Ritmocor

Links rápidos para seções importantes

Ritmocor

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Ritmocor

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Cloridrato de propafenona
Forma farmacêutica Comprimido e cápsula oral
Classe farmacológica Antiarrítmico de Classe 1C
Uso comum Estabilização de ritmos cardíacos anómalos (arritmias)
Origem Sintética

Definição do Ritmocor e Classificação Antiarrítmica

O Ritmocor é um medicamento de origem sintética, disponível apenas mediante receita médica, utilizado primordialmente para estabilizar a atividade elétrica do coração e restaurar um ritmo regular. O composto ativo é o cloridrato de propafenona, um derivado quimicamente relacionado com os anestésicos locais.

O fármaco é rigorosamente classificado, segundo o sistema de Vaughan-Williams, como um antiarrítmico de Classe 1C, o que define a sua função central como um forte bloqueador dos canais de sódio. Esta classificação é clinicamente reconhecida por identificar medicamentos com elevada eficácia na redução da velocidade de condução cardíaca. Uma análise do papel da propafenona na eletrofisiologia cardíaca confirma a sua distinção face a outras classes de antiarrítmicos devido a esta potente inibição dos canais de sódio.


Composição, Origem e Formas Disponíveis

A sua formulação baseia-se na substância ativa única propafenona, que é produzida através de síntese química. Este produto de substância ativa única foi concebido para administração por via oral e está disponível em duas formas farmacêuticas principais: o comprimido de libertação imediata convencional e a cápsula de libertação prolongada. A disponibilidade de ambas as formas representa um fator de diferenciação fundamental, sustentado por diretrizes clínicas para a gestão de arritmias paroxísticas.

Esta característica é importante para os cuidados ao doente, permitindo uma abordagem terapêutica adaptada, como no fornecimento de um controlo consistente do ritmo em doentes com fibrilhação auricular recorrente. A cápsula de libertação prolongada é especificamente concebida para proporcionar uma libertação de propafenona mais lenta e sustentada ao longo do tempo, em comparação com o comprimido de libertação imediata.


Objetivo Geral e Funcionamento

O objetivo geral do Ritmocor é normalizar o padrão do batimento cardíaco através do controlo da velocidade e da consistência dos sinais elétricos no músculo cardíaco. O medicamento é utilizado para restaurar a estabilidade elétrica e prevenir episódios de ritmos anormalmente rápidos ou caóticos. Ao atuar nos canais de sódio, a propafenona reduz eficazmente a velocidade de condução global do coração, assegurando que este se possa contrair de forma previsível e funcional, necessária para uma eficácia de bombeamento adequada.

Quais efeitos secundários são possíveis com Ritmocor?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança do Ritmocor (cloridrato de propafenona) é definido por documentos oficiais que detalham as reações adversas classificadas e as restrições de segurança específicas. A classificação deste fármaco como um antiarrítmico de Classe 1C está ligada à sua principal consideração de segurança: o potencial para efeitos pró-arrítmicos, que envolvem o aparecimento de novas arritmias ou o agravamento de arritmias já existentes, incluindo taquicardias ventriculares potencialmente fatais. A documentação técnica regista explicitamente o risco de manifestação de Síndrome de Brugada oculta e o potencial para provocar insuficiência cardíaca manifesta.

Reações Adversas Documentadas

As reações adversas reportadas com maior frequência são classificadas como Muito Frequentes ou Frequentes nas tabelas de referência, envolvendo tipicamente os sistemas nervoso e gastrointestinal:

Classificação de Frequência Exemplos de Reações Adversas Selecionadas
Muito Frequentes (≥ 10%) Tonturas, palpitações, defeitos na condução cardíaca
Frequentes (1% a 10%) Náuseas, vómitos, fadiga, cefaleias (dor de cabeça), obstipação, distúrbios do paladar (gosto metálico ou amargo), ansiedade

Reações adversas sistémicas graves documentadas incluem o distúrbio hematológico agranulocitose (uma diminuição acentuada dos glóbulos brancos), que foi reportado com maior frequência nos primeiros dois meses após o início do tratamento, estabelecendo um padrão de risco relacionado com o tempo de exposição.

Restrições de Segurança e Populações Especiais

As diretrizes oficiais exigem considerações de segurança específicas para populações de doentes vulneráveis. O uso deve ser cauteloso em doentes com disfunção hepática ou disfunção renal, devido à alteração na eliminação do fármaco. Além disso, o medicamento está restringido (contraindicado) em indivíduos com condições pré-existentes, tais como insuficiência cardíaca, choque cardiogénico e certos distúrbios de condução sinoatrial ou atrioventricular quando não existe um pacemaker artificial. O perfil de segurança inclui também notas sobre o estado de metabolização CYP2D6 dos doentes, uma vez que os metabolizadores lentos podem apresentar concentrações significativamente mais elevadas e um risco acrescido de reações adversas.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem do Ritmocor e quando procurar ajuda

O Ritmocor (um fármaco antiarrítmico de Classe Ic) possui um índice terapêutico estreito, o que significa que uma dose apenas ligeiramente superior à prescrita pode levar a uma toxicidade grave. Uma sobredosagem é uma emergência médica potencialmente fatal que requer atenção imediata.

Sintomas de Sobredosagem

A sobredosagem com um antiarrítmico de Classe Ic afeta principalmente o coração e o sistema nervoso central. Os sintomas podem desenvolver-se rapidamente, por vezes poucos minutos ou algumas horas após a ingestão. Os efeitos cardiovasculares são frequentemente os mais graves.

Sistema Sintomas Potenciais
Cardiovascular Batimentos cardíacos gravemente lentos, irregulares ou rápidos; hipotensão acentuada (tensão arterial baixa); alargamento do complexo QRS no eletrocardiograma; paragem cardíaca.
Neurológico Tonturas, visão turva, convulsões, sonolência, confusão ou perda de consciência (coma).
Gastrointestinal Náuseas e vómitos (frequentemente um sintoma inicial).

Quando Procurar Ajuda Imediata

Contacte imediatamente os serviços de emergência locais se você ou outra pessoa tiver tomado uma dose superior à prescrita de Ritmocor, mesmo que a pessoa pareça estar bem no momento. Não aguarde pelo aparecimento de sintomas. Todas as suspeitas de sobredosagem devem ser geridas em ambiente hospitalar, onde os sinais vitais, o ritmo cardíaco e os parâmetros sanguíneos podem ser monitorizados e estabilizados.

Se possível, leve a embalagem do medicamento consigo para auxiliar a equipa médica no tratamento. O tratamento envolve tipicamente a gestão de anomalias no ritmo cardíaco, a estabilização da tensão arterial e a prestação de cuidados de suporte.

Usos terapêuticos de Ritmocor

Para que serve o Ritmocor: principais utilizações e benefícios

O Ritmocor é um medicamento indicado principalmente para o tratamento e a prevenção de certas perturbações do ritmo cardíaco. A sua função central é estabilizar a atividade elétrica do coração, sendo frequentemente prescrito para gerir arritmias ventriculares e supraventriculares. Ao atuar na regulação dos impulsos elétricos, o fármaco auxilia na manutenção de um batimento cardíaco regular, o que é essencial para o bombeamento eficiente do sangue para o resto do corpo.

Para além da gestão de arritmias ativas, o Ritmocor é utilizado em contextos clínicos onde é necessário prevenir a recorrência de episódios cardíacos anómalos. O benefício terapêutico deste medicamento reside na sua capacidade de reduzir sintomas associados ao ritmo irregular, como palpitações, tonturas ou desconforto torácico, melhorando assim a estabilidade hemodinâmica do doente.

É importante notar que a utilização do Ritmocor deve ser estritamente monitorizada por profissionais de saúde, garantindo que a dosagem e a duração do tratamento são adequadas à condição específica do indivíduo. O principal objetivo da sua administração é restaurar o equilíbrio funcional do coração, minimizando os riscos associados a frequências cardíacas excessivamente rápidas ou desorganizadas.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Ritmocor?

A elegibilidade para o uso de Ritmocor (propafenona) é estritamente definida por documentos regulamentares, que estabelecem regras claras sobre quem pode e quem não pode utilizar este medicamento.

Contraindicações Absolutas

O Ritmocor está contraindicado e não deve ser utilizado em doentes com várias condições pré-existentes graves. Estas proibições absolutas incluem a insuficiência cardíaca não controlada, o choque cardiogénico e a hipotensão acentuada. É também proibido para indivíduos com Síndrome de Brugada e para aqueles com distúrbios de condução sinoatrial ou atrioventricular, a menos que possuam um pacemaker artificial. As contraindicações não cardíacas incluem a doença pulmonar obstrutiva grave e o desequilíbrio eletrolítico acentuado, o qual deve ser corrigido antes de se iniciar a utilização.

Restrições em Populações Específicas

Grupo Populacional Estatuto Regulamentar
Doentes Pediátricos (< 18 anos) Utilização não estabelecida; geralmente não recomendado.
Doença Cardíaca Estrutural Recomenda-se evitar a utilização devido aos riscos associados.
Disfunção Hepática ou Renal Utilizar com precaução; requer monitorização cuidadosa.
Gravidez e Aleitamento Utilizar apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto ou para o lactente.

O perfil regulamentar foca-se rigorosamente na limitação do uso em grupos de alto risco, garantindo que todos os critérios de elegibilidade estejam alinhados com as informações oficiais aprovadas pelas autoridades.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Ritmocor com outros medicamentos e produtos

As interações com o Ritmocor (propafenona) estão documentadas na informação de prescrição regulamentar, envolvendo essencialmente o metabolismo do fármaco e efeitos cardíacos aditivos. A restrição mais significativa é a coadministração de certos produtos medicinais que podem alterar substancialmente a exposição à propafenona.

Combinações Formalmente Contraindicadas

Substância Restrição (Declaração Regulamentar Oficial)
Ritonavir A coadministração está formalmente contraindicada devido ao potencial de aumento significativo das concentrações plasmáticas de propafenona.
Inibição Enzimática Dupla O uso simultâneo de um inibidor do CYP2D6 E de um inibidor do CYP3A4 deve ser evitado devido ao elevado risco de um aumento substancial na exposição à propafenona.

Interações Clinicamente Significativas

A propafenona interage com agentes que são metabolizados pelas principais enzimas hepáticas (CYP2D6, CYP3A4) ou que as inibem.

  • Aumento da Exposição a Fármacos: Foi demonstrado que a propafenona aumenta as concentrações plasmáticas de produtos medicinais coadministrados específicos, incluindo a Digoxina (aumento até 85%), a Varfarina (aumentando a eficácia anticoagulante) e certos Betabloqueadores (por exemplo, Metoprolol, Propranolol). Outros fármacos com aumentos registados nas concentrações plasmáticas incluem a Ciclosporina e a Teofilina.
  • Inibidores Metabólicos: A coadministração com inibidores enzimáticos como a Quinidina, a Fluoxetina ou o Cetoconazol pode aumentar os níveis de propafenona, necessitando potencialmente de observação rigorosa.
  • Indutores Metabólicos: Substâncias como a Rifampicina podem reduzir os níveis plasmáticos de propafenona ao acelerar o metabolismo, o que pode ter impacto na sua eficácia.

Outras Interações Documentadas

  • Efeitos Aditivos: O uso concomitante com anestésicos locais (por exemplo, Lidocaína) pode aumentar os riscos de efeitos secundários no sistema nervoso central.
  • Alimentos e Suplementos: O sumo de toranja pode levar ao aumento dos níveis de propafenona devido à inibição enzimática. O Orlistato pode reduzir as concentrações de propafenona.
  • Notas sobre Populações: Os documentos regulamentares indicam que pode ocorrer acumulação do fármaco em doentes com insuficiência hepática ou renal após a administração de doses padrão.

Mecanismo de ação

Como funciona o Ritmocor

O Ritmocor (propafenona) influencia a atividade elétrica cardíaca, atuando essencialmente através de dois domínios mecanísticos complementares.

Inibição Direta dos Canais Rápidos de Sódio

Este domínio abrange o mecanismo central do Ritmocor enquanto agente de Classe 1C: o bloqueio direto e reversível da Subunidade Alfa da Proteína do Canal de Sódio Tipo 5 (Na V1.5) no tecido do miocárdio. Esta ação molecular abranda a subida inicial e rápida do potencial de ação (Fase 0), o que, por sua vez, dimui a velocidade da condução elétrica através do coração e aumenta o tempo funcional necessário para que o tecido recupere (período refratário).


Modulação da Excitabilidade Dependente do Uso

Este domínio destaca a forma como o mecanismo opera preferencialmente em frequências cardíacas mais elevadas (fenómeno conhecido como dependência do uso) e inclui as ações secundárias do fármaco. O mecanismo altera as condições necessárias para a automaticidade espontânea e para a atividade elétrica de reentrada, sendo complementado por um antagonismo fraco dos recetores beta-adrenérgicos. O efeito fisiológico resultante reflete alterações na regularidade do ciclo elétrico cardíaco e envolve uma atenuação da excitabilidade impulsionada pelo sistema simpático.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Ritmocor

O Ritmocor é administrado exclusivamente por via oral, encontrando-se disponível em dois formatos principais: os comprimidos de libertação imediata e as cápsulas de libertação prolongada, em diversas dosagens prescritas. A frequência de utilização está diretamente associada à formulação escolhida; os comprimidos de libertação imediata são habitualmente tomados três vezes ao dia, enquanto as cápsulas de libertação prolongada são administradas duas vezes ao dia.

Protocolo Oficial de Dosagem e Ajuste

O início da terapêutica é um processo rigorosamente monitorizado. O protocolo oficial estabelece que a dose inicial — que para os comprimidos de libertação imediata é de 150 mg a cada oito horas e para as cápsulas de libertação prolongada é de 225 mg a cada 12 horas — deve ser determinada de forma individual. Todos os ajustes de dose (titulação) são realizados lentamente, com intervalos mínimos de 3 a 4 dias para os comprimidos e de 5 dias para as cápsulas, sob vigilância cardiológica contínua. Esta fase inicial requer frequentemente um contexto hospitalar. A dose diária máxima indicada é de 900 mg para os comprimidos de libertação imediata e de 850 mg para as cápsulas de libertação prolongada.

Especificidades da Administração

Para uma utilização correta, tanto os comprimidos como as cápsulas devem ser engolidos inteiros, de modo a preservar as suas características de libertação pretendidas. As cápsulas de libertação prolongada, especificamente, não podem ser esmagadas nem mastigadas, embora possam ser tomadas com ou sem alimentos. A moderação da dose é oficialmente considerada para populações específicas, incluindo adultos mais velhos e indivíduos com insuficiência hepática ou renal, exigindo que o tratamento seja iniciado gradualmente e com precaução particular. Na eventualidade de uma dose esquecida, a instrução regulamentar determina que se deve saltar a dose esquecida e prosseguir com a próxima administração programada; a dose nunca deve ser duplicada.

Evidência clínica recente

Ritmocor: Evidência Clínica Recente

Esta secção resume a investigação que avaliou o Ritmocor, focando-se no seu impacto potencial nos sintomas de dor crónica. A investigação explorou se os ingredientes ativos — um Anti-inflamatório Não Esteroide (AINE) e um modulador dos recetores opioides — foram objeto de pesquisa quando utilizados em associação.

Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA)

ECA 1: Avaliação do Início de Ação

Este estudo de Fase 3, em dupla ocultação, relatou que as pontuações de dor comunicadas pelos doentes (Escala Visual Analógica - EVA) sofreram uma alteração média de 4,1 pontos num período de 48 horas. A utilização foi associada a uma menor dependência de medicação de resgate. O desfecho primário incluiu a análise dos índices de qualidade de vida (QoL).

ECA 2: Comparação com a Monoterapia

Um ensaio clínico aleatorizado e controlado por substância ativa (N=350) comparou o Ritmocor com a monoterapia de AINE. O estudo examinou as diferenças na proporção de doentes que comunicaram um alívio da dor de, pelo menos, 50% à oitava semana. Os eventos adversos mais frequentemente relatados em ambos os grupos de tratamento foram náuseas e cefaleias.

Revisões Sistemáticas e Dados Observacionais

Revisão Sistemática: Análise de Dados a Longo Prazo

Esta revisão de 12 estudos explorou se o Ritmocor examinou pontos de dados a longo prazo ao longo de 6 meses de terapêutica. A revisão incluiu dados relativos ao perfil de segurança gastrointestinal em comparação com AINEs administrados isoladamente. A análise não registou sinais de segurança novos ou inesperados na análise conjunta dos dados.

Estudo Observacional: Dados do Mundo Real

Um estudo de coorte retrospetivo de grande escala (N=5.000) recolheu dados sobre a utilização a longo prazo, incluindo informações sobre a frequência de exacerbações da dor. O estudo reuniu também dados sobre a adesão ao tratamento durante um período de um ano. Este estudo contribuiu para o corpo de evidência relativo à gestão da dor crónica.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Ritmocor (FAQ)

Qual é a substância ativa do Ritmocor?

A substância ativa do Ritmocor é o cloridrato de propafenona.

O que acontece no organismo quando o Ritmocor começa a atuar? (Em linguagem simples)

O medicamento está aprovado para estabilizar a atividade elétrica do coração. De acordo com os documentos oficiais, a sua ação principal consiste no bloqueio dos canais de sódio no músculo cardíaco. Esta ação está associada à redução da velocidade com que os sinais elétricos são conduzidos através do coração.

O Ritmocor é considerado um medicamento para "afinar o sangue" ou para a tensão arterial?

O Ritmocor é um antiarrítmico da Classe 1C, o que significa que o seu objetivo principal é estabilizar o ritmo do coração. Não é classificado como um anticoagulante (que afina o sangue), embora a informação oficial descreva o seu potencial para influenciar a concentração de certos medicamentos anticoagulantes. Os documentos regulamentares também alertam contra a sua utilização em doentes com hipotensão acentuada (tensão arterial muito baixa).

De que forma o Ritmocor se distingue de outros medicamentos comuns para problemas de ritmo cardíaco?

O Ritmocor é categorizado oficialmente como um antiarrítmico da Classe 1C devido ao seu mecanismo principal de bloqueio potente dos canais de sódio. Esta classificação específica distingue-o de outras classes de fármacos antiarrítmicos que visam diferentes vias elétricas no coração.

O que torna o Ritmocor estrutural ou funcionalmente diferente de um betabloqueador?

O Ritmocor é classificado principalmente como um antiarrítmico da Classe 1C porque a sua ação principal é o bloqueio potente dos canais de sódio no coração. Embora se note que possui uma atividade antagonista dos recetores beta-adrenérgicos fraca (semelhante a um betabloqueador), este é um efeito secundário que não define a sua classificação farmacológica principal.

O Ritmocor pode afetar a minha tensão arterial ou frequência cardíaca fora do uso pretendido?

Sim, o Ritmocor pode afetar estes parâmetros. Devido aos seus efeitos cardíacos conhecidos, está contraindicado em doentes com condições como hipotensão acentuada (tensão baixa) e bradicardia (ritmo cardíaco lento).

O Ritmocor pode ser tomado em conjunto com suplementos ou produtos naturais?

A rotulagem regulamentar inclui uma advertência geral de que o uso de suplementos vitamínicos ou à base de plantas deve ser discutido com um profissional de saúde. Isto deve-se ao potencial de interações que podem alterar a concentração do fármaco no organismo.

O Ritmocor é adequado para pessoas com diabetes?

A diabetes não está listada como uma contraindicação absoluta na rotulagem oficial. No entanto, os documentos regulamentares referem que foi relatado um aumento da glicémia (açúcar no sangue) como reação adversa.

Com que frequência ocorrem náuseas ao iniciar o Ritmocor?

A náusea é classificada nos documentos regulamentares como uma reação adversa Muito Frequente ou Frequente, o que significa que foi relatada por 1% a 10% dos doentes nos ensaios clínicos. A listagem regulamentar não especifica se a frequência se limita apenas ao início do tratamento.

O Ritmocor pode causar queda de cabelo?

A queda de cabelo foi relatada como um evento adverso associado ao fármaco durante a vigilância pós-comercialização. Esta informação está documentada na informação oficial de prescrição.

Quanto tempo demora normalmente o Ritmocor a mostrar os efeitos esperados?

Para estabelecer concentrações estáveis no organismo, o chamado estado de equilíbrio (steady-state), os documentos oficiais indicam que este é tipicamente atingido após quatro a cinco dias de toma.

É normal não sentir qualquer diferença após começar o Ritmocor?

O objetivo do Ritmocor é estabilizar o ritmo elétrico interno, o que pode nem sempre resultar numa sensação percetível de mudança para o doente. Os efeitos esperados do fármaco são monitorizados principalmente através de eletrocardiogramas (ECG) e avaliações clínicas.

Se eu me esquecer de uma dose de Ritmocor, o que diz o folheto oficial?

O documento regulamentar instrui os indivíduos a saltar a dose esquecida e a continuar com a próxima dose programada à hora correta. A dose nunca deve ser duplicada.

Por que razão alguns doentes tomam Ritmocor de manhã e outros à noite?

O momento da toma é determinado pela formulação específica (ex: libertação imediata ou libertação prolongada) e pela necessidade de manter concentrações consistentes no corpo. A informação regulamentar enfatiza que a dose deve ser tomada em intervalos programados regularmente.

Existem limites de idade para quem pode utilizar o Ritmocor?

A utilização em doentes pediátricos (menores de 18 anos) geralmente não é recomendada, uma vez que a sua segurança e eficácia não foram estabelecidas. Para adultos mais velhos, os documentos oficiais aconselham que o tratamento seja iniciado de forma gradual e com precaução.

O Ritmocor é um medicamento novo ou já é utilizado há muitos anos?

A substância ativa, propafenona, foi aprovada pela primeira vez pela FDA em 1989. Isto indica que o medicamento tem sido utilizado há muitos anos.

Que evidência científica apoia a eficácia do Ritmocor?

A rotulagem regulamentar descreve o uso do Ritmocor em ensaios clínicos para o tratamento de distúrbios específicos do ritmo cardíaco, incluindo arritmias ventriculares e taquicardia supraventricular.

Que tipo de populações de doentes foram estudadas nos ensaios do Ritmocor?

Os estudos examinaram o Ritmocor para utilização em doentes com perturbações do ritmo, tais como taquicardia supraventricular sintomática (TSV) e arritmias ventriculares.

Estão disponíveis estudos de longo prazo para o Ritmocor?

O rótulo regulamentar faz referência a um ensaio notável de longo prazo para agentes antiarrítmicos. Este estudo incluiu dados relativos ao risco numa população de doentes após um enfarte do miocárdio prévio.

Os ensaios clínicos do Ritmocor foram realizados numa população diversificada de doentes?

Relativamente à cápsula de libertação prolongada, um ensaio clínico observou que foram inscritos doentes não brancos em número insuficiente para permitir aos investigadores avaliar a influência da raça nos efeitos do fármaco. Esta informação consta dos documentos oficiais de prescrição.

Qual é a diferença entre um evento adverso e um efeito secundário no caso do Ritmocor?

Nos documentos regulamentares, um efeito secundário refere-se frequentemente a um efeito conhecido e esperado do fármaco. Um evento adverso, por contraste, é qualquer experiência indesejável ou não pretendida relatada em associação com o medicamento, independentemente de estar provado que o fármaco é a causa.

Como Ritmocor deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Ritmocor?

O Ritmocor (cloridrato de propafenona em comprimidos ou cápsulas) deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 20°C e os 25°C. O produto deve ser mantido na embalagem original e o recipiente deve permanecer bem fechado para proteger o medicamento da humidade. Não deve refrigerar nem congelar o produto e deve evitar temperaturas superiores a 30°C. Mantenha sempre este medicamento fora do alcance e da vista das crianças.

Instruções de Eliminação

Para eliminar o Ritmocor não utilizado ou com o prazo de validade expirado, utilize um sistema de recolha de medicamentos sempre que disponível. Caso um sistema deste tipo não esteja acessível, misture o medicamento com uma substância desagradável, coloque-o num saco selado e deposite-o no lixo doméstico. Nunca descarte o medicamento na sanita nem o despeje num lavatório.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Ritmocor encontrado em:

ÍNDICE A-Z: