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Pazopanib

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Opção de tratamento:

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Pazopanib

Pazopanib: Definição e Classificação

O pazopanib é um composto sintético de pequena molécula que funciona como um agente antineoplásico (medicamento contra o cancro) altamente específico. Está formalmente classificado na classe farmacológica avançada dos Inibidores da Quinase, especificamente como um inibidor multialvo da tirosina quinase do recetor (TKI). A substância ativa é o Pazopanib, fornecido sob a forma de cloridrato, uma formulação específica reconhecida pela sua adequação para absorção oral. Esta classificação realça que o fármaco foi concebido para interferir com mecanismos moleculares específicos dentro das células, em vez de afetar amplamente todas as células em divisão, uma abordagem fundamentada em estudos farmacológicos.

Que Tipo de Inibidor da Quinase é o Pazopanib?

A função principal do pazopanib é a inibição seletiva de certas tirosina quinases que são cruciais para a sobrevivência do tumor. Especificamente, o medicamento visa múltiplos recetores-chave, incluindo os Recetores do Fator de Crescimento Endotelial Vascular (VEGFR-1, -2 e -3), os Recetores do Fator de Crescimento Derivado das Plaquetas (PDGFRs) e o c-Kit. Esta abordagem multialvo é um fator diferenciador, pois significa que o medicamento atua no controlo da propagação de tumores avançados, tanto através do bloqueio dos sinais de crescimento celular como através da criação de um efeito antiangiogénico, que dificulta o desenvolvimento de novos vasos sanguíneos necessários para sustentar o tumor. A natureza potente e específica desta ação inibitória é amplamente documentada.

Forma e Composição Base do Medicamento

O pazopanib é um medicamento de agente único destinado a administração oral, apresentado na forma de comprimido revestido por película. A sua composição inclui a substância ativa, cloridrato de pazopanib, combinada com excipientes farmacêuticos padrão necessários para formar o núcleo do comprimido, tais como celulose microcristalina e estearato de magnésio. A sua identidade como um inibidor de pequena molécula permite esta via oral, proporcionando um método de administração sistémica conveniente para um tratamento direcionado contínuo.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Pazopanib?

Pazopanib: Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do pazopanib inclui riscos de eventos graves e fatais, conforme documentado nas informações regulamentares. As reações adversas classificadas como Muito Frequentes (que afetam 1 ou mais em cada 10 doentes) comunicadas em estudos clínicos abrangem a diarreia, hipertensão, alterações na cor do cabelo, náuseas, vómitos, diminuição do apetite, fadiga/astenia, dores de cabeça (cefaleias) e disgeusia (distúrbios do paladar).

Reações Adversas Graves e Clinicamente Significativas

As preocupações de segurança mais graves identificadas na documentação oficial incluem a hepatotoxicidade grave e fatal, o que exige a monitorização frequente das provas de função hepática (ALT, AST, bilirrubina). Os riscos cardiovasculares são relevantes, incluindo a hipertensão (que ocorre frequentemente no início do tratamento), o prolongamento do intervalo QT (que pode, raramente, levar a Torsades de Pointes) e eventos tromboembólicos arteriais e venosos fatais. Outros eventos graves que requerem vigilância ou interrupção do tratamento incluem a perfuração ou fístula gastrointestinal (com casos fatais comunicados), eventos hemorrágicos (com casos fatais comunicados), a Síndrome de Leucoencefalopatia Posterior Reversível (RPLS/PRES) (com casos fatais comunicados) e a Doença Intersticial Pulmonar (DIP)/Pneumonite (com casos fatais comunicados).

Monitorização de Segurança e Restrições

É obrigatória uma vigilância apertada da função hepática, da pressão arterial, da função cardíaca (LVEF) e dos níveis de proteína na urina. Para gerir estas reações, são necessários ajustes específicos na dose ou interrupções temporárias. A utilização é contraindicada em doentes com hipersensibilidade conhecida à substância. O pazopanib não é recomendado para doentes com insuficiência hepática grave (bilirrubina > 3 vezes o LSN) e deve ser utilizado com precaução e uma dose reduzida na insuficiência hepática moderada. De um modo geral, não é recomendado em doentes pediátricos devido aos potenciais efeitos no crescimento dos órgãos. É aconselhada a suspensão temporária antes de procedimentos cirúrgicos programados, devido ao risco de comprometer a cicatrização de feridas.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

O perfil regulamentar oficial para a sobredosagem de pazopanib exige atenção médica imediata e baseia-se na gestão da toxicidade clínica grave. A experiência com a sobredosagem aguda é limitada e as apresentações clínicas documentadas refletem a expressão grave e exagerada de sinais conhecidos, tais como um cansaço extremo.

Caso ocorra uma suspeita de sobredosagem, as orientações oficiais determinam que os indivíduos procurem assistência médica imediata e contactem um Centro de Informação Antivenenos. Os serviços médicos de emergência devem ser contactados imediatamente se o indivíduo apresentar manifestações clínicas específicas de risco de vida, incluindo colapso, convulsões, dificuldade em respirar ou incapacidade de despertar.

O perfil regulamentar para a gestão da sobredosagem confirma que não existe um antídoto específico disponível para o pazopanib. Consequentemente, a intervenção hospitalar baseia-se inteiramente na prestação de tratamento sintomático e cuidados de suporte, o que requer uma observação médica estreita. Além disso, as informações oficiais de prescrição indicam que tentativas de procedimentos como a hemodiálise não deverão ser eficazes na eliminação do fármaco, devido à sua elevada ligação às proteínas plasmáticas. Não são detalhados ajustes específicos de risco ou gravidade para populações de doentes particulares nas secções oficiais relativas à sobredosagem.

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Usos terapêuticos de Pazopanib

O que o Pazopanib trata: principais utilizações e benefícios

O pazopanib é um tratamento sistémico relevante para a gestão de dois tipos específicos de tumores malignos avançados. O seu foco principal é apoiar o controlo da atividade da doença e promover o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.

O medicamento é habitualmente utilizado no carcinoma de células renais (CCR) avançado e em subtipos específicos de sarcoma das partes moles (SPM) avançado em adultos que receberam quimioterapia prévia. É aplicado em áreas onde é necessário suporte sintomático adicional para gerir a atividade tumoral generalizada ou progressiva.

Este tratamento é relevante em contextos que envolvem uma elevada carga sistémica, particularmente quando os sintomas se podem intensificar devido à propagação do tumor ou à progressão agressiva da doença.

“Este tratamento apoia o doente durante episódios difíceis, aliviando a carga global de sintomas em períodos sintomáticos.”

O principal benefício terapêutico ajuda na gestão da progressão da doença, o que geralmente contribui para um período de estabilidade da patologia. O uso deste tratamento pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional e ajuda a gerir conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos como resultado da natureza agressiva da neoplasia.


Facto Rápido: Alívio de Sintomas Relacionados com o Crescimento Tumoral

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Critérios de utilização e restrições

O pazopanib é um agente antineoplásico com regras de elegibilidade específicas baseadas na população, definidas por autoridades reguladoras.

Quem é Elegível?

  • Adultos (com idade igual ou superior a 18 anos) com carcinoma de células renais (CCR) avançado ou com subtipos específicos de sarcoma das partes moles (SPM) avançado que tenham recebido quimioterapia prévia.

Contraindicações Absolutas (Não Deve Utilizar)

Contraindicação Condição Base da Fonte
Hipersensibilidade Alergia conhecida ao pazopanib ou a qualquer componente da formulação. Rótulo Regulamentar
Idade Doentes pediátricos com menos de 2 anos de idade. Rótulo Regulamentar

Restrições Relacionadas com a Elegibilidade

  • Compromisso Hepático: O uso não é recomendado em doentes com compromisso hepático grave (bilirrubina total >3 vezes o limite superior do normal). Doentes com compromisso hepático moderado são elegíveis, mas requerem uma redução oficial da dose.
  • Compromisso Renal: O uso não é recomendado em doentes com compromisso renal grave (depuração da creatinina <30 mL/min) devido à falta de experiência nesta população. Não é necessário qualquer ajuste para compromisso ligeiro a moderado.
  • Historial Clínico: O pazopanib não deve ser utilizado em doentes com historial de hemoptise, hemorragia cerebral ou hemorragia gastrointestinal clinicamente significativa nos últimos seis meses.
  • Estado Reprodutivo: O uso durante a gravidez não é recomendado, pois o fármaco pode causar danos fetais. A amamentação não é recomendada durante o tratamento. As mulheres com potencial reprodutivo devem utilizar métodos de contraceção eficazes.
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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos

O perfil de interação do pazopanib é documentado essencialmente pela sua atividade metabólica e de transporte, que determina a forma como outros medicamentos afetam a sua exposição sistémica. Inibidores fortes do CYP3A4, como o cetoconazol, e inibidores da glicoproteína-P/BCRP aumentam significativamente as concentrações plasmáticas de pazopanib. Inversamente, a coadministração crónica com indutores fortes do CYP3A4, como a rifampicina, não é recomendada devido à possibilidade de uma diminuição da exposição. O pazopanib também atua como inibidor das enzimas CYP3A4, CYP2D6 e CYP2C8, uma propriedade que exige cautela com agentes coadministrados que possuam um intervalo terapêutico estreito.

O perfil regulamentar inclui também precauções farmacodinâmicas específicas. A coadministração com sinvastatina está documentada como aumentando o risco de elevações da ALT. Além disso, recomenda-se precaução com medicamentos que prolonguem o intervalo QT.

A administração está sujeita a regras de temporização obrigatórias. A ingestão de alimentos aumenta significativamente a exposição ao pazopanib, exigindo que o medicamento seja administrado sem alimentos, especificamente uma hora antes ou duas horas após uma refeição. Agentes que aumentam o pH gástrico, como os inibidores da bomba de protões (IBP), devem ser evitados, uma vez que diminuem a exposição ao pazopanib. Os antiácidos de ação curta requerem uma separação de várias horas. Relativamente a considerações de interação específicas da população, a utilização não é recomendada em doentes com insuficiência hepática grave devido à exposição reduzida e variável.

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Mecanismo de ação

Como o Pazopanib Atua: Mecanismo de Ação

O pazopanib funciona como um Inibidor da Tirosina Quinase (TKI) multialvo. A sua ação principal consiste em ligar-se ao bolso intracelular de ligação do ATP de várias Recetores de Tirosina Quinase (RTKs) fundamentais, nomeadamente o VEGFR-1, -2, -3, o PDGFR-alfa e -beta e o c-Kit. Este bloqueio molecular impede a fosforilação e a ativação destes RTKs, suprimindo assim o início das cascatas de sinalização intracelular subsequentes.

Ao interferir com a sinalização do VEGFR, o pazopanib interrompe as vias essenciais para a formação de novos vasos sanguíneos, interferindo, consequentemente, com a angiogénese patológica. Este processo limita o fornecimento de sangue e a entrega de nutrientes ao tecido afetado, o que induz a regressão e a normalização vascular.

A inibição simultânea do PDGFR e do c-Kit limita a ativação de cascatas de sobrevivência a jusante que são críticas, incluindo as vias PI3K/AKT/mTOR e RAF/MEK/ERK. Esta interferência molecular modula as populações celulares através da diminuição da proliferação e do aumento da apoptose (morte celular programada).

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Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Pazopanib: Orientações Oficiais de Administração

O pazopanib é um medicamento para tratamento sistémico, administrado por via oral sob a forma de comprimidos revestidos por película. As orientações oficiais de administração definem um regime diário rigoroso para garantir uma exposição sistémica constante.


Dose Padrão e Frequência

A dose inicial padrão recomendada para adultos com carcinoma de células renais (CCR) avançado ou sarcoma dos tecidos moles (STM) avançado é de 800 mg, tomados uma vez por dia. Esta dose de pazopanib não deve ultrapassar os 800 mg por dia. O regime é, geralmente, contínuo, prolongando-se até à progressão da doença ou ao desenvolvimento de efeitos secundários intoleráveis.

Os ajustes na administração são habitualmente realizados em incrementos ou reduções de 200 mg, com base na tolerabilidade individual. Por exemplo, a dose deve ser reduzida para 400 mg, uma vez por dia, se for coadministrada com um inibidor forte do CYP3A4.


Condições de Administração e Manuseamento

Os comprimidos orais devem ser tomados sem alimentos. A administração deve ocorrer, pelo menos, uma hora antes ou duas horas após a ingestão de uma refeição. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros com água e não podem ser esmagados, partidos ou mastigados.

Na eventualidade de uma dose ser esquecida, esta não deve ser tomada se o tempo que resta até à dose seguinte agendada for inferior a 12 horas. Para populações específicas de doentes, tais como aqueles com insuficiência hepática moderada, a dose deve ser reduzida para 200 mg uma vez por dia. Não é necessário um ajuste inicial da dose para doentes com insuficiência renal que apresentem uma depuração da creatinina igual ou superior a 30 mL/min.

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Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Pazopanib


Evidência na Utilização em Carcinoma de Células Renais (CCR) Avançado

A investigação estudou o uso do pazopanib em doentes com cancro renal avançado. A principal evidência provém de ensaios clínicos de larga escala, que frequentemente envolveram a comparação do pazopanib com um placebo (uma substância inativa) ou com outros tratamentos em estudo. Estes estudos foram avaliados em condições marcadas por limitações funcionais relacionadas com o estádio avançado da doença. Foram desenhados para monitorizar os resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional ao longo de intervalos de tempo definidos.

Os achados destes ensaios fundamentais sugerem padrões que foram observados quando o pazopanib foi estudado, inclusive em comparação com outros tratamentos em estudo ou com um placebo. A investigação descreve padrões observados nos estudos relacionados com a forma como a doença progrediu nas populações observadas. É importante recordar que estes achados descrevem padrões de grupo, não resultados individuais.


Evidência na Utilização em Sarcoma das Partes Moles (SPM) Avançado

O pazopanib foi estudado para utilização no sarcoma das partes moles (SPM) avançado, um grupo de condições onde os sintomas podem variar em intensidade. A investigação nesta área explorou a forma como os sintomas evoluíram em doentes com diversos subtipos diferentes de SPM cuja doença continuou a progredir após quimioterapia prévia. Estes estudos foram avaliados num contexto de investigação que envolveu sintomas flutuantes ou instáveis. Os estudos principais para o SPM indicam padrões relacionados com resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade, os quais foram observados durante os períodos do estudo. A investigação destaca as alterações medidas durante o período do estudo, ajudando a contextualizar a forma como os doentes relataram a sua experiência com a condição.


Estudos de Longo Prazo e Seguimento

A investigação também analisou o curso de longo prazo das condições e o potencial para uma resposta sustentada em doentes que receberam pazopanib. A informação sobre os resultados de longo prazo deriva principalmente da observação prolongada de doentes que participaram nos ensaios iniciais. Os dados mostram padrões relacionados com o intervalo de tempo durante o qual foi observada uma resposta nalguns estudos. No entanto, os efeitos de longo prazo não estão totalmente estabelecidos e as durações do seguimento foram limitadas nos ensaios clínicos principais iniciais.


Evidência em Grupos Específicos de Doentes (Populações Especiais)

A investigação explorou a forma como o pazopanib afeta grupos cujo estado de saúde ou idade podem alterar a forma como o corpo processa o medicamento. Especificamente, foram observados estudos em adultos seniores, bem como em doentes que tinham condições pré-existentes que afetavam o fígado ou os rins. Para doentes com função hepática comprometida, os estudos mostram padrões relacionados com a forma como o corpo manipula o medicamento, o que pode ser relevante para as considerações clínicas conforme estudado na investigação. Os dados para certos grupos, tais como crianças ou populações relacionadas com a gravidez, permanecem insuficientes.


O que Ainda é Incerto na Investigação sobre o Pazopanib

Embora um corpo significativo de investigação tenha sido estudado para o pazopanib, diversas áreas requerem ainda investigação adicional. Carece de evidência comparativa para comparações diretas de longo prazo com todas as terapias concorrentes, e a investigação foca-se frequentemente em alterações de sintomas de curto prazo em vez de resultados ao longo de décadas. Os achados foram mistos relativamente à sequência ideal de terapias. Os resultados dos estudos refletem as condições específicas sob as quais foram conduzidos e a qualidade da evidência varia entre os estudos. Isto significa que a síntese de toda a corpo de evidência ainda revela lacunas principais de evidência que a investigação futura poderá ter de abordar para melhorar a certeza para os doentes.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Pazopanib (FAQ)


P: O Pazopanib é o mesmo que o Votrient?

R: Votrient é o nome comercial sob o qual a substância ativa cloridrato de pazopanib é comercializada. Portanto, ambos se referem ao mesmo medicamento.


P: O que é um "inibidor da tirosina quinase" em termos simples?

R: O pazopanib é classificado formalmente como um medicamento antineoplásico direcionado, designado por inibidor da proteína quinase ou ITK. Isto significa que bloqueia enzimas específicas (quinases) no interior das células cancerígenas que sinalizam o tumor para crescer, espalhar-se e formar novos vasos sanguíneos.


P: O Pazopanib causa queda de cabelo?

R: A alteração da cor do cabelo (despigmentação) está listada como um efeito secundário muito comum do pazopanib nas informações oficiais do produto. Embora o enfraquecimento ou a queda de cabelo (alopécia) nem sempre constem entre as reações mais frequentes, existem relatos da sua ocorrência.


P: O Pazopanib causa retenção de líquidos ou inchaço?

R: A retenção de líquidos (edema) ou o inchaço não são habitualmente listados como efeitos secundários muito comuns (observados numa frequência igual ou superior a 1 em cada 10 doentes) nos documentos regulamentares oficiais. A observação de qualquer inchaço ou retenção de líquidos requer a consulta de um profissional de saúde.


P: O que devo fazer se a minha pele mudar de cor durante o uso de Pazopanib?

R: As alterações na cor da pele (hipopigmentação) são um efeito secundário relatado do pazopanib. A consulta de um profissional de saúde é importante se observar qualquer novo efeito secundário, como a descoloração da pele.


P: Existem efeitos secundários comuns a longo prazo com o uso de Pazopanib?

R: Os documentos oficiais indicam que o fármaco é frequentemente tomado a longo prazo, durando até que a doença progrida ou que os efeitos secundários se tornem intoleráveis. Riscos graves de segurança, como danos hepáticos severos, hipertensão arterial e problemas cardíacos, exigem uma monitorização cuidadosa durante todo o curso do tratamento, e não apenas no início.


P: Que exames são feitos antes de iniciar o tratamento com Pazopanib?

R: Os documentos regulamentares exigem a verificação de certos indicadores de saúde antes do início do tratamento. Isto inclui análises ao sangue para verificar a função hepática e a monitorização da tensão arterial é necessária como parte da verificação antes de iniciar o tratamento. A monitorização da função cardíaca também pode ser considerada para determinados doentes.


P: É comum as pessoas interromperem o Pazopanib devido a efeitos secundários?

R: Os rótulos regulamentares fornecem regras detalhadas para interromper, reduzir ou parar permanentemente a dose caso ocorra um efeito secundário grave. Isto indica que a gestão de reações adversas graves é uma estratégia de risco conhecida e documentada nas orientações oficiais.


P: O Pazopanib pode interagir com suplementos de ervas?

R: Sim, as informações oficiais do produto afirmam que indutores fortes da CYP3A4, como o produto à base de plantas Erva de S. João (Hipericão), não são habitualmente recomendados. A toma destes produtos pode reduzir o nível de pazopanib no sangue, tornando-o potencialmente menos eficaz.


P: O Pazopanib interage com analgésicos comuns como o paracetamol?

R: O paracetamol é geralmente mencionado nos guias do doente como uma opção aceitável para o alívio de dores ligeiras durante esta terapia. No entanto, as orientações oficiais indicam que um profissional de saúde é a fonte adequada para questões sobre novos medicamentos de venda livre.


P: Posso tomar multivitaminas ou suplementos enquanto tomo Pazopanib?

R: Consultar um profissional de saúde é um passo importante antes de iniciar quaisquer vitaminas, suplementos ou produtos de saúde naturais. As informações regulamentares indicam que alguns destes produtos podem interferir com a forma como o pazopanib é processado no organismo.


P: Que tipo de dieta é recomendada durante o tratamento com Pazopanib?

R: O rótulo regulamentar oficial não recomenda uma dieta específica, como um regime de baixo teor de gordura ou alto teor de proteína. O rótulo especifica que o fármaco deve ser tomado sem alimentos e que certos produtos, como a toranja, devem ser evitados.


P: O uso de Pazopanib afeta a fertilidade?

R: As informações oficiais do produto indicam que, com base em estudos animais, o pazopanib pode causar danos no feto. Por este motivo, o uso de contraceção eficaz é um requisito regulamentar para mulheres que possam engravidar durante o tratamento.


P: Homens que tomam Pazopanib podem ser pais?

R: O uso de preservativo é um requisito regulamentar específico para homens caso a sua parceira esteja grávida ou tenha potencial reprodutivo, durante o tratamento e por um período após o mesmo. Esta precaução é necessária devido ao risco de danos fetais.


P: O Pazopanib é um tratamento paliativo ou curativo?

R: O pazopanib é indicado para cancro avançado, o que significa que a doença começou a espalhar-se. A evidência científica oficial foca-se em resultados como o controlo da propagação dos tumores e o prolongamento da sobrevivência livre de progressão.


P: Qual é a diferença entre o Pazopanib e o Sunitinib?

R: São medicamentos diferentes, embora ambos pertençam à classe de terapias direcionadas ITK. O pazopanib foi comparado diretamente ao sunitinib em grandes ensaios clínicos, onde os investigadores notaram perfis de segurança distintos entre os dois fármacos, tais como questões cardíacas.


P: Qual é a taxa de sucesso geral do Pazopanib em estudos clínicos?

R: Os estudos clínicos mediram a eficácia do fármaco utilizando indicadores como a sobrevivência livre de progressão (SLP), que acompanha quanto tempo um doente vive sem que a doença se agrave. Para o cancro renal avançado, a mediana de SLP para doentes a tomar pazopanib no estudo principal foi de 9,2 meses, em comparação com 4,2 meses para o placebo.


P: O Pazopanib foi estudado em combinação com outros tratamentos?

R: O pazopanib foi estudado principalmente como monoterapia (agente único) nos seus ensaios fundamentais. Os documentos oficiais também mencionam estudos onde foi comparado ou, nalguns casos, combinado com outros tratamentos oncológicos em contexto de investigação.


P: Existem ensaios clínicos em curso relacionados com o Pazopanib?

R: A aprovação regulamentar baseia-se em estudos de investigação clínica que foram concluídos. Informações sobre quaisquer ensaios clínicos atuais ou em curso relacionados com o pazopanib podem ser encontradas nos registos oficiais de ensaios governamentais, que acompanham novas investigações.


P: Existe uma versão genérica do Pazopanib disponível?

R: Sim, as autoridades reguladoras aprovaram versões genéricas de comprimidos de cloridrato de pazopanib.

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Como Pazopanib deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Pazopanib

As instruções seguintes baseiam-se nos requisitos regulamentares oficiais para a conservação e eliminação dos comprimidos de pazopanib.

Requisitos de Conservação

O pazopanib deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 15°C e os 30°C (59°F e 86°F). O medicamento deve ser mantido no seu recipiente original, com a tampa bem fechada, para o proteger do calor excessivo e da humidade; por este motivo, o armazenamento na casa de banho é desaconselhado. Por segurança, o pazopanib deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças e protegido por uma tampa resistente à abertura por crianças.

Instruções de Eliminação

O pazopanib não utilizado ou fora do prazo de validade é classificado como resíduo farmacêutico e não deve ser eliminado no lixo doméstico, nem despejado no cano ou na sanita. A eliminação deve cumprir rigorosamente os requisitos locais para produtos medicinais perigosos. Os doentes devem devolver os medicamentos não utilizados numa farmácia ou entregá-los num programa de recolha de resíduos farmacêuticos designado para a sua destruição adequada.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Equivalente a Pazopanib encontrado em:

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