequadamente a outras terapias antidepressivas.


Contraindicações Absolutas

A tranilcipromina é contraindicada e não deve ser utilizada em doentes que apresentem as seguintes condições de alto risco:

  • Doença ou defeitos cerebrovasculares confirmados ou suspeitos.
  • Hipertensão grave ou certas formas de doença cardiovascular.
  • Feocromocitoma ou outros tumores que libertem catecolaminas.
  • Lesão hepática conhecida ou testes de função hepática persistentemente anormais.
  • Hipertiroidismo ou Porfíria.

Restrições Fisiológicas e de Idade

População Estatuto Regulamentar
Doentes Pediátricos (< 18 anos) Não Aprovado; a segurança e eficácia não estão estabelecidas.
Adultos Mais Velhos (≥ 60 anos) Utilizar com Precaução devido ao risco acrescido de efeitos secundários, como a hipotensão postural.
Gravidez e Amamentação Não Recomendado; a segurança não está estabelecida (gravidez) e o medicamento é secretado no leite materno (amamentação).

Limitações de Uso Condicional

O uso requer precaução ou está restringido em doentes com insuficiência renal grave (devido a dados insuficientes e depuração reduzida), antecedentes de mania ou hypomania, epilepsia ou cefaleias frequentes. O medicamento deve também ser descontinuado, no mínimo, 10 dias antes de uma cirurgia eletiva que envolva anestesia geral ou espinhal.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações da tranilcipromina é definido por restrições farmacodinâmicas e dietéticas críticas. A coadministração é formalmente contraindicada com inúmeros produtos medicinais, incluindo outros Inibidores da Monoaminoxidase (IMAOs), Agentes Serotoninérgicos (tais como ISRS, ISRSN e antidepressivos tricíclicos) e analgésicos opioides específicos, como a meperidina. Estas combinações acarretam o risco de reações farmacodinâmicas graves, nomeadamente a Crise Hipertensiva ou a Síndrome Serotoninérgica.


Restrições de Procedimento e Dietéticas

Tipo de Restrição Requisito
Intervalo de Interrupção Terapêutica Deve decorrer um intervalo obrigatório sem medicação de, pelo menos, duas semanas ao transitar da tranilcipromina para um antidepressivo contraindicado ou vice-versa. São necessárias cinco semanas ao transitar a partir da fluoxetina.
Restrição Dietética O consumo de todos os alimentos e bebidas ricos em tiramina é estritamente restrito, tal como o uso de produtos que contenham simpaticomiméticos de ação indireta, devido ao risco de hipertensão grave.

Notas Metabólicas e Populacionais

O fármaco está documentado como um inibidor de várias enzimas CYP (por exemplo, CYP2A6, 2C19, 2D6, 3A4), o que pode afetar o metabolismo de outros substratos administrados concomitantemente. Além disso, a tranilcipromina é contraindicada em doentes com insuficiência hepática pré-existente ou insuficiência renal grave, devido a preocupações relativas aos efeitos cumulativos e à depuração do medicamento.

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Mecanismo de ação

A tranilcipromina atua principalmente ao tornar-se um inibidor irreversível e não seletivo das enzimas monoaminoxidase A (MAO-A) e monoaminoxidase B (MAO-B). Ao bloquear permanentemente estas vias primárias de degradação, o fármaco impede a decomposição de neurotransmissores fundamentais — serotonina, noradrenalina e dopamina — levando à sua acumulação no terminal pré-sináptico e, consequentemente, a uma sinalização amplificada nas sinapses afetadas.

Uma característica definidora é o seu mecanismo secundário: inibe ligeiramente a recaptação de noradrenalina, ao mesmo tempo que promove a libertação de dopamina e noradrenalina das terminações nervosas, devido à sua estrutura semelhante à das anfetaminas. Esta ação combinada cria um estímulo fisiológico mais imediato no sistema nervoso central (SNC), influenciando os sistemas que regulam o alerta e a atividade psicomotora.

Esta mesma inibição irreversível da MAO estende-se ao intestino e ao fígado, eliminando a capacidade metabólica do organismo para desintoxicar aminas pressoras ingeridas, como a tiramina. Esta limitação do mecanismo resulta na absorção sistémica da tiramina que, por sua vez, força a libertação de noradrenalina endógena das reservas periféricas. Uma vez que a MAO periférica está bloqueada, este excesso de noradrenalina não é rapidamente metabolizado, conduzindo a uma resposta simpática descontrolada que resulta em alterações acentuadas no tónus vascular e na pressão arterial.

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Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar a Tranilcipromina

A utilização da tranilcipromina é orientada por instruções de administração específicas, que definem a via, os limites de dose, a frequência e o horário, conforme estabelecido nas informações oficiais de prescrição.

Diretrizes Oficiais de Administração

Característica Diretriz (Baseada estritamente na rotulagem)
Via de Administração O medicamento é administrado exclusivamente por via oral, na forma de comprimido.
Esquema Posológico (Adultos) O tratamento inicia-se geralmente com 20 mg por dia, em tomas divididas. Podem ser introduzidos incrementos de 10 mg por dia a cada 1 a 3 semanas, até uma dose máxima de 60 mg por dia.
Frequência e Horário A dose diária total é ingerida em tomas divididas. A administração deve ser agendada para o período da manhã e do meio-dia; a última toma diária não deve ser administrada após as 15:00.
Idosos Os aumentos de dose devem ser realizados de forma mais gradual e pode ser utilizada uma dose inicial mais baixa.

Estrutura do Procedimento

O protocolo estabelecido delineia uma sequência específica de utilização. A terapia é iniciada com a dose de partida e, posteriormente, ajustada de forma incremental ao longo de várias semanas até à dose máxima prevista na rotulagem, se necessário. Durante todo este processo, a toma do medicamento está estritamente limitada aos períodos iniciais do dia. No final do tratamento, a interrupção deve ser feita através de uma redução lenta e gradual da dose. Esta sequência estruturada define os únicos passos procedimentais aprovados para a administração e cessação do medicamento.

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Evidência clínica recente

Tranilcipromina: Evidência Clínica Recente

A tranilcipromina é um inibidor da monoaminoxidase (IMAO) irreversível e não seletivo, estudado principalmente para utilização na perturbação depressiva maior (PDM). O medicamento é geralmente reservado para doentes adultos que não responderam adequadamente a outras classes de antidepressivos, o que o classifica como um fármaco de terceira linha nos algoritmos de tratamento padrão.


Eficácia Clínica e Estudos Comparativos

Revisões sistemáticas e meta-análises recentes que comparam a tranilcipromina a antidepressivos mais antigos, como os antidepressivos tricíclicos (ADTs), encontraram globalmente uma eficácia comparável. Alguns estudos sugerem uma vantagem particular no tratamento de formas de depressão caracterizadas por traços como hipersónia, hiperfagia e sensibilidade à rejeição, frequentemente denominada depressão atípica.

Ensaios clínicos também exploraram o papel do fármaco na depressão resistente ao tratamento (DRT), frequentemente após os doentes não terem respondido a ADTs ou a inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS). Uma meta-análise encontrou dados que sugerem que a tranilcipromina pode ter benefícios nesta população de difícil tratamento.


Observações de Segurança e Tolerabilidade

As principais considerações de segurança estão bem estabelecidas e centram-se no risco de crise hipertensiva quando o fármaco é combinado com certos alimentos ricos em tiramina ou determinados medicamentos. A evidência clínica reforça a necessidade de restrições dietéticas e medicamentosas rigorosas durante a sua utilização.

Em termos de tolerabilidade, alguns estudos referem que a tranilcipromina pode estar associada a menores riscos de aumento de peso e disfunção sexual em comparação com outros IMAOs específicos. Os efeitos secundários observados frequentemente em contextos clínicos incluem insónia, tonturas e hipotensão ortostática (uma descida da pressão arterial ao levantar-se).

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Tranilcipromina (FAQ)


P: Para que é utilizada a tranilcipromina além da depressão?

A tranilcipromina é indicada principalmente para o tratamento do Episódio Depressivo Maior em adultos. De acordo com a informação oficial do produto, o seu uso é geralmente reservado para doentes que não responderam adequadamente a outras classes de antidepressivos. Algumas diretrizes regulamentares podem referir a sua utilização em doentes cuja depressão é caracterizada por certas características, tais como sintomas fóbicos proeminentes.


P: A tranilcipromina é considerada um antidepressivo forte?

Os documentos regulamentares descrevem a tranilcipromina como um inibidor da monoaminoxidase (IMAO) potente. É tipicamente prescrita após outros antidepressivos comuns se terem revelado ineficazes, o que a classifica como uma opção de terceira linha nos algoritmos de tratamento padrão. O seu mecanismo envolve a alteração dos níveis de vários mensageiros químicos cerebrais essenciais (serotonina, noradrenalina e dopamina) através da inibição das enzimas MAO.


P: Com que rapidez a tranilcipromina começa a atuar?

Observa-se que a tranilcipromina possui um início de atividade rápido, com base no seu perfil farmacológico. Embora a ação química comece rapidamente, o efeito terapêutico total para a depressão pode levar algum tempo a desenvolver-se. O cronograma de resposta típico para este medicamento deve ser discutido com um profissional de saúde.


P: As interações alimentares da tranilcipromina são permanentes?

Não, as restrições alimentares não são permanentes, mas devem ser mantidas mesmo após a interrupção do medicamento. Os avisos oficiais descrevem que é necessária a evicção estrita de alimentos e bebidas ricos em tiramina durante a toma do fármaco e por, pelo menos, duas semanas após a descontinuação. Esta duração é necessária porque o efeito inibidor do fármaco sobre as enzimas do organismo é irreversível durante um determinado período.


P: Posso beber café ou chá enquanto tomo tranilcipromina?

A informação oficial de prescrição adverte os doentes para evitarem bebidas com quantidades excessivas de cafeína e/ou chocolate. Uma vez que o café e alguns chás contêm cafeína, os níveis de consumo de qualquer produto cafeinado são habitualmente revistos com um profissional de saúde. A preocupação principal reside nos potenciais riscos de interação devido aos efeitos estimulantes.


P: A tranilcipromina interage com o álcool?

Sim, os documentos regulamentares advertem explicitamente que a tranilcipromina não deve ser utilizada em combinação com o álcool. Esta combinação pode causar um efeito potenciador acentuado no sistema nervoso central (SNC) ou aumentar o risco de alterações na pressão arterial. Os documentos oficiais descrevem que a coadministração deve ser evitada em todos os tipos de bebidas alcoólicas.


P: A tranilcipromina é segura para uso a longo prazo?

A tranilcipromina é indicada para o tratamento a longo prazo da Perturbação Depressiva Maior quando apropriado. Os textos regulamentares oficiais exigem uma monitorização estreita do doente quanto ao agravamento clínico, ao risco de pensamentos suicidas e ao surgimento de efeitos secundários durante toda a duração do tratamento.


P: A tranilcipromina tem um aviso de "caixa negra" (boxed warning)?

Sim, a rotulagem oficial inclui um Aviso de Advertência (Boxed Warning). Este aviso destaca o risco aumentado de pensamentos e comportamentos suicidas que podem ocorrer quando adolescentes e jovens adultos, entre os 18 e os 24 anos, iniciam a toma de antidepressivos. O medicamento não está aprovado para uso em doentes pediátricos.


P: Qual é o potencial de abuso ou dependência com a tranilcipromina?

A informação oficial de prescrição refere que a tranilcipromina tem sido associada ao abuso e dependência do fármaco numa pequena percentagem de doentes. Pensa-se que tal se deva à sua estrutura química, que possui propriedades semelhantes às das anfetaminas, podendo levar a efeitos estimulantes em doses elevadas.


P: Durante quanto tempo após parar a tranilcipromina preciso de seguir as restrições dietéticas?

Uma vez que o fármaco causa uma inibição irreversível das enzimas no organismo, a restrição dietética rigorosa de alimentos ricos em tiramina deve continuar por, pelo menos, duas semanas após a dose final. O cumprimento deste período permite que o corpo restaure a atividade enzimática necessária para metabolizar a tiramina em segurança.


P: E se eu me esquecer de uma dose de tranilcipromina?

A informação oficial de prescrição não fornece instruções específicas para a gestão de uma dose esquecida. Os textos regulamentares sublinham a importância de tomar o medicamento exatamente como programado. A gestão da informação relativa a doses esquecidas é geralmente feita através de consulta com um profissional de saúde.


P: Existe uma versão genérica da tranilcipromina disponível?

Sim, tranilcipromina é o nome genérico da substância ativa, que é comercializada sob a forma de comprimidos de sulfato de tranilcipromina. É também comercializada sob o nome de marca Parnate.


P: A tranilcipromina pode causar sonhos estranhos?

Os documentos oficiais classificam a insónia e a sonolência como efeitos adversos comuns. Embora a menção específica a "sonhos estranhos" possa não estar listada, estão documentados efeitos psiquiátricos, e as alterações nos padrões de sono podem incluir sonhos vívidos. Quaisquer alterações de sono novas ou incómodas são geralmente revistas com um profissional de saúde.


P: A toma de tranilcipromina afeta a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

Sim, os avisos oficiais aconselham precaução ao conduzir ou utilizar maquinaria perigosa. Isto deve-se ao facto de a tranilcipromina causar frequentemente efeitos secundários como tonturas, sonolência e visão turva. Os doentes são advertidos a certificar-se de que sabem como o medicamento os afeta antes de se envolverem em atividades que exijam foco e controlo motor.


P: A tranilcipromina requer monitorização especial ou análises ao sangue?

Sim, é necessária uma monitorização estreita, especialmente no início do tratamento. Os doentes devem ser monitorizados quanto a alterações súbitas na pressão arterial (risco de hipertensão ou hipotensão grave) e alterações na função hepática. O medicamento é formalmente contraindicado em doentes com insuficiência hepática conhecida.


P: Porque é importante consultar o médico regularmente enquanto tomo tranilcipromina?

O acompanhamento regular é crítico para a segurança do doente. Isto assegura a monitorização necessária para duas preocupações fundamentais: o risco de pensamentos e comportamentos suicidas durante o tratamento inicial e as alterações de dose, e o risco de um aumento perigoso da pressão arterial (crise hipertensiva).


P: A tranilcipromina causa problemas de memória ou concentração?

O fármaco é conhecido por causar efeitos secundários comuns, como cefaleias e tonturas, que podem prejudicar o foco e a concentração. Além disso, a confusão mental está documentada como um sintoma relacionado com uma potencial sobredosagem. Qualquer compromisso nestas áreas deve ser comunicado a um profissional de saúde.


P: Quais são os motivos comuns para os médicos interromperem o tratamento com tranilcipromina?

O tratamento deve ser interrompido se surgirem ou se agravarem pensamentos ou comportamentos suicidas. A descontinuação pode também ser necessária se efeitos secundários graves, como a crise hipertensiva ou a hipotensão ortostática grave, não puderem ser geridos em segurança, ou se o doente não responder adequadamente à terapia.

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Como Tranylcypromine deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar a Tranilcipromina

Os comprimidos de tranilcipromina devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada, definida oficialmente entre os 20 °C e os 25 °C. O produto requer proteção rigorosa contra a humidade e a luz para manter a sua estabilidade, devendo ser armazenado longe de fontes de calor excessivo.

Armazenamento e Manuseamento Oficial

Requisito Condição
Temperatura Temperatura ambiente controlada (20 °C a 25 °C)
Recipiente Manter no recipiente original, bem fechado
Proteção Proteger da luz e da humidade
Segurança Guardar fora do alcance e da vista das crianças

Requisitos de Eliminação

A tranilcipromina caducada ou não utilizada deve ser eliminada através de um programa oficial de recolha de medicamentos, onde disponível. As orientações regulamentares aconselham a não deitar o medicamento na sanita nem no ralo. Caso um programa de recolha não esteja acessível, o produto pode ser misturado com uma substância indesejável, selado num saco de plástico e colocado no lixo doméstico, seguindo os regulamentos locais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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