Srivasso

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Srivasso

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Brometo de Tiotrópio
Forma Pó para inalação (contido numa cápsula dura)
Classe farmacológica Antagonista Muscarínico de Longa Ação (LAMA)
Utilização comum Tratamento broncodilatador de manutenção
Origem Composto sintético de amónio quaternário

O que é o Srivasso e que tipo de medicamento é?

O Srivasso é a denominação comercial de um medicamento sujeito a receita médica cujo componente ativo é o Brometo de Tiotrópio. Este fármaco é classificado como um broncodilatador potente de ação prolongada e pertence especificamente à classe dos Antagonistas Muscarínicos de Longa Ação (LAMA). Esta classificação farmacológica é clinicamente reconhecida por proporcionar um controlo sustentado sobre a musculatura das vias aéreas.

O Brometo de Tiotrópio é um composto sintético que atua como um agente anticolinérgico. A sua estrutura química foi concebida para manter a atividade terapêutica por um período de até 24 horas, o que constitui um fator diferenciador que permite ao Srivasso ser utilizado numa administração de uma vez por dia como base para um tratamento de manutenção contínuo.

Composição e Forma: Pó para inalação para uma ação direcionada

O Srivasso é disponibilizado como um produto de substância ativa única na forma farmacêutica distintiva de um pó para inalação contido numa cápsula dura. A sua composição inclui a substância ativa, o Tiotrópio, misturada com o principal veículo inerte, a lactose monoidratada. Esta preparação específica é administrada exclusivamente por inalação oral através de um dispositivo dedicado.

A via de inalação oral é essencial, pois assegura que o medicamento chegue diretamente aos brónquios. Este método de entrega direcionada maximiza a eficácia local e minimiza a exposição global do organismo ao composto. A formulação do medicamento é fundamentada por estudos farmacológicos que confirmam a sua capacidade de bloquear seletivamente os recetores muscarínicos M3, o que é vital para alcançar o seu efeito terapêutico.

Objetivo Geral do Srivasso: Um broncodilatador de manutenção

O objetivo fundamental do Srivasso é proporcionar um apoio a longo prazo através do relaxamento dos músculos em redor das vias respiratórias. A ação central envolve a inibição seletiva dos efeitos de constrição do neurotransmissor acetilcolina. Ao bloquear este sinal, o fármaco alcança uma broncodilatação sustentada, ajudando os doentes a manter uma respiração mais facilitada a longo prazo, como parte de um plano diário de tratamento de manutenção.

Quais efeitos secundários são possíveis com Srivasso?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O Srivasso (brometo de tiotrópio) possui um perfil de segurança oficial estruturado por frequência e classificação por órgãos e sistemas, em conformidade com os documentos regulatórios governamentais. O efeito adverso mais comummente reportado nos dados regulatórios é a boca seca, que é geralmente ligeira e pode diminuir com a continuação da terapêutica.


Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas estão formalmente agrupadas com base na sua ocorrência em ensaios clínicos:

Classificação Exemplos de Reações Adversas
Frequentes Boca seca, tonturas, cefaleias (dores de cabeça), faringite, tosse, sinusite.
Pouco Frequentes Palpitações, visão turva, disfonia, prurido (comichão), retenção urinária, insónia.
Raros Fibrilhação auricular, taquicardia supraventricular, glaucoma, angioedema (inchaço), obstrução intestinal.

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

O folheto oficial observa explicitamente reações adversas graves específicas e limitações de segurança devido à classe anticolinérgica do fármaco:

  • Broncoespasmo Paradoxal: Um agravamento súbito e grave da respiração que pode ocorrer imediatamente após a inalação.
  • Glaucoma e Retenção Urinária: O medicamento pode precipitar ou agravar o glaucoma de ângulo fechado ou a retenção urinária, particularmente em doentes com condições como a hiperplasia da próstata.
  • Hipersensibilidade Imediata: Estão documentadas reações alérgicas graves, incluindo angioedema (inchaço dos lábios, língua ou garganta) e anafilaxia.

O Srivasso não está indicado para o alívio imediato de episódios agudos de broncoespasmo e está restrito ao tratamento de manutenção a longo prazo. Doentes com insuficiência renal moderada a grave (CLCR le 50 mL/min) necessitam de uma monitorização rigorosa quanto a potenciais efeitos secundários anticolinérgicos. O produto é também contraindicado em doentes com hipersensibilidade grave conhecida às proteínas do leite.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Uma sobredosagem de Srivasso (brometo de tiotrópio) está formalmente documentada na rotulagem regulatória como um exagero dos efeitos anticolinérgicos conhecidos do fármaco. Este elevado nível de exposição pode levar a um quadro clínico grave que afeta vários sistemas do organismo. Os sinais mais comuns de sobredosagem, conforme indicado na informação oficial de prescrição, incluem secura de boca acentuada, visão turva ou distúrbios da acomodação visual, obstipação e retenção urinária.

Uma manifestação grave principal que afeta o sistema cardiovascular é o risco de taquicardia acentuada (um aumento rápido da frequência cardíaca). O uso excessivo pode resultar em efeitos cardiovasculares clinicamente significativos. Em todos os casos de suspeita de sobredosagem, é necessária uma ação imediata. As orientações determinam que os indivíduos devem procurar assistência médica imediata ou contactar os serviços de emergência para avaliação e supervisão clínica.

Gestão e Monitorização da Sobredosagem Declaração Oficial
Antídoto Não é conhecido qualquer antídoto específico.
Tratamento A gestão é sintomática e de suporte.
Monitorização A monitorização da função cardíaca é necessária devido ao risco de taquicardia.
População Específica Doentes com insuficiência renal moderada a grave devem ser monitorizados de perto quanto a efeitos anticolinérgicos.

Esta secção reflete a informação estritamente baseada na rotulagem fornecida pelas autoridades governamentais de medicamentos relativa a eventos de sobredosagem e à resposta obrigatória do doente.

Usos terapêuticos de Srivasso

O que o Srivasso trata: Principais utilizações e benefícios

O Srivasso (Brometo de Tiotrópio) é geralmente utilizado como um medicamento de base e de ação prolongada para o controlo e manutenção a longo prazo de problemas respiratórios crónicos. É habitualmente utilizado na gestão dos sintomas da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPC). É importante notar que não é indicado para o alívio imediato de ataques agudos, sendo antes um medicamento de controlo diário destinado à gestão persistente dos sintomas. O medicamento é aplicado em domínios terapêuticos relevantes para a restrição crónica do fluxo de ar.

O medicamento é indicado principalmente para o tratamento de manutenção a longo prazo da DPC, incluindo condições como a bronquite crónica e o enfisema, e como terapêutica adjuvante de controlo para a asma sintomática. O benefício terapêutico reside no apoio sustentado e de ação prolongada, que contribui para o alívio dos sintomas relacionados com a restrição crónica do fluxo de ar, tais como a falta de ar (dispneia) e a pieira. O apoio contínuo ajuda a gerir conjuntos de sintomas que podem tornar-se disruptivos, auxiliando na carga sintomática global e apoiando a estabilidade respiratória contínua.

Facto Rápido: Alívio para Sintomas Persistentes
Sintomas Abrangidos Limitação Crónica do Fluxo de Ar, Dispneia, Pieira
Contexto Clínico Comum Manutenção diária a longo prazo (não é um tratamento de emergência/resgate)
Principal Apoio Prestado Suporte sustentado para a estabilidade respiratória

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar o Srivasso — Informação Regulatória Oficial

Categoria Declaração Regulatória Oficial
Populações para as quais o uso é permitido Adultos (idade igual ou superior a 18 anos) para manutenção da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC). Crianças e adolescentes com idade igual ou superior a 6 anos para manutenção da asma (formulações específicas).
Populações para as quais o uso é contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida ao tiotrópio, à atropina ou aos seus derivados, como o ipratrópio, ou a qualquer componente do produto.
Regras de elegibilidade por idade DPOC: A segurança e eficácia não estão estabelecidas para doentes com menos de 18 anos. Asma: A segurança e eficácia não estão estabelecidas para doentes com menos de 6 anos de idade.
Regras de elegibilidade por condição clínica Doentes com insuficiência renal moderada a grave (depuração da creatinina le 50 mL/min) devem ser monitorizados de perto. A insuficiência hepática não requer um ajuste posológico.
Restrições relacionadas com a elegibilidade Deve ser utilizado com cautela em doentes com glaucoma de ângulo estreito ou hiperplasia da próstata / obstrução do colo da bexiga. Não indicado para o tratamento inicial de broncoespasmo agudo.
Elegibilidade na gravidez e lactação Não recomendado durante a gravidez ou a lactação, a menos que o benefício potencial justifique o risco potencial, devido aos dados humanos limitados.

Estrutura de Elegibilidade Resultante

O perfil regulatório oficial define a elegibilidade ao contraindicar o medicamento a indivíduos com alergias conhecidas à substância ativa ou aos seus derivados. Restringe estritamente a aplicação do medicamento ao tratamento de manutenção crónica, e este não é explicitamente indicado para episódios respiratórios agudos. É obrigatória a precaução em doentes com condições preexistentes, tais como glaucoma, problemas de retenção urinária e função renal reduzida, estabelecendo fronteiras precisas para a sua utilização.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Srivasso (brometo de tiotrópio) é definido essencialmente pelo risco farmacodinâmico aditivo associado à sua classificação como um Antagonista Muscarínico de Longa Duração (LAMA).

Interações Farmacodinâmicas e Contraindicadas

A interação mais significativa documentada em fontes regulatórias envolve outros medicamentos com atividade anticolinérgica. A coadministração com outros fármacos que contenham substâncias anticolinérgicas pode resultar num efeito farmacodinâmico aditivo, o que aumenta o risco global de efeitos secundários relacionados com esta classe. Consequentemente, as informações oficiais do medicamento aconselham que a administração concomitante de Srivasso com outros medicamentos anticolinérgicos deve ser evitada.

Considerações Farmacocinéticas e Populacionais

O potencial para interações medicamentosas farmacocinéticas clinicamente significativas é considerado mínimo. O tiotrópio é apenas minimamente metabolizado pelo sistema do Citocromo P450 (CYP2D6, CYP3A4), e estas vias metabólicas não exigem, por norma, ajustes posológicos ou restrições relativamente a outros medicamentos administrados em simultâneo.

No entanto, existe uma consideração de interação específica para doentes com insuficiência renal moderada a grave (depuração da creatinina inferior a 60 mL/min). Nesta população, a redução da eliminação do fármaco conduz a um aumento da exposição sistémica ao tiotrópio, o que pode, por sua vez, intensificar os riscos associados à interação farmacodinâmica anticolinérgica aditiva. Não se encontram formalmente documentadas interações específicas com alimentos, álcool ou produtos à base de plantas, devido à via de inalação oral do medicamento, e não existem regras estabelecidas quanto à obrigatoriedade de intervalos temporais entre as administrações.

Mecanismo de ação

Como o Srivasso Atua: Mecanismo de Ação

Bloqueio Competitivo dos Recetores Muscarínicos

O Srivasso atua como um antagonista competitivo dos recetores muscarínicos de acetilcolina (M3) localizados no músculo liso das vias respiratórias. Esta ação interrompe diretamente o sinal transportado pelo neurotransmissor Acetilcolina proveniente do sistema nervoso parassimpático, que é o principal impulso neural para a constrição muscular.


Supressão Prolongada do Tónus das Vias Respiratórias

O mecanismo central desencadeia uma cascata onde o bloqueio do recetor impede a ativação da via de sinalização celular que, normalmente, causaria um aumento rápido dos iões de cálcio intracelulares (Ca^2+). Esta supressão limita a capacidade de as fibras musculares encurtarem, resultando no relaxamento sustentado do músculo liso brônquico.


Seletividade Cinética para uma Duração de 24 Horas

Uma característica única deste mecanismo é a sua seletividade cinética, o que significa que a molécula se separa muito lentamente do recetor M3 pós-sináptico. Esta taxa de dissociação extraordinariamente lenta garante que o bloqueio anticolinérgico seja mantido durante um ciclo completo de 24 horas. Esta ação prolongada expressa-se fisiologicamente como broncodilatação.

Informações sobre dosagem e administração

O Srivasso (brometo de tiotrópio) é utilizado exclusivamente como uma terapia de manutenção diária contínua e de longo prazo, não estando indicado para o alívio imediato de sintomas agudos. O seu protocolo de utilização é estritamente definido para assegurar uma administração consistente ao longo do tempo.

A via de administração aprovada é apenas a inalação oral. O medicamento está disponível sob a forma de pó para inalação (18 mcg) ou solução para inalação (5 mcg ou 2,5 mcg) e deve ser administrado utilizando um dispositivo específico. A dose completa é tomada uma vez por dia (QD), idealmente à mesma hora todos os dias, não devendo os doentes exceder uma dose completa num período de 24 horas. Ao utilizar a formulação em cápsulas, a cápsula não deve ser engolida mas sim inalada, exigindo normalmente duas inalações separadas para garantir que todo o pó é libertado.

A dose de manutenção padrão para adultos com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) é de 18 mcg (pó) ou 5 mcg (solução) uma vez ao dia. Para a indicação de asma, é utilizada uma dose inferior de 2,5 mcg uma vez ao dia, que é também o regime aprovado para doentes pediátricos com idade igual ou superior a seis anos.

Caso uma dose seja esquecida, esta deve ser tomada assim que possível, mas os doentes não devem tomar duas doses ao mesmo tempo. Não é necessário qualquer ajuste posológico para idosos ou pessoas com insuficiência hepática. No entanto, indivíduos com insuficiência renal moderada a grave (depuração da creatinina le 50 mL/min) devem ser monitorizados de perto durante a utilização.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos do Srivasso (Brometo de Tiotrópio)

Esta secção fornece um resumo da investigação clínica realizada para o Srivasso (Brometo de Tiotrópio), centrando-se nos tipos de estudos, nos resultados monitorizados e nas áreas onde a investigação ainda está em desenvolvimento. A investigação fornece contexto, mas não previsões individuais; os resultados descrevem padrões de grupo observados em estudos e não determinam se um indivíduo irá responder de forma semelhante.

Evidência para o uso na Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC)

A base de investigação para o Srivasso na DPOC inclui múltiplos Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA) de grande escala e Revisões Sistemáticas detalhadas. Estes estudos envolveram milhares de adultos que tinham sido diagnosticados com DPOC estabelecida, abrangendo uma vasta gama de gravidades da doença.

Os investigadores monitorizaram vários resultados fundamentais relacionados com a capacidade funcional e a gestão de sintomas crónicos. Os estudos analisaram medições da função pulmonar, tais como o volume expiratório forçado no primeiro segundo (FEV1). A investigação explorou o estado clínico através da monitorização de resultados relacionados com alterações episódicas ou agudas, tais como a frequência de exacerbações (agudizações) da DPOC. Os estudos também acompanharam alterações na dispneia (falta de ar) e na qualidade de vida global relacionada com a saúde.

Estudos analisaram padrões observados na frequência de exacerbações e em resultados comunicados pelos doentes. Os investigadores reportaram medições da função pulmonar sustentada. Os efeitos a longo prazo foram explorados em ensaios com uma duração de até quatro anos, que reportaram dados observacionais sobre a mortalidade por todas as causas; este parâmetro final foi estudado para abordar questões levantadas durante a investigação inicial.

Evidência para o uso como Terapia de Controlo Adicional para a Asma Sintomática

A investigação que explora o uso de Srivasso na asma foca-se principalmente no seu papel como um controlador adicional para doentes cujos sintomas não são totalmente geridos pela terapia padrão. A evidência deriva de ECA contra placebo, com Revisões Sistemáticas subsequentes a resumirem os dados recolhidos.

Os estudos monitorizaram padrões nas taxas de exacerbação grave da asma durante o período do estudo, particularmente em adolescentes e crianças (dos 6 aos 17 anos de idade). Medidas funcionais, como alterações no FEV1 residual (trough), também foram avaliadas. A investigação até à data descreve que o papel do Srivasso foi avaliado como uma terapia adicional, o que significa que os dados disponíveis fornecem informação limitada para o seu uso como um tratamento de primeira linha isolado para a asma.

Lacunas na Evidência e Áreas de Incerteza Regulatória

Apesar da investigação extensiva, certas questões permanecem. A evidência é limitada quanto aos efeitos a longo prazo do Srivasso em resultados específicos não-broncodilatadores, tais como a sua influência na inflamação das vias respiratórias. Além disso, embora existam dados para crianças, as durações do acompanhamento foram limitadas nalguns estudos pediátricos, e o volume global de evidência é menos extenso para os muito jovens em comparação com a população adulta com DPOC. A investigação está em curso para fornecer contexto adicional para os resultados a longo prazo nestes grupos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Srivasso (FAQ)


P: O Srivasso é considerado um inalador de "alívio" ou destina-se ao tratamento de manutenção?

A: As informações oficiais estabelecem que o Srivasso se destina exclusivamente ao tratamento de manutenção diário e contínuo a longo prazo. Não está explicitamente indicado para o alívio imediato de problemas respiratórios súbitos e agudos ou episódios de broncoespasmo. Geralmente, utiliza-se um inalador de curta ação separado para alívio quando necessário, uma vez que o Srivasso não desempenha essa função.

P: Quais são as condições ou doenças específicas que o Srivasso trata principalmente?

A: O Srivasso está aprovado para o tratamento de manutenção diário do broncoespasmo associado à Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) e para a redução de agudizações da DPOC. Está também aprovado para o tratamento de manutenção da asma.

P: Quanto tempo devo esperar para sentir os benefícios respiratórios totais do Srivasso após iniciá-lo?

A: O Srivasso é um medicamento de manutenção a longo prazo, concebido para proporcionar um efeito sustentado durante 24 horas. Embora o medicamento seja absorvido rapidamente após a inalação, o benefício total na gestão dos sintomas respiratórios crónicos pode desenvolver-se gradualmente ao longo de dias ou semanas com a utilização diária contínua.

P: O Srivasso trata a DPOC, a asma ou ambas? Os usos são diferentes?

A: O Srivasso está aprovado para o tratamento de manutenção de ambas: DPOC e asma. Os usos diferem na medida em que uma dose mais elevada é habitualmente aprovada para a manutenção da DPOC, em comparação com a dose aprovada para a manutenção da asma.

P: Qual é a diferença entre o Srivasso e um broncodilatador de curta ação (como o salbutamol)?

A: O Srivasso é um broncodilatador de manutenção a longo prazo, destinado a uma utilização diária e contínua para manter as vias respiratórias abertas. Em contraste, os broncodilatadores de curta ação são medicamentos de alívio utilizados apenas para o alívio súbito e imediato de problemas respiratórios agudos.

P: O que acontece se alguém engolir acidentalmente a cápsula de Srivasso em vez de inalar o pó?

A: A cápsula de Srivasso não deve ser engolida, pois os efeitos terapêuticos pretendidos nos pulmões não serão totalmente alcançados. As informações regulatórias sugerem que é improvável ocorrer uma intoxicação aguda por ingestão do medicamento, porque o composto é geralmente mal absorvido quando ingerido por via oral.

P: Quais são os potenciais efeitos de interromper subitamente o Srivasso após utilizá-lo regularmente?

A: O Srivasso atua proporcionando uma broncodilatação sustentada durante 24 horas. Interromper subitamente a medicação diária removeria este efeito de manutenção contínua, o que poderia levar a um agravamento dos sintomas respiratórios crónicos com o passar do tempo.

P: O Srivasso ajuda a prevenir exacerbações ou agudizações da DPOC?

A: Sim, o Srivasso é indicado para reduzir o risco de exacerbações da DPOC. É importante saber que pode ocorrer um agravamento súbito da respiração, chamado broncoespasmo paradoxal, imediatamente após a inalação, o qual requer tratamento com um inalador de alívio.

P: O Srivasso pode causar problemas de visão, como visão turva ou olhos vermelhos?

A: As informações oficiais indicam que a visão turva é um efeito secundário reportado do Srivasso. Os doentes são geralmente aconselhados a estarem atentos a sinais de uma condição chamada glaucoma agudo de ângulo estreito, que pode incluir sintomas como dor ocular, visão turva ou visão de halos, frequentemente acompanhados de olhos vermelhos.

P: Por que razão algumas pessoas sentem rouquidão ou uma infeção fúngica na boca após utilizarem o Srivasso?

A: A rouquidão (disfonia) é um efeito secundário conhecido reportado com o Srivasso. Embora a rouquidão seja um efeito secundário reportado, os relatórios de segurança oficiais não listam explicitamente a infeção fúngica na boca (candidíase oral). No entanto, alguns medicamentos inalados podem levar à inflamação da boca (estomatite) ou da língua (glossite).

P: Existem alimentos, bebidas ou suplementos que devam ser evitados ao tomar Srivasso?

A: Os documentos regulatórios indicam que não existem interações documentadas com alimentos, álcool ou suplementos de ervanária devido à via inalatória do medicamento. A restrição principal é evitar tomar Srivasso ao mesmo tempo que outros medicamentos que tenham propriedades anticolinérgicas.

P: O Srivasso interage com medicamentos comuns de venda livre para a constipação e gripe?

A: O risco mais significativo de interação medicamentosa ocorre com outros medicamentos que tenham atividade anticolinérgica. Os doentes devem estar cientes de que os ingredientes dos medicamentos de venda livre para a gripe ou constipação podem conter componentes anticolinérgicos, devendo a coadministração com Srivasso ser evitada nesses casos.

P: De que forma o Srivasso afeta a tolerância ao exercício e a qualidade de vida geral dos doentes com DPOC?

A: Os estudos clínicos para o Srivasso mediram resultados como a qualidade de vida relacionada com a saúde e alterações na sensação de falta de ar (dispneia). Estas medições refletem melhorias na forma como os doentes se sentem e na sua capacidade de realizar atividades diárias, o que pode incluir o exercício.

P: Existem relatos de o Srivasso causar uma tosse que não produz muco?

A: A tosse está listada como um efeito secundário comum reportado nos ensaios clínicos. O róulo regulatório, no entanto, não especifica a natureza exata da tosse — se é tipicamente seca ou produtiva (com produção de muco).

P: É possível o Srivasso causar sintomas como tonturas ou dores de cabeça?

A: Sim, os documentos regulatórios listam tanto as tonturas como as cefaleias (dores de cabeça) como reações adversas comuns que foram reportadas pelos doentes durante os ensaios clínicos.

P: Porque é que o efeito secundário de boca seca está associado ao tipo de fármaco que o Srivasso é?

A: Srivasso é um fármaco anticolinérgico, o que significa que bloqueia a ação de uma substância química natural do corpo chamada acetilcolina. Como esta ação também afeta as glândulas que produzem saliva, pode suprimir as suas secreções, o que é a causa subjacente ao efeito secundário comum de boca seca.

P: Que investigação apoia o uso de Srivasso na asma?

A: A investigação apoia o papel do Srivasso como terapia de controlo adicional para doentes asmáticos cujos sintomas não são totalmente geridos pelos tratamentos padrão. Os estudos acompanharam resultados como a função pulmonar e a taxa de agudizações graves da asma em adolescentes e crianças com idade igual ou superior a 6 anos.

P: Como foi medida a eficácia do Srivasso nos ensaios clínicos?

A: A eficácia do Srivasso foi medida principalmente através de avaliações objetivas da função pulmonar, especificamente acompanhando o volume expiratório forçado no primeiro segundo (conhecido como FEV1). Os estudos também monitorizaram resultados clínicos, como a frequência de exacerbações da DPOC.

P: Existem preocupações sobre o Srivasso afetar a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

A: Uma vez que podem ocorrer efeitos secundários como tonturas e visão turva, as informações oficiais para o doente aconselham cautela ao realizar atividades como conduzir um carro ou utilizar máquinas.

P: É normal ainda precisar de um inalador de alívio ao tomar Srivasso diariamente?

A: Sim, é normal e esperado. O Srivasso destina-se apenas à manutenção a longo prazo e não é um medicamento de alívio. É geralmente expectável que continue a ser necessário um broncodilatador inalado de curta ação, conforme necessário, para sintomas súbitos e agudos de falta de ar.

P: Por que razão algumas pessoas relatam uma sensação inicial de coração acelerado ou agitação após iniciarem o Srivasso?

A: Um batimento cardíaco mais rápido (taquicardia) e sensações de coração acelerado (palpitações) são efeitos secundários reportados. A insónia (dificuldade em dormir) também é reportada e pode contribuir para uma sensação de inquietação ou agitação ao iniciar o medicamento.

P: Que precauções devem ser tomadas se o pó do Srivasso entrar acidentalmente nos olhos?

A: Deve ter-se cuidado para evitar que o pó de inalação entre nos olhos, pois tal pode causar visão turva e dilatação da pupila. Se isto acontecer, ou se se desenvolverem sintomas como dor ocular ou olhos vermelhos, deve consultar-se imediatamente um profissional de saúde.

P: Existe um número máximo de anos durante os quais alguém pode usar o Srivasso com segurança?

A: As informações regulatórias indicam que os ensaios clínicos revistos para a segurança e eficácia do Srivasso incluíram estudos de longo prazo que duraram até quatro anos em doentes adultos com DPOC.

P: Qual é a relação entre o uso de Srivasso e o risco de desenvolver cáries dentárias?

A: Um efeito secundário muito comum do Srivasso é a boca seca. Embora o rótulo do medicamento não aborde diretamente as cáries dentárias, ter a boca persistentemente seca pode ser um fator de risco para problemas de saúde oral.

Como Srivasso deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação e Eliminação

A conservação das cápsulas para inalação de Srivasso (brometo de tiotrópio) é rigorosamente controlada para manter a estabilidade do pó seco. O medicamento não deve ser conservado a temperaturas superiores a 25°C e não deve ser congelado.

Embalagem e Estabilidade

As cápsulas devem permanecer na sua embalagem original selada (blister) e ser protegidas da humidade. Uma cápsula deve ser retirada apenas imediatamente antes da sua utilização. O prazo de validade aprovado para o produto fechado é de 24 meses. Após a primeira abertura da tira de blister, as cápsulas devem ser utilizadas num prazo de 9 dias.

Eliminação

O medicamento deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças. Qualquer produto não utilizado, ou o dispositivo de inalação específico (que deve ser eliminado 12 meses após a primeira utilização), deve ser eliminado de acordo com os requisitos regulatórios locais para resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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