Quelicin

Links rápidos para seções importantes

Quelicin

Forma selecionada

Método de ação: Muscle Relaxant

Opção de tratamento: Anesthesia, General Anesthesia, Surgery

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Quelicin

O que é o Quelicin?

Propriedade Descrição
Substância ativa Cloreto de Suxametónio (Cloreto de Succinilcolina)
Forma farmacêutica Solução injetável estéril
Classe farmacológica Bloqueador Neuromuscular Despolarizante
Objetivo geral Facilita procedimentos críticos que requerem paralisia muscular temporária
Origem Composto sintético de amónio quaternário

O Quelicin é um medicamento especializado, de receita médica obrigatória, cujo uso está estritamente limitado a ambientes clínicos controlados, como blocos operatórios. A sua substância ativa, o Cloreto de Suxametónio, é uma entidade química sintética classificada como um bloqueador neuromuscular e um relaxante muscular esquelético especializado. Estudos farmacológicos publicados em revistas de referência na área da anestesiologia sustentam o seu reconhecido início de ação rápido e previsível.


Quelicin: Definição e Classificação Farmacológica

O Quelicin pertence à classe dos bloqueadores neuromusculares despolarizantes, uma categoria farmacológica reconhecida internacionalmente. Esta classificação indica que o fármaco promove o relaxamento muscular através da ativação persistente dos recetores musculares, o que leva a uma ausência de resposta ou paralisia temporária. Esta ação única, reconhecida clinicamente há décadas, torna este fármaco valioso para intervenções críticas.


Qual é a Forma e o Objetivo Geral do Quelicin?

O Quelicin é administrado como uma solução estéril e límpida, exclusivamente por via injetável, principalmente através da via intravenosa. A preparação é uma solução aquosa, o que significa que a substância ativa está dissolvida em água estéril. O objetivo geral do Quelicin é alcançar, de forma rápida e fiável, a imobilidade muscular total e temporária, o que é essencial para assegurar com segurança a via aérea do doente através da intubação traqueal durante a indução da anestesia geral. Esta função altamente especializada permite que os anestesiologistas realizem intervenções críticas e urgentes com segurança.


Como se Distingue o Quelicin de Outros Relaxantes Musculares?

O Quelicin é farmacologicamente distinto de outros relaxantes musculares não despolarizantes mais comuns, principalmente devido à sua duração de ação ultracurta e à sua via de eliminação única. Os efeitos do medicamento desaparecem rapidamente porque este é metabolizado no plasma pela enzima pseudocolinesterase. Este início de ação rápido e a recuperação célere tornam o fármaco singularmente adequado para procedimentos de emergência que exijam uma paralisia imediata e o subsequente retorno rápido da função muscular.

Quais efeitos secundários são possíveis com Quelicin?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Quelicin (Cloreto de Suxametónio) está estritamente definido pela documentação regulamentar, enfatizando o potencial para efeitos sistémicos imediatos e profundos inerentes à sua utilização como agente bloqueador neuromuscular. As reações adversas estão oficialmente classificadas, com especial destaque para desfechos graves que afetam os sistemas cardiovascular e musculoesquelético.

Reações Adversas Oficialmente Documentadas

Os efeitos secundários estão agrupados de acordo com a Classe de Sistemas de Órgãos (SOC) na rotulagem oficial:

  • Doenças Cardíacas: Incluem eventos graves como paragem cardíaca, bradicardia (ritmo cardíaco diminuído) e diversas arritmias.
  • Doenças Musculoesqueléticas: As principais preocupações consistem na hipertermia maligna (um estado hipermetabólico potencialmente fatal), rabdomiólise, fasciculações musculares (tremores involuntários) e mialgia pós-operatória comum (dor muscular).
  • Doenças do Metabolismo e da Nutrição: O risco documentado mais significativo é a hipercalemia (níveis elevados de potássio no sangue), que pode ser grave e colocar a vida em risco, particularmente quando associada a traumatismos ou condições pré-existentes.
  • Doenças do Sistema Imunitário: Incluem relatos de anafilaxia grave e potencialmente fatal e outras reações de hipersensibilidade.

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

A rotulagem oficial destaca os riscos de paragem cardíaca, hipertermia maligna, hipercalemia grave e apneia prolongada (depressão respiratória). Os documentos regulamentares detalham considerações de segurança específicas baseadas na população:

  • Doentes Pediátricos: Apresentam um risco mais elevado de bradicardia profunda e paragem cardíaca, particularmente após uma segunda dose.
  • Condições de Risco: O uso é restrito ou contraindicado em doentes com queimaduras graves, traumatismos extensos ou condições subjacentes, como miopatias do músculo esquelético, devido ao elevado risco de hipercalemia grave.

Além disso, a rotulagem refere que os efeitos podem alterar-se com a exposição repetida ou prolongada, resultando potencialmente num bloqueio prolongado. O fármaco deve ser administrado apenas a doentes que se encontrem sob anestesia total, uma vez que este medicamento não afeta o estado de consciência.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A sobredosagem com cloreto de suxametónio (Quelicin) é formalmente definida por uma extensão do seu efeito farmacológico, resultando num bloqueio neuromuscular prolongado que se manifesta como depressão respiratória grave e prolongada, levando finalmente à apneia. As diretrizes regulamentares determinam que o medicamento deve ser administrado apenas quando existam meios para respiração artificial instantaneamente disponíveis para gerir este risco documentado.

A rotulagem oficial destaca que a exposição excessiva ou a utilização em indivíduos suscetíveis pode precipitar complicações fisiológicas potencialmente fatais. Estas incluem o desenvolvimento de hipercaliemia grave, que leva a disritmias ventriculares e paragem cardíaca, bem como o aparecimento agudo de hipertermia maligna. Populações específicas, tais como doentes pediátricos com miopatia muscular não diagnosticada ou doentes com queimaduras graves, são citadas como tendo um risco acrescido para estes resultados graves.

Nestas situações documentadas, é necessária atenção médica imediata. A gestão envolve medidas de suporte total, incluindo ventilação controlada e a utilização de agentes especializados, como o dantroleno sódico intravenoso para a hipertermia maligna. A monitorização contínua da função neuromuscular, através de um estimulador de nervos periféricos, é uma medida oficialmente exigida para prevenir a sobredosagem durante a administração contínua.

Usos terapêuticos de Quelicin

Apoio à Gestão Crítica das Vias Respiratórias e Respiração

Este medicamento é relevante quando a gestão sintomática de suporte é apropriada em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, particularmente para tratar o laringospasmo agudo ou para preparar o corpo para necessidades agudas relacionadas com a gestão das vias respiratórias. O fármaco é habitualmente utilizado como adjuvante de sedativos para auxiliar no processo de entubação endotraqueal e apoia o processo de ventilação mecânica.

É frequentemente utilizado para ajudar com assistência sintomática de curto prazo, proporcionando um relaxamento de suporte para responder a necessidades agudas e contribuindo para a gestão da ventilação do paciente durante procedimentos sensíveis ao fator tempo.

“O Quelicin é principalmente relevante em contextos que envolvem um aumento da carga sistémica, especificamente para gerir sintomas de resistência muscular durante intervenções críticas.”

Facto Rápido: Alívio da Atividade Muscular Descontrolada

Provisão de Imobilidade Muscular Profunda

O Quelicin é comummente utilizado para ajudar com conjuntos de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos, especificamente a contração muscular involuntária, ao induzir uma imobilidade completa, mas temporária, do músculo esquelético. Isto ajuda a proporcionar condições estáveis para que os profissionais médicos realizem com precisão operações críticas de curta duração, sendo também utilizado para mitigar respostas motoras potentes durante procedimentos terapêuticos como a eletroconvulsivoterapia (ECT). As suas aplicações clínicas incluem o auxílio na entubação traqueal, proporcionando relaxamento do músculo esquelético durante a cirurgia e a gestão do laringospasmo. O fármaco é relevante em contextos onde a estabilização de sintomas a curto prazo é importante para uma intervenção oportuna em quadros clínicos agudos, quando o início rápido e a dissipação rápida da paralisia são primordiais.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Quelicin?

A elegibilidade para a utilização de Quelicin (Cloreto de Suxametónio) é estritamente definida por documentos regulamentares governamentais, permitindo a sua utilização principalmente em doentes adultos.

Âmbito de Elegibilidade e Contraindicações

A utilização em doentes pediátricos é severamente restrita ao abrigo de um Aviso de Advertência (Boxed Warning) regulamentar, reservando-se a administração exclusivamente a situações de emergência onde seja necessário assegurar imediatamente as vias aéreas.

O medicamento é contraindicado e não deve ser utilizado em doentes com antecedentes de hipertermia maligna ou na presença de miopatias subjacentes do músculo esquelético. A proibição absoluta aplica-se também a indivíduos com atividade de colinesterase plasmática atípica hereditária e doenças miotónicas congénitas. O Quelicin é proibido em doentes que tenham ultrapassado a fase aguda de lesões por queimaduras graves, traumatismos múltiplos ou desnervação extensa, devido ao elevado risco de hipercaliemia potencialmente fatal.

Uso Condicional e Restrito

A utilização requer precaução em doentes com doença hepática grave ou insuficiência renal, uma vez que a capacidade metabólica reduzida pode prolongar o efeito do fármaco. Relativamente à gravidez, a utilização não é recomendada para a indução de sequência rápida durante a realização de cesariana. Recomenda-se precaução durante a lactação, uma vez que se desconhece se ocorre excreção no leite materno humano.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O perfil oficial de interações do Quelicin (Cloreto de Suxametónio) aborda diversas categorias de interações medicamentosas e de substâncias que afetam a sua duração de ação e a sua eliminação. Toda a informação sobre interações é derivada estritamente da documentação regulamentar governamental.

Interações Farmacodinâmicas e de Depuração

A ação de bloqueio neuromuscular do Quelicin está oficialmente documentada como sendo potenciada pela coadministração com várias classes de produtos medicinais. Isto inclui certos anestésicos gerais halogenados, antibióticos aminoglicosídeos (por exemplo, gentamicina) e agentes antiarrítmicos (por exemplo, quinidina). Esta potenciação pode levar a uma paralisia prolongada. Separadamente, substâncias que reduzem a atividade da colinesterase plasmática (a enzima que metaboliza o Quelicin), tais como certos compostos organofosforados e contracetivos orais, podem diminuir a depuração do fármaco e resultar numa exposição sistémica prolongada e num bloqueio neuromuscular alargado.

Restrições Críticas e Incompatibilidade

É observada uma restrição específica relativamente aos glicósidos cardíacos (por exemplo, digoxina). Devido ao potencial do fármaco para induzir hiperkalemia, a sua utilização é restrita em casos de toxicidade digitálica massiva devido ao risco de arritmias cardíacas graves. Além disso, o Quelicin é ácido e não deve ser misturado na mesma seringa ou administrado simultaneamente com soluções altamente alcalinas, como o tiopental sódico, devido à incompatibilidade química que causa a perda de atividade do fármaco. Considerações específicas para determinadas populações referem também que indivíduos com uma atividade de colinesterase plasmática atípica determinada geneticamente enfrentam um elevado risco de efeito prolongado devido à metabolização deficiente.

Mecanismo de ação

O Quelicin contém cloreto de succinilcolina, um agente bloqueador neuromuscular despolarizante. O seu mecanismo de ação baseia-se na capacidade de mimetizar os efeitos da acetilcolina, uma substância química natural que transmite sinais entre os nervos e os músculos.

Quando o medicamento é administrado, ele liga-se aos recetores colinérgicos na junção neuromuscular. Ao contrário da acetilcolina, que é rapidamente decomposta, a succinilcolina produz uma despolarização prolongada da membrana muscular. Esta atividade resulta inicialmente em contrações musculares transitórias, conhecidas como fasciculações, seguidas por uma paralisia muscular esquelética completa.

Este estado de relaxamento muscular é temporário e ocorre de forma rápida. O efeito principal é a interrupção da transmissão dos impulsos nervosos para os músculos, o que facilita procedimentos médicos que requerem que o corpo esteja imóvel e que os músculos relaxados, como na intubação endotraqueal ou durante intervenções cirúrgicas de curta duração. A recuperação da função muscular normal inicia-se assim que o medicamento é metabolizado pelas enzimas do organismo.

Informações sobre dosagem e administração

O Quelicin (cloreto de succinilcolina injetável) é uma solução estéril para administração exclusiva por via intravenosa (IV) ou intramuscular (IM). Este fármaco destina-se ao uso agudo durante procedimentos médicos e não é um medicamento de administração regular programada. A administração deve ser efetuada por clínicos experientes, ou sob a sua supervisão direta, que possuam competências na gestão de respiração artificial, devendo existir condições para a intubação traqueal e ventilação imediata.

Diretrizes Oficiais de Administração

Aspeto da Administração Instrução Regulamentar Oficial
Via de Administração Uso restrito às vias intravenosa ou intramuscular.
Condição do Procedimento O medicamento não deve ser administrado antes da indução da inconsciência, visando evitar o sofrimento do doente. A dosagem deve ser individualizada pelo clínico após uma avaliação cuidadosa.
Dosagem IV em Adultos Para procedimentos de curta duração, a dose média por via intravenosa é de 0,6 mg/kg, com um intervalo ideal entre 0,3 mg/kg e 1,1 mg/kg. Em procedimentos prolongados, pode ser utilizada a perfusão intravenosa contínua, geralmente com uma taxa média entre 2,5 mg e 4,3 mg por minuto.
Dosagem IV Pediátrica A dose intravenosa é de 2 mg/kg para lactentes e crianças pequenas, e de 1 mg/kg para crianças mais velhas e adolescentes. Este uso reserva-se prioritariamente para situações de intubação de emergência ou quando é necessário assegurar as vias aéreas de imediato.
Preparação Os frascos de dose única devem ser diluídos antes da utilização. A solução deve ser inspecionada visualmente quanto à presença de partículas e descoloração; não deve ser administrada se não estiver límpida e incolor.

Ao utilizar a perfusão contínua, a função neuromuscular deve ser monitorizada com um estimulador de nervos periféricos para assegurar a manutenção do grau de relaxamento necessário. O uso de anticolinérgicos (por exemplo, atropina) pode ser considerado como um pré-tratamento para reduzir a ocorrência de bradiarritmias.

Evidência clínica recente

Evidência Clínica Recente

O Quelicin (cloreto de succinilcolina) é um agente bloqueador neuromuscular despolarizante que tem sido utilizado na prática clínica há várias décadas. Devido ao seu perfil farmacológico único e de início rápido, a investigação clínica recente continua a centrar-se na otimização da sua utilização em contextos de cuidados intensivos e de emergência, particularmente quando é necessária a gestão imediata das vias aéreas.

Utilidade Clínica e Rapidez de Início

A investigação confirma que o início rápido do efeito do Quelicin — tipicamente nos 60 segundos após a administração intravenosa — faz dele um agente padrão para a Intubação de Sequência Rápida (ISR). Estudos comparativos avaliam principalmente o seu desempenho face a agentes não despolarizantes, como o rocurónio, centrando-se na qualidade das condições de intubação e na duração do relaxamento muscular.

A curta duração de ação, geralmente de quatro a seis minutos após uma dose única, continua a ser uma característica fundamental estudada. A investigação destaca o benefício desta curta duração em situações de emergência onde a estabilização das vias aéreas é difícil ou quando se prefere uma recuperação rápida da respiração espontânea.

Investigação sobre Segurança e Monitorização

A investigação recente enfatiza a monitorização refinada e a gestão de riscos, particularmente em populações específicas de doentes. Relatórios clínicos continuam a reforçar a associação entre o Quelicin e o risco de hipercaliemia (níveis elevados de potássio no sangue), que pode levar a eventos cardíacos graves. Devido ao potencial para disritmias fatais em doentes pediátricos com condições musculares não diagnosticadas, a utilização de Quelicin em crianças é geralmente reservada para intubações de emergência ou circunstâncias em que não existam alternativas disponíveis.

O Quelicin é um gatilho conhecido para a hipertermia maligna, um estado hipermetabólico raro mas grave. As orientações e investigações em curso enfatizam a importância crítica de reconhecer os sinais clínicos e de administrar imediatamente o agente de reversão, o dantroleno sódico, em caso de suspeita desta condição.

Direções Futuras

Os esforços de investigação direcionam-se para a medição objetiva do tempo de início de ação utilizando ferramentas como a estimulação em Train-of-Four (TOF) para avaliar a fiabilidade do julgamento clínico, garantindo o momento ideal para a intubação traqueal e aumentando a segurança do doente.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Quelicin (FAQ)

P: Quanto tempo costumam durar os efeitos do Quelicin? O Quelicin é conhecido pelos seus efeitos de ação muito rápida e curta. As informações oficiais indicam que, após uma dose intravenosa única, o relaxamento muscular inicia-se tipicamente de forma rápida — num minuto — e dura geralmente cerca de 4 a 6 minutos.

P: Quais são os efeitos secundários graves do Quelicin de que devo ter conhecimento? A rotulagem oficial afirma que os riscos graves associados a este fármaco incluem eventos raros mas severos, tais como paragem cardíaca, hipertermia maligna, elevação dos níveis de potássio com risco de vida (hipercaliemia) e apneia prolongada (dificuldade grave ou paragem respiratória).

P: O que acontece se alguém tiver uma condição genética que o torne sensível ao Quelicin? Indivíduos que possuam uma carência hereditária da enzima que decompõe o Quelicin (atividade da colinesterase plasmática atípica) enfrentam restrições na sua utilização. Os avisos oficiais indicam que esta metabolização deficiente pode levar a um efeito significativamente prolongado do medicamento, resultando num período alargado de paralisia muscular.

P: Porque é que o Quelicin é raramente utilizado em procedimentos cirúrgicos longos? Esta medicação é caracterizada como um agente de ação ultracurta. De acordo com informações clínicas e regulamentares, os seus efeitos desaparecem rapidamente, tipicamente em poucos minutos. Devido a esta curta duração, é utilizado principalmente para intervenções críticas rápidas, em vez de relaxamento muscular de longo prazo durante cirurgias prolongadas.

P: Certos antibióticos podem aumentar os efeitos do Quelicin? Sim, os perfis oficiais de interação medicamentosa indicam que certos medicamentos podem potenciar ou aumentar o efeito do Quelicin. Especificamente, certas classes de fármacos, incluindo antibióticos aminoglicosídeos, estão documentadas como aumentando a sua ação de bloqueio neuromuscular, o que pode prolongar o período de relaxamento muscular.

P: Ter níveis baixos de colinesterase plasmática pode afetar o funcionamento do Quelicin? Sim. Se um doente tiver condições que reduzam a atividade da colinesterase plasmática (a enzima que decompõe o Quelicin), a depuração do fármaco diminui. Isto resulta numa presença prolongada no organismo e numa duração alargada do bloqueio neuromuscular.

P: Quais são os sinais precoces de que o efeito do Quelicin está a passar? Em ambientes clínicos, o nível de relaxamento muscular é monitorizado cuidadosamente. Ferramentas de monitorização, como um estimulador de nervos periféricos, são frequentemente utilizadas pela equipa clínica para avaliar com precisão a função neuromuscular e confirmar a recuperação da força muscular.

P: É normal sentir dores musculares no dia seguinte a um procedimento com Quelicin? A possibilidade de mialgia pós-operatória (dor ou sensibilidade muscular) está listada como uma reação adversa oficialmente documentada na categoria de Doenças Musculoesqueléticas. Este é um efeito potencial conhecido da medicação.

P: O Quelicin afeta a respiração por si só ou apenas os músculos? O Quelicin atua relaxando todos os músculos esqueléticos voluntários, incluindo o diafragma e outros músculos essenciais para a respiração. Uma vez que o fármaco pode causar depressão respiratória grave ou apneia prolongada (paragem respiratória), o médico deve estar preparado para gerir e controlar a respiração do doente imediatamente após a administração.

P: O Quelicin pode ser utilizado em doentes acordados? As diretrizes oficiais de administração referem que, geralmente, a medicação não deve ser administrada antes de o doente ter sido totalmente induzido num estado de inconsciência, para evitar sofrimento. No entanto, a rotulagem refere que, em certas situações de emergência, a necessidade crítica de assegurar a via aérea pode exigir uma exceção.

P: Qual é a diferença entre o Quelicin e outros relaxantes musculares usados em cirurgia? O Quelicin é categorizado como um bloqueador neuromuscular despolarizante, o que o distingue de outros relaxantes não despolarizantes usados em cirurgia. Esta diferença no mecanismo confere ao Quelicin um perfil único, caracterizado por um início de ação notavelmente rápido e uma duração de efeito muito curta.

P: O Quelicin pode causar rigidez ou espasmos na mandíbula? Sim. A lista oficial de reações adversas inclui relatos documentados de rigidez da mandíbula na categoria de Doenças Musculoesqueléticas. Os tremores musculares (fasciculações) são também um efeito documentado comum do medicamento.

P: Os anestesiologistas têm de ter cuidado ao usar Quelicin com medicamentos para o coração? A rotulagem oficial refere que é necessária precaução relativamente ao uso de Quelicin juntamente com certos medicamentos cardíacos. A utilização é restrita em casos de toxicidade digitálica massiva (um tipo de medicamento para o coração) devido ao potencial do fármaco para causar hipercaliemia (potássio elevado) e subsequentes problemas graves do ritmo cardíaco.

P: O Quelicin é seguro para crianças ou bebés? A rotulagem oficial contém um Aviso de Advertência (Boxed Warning) que indica que o uso de Quelicin em doentes pediátricos é severamente restrito. Reserva-se apenas para circunstâncias de emergência onde a estabilização imediata da via aérea seja criticamente necessária, uma vez que as crianças apresentam um risco superior de eventos cardíacos graves.

P: O Quelicin afeta a consciência ou a memória? Não. Informações oficiais confirmam que o Quelicin é um relaxante muscular e não tem efeito direto na consciência, no limiar da dor ou na função mental. Deve ser administrado apenas após o doente estar totalmente anestesiado ou inconsciente.

P: É possível que o Quelicin cause alterações na pressão ocular? Sim. O fármaco está associado a um risco de aumento da pressão intraocular (PIO) e este efeito está documentado na categoria de Afeções Oculares nas informações oficiais do produto.

P: A dose de Quelicin muda com base no peso do doente? Sim. As diretrizes oficiais de dosagem para doentes adultos e pediátricos são fornecidas numa base de miligrama por quilograma (mg/kg). Isto confirma que a dose é determinada e individualizada pelo médico com base no peso corporal do doente.

P: Porque é que a gestão adequada da via aérea é tão importante quando o Quelicin é administrado? O fármaco é um relaxante muscular esquelético potente que afeta todos os músculos voluntários, incluindo os necessários para a respiração. Por esta razão, os avisos oficiais determinam que meios para intubação traqueal e ventilação mecânica devem estar instantaneamente disponíveis, e o médico deve estar preparado para controlar totalmente a respiração do doente de imediato.

P: Existe um número máximo de vezes que alguém pode receber Quelicin com segurança? Não está definido na rotulagem oficial um número máximo específico de administrações. No entanto, os avisos referem que os efeitos do fármaco podem alterar-se com a exposição repetida ou prolongada, resultando potencialmente numa duração mais longa da paralisia.

P: O Quelicin tem algum impacto na pressão arterial? Sim, relatórios oficiais de reações adversas indicam que o Quelicin pode afetar a pressão arterial. Tanto a hipotensão (pressão arterial anormalmente baixa) como a hipertensão (pressão arterial anormalmente alta) estão listadas como potenciais efeitos documentados na categoria de Doenças Cardiovasculares.

P: O medicamento tem algum aviso para doentes com glaucoma? Embora o fármaco não seja explicitamente contraindicado para todos os doentes com glaucoma, as informações oficiais do produto referem o aumento da pressão intraocular (PIO) como uma possível reação adversa. Este risco é uma preocupação primordial para doentes com condições de pressão ocular pré-existentes.

P: Ter antecedentes de queimaduras afeta o funcionamento do Quelicin? Sim, o uso de Quelicin é proibido em doentes que tenham ultrapassado a fase aguda de queimaduras graves ou traumatismos. Esta restrição deve-se ao elevado risco de causar hipercaliemia grave e potencialmente fatal nestes grupos específicos de doentes.

Como Quelicin deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Quelicin

O Quelicin (cloreto de succinilcolina injetável) deve ser armazenado sob condições específicas e controladas para preservar a sua potência enquanto medicação especializada.

Requisitos de Armazenamento

A solução injetável deve ser conservada no frigorífico a uma temperatura entre 2 °C e 8 °C e não deve ser congelada. O produto requer proteção da luz e deve ser guardado na sua embalagem original. Os frascos multidose são estáveis por um período de até 14 dias à temperatura ambiente (por exemplo, 25 °C).

Manuseamento e Eliminação

O Quelicin deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças. Devido ao risco grave de administração acidental, o frasco deve ser armazenado com a tampa intacta para evitar erros de seleção. O produto não utilizado ou fora do prazo de validade e os materiais relacionados devem ser eliminados de acordo com os regulamentos federais, estatais e locais aplicáveis a resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Quelicin encontrado em:

ÍNDICE A-Z: