Menostar

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Menostar

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Estradiol (17beta-estradiol)
Forma farmacêutica Sistema transdérmico (Adesivo)
Classe farmacológica Estrogénio (Terapêutica de Substituição Hormonal)
Uso comum Apoio hormonal de substituição para mulheres na pós-menopausa
Origem Quimicamente idêntico ao estrogénio humano natural

Que tipo de medicamento é o Menostar?

O Menostar é um medicamento sujeito a receita médica cujo princípio ativo é o Estradiol, uma hormona estrogénica essencial quimicamente identificada como 17beta-estradiol. Esta entidade medicinal está classificada na classe farmacológica dos estrogénios e é especificamente utilizada como um produto estrogénico na Terapêutica de Substituição Hormonal (TSH). O Estradiol é o estrogénio humano principal e mais potente produzido pelos ovários durante os anos reprodutivos da mulher. Isto significa que a terapia fornece a hormona específica perdida após a transição menopáusica, um conceito clinicamente reconhecido e apoiado por extensos estudos farmacológicos. O Menostar é definido como um medicamento monocomponente, destinado a uma monoterapia com Estradiol sem a adição de uma progestina, uma característica que o diferencia das preparações hormonais combinadas.

Compreender o Sistema Transdérmico Menostar e o seu Objetivo Geral

A forma física do Menostar é um sistema transdérmico, habitualmente descrito como um adesivo ou adesivo matricial, concebido para administração através da pele. Este sistema sofisticado de administração de fármacos foi desenvolvido para uma administração crónica e funciona ao proporcionar a libertação controlada do Estradiol para a circulação sistémica ao longo do seu período de utilização pretendido. Este processo de absorção alcança uma distribuição sistémica de estrogénio, permitindo que a hormona interaja com os recetores de estrogénio em todo o corpo, proporcionando um efeito sistémico. A utilização da via transdérmica oferece uma absorção contínua da substância ativa através da pele. O objetivo geral do adesivo é fornecer apoio hormonal de substituição a mulheres na pós-menopausa, abordando tipicamente as consequências fisiológicas associadas à redução significativa dos níveis naturais da hormona estrogénio.

Quais efeitos secundários são possíveis com Menostar?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do sistema transdérmico de estradiol está formalmente categorizado em documentos regulamentares, estando as reações adversas agrupadas por frequência e pelos sistemas fisiológicos afetados. Este medicamento possui um perfil de risco sistémico grave que inclui condicionantes importantes destacadas nos avisos oficiais.


Reações Adversas Graves e Principais Condicionantes de Segurança

Existem riscos acrescidos de eventos tromboembólicos, incluindo acidente vascular cerebral, trombose venosa profunda e embolia pulmonar. O risco de enfarte do miocárdio está igualmente documentado. Além disso, a utilização está associada a um risco aumentado de certas neoplasias, incluindo cancro do endométrio, cancro da mama e cancro do ovário. Em mulheres com 65 anos ou mais, a terapia está associada a um risco acrescido de provável demência.

As condicionantes de segurança especificam que o risco de cancro do endométrio aumenta com a duração da utilização em mulheres com útero intacto.


Reações Adversas Comuns e Específicas por Sistema

As reações adversas que ocorrem frequentemente são classificadas pelo sistema afetado:

Classe de Sistemas de Órgãos Classificação de Frequência Exemplos de Reações
Sistema Nervoso Muito Frequente Cefaleia (dor de cabeça), Tonturas
Osteomuscular Muito Frequente Dor nas costas, Artralgia (dor nas articulações)
Sistema Reprodutor Frequente Dor mamária, Hemorragia vaginal irregular
Geral/Local Frequente Reação no local de aplicação, Retenção de líquidos

Estas classificações refletem a forma como os documentos regulamentares organizam e comunicam o perfil de segurança do medicamento.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Os documentos regulamentares definem o quadro clínico esperado e a resposta de emergência necessária em caso de sobredosagem com o sistema transdérmico de estradiol (Menostar). Uma exposição excessiva a esta hormona exige uma atuação imediata e específica.

Âmbito da Sobredosagem: Manifestações Documentadas

Domínio Declaração
Manifestações Documentadas A sobredosagem pode manifestar-se através de sinais clínicos que são tipicamente extensões dos efeitos conhecidos da hormona, incluindo náuseas, vómitos, tensão mamária, dor abdominal, sonolência e fadiga.
Nota Específica para a População Uma manifestação especificamente documentada em mulheres após uma sobredosagem de estrogénio é a hemorragia de privação.
Ação de Emergência Deve procurar-se assistência médica de emergência imediatamente em caso de suspeita de sobredosagem, de modo a garantir uma avaliação clínica adequada.

Gestão e Ações Necessárias

O protocolo de gestão descreve rigorosamente os passos necessários para lidar com a sobre-exposição. O tratamento exige a interrupção imediata da terapia com o sistema transdérmico de estradiol para cessar a absorção adicional da hormona. Após a remoção do adesivo, a abordagem foca-se na prestação de cuidados sintomáticos adequados para tratar as manifestações clínicas apresentadas.

As informações técnicas confirmam que não existe um antídoto farmacológico específico documentado para a sobredosagem de estrogénio. A estratégia global foca-se inteiramente na interrupção da fonte de exposição e nos cuidados de suporte para os sintomas, que geralmente não representam risco de vida, mas requerem atenção médica imediata.

Usos terapêuticos de Menostar

O que o Menostar Trata: Principais Usos e Benefícios

Prevenção da Perda Óssea Acelerada na Pós-menopausa

O Menostar é habitualmente utilizado no domínio terapêutico da manutenção da saúde óssea para abordar o desequilíbrio sistémico da deficiência de estrogénio após a menopausa. Este uso aplica-se em áreas onde é necessário suporte sintomático adicional para ajudar a prevenir a perda significativa e acelerada da densidade mineral óssea. A terapia fornece um apoio que ajuda a atenuar a carga global de sintomas associados ao risco estrutural, auxiliando na manutenção da densidade mineral óssea.

“Este medicamento auxilia no suporte da manutenção da estabilidade funcional ao longo do tempo, apoiando a estrutura óssea.”

A utilização principal deste sistema está indicada para a prevenção da osteoporose pós-menopáusica.

Apoio à Estabilidade de Longo Prazo e Redução do Risco de Fraturas

O uso de Menostar está associado ao apoio na redução do risco de fraturas osteoporóticas major. Esta medida de proteção auxilia na manutenção da estabilidade funcional e pode ajudar as pacientes a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas, fornecendo suporte em situações onde a manutenção da estrutura óssea é fundamental para reduzir a probabilidade de stresse ósseo. Ao apoiar a resistência óssea, o tratamento ajuda a manter uma sensação de estabilidade considerada relevante para o conforto físico e independência a longo prazo.


Facto Rápido: Foco na Saúde Óssea a Longo Prazo

O tratamento é relevante para gerir os fatores subjacentes ao enfraquecimento ósseo após a menopausa e não foi concebido para o alívio sintomático de curto prazo.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Menostar

A utilização do Menostar (sistema transdérmico de estradiol) é oficialmente permitida apenas em mulheres na pós-menopausa, destinando-se primariamente à prevenção da osteoporose pós-menopáusica. A documentação técnica descreve populações específicas para as quais o uso é contraindicado, restrito ou não estabelecido.

Classificação População ou Condição
Populações Permitidas Mulheres na pós-menopausa; mulheres com risco significativo de osteoporose.
Contraindicado Gravidez; antecedentes de cancro da mama ou neoplasia dependente de estrogénios; antecedentes atuais ou passados de doenças tromboembólicas (trombose venosa profunda, embolia pulmonar, acidente vascular cerebral, enfarte do miocárdio); insuficiência hepática ou doença do fígado; hemorragia genital anormal não diagnosticada; distúrbios trombofílicos conhecidos.
Regras Relacionadas com a Idade Uso Pediátrico: A segurança e eficácia não estão estabelecidas. Uso Geriátrico (65+): Associado a um risco acrescido de provável demência.
Condicional/Restrito Mulheres com útero devem utilizar uma progestina durante um período especificado para atenuar o risco endometrial. Doentes com hipertrigliceridemia grave ou hipercalcemia requerem a interrupção do tratamento se estas condições ocorrerem.
Estado Fisiológico A gravidez é uma contraindicação. Observa-se que o uso durante a lactação diminui a produção de leite materno.

O Menostar não é recomendado oficialmente com o objetivo único de prevenir doenças cardiovasculares ou demência. A utilização desta monoterapia é, portanto, estritamente definida por estas exclusões regulamentares e restrições específicas por população.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Menostar com outros medicamentos e produtos

Propriedade Valor
Categorias de produtos medicinais com interações documentadas Indutores e Inibidores da Enzima CYP3A4, Hormonas de Substituição da Tiróide.
Medicamentos específicos (se listados explicitamente) Levotiroxina, Rifampicina, Fenitoína, Fenobarbital.
Base mecânica das interações Metabolismo via CYP3A4 (altera a concentração plasmática). Aumento da Globulina de Ligação à Tiroxina (TBG) (altera os níveis de hormona tiroideia livre).
Regras de interação baseadas no tempo Co-administração Obrigatória de Progestina (necessária por um período especificado em mulheres com útero intacto).
Notas de interação para populações específicas População com Doença Renal Terminal (níveis séricos mais elevados devido à alteração da depuração).
Restrições relacionadas com interações Uso concomitante com Tabaco (listado como um fator de risco cardiovascular major).

Declarações Oficiais sobre Interações

Os indutores da enzima CYP3A4, como a Rifampicina ou a Fenitoína, deverão diminuir as concentrações plasmáticas de estradiol devido à aceleração do metabolismo. Em contrapartida, os inibidores desta mesma enzima, como o Cetoconazol, podem aumentar as concentrações plasmáticas de estrogénios.

A co-administração de estrogénios provoca um aumento nos níveis séricos da Globulina de Ligação à Tiroxina (TBG), o que pode exigir um ajuste e aumento da dose da terapêutica de substituição da tiróide, como a Levotiroxina. Além disso, o produto fitoterapêutico Hipericão (Erva de S. João) e o sumo de toranja estão documentados como substâncias que influenciam as concentrações plasmáticas de estradiol através de mecanismos mediados por enzimas.


Ligação ao Perfil Geral de Interações

A estrutura de interações deste produto define-se primariamente através de dois domínios: as alterações farmacocinéticas mediadas pela enzima CYP3A4, que resultam numa exposição alterada ao estradiol, e uma interação fisiológica fundamental que eleva a Globulina de Ligação à Tiroxina (TBG). Este perfil inclui também requisitos de co-administração obrigatória de progestinas em grupos específicos de doentes e observações sobre como a eliminação do fármaco é afetada em populações com doença renal terminal ou insuficiência hepática.

Mecanismo de ação

O Menostar fornece estradiol por via transdérmica, que funciona como um ligante para os recetores de estrogénio (ER), principalmente o ERalfa e o ERbeta. Após a ligação, o complexo estradiol-recetor sofre alterações conformacionais e desloca-se para o núcleo da célula. Dentro do núcleo, este complexo interage com sequências específicas de ADN, conhecidas como Elementos de Resposta ao Estrogénio (EREs), para modificar a transcrição genética. Esta ação modula seletivamente a expressão de genes envolvidos em diversas vias endócrinas.

Especificamente no tecido ósseo, a ativação do ERalfa nos osteoblastos influencia a regulação da renovação óssea, afetando tanto a formação óssea mediada pelos osteoblastos como a reabsorção óssea mediada pelos osteoclastos. O perfil de libertação controlada resulta numa exposição sistémica ao estradiol que mimetiza os níveis fisiológicos da pré-menopausa, influenciando assim as cascatas intracelulares a jusante em todos os tecidos-alvo relevantes. O mecanismo consiste puramente na modulação genética mediada pelos recetores.

Informações sobre dosagem e administração

A administração do Menostar envolve a aplicação transdérmica de um sistema de dose fixa sobre a pele. O medicamento é fornecido sob a forma de um adesivo concebido para libertar 14 microgramas de estradiol por dia e é aplicado num esquema semanal, o que significa que um adesivo deve ser utilizado continuamente durante um intervalo de sete dias.

Para uma utilização adequada, o sistema deve ser colocado numa área limpa e seca da parte inferior do abdómen ou do quadrante superior da nádega. Os locais de aplicação devem ser alternados semanalmente, garantindo que o mesmo local não é repetido durante, pelo menos, uma semana. É um requisito do procedimento que seja utilizado apenas um sistema de cada vez. A aplicação nos seios, em pele irritada ou na linha da cintura é oficialmente restringida, uma vez que a fricção da roupa pode afetar a adesão.

Existem também protocolos de utilização para contextos específicos. Para doentes com um útero intacto que estejam a receber esta monoterapia, é necessária a administração de uma progestina durante 14 dias, a cada 6 ou 12 meses. Relativamente a doentes com comorbilidades, as doses convencionais podem ser excessivas em mulheres na pós-menopausa com doença renal terminal, e o tratamento deve ser administrado com precaução em casos de insuficiência hepática. Se um adesivo se descolar, deve ser aplicado um novo para o tempo restante do intervalo de sete dias. Por fim, os adesivos usados devem ser dobrados ao meio, com as faces adesivas juntas, antes da sua eliminação.

Evidência clínica recente

Menostar: Evidência Clínica Recente

Evidências para a Prevenção da Perda de Densidade Mineral Óssea

A investigação principal que fundamentou a aprovação do Menostar foi concebida para estudar os resultados relacionados com a perda de densidade mineral óssea (DMO) em mulheres na pós-menopausa. A evidência central provém de um ensaio clínico de dois anos, multicêntrico, aleatorizado, duplamente cego e controlado por placebo, o desenho padrão para a obtenção de dados fiáveis. Os investigadores monitorizaram o efeito na estrutura óssea através da medição da alteração da DMO em locais-chave, incluindo a coluna vertebral e a anca. Os resultados descrevem diferenças observadas nas medições da DMO ao comparar o grupo que recebeu o medicamento com o grupo que recebeu o placebo. Os dados do estudo indicaram que uma percentagem de participantes manteve ou registou um ganho de DMO na coluna lombar ao longo do período de estudo de 24 meses. Outras investigações exploraram alterações em marcadores bioquímicos do metabolismo ósseo (bone turnover), que ajudam a contextualizar a saúde óssea.

Desenho do Estudo, Comparação e Durações de Acompanhamento

Os principais ensaios clínicos incluíram mulheres na pós-menopausa com idades compreendidas entre os 60 e os 80 anos, com útero intacto e cujo estado ósseo não indicava osteoporose grave. Além da investigação controlada por placebo, foram realizados ensaios controlados por fármaco ativo para comparar o tratamento com outras terapias não estrogénicas utilizadas na prevenção da osteoporose, contribuindo para um panorama de evidência mais abrangente.

A duração dos estudos clínicos centrais limitou-se a dois anos (24 meses), com algumas investigações comparativas a prolongarem o período de acompanhamento para três anos (36 meses). Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos pelos ensaios clínicos específicos para este sistema transdérmico, existindo informação limitada relativamente à durabilidade dos padrões de saúde óssea para além destes intervalos de tempo definidos.

Investigação em Subgrupos e Áreas de Incerteza

Foram realizadas análises de subgrupos em mulheres categorizadas com base nos seus níveis naturais de estrogénio de base. Estas descobertas indicam que as alterações medidas durante o período do estudo podem ser mais pronunciadas em mulheres que iniciaram o estudo com níveis de estrogénio muito baixos, em comparação com aquelas que apresentavam níveis ligeiramente superiores. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas e os dados para certos grupos permanecem insuficientes.

Uma limitação fundamental é que os principais ensaios clínicos se focaram essencialmente na alteração da DMO, que é um parâmetro de substituição (surrogate endpoint), ou seja, uma medida indireta da resistência óssea. Os ensaios centraram-se na alteração da DMO e não na incidência de fraturas ósseas como resultado primário, o que constitui uma lacuna documentada no registo da investigação. Além disso, não existem dados disponíveis para mulheres fora da demografia específica estudada ou para aquelas com condições ósseas mais avançadas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Menostar (FAQ)


P: O que acontece se me esquecer de mudar o adesivo Menostar a tempo?

R: Se se esquecer de trocar o adesivo, o procedimento habitual consiste em remover o adesivo antigo imediatamente e aplicar um novo para o restante intervalo de dosagem. A troca seguinte deve ser agendada para regressar ao dia da semana originalmente estabelecido. As informações oficiais de segurança referem que o esquecimento de uma dose pode estar associado a hemorragia vaginal intercorrente ou a perdas de sangue ligeiras (spotting).

P: Nadar, tomar duche ou tomar banho pode fazer com que o adesivo Menostar se descole?

R: As informações oficiais indicam que atividades que envolvam a imersão em água, como nadar ou tomar banho, ou a permanência em saunas, não foram especificamente estudadas quanto ao seu efeito na adesão do adesivo. Estas atividades podem, potencialmente, fazer com que o adesivo se solte ou caia. Recomenda-se verificar o adesivo após estas atividades para garantir que este permanece firmemente fixado.

P: O Menostar pode causar aumento de peso ou retenção de líquidos?

R: A retenção de líquidos está listada nos documentos regulamentares como uma reação adversa comum associada à utilização deste medicamento. Alterações de peso, incluindo tanto o aumento como a perda de peso, também foram registadas como possíveis efeitos secundários.

P: O Menostar pode causar ou agravar sintomas de depressão ou alterações de humor?

R: Sim, as informações oficiais mencionam que alterações mentais ou de humor, tais como nervosismo, distúrbios de humor, irritabilidade e depressão mental, foram registadas como possíveis reações adversas. O aparecimento ou agravamento de alterações de humor deve ser discutido com um profissional de saúde.

P: O adesivo Menostar pode interferir com procedimentos médicos como uma ressonância magnética (RM)?

R: A descrição oficial do sistema transdérmico Menostar confirma que os seus componentes não incluem metal. Isto significa que não é expectável que o adesivo interfira com procedimentos de imagem médica, como um exame de Ressonância Magnética (RM).

P: O Menostar é utilizado para tratar afrontamentos ou outros sintomas comuns da menopausa?

R: Os documentos oficiais definem como única indicação aprovada para o Menostar a prevenção da osteoporose pós-menopáusica (perda de densidade óssea). Não está aprovado para o tratamento de sintomas vasomotores moderados a graves, como afrontamentos e suores noturnos.

P: Qual é a diferença entre o Menostar e outros adesivos de estradiol?

R: A principal diferença reside na quantidade de estradiol libertada. O Menostar caracteriza-se pela sua taxa de libertação de 0,014 mg de estradiol por dia, que é a dose nominal mais baixa disponível quando comparada com outros sistemas transdérmicos de estradiol indicados para este fim.

P: O Menostar é considerado um adesivo de estrogénio de baixa dose?

R: Sim, com uma taxa de libertação nominal de 0,014 mg de estradiol por dia, este sistema transdérmico é formalmente considerado como a dose mais baixa de estradiol disponível para a sua utilização aprovada.

P: Como se compara o método de administração por adesivo transdérmico com os comprimidos orais de estrogénio?

R: O adesivo transdérmico liberta o estrogénio diretamente através da pele para a corrente sanguínea, evitando o metabolismo inicial pelo fígado. Estudos sugerem que a terapia oral com estrogénio, que é processada pelo fígado, pode estar associada a um perfil diferente, incluindo um risco acrescido de pressão arterial elevada.

P: O que deve ser feito se o adesivo se descolar antes do dia previsto para a troca?

R: Se o adesivo começar a levantar, aplicar pressão pode ajudar a manter a adesão. Se o adesivo cair completamente, as orientações indicam que deve ser aplicado um novo adesivo imediatamente para o restante intervalo original de sete dias. Os adesivos usados ou que se descolaram devem ser eliminados de acordo com as instruções oficiais.

P: A dor de cabeça é um efeito secundário comum da utilização do adesivo Menostar?

R: Sim, os documentos regulamentares listam a cefaleia (dor de cabeça) como uma reação adversa muito comum. Foi reportada com uma frequência elevada (até 50%) em mulheres que participaram nos ensaios clínicos deste produto.

P: O Menostar pode afetar a pressão arterial?

R: Embora o produto não seja conhecido primariamente por causar pressão arterial elevada, as informações de segurança mencionam a hipertensão como uma condição médica pré-existente que requer cautela ao considerar a utilização de produtos com estrogénios.

P: O Menostar pode afetar a visão ou causar problemas a utilizadoras de lentes de contacto?

R: As informações oficiais incluem relatórios pós-comercialização que registam a ocorrência de distúrbios visuais e problemas de tolerância a lentes de contacto em algumas utilizadoras de terapia hormonal.

P: É verdade que o Menostar pode aumentar o risco de doença da vesícula biliar?

R: As informações de prescrição do produto incluem um aviso de que foi reportado um risco acrescido de doença da vesícula biliar com necessidade de cirurgia em mulheres na pós-menopausa a receber terapia com estrogénios.

P: O Menostar ajuda na proteção contra o cancro do cólon ou do ovário?

R: Os documentos oficiais declaram que a monoterapia com estrogénios está associada a um risco acrescido de cancro do ovário. Não existe qualquer alegação estabelecida ou aprovada de que o Menostar ofereça proteção contra o cancro do cólon.

P: Quais são os sinais de uma reação alérgica grave ao adesivo Menostar?

R: Os relatórios de segurança incluem casos de reações anafiláticas e hipersensibilidade. Os sinais de uma reação alérgica grave podem incluir urticária, prurido (comichão) e inchaço do rosto, lábios ou garganta. Estas reações requerem normalmente atenção médica imediata.

P: O Menostar pode causar queda ou enfraquecimento do cabelo?

R: A perda de cabelo foi reportada como uma reação adversa associada a este medicamento nas informações oficiais de segurança.

P: É possível que o Menostar afete os níveis de hormonas da tiróide ou a medicação para a tiróide?

R: Sim, os estrogénios podem causar um aumento nos níveis séricos da Globulina de Ligação à Tiroxina (TBG). Este efeito pode exigir a monitorização da função tiroideia e o ajuste da dose da terapêutica de substituição da hormona tiroideia em mulheres que utilizam este tipo de medicação.

P: Qual é a diferença entre o Menostar e um adesivo contracetivo?

R: O Menostar é um produto composto por um único ingrediente (estrogénio), destinado exclusivamente à prevenção da osteoporose pós-menopáusica. Um adesivo contracetivo contém geralmente uma combinação de estrogénio e progestina e é utilizado especificamente para prevenir a gravidez.

P: A exposição solar ou o solário podem agravar alterações na pele, como o melasma, causadas pelo Menostar?

R: O melasma, que consiste num escurecimento irregular da pele, é uma possível alteração cutânea associada à terapia hormonal. As orientações para a gestão do melasma recomendam geralmente evitar rigorosamente a exposição solar, uma vez que esta pode causar ou agravar a condição.

Como Menostar deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Menostar

O sistema transdérmico Menostar deve ser conservado rigorosamente de acordo com os requisitos regulamentares para manter a sua integridade.

Armazenamento e Acondicionamento Obrigatórios

Requisito Descrição
Temperatura Conservar a temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 20°C e os 25°C. Não conservar acima dos 30°C.
Embalagem O adesivo deve permanecer na sua saqueta selada até ao momento exato da aplicação; não deve ser guardado fora da saqueta.
Segurança Infantil Tal como todos os medicamentos, o Menostar deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças.

Eliminação de Adesivos Usados

Os adesivos usados ainda contêm resíduos da hormona ativa e devem ser manuseados com cuidado. O procedimento oficial determina que um adesivo usado deve ser dobrado ao meio, com as faces adesivas coladas uma à outra, antes de ser colocado num recipiente robusto e à prova de crianças para ser deitado no lixo doméstico. Não deve deitar os adesivos Menostar na sanita.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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