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Myfortic

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Myfortic

Forma selecionada

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Método de ação: Immunosuppressive

Opção de tratamento: Kidney Transplant

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Myfortic

Factos Rápidos sobre o Myfortic

Propriedade Descrição
Substância ativa Ácido micofenólico (MPA) sob a forma de sal sódico
Forma farmacêutica Comprimidos gastrorresistentes (libertação modificada)
Classe farmacológica Agente imunossupressor, Antimetabolito
Uso comum Prevenção da rejeição de órgãos em doentes transplantados renais
Origem Derivado sintético

Que tipo de medicamento é o Myfortic?

O Myfortic é um medicamento sujeito a receita médica, classificado oficialmente como um imunossupressor antimetabolito. O seu composto ativo é o ácido micofenólico (MPA), que é administrado sob a forma de sal de micofenolato de sódio. Esta classificação indica que o medicamento atua interferindo com os processos metabólicos vitais das células imunitárias. Estudos farmacológicos reconhecem a sua eficácia, confirmando que o seu mecanismo envolve o bloqueio seletivo da enzima IMPDH, que é crítica para a proliferação dos linfócitos. A substância medicinal é um derivado sintético baseado num composto de origem natural.

Composição e Forma: A Formulação de Libertação Modificada

O Myfortic é fornecido na forma de um comprimido gastrorresistente, também designado como comprimido com revestimento entérico, uma característica de conceção distintiva que assegura a entrega ideal da substância ativa. O revestimento protetor foi desenvolvido para atravessar o ambiente ácido do estômago, evitando a dissolução até que o comprimido atinja o intestino delgado, onde o ambiente é menos ácido. Esta libertação controlada é um fator diferenciador crucial, que visa melhorar a tolerabilidade gastrointestinal ao mesmo tempo que garante a absorção eficaz da fração de ácido micofenólico.

Qual é o Objetivo Principal do Myfortic?

O objetivo central do Myfortic é a profilaxia da rejeição de órgãos após um transplante renal alogénico (transplante de rim). O fármaco alcança este propósito ao limitar seletivamente a proliferação e a mobilização dos linfócitos, que são as principais células imunitárias responsáveis por atacar tecidos estranhos. Esta ação direcionada é fundamental para apoiar o sucesso da sobrevivência a longo prazo do órgão doado.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Myfortic?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Myfortic é determinado diretamente pela sua função como imunossupressor antimetabolito, o que aumenta a suscetibilidade a infeções e a outros eventos adversos. Os documentos regulamentares classificam as reações adversas com base na sua frequência de ocorrência em estudos clínicos.

Classificações por Frequência e Sistemas

As reações adversas são agrupadas formalmente de acordo com o sistema corporal afetado (Classe de Sistemas de Órgãos). Os eventos são categorizados pela sua incidência, sendo as categorias Muito Frequentes (afetam 1 ou mais em cada 10 doentes) e Frequentes (afetam 1 ou mais em cada 100 doentes) as categorias documentadas com maior regularidade.

Classificação Sistema Principal Afetado Exemplos de Reações Adversas
Muito Frequentes Doenças do Sangue e do Sistema Linfático Leucopenia (redução do número de glóbulos brancos), Anemia
Muito Frequentes Doenças Gastrointestinais Diarreia, Vómitos, Náuseas, Dor abdominal
Frequentes Infeções e Infestações Infeções do Trato Urinário, Candidíase
Frequentes Vasculopatias Hipertensão (pressão arterial elevada)

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

As informações oficiais destacam o risco de Infeções Graves e um risco aumentado de neoplasias malignas, incluindo linfomas e cancros da pele, devido à supressão do sistema imunitário. Estão também documentados riscos raros, mas graves, como a Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LMP) e a Aplasia Pura da Série Vermelha (APSV).

As restrições específicas para certas populações são fundamentais: o medicamento está contraindicado durante a gravidez, devido ao elevado risco documentado de aborto espontâneo e malformações congénitas. Além disso, os eventos adversos podem ser mais frequentes no início do tratamento, e a sua ação imunossupressora pode reduzir a eficácia pretendida das vacinas.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Âmbito da Sobredosagem

As manifestações mais significativas e esperadas de uma sobredosagem aguda de ácido micofenólico, o componente ativo do Myfortic, envolvem os sistemas hematológico e gastrointestinal. Especificamente, os quadros de sobredosagem documentados consistem sobretudo em anomalias sanguíneas, incluindo a leucopenia (baixo número de glóbulos brancos) e a neutropenia (baixo número de neutrófilos), a par de diversos sintomas gastrointestinais.

Embora os dados sobre sobredosagem sejam considerados escassos, existe um potencial reconhecido para a ocorrência de imunossupressão grave quando os níveis plasmáticos do fármaco são excessivamente elevados. As estratégias de gestão clínica focam-se na redução da exposição ao medicamento.

Ação de Emergência Necessária

É necessária assistência médica imediata caso uma pessoa tenha tomado mais do que a dose prescrita de Myfortic ou tenha, de outra forma, utilizado uma quantidade excessiva de micofenolato. Deve procurar ajuda médica de emergência de imediato, o que pode incluir contactar os serviços de urgência locais ou um centro de informação antivenenos.

Os procedimentos clínicos padrão para gerir a sobredosagem desta substância podem envolver medidas para limitar a sua absorção. Uma vez que o fármaco se liga extensamente às proteínas plasmáticas, não se espera que a hemodiálise remova quantidades clinicamente significativas de ácido micofenólico do organismo. Em alternativa, os profissionais de saúde podem considerar o uso de agentes que interferem com a recirculação entero-hepática, tais como o carvão ativado por via oral ou a colestiramina, para ajudar a diminuir a exposição sistémica.

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Usos terapêuticos de Myfortic

O que o Myfortic trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Myfortic é habitualmente utilizado em contextos clínicos que envolvem a prevenção da rejeição de órgãos em doentes que foram submetidos a um transplante renal. É amplamente utilizado na profilaxia da rejeição de órgãos em doentes adultos e em determinados pacientes da população pediátrica que receberam um transplante de rim.

A aplicação central foca-se em condições caracterizadas por períodos de sintomas agravados relacionados com o risco de rejeição do órgão. O Myfortic é aplicado em contextos de gestão do risco de episódios de rejeição aguda e é um elemento fundamental da terapêutica imunossupressora de manutenção. As principais condições e cenários para os quais o medicamento é relevante incluem a profilaxia da rejeição de órgãos após transplante renal alogénico e a gestão de certas condições que envolvem danos crónicos mediados pelo sistema imunitário, como a nefrite lúpica ativa.

“O benefício primário auxilia na manutenção da estabilidade funcional do órgão transplantado, apoiando os doentes na gestão do risco de eventos sintomáticos agudos.”

Esta gestão de suporte contribui para a melhoria do conforto durante as fases sintomáticas, o que ajuda o doente a lidar de forma mais constante com os desafios a longo prazo. O benefício terapêutico apoia o doente durante episódios difíceis, aliviando o mal-estar e ajudando a gerir sintomas crónicos associados a condições autoimunes.


Facto Rápido: Relevante para o Stress Funcional
O Myfortic é comummente utilizado para ajudar a gerir sintomas que criam um esforço fisiológico percetível, particularmente em recetores de transplantes, onde ajuda a manter uma sensação de estabilidade durante as fases sintomáticas.
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Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Myfortic?

Esta secção define a elegibilidade da população para o Myfortic (micofenolato de sódio) estritamente com base na documentação regulamentar oficial.


Populações com Utilização Estabelecida

O Myfortic está oficialmente indicado para doentes adultos e doentes pediátricos com idade igual ou superior a 5 anos que tenham recebido um transplante renal alogénico (rim). A sua utilização está estabelecida como parte de um regime imunossupressor combinado que inclui a ciclosporina e corticosteroides. A segurança e a eficácia do Myfortic não estão estabelecidas em crianças com idade inferior a cinco anos.


Inelegibilidade Absoluta (Contraindicações)

O Myfortic está contraindicado e não deve ser utilizado nas seguintes populações:

Classificação População ou Condição
Hipersensibilidade Doentes com alergia conhecida ao micofenolato de sódio, ao ácido micofenólico (MPA), ao micofenolato de mofetil (MMF) ou a qualquer um dos excipientes da formulação.
Estado Reprodutivo Mulheres grávidas e mulheres com potencial reprodutivo que não utilizem métodos contracetivos altamente eficazes.
Condição Hereditária Doentes com uma deficiência hereditária rara de HGPRT (por exemplo, síndrome de Lesch-Nyhan).

Condições que Requerem Precaução ou Monitorização

As informações oficiais exigem uma monitorização cuidadosa em doentes com comprometimento renal crónico grave (Taxa de Filtração Glomerular — GFR le 25 mLcdot min^-1cdot 1,73 m^-2). O medicamento deve ser administrado com precaução em doentes que apresentem doença ativa grave do sistema digestivo, tal como ulceração ou hemorragia gastrointestinal.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O perfil regulamentar oficial do Myfortic foca-se em padrões de interação documentados que afetam principalmente a exposição sistémica ao ácido micofenólico (MPA). Estas interações são classificadas com base no seu potencial para diminuir os níveis do fármaco ou para competir pelas vias de eliminação.

Interações que Afetam a Exposição ao Fármaco

Diversos produtos podem reduzir significativamente a exposição ao MPA, não sendo geralmente recomendada a sua coadministração. Estes incluem antiácidos que contenham magnésio e alumínio, bem como agentes que interferem com a necessária recirculação do MPA através do fígado e do intestino (recirculação entero-hepática), tais como a colestiramina e o sevelâmero. Certos antibióticos, como a norfloxacina e o metronidazol, e o agente antituberculoso rifampicina, também se enquadram nesta restrição. Está documentado que a coadministração com ciclosporina resulta na redução das concentrações de MPA.

Outro tipo de interação envolve a competição pela eliminação renal. Medicamentos que partilham a mesma via de secreção tubular renal, como o aciclovir ou o ganciclovir, podem levar ao aumento das concentrações plasmáticas tanto do fármaco coadministrado como do metabolito do MPA, o MPAG.

Outras Restrições Documentadas

Considerações farmacodinâmicas exigem que as vacinas vivas atenuadas sejam evitadas devido ao efeito imunossupressor; adicionalmente, o uso de contracetivos hormonais orais requer a utilização de métodos de barreira complementares devido à redução da eficácia. Para doentes com insuficiência renal, o aumento acentuado da exposição ao metabolito MPAG é uma consideração específica documentada para esta população.

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Mecanismo de ação

O Myfortic (ácido micofenólico, MPA) atua como um imunossupressor seletivo, interferindo com as vias metabólicas fundamentais das células primárias do sistema imunitário.


Inibição Enzimática e Depleção de Nucleótidos

A ação do fármaco inicia-se ao nível molecular, onde atua como um inibidor não competitivo e reversível da enzima desidrogenase do monofosfato de inosina (IMPDH). Este bloqueio específico interrompe a síntese de novo da guanosina trifosfato (GTP) e de outros nucleótidos vitais, que são precursores necessários para a síntese do ADN e do ARN.


Citostase Seletiva de Linfócitos T e B

O mecanismo é altamente seletivo porque os linfócitos T e B, as células-chave que conduzem a resposta imunitária, dependem criticamente da via mediada pela IMPDH para o seu crescimento e multiplicação rápidos. Esta privação de nucleótidos resulta num potente efeito citostático, interrompendo especificamente a proliferação destas células imunitárias, enquanto apresenta um impacto comparativamente limitado no metabolismo da maioria das outras células do organismo, que podem utilizar uma via alternativa não visada.


Supressão da Resposta Imunitária Proliferativa

Ao impedir o crescimento de linfócitos T e B ativados, o Myfortic interrompe a capacidade do organismo de organizar uma resposta imunitária coordenada e de grande escala. A consequência fisiológica deste bloqueio direcionado é a supressão da imunidade tanto celular como humoral, o que cria um estado de resposta imunitária celular suprimida.

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Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Myfortic: Diretrizes Oficiais de Administração

A administração do Myfortic (micofenolato de sódio) é regida por instruções oficiais que estruturam a sua utilização como parte de um regime imunossupressor de longo prazo e de associação farmacológica após um transplante renal. A terapêutica deve ser iniciada e mantida sob a supervisão de especialistas qualificados em transplantes.


Âmbito da Administração

Instrução Detalhe
Via de Administração O medicamento é tomado por via oral (pela boca).
Esquema Posológico (Adultos) A dose de manutenção padrão é de 720 mg administrados duas vezes ao dia (BID), perfazendo um total diário de 1.440 mg (1,44 g).
Esquema Posológico (Pediátrico) Para doentes com idade igual ou superior a 5 anos que estejam, pelo menos, no sexto mês pós-transplante, a dose é de 400 mg/m^2 de área de superfície corporal (BSA) duas vezes ao dia, não excedendo o máximo diário de 1.440 mg recomendado para adultos.
Frequência e Horários O regime padrão é de duas tomas diárias. Os comprimidos devem ser tomados de forma consistente em relação às refeições: as diretrizes dos EUA especificam o uso em jejum (1 hora antes ou 2 horas após a comida), enquanto as diretrizes da UE indicam que os doentes devem aderir com consistência a uma das opções (com ou sem alimentos).
Condição de Procedimento Especial O Myfortic é administrado como um componente obrigatório de uma terapêutica combinada, que inclui habitualmente a ciclosporina e corticosteroides.

Requisitos de Administração

O Myfortic é fornecido na forma de comprimidos gastrorresistentes que devem ser engolidos inteiros para assegurar a integridade do seu revestimento protetor. Os comprimidos não devem ser esmagados, mastigados ou partidos. Geralmente, não é necessário qualquer ajuste posológico para adultos mais velhos (65 anos ou mais), e a modificação da dose não é habitualmente exigida durante episódios de rejeição aguda do órgão. No caso de esquecimento de uma dose, as orientações regulamentares aconselham a sua toma assim que possível, alertando para que não se tome uma dose dupla para compensar. Estas regras definem a estrutura procedimental padronizada para a utilização do medicamento, conforme delineado nos documentos regulamentares.

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Evidência clínica recente

Myfortic: Evidência Clínica Recente

A investigação científica tem explorado a utilização do Myfortic (micofenolato de sódio) na prevenção da rejeição aguda de órgãos em adultos recetores de transplante renal. Os estudos investigam primordialmente se o Myfortic, quando utilizado em combinação com outros imunossupressores (como a ciclosporina e os corticosteroides), influencia a taxa de episódios de rejeição aguda comprovada por biópsia durante o primeiro ano após o transplante.

Eficácia e Contexto dos Estudos

Os ensaios clínicos fundamentais para o registo do fármaco analisaram a eficácia do Myfortic em comparação com outros agentes imunossupressores disponíveis. Nestes estudos, o desfecho primário foi habitualmente definido como a percentagem de participantes que registaram falência do tratamento — uma medida composta que inclui a perda do enxerto, rejeição aguda ou descontinuação prematura devido a efeitos adversos. A investigação explorou a necessidade de terapêutica de resgate e mediu a percentagem de doentes sem episódios de rejeição aguda.

Foram publicados estudos relevantes que examinam os padrões de utilização e a tolerabilidade a longo prazo. Os dados clínicos focam-se frequentemente na formulação gastrorresistente para verificar se esta poderá estar associada a diferenças nos eventos adversos gastrointestinais em comparação com a formulação de libertação imediata (micofenolato de mofetil). A evidência destes estudos é utilizada para informar os protocolos de tratamento atuais relativos à manutenção da imunossupressão.

Dados de Segurança em Ensaios Clínicos

Os perfis de segurança foram avaliados ao longo do programa de ensaios clínicos. Os eventos adversos observados com maior frequência incluíram infeções (por exemplo, por citomegalovírus), neutropenia e problemas gastrointestinais. Os investigadores continuam a analisar dados de longo prazo para detetar qualquer influência potencial no risco de infeção e nas taxas de neoplasias malignas em recetores de transplantes.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas Frequentes sobre o Myfortic (FAQ)


P: Qual é a diferença entre o Myfortic e o medicamento CellCept ou o micofenolato de mofetil? O Myfortic contém ácido micofenólico (MPA) como substância ativa, enquanto o CellCept contém micofenolato de mofetil (MMF). O Myfortic é formulado como um comprimido com revestimento entérico (gastrorresistente) de libertação modificada, concebido para se dissolver no intestino em vez de no estômago. As informações oficiais de rotulagem indicam que estes produtos não são permutáveis entre si.


P: O que significa o termo 'imunossupressor' em relação ao Myfortic? O Myfortic é classificado como um imunossupressor antimetabolito. Isto significa que o seu mecanismo envolve a interferência seletiva no crescimento e na multiplicação de células imunitárias específicas, chamadas linfócitos. Estas células são as principais responsáveis pela resposta de rejeição contra um órgão transplantado.


P: O Myfortic aumenta a sensibilidade ao sol ou o risco de cancro da pele? A informação oficial do produto refere que a sua utilização está associada a um risco acrescido de desenvolver certas neoplasias, incluindo o cancro da pele. A recomendação regulamentar consiste em limitar a exposição ao sol e à luz ultravioleta (UV), utilizando vestuário de proteção e protetor solar com um fator de proteção elevado.


P: O Myfortic pode afetar a fertilidade em homens ou mulheres? O medicamento está contraindicado (não deve ser utilizado) durante a gravidez devido aos elevados riscos de aborto espontâneo e de malformações congénitas. As informações oficiais enfatizam a necessidade de as mulheres com potencial reprodutivo utilizarem métodos contracetivos altamente eficazes. Os documentos oficiais incluem também advertências específicas para homens com potencial reprodutivo.


P: O Myfortic é um medicamento que precisa de ser tomado a longo prazo? De acordo com a documentação oficial, o Myfortic está indicado para a profilaxia (prevenção) da rejeição de órgãos e é prescrito como parte de um regime imunossupressor de longo prazo após um transplante renal.


P: O Myfortic pode ser tomado com segurança com antiácidos ou inibidores da bomba de protões? Os documentos oficiais descrevem que os antiácidos que contêm magnésio e alumínio podem reduzir os níveis de Myfortic no organismo, sendo a coadministração geralmente desaconselhada. No entanto, estudos com um inibidor da bomba de protões (IBP) comum não revelaram alterações nos níveis de Myfortic.


P: Por que razão os doentes mudam, por vezes, do CellCept para o Myfortic? A formulação de libertação modificada e com revestimento entérico do Myfortic foi estudada para investigar potenciais diferenças nos eventos adversos gastrointestinais em comparação com a formulação de libertação imediata. A diferença no design sugere um potencial benefício na tolerabilidade gastrointestinal, que é uma área de foco central quando se consideram ajustes no tratamento.


P: O Myfortic afeta a pressão arterial ou os níveis de colesterol? A hipertensão (pressão arterial elevada) é listada como uma reação adversa muito frequente nos documentos regulamentares. A informação relativa ao efeito nos níveis de colesterol não é consistentemente reportada como um evento adverso frequente ou muito frequente.


P: O Myfortic causa efeitos secundários comuns como dor de cabeça ou fadiga? Os documentos regulamentares oficiais listam tanto a dor de cabeça como a fadiga (astenia) como reações adversas comuns sentidas pelos doentes que tomam este medicamento.


P: Existem alimentos específicos descritos como interagindo com o Myfortic? Estudos indicam que tomar Myfortic com uma refeição rica em gorduras não tem efeito na quantidade total de fármaco que o organismo absorve. No entanto, algumas recomendações oficiais sugerem a toma do medicamento com o estômago vazio para ajudar a evitar a variabilidade na absorção.


P: Por que razão é tão importante evitar a exposição solar ao tomar este medicamento? As informações oficiais aconselham a limitar a exposição à luz solar e UV devido à ação imunossupressora do medicamento, que leva a um risco aumentado de desenvolver cancro da pele. O uso de vestuário protetor e de protetor solar faz parte das orientações de segurança obrigatórias.


P: Como é avaliada a segurança do Myfortic ao longo do tempo? A segurança é monitorizada principalmente através de exames laboratoriais regulares. Os hemogramas completos são habitualmente monitorizados com frequência durante os meses iniciais de tratamento (semanalmente, depois duas vezes por mês) e, posteriormente, mensalmente durante o primeiro ano para detetar distúrbios sanguíneos.


P: Quais são os riscos descritos relativamente ao uso prolongado do Myfortic? O uso a longo prazo está associado a certos riscos descritos nos documentos regulamentares. Estes incluem uma maior probabilidade de infeções graves, incluindo infeções oportunistas, e um risco aumentado de desenvolver neoplasias malignas, como linfomas e cancros da pele.


P: Com que rapidez é que o Myfortic começa a fazer efeito após o início do tratamento? Os documentos regulamentares referem que o tratamento deve ser iniciado nas 72 horas seguintes ao transplante. Os dados farmacocinéticos indicam que a substância ativa atinge a sua concentração máxima no sangue aproximadamente 1,5 a 2,5 horas após a administração.


P: Existem vitaminas ou suplementos de ervas comuns conhecidos por interagir com o Myfortic? Fontes gerais de interação indicam potenciais interações moderadas entre produtos de micofenolato e certas preparações multivitamínicas ou minerais. Os recursos regulamentares sugerem que a avaliação por um profissional de saúde é apropriada antes da coadministração destas preparações.


P: Qual é o papel das análises ao sangue regulares para quem toma Myfortic? São necessárias análises sanguíneas regulares, incluindo hemogramas completos, para monitorizar distúrbios sanguíneos como a leucopenia (baixos glóbulos brancos) ou anemia, que são efeitos adversos comuns. São também utilizadas para detetar infeções virais, como o vírus BK e o CMV.


P: Existe uma versão genérica do Myfortic disponível? Sim, as autoridades regulamentares indicam que existem produtos genéricos de ácido micofenólico disponíveis. Estes produtos contêm a mesma substância ativa que o Myfortic.


P: Quais são os sinais de uma possível infeção que as pessoas que tomam Myfortic devem conhecer? Os folhetos informativos oficiais para o doente descrevem sintomas que devem ser reportados a um profissional de saúde. Estes incluem evidência de infeção, como temperatura igual ou superior a 38 °C, sintomas de constipação ou gripe (ex: dor de garganta), dor ao urinar ou manchas brancas na boca.


P: O Myfortic é utilizado para alguma doença autoimune? Embora a indicação principal seja a prevenção da rejeição de transplante renal, os rótulos oficiais em algumas regiões indicam também o seu uso para o tratamento de indução e manutenção de classes específicas de nefrite lúpica, que é uma doença autoimune.


P: É comum sentir alterações no cabelo, como enfraquecimento, ao tomar Myfortic? A alopecia (perda ou enfraquecimento do cabelo) é assinalada como uma reação adversa pouco frequente em alguns documentos regulamentares. Isto significa que é sentida por menos de 1 em cada 100 doentes.


P: O Myfortic afeta a função hepática e como é que isso é monitorizado? Testes de função hepática anómalos estão listados como uma reação adversa comum. Recomenda-se também a monitorização de doentes com infeção existente por Hepatite B ou C devido ao risco de reativação viral associado à imunossupressão.


P: O que deve ser feito se ocorrer uma reação adversa ao tomar Myfortic? As orientações oficiais enfatizam a necessidade de reportar prontamente sintomas específicos a um profissional de saúde, tais como qualquer evidência de infeção, hematomas inesperados, hemorragia ou qualquer manifestação de depressão da medula óssea.


P: Existem diferentes dosagens disponíveis de Myfortic? De acordo com a informação oficial do produto, o Myfortic está disponível em duas dosagens: 180 mg e 360 mg de ácido micofenólico. A disponibilidade pode variar dependendo do país.


P: Por que razão algumas pessoas sentem tremores ou nervosismo com o Myfortic? A ansiedade (relacionada com o nervosismo) é listada como uma reação adversa psiquiátrica comum ou muito frequente em alguns documentos regulamentares. Estes documentos não listam habitualmente os tremores entre as reações adversas mais frequentes para esta formulação específica.

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Como Myfortic deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação

Os comprimidos de Myfortic devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 15 °C e os 30 °C (59 °F a 86 °F). O recipiente deve ser mantido bem fechado e guardado num local seco para manter a estabilidade do medicamento. Este medicamento não necessita de refrigeração. Para preservar a integridade da formulação de libertação modificada, os comprimidos não devem ser esmagados, mastigados ou cortados. Mantenha o Myfortic, bem como todos os outros medicamentos, fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

O Myfortic não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado através de um programa de recolha de medicamentos autorizado ou envelopes de devolução, quando disponíveis. Em Portugal, isto é habitualmente feito através dos pontos de recolha autorizados nas farmácias. Caso não tenha acesso a uma opção de recolha oficial, o produto pode ser colocado nos resíduos domésticos seguindo este procedimento: misture primeiro o medicamento com uma substância indesejável, como borras de café usadas ou terra, e coloque a mistura num recipiente selado antes de o deitar fora. Os medicamentos não devem ser eliminados através das águas residuais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Myfortic encontrado em:

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