Sibilla

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Sibilla

O Sibilla é uma entidade farmacêutica definida como um Contracetivo Hormonal Combinado (CHC), tratando-se de um medicamento oral para uso sistémico. A sua função principal, consistentemente apoiada por estudos farmacológicos, é a prevenção da gravidez (contraceção) de elevada eficácia.

Propriedade Descrição
Substâncias ativas Dienogest, Etinilestradiol
Forma farmacêutica Comprimidos revestidos por película
Classe farmacológica Progestagénios e estrogénios, combinações fixas (ATC G03AA16)
Utilização comum Prevenção da gravidez (Contraceção)
Origem Sintética, Hormonal

Que Tipo de Medicamento é o Sibilla?

O Sibilla está classificado como um Contracetivo Oral Combinado (COC), pertencendo à classe farmacológica de nível superior de Hormonas Sexuais e Moduladores do Sistema Genital. Esta designação confirma a inclusão de dois componentes hormonais sintéticos distintos — um progestagénio e um estrogénio — essenciais para o seu funcionamento. O preparado é consistentemente fornecido em comprimidos revestidos por película destinados à ingestão diária como um medicamento sistémico, exigindo receita médica para a sua utilização.

Composição e Diferenciação

As substâncias ativas nesta formulação de dose fixa são o progestagénio Dienogest e o estrogénio Etinilestradiol. Um fator diferenciador fundamental desta combinação é a inclusão do Dienogest, que é clinicamente reconhecido por possuir propriedades antiandrogénicas. Esta característica específica significa que, além de uma contraceção fiável, a formulação pode oferecer efeitos benéficos para mulheres preocupadas com condições relacionadas com androgénios, tais como a redução da oleosidade da pele. O Etinilestradiol funciona como o componente estrogénico estabilizador essencial, reforçando a eficácia contracetiva. A combinação está aprovada principalmente para a contraceção, embora seja utilizada noutras indicações onde a contraceção oral é também a opção escolhida.

Finalidade Geral desta Preparação Combinada

O propósito geral verificado do Sibilla é a contraceção eficaz, alcançada através da produção de um potente efeito antigonadotrópico. Esta ação foca-se primordialmente na supressão da ovulação, impedindo a libertação mensal de um óvulo pelo ovário. Este controlo hormonal sistemático proporciona um método de controlo de natalidade sistémico e fiável, baseado na sua capacidade de inibir a função reprodutiva central.

Quais efeitos secundários são possíveis com Sibilla?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança de Sibilla

O Sibilla, um contracetivo hormonal combinado que contém etinilestradiol e dienogest, possui um perfil de segurança documentado derivado de avaliações regulamentares. A preocupação de segurança mais significativa é o risco de distúrbios tromboembólicos (coágulos sanguíneos), que são eventos graves, embora raros. O uso de qualquer contracetivo hormonal combinado está associado a um aumento do risco tanto de tromboembolismo venoso (TEV), como a trombose venosa profunda e embolia pulmonar, quanto de tromboembolismo arterial (TEA), como enfarte do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC), em comparação com a não utilização.


Resumo das Reações Adversas

Classificação Reações Adversas Comuns (Afetam 1 a 10 utilizadoras em 100)
Sistémicas Cefaleia (dor de cabeça), náuseas, dor abdominal, alterações de humor, aumento ou diminuição do desejo sexual (líbido).
Reprodutivas Dor mamária, sensibilidade mamária, metrorragia (hemorragia entre períodos menstruais), candidíase vaginal.
Dermatológicas Acne.

Considerações de Segurança Graves e Contraindicações

  • Reações Adversas Graves: Em casos raros, o produto está associado a TEV, TEA e tumores hepáticos (benignos ou malignos). A descontinuação é necessária se ocorrer icterícia, aumento significativo da pressão arterial ou sintomas sugestivos de um coágulo sanguíneo.
  • Contraindicações Absolutas: O medicamento é estritamente contraindicado para mulheres que fumam e têm mais de 35 anos de idade, devido ao risco significativamente aumentado de eventos cardiovasculares graves. É também contraindicado em indivíduos com elevado risco de coágulos sanguíneos (ex.: presença atual ou historial de trombose venosa profunda, embolia pulmonar, AVC), doença hepática grave, hipertensão não controlada ou cancros conhecidos como sensíveis a estrogénios ou progestagénios.
  • Monitorização Especial: Mulheres com hipertensão bem controlada, diabetes ou hiperlipidemia requerem monitorização médica cuidadosa durante a utilização deste medicamento.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As descrições regulamentares oficiais relativas à sobredosagem deste contracetivo hormonal combinado (CHC) detalham essencialmente manifestações agudas transitórias e os procedimentos de emergência estabelecidos.

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Os sinais de sobre-exposição aguda registados em fontes regulamentares limitam-se, geralmente, a efeitos nos sistemas gastrointestinal e reprodutor:

  • Náuseas e vómitos são as manifestações de sobredosagem aguda comunicadas com maior frequência.
  • Hemorragia de privação (hemorragia vaginal) é um sinal hormonal documentado que pode ocorrer em mulheres após a ingestão de múltiplos comprimidos.

Resposta de Emergência e Gestão

Na eventualidade de uma sobredosagem confirmada ou suspeita, as normas oficiais determinam que deve ser procurada assistência médica imediata. O contacto com um centro de informação antivenenos é uma ação oficialmente requerida. O perfil regulamentar sublinha que não se conhece um antídoto específico para esta preparação combinada. Consequentemente, a intervenção descrita limita-se ao tratamento sintomático e de suporte para gerir as manifestações.

Nota Específica sobre a População

Dados regulamentares de preparações hormonais semelhantes indicam que a ingestão aguda de doses elevadas por crianças pequenas não tem originado efeitos tóxicos graves; contudo, a procura de uma avaliação médica permanece a ação necessária nestes casos.

Usos terapêuticos de Sibilla

A indicação terapêutica do Sibilla (Dienogest/Etinilestradiol) abrange contextos clínicos que envolvem desconforto sintomático, sendo também utilizado para auxiliar na gestão de padrões de sintomas específicos. Esta combinação é primordialmente utilizada para o controlo eficaz da prevenção da gravidez, mas desempenha igualmente um papel na gestão de sintomas associados ao ciclo menstrual e a problemas hormonais da pele. O seu papel na gestão da acne moderada, em mulheres que optam pela contraceção oral, é considerado relevante de acordo com as normas farmacêuticas vigentes.


Apoio no Ciclo Menstrual e nos Sintomas Cutâneos

Este medicamento é relevante em condições onde as pacientes experienciam variabilidade e desconforto no ciclo menstrual. Ajuda a abordar conjuntos de sintomas como o fluxo menstrual abundante (menorragia), cãibras menstruais dolorosas (dismenorreia) e preocupações dermatológicas como a pele oleosa (seborreia) e lesões de acne moderada. Ao gerir estas manifestações, o medicamento auxilia na redução da carga sintomática global relacionada com o mal-estar cíclico e pode ajudar a manter uma sensação de estabilidade quanto à previsibilidade do ciclo.

Facto Rápido: Apoio em Sintomas de Acne Relacionados com Androgénios

A utilização deste medicamento na gestão de preocupações cutâneas é relevante em situações onde os sintomas são impulsionados pela atividade hormonal, proporcionando um alívio de suporte quando as manifestações dermatológicas interferem com o conforto diário.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode Utilizar o Sibilla?

O Sibilla (Dienogest/Etinilestradiol) está oficialmente indicado para mulheres em idade fértil que já tenham atingido a menarca (o início da menstruação). A utilização para condições como a acne moderada apenas é permitida quando a mulher também opta por utilizar um contracetivo oral para prevenção da gravidez, e tipicamente após a falha de outros tratamentos (utilização de segunda linha). O róulo regulamentar observa que mulheres com insuficiência renal são, geralmente, elegíveis, uma vez que os dados oficiais não sugerem a necessidade de alteração do tratamento nesta população.

Quem Não Deve Utilizar o Sibilla (Contraindicações)

Os documentos regulamentares oficiais definem exclusões rigorosas. O medicamento é contraindicado se a mulher tiver um historial atual ou passado de:

  • Eventos Tromboembólicos: Tromboembolismo Venoso ou Arterial (TEV/TEA), tal como trombose venosa profunda, embolia pulmonar, acidente vascular cerebral (AVC) ou enfarte do miocárdio, ou qualquer predisposição conhecida para estes eventos.
  • Comorbilidades Graves: Doença hepática grave (doença do fígado), tumores no fígado, hipertensão grave não controlada ou diabetes mellitus grave com danos vasculares associados.
  • Malignidade e Gravidez: Tumores malignos conhecidos ou suspeitos dependentes de hormonas (por exemplo, cancro da mama) e gravidez confirmada.
  • Idade e Estado: O produto não é indicado após a menopausa e, de uma forma geral, não é recomendado durante a lactação (amamentação).

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos

O perfil oficial de interações do Sibilla é definido principalmente pela enzima hepática CYP3A4, que metaboliza os componentes hormonais ativos. Isto estabelece diversas condicionantes regulamentares.


Combinações Contraindicadas e Restrições

A coadministração com Indutores Fortes da CYP3A4 é formalmente contraindicada porque estas substâncias diminuem significativamente as concentrações plasmáticas das hormonas, levando a um elevado risco de falha contracetiva. Esta categoria inclui determinados anticonvulsivantes, antibióticos (por exemplo, Rifampicina) e o produto à base de plantas Erva de S. João (Hypericum perforatum).

Adicionalmente, a coadministração com regimes de combinação específicos para o Vírus da Hepatite C (VHC) (contendo Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir) é estritamente proibida devido ao risco documentado de causar aumentos significativos nos níveis das enzimas hepáticas (ALT).


Alteração da Exposição e Regras de Temporalidade

  • Indutores da CYP: A interação com indutores fortes da CYP3A4 estabelece uma regra de separação obrigatória: deve ser utilizado um método contracetivo alternativo não hormonal durante um período de, pelo menos, 28 dias após a interrupção do indutor.
  • Inibidores da CYP: Inversamente, a coadministração com inibidores da CYP3A4 (tais como Cetoconazol ou Eritromicina) pode resultar num aumento indesejado da exposição sistémica aos componentes hormonais ativos.
  • Interferência Farmacodinâmica: Existe uma interação farmacodinâmica documentada com Agentes Antidiabéticos (por exemplo, Insulina), uma vez que os componentes hormonais podem diminuir o efeito terapêutico no controlo da glicemia.

Mecanismo de ação

Supressão Central da Ovulação

O Sibilla atua através das ações combinadas do Etinilestradiol (estrogénio) e do Dienogest (progestagénio), que estabelecem primariamente um mecanismo de feedback negativo no eixo hipotálamo-hipófise-ovário (HPO). Este feedback sustentado suprime a libertação de FSH e o pico crucial de LH pela glândula hipófise. Esta cascata impede a maturação folicular nos ovários e inibe a libertação do oócito, resultando na alteração fisiológica da anovulação.


Ações Periféricas e Antiandrogénicas

O Dienogest modula adicionalmente a atividade ao ligar-se aos Recetores de Progesterona (RP) no trato reprodutor, induzindo alterações estruturais no endométrio e aumentando a viscosidade do moco cervical para criar uma barreira local. Separadamente, o Dienogest atua como um antagonista competitivo nos Recetores de Androgénios (RA) nos tecidos periféricos. O Etinilestradiol contribui ao aumentar a SHBG (Globulina de Ligação às Hormonas Sexuais), que se liga aos androgénios circulantes. Esta ação combinada influencia as respostas fisiológicas relacionadas com os androgénios.

Informações sobre dosagem e administração

O Sibilla é administrado como uma preparação oral de dose fixa, para utilização sistémica por via oral. O esquema posológico padrão estabelecido requer a ingestão de um comprimido diariamente, sendo que os comprimidos ativos contêm 2 mg de Dienogest e 0,03 mg de Etinilestradiol. A via de administração oficial é estritamente oral.


Esquema de Administração e Horários

A utilização deste medicamento rege-se por um padrão cíclico de 28 dias, que define a ingestão contínua ao longo do tempo. Este ciclo envolve a toma de comprimidos ativos durante 21 dias consecutivos, seguidos de um intervalo de 7 dias livre de hormonas, durante o qual podem ser tomados comprimidos placebo. Uma instrução crítica para a utilização correta é que cada comprimido deve ser tomado aproximadamente à mesma hora todos os dias, de modo a garantir níveis constantes do fármaco no organismo. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros, opcionalmente com uma pequena quantidade de líquido, e a ordem indicada na embalagem (blister) deve ser rigorosamente seguida. Este medicamento não está indicado para administração antes da ocorrência da menarca.


Protocolo para Esquecimento de Doses

As orientações regulamentares preveem um procedimento específico, dependente do tempo decorrido, para gerir o esquecimento de comprimidos ativos. Se o atraso for inferior a 12 horas, o comprimido esquecido deve ser ingerido imediatamente e o esquema habitual deve ser mantido. No entanto, se o atraso exceder as 12 horas, o protocolo oficial exige passos de gestão distintos, dependentes da semana do ciclo em que o esquecimento ocorreu, para mitigar a inconsistência na administração e assegurar a conformidade com o padrão de utilização rotulado.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Sibilla

Evidências para a Utilização na Contraceção

O Sibilla (dienogest/etinilestradiol) foi estudado quanto à sua aplicação na análise de resultados relacionados com a prevenção da gravidez. A investigação incluiu Ensaios Clínicos Aleatorizados e Controlados (ECAC) e estudos observacionais em mulheres em idade fértil. Os principais parâmetros medidos incluíram a taxa de gravidez não planeada (Índice de Pearl) e avaliações dos padrões de hemorragia, tais como a regularidade do ciclo. A investigação descreve padrões relativos à regulação do ciclo e taxas de gravidez observadas durante períodos de curto e médio prazo. A duração do acompanhamento foi limitada em muitos estudos primários, e a evidência é restrita para certos grupos, como mulheres com um Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 30 kg/m².

Evidências para a Utilização na Acne Vulgaris Moderada

A combinação foi estudada para o seu uso na acne vulgaris moderada através de ensaios aleatorizados em dupla ocultação. Estes estudos analisaram mulheres com acne facial ligeira a moderada. Os investigadores monitorizaram resultados associados a estados inflamatórios ou irritativos através da contagem de lesões e da utilização de escalas padronizadas de gravidade. Os ensaios reportaram medições das contagens médias de lesões e padrões avaliados através de escalas de avaliação global pelos investigadores. Esta investigação oferece perspetivas sobre alterações a curto prazo em resultados relacionados com o desconforto físico.

O que Ainda é Incerto na Investigação sobre o Sibilla

A evidência é limitada para a utilização contínua além dos doze meses, o que significa que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos quanto à persistência dos resultados medidos. Os dados para certos grupos permanecem insuficientes, incluindo populações adolescentes específicas e mulheres próximas dos 40 anos, o que implica que as conclusões em subgrupos são incertas. Verifica-se uma falta de evidência comparativa face a todos os contracetivos orais semelhantes e tratamentos padrão não hormonais para a acne. A investigação fornece contexto, mas não previsões individuais, e a evidência realça o que é conhecido — e o que permanece incerto.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Sibilla (FAQ)

P: O Sibilla é uma pílula contracetiva de "baixa dosagem"?

De acordo com os documentos oficiais, o Sibilla contém 0,03 mg de Etinilestradiol. Esta quantidade é consistente com o que é habitualmente designado por um contracetivo oral combinado de baixa dosagem.

P: Com que rapidez é que o Sibilla começa a atuar para o fim a que se destina?

As instruções de administração oficiais indicam que, quando a toma é iniciada corretamente de acordo com o esquema previsto, a proteção contracetiva é geralmente alcançada após 7 dias consecutivos de toma dos comprimidos ativos. Durante este período inicial, recorre-se frequentemente a métodos adicionais não hormonais.

P: Os efeitos secundários do Sibilla costumam desaparecer após alguns meses?

As informações regulamentares indicam que muitas reações comuns, como hemorragias irregulares (perdas de sangue ocasionais ou hemorragia de privação), ocorrem frequentemente durante os primeiros meses de utilização. Estes efeitos podem diminuir à medida que o organismo se adapta ao medicamento com a utilização continuada.

P: O Sibilla causa aumento de peso, segundo os relatos das utilizadoras?

As informações de segurança regulamentares para esta combinação listam as alterações de peso (que podem ser tanto um aumento como uma diminuição) como um possível efeito indesejável. Este efeito é categorizado como uma reação comum que pode ser sentida pelas utilizadoras.

P: É comum ter hemorragias de privação ou perdas de sangue ("spotting") com o Sibilla?

A documentação oficial refere que a metrorragia (hemorragia entre períodos) e o "spotting" são reações adversas comuns, particularmente durante os primeiros ciclos de utilização. Este é um padrão reconhecido à medida que o corpo se adapta aos níveis hormonais.

P: O Sibilla protege contra infeções sexualmente transmissíveis (IST)?

Os avisos regulamentares referem claramente que as pílulas contracetivas orais combinadas, incluindo o Sibilla, não protegem as utilizadoras contra doenças sexualmente transmissíveis (IST). Frequentemente, utiliza-se um método de barreira para proteção contra as IST.

P: O Sibilla é uma pílula monofásica ou multifásica?

O Sibilla é descrito como um contracetivo oral monofásico. Isto significa que a dose das duas hormonas ativas — Dienogest e Etinilestradiol — é fixa e permanece igual em todos os comprimidos ativos ao longo do ciclo de 21 dias.

P: O que devo fazer se me esquecer de tomar o Sibilla durante dois ou mais dias?

O procedimento para o esquecimento de dois ou mais comprimidos está detalhado nas informações oficiais do produto, uma vez que as medidas necessárias dependem da semana específica do ciclo em que ocorreu o esquecimento. Os passos de gestão envolvem habitualmente ações específicas baseadas no momento do esquecimento e podem incluir o uso de contraceção não hormonal adicional.

P: O álcool interage com o Sibilla?

As secções de interações medicamentosas oficiais focam-se nos efeitos farmacológicos de medicamentos coadministrados que podem alterar a concentração ou a eficácia do Sibilla. Estas secções não costumam listar uma interação farmacológica direta entre os componentes ativos do Sibilla e o álcool.

P: Que avisos específicos estão listados para o Sibilla nas diretrizes regulamentares?

Os principais avisos regulamentares focam-se no risco grave, embora raro, de distúrbios tromboembólicos (coágulos sanguíneos), que aumenta em certas populações, como mulheres com mais de 35 anos que fumam. As orientações oficiais exigem a interrupção se surgirem sintomas de um coágulo sanguíneo ou hipertensão grave (tensão arterial elevada).

P: É normal sentir náuseas ao começar a tomar o Sibilla?

A náusea está listada nos documentos regulamentares como uma reação adversa comum que afeta um número significativo de utilizadoras. É frequentemente relatada durante o período inicial de toma do medicamento, à medida que o corpo se ajusta às alterações hormonais.

P: A eficácia do Sibilla pode ser reduzida por suplementos à base de plantas?

A eficácia do Sibilla pode ser significativamente reduzida pela coadministração de certos produtos à base de plantas. Especificamente, a Erva de S. João (Hypericum perforatum) é formalmente contraindicada porque é descrita nos documentos regulamentares como redutora da concentração das hormonas.

P: Porque é que o Sibilla tem comprimidos de cores diferentes na embalagem?

As cores diferentes são utilizadas para distinguir os comprimidos ativos (que contêm as hormonas) dos comprimidos placebo (que não contêm ingredientes ativos). Esta característica pretende ajudar a distinguir entre os 21 comprimidos ativos e os 7 comprimidos sem ingrediente ativo.

P: As mulheres que sofrem de enxaquecas podem utilizar o Sibilla?

As contraindicações oficiais indicam geralmente que os contracetivos hormonais combinados não devem ser utilizados por mulheres que tenham atualmente, ou tenham tido, enxaqueca com sintomas neurológicos focais (aura). Isto deve-se ao aumento estabelecido do risco de certos eventos vasculares.

P: O Sibilla pode ser utilizado durante a amamentação?

A utilização de contracetivos orais combinados não é recomendada durante a amamentação ou lactação. Isto deve-se ao facto de os componentes hormonais poderem afetar a quantidade e a composição do leite materno, podendo pequenas quantidades das hormonas passar para o leite.

P: É necessária uma consulta de acompanhamento após iniciar o Sibilla?

As orientações regulamentares recomendam que as mulheres façam exames médicos de rotina e monitorização enquanto utilizam este medicamento. Isto inclui a verificação da tensão arterial antes de iniciar o tratamento e periodicamente durante a utilização a longo prazo.

P: Existem fatores específicos do estilo de vida que possam afetar o perfil de segurança do Sibilla?

Um fator importante do estilo de vida que afeta o perfil de segurança é o consumo de tabaco. Os documentos oficiais referem que fumar aumenta significativamente o risco de efeitos adversos cardiovasculares graves, tornando o medicamento estritamente contraindicado para mulheres com mais de 35 anos que fumam.

P: Qual é a percentagem de mulheres que relatam efeitos secundários ligeiros com o Sibilla?

Os documentos regulamentares categorizam as reações adversas comuns como afetando 1 a 10 utilizadoras em cada 100. Estas reações comuns incluem sintomas como dor de cabeça, náuseas, dor mamária e alterações de humor.

P: O Sibilla irá alterar o meu ciclo menstrual natural quando parar de o tomar?

O efeito contracetivo do Sibilla é reversível. Após a interrupção, espera-se que o corpo regresse ao seu ciclo menstrual natural anterior, o que confirma que o fármaco não causa alterações permanentes.

P: Quanto tempo depois de parar o Sibilla posso esperar engravidar?

O efeito contracetivo é reversível e espera-se o regresso da capacidade de engravidar (fertilidade) pouco tempo após a interrupção do produto. No entanto, o tempo exato para o regresso da ovulação natural varia de acordo com cada utilizadora.

P: O Sibilla pode afetar os meus valores de colesterol ou da tensão arterial?

Os documentos regulamentares referem que a tensão arterial deve ser verificada antes de iniciar o tratamento e regularmente durante a utilização, uma vez que o produto pode causar um aumento significativo da tensão arterial em alguns indivíduos. Pode também afetar outros parâmetros metabólicos, como o colesterol, que podem exigir monitorização.

P: O Sibilla tem um equivalente genérico e é idêntico?

Sibilla é um nome comercial. Existem outros produtos que contêm os mesmos dois ingredientes ativos — Dienogest 2 mg e Etinilestradiol 0,03 mg — e que são considerados equivalentes farmacêuticos ao Sibilla com base nas normas regulamentares.

P: Posso saltar o período menstrual ajustando a forma como tomo o Sibilla?

O regime padronizado inclui um intervalo de 7 dias sem hormonas, no qual se espera que ocorra a hemorragia de privação. O ajuste do intervalo sem hormonas é mencionado nas informações oficiais como aumentando a possibilidade de ocorrência de hemorragias intermenstruais ou perdas de sangue ("spotting").

P: Que informações oficiais existem sobre o Sibilla e a função hepática?

As informações oficiais listam tanto a doença hepática grave como os tumores hepáticos como contraindicações. Além disso, o produto está estritamente proibido de ser utilizado com certos regimes de combinação para o Vírus da Hepatite C, devido ao risco documentado de aumentar significativamente os níveis das enzimas hepáticas.

P: É verdade que o Sibilla pode ter benefícios não contracetivos?

Sim, além da sua função principal de contraceção, o produto está oficialmente indicado para o tratamento da acne vulgaris moderada em mulheres que também optam por utilizar um contracetivo oral. Este é geralmente considerado um tratamento de segunda linha, após terem sido tentadas outras opções.

Como Sibilla deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Sibilla?

Esta secção resume os requisitos oficiais para a conservação e eliminação dos comprimidos Sibilla (Dienogest/Etinilestradiol), conforme documentado nas informações regulamentares.


Condições de Conservação

De acordo com a rotulagem oficial do produto, os comprimidos de Sibilla não requerem condições especiais de temperatura para a sua conservação. É um requisito obrigatório que o medicamento seja mantido fora da vista e do alcance das crianças. O produto não deve ser utilizado após o prazo de validade impresso no blister e na embalagem exterior.


Instruções de Eliminação

A eliminação deve seguir os procedimentos estabelecidos para resíduos farmacêuticos. Para proteger o ambiente, os medicamentos não utilizados e os materiais residuais não devem ser eliminados através de águas residuais nem no lixo doméstico comum. A eliminação deve ser gerida de acordo com os requisitos locais para medicamentos não utilizados ou fora de prazo.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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