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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Medol

Factos Rápidos sobre o Medol

Propriedade Descrição
Princípio ativo Cloridrato de Tramadol
Forma farmacêutica Comprimido, Cápsula, Solução Injetável
Classe farmacológica Analgésico opioide, Analgésico de ação central
Uso comum Gestão da dor moderada a moderadamente intensa
Origem Composto sintético

Que Tipo de Medicamento é o Medol?

O Medol é um fármaco sintético que contém a substância ativa Tramadol, frequentemente presente sob a forma de sal de Cloridrato de Tramadol. É clinicamente reconhecido como um analgésico de ação central e um analgésico opioide.

Este medicamento é sintetizado quimicamente, não sendo derivado de fontes naturais como a papoila do ópio. A sua classificação é confirmada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que inclui o Tramadol na sua Lista Modelo de Medicamentos Essenciais para o alívio da dor. Esta inclusão reforça o papel do medicamento como uma opção vital na gestão da dor.


Composição e Formas Disponíveis de Medol

O Medol é fornecido como um produto de componente único, sendo o Cloridrato de Tramadol o seu único princípio ativo. Uma característica distintiva é a sua disponibilidade em várias formas farmacêuticas para responder a diferentes necessidades clínicas, incluindo comprimidos de libertação imediata, cápsulas e soluções para injeção.

Os doentes podem encontrar formas de libertação imediata para alívio a curto prazo ou formulações de libertação prolongada, que são especificamente concebidas para prolongar o efeito analgésico durante um período maior. A principal via de administração para este analgésico é a oral, embora as formas injetáveis sejam utilizadas em contextos clínicos.


Qual é o Objetivo Geral do Medol?

O objetivo geral do Medol é a gestão da dor moderada a moderadamente intensa através da modulação dos sinais de dor no sistema nervoso central. O seu efeito é alcançado através de um mecanismo duplo exclusivo que envolve a interação com os recetores opioides mu e o aumento da concentração de neurotransmissores inibidores da dor, como a serotonina e a noradrenalina.

Esta ação em duas frentes permite ao Medol interromper eficazmente a transmissão dos sinais de dor no cérebro e na medula espinhal. Por conseguinte, a principal função terapêutica do medicamento é proporcionar um alívio potente da dor que pode não ser adequadamente controlada por opções não opioides.

Quais efeitos secundários são possíveis com Medol?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Medol (cloridrato de tramadol), um analgésico opioide, está formalmente documentado pelas autoridades regulamentares e organizado de acordo com a frequência e o sistema orgânico afetado. Estas classificações estabelecem os riscos esperados associados ao medicamento.

Os efeitos adversos são categorizados com base na sua taxa de ocorrência em dados clínicos:

Categoria de Frequência Exemplos de Efeitos Documentados
Muito Frequentes (≥ 10%) Náuseas, Tonturas, Obstipação
Frequentes (1-10%) Cefaleias (dores de cabeça), Sonolência, Vómitos, Secura de boca

Os efeitos secundários estão também agrupados em Classes de Sistemas de Órgãos, incluindo Doenças Gastrointestinais (ex.: náuseas, obstipação), Doenças do Sistema Nervoso (ex.: tonturas, cefaleias) e Perturbações Psiquiátricas (ex.: confusão).

Riscos de Segurança Críticos e Graves

A rotulagem oficial destaca vários riscos graves. Estes incluem a depressão respiratória potencialmente fatal, que é uma preocupação regulamentar primária, e o risco de convulsões. O potencial para o desenvolvimento de Síndrome Serotoninérgica está também documentado, particularmente com a administração conjunta de outros medicamentos serotoninérgicos. A utilização prolongada durante a gravidez está oficialmente associada ao risco de Síndrome de Abstinência de Opioides Neonatal (SAON).

Restrições de Exposição e Populações Específicas

Existem considerações de segurança específicas para determinados grupos. O Medol é, geralmente, contraindicado em doentes pediátricos com menos de 12 anos de idade. Para adultos seniores e indivíduos com compromisso hepático ou renal grave, é aconselhada precaução específica devido à alteração na eliminação do fármaco. Além disso, alguns efeitos adversos são observados com maior frequência no início do tratamento e durante o ajuste da dose, enquanto riscos como a dependência do fármaco estão associados à utilização a longo prazo.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As informações regulamentares oficiais enfatizam que qualquer suspeita de sobredosagem com Medol (cloridrato de tramadol) exige assistência médica imediata. O perfil de sobredosagem, conforme documentado em fontes autorizadas, caracteriza-se por manifestações potencialmente fatais que afetam, primordialmente, os sistemas nervoso central e respiratório.

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Sistema Manifestações Clínicas (Conforme a Rotulagem)
Sistema Nervoso Central Sedação profunda, sonolência, coma e convulsões.
Sistema Respiratório Depressão respiratória grave e paragem respiratória.
Sistema Cardiovascular Taquicardia (ritmo cardíaco acelerado) e hipotensão (pressão arterial baixa).

As instâncias regulamentares indicam a necessidade de procurar ajuda médica urgente se ocorrerem sinais de depressão profunda do SNC, perda de consciência ou dificuldade respiratória. Um risco grave específico documentado é a Toxicidade Serotoninérgica, especialmente em situações de ingestão concomitante de Medol com outros agentes serotoninérgicos.

Os procedimentos de gestão oficialmente descritos incluem a manutenção da via aérea desimpedida, o fornecimento de assistência ventilatória e a administração de Naloxona para controlar a depressão respiratória mediada por opioides. Devido ao risco de sintomas graves tardios ou recorrentes, incluindo convulsões, é necessária monitorização hospitalar e observação prolongada, ressalvando-se que a utilização de Naloxona pode não reverter todas as manifestações clínicas.

Usos terapêuticos de Medol

O que o Medol trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Medol é habitualmente utilizado para auxiliar na gestão de sintomas associados a estados inflamatórios ou irritativos, bem como em condições onde a estabilidade funcional possa ser afetada. Este fármaco é aplicado em diversos domínios onde é necessário um suporte sintomático adicional.

A sua utilização é relevante em situações que envolvem sintomas angustiantes, incluindo os relacionados com desconforto físico agudo (como a dor e o inchaço), respostas alérgicas e manifestações episódicas de certas doenças inflamatórias crónicas e autoimunes. O Medol pode ajudar os doentes a lidar de forma mais equilibrada com as flutuações dos sintomas, oferecendo um alívio de suporte durante episódios difíceis.

Alívio Sintomático e Suporte Funcional

O Medol é aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, ajudando a abordar conjuntos de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos. É pertinente em condições que envolvem manifestações recorrentes ou episódicas, tais como as observadas na artrite, em certas patologias dermatológicas e em doenças inflamatórias intestinais. Ao ajudar a atenuar o mal-estar, este medicamento pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional e apoiar o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.


Facto Rápido: Suporte para sintomas que interferem com o conforto

Critérios de utilização e restrições

O Medol (cloridrato de tramadol) é um analgésico cuja utilização é estritamente regulada por normas de elegibilidade relativas à idade, historial médico e estado fisiológico. Estas regras estabelecem quem está autorizado a utilizar o medicamento e quem está terminantemente proibido de o fazer.

Populações para as quais o uso está contraindicado

O Medol não deve ser utilizado em diversas populações definidas, incluindo doentes com hipersensibilidade conhecida ao tramadol, pessoas com epilepsia não controlada ou indivíduos que apresentem uma intoxicação aguda por substâncias como o álcool ou opioides. Uma contraindicação major envolve doentes que estejam a tomar, ou que tenham tomado recentemente (nos últimos 14 dias), Inibidores da Monoaminoxidase (IMAOs). Adicionalmente, o uso é proibido em doentes com asma brônquica grave num contexto sem monitorização ou naqueles com uma obstrução gastrointestinal conhecida.

Restrições de Idade e de Função Orgânica

O medicamento está contraindicado em todas as crianças com idade inferior a 12 anos. Além disso, é proibido para adolescentes com menos de 18 anos de idade para o alívio da dor pós-operatória após amigdalectomia e/ou adenoidectomia. Para adultos com mais de 75 anos, é aconselhada precaução e ajustes na dosagem devido à eliminação prolongada do fármaco. O uso não é geralmente recomendado em doentes com compromisso hepático grave ou compromisso renal grave.

Estatuto de Populações Especiais

A utilização não é recomendada para mulheres grávidas ou a amamentar devido aos riscos envolvidos, incluindo a Síndrome de Abstinência de Opioides Neonatal (SAON). O uso deve também ser evitado em doentes identificados como metabolizadores ultra-rápidos do CYP2D6 e não deve ser prescrito a indivíduos com risco de dependência conhecido.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Medol (Tramadol) é definido por imposições regulamentares obrigatórias relacionadas tanto com o metabolismo como com os efeitos farmacodinâmicos, proibindo ou restringindo estritamente a coadministração com diversas classes de substâncias.


Classificações de Interação

Entidade de Interação Restrição Oficial ou Resultado
Inibidores da Monoaminoxidase (IMAOs) Contraindicado. Exige um intervalo obrigatório de 14 dias (período de eliminação) antes ou após o início do Medol.
Agentes Serotoninérgicos (ex.: ISRS, Triptanos) A interação farmacodinâmica aumenta o risco documentado de Síndrome Serotoninérgica devido a efeitos aditivos.
Depressores do SNC e Álcool Efeitos aditivos aumentam o risco de sedação profunda, depressão respiratória e coma.
Indutores do CYP3A4 (ex.: Carbamazepina) Resulta na diminuição da concentração plasmática de Medol, reduzindo a exposição.
Inibidores do CYP3A4 (ex.: Ritonavir) Resulta no aumento da concentração plasmática do fármaco original, o Tramadol.

Os documentos regulamentares oficiais classificam as combinações com Tioridazina e com o agente ativo com propriedades IMAO Linezolida como estritamente contraindicadas. Adicionalmente, o perfil oficial do medicamento refere que as interações que resultam numa alteração da exposição ao fármaco podem ser intensificadas em doentes com compromisso hepático ou renal, devido à redução da depuração do medicamento. O uso concomitante de Hipericão (Erva de S. João) está também documentado como podendo contribuir para o risco serotoninérgico.

Mecanismo de ação

O Medol contém o princípio ativo tramadol, que pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como analgésicos opioides. A sua ação principal ocorre no sistema nervoso central, onde atua para aliviar a sensação de dor.

O mecanismo de ação deste medicamento envolve a interação com recetores específicos nas células nervosas do cérebro e da medula espinhal, designados como recetores mu-opioides. Ao ligar-se a estes recetores, o tramadol ajuda a interromper a transmissão dos sinais de dor que viajam pelo corpo, reduzindo a perceção da intensidade da dor por parte do paciente.

Adicionalmente, o Medol exerce influência sobre outros mensageiros químicos no sistema nervoso, especificamente a noradrenalina e a serotonina. Ao aumentar a presença destas substâncias nas fendas sinápticas, o medicamento reforça as vias naturais do corpo que inibem a dor. Esta abordagem dupla permite que o fármaco seja eficaz no tratamento da dor moderada a grave, proporcionando um efeito analgésico prolongado através da modulação da forma como o cérebro interpreta e responde aos estímulos dolorosos.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Medol é Utilizado: Orientações Oficiais de Administração

A utilização do Medol (cloridrato de tramadol) é estritamente regulada por instruções relativas à via de administração, posologia, frequência e duração do tratamento. Este medicamento deve ser utilizado durante o período de tempo mais curto que seja compatível com os objetivos terapêuticos definidos.

Dosagem e Vias de Administração Aprovadas

O Medol está aprovado para administração por via oral (sob a forma de libertação imediata ou de libertação prolongada) e para utilização parentérica, através de injeção intravenosa (IV) ou intramuscular (IM).

Formulação Regime Inicial Dose Máxima Diária Frequência
Oral de Libertação Imediata (LI) 25 mg uma vez ao dia, com ajustes graduais de 25 mg a cada 3 dias. 400 mg A cada 4 a 6 horas, conforme necessário
Oral de Libertação Prolongada (LP) 100 mg uma vez ao dia (para doentes sem tratamento anterior com opioides). 300 mg Uma vez ao dia

Condições de Administração e Ajustes

Condições Específicas: Os comprimidos e cápsulas de libertação prolongada devem ser deglutidos inteiros e não podem ser esmagados, mastigados, divididos ou dissolvidos; esta restrição é necessária para evitar a libertação descontrolada da substância ativa. A injeção intravenosa deve ser administrada lentamente, habitualmente num período de 2 a 3 minutos. As formas de libertação imediata podem ser tomadas independentemente das refeições, enquanto as formas de libertação prolongada devem ser tomadas à mesma hora todos os dias, de forma consistente com ou sem alimentos.

Ajustes Populacionais: Os intervalos entre as doses devem ser alargados em casos de insuficiência renal grave (depuração da creatinina inferior a 30 mL/min); nestas situações, a dose máxima diária para a formulação de libertação imediata está limitada a 200 mg. Para doentes com idade superior a 75 anos, a dose máxima de libertação imediata geralmente não deve exceder os 300 mg. O Medol não é recomendado para utilização em crianças com menos de 12 anos.

Interrupção do Tratamento: O medicamento não deve ser interrompido subitamente em doentes com dependência física. A dose deve ser reduzida gradualmente para prevenir a ocorrência de sintomas de privação.

Evidência clínica recente

Evidências de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Medol

Esta visão geral resume a investigação clínica oficial sobre o Medol (Tramadol), incluindo os tipos de estudos realizados e as limitações conhecidas dos dados existentes. Esta informação é descritiva e não constitui um guia de tratamento ou de resultados.


Evidência para Uso em Dor Aguda e Gestão Pós-Procedimento

A base de evidência da investigação que explora o Medol para episódios de dor aguda de curta duração provém principalmente de Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) e de Meta-Análises subsequentes. Estes estudos focaram-se sobretudo em adultos, de outra forma saudáveis, com dores após procedimentos, tais como pequenas cirurgias. A investigação analisou resultados relacionados com o desconforto físico, medindo principalmente as alterações através de escalas de intensidade da dor e monitorizando a necessidade de medicação analgésica adicional.

Os estudos observaram padrões relacionados com medições de desconforto a curto prazo durante o período do estudo, geralmente nas primeiras 24 horas até alguns dias. Para estes estudos específicos de curta duração, a qualidade da evidência é geralmente descrita como elevada. No entanto, os dados recolhidos estão fortemente concentrados em medições imediatas. Os resultados a longo prazo não estão bem caracterizados, uma vez que as durações do acompanhamento foram limitadas.


Evidência para Uso em Dor Musculoesquelética Crónica

A investigação explorou o Medol em contextos relacionados com condições de dor crónica, incluindo a osteoartrite e a dor lombar crónica. A estrutura da investigação envolve um conjunto de ECCA e revisões sistemáticas subsequentes que sintetizam as conclusões em populações de adultos com dor com duração de meses ou superior. A investigação analisou resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade, a par de pontuações de intensidade da dor e da avaliação global do participante sobre a sua condição.

Os estudos reportaram como os sintomas evoluíram nas populações observadas, geralmente ao longo de períodos de acompanhamento intermédios, variando frequentemente entre as 4 e as 16 semanas. Para estas condições crónicas, o nível global de evidência é atualmente classificado como Baixo a Moderado. A evidência indica que as conclusões foram mistas e que o tamanho das amostras foi limitado nalguns dos principais ensaios para estas condições. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos e existe informação limitada que permita compreender se os padrões observados nos estudos se mantêm por períodos superiores a alguns meses.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Medol (FAQ)

P: O que faz o Medol no organismo? O Medol é classificado como um analgésico de ação central, o que significa que atua no sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Os documentos oficiais descrevem um mecanismo de ação duplo. Este envolve a interação com os recetores μ-opioides e também o aumento da concentração de substâncias químicas cerebrais que inibem a dor, como a norepinefrina e a serotonina.

P: Porque é que o Medol é administrado em diferentes dosagens? As diretrizes oficiais indicam que a dosagem de Medol é habitualmente individualizada por um profissional de saúde com base na intensidade da dor do doente. A disponibilidade de formulações de libertação imediata e de libertação prolongada foi concebida para oferecer flexibilidade no tratamento, proporcionando alívio da dor com diferentes durações.

P: O Medol pode ser tomado ao mesmo tempo que medicamentos para a constipação? Os avisos regulamentares salientam que a combinação de Medol com certos ingredientes comuns de medicamentos para a constipação pode ser arriscada. Especificamente, existe um risco acrescido de efeitos adversos quando tomado com fármacos que atuam como agentes serotoninérgicos ou depressores do SNC (medicamentos que diminuem a atividade cerebral).

P: Existem efeitos a longo prazo ao tomar Medol? Os avisos oficiais referem que a utilização a longo prazo deste medicamento está associada ao risco de desenvolvimento de dependência física e adição. Além disso, a evidência científica é descrita como sendo limitada no que diz respeito à eficácia a longo prazo do medicamento para além de períodos específicos de estudo de curta duração.

P: O Medol é uma substância controlada ou viciante? O Medol (Tramadol) é classificado como uma substância controlada da Lista IV por agências federais como a DEA nos EUA. Além disso, os avisos de segurança oficiais referem explicitamente o risco de dependência do fármaco e o potencial de adição, especialmente com a utilização prolongada.

P: O Medol interage com suplementos à base de plantas? A informação regulamentar do produto refere especificamente que a coadministração com o produto fitoterapêutico Hipericão (Erva de S. João) pode estar associada a um risco acrescido de síndrome serotoninérgica. Esta é uma condição grave ligada a níveis elevados do neurotransmissor serotonina.

P: Os efeitos secundários do Medol são geralmente ligeiros? Embora efeitos secundários comuns, como náuseas e tonturas, sejam frequentemente reportados em estudos, a rotulagem oficial contém um Aviso de Advertência sobre Riscos de Segurança Graves e Críticos. Estes riscos graves incluem depressão respiratória potencialmente fatal (respiração perigosamente lenta) e o potencial de convulsões.

P: O Medol pode afetar a minha capacidade de conduzir? A rotulagem oficial adverte que o Medol pode causar efeitos secundários, como sonolência e tonturas, que podem comprometer a capacidade de um doente conduzir ou operar maquinaria pesada. Devido a este potencial compromisso, as orientações oficiais enfatizam a importância de compreender estes riscos.

P: Com que rapidez o Medol deve começar a atuar? De acordo com os dados farmacocinéticos oficiais, as concentrações máximas para a forma de libertação imediata do Medol são habitualmente atingidas cerca de duas a três horas após a toma do medicamento. Esta concentração máxima reflete o momento em que a quantidade máxima do fármaco se encontra na corrente sanguínea.

P: Quanto tempo o Medol permanece no sistema? A informação farmacocinética oficial indica que a semivida do Medol (Tramadol) é de aproximadamente 6,3 horas para o composto original. O seu principal metabolito ativo tem uma semivida ligeiramente superior, de cerca de 7,9 horas, o que determina quanto tempo o fármaco permanece no organismo.

P: O Medol é seguro se eu tiver tensão arterial alta? A tensão arterial elevada (hipertensão) não está explicitamente listada como uma contraindicação nos documentos regulamentares oficiais. No entanto, recomenda-se geralmente precaução na utilização em doentes com condições como traumatismo craniano ou aumento da pressão intracraniana.

P: O que acontece se eu me esquecer de uma dose de Medol? A informação oficial para o doente refere que as doses esquecidas não devem ser compensadas através da toma de uma dose extra. A prática recomendada é que a dose seguinte seja tomada apenas no horário regularmente previsto.

P: O Medol contém glúten? A substância ativa do Medol é o Cloridrato de Tramadol. A informação relativa à presença de glúten ou outros excipientes (ingredientes inativos) encontra-se detalhada na secção de Ingredientes Inativos do rótulo regulamentar oficial do produto.

P: Preciso de receita médica para o Medol? O Medol (Tramadol) é classificado como uma substância controlada da Lista IV nos EUA pelas agências federais. Esta classificação significa que o medicamento requer uma receita médica válida de um prestador de cuidados de saúde antes de poder ser dispensado.

P: O que devo fazer se os efeitos secundários do Medol parecerem graves? O texto regulamentar oficial destaca que sintomas de reações graves, tais como depressão respiratória (respiração perigosamente lenta) ou síndrome serotoninérgica, requerem atenção imediata. A rotulagem descreve os sintomas graves como condições que exigem assistência médica imediata.

P: O Medol pode afetar os resultados de testes laboratoriais? O texto regulamentar oficial inclui informações sobre a potencial interferência com testes laboratoriais específicos. Isto pode incluir a produção de resultados falsos positivos em certos rastreios de drogas na urina para outras substâncias.

P: Qual é o prazo de validade do Medol? O prazo de validade é determinado pela data de expiração impressa no rótulo oficial do produto. Esta data é definida pelo fabricante após a realização de testes de estabilidade química, conforme exigido pelas normas regulamentares.

P: Quanto tempo após interromper o Medol posso retomar as atividades normais? O tempo necessário para o fármaco ser eliminado do organismo pode ser estimado utilizando a sua semivida de aproximadamente 6,3 horas para o composto principal. Contudo, o tempo total para regressar ao estado basal e retomar as atividades normais depende de fatores metabólicos individuais.

P: O Medol afeta os níveis hormonais? O perfil de segurança oficial do Medol inclui relatos de certas perturbações endócrinas. Estas perturbações estão tipicamente relacionadas com o controlo do equilíbrio hídrico do organismo, que é gerido por hormonas específicas.

P: O que acontece se eu tomar acidentalmente duas doses de Medol? Os documentos regulamentares contêm uma secção específica sobre sobredosagem que adverte contra o exceder da dose prescrita. Tomar mais do que a quantidade máxima aumenta os riscos graves de depressão respiratória potencialmente fatal e convulsões.

P: Porque é que o Medol tem um aviso sobre problemas cardíacos? O rótulo regulamentar oficial não lista problemas cardíacos como uma contraindicação principal, mas inclui avisos relacionados com o choque circulatório. Recomenda-se também precaução na utilização em doentes com condições que afetem tanto os centros respiratórios como os circulatórios.

P: O medicamento Medol está disponível como genérico? O Medol (Cloridrato de Tramadol) está listado nos registos oficiais de medicamentos, indicando que estão disponíveis múltiplas versões genéricas aprovadas do produto. Isto confirma a existência de formulações sem marca.

P: Qual é a diferença entre a marca Medol e a sua versão genérica? As versões genéricas são aprovadas após demonstrarem equivalência farmacêutica e bioequivalência em relação ao produto de marca. Isto significa que o genérico contém a substância ativa idêntica e espera-se que atue no organismo da mesma forma que o medicamento de marca.

Como Medol deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Medol?

A conservação e a eliminação adequadas do Medol ajudam a manter a sua qualidade e a prevenir danos acidentais. Devem seguir-se sempre as condições específicas de conservação descritas no rótulo do produto. Geralmente, isto implica conservar o medicamento à temperatura ambiente controlada, frequentemente entre os 20°C e os 25°C. O fármaco deve ser protegido da congelação, do calor excessivo e da humidade, devendo ser mantido sempre na sua embalagem original fechada.

Para eliminar Medol não utilizado ou fora do prazo de validade, a recomendação principal é recorrer a um programa de recolha de medicamentos ou a um ponto de recolha autorizado. Se não estiver disponível um programa de recolha, as orientações oficiais sugerem que se elimine o medicamento misturando-o com uma substância indesejável, como terra ou borras de café usadas, colocando a mistura num saco ou recipiente fechado e deitando-a no lixo doméstico. O Medol deve ser mantido sempre fora do alcance das crianças e dos animais de estimação.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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