Lenvatinib

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Lenvatinib

O que é o Lenvatinib?

O lenvatinib é um medicamento antineoplásico que pertence a uma classe de fármacos conhecidos como inibidores da cinase multialvo. Atua bloqueando a ação de proteínas específicas que sinalizam às células cancerígenas para se multiplicarem e que promovem o desenvolvimento de novos vasos sanguíneos que alimentam os tumores. Ao interferir nestas vias de sinalização, o medicamento ajuda a abrandar ou a interromper a progressão da doença.

Este medicamento é habitualmente prescrito para o tratamento de determinados tipos de cancro que não podem ser controlados através de cirurgia ou de outras terapias convencionais. Entre as suas principais aplicações encontram-se o tratamento do carcinoma diferenciado da tiroide progressivo e resistente ao iodo radioativo, o carcinoma de células renais avançado (em combinação com outras terapias) e o carcinoma hepatocelular irressecável. Em alguns casos, é também utilizado em combinação com imunoterapia para tratar tipos específicos de cancro do endométrio em fase avançada.

O lenvatinib é administrado por via oral, geralmente na forma de cápsulas tomadas uma vez por dia. A dosagem e o esquema de tratamento são determinados pelo médico assistente com base no tipo de cancro, na função orgânica do doente e na resposta individual à terapêutica. Como acontece com outros tratamentos oncológicos direcionados, o acompanhamento médico regular é essencial para monitorizar a eficácia do tratamento e gerir possíveis efeitos secundários.

Quais efeitos secundários são possíveis com Lenvatinib?

Lenvatinib: Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do lenvatinib, conforme documentado em fontes regulamentares oficiais, é definido por reações adversas classificadas por frequência e pela classe de sistemas de órgãos. Esta informação descreve as características de segurança do medicamento oficialmente reconhecidas, evitando rigorosamente aconselhamento clínico ou instruções de utilização.

Classificação Oficial das Reações Adversas

As reações adversas são categorizadas utilizando terminologia regulamentar padronizada. As reações classificadas como Muito Frequentes (afetam 1 ou mais em cada 10 doentes) incluem tipicamente Hipertensão (pressão arterial elevada), Fadiga, Diarreia, Proteinúria (presença de proteínas na urina) e Diminuição do apetite. As reações Frequentes (afetam entre 1 em cada 100 e 1 em cada 10 doentes) incluem o Hipotiroidismo (atividade insuficiente da tiroide) e a Artralgia (dor nas articulações).

Os efeitos adversos estão documentados em diversos sistemas de órgãos, incluindo Doenças vasculares (Hipertensão), Doenças gastrointestinais (Náuseas, Estomatite), Doenças do metabolismo e da nutrição (Perda de peso) e Doenças renais e urinárias (Proteinúria).

Problemas de Segurança Graves Documentados

As informações oficiais especificam vários eventos considerados Reações Adversas Graves. Estes incluem riscos de Eventos Tromboembólicos Arteriais, hemorragias graves (Hemorragia), Hepatotoxicidade (problemas hepáticos graves) e Disfunção Cardíaca. Outra preocupação grave explicitamente listada é a Síndrome de Encefalopatia Posterior Reversível (PRES).

Considerações de Segurança e Condicionalismos

O perfil regulamentar observa que certos efeitos, como a Hipertensão, surgem geralmente na fase inicial do tratamento. Além disso, o Hipotiroidismo requer monitorização antes e durante todo o período de tratamento. Estão descritas considerações de segurança específicas para doentes com Insuficiência Hepática e Insuficiência Renal, devido a alterações na forma como o medicamento é processado pelo organismo, conforme documentado no resumo das características do medicamento.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

O perfil regulamentar oficial para a sobredosagem de Lenvatinib foca-se na gestão da sobre-exposição aguda e no agravamento previsível dos efeitos secundários graves conhecidos do fármaco. Espera-se que os sinais clínicos de sobredosagem se manifestem como uma amplificação das toxicidades classificadas como reações de Grau 3 ou Grau 4 nas informações do produto. Estas manifestações graves envolvem sistemas fisiológicos fundamentais, incluindo potencialmente resultados fatais como hipertensão descontrolada, disfunção cardíaca aguda, insuficiência hepática, insuficiência renal e eventos hemorrágicos significativos. A informação regulamentar refere ainda que a sobre-exposição pode conduzir a complicações graves, tais como perfuração gastrointestinal ou eventos neurológicos, como a Síndrome de Encefalopatia Posterior Reversível (RPLS).

A gestão de um evento de sobredosagem exige que o medicamento seja imediatamente suspenso e que sejam iniciados cuidados de suporte adequados para tratar os sinais e sintomas clínicos à medida que estes surgem. As informações de prescrição confirmam que não é conhecido qualquer antídoto específico para reverter os efeitos da sobre-exposição ao Lenvatinib. É necessária assistência médica urgente perante qualquer suspeita de sobredosagem. As orientações oficiais estabelecem explicitamente que os serviços de emergência devem ser contactados imediatamente se um indivíduo entrar em colapso, sofrer uma convulsão, apresentar dificuldade em respirar ou não conseguir acordar. Isto inclui contactar a linha de apoio do centro de informação antivenenos para todos os casos de suspeita de sobredosagem.

Usos terapêuticos de Lenvatinib

Para que serve o Lenvatinib: Principais Utilizações e Benefícios

O lenvatinib é aplicado em diversas áreas terapêuticas onde é necessário apoio sintomático adicional em doentes adultos. É habitualmente utilizado para auxiliar em condições caracterizadas por períodos de sintomas agravados, especificamente no carcinoma diferenciado da tiroide (CDT), no carcinoma hepatocelular (CHC), no carcinoma de células renais (CCR) e no carcinoma do endométrio (CE). O medicamento é considerado relevante em contextos que envolvem uma elevada carga sistémica, sendo aplicado na abordagem de situações onde os sintomas se podem intensificar temporariamente.

Este medicamento é frequentemente utilizado em patologias que apresentam episódios agudos, uma vez que a doença pode ser resistente a outros tratamentos ou não ser passível de remoção cirúrgica. O benefício terapêutico pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional durante os períodos de maior intensidade de sintomas. A vantagem prática para os doentes pode ajudar a manter uma sensação de estabilidade durante os períodos sintomáticos, o que contribui para uma melhoria do conforto no dia a dia.


Facto Rápido: Alívio na Doença Progressiva O lenvatinib é aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, ajudando a abordar conjuntos de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos devido ao crescimento avançado do tumor.

Critérios de utilização e restrições

O lenvatinib está oficialmente indicado apenas para doentes adultos em todas as utilizações aprovadas, incluindo o Carcinoma Diferenciado da Tiroide (DTC), o Carcinoma Hepatocelular (HCC), o Carcinoma de Células Renais (RCC) e o Carcinoma do Endométrio (EC).

Populações com Utilização Proibida ou Restrita

Categoria de Restrição Estatuto Regulamentar População ou Condição
Contraindicação Absoluta Contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida ao lenvatinib ou a qualquer um dos seus excipientes.
Contraindicado Mulheres a amamentar (a amamentação deve ser interrompida durante o tratamento e durante, pelo menos, uma semana após a dose final).
Restrição de Idade Não Estabelecida População Pediátrica (a segurança e a eficácia não foram estabelecidas).
Não Recomendado Crianças com menos de 2 anos de idade.
Função Orgânica (Uso Condicional) Uso Condicional Doentes com insuficiência hepática grave (Child-Pugh C) ou insuficiência renal grave; é obrigatória uma redução da dose inicial.
Não Recomendado Doentes com doença renal terminal ou doentes com HCC que apresentem insuficiência hepática moderada ou grave.
Restrição Fisiológica Restrito Mulheres grávidas e mulheres com potencial reprodutivo, que devem utilizar métodos contracetivos eficazes durante a terapia e durante, pelo menos, 30 dias após a última dose, devido ao risco de danos para o feto.

Condições que Exigem a Interrupção Permanente

As informações oficiais do medicamento determinam a interrupção permanente do tratamento caso o doente desenvolva determinadas condições potencialmente fatais durante a utilização, tais como um Evento Tromboembólico Arterial, Insuficiência Hepática ou Hemorragia de Grau 4.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interação do lenvatinib está documentado pelas autoridades regulamentares com base no seu metabolismo e na sua capacidade de inibir transportadores e enzimas específicos. Não existem medicamentos listados como estritamente contraindicados nas principais informações oficiais de prescrição.

Interações Farmacocinéticas e de Transportadores

O lenvatinib é principalmente um substrato para a enzima metabólica CYP3A4 e para os transportadores de efluxo glicoproteína-P (P-gp) e BCRP. A administração concomitante com inibidores ou indutores fortes da CYP3A4 ou da P-gp está oficialmente documentada como podendo alterar ligeiramente a exposição ao lenvatinib (AUC e Cmax). No entanto, estas alterações são consistentemente classificadas nos relatórios regulamentares como não tendo relevância clínica, não sendo necessário um ajuste de dose na população geral. O lenvatinib está também documentado como sendo um inibidor fraco da CYP3A4 in vitro, o que pode resultar num aumento das concentrações plasmáticas de outros substratos da CYP3A4 administrados em simultâneo.

Condicionalismos Farmacodinâmicos e de Administração

A administração conjunta com medicamentos conhecidos por prolongar o intervalo QTc pode aumentar o risco de prolongamento do intervalo QTc, o que constitui uma preocupação farmacodinâmica específica e documentada. Relativamente ao momento da toma, as informações oficiais do medicamento estabelecem que o lenvatinib pode ser administrado com ou sem alimentos, dado que a ingestão de alimentos não altera a extensão total da exposição ao fármaco.

Restrições em Populações Específicas

As alterações na farmacocinética resultam num aumento significativo da exposição ao lenvatinib em doentes com insuficiência hepática grave (Child-Pugh C) ou insuficiência renal grave (CLcr < 30 mL/min). Para estas populações específicas de doentes, é formalmente exigida pelas autoridades regulamentares uma redução da dose inicial.

Mecanismo de ação

Mecanismo de Ação do Lenvatinib

O lenvatinib é um tipo de medicamento conhecido como inibidor da cinase de múltiplos recetores. Atua bloqueando a atividade de proteínas específicas denominadas recetores de tirosina cinase, que se encontram na superfície das células. Estas proteínas desempenham um papel fundamental na sinalização celular, comunicando às células quando se devem dividir e crescer.

Uma das principais funções do lenvatinib é inibir os recetores do fator de crescimento endotelial vascular (VEGFR). Estes recetores são essenciais para o processo de angiogénese, que consiste na formação de novos vasos sanguíneos. Ao bloquear estes recetores, o lenvatinib ajuda a interromper o fornecimento de sangue e nutrientes ao tumor, o que pode atrasar ou impedir o seu crescimento.

Além de visar o fornecimento de sangue, o lenvatinib bloqueia outros recetores envolvidos na progressão do cancro, como os recetores do fator de crescimento de fibroblastos (FGFR), o recetor do fator de crescimento derivado de plaquetas (PDGFR-alfa), o KIT e o RET. Ao inibir estas diversas vias de sinalização em simultâneo, o medicamento ajuda a interferir com os mecanismos que as células cancerígenas utilizam para se multiplicarem e espalharem pelo organismo.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Lenvatinib

O lenvatinib é administrado por via oral sob a forma de cápsulas rígidas nas dosagens de 4 mg e 10 mg. O medicamento deve ser tomado uma vez por dia, aproximadamente à mesma hora todos os dias, e pode ser ingerido com ou sem alimentos. Este esquema diário destina-se a uma terapia contínua e de longo prazo.

Dosagem e Administração Recomendada

A dose inicial recomendada é específica para a indicação regulamentar. Para a monoterapia do Carcinoma Diferenciado da Tiróide (DTC), a dose inicial padrão é de 24 mg uma vez por dia. Para a monoterapia do Carcinoma Hepatocelular (HCC), a dose é determinada pelo peso corporal, iniciando-se com 12 mg para doentes com peso igual ou superior a 60 kg e 8 mg para doentes com peso inferior a 60 kg. Os regimes de combinação para o Carcinoma de Células Renais (RCC) ou Carcinoma do Endométrio (EC) iniciam-se tipicamente com uma dose diária de 20 mg ou 18 mg de lenvatinib.

As cápsulas devem ser engolidas inteiras; não devem ser partidas nem esmagadas. Se um doente não conseguir engolir a cápsula, esta pode ser dispersa em líquido (água ou sumo de maçã) para criar uma suspensão.

Estão previstos ajustes específicos na dose inicial para doentes que apresentem inicialmente insuficiência hepática grave (Child-Pugh C) ou insuficiência renal grave (depuração da creatinina < 30 mL/min), resultando frequentemente numa dose inicial diária reduzida de 14 mg ou 10 mg. Se uma dose for esquecida e tiverem passado mais de 12 horas desde a hora programada, a dose esquecida deve ser saltada e a dose seguinte deve ser tomada à hora habitual.

Evidência clínica recente

Lenvatinib: Evidência Clínica Recente

A investigação disponível sobre o Lenvatinib foi avaliada em diversos ensaios clínicos de grande escala. Os resultados descrevem padrões de grupo observados nestas populações específicas de estudo, sendo que a investigação fornece contexto, mas não previsões individuais sobre o desfecho pessoal de um doente. Este resumo descreve a estrutura da base de evidência atual.


Evidência para o Uso no Carcinoma Diferenciado da Tiroide (DTC)

O cenário de investigação para o DTC provém de um Ensaio Clínico Aleatorizado (ECA) de Fase 3 que avaliou o Lenvatinib em comparação com um placebo. Os estudos monitorizaram a Sobrevivência Livre de Progressão (PFS), e os resultados descreveram padrões de diferentes medições de tempo entre os dois grupos. A interpretação dos dados de Sobrevivência Global (OS) é limitada, uma vez que o desenho do ensaio permitiu o cruzamento (crossover) de doentes do grupo placebo para o grupo de tratamento.


Evidência para o Uso no Carcinoma Hepatocelular (HCC)

Para o HCC, a evidência principal baseou-se num Ensaio de não inferioridade de Fase 3, aleatorizado, que comparou o Lenvatinib com outro tratamento ativo. O estudo foi estruturado para analisar se o Lenvatinib era não inferior no que diz respeito à Sobrevivência Global (OS), tendo cumprido estes critérios. Os estudos monitorizaram a PFS e a Resposta Objetiva, com resultados que descrevem padrões de diferenças entre os dois grupos. A evidência está limitada a doentes com função hepática adequada (Classe A de Child-Pugh).


Evidência para o Uso no Carcinoma de Células Renais (RCC) Avançado e Carcinoma do Endométrio (EC)

Tanto para o RCC avançado como para o EC, a investigação fundamental foi gerada a partir de Ensaios Aleatorizados de Fase 3 que analisaram o Lenvatinib em combinação com outro agente sistémico face à terapia padrão. Estes estudos monitorizaram a OS, a PFS e as taxas de resposta tumoral. Os regimes de combinação foram associados a diferentes medições de sobrevivência e resposta em comparação com os grupos de controlo. Nestes contextos avançados, verifica-se uma falta de evidência comparativa sobre a monoterapia com Lenvatinib.


Limitações e Lacunas na Investigação

Os efeitos a longo prazo para além dos relatórios finais dos estudos não estão totalmente estabelecidos. Além disso, a evidência aplica-se apenas às populações de doentes estudadas, o que significa que os dados para populações especiais, tais como indivíduos com comorbilidades graves, permanecem insuficientes. Outras limitações incluem a dependência de uma metodologia de não inferioridade para o ensaio de HCC e a ausência de dados de alto nível sobre o uso isolado do fármaco (agente único) para RCC e EC.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Lenvatinib (FAQ)

P: Qual é a principal diferença entre o Lenvatinib e outros comprimidos de terapia dirigida?

Estudos e informações oficiais indicam que o Lenvatinib é um Inibidor multialvo do Recetor de Tirosina Quinase (RTK). Isto significa que o medicamento atua bloqueando simultaneamente várias vias de sinalização (como VEGFR 1-3 e FGFR 1-4). Esta abordagem de bloqueio alargado, que restringe o crescimento e o fornecimento de nutrientes às células anormais, é uma característica fundamental descrita no perfil farmacológico do fármaco.

P: Porque é que o Lenvatinib é por vezes utilizado com outro fármaco, como o everolimus?

A evidência científica demonstra que o Lenvatinib foi estudado em combinação com outro agente sistémico para certos cancros avançados, como o Carcinoma de Células Renais e o Carcinoma do Endométrio. O objetivo de utilizar dois agentes em conjunto é atingir vias diferentes e complementares na biologia do cancro, procurando potencialmente uma estratégia terapêutica reforçada em comparação com a utilização de um agente isolado.

P: Qual é o período máximo que uma pessoa já tomou Lenvatinib?

O Lenvatinib destina-se a uma terapia contínua de longo prazo, sendo habitualmente mantido até que a doença progrida ou os efeitos secundários se tornem inaceitáveis. Os dados dos ensaios clínicos reportam a duração mediana do tratamento para grupos de doentes, a qual varia consoante o tipo de cancro. Por exemplo, em estudos para o cancro do fígado, a duração mediana do tratamento foi reportada entre 7,3 e 7,6 meses.

P: Preciso de alterar a minha dieta enquanto tomo Lenvatinib?

Os documentos regulamentares indicam que o Lenvatinib pode ser tomado com ou sem alimentos. Não existem restrições ou alterações dietéticas major listadas como obrigatórias nas informações oficiais. Relativamente à administração, destaca-se a importância de tomar a dose aproximadamente à mesma hora todos os dias.

P: O Lenvatinib pode interagir com analgésicos comuns como o ibuprofeno?

As informações oficiais do medicamento não listam analgésicos comuns de venda livre, como o ibuprofeno, mas mencionam interações com fármacos que prolongam o intervalo QTc (o que pode afetar o ritmo cardíaco). Dado que o Lenvatinib acarreta um risco documentado de hemorragia, o uso concomitante com outros fármacos que também aumentem esse risco, como certos analgésicos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), constitui uma consideração de segurança.

P: O Lenvatinib afeta a fertilidade em homens ou mulheres?

Com base em estudos realizados em animais, os documentos regulamentares oficiais indicam que o Lenvatinib pode prejudicar a fertilidade tanto em homens como em mulheres. Os efeitos do fármaco na fertilidade humana não foram especificamente estudados em seres humanos.

P: É seguro tomar Lenvatinib antes de uma cirurgia?

As informações oficiais de segurança referem o risco de compromisso da cicatrização de feridas com o Lenvatinib. Devido a este risco, no caso de cirurgias major, as instruções de prescrição indicam que o medicamento deve ser suspenso por um período específico antes e depois do procedimento.

P: O Lenvatinib pode ser tomado com antiácidos ou medicamentos redutores de acidez?

Os documentos regulamentares recomendam precaução e monitorização ao tomar Lenvatinib com qualquer fármaco que possa prolongar o intervalo QTc (um efeito que pode alterar o ritmo cardíaco). Esta categoria de medicamentos pode incluir certos produtos antiácidos ou redutores de acidez.

P: Que tipo de monitorização é feita durante o tratamento com Lenvatinib?

As informações oficiais de segurança destacam especificamente que o Hipotiroidismo (atividade insuficiente da tiroide) requer monitorização laboratorial antes e durante todo o período de tratamento. Devido ao risco de pressão arterial elevada (Hipertensão), o controlo da pressão arterial é também uma medida de segurança mencionada nos documentos oficiais.

P: Existem efeitos secundários conhecidos a longo prazo após parar o Lenvatinib?

Os documentos oficiais referem que os efeitos a longo prazo do fármaco, para além dos relatórios finais dos estudos, não estão totalmente estabelecidos. Por isso, existe informação limitada nos dados regulamentares sobre riscos específicos que possam persistir ou desenvolver-se muito após a interrupção do tratamento.

P: O Lenvatinib afeta o paladar?

Embora a classificação oficial de efeitos secundários liste doenças gastrointestinais gerais, como náuseas e estomatite (inflamação da boca), não lista explicitamente a alteração do paladar (disgeusia). No entanto, está documentada a preocupação de segurança relacionada com a inflamação da boca.

P: Qual é o significado do termo 'PFS' quando se discutem ensaios de Lenvatinib?

PFS significa Sobrevivência Livre de Progressão. Esta é uma medição utilizada em ensaios clínicos para determinar o período de tempo que um grupo de doentes vive com a doença sem que esta piore ou progrida. É um indicador fundamental utilizado para comparar o desfecho entre o Lenvatinib e outros tratamentos.

P: O Lenvatinib é um fármaco citotóxico?

O Lenvatinib é classificado como um Inibidor da Tirosina Quinase (TKI) e uma terapia dirigida. Atua interrompendo sinais específicos que sustentam o crescimento e a sobrevivência celular. Embora seja considerado um agente antineoplásico (combate o crescimento tumoral), não é classificado como quimioterapia citotóxica tradicional.

P: Porque é que um tipo de cancro é chamado 'refratário ao iodo radioativo'?

Este é um termo clínico utilizado para descrever o cancro diferenciado da tiroide (DTC) que já não responde ao tratamento com iodo radioativo. A evidência clínica do Lenvatinib apoia a sua utilização em doentes com esta forma específica e avançada de cancro da tiroide.

P: Porque é que a embalagem do Lenvatinib tem um Aviso de Advertência Destacada?

O Lenvatinib não possui um Aviso de Advertência Destacada (também conhecido como "Boxed Warning" ou "Black Box Warning") no seu rótulo oficial da FDA nos EUA. Contudo, o rótulo inclui vários Avisos e Precauções graves relacionados com riscos como hipertensão, danos hepáticos e problemas cardíacos, que são detalhados nas informações completas de prescrição.

P: Os estudos mostram que o Lenvatinib é seguro para doentes com historial de AVC?

As informações oficiais de segurança listam o risco de Eventos Tromboembólicos Arteriais (ATEs), que incluem condições como o AVC (acidente vascular cerebral). Os documentos oficiais referem que os doentes com fatores de risco existentes para ATEs são habitualmente avaliados quanto a estes riscos antes de iniciarem o tratamento.

P: O Lenvatinib interage com anticoagulantes como a varfarina?

A informação regulamentar oficial refere que a administração concomitante com anticoagulantes pode ser uma consideração de segurança devido ao risco de hemorragia documentado do Lenvatinib. Os documentos indicam que a utilização conjunta com fármacos como a varfarina pode exigir a monitorização de testes de coagulação sanguínea.

P: Quais são os alimentos ou bebidas conhecidos por interagir com o Lenvatinib?

Os documentos oficiais enfatizam que o Lenvatinib pode ser tomado com ou sem alimentos, pois a alimentação não altera a quantidade de fármaco absorvida pelo organismo. Embora não existam proibição gerais de alimentos específicos, como o fármaco é metabolizado por enzimas hepáticas, alguns produtos como o sumo de toranja (grapefruit) podem afetar os seus níveis, sendo esta uma consideração de segurança comum para fármacos processados por este sistema enzimático.

Como Lenvatinib deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Lenvatinib

As cápsulas de lenvatinib devem ser conservadas a uma temperatura ambiente controlada, especificamente a 25 °C (77 F), sendo permitidas variações de temperatura entre os 15 °C e os 30 °C (59 F e 86 F). É essencial manter o medicamento na sua embalagem original e armazená-lo longe da humidade e da luz direta, garantindo que o mesmo não seja congelado.

Se as cápsulas forem preparadas como uma suspensão oral, a mistura líquida é estável apenas por um período máximo de 24 horas e deve ser eliminada após essas 24 horas, mesmo que tenha sido refrigerada.

Segurança Infantil e Eliminação: O medicamento deve ser guardado fora do alcance das crianças. O lenvatinib não utilizado ou fora do prazo de validade não deve ser deitado na sanita nem no lixo comum; a sua eliminação deve seguir as orientações de um profissional de saúde, de acordo com as regulamentações locais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Equivalente a Lenvatinib encontrado em:

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