Maxaquin

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Maxaquin

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Maxaquin

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Cloridrato de lomefloxacina
Forma Comprimido oral, Solução oftálmica
Classe farmacológica Antibiótico (Fluoroquinolona)
Objetivo geral Agente anti-infecioso (ação bactericida)
Origem Fármaco sintético

Definição e Classificação do Medicamento

O Maxaquin é o nome comercial do fármaco ativo cloridrato de lomefloxacina, que é classificado como um antibiótico utilizado no combate a infeções bacterianas. Farmacologicamente, a lomefloxacina é definida como uma fluoroquinolona sintética de amplo espetro, o que a posiciona dentro de uma classe especializada de agentes anti-infeciosos.

Estudos farmacológicos publicados em revistas científicas de referência confirmam o seu reconhecimento clínico para o tratamento de diversas infeções bacterianas. O fármaco é considerado uma fluoroquinolona de segunda geração, uma designação que reflete a sua maior estabilidade química e eficácia contra uma gama mais vasta de microrganismos quando comparada com compostos de quinolonas mais antigos. Enquanto agente terapêutico especializado, o Maxaquin está disponível apenas como um medicamento sujeito a receita médica.


Composição e Formas Farmacêuticas Disponíveis

A lomefloxacina é fundamentalmente um fármaco sintético, o que significa que a estrutura do seu composto é criada inteiramente através de processos químicos. O medicamento é preparado como um medicamento de substância ativa única contendo cloridrato de lomefloxacina, combinado com excipientes farmacêuticos padrão necessários para a sua estabilidade e administração. A lomefloxacina é habitualmente fornecida para administração sistémica sob a forma de um comprimido oral, estando também disponível como uma solução oftálmica para uso ocular direcionado. Esta dupla preparação reflete a estabilidade do composto em diferentes veículos, um atributo confirmado por entidades de saúde nacionais. A disponibilidade do medicamento nestas duas formas permite aplicações de tratamento tanto internas como externas.


Objetivo Geral e Funcionamento do Anti-infecioso

O objetivo geral da lomefloxacina é exercer uma ação bactericida rápida e decisiva contra bactérias suscetíveis. A sua função global como agente anti-infecioso baseia-se na sua capacidade de eliminar a célula bacteriana, em vez de apenas interromper o seu crescimento. A lomefloxacina atinge este objetivo ao interferir com duas enzimas bacterianas essenciais, a DNA-girase e a Topoisomerase IV, que são necessárias para a transcrição e replicação do DNA. Ao interromper estes processos fundamentais, o medicamento garante que as bactérias não consigam sobreviver nem multiplicar-se, eliminando desta forma a população bacteriana responsável pela infeção.

Quais efeitos secundários são possíveis com Maxaquin?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança da lomefloxacina (Maxaquin), enquanto antibiótico sistémico do grupo das fluoroquinolonas, caracteriza-se pelo potencial de ocorrência de reações adversas graves, incapacitantes e potencialmente irreversíveis, que podem afetar múltiplos sistemas do organismo. As reações adversas documentadas oficialmente estão categorizadas em diversas classes de órgãos e sistemas.


Classificação das Reações Adversas

Classe de Órgãos e Sistemas Exemplos de Reações Documentadas
Afeções Musculoesqueléticas e dos Tecidos Conjuntivos Tendinite, rutura de tendão (incluindo o de Aquiles), artralgia, mialgia.
Sistema Nervoso Tonturas, cefaleias, insónia, convulsões e neuropatia periférica (potencialmente irreversível).
Perturbações Psiquiátricas Ansiedade, depressão, alucinações e ideação ou comportamento suicida.
Perturbações Cardíacas Prolongamento do intervalo QT e risco de Torsade de Pointes.
Pele e Tecido Subcutâneo Fotossensibilidade (as reações podem persistir até três semanas após a utilização), reações de hipersensibilidade.
Perturbações Gastrointestinais Náuseas, diarreia e diarreia associada a Clostridium difficile (DACD).

Considerações Graves de Segurança

Os riscos mais graves documentados incluem a rutura de tendão, a neuropatia periférica grave e potencialmente duradoura, e a exacerbação da Miastenia Gravis. Estes efeitos graves podem manifestar-se de forma rápida (nas primeiras 48 horas após o início do tratamento) ou de forma tardia, surgindo até vários meses após a interrupção do medicamento.

Os documentos regulamentares identificam populações específicas com risco elevado. Os idosos (geralmente com idade igual ou superior a 60 anos), os recetores de transplantes de órgãos sólidos e os doentes que utilizam corticoesteroides concomitantemente apresentam um risco acrescido de afeções dos tendões. Além disso, a utilização é restrita em doentes com antecedentes de reações adversas graves a outras fluoroquinolonas.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Âmbito da Sobredosagem

A manifestação clínica mais comum documentada em casos de sobredosagem com lomefloxacina são as convulsões. O Sistema Nervoso Central (SNC) é o sistema fisiológico identificado como o principal afetado em situações de sobredosagem aguda, o que pode resultar nestas manifestações graves.

Embora não esteja estabelecido um nível de dose específico para definir a sobredosagem, a gestão clínica deve obrigatoriamente considerar a existência de compromisso renal. A depuração plasmática do fármaco está estreitamente relacionada com o clearance da creatinina, o que significa que doentes com compromisso renal pré-existente enfrentam um risco significativamente elevado de exposição prolongada e acumulação do medicamento, constituindo este um fator crítico para a gestão do caso.

Resposta de Emergência Necessária

A instrução regulamentar oficial determina que se deve procurar assistência médica imediata perante a suspeita ou confirmação de uma situação de sobredosagem. O tratamento é exclusivamente sintomático e de suporte, dado que não se conhece um antídoto específico para reverter os efeitos da toxicidade por lomefloxacina. A monitorização dos sinais vitais e a observação contínua do estado clínico do doente são componentes obrigatórios deste protocolo de suporte. Foi demonstrado que a hemodiálise não possui um efeito significativo na redução das concentrações plasmáticas de lomefloxacina.

Estrutura Regulamentar Oficial

Os documentos regulamentares definem o perfil de sobredosagem focando-se no principal risco neurológico agudo — as convulsões — e exigindo que os doentes procurem cuidados médicos de imediato. Uma vez que não existe um antídoto conhecido, os procedimentos oficiais requerem um tratamento de suporte e sintomático abrangente, acompanhado de vigilância contínua. Adicionalmente, os dados regulamentares sublinham que o compromisso renal cria uma limitação farmacocinética que prolonga a exposição ao fármaco, exigindo considerações especiais de gestão em cenários de sobredosagem.

Usos terapêuticos de Maxaquin

Factos Rápidos

  • Pode ser utilizado para tratar exacerbações bacterianas agudas de bronquite crónica.
  • Pode ser indicado no tratamento de infeções das vias urinárias (ITU) complicadas e não complicadas.
  • Pode ser administrado no período pré-operatório para ajudar a reduzir a incidência de infeções urinárias após intervenções cirúrgicas transuretrais.

O Maxaquin (cloridrato de lomefloxacina) é um medicamento que pode ser considerado para o tratamento de infeções bacterianas específicas em adultos. As principais áreas terapêuticas desta opção envolvem as infeções dos sistemas respiratório e urinário.

Este agente está indicado para o tratamento de infeções bacterianas de intensidade ligeira a moderada, quando causadas por microrganismos suscetíveis. As suas utilizações aprovadas incluem o tratamento de infeções das vias urinárias, abrangendo tanto os casos complicados como os não complicados.

Além disso, o medicamento pode ser utilizado para abordar exacerbações bacterianas agudas de bronquite crónica. Esta terapia pode proporcionar um efeito benéfico para doentes que necessitem de ajuda na gestão destas condições. O fármaco é também utilizado como medida preventiva para reduzir a incidência de infeções urinárias no período pósoperatório precoce em doentes submetidos a procedimentos cirúrgicos transuretrais.

Para uma descrição completa e detalhada sobre as utilizações aprovadas e as limitações deste tratamento, deve consultar-se a informação oficial de prescrição através do resumo regulamentar das características do medicamento.

Critérios de utilização e restrições

O Maxaquin (lomefloxacina) está aprovado estritamente para utilização em doentes adultos (com 18 ou mais anos) no tratamento de infeções bacterianas específicas. O perfil regulamentar oficial proíbe ou restringe a sua utilização em diversos grupos populacionais.

Âmbito de Elegibilidade

Classificação População/Condição
Contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida à lomefloxacina ou a qualquer outro antibiótico da classe das quinolonas.
Contraindicado Doentes Pediátricos e Adolescentes (menores de 18 anos), devido a preocupações de segurança relacionadas com o desenvolvimento das articulações.
Não Recomendado Mulheres Grávidas ou a Amamentar; a utilização não é recomendada devido ao risco potencial para o feto ou para o lactente.
Uso Condicional Doentes Geriátricos e doentes com compromisso renal requerem precaução especial devido ao risco acrescido de lesões nos tendões ou alterações no clearance do fármaco.
Uso Restrito Doentes com antecedentes de afeções dos tendões, perturbações do SNC que predisponham a convulsões, ou Miastenia Gravis (risco de exacerbação).

Estrutura de Elegibilidade Resultante

Os documentos regulamentares oficiais definem o Maxaquin como um antimicrobiano reservado exclusivamente a doentes adultos cujo estado clínico não inclua um historial de alergia às quinolonas ou outras vulnerabilidades específicas de alto risco. O perfil de elegibilidade está estruturado através de contraindicações absolutas, baseadas na hipersensibilidade e na idade, a par de restrições condicionais obrigatórias para doentes com fatores de risco pré-existentes. Esta estrutura reflete a necessidade regulamentar de mitigar riscos graves e específicos desta classe de fármacos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos

Esta informação descreve os padrões de interação oficialmente documentados para o Maxaquin (lomefloxacina), conforme especificado nos documentos regulamentares governamentais.


Interações Farmacocinéticas Documentadas

A administração conjunta com certos produtos pode alterar significativamente a exposição sistémica ao Maxaquin. Este efeito é primordialmente uma interação farmacocinética que tem origem num processo de quelação.

Substância/Produto em Interação Resultado Oficial da Interação
Catiões Multivalentes (ex.: antiácidos com alumínio ou magnésio, ferro, zinco, sucralfato) Resultam numa diminuição da exposição sistémica à lomefloxacina (redução da AUC e Cmax) devido à formação de complexos no trato gastrointestinal.
Alimentos (Administração Concomitante) Atrasa a taxa de absorção (Tmax aumentado em 41%) e reduz a extensão da absorção (AUC diminuída em 12%).

Restrições de Administração e Interações Medicamentosas

A informação regulamentar estabelece regras obrigatórias quanto ao tempo de administração e especifica uma interação com um medicamento administrado concomitantemente.

  • Regra Obrigatória de Tempo: Os produtos que contenham catiões multivalentes devem ser administrados pelo menos 4 horas após a dose de Maxaquin, de modo a mitigar a redução na absorção.
  • Teofilina: A administração simultânea pode levar a concentrações plasmáticas elevadas de teofilina e tem sido associada a um risco acrescido de reações adversas graves, estabelecendo uma restrição importante para o uso combinado.
  • Enzimas CYP: Está documentado que o Maxaquin é menos propenso a inibir o Citocromo P450 1A2 (CYP1A2) do que a ciprofloxacina, o que define o seu perfil específico de interação metabólica.

Mecanismo de ação

A atividade do Maxaquin inicia-se através do bloqueio seletivo de duas enzimas bacterianas essenciais: a DNA-girase e a Topoisomerase IV, as quais são fundamentais para a gestão do material genético do agente patogénico. As moléculas do fármaco funcionam como inibidores seletivos, ligando-se e estabilizando o complexo intermédio no local onde o ADN bacteriano foi clivado. Esta ligação interrompe imediatamente a capacidade da bactéria para replicar ou reparar o seu código genético.

A estabilização deste complexo enzima-ADN fragmentado resulta em danos extensos e irreparáveis no genoma bacteriano, provocados por quebras na cadeia dupla do ADN. Estes danos desencadeiam a resposta SOS da bactéria e a subsequente ativação de enzimas autolíticas, forçando a célula a um processo de autodestruição. Este mecanismo gera um efeito bactericida rápido, levando à destruição física dos agentes patogénicos suscetíveis, o que define a função biológica central da molécula.

Importa notar que o potencial funcional deste mecanismo pode ser limitado por condicionantes biológicas, incluindo sistemas de bombas de efluxo bacteriano que transportam o fármaco para fora da célula, e mutações estruturais nas enzimas alvo (DNA-girase/Topoisomerase IV). Estes fatores reduzem a afinidade ou a concentração do medicamento no local de atuação, resultando numa diminuição do efeito bactericida final.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Maxaquin (Enoxacina)

O Maxaquin (enoxacina) é administrado por via oral e a sua utilização correta é estritamente definida pelas diretrizes regulamentares governamentais. O cumprimento do protocolo oficial de administração é fundamental para assegurar a absorção adequada e a eficácia do fármaco, sendo igualmente determinante completar todo o ciclo de tratamento prescrito.

Orientações Oficiais de Administração

Âmbito da Administração Instruções de Acordo com a Fonte Regulamentar
Via de Administração Oral (pela boca)
Frequência Posológica Duas vezes ao dia (ex.: 200 mg ou 400 mg a cada 12 horas) ou como dose única, dependendo do regime prescrito.
Momento em relação às Refeições Tomar o medicamento pelo menos uma hora antes ou pelo menos duas horas após uma refeição.
Separação de Outros Produtos A administração deve ser separada de produtos que contenham catiões multivalentes (ex.: antiácidos com magnésio ou alumínio, sucralfato, ou suplementos com ferro ou zinco) por um intervalo mínimo de duas horas antes ou seis horas depois da dose de Maxaquin.

Regras de Procedimento e Ajuste de Dose

É fundamental completar a totalidade do tratamento prescrito de Maxaquin, mesmo que os sintomas comecem a melhorar precocemente, a menos que exista indicação contrária de um profissional de saúde. Doentes com compromisso renal (clearance da creatinina < 30 mL/min/1,73 m^2) devem receber uma dose reduzida — especificamente metade da dose recomendada a cada 12 horas, após uma dose inicial normal. A manutenção de uma hidratação adequada, através da ingestão de bastantes líquidos adicionais, é também explicitamente aconselhada durante o tratamento.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação Clínica / Visão Geral dos Estudos sobre o Maxaquin

Evidência de Investigação em Infeções do Trato Urinário (ITU)

Foram realizados estudos para avaliar o Maxaquin em adultos que apresentavam sintomas agudos relacionados com infeções do trato urinário. Especificamente, os investigadores mediram a resolução clínica (a forma como os sintomas evoluíram nas populações observadas) e a resposta bacteriológica (padrões na presença do agente patogénico causador).

A evidência deriva de ensaios multicêntricos, incluindo estudos aleatorizados que envolveram comparações com outros agentes antibacterianos. Estes ensaios descreveram padrões relativos à evolução dos sintomas e à presença de bactérias. Por exemplo, alguns estudos relataram que as alterações medidas nos resultados com Maxaquin foram semelhantes às observadas com os agentes de comparação durante o período do estudo.

A incerteza no contexto da evidência advém, em parte, da classe farmacológica mais ampla. Os organismos regulamentares emitiram recomendações sugerindo restrições ao uso de fluoroquinolonas em algumas infeções não complicadas, o que influencia a interpretação da evidência existente, mesmo que as conclusões iniciais tenham sido comparáveis a outros tratamentos.

Evidência de Investigação em Exacerbações Agudas de Bronquite Crónica

Estudos que analisaram o Maxaquin em condições caracterizadas por episódios agudos, como exacerbações bacterianas agudas de bronquite crónica, utilizaram cenários de investigação controlados. A investigação explorou alterações de sintomas a curto prazo, monitorizando resultados que refletem o funcionamento diário e indicadores relatados pelos doentes sobre o desconforto percecionado.

Os resultados descreveram padrões relacionados com a resposta clínica (avaliando a evolução dos sintomas) e a resposta microbiológica (avaliando os padrões nas bactérias visadas). Estes resultados foram habitualmente medidos num intervalo de tempo curto e definido após o início do tratamento antibacteriano.

O que permanece incerto é que as avaliações regulamentares desta classe de fármacos assinalaram dificuldades em quantificar com fiabilidade a magnitude do efeito ao comparar a terapia antibacteriana com a ausência de tratamento em certos grupos de doentes. Além disso, os efeitos a longo prazo na frequência de exacerbações subsequentes não estão totalmente estabelecidos.

Evidência de Investigação em Profilaxia Cirúrgica

Esta secção detalha os ensaios clínicos controlados e os estudos comparativos que investigaram o uso do Maxaquin em contextos de investigação onde a incidência de ITUs foi monitorizada após procedimentos cirúrgicos transuretrais.

Os principais resultados estudados foram os padrões medidos na incidência de ITUs pós-operatórias e as taxas de bacteriúria (presença de bactérias na urina). A investigação destaca alterações medidas nas taxas de infeção que foram observadas como sendo semelhantes às verificadas com os agentes de comparação.

O que permanece incerto é o facto de a evidência derivar principalmente de ensaios que comparam o fármaco com um antibiótico ativo, o que significa que falta frequentemente evidência comparativa face à ausência de tratamento. Adicionalmente, as durações do acompanhamento foram tipicamente limitadas ao período imediato após a cirurgia, existindo informação limitada sobre resultados a longo prazo após a administração profilática.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Maxaquin (FAQ)

P: Qual é a rapidez com que o Maxaquin começa geralmente a atuar numa infeção?

R: A informação oficial sobre o funcionamento do Maxaquin esclarece que o seu mecanismo foi concebido para provocar um efeito bactericida rápido em bactérias suscetíveis. Contudo, o tempo exato que um doente demora a notar uma melhoria clínica, como o alívio dos sintomas, não está habitualmente quantificado nos documentos regulamentares.


P: É comum sentir tonturas após começar a tomar Maxaquin?

R: Os documentos regulamentares listam as tonturas como uma reação adversa documentada que pode ocorrer durante a toma de Maxaquin. A informação oficial de prescrição detalha a frequência deste e de outros efeitos secundários observados em estudos clínicos.


P: O Maxaquin pode afetar os padrões de sono?

R: Sim, a informação de segurança oficial indica que o Maxaquin, tal como outros fármacos da sua classe, pode por vezes causar efeitos secundários no sistema nervoso central (SNC). A insónia (dificuldade em dormir) está especificamente listada como uma reação documentada.


P: Quanto tempo permanece o Maxaquin no organismo após a última dose?

R: De acordo com os dados farmacocinéticos oficiais, o Maxaquin (lomefloxacina) tem uma semivida de eliminação de aproximadamente 7 a 8 horas em adultos com função renal normal. Com base na farmacocinética, o fármaco é substancialmente eliminado do corpo num período de cerca de 72 horas, embora existam variações individuais.


P: É possível desenvolver resistência ao Maxaquin com o tempo?

R: Sim, os documentos regulamentares descrevem o potencial de as bactérias desenvolverem resistência a esta classe de antibióticos. A resistência pode ocorrer através de limitações biológicas, como mutações nas enzimas do ADN bacteriano, o que reduz a eficácia do fármaco.


P: Porque é que algumas pessoas sentem zumbidos nos ouvidos (acufenos) enquanto tomam Maxaquin?

R: Os documentos oficiais de segurança listam o tinnitus (zumbidos nos ouvidos) como um evento adverso documentado. Esta reação é geralmente agrupada com outros potenciais efeitos no sistema nervoso associados ao Maxaquin.


P: O Maxaquin interage com contracetivos orais (pílula)?

R: Estudos específicos de interação medicamentosa entre o Maxaquin e os contracetivos orais comuns não estão tipicamente documentados no rótulo regulamentar. Isto indica que uma interação clinicamente significativa não foi formalmente estabelecida pelo fabricante.


P: De que forma a semivida do Maxaquin afeta a frequência das doses?

R: A semivida do fármaco, de aproximadamente 8 horas, influencia o esquema posológico prescrito. Esta duração destina-se a ajudar a manter níveis consistentes do antibiótico no organismo quando este é tomado conforme indicado.


P: O que acontece se houver o esquecimento de uma dose de Maxaquin?

R: A orientação regulamentar oficial indica geralmente que, se uma dose for esquecida, pode ser tomada assim que o doente se lembrar. No entanto, se estiver quase na hora da dose seguinte, a dose esquecida deve ser ignorada e deve prosseguir-se com o esquema regular. É explicitamente aconselhado não duplicar a dose para compensar uma dose em falta.


P: O Maxaquin requer uma dieta especial durante o período de tratamento?

R: O Maxaquin não exige uma dieta especial, mas a toma do medicamento deve ser separada por várias horas de antiácidos ou suplementos que contenham catiões multivalentes (como alumínio, magnésio, ferro ou zinco). Esta separação é necessária porque estas substâncias podem reduzir significativamente a absorção do fármaco.


P: O Maxaquin pode alterar os resultados de certos exames laboratoriais?

R: Sim, os avisos oficiais indicam que o Maxaquin pode interferir com testes de rastreio laboratoriais específicos. Esta interferência pode levar a resultados falsos-positivos para certas substâncias, como opiáceos ou benzodiazepinas, em exames de urina.


P: Existem efeitos secundários a longo prazo associados ao uso de Maxaquin?

R: Os avisos oficiais referem que reações adversas graves, particularmente a neuropatia periférica (danos nos nervos), podem ser incapacitantes e potencialmente irreversíveis. Estes efeitos podem ser tardios, ocorrendo até vários meses após a interrupção do tratamento.


P: É comum sentir azia ou mal-estar estomacal com o Maxaquin?

R: Os dados de segurança oficiais confirmam que os problemas gastrointestinais são efeitos secundários documentados do Maxaquin, incluindo náuseas e diarreia. Outros problemas relacionados, como mal-estar estomacal ou azia, também podem constar nas tabelas de dados de eventos adversos.


P: Existe risco de alterações mentais ou de humor durante a toma de Maxaquin?

R: Sim, os avisos regulamentares referem que o Maxaquin acarreta um risco de perturbações mentais e do humor. As reações documentadas incluem, entre outras, ansiedade, depressão, alucinações e ideação ou comportamento suicida.


P: O Maxaquin é utilizado para tratar infeções sexualmente transmissíveis (IST)?

R: As utilizações aprovadas (indicações) do Maxaquin são estabelecidas pelos organismos regulamentares para infeções bacterianas específicas. Estas incluem tipicamente Infeções do Trato Urinário (ITU), exacerbações de Bronquite Crónica e Profilaxia Cirúrgica em determinados procedimentos. As IST não costumam estar listadas como indicações aprovadas.


P: Quais são os ingredientes do Maxaquin além da substância ativa?

R: Os comprimidos de Maxaquin contêm a substância ativa, cloridrato de lomefloxacina, juntamente com vários ingredientes inativos (excipientes). Estes excipientes são materiais farmacêuticos padrão, como agentes de enchimento, corantes e aglutinantes, necessários para formar o comprimido. A lista completa detalha-se na informação oficial do produto.


P: As pessoas com problemas renais precisam de uma dose diferente de Maxaquin?

R: Sim, as diretrizes de administração oficiais exigem um ajuste posológico para indivíduos com função renal reduzida (compromisso renal). Para evitar que o fármaco se acumule no organismo, estes doentes necessitam geralmente de uma dose reduzida em comparação com aqueles que têm uma função renal normal.


P: O Maxaquin pode causar alterações nos níveis de açúcar no sangue?

R: Os avisos oficiais associados a esta classe de fármacos referem que o Maxaquin pode causar perturbações nos níveis de glicose no sangue. Estas perturbações podem manifestar-se tanto como níveis excessivamente baixos (hipoglicemia) ou níveis excessivamente altos (hiperglicemia).


P: Que tipo de monitorização é necessária durante a toma de Maxaquin?

R: Os documentos regulamentares aconselham que a monitorização pode ser necessária durante o tratamento em certas situações de alto risco. Isto inclui a monitorização da função renal para ajustes de dose e a monitorização do intervalo QT (uma medida do ritmo cardíaco) em doentes com risco de problemas cardíacos.


P: Existe um tempo máximo que uma pessoa pode tomar Maxaquin com segurança?

R: A orientação regulamentar oficial define uma duração máxima de tratamento específica para cada uma das utilizações aprovadas do Maxaquin (por exemplo, um máximo de 10 dias para certas infeções). A orientação regulamentar estipula que a duração do tratamento deve estar alinhada com os prazos estabelecidos para a indicação aprovada específica.

Como Maxaquin deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação e Eliminação do Maxaquin (Cloridrato de Lomefloxacina) em Comprimidos

A conservação dos comprimidos de Maxaquin deve cumprir as condições regulamentares oficiais de modo a garantir a integridade do produto.

Domínio do Requisito Condição Oficial
Temperatura Conservar a temperatura ambiente controlada (20°C a 25°C).
Proteção Deve ser protegido da luz e da humidade excessiva.
Recipiente Manter na embalagem original, bem fechada.
Segurança Infantil Manter fora da vista e do alcance das crianças.

No que respeita à eliminação, não se recomenda que o Maxaquin não utilizado ou fora de prazo seja deitado no cano ou na sanita. O método preferencial é a entrega num ponto de recolha oficial de medicamentos (como as farmácias). Caso não esteja disponível uma opção de recolha, os comprimidos devem ser misturados com uma substância indesejável, selados num recipiente e colocados no lixo doméstico. Antes de descartar a embalagem original, deve remover-se toda a informação pessoal da mesma.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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