Tranexam

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Tranexam

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Tranexam

Factos Rápidos: Ácido Tranexâmico

Propriedade Descrição
Princípio ativo Ácido Tranexâmico
Forma Comprimido oral, Solução injetável
Classe farmacológica Antifibrinolítico, Agente Hemostático
Objetivo geral Ajuda a estabilizar coágulos sanguíneos e a limitar hemorragias
Origem Composto sintético

Definição do Tranexam: Um Antifibrinolítico Fundamental

O Tranexam é uma marca comercial reconhecida de um medicamento que contém o princípio ativo ácido tranexâmico, quimicamente designado como ácido trans-4-(aminometil)ciclo-hexanocarboxílico. Esta substância é classificada como um agente hemostático sintético, inserindo-se na categoria farmacológica principal dos Antifibrinolíticos.

O seu estatuto é fundamentado por estudos farmacológicos que confirmam o seu mecanismo de preservação da integridade dos coágulos sanguíneos, uma função clinicamente reconhecida pelo seu papel essencial na prevenção de hemorragias excessivas. O ácido tranexâmico, que se encontra também disponível sob outras marcas como o Cyklokapron, é identificado como um medicamento sujeito a receita médica, concebido para utilização em diversos grupos de doentes adultos.

Composição e Formas Farmacêuticas: Comprimidos Orais vs. Solução Intravenosa

Este medicamento é um produto de substância única, contendo exclusivamente o ácido tranexâmico como componente terapêutico. É fabricado em duas preparações farmacêuticas principais, que determinam as suas vias de administração: um comprimido sólido destinado à via oral e uma solução aquosa injetável destinada à via intravenosa.

A disponibilidade de ambas as formas representa uma diferenciação fundamental, permitindo flexibilidade aos profissionais de saúde na administração sistémica do fármaco. O comprimido oral requer absorção através do trato digestivo, enquanto a forma injetável, dissolvida numa base aquosa estéril, facilita uma distribuição sistémica imediata quando é necessária uma ação rápida.

Objetivo Geral: Porque é utilizado o Ácido Tranexâmico?

O objetivo geral do ácido tranexâmico é auxiliar o organismo a controlar ou limitar episódios de hemorragia excessiva de forma eficaz, através da estabilização da integridade dos coágulos sanguíneos existentes. O fármaco alcança este resultado através da inibição da fibrinólise, o processo enzimático natural responsável pela degradação da estrutura do coágulo. Ao reforçar a rede de fibrina, o medicamento apoia as defesas naturais do corpo contra a perda de sangue, promovendo uma estabilidade prolongada do coágulo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Tranexam?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

Os possíveis efeitos secundários associados ao Ácido Tranexâmico (Tranexam) encontram-se oficialmente classificados e documentados. Estas reações adversas são agrupadas de acordo com o sistema fisiológico afetado e a respetiva frequência reportada.


Reações Adversas por Frequência e Classe de Sistemas de Órgãos

As reações adversas são organizadas consoante a sua frequência listada oficialmente, refletindo a regularidade com que são geralmente reportadas nos dados clínicos:

As Reações Comuns (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas) classificam-se principalmente como doenças gastrointestinais. Estes efeitos documentados incluem náuseas, vómitos e diarreia.

As Reações Pouco Comuns (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas) envolvem a pele, sendo classificadas como afeções dos tecidos cutâneos e tecidos moles, sendo a dermatite alérgica a reação mais frequente.

As Reações Raras (podem afetar até 1 em cada 1.000 pessoas) abrangem preocupações de segurança mais graves. Estas incluem eventos tromboembólicos graves (como embolia pulmonar e trombose) na categoria de doenças vasculares, reações de hipersensibilidade (doenças do sistema imunitário) e perturbações da visão, tais como a alteração da visão das cores (doenças oculares).

As reações com Frequência Desconhecida — o que significa que não podem ser estimadas a partir dos dados disponíveis — incluem convulsões e tonturas (doenças do sistema nervoso). Adicionalmente, a administração intravenosa rápida pode causar hipotensão grave.


Restrições de Segurança para Populações Específicas

Existem restrições de segurança específicas que devem ser consideradas. O risco de efeitos adversos, particularmente de convulsões, aumenta em indivíduos com insuficiência renal grave devido à acumulação do fármaco. O Ácido Tranexâmico está, geralmente, contraindicado em doentes com antecedentes ou presença de doença tromboembólica ativa. Para indivíduos em tratamento contínuo ou prolongado, é necessária a realização regular de exames oftalmológicos para monitorizar possíveis alterações na função visual.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda médica

No caso de uma ingestão superior à dose recomendada de Tranexam, podem ocorrer sintomas como náuseas, vómitos, tonturas, dores de cabeça ou uma descida da pressão arterial. Estes efeitos podem variar de intensidade dependendo da quantidade ingerida e da resposta individual de cada organismo.

Se suspeitar de uma sobredosagem ou se ocorrer uma ingestão acidental de uma dose elevada, deve procurar assistência médica imediata ou contactar um centro de informação antivenenos. Não deve esperar pelo aparecimento de sintomas graves para agir. É fundamental levar a embalagem ou o folheto informativo do medicamento para que os profissionais de saúde possam identificar a substância e administrar o tratamento adequado, que geralmente se foca no alívio dos sintomas e na monitorização das funções vitais.

Em situações de emergência, como a perda de consciência, convulsões ou alterações súbitas na visão após a toma do medicamento, dirija-se imediatamente ao serviço de urgência mais próximo.

Usos terapêuticos de Tranexam

Para que é utilizado o Tranexam: Principais Indicações e Benefícios

O Ácido Tranexâmico (Tranexam) pode fazer parte da gestão sintomática em contextos clínicos caracterizados por sintomas relacionados com hemorragias excessivas ou não controladas, sendo habitualmente utilizado para o controlo de sintomas associados a manifestações recorrentes ou episódicas. A sua utilização é considerada relevante em contextos marcados por um aumento do desconforto ou da tensão, apoiando o doente durante episódios difíceis ao atenuar o sofrimento.

O medicamento é frequentemente utilizado para ajudar a gerir sintomas em diversos domínios terapêuticos, incluindo: hemorragia menstrual excessivamente intensa (menorragia), hemorragias agudas e graves em condições marcadas por sintomas acentuados, hemorragias recorrentes das mucosas (epistaxis) e na gestão sintomática do angioedema hereditário (AEH).

Este fármaco é aplicado em contextos que envolvem hemorragias ou sintomas episódicos. Nestes cenários, o medicamento pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional e presta suporte ao doente em contextos críticos. No caso de condições crónicas, ajuda a abordar conjuntos de sintomas que interferem com o funcionamento quotidiano.


Facto Rápido: Suporte Sintomático

Domínio do Sintoma Benefício Geral Proporcionado
Hemorragia Menstrual Intensa Contribui para aliviar a carga sintomática global relacionada com o volume.
Hemorragia Aguda Auxilia na manutenção da estabilidade funcional durante episódios agudos.
Angioedema Hereditário Ajuda a reduzir a frequência e a gravidade das crises de inchaço.

O uso de Tranexam apoia os doentes durante episódios difíceis ao atenuar o sofrimento e auxilia na manutenção da estabilidade funcional durante períodos de maior desconforto sintomático.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Tranexam?

A elegibilidade para o uso do ácido tranexâmico (Tranexam) é rigorosamente determinada pelas indicações aprovadas, baseando-se essencialmente no risco de formação de coágulos sanguíneos e no estado da função renal do doente.


Populações que não devem utilizar o Tranexam (Contraindicações)

O Tranexam está formalmente contraindicado e não deve ser utilizado nas seguintes populações, conforme documentado nas informações oficiais de prescrição:

  • Doentes com presença ativa ou histórico de doença tromboembólica venosa ou arterial, tais como Trombose Venosa Profunda (TVP), Embolia Pulmonar ou Trombose Cerebral.
  • Indivíduos com insuficiência renal grave, devido ao risco de acumulação do medicamento no organismo.
  • Doentes com histórico de convulsões ou epilepsia, ou indivíduos com hemorragia subaracnoide.
  • Qualquer pessoa com hipersensibilidade conhecida à substância ativa.

Elegibilidade por idade e condições específicas

Grupo Populacional Situação
Adultos (Geral) Aprovado para utilização nas diversas indicações previstas.
Crianças (com 1 ou mais anos) A forma injetável está aprovada para utilização em crianças a partir de um ano de idade.
Insuficiência Renal Grave Contraindicação formal.
Insuficiência Renal Ligeira a Moderada Requer ajuste da dose dependendo do grau de compromisso renal.
Gravidez / Amamentação Não recomendado; o uso durante a gravidez deve ocorrer apenas se for claramente necessário, e a amamentação é geralmente desaconselhada.

A elegibilidade exige também precaução em doentes com hematúria de origem renal, uma vez que esta condição pode aumentar o risco de obstrução das vias urinárias.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações do Ácido Tranexâmico estrutura-se em torno do seu efeito no sistema de coagulação, o que resulta em restrições e proibições específicas documentadas pelas autoridades competentes.

Contraindicações Formais e Restrições Principais

A restrição mais rigorosa é a contraindicação formal para a administração concomitante com Contracetivos Hormonais Combinados (que contenham estrogénios e progestinas). Existe um sinergismo farmacodinâmico entre estes agentes que pode aumentar o risco de trombose venosa e arterial, traduzindo-se na formação de coágulos sanguíneos.

A administração conjunta também não é recomendada com outros medicamentos que promovam a coagulação, tais como os Concentrados de Complexo de Fator IX e os Concentrados de Complexo Coagulante Anti-Inibidor, uma vez que a combinação acarreta um risco elevado documentado de trombose.

Conflitos de Eficácia e Precauções Específicas

O efeito antifibrinolítico do fármaco pode levar a um conflito de eficácia quando administrado simultaneamente com Agentes Trombolíticos (como os ativadores do plasminogénio tecidular), podendo diminuir o efeito terapêutico de ambos os agentes através de um antagonismo farmacodinâmico.

Aplica-se uma restrição específica ao Ácido All-Trans Retinoico (tretinoína oral), cujo uso concomitante não é recomendado em doentes com Leucemia Promielocítica Aguda, devido a um possível agravamento do efeito pró-coagulante.

Notas sobre Exposição e Depuração

Dado que o fármaco é substancialmente eliminado por via renal, doentes com insuficiência renal apresentam um risco de acumulação do medicamento devido à redução da sua depuração. Não se encontram documentadas interações metabólicas específicas relacionadas com enzimas do citocromo P450 (CYP) ou regras obrigatórias de intervalo de tempo entre as administrações de diferentes produtos nas informações oficiais.

Mecanismo de ação

Mecanismo de Ação: Inibição da Fibrinólise e Competição em Alvos Moleculares

O ácido tranexâmico (TXA) exerce a sua ação principal ao visar a via da fibrinólise, o sistema biológico responsável pela degradação enzimática dos coágulos sanguíneos. A molécula atua como um análogo sintético da lisina, ligando-se de forma competitiva aos locais de ligação da lisina (LBS) situados no precursor enzimático inativo, o plasminogénio. Esta competição molecular impede que o plasminogénio se fixe corretamente à superfície da fibrina de um coágulo existente. Este bloqueio altera a cascata molecular ao inibir a conversão do plasminogénio na enzima ativa que dissolve os coágulos, a plasmina. A consequência fisiológica resultante a nível sistémico é uma redução da taxa de degradação da fibrina, o que leva a uma persistência estrutural prolongada da fibrina.

Um mecanismo secundário, fora do alvo principal, envolve o sistema nervoso central (SNC). Em concentrações suficientes, o fármaco atua como um antagonista de alguns recetores GABA-A inibitórios, que são reguladores fundamentais da atividade neural. Esta modulação do sistema de neurotransmissores inibitórios resulta em padrões alterados de disparo neuronal, definindo um limiar de concentração para a ocorrência de efeitos no SNC.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Ácido Tranexâmico (Tranexam) — Diretrizes Oficiais de Administração

Esta secção detalha as instruções oficiais de administração do ácido tranexâmico, baseando-se estritamente na documentação regulamentar governamental. Não inclui utilizações terapêuticas, benefícios ou informações de segurança.

Vias de Administração e Posologia

O ácido tranexâmico é administrado através de duas vias principais: Via Oral (em comprimidos) e Injeção ou Perfusão Intravenosa (IV) (em solução).

Exemplos de Esquemas Posológicos (Adultos)

Via de Administração Exemplo de Regime Frequência e Duração
Comprimido Oral 1300 mg (dois comprimidos de 650 mg) Três vezes ao dia por um máximo de 5 dias por período menstrual.
Injeção IV 1 g ou 15 mg/kg de peso corporal A cada 6 a 8 horas (para fibrinólise geral).

Requisitos de Administração

  • Uso Oral: Os comprimidos devem ser engolidos inteiros e não devem ser mastigados nem partidos. Podem ser tomados com ou sem alimentos. O tratamento para certas condições deve ser iniciado imediatamente após o início do evento específico.
  • Uso Intravenoso: A injeção deve ser administrada de forma lenta, a uma velocidade que não exceda 1 mL/minuto, para evitar efeitos adversos. A solução nunca deve ser administrada por via intramuscular (IM) nem por via neuroaxial (intratecal ou epidural).

Ajustes na Função Renal

A dosagem deve ser reduzida em doentes com evidência de insuficiência renal para evitar a acumulação do fármaco. Os ajustes específicos da dose são determinados com base nos níveis de creatinina sérica do doente. No caso de doentes geriátricos, a redução da dose é habitualmente necessária apenas se a função renal estiver comprometida.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Ácido Tranexâmico

Evidência para o Uso em Hemorragia Menstrual Intensa (Menorragia)

A investigação na qual este medicamento foi avaliado para condições caraterizadas por hemorragia menstrual excessivamente intensa foi realizada em inúmeros estudos. A investigação primária consistiu em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA), onde os investigadores monitorizaram grupos de mulheres que receberam o medicamento ou um tratamento não ativo (placebo). Estes ensaios foram aplicados em estudos que examinaram as experiências relatadas pelas doentes e monitorizaram resultados relacionados com o desconforto físico e a capacidade funcional quotidiana.

Os estudos monitorizaram resultados relacionados com o volume, relatando diferenças medidas no volume da perda de sangue menstrual durante o período do estudo em comparação com os níveis iniciais. Os resultados também indicaram que os ensaios monitorizaram e documentaram mudanças medidas nas métricas de qualidade de vida relatadas pelas doentes relacionadas com a atividade física e o funcionamento social. No entanto, os resultados relatados limitaram-se geralmente ao prazo intermédio, abrangendo tipicamente apenas até seis ciclos menstruais consecutivos. Os resultados a longo prazo não estão bem caraterizados e a evidência comparativa face a todas as outras opções terapêuticas é limitada.


Evidência para o Uso em Hemorragia Aguda e Grave

Este medicamento foi avaliado em investigação que explorou o desequilíbrio fisiológico temporário, especificamente em episódios de hemorragia com risco de vida, tais como traumas graves e hemorragia grave após o parto (Hemorragia Pós-Parto). A base de evidência é sustentada por Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados internacionais de grande escala, que se focaram em resultados que descrevem alterações episódicas ou agudas.

A investigação examinou resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional, tais como resultados de sobrevivência em intervalos definidos (por exemplo, 28 dias) e o volume de transfusão de produtos sanguíneos necessário para a gestão dos doentes. A investigação destaca as alterações medidas durante o período do estudo, com os resultados a indicarem um padrão de associação entre os resultados medidos e o momento da administração do medicamento após o início do evento hemorrágico.

A evidência derivada de contextos com cargas de sintomas variáveis indica que os resultados se aplicam apenas às populações estudadas e que existe incerteza quanto ao benefício de doses subsequentes. Além disso, os dados para certos subgrupos, tais como aqueles com lesões cranianas graves, permanecem insuficientes.


Evidência em Grupos Específicos de Doentes e Lacunas na Investigação

A investigação explorou o uso deste medicamento em populações específicas, nomeadamente crianças para certas indicações, como a prevenção de hemorragias após trabalhos dentários em doentes com hemofilia. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas e os dados específicos para outros grupos, tais como adultos mais velhos com múltiplas condições coexistentes, permanecem frequentemente insuficientes. O corpo principal de evidência de alto nível, como o relativo à hemorragia aguda, focou-se principalmente em populações adultas. A evidência comparativa para certos grupos permanece incerta.

Uma limitação fundamental da investigação em todas as indicações é a falta geral de dados a longo prazo para a maioria das utilizações, o que significa que a durabilidade dos resultados observados não está bem caraterizada. Os resultados foram mistos e variaram entre os estudos, particularmente para o uso no Angioedema Hereditário (AEH), onde a certeza permanece baixa devido à dependência de ensaios mais antigos e de menor dimensão, e falta evidência comparativa face às terapias modernas e direcionadas para o AEH.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Tranexam (FAQ)

P: Para que é geralmente prescrito o Tranexam?

De acordo com os documentos regulamentares oficiais, a forma de comprimido oral é indicada principalmente para o tratamento da hemorragia menstrual cíclica abundante em mulheres em idade fértil. A forma injetável, no entanto, é indicada para utilização a curto prazo em doentes com hemofilia para reduzir ou prevenir hemorragias após procedimentos como a extração de dentes.

P: Com que rapidez o Tranexam começa a atuar?

A informação destinada ao doente fornecida por algumas autoridades de saúde oficiais sugere que o efeito total do medicamento pode demorar até 24 horas após o início da administração. O tempo necessário para um efeito percetível pode variar, e o seu início de ação específico está ligado à condição que está a ser tratada.

P: Quanto tempo costumam durar os efeitos do Tranexam?

Os dados científicos referenciados pelas autoridades regulamentares descrevem como o medicamento é processado e eliminado pelo organismo. O tempo que o corpo demora a reduzir significativamente a quantidade do medicamento, conhecido como semivida terminal, foi reportado como variando entre aproximadamente 2 a 11 horas.

P: Existem alimentos ou bebidas que devam ser evitados durante a utilização de Tranexam?

A informação oficial de prescrição dos comprimidos orais indica que o medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos. Os documentos regulamentares não listam alimentos, bebidas ou produtos comuns específicos que devam ser evitados ao utilizar este medicamento.

P: Os idosos utilizam o Tranexam de forma diferente dos adultos mais jovens?

As informações oficiais referem que a redução da dose é habitualmente necessária para todos os doentes, incluindo doentes idosos (geriátricos), que tenham a função renal (rins) comprometida. Sem compromisso renal, geralmente não é necessária uma diferença na administração, embora a investigação destaque que os dados específicos para idosos com múltiplos problemas de saúde permanecem frequentemente limitados.

P: Os homens podem utilizar o Tranexam para certas condições hemorrágicas?

Sim, a forma injetável está oficialmente indicada para utilização em doentes com hemofilia para gerir a hemorragia durante e após a extração dentária. No entanto, a forma de comprimido oral é indicada especificamente para a hemorragia menstrual abundante em mulheres em idade fértil.

P: O que acontece se eu me esquecer de uma dose de Tranexam?

A informação destinada ao doente fornecida por fontes regulamentares descreve o que pode ser considerado caso uma dose seja esquecida: tomá-la assim que se lembrar, a menos que esteja quase na hora da próxima dose programada. Nesse cenário, a dose esquecida é normalmente ignorada e o esquema regular é retomado. É referido que a toma de duas doses para compensar uma dose esquecida é desaconselhada.

P: Tomar Tranexam afeta a minha tensão arterial?

As informações oficiais alertam que a administração intravenosa (IV) rápida da injeção pode causar uma descida grave da tensão arterial, conhecida como hipotensão. Este risco é específico da via IV e da velocidade de administração. Não é reportado consistentemente qualquer efeito geral na tensão arterial para o uso oral nas categorias de efeitos secundários mais comuns.

P: Existe uma ligação entre o Tranexam e as dores de cabeça?

Sim, a dor de cabeça é oficialmente reportada como uma reação adversa muito comum observada nos dados dos ensaios clínicos para a forma de comprimido oral do medicamento. Está listada entre os efeitos reportados com maior frequência.

P: O que devo fazer se sentir um efeito secundário raro?

Os guias oficiais de segurança do doente descrevem sintomas que justificam atenção médica de emergência imediata, tais como sinais de um coágulo sanguíneo, convulsões ou alterações na visão.

P: A dose de Tranexam muda com base na condição médica que está a tratar?

Sim, a dose e o método de administração (oral vs. intravenoso) variam significativamente dependendo da condição que o medicamento se destina a tratar. O regime utilizado para a hemorragia menstrual abundante difere do regime utilizado para prevenir hemorragias em doentes com hemofilia.

P: Pode tomar Tranexam se tiver doença hepática?

As informações oficiais identificam o compromisso hepático (fígado) como uma população específica de doentes para consideração. Geralmente não é listado como uma contraindicação, mas nota-se que os ajustes de dose são necessários principalmente apenas para doentes com função renal reduzida.

P: Como é que o Tranexam interage com suplementos à base de ervas?

Alguns guias oficiais para o doente descrevem a importância de informar um profissional de saúde sobre todos os medicamentos e suplementos que estão a ser utilizados, incluindo qualquer medicamento com receita médica, de venda livre ou produtos de saúde naturais (suplementos herbais).

P: Posso conduzir ou utilizar máquinas enquanto tomo Tranexam?

As informações oficiais referem que o medicamento pode causar tonturas e, por esta razão, os doentes são alertados para não conduzirem ou utilizarem máquinas até compreenderem o efeito do medicamento sobre si.

P: O que significa "inibidor da fibrinólise" em termos simples?

A fibrinólise é o processo natural do corpo que dissolve os coágulos sanguíneos. O termo "inibidor da fibrinólise" significa que o medicamento atua limitando ou retardando este processo. Ao estabilizar os coágulos sanguíneos existentes, o medicamento ajuda a parar a hemorragia excessiva e a manter a integridade do coágulo.

Como Tranexam deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Ácido Tranexâmico (Tranexam)

Os documentos regulamentares oficiais definem regras rigorosas para a conservação e o manuseamento do Ácido Tranexâmico, de modo a manter a sua estabilidade e evitar erros de medicação.

Requisitos de Conservação

Item Requisito
Temperatura A solução injetável deve ser conservada a uma temperatura ambiente controlada (20 °C a 25 °C). Os comprimidos devem, frequentemente, ser conservados abaixo de 30 °C.
Proibições A solução injetável não deve ser refrigerada nem congelada.
Segurança do Recipiente Mantenha os comprimidos na embalagem original. Os frascos da solução injetável não devem ser guardados perto de anestésicos locais para prevenir erros.

Manuseamento e Eliminação

O ácido tranexâmico deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças.

As soluções injetáveis destinam-se normalmente a uma utilização única; qualquer porção não utilizada deve ser eliminada. A eliminação de medicamentos fora de prazo ou não utilizados deve ser realizada de acordo com os requisitos locais de resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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