Meprobamate

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Meprobamate

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Meprobamate

O que é o Meprobamato?

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Meprobamato (C9H18N2O4)
Forma Farmacêutica Comprimidos, Cápsulas (Via Oral)
Classe Farmacológica Ansiolítico não benzodiazepínico, Tranquilizante menor
Uso Comum Alívio da ansiedade e da tensão física
Origem Composto orgânico sintético

Meprobamato: Classificação como Ansiolítico de Primeira Geração

O meprobamato é um composto orgânico sintético categorizado como um ansiolítico não benzodiazepínico e um tranquilizante menor. Este composto é um derivado do carbamato que atua primariamente como um depressor geral do sistema nervoso central (SNC). O fármaco representa um dos primeiros agentes farmacêuticos desenvolvidos com sucesso para o tratamento da ansiedade, tendo obtido a aprovação regulamentar inicial em 1955. A sua classificação distingue-o de classes farmacológicas mais recentes, reconhecendo, simultaneamente, as suas propriedades sedativas.

Estudos farmacológicos confirmam que o mecanismo do meprobamato envolve o reforço da sinalização inibitória do sistema do Ácido Gama-Aminobutírico (GABA) no cérebro, o que conduz a um estado de calma e redução da agitação nervosa. Além disso, revisões médicas reconhecem a eficácia específica do meprobamato na espinal medula ao reduzir os reflexos polissinápticos, o que contribui para a sua utilidade no alívio da hipertonia muscular esquelética frequentemente associada ao stress.

Composição, Forma e Finalidade Terapêutica Geral

O único princípio ativo deste medicamento é a substância química meprobamato. Está formulado para administração oral e apresenta-se tipicamente em formas farmacêuticas sólidas, especificamente comprimidos ou cápsulas, incluindo variantes concebidas para libertação prolongada.

O meprobamato está disponível como um produto de substância única, mas também pode ser encontrado em preparações combinadas. A finalidade terapêutica geral, derivada das suas ações farmacológicas, centra-se na dupla capacidade de aliviar sintomas de ansiedade e reduzir a tensão física, como quando um paciente experiencia tensão nervosa e rigidez muscular associada.

Quais efeitos secundários são possíveis com Meprobamate?

Informação de Segurança e Possíveis Efeitos Secundários

O perfil de segurança do meprobamato baseia-se em documentos regulamentares que organizam as reações adversas por frequência e pelo sistema de órgãos afetado. O foco principal recai sobre a depressão do sistema nervoso central (SNC), a hipersensibilidade e o potencial de dependência.

Âmbito das Reações Adversas

O Sistema Nervoso Central é a área principal onde ocorrem as reações adversas. Efeitos como sonolência, tonturas, dores de cabeça e ataxia (instabilidade motora ou falta de coordenação) são classificados na informação oficial como reações comuns ou muito comuns. Outros efeitos menos frequentes no SNC incluem vertigens e visão turva. Estão também documentadas reações paradoxais, como estados de excitação ou euforia.

As reações adversas graves, embora raras, estão explicitamente listadas e incluem eventos que podem colocar a vida em risco. Estas abrangem reações de hipersensibilidade sistémica grave, tais como a anafilaxia e a síndrome de Stevens-Johnson, frequentemente notificadas logo após as primeiras doses. Riscos hematológicos sérios, incluindo a agranulocitose e a anemia aplástica, são também riscos oficialmente documentados.

Restrições de Segurança e Populações Especiais

Dependência e Abstinência: O meprobamato é classificado como uma substância controlada devido ao risco documentado de dependência física e psicológica, particularmente após o uso prolongado de doses elevadas. A ocorrência de crises convulsivas é um risco específico assinalado no caso de uma interrupção súbita do tratamento.

As contraindicações incluem doentes com antecedentes de porfíria aguda intermitente ou hipersensibilidade conhecida a compostos de carbamato. As orientações oficiais referem que deve ser utilizada a dose mínima eficaz em doentes idosos e que o fármaco não é recomendado para crianças com idade inferior a seis anos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Manifestações de Sobredosagem e Consequências Graves

A sobredosagem de meprobamato apresenta um cenário clínico grave e potencialmente fatal, devido essencialmente à depressão profunda do Sistema Nervoso Central (SNC) e das funções cardiorrespiratórias. As manifestações listadas nos documentos regulamentares variam entre sonolência profunda, ataxia (falta de coordenação motora), disartria (fala arrastada) e a progressão para o estado de coma. A toxicidade grave afeta o sistema cardiovascular, resultando em desfechos documentados como hipotensão acentuada, choque, taquicardia e possível colapso cardiovascular. A sobredosagem pode também afetar o sistema renal, provocando oligúria (redução acentuada da urina) ou anúria (ausência de produção de urina).

Quando Procurar Ajuda Urgente

Qualquer suspeita de sobredosagem exige assistência médica imediata. As autoridades determinam que os pacientes ou cuidadores devem contactar imediatamente um centro de informação antivenenos. Os cuidados médicos urgentes e a hospitalização são necessários em todos os casos, particularmente naqueles que apresentem depressão profunda do SNC ou sinais de instabilidade cardiovascular. É obrigatória a observação rigorosa dos sinais vitais e do débito urinário durante a monitorização clínica.

Declarações Oficiais sobre a Gestão Clínica

O tratamento é estritamente sintomático e de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico para esta substância. Os procedimentos de gestão documentados na rotulagem oficial incluem intervenções como a lavagem gástrica ou a administração de carvão ativado, bem como medidas intensivas para controlar a hipotensão através da administração de fluidos e vasopressores. Em casos de exposição grave, podem ser utilizados procedimentos de eliminação do fármaco, como a hemodiálise. A informação regulamentar assinala que foram documentados desfechos fatais, especialmente em crianças, e recomenda-se cautela redobrada em pacientes com compromisso prévio das funções renal ou hepática.

Usos terapêuticos de Meprobamate

De acordo com as revisões médicas sobre a substância, o meprobamato é habitualmente utilizado em situações que apresentam episódios agudos de ansiedade. Este medicamento ajuda a tratar conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, sendo relevante quando a gestão sintomática de suporte é considerada adequada.

Alívio da Agitação Nervosa e da Tensão Emocional

Este fármaco é utilizado em situações que envolvem certos sintomas angustiantes de perturbações de ansiedade, tais como agitação nervosa pronunciada e tensão emocional generalizada. Apoia o paciente durante episódios difíceis ao atenuar o sofrimento e favorece o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.

Alívio da Rigidez Muscular Causada pela Ansiedade

O meprobamato é considerado relevante em contextos marcados pelo aumento do desconforto físico e da tensão. É aplicado quando sintomas de atividade neurológica ou muscular aumentada, como a hipertonia muscular e a rigidez, surgem associados ao sofrimento emocional. Pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional e contribui para um maior conforto durante os períodos sintomáticos.

Uso de Suporte em Situações Clínicas Agudas

É aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou disruptivos; por exemplo, é utilizado como um auxílio na gestão de sintomas no âmbito da abstinência alcoólica. Pode também fazer parte da gestão sintomática quando a dor está associada a uma ansiedade acrescida do paciente, sendo aplicado em cenários onde é necessária uma gestão adicional do desconforto.


Facto Rápido: Alívio de Sintomas Duplos O meprobamato é vulgarmente aplicado em padrões de sintomas onde a ansiedade psicológica e a tensão muscular física ocorrem em simultâneo.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Meprobamato?

A elegibilidade para a utilização do meprobamato é definida de forma estrita pelas autoridades regulamentares, baseando-se em contraindicações, na idade e em condições de saúde específicas.

Grupo de Elegibilidade Estatuto Regulamentar
Populações Contraindicadas Proibição Absoluta para indivíduos com Porfíria Aguda Intermitente ou antecedentes conhecidos de hipersensibilidade ao meprobamato ou a compostos de carbamato relacionados.
Regras Relativas à Idade O uso está autorizado para adultos e crianças com idade igual ou superior a 6 anos. O medicamento não é recomendado para crianças com menos de seis anos, devido à ausência de dados estabelecidos sobre a sua segurança e eficácia.

Uso Condicional e Restrições

A utilização deste fármaco exige cautela em diversas populações específicas. Deve ser administrada a dose mínima eficaz a doentes idosos, devido à maior sensibilidade e ao potencial risco de sedação excessiva. Doentes com compromisso da função hepática (fígado) ou renal (rim) também requerem precaução para evitar a acumulação do fármaco no organismo.

O uso condicional é obrigatório para doentes com perturbações convulsivas pré-existentes ou com um historial de abuso de drogas ou álcool, de acordo com as diretrizes regulamentares. A utilização durante o primeiro trimestre da gravidez é, geralmente, evitada. Adicionalmente, deve ser considerado o facto de o fármaco atingir concentrações elevadas no leite materno.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Meprobamato com outros medicamentos e produtos

A informação regulamentar oficial para o meprobamato define o seu perfil de interações em torno do reforço farmacodinâmico grave e de proibições químicas específicas.

Âmbito e Classificação das Interações

Categoria Declaração/Base Regulamentar
Categorias de produtos com interação Depressores do Sistema Nervoso Central (SNC), incluindo anestésicos gerais, analgésicos narcóticos, sedativos hipnóticos, tranquilizantes e outros psicotrópicos.
Combinações contraindicadas O fármaco está formalmente proibido em coadministração com outros derivados do carbamato, devido ao risco documentado de sensibilidade cruzada ou reações alérgicas.
Medicamentos proibidos específicos A rotulagem regulamentar lista explicitamente o Carisoprodol, o Mebutamato, o Tibamato e o Carbromal como derivados do carbamato contraindicados.
Interações com o Álcool O Álcool (Etanol) representa uma interação clinicamente significativa, pois o uso concomitante resulta num efeito aditivo que potencia a depressão do SNC.

Declarações Oficiais sobre Interações

Os efeitos supressores do SNC do meprobamato são aditivos aos do álcool e de outros produtos medicinais que retardam a atividade do sistema nervoso, o que pode aumentar o risco de sedação profunda.

É necessária precaução em pacientes com função hepática ou renal comprometida. Uma vez que o meprobamato é metabolizado no fígado e excretado pelos rins, a redução da função destes órgãos pode levar à acumulação excessiva do fármaco no organismo.

A contraindicação relativa à combinação de meprobamato com derivados do carbamato relacionados é uma restrição regulamentar obrigatória para prevenir reações alérgicas e idiossincrásicas.

Os documentos regulamentares estabelecem que o risco de interação mais significativo do meprobamato provém do reforço farmacodinâmico com outras substâncias depressoras do SNC, a par de uma restrição regulamentar estrita contra a utilização conjunta com agentes quimicamente semelhantes.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Meprobamato

O meprobamato exerce os seus efeitos através de um mecanismo duplo único, atuando como um depressor geral do sistema nervoso central (SNC) ao modular vias inibitórias fundamentais, tanto no cérebro como na espinal medula.


Modulação da Inibição GABAérgica Central

A ação primária do fármaco envolve o reforço do principal sistema inibitório do cérebro, atuando como um Modulador Alostérico Positivo do recetor do Ácido Gama-Aminobutírico Tipo A (GABAA). Ao potenciar o efeito do GABA endógeno, o fármaco aumenta o influxo de iões negativos de cloreto (Cl^-) para o interior dos neurónios.

Este evento molecular causa uma hiperpolarização neuronal generalizada, especialmente no sistema límbico, o que resulta numa redução da excitabilidade do sistema nervoso central e numa menor atividade nos sistemas que regulam o estado de alerta.


Inibição dos Reflexos Espinais Polissinápticos

Diferente da sua ação cerebral, o meprobamato funciona também como um depressor específico da transmissão através dos interneurónios da espinal medula. Esta inibição foca-se essencialmente nos arcos reflexos polissinápticos complexos, responsáveis pela regulação do tónus muscular sustentado.

Ao interromper estes circuitos de múltiplos neurónios, o fármaco limita os sinais neurológicos que mantêm um débito motor excessivo. A consequência desta inibição é uma redução da hipertonia muscular esquelética, sem afetar significativamente os reflexos monossinápticos.

Informações sobre dosagem e administração

O meprobamato é administrado exclusivamente por via oral, estando disponível em comprimidos de 200 mg e 400 mg. A utilização do medicamento segue orientações específicas quanto à dosagem diária e à frequência das tomas. A dose total habitual para adultos varia entre 1200 mg e 1600 mg por dia, devendo ser dividida em três ou quatro tomas diárias, com a ingestão total máxima a não ultrapassar os 2400 mg. No caso de crianças com idades entre os 6 e os 12 anos, a dose total diária é inferior, sendo administrada em duas ou três tomas fracionadas.

O protocolo oficial de administração estipula que a terapia deve destinar-se apenas ao alívio de curto prazo; a eficácia da utilização contínua por períodos superiores a quatro meses não foi sistematicamente avaliada. Em casos de administração crónica de doses elevadas, a interrupção abrupta deve ser evitada; a dosagem deve ser reduzida gradualmente ao longo de um período de uma a duas semanas.

Existem modificações específicas no esquema de administração documentadas para situações de função orgânica comprometida. Em idosos ou doentes debilitados, a seleção da dose deve ser cautelosa, iniciando-se pelo limite inferior do intervalo posológico. Para doentes com insuficiência renal, a frequência deve ser ajustada: a cada 9 a 12 horas para uma depuração da creatinina de 10-50 mL/min e a cada 12 a 18 horas para uma depuração inferior a 10 mL/min.

Fora dos Estados Unidos, as autoridades de saúde recomendaram a suspensão das autorizações de introdução no mercado para o meprobamato oral, estabelecendo uma restrição regulamentar de elevado nível quanto à sua iniciação e utilização continuada nessas regiões.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Meprobamato

Evidência para a Ansiedade e Tensão Muscular Associada

A investigação relativa à utilização do meprobamato incidiu sobre sintomas de estados de ansiedade, agitação nervosa e tensão emocional. A evidência clínica mais antiga inclui ensaios clínicos controlados que compararam o medicamento com tratamentos inativos (placebo) e outros compostos em estudo. Estes trabalhos focaram-se principalmente em doentes adultos em regime de ambulatório, tendo a investigação analisado a evolução dos sintomas ao longo de períodos de tempo curtos e definidos. Os estudos iniciais, realizados durante a fase de desenvolvimento do fármaco, registaram medições da alteração dos sintomas com base em avaliações clínicas e no feedback dos doentes, destacando-se padrões relacionados com medições de tensão psicológica.

As revisões científicas que sintetizam esta evidência observam que a qualidade global dos estudos varia e que os dados de suporte são limitados quando comparados com os padrões atuais dos ensaios clínicos. Permanece incerto se as alterações relatadas se devem exclusivamente a um efeito sobre a ansiedade ou se estão relacionadas com os efeitos sedativos do medicamento, uma vez que estes dados ainda estão a ser apurados em estudos contemporâneos.

Evidência para a Gestão de Sintomas Agudos na Abstinência Alcoólica

O meprobamato foi também avaliado num contexto distinto: como auxílio na gestão de episódios agudos ou disruptivos da síndrome de abstinência alcoólica. Diversos estudos exploraram a associação do medicamento com a gestão de sintomas como ansiedade, tremores e agitação nervosa. Esta evidência inclui alguns ensaios controlados e aleatorizados (ECA) e revisões sistemáticas.

As revisões sistemáticas da evidência indicaram que os resultados variaram quando comparados com agentes farmacológicos mais recentes e já estabelecidos. O grau de certeza permanece baixo para esta indicação. A evidência caracteriza-se pela dependência de ensaios mais antigos, que refletem os padrões de investigação da sua época. A evidência comparativa face a classes de fármacos desenvolvidas posteriormente é limitada.

Estudos de Longo Prazo e Durabilidade da Resposta

Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos, uma vez que a duração do acompanhamento foi limitada nos estudos originais. A investigação não descreve de forma extensiva a durabilidade de quaisquer alterações nos sintomas após a interrupção do medicamento, nem a forma como os padrões de sintomas podem evoluir durante uma utilização prolongada.

Lacunas na Evidência e Áreas de Incerteza

O panorama da investigação é marcado por diversas lacunas. Os dados para certos grupos, como os adultos idosos, permanecem insuficientes e os efeitos a longo prazo não estão totalmente validados. Os resultados foram mistos em diferentes estudos e o grau de certeza permanece baixo em várias áreas fundamentais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Meprobamato (FAQ)


P: Por que motivo os médicos ainda prescrevem meprobamato, sendo este um fármaco antigo?

A informação oficial indica que o meprobamato está aprovado para o controlo a curto prazo dos sintomas de ansiedade e da tensão física associada. Embora continue aprovado, a sua utilização atual é geralmente limitada devido à disponibilidade de novas classes de medicamentos, que podem apresentar perfis de segurança distintos. Este é um padrão comum em fármacos de primeira geração.

P: O meprobamato trata a patologia da ansiedade ou apenas os sintomas?

O meprobamato é oficialmente indicado para o alívio a curto prazo dos sintomas de ansiedade e da tensão física associada, não funcionando como cura para a condição subjacente. As avaliações regulamentares referem que a eficácia para uma utilização contínua superior a quatro meses não foi sistematicamente estabelecida.

P: Por que razão o meprobamato não é tão utilizado como antigamente?

O meprobamato é classificado como um ansiolítico de primeira geração. O seu uso diminuiu à medida que surgiram novas classes de medicamentos, como as benzodiazepinas. Esta mudança deveu-se, em parte, a preocupações regulamentares sobre o potencial de dependência, abuso e o risco de sobredosagem associados ao fármaco.

P: Em que medida o meprobamato difere dos medicamentos comuns para a ansiedade?

O meprobamato é um derivado do carbamato e atua de forma diferente da maioria dos fármacos modernos para a ansiedade. Os avisos oficiais sublinham que a sua utilização acarreta riscos de dependência e pode comprometer as faculdades mentais e físicas necessárias para realizar tarefas potencialmente perigosas.

P: O meprobamato é uma substância controlada? O que é que isso significa?

O meprobamato é designado como uma substância controlada da Lista IV. Esta classificação oficial baseia-se no potencial de abuso do fármaco, bem como no risco de desenvolver dependência física e psicológica. Como substância controlada, a sua prescrição e dispensa estão sujeitas a controlos legais rigorosos.

P: Quais são os sinais de privação (síndrome de abstinência) do meprobamato?

Os documentos regulamentares descrevem que podem ocorrer sintomas de privação se o medicamento for interrompido abruptamente após uma utilização prolongada. Estes sintomas podem incluir ansiedade geral, insónia, vómitos, tremores, espasmos musculares e, em casos graves, crises convulsivas.

P: O meprobamato pode causar confusão ou tonturas?

A informação oficial de segurança lista as tonturas como um efeito secundário reportado com frequência. Reações menos comuns e sintomas de sobredosagem podem incluir sensações de confusão ou estados confusionais.

P: As dores de cabeça e as náuseas são efeitos secundários típicos ao iniciar o tratamento?

Cefaleias (dores de cabeça), náuseas e vómitos estão listados como possíveis reações adversas. A informação regulamentar refere frequentemente que alguns efeitos iniciais, como a sonolência, podem diminuir à medida que o organismo se adapta ao tratamento.

P: Com que rapidez devo esperar que o meprobamato comece a fazer efeito?

O tempo que o fármaco permanece ativo no organismo está relacionado com a sua semivida, que é reportada entre 6 e 16 horas. Após uma dose oral única, os efeitos pretendidos podem durar aproximadamente 6 a 8 horas.

P: É verdade que o meprobamato é um metabolito do carisoprodol?

Dados químicos e farmacológicos confirmam que o meprobamato é o principal metabolito ativo do relaxante muscular carisoprodol. Isto significa que o organismo converte o carisoprodol em meprobamato.

P: Devo preocupar-me com a tolerância ao meprobamato?

Os avisos regulamentares indicam que foi reportada tolerância aos efeitos do fármaco em casos de utilização contínua. A tolerância significa que, com o tempo, o organismo pode necessitar de uma dose maior para atingir o mesmo efeito inicial.

P: Qual é o risco de sobredosagem com meprobamato?

O rótulo oficial contém um aviso específico de que a sobredosagem pode ser fatal. O risco de um desfecho grave aumenta significativamente quando o meprobamato é combinado com álcool ou outros depressores do sistema nervoso central (SNC).

P: Quais são os sinais graves de uma toma excessiva de meprobamato?

A informação oficial sobre sintomas de sobredosagem inclui efeitos graves como fraqueza profunda, sonolência extrema, disartria (fala arrastada), ataxia (instabilidade na marcha) e uma diminuição significativa dos sinais vitais, como batimento cardíaco lento e tensão arterial baixa (crise hipotensiva).

P: O meprobamato pode afetar a frequência cardíaca?

Os relatórios de eventos adversos incluem efeitos cardiovasculares. Estes podem incluir sensações de palpitação, taquicardia (batimento cardíaco acelerado) ou alterações no ritmo cardíaco (arritmias).

P: O meprobamato causa secura de boca ou alterações no apetite?

A secura de boca é um efeito secundário reportado. Além disso, a anorexia (perda de apetite) está listada como um sintoma que pode ocorrer durante a privação, caso o fármaco seja interrompido subitamente.

P: O meprobamato pode interagir com medicamentos para a constipação ou de venda livre?

Os avisos oficiais indicam que o meprobamato pode ter um efeito sedativo aditivo quando tomado com outros medicamentos que causam depressão do SNC. Isto inclui medicamentos com receita médica e alguns MNSRM (Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica), como certos anti-histamínicos ou remédios para a constipação.

P: O meprobamato pode ser tomado com segurança com analgésicos comuns?

O meprobamato pode interagir com analgésicos que também sejam depressores do SNC, tais como os analgésicos narcóticos (opioides). Os avisos oficiais descrevem que a combinação destas substâncias resulta em efeitos sedativos aditivos.

P: O meprobamato pode afetar a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

O rótulo oficial inclui um aviso relativo a tarefas potencialmente perigosas. O medicamento pode comprometer as faculdades mentais e físicas necessárias para atividades como conduzir ou operar maquinaria.

P: Por que razão a porfíria impede a toma de meprobamato?

O meprobamato é estritamente contraindicado em indivíduos com porfíria aguda intermitente. Isto deve-se ao facto de o fármaco poder causar a exacerbação dos sintomas porfíricos. A porfíria é uma doença genética rara que afeta o sistema nervoso e a pele.

P: Existem ensaios clínicos atuais a decorrer com o meprobamato?

A indicação oficial refere que o fármaco apenas está aprovado para o alívio a curto prazo. Os estudos que suportam efeitos a longo prazo são limitados; assim, as orientações exigem a reavaliação da necessidade do fármaco pelo menos a cada quatro meses.

P: Qual é a diferença entre reflexos monossinápticos e polissinápticos?

O mecanismo do meprobamato envolve a depressão da transmissão nos reflexos polissinápticos — circuitos complexos que envolvem múltiplos neurónios — para reduzir a tensão muscular. Isto contrasta com os reflexos monossinápticos, que envolvem uma ligação direta entre dois neurónios e que, geralmente, não são afetados de forma significativa pelo medicamento.

Como Meprobamate deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Meprobamato?

O meprobamato deve ser armazenado de acordo com requisitos regulamentares específicos para garantir a sua estabilidade e segurança. O medicamento deve ser mantido a uma temperatura ambiente controlada, tipicamente entre os 20°C e os 25°C (68°F e 77°F), sendo permitidas variações pontuais. Deve ser conservado na sua embalagem original, devidamente fechada, e mantido afastado do calor excessivo e da humidade (por exemplo, não deve ser guardado na casa de banho) para evitar a degradação.

Como se trata de uma substância controlada, o armazenamento deve priorizar a segurança: mantenha este medicamento fora da vista e do alcance das crianças, utilizando sempre uma tampa de segurança ou um local trancado e seguro. Não conserve medicamentos fora de prazo ou que já não utilize.

Para a eliminação, os comprimidos não utilizados ou fora de validade devem ser misturados com uma substância desagradável, colocados num recipiente selado e descartados no lixo doméstico; nunca deite este medicamento na sanita, a menos que receba instruções específicas em contrário. Elimine quaisquer comprimidos que apresentem um forte odor a vinagre.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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