Lacosam

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Lacosam

Lacosam: Definição e Classificação Farmacológica

O Lacosam é um medicamento específico, sujeito a receita médica, que contém como única substância ativa a Lacosamida. Está formalmente classificado como um anticonvulsivante ou fármaco antiepiléptico (FAE). O objetivo terapêutico geral deste fármaco é estabilizar a excitabilidade elétrica anómala das células nervosas no sistema nervoso central.

A Lacosamida é um composto avançado, cuja utilização em cuidados neurológicos é clinicamente reconhecida pela sua eficácia no controlo da atividade elétrica. A substância em si é quimicamente caracterizada como um aminoácido funcionalizado quiral, uma estrutura que contribui para as suas propriedades farmacológicas únicas.

Composição, Origem e Formas Disponíveis

A Lacosamida é uma entidade química sintética, formulada exclusivamente como um produto de ingrediente único, o que simplifica a avaliação farmacológica. O Lacosam foi concebido para proporcionar uma flexibilidade abrangente aos grupos de doentes alvo, incluindo adultos e doentes pediátricos.

Está disponível em diversas formas farmacêuticas distintas para facilitar diferentes vias de administração, incluindo formas sólidas para ingestão oral, como o comprimido convencional e a cápsula de libertação prolongada, além de uma solução oral líquida. Adicionalmente, é utilizada uma solução para infusão intravenosa em contextos clínicos, quando a ingestão por via oral não é temporariamente viável.

O que torna a Lacosamida um FAE inovador?

A Lacosamida é categorizada como um fármaco antiepiléptico de terceira geração porque a sua ação é altamente especializada e distinta de compostos mais antigos da sua classe. A investigação sugere que a Lacosamida reforça seletivamente a inativação lenta dos canais de sódio dependentes da voltagem. Esta capacidade única oferece uma abordagem moderna para inibir o disparo repetitivo em neurónios hiperexcitáveis, permitindo que o fármaco atenue eficazmente a sinalização elétrica rápida que define a atividade convulsiva.

Quais efeitos secundários são possíveis com Lacosam?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do Lacosam está documentado através de classificações regulamentares oficiais, que organizam as reações adversas de acordo com a sua frequência de ocorrência e o sistema fisiológico afetado, em conformidade com as normas internacionais.

Frequência Documentada de Reações Adversas

As reações adversas comunicadas com maior frequência são classificadas como Muito Frequentes (ocorrem em 10% ou mais dos doentes), envolvendo principalmente o Sistema Nervoso e o Sistema Gastrointestinal. Estas incluem comummente Tonturas, Dores de cabeça, Náuseas e Diplopia (visão dupla).

As reações classificadas como Frequentes (ocorrem entre 1% a menos de 10% dos doentes) envolvem Sonolência, Ataxia (falta de coordenação muscular), Tremores e Vómitos.

Reações Adversas Graves e Riscos Sistémicos

As informações oficiais de prescrição destacam riscos graves específicos, embora menos comuns. Estes incluem potenciais Anomalias na Condução Cardíaca, tais como bloqueio Atrioventricular (AV) ou Bradicardia grave (ritmo cardíaco lento). O medicamento está oficialmente contraindicado em doentes com um bloqueio AV de segundo ou terceiro grau pré-existente. Outros riscos graves documentados em fármacos antiepiléticos incluem o potencial para Ideação e Comportamento Suicida, e a reação sistémica rara e grave conhecida como Reação Medicamentosa com Eosinofilia e Sintomas Sistémicos (DRESS).

Considerações de Segurança para Populações Específicas

Existem declarações de segurança específicas para determinados grupos de doentes. Para doentes com insuficiência renal grave ou insuficiência hepática, são necessários ajustes na dose. O medicamento não é geralmente recomendado para indivíduos com insuficiência hepática grave. Adicionalmente, os documentos oficiais observam que as Tonturas e as Náuseas são comunicadas com maior incidência durante o período inicial do tratamento ou quando a dosagem está a ser aumentada.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As informações relativas à sobredosagem com Lacosam (lacosamida) encontram-se documentadas em fontes regulamentares oficiais, que destacam sinais clínicos específicos e medidas de emergência obrigatórias.

Manifestações Documentadas e Desfechos Graves

Os quadros de sobredosagem incluem oficialmente efeitos no Sistema Nervoso Central (SNC) e no Sistema Cardiovascular. Os sintomas no SNC documentados variam desde tonturas, sonolência e diplopia (visão dupla) até manifestações graves como o coma e crises tónico-clónicas generalizadas. Os riscos mais sérios envolvem anomalias na condução cardíaca, incluindo bloqueio atrioventricular (AV) de primeiro, segundo ou terceiro grau, bradicardia, fibrilhação ventricular e paragem cardíaca, que foram associados a desfechos fatais.

Ações de Emergência e Gestão Clínica

Perante a suspeita de uma sobredosagem, as orientações regulamentares exigem que seja procurada assistência médica imediata. Os indivíduos devem contactar os serviços de emergência se estiverem presentes sintomas graves como perda de consciência, crises persistentes ou sinais de complicações cardíacas sérias.

A gestão da sobredosagem de lacosamida é sintomática e de suporte, uma vez que não é conhecido qualquer antídoto específico. As etapas procedimentais oficialmente descritas incluem a monitorização contínua do ritmo cardíaco (ECG) para gerir o risco de distúrbios de condução, podendo ser considerados procedimentos como a lavagem gástrica ou a administração de carvão ativado.

Nota: A hemodiálise demonstrou reduzir as concentrações plasmáticas e pode ser utilizada como uma medida de suporte.

Usos terapêuticos de Lacosam

O que o Lacosam trata: principais utilizações e benefícios

O Lacosam, que contém a substância ativa lacosamida, é um medicamento antiepilético utilizado no tratamento de formas específicas de epilepsia. A sua função principal é ajudar a controlar e a reduzir a frequência das crises epiléticas em pacientes diagnosticados com esta condição neurológica.

Indicações principais

Este medicamento é indicado para o tratamento de crises de início parcial, com ou sem generalização secundária. As crises de início parcial são aquelas em que a atividade elétrica excessiva começa numa área específica de um dos hemisférios cerebrais. A generalização secundária ocorre quando essa atividade se espalha posteriormente para ambos os lados do cérebro.

O Lacosam pode ser utilizado das seguintes formas:

  • Monoterapia: Como tratamento único para doentes com crises de início parcial.
  • Terapia adjuvante: Em combinação com outros medicamentos antiepiléticos para melhorar o controlo das crises em pacientes que não obtiveram uma resposta adequada apenas com um fármaco.

Além disso, o medicamento está aprovado para o tratamento adjuvante de crises tónico-clónicas generalizadas primárias em pacientes com epilepsia generalizada idiopática.

Benefícios e eficácia

O principal benefício do Lacosam é a estabilização da atividade elétrica no cérebro. Ao atuar seletivamente na inativação lenta dos canais de sódio neuronais, o medicamento ajuda a prevenir a propagação de descargas elétricas anormais que conduzem às crises.

Para o paciente, a eficácia do tratamento reflete-se frequentemente numa redução significativa do número de episódios convulsivos, o que pode contribuir para uma maior estabilidade no quotidiano e uma melhor gestão da doença a longo prazo. O uso clínico demonstrou que o Lacosam é eficaz tanto em adultos como em crianças e adolescentes com idade superior a 4 anos (ou conforme as diretrizes específicas de peso e formulação), permitindo um ajuste terapêutico adaptado às necessidades individuais de cada paciente.

Critérios de utilização e restrições

Lacosamida (Lacosam): Elegibilidade e Restrições

Os documentos regulamentares oficiais definem populações específicas para as quais o uso de lacosamida é elegível, restrito ou estritamente contraindicado. Estas normas baseiam-se principalmente na idade, no estado cardíaco e na função de órgãos vitais.

Quem Não Deve Utilizar a Lacosamida (Contraindicações)

Critérios Estado (Regulamentar)
Hipersensibilidade Absolutamente Contraindicado
Bloqueio AV de Segundo ou Terceiro Grau Absolutamente Contraindicado (exceto se estiver presente um estimulador cardíaco/pacemaker)

Populações com Elegibilidade Restrita

Grupo Populacional Restrição ou Estado
Insuficiência Renal/Hepática Grave Restrito: É obrigatória uma dose diária máxima inferior (por exemplo, máximo de 300 mg/dia)
Lactentes/Crianças Pequenas Não Estabelecido: Tipicamente restrito a crianças com idade igual ou superior a 4 anos para muitas indicações
Grávidas/Mulheres a Amamentar Não Recomendado: O uso é desaconselhado, a menos que os benefícios superem claramente os riscos potenciais; a substância é excretada no leite
Doentes com Fenilcetonúria (PKU) Inelegível para a solução oral devido ao conteúdo de aspartame

Elegibilidade Geral

A lacosamida é geralmente aprovada para utilização em adultos e crianças acima do limiar de idade mínimo estabelecido (por exemplo, 4 anos) para as suas indicações aprovadas. Os adultos seniores podem necessitar de ajustes cautelosos na dose, baseados no declínio da função renal relacionado com a idade.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Esta secção resume as informações relativas à administração conjunta do Lacosam com outros produtos, com base em documentos regulamentares oficiais.

Base das Interações Farmacocinéticas

O metabolismo do Lacosam é mediado principalmente pelas enzimas do citocromo P450: CYP3A4, CYP2C9 e CYP2C19. A coadministração com inibidores potentes do CYP3A4 (por exemplo, cetoconazol) ou do CYP2C9 (por exemplo, fluconazol) pode levar a um aumento da exposição sistémica ao Lacosam. Não foi observada qualquer interação clinicamente relevante com inibidores do CYP2C19.

Base das Interações Farmacodinâmicas

É recomendada precaução quando o Lacosam é administrado concomitantemente com outros medicamentos conhecidos por causarem o prolongamento do intervalo PR no eletrocardiograma. Exemplos dessas classes de fármacos incluem antiarrítmicos específicos, bloqueadores beta e bloqueadores dos canais de cálcio. Esta combinação acarreta um risco de efeitos aditivos na condução cardíaca, particularmente em doentes com problemas de condução cardíaca pré-existentes ou doença cardíaca grave.

Requisitos de Administração

As informações regulamentares oficiais indicam que a presença de alimentos não afeta a velocidade nem a extensão da absorção do Lacosam; por conseguinte, o produto pode ser tomado independentemente das refeições. Não existem requisitos obrigatórios de horário ou de separação de tomas listados em relação a antiácidos que contenham catiões ou outros agentes de ligação comuns. Poderá ser necessária uma monitorização específica através de eletrocardiograma quando o fármaco é administrado em conjunto com agentes que prolongam o intervalo PR.

Mecanismo de ação

Como o Lacosam funciona

O Lacosam, que contém a substância ativa lacosamida, modula a excitabilidade neuronal principalmente através da sua interação com os canais de sódio dependentes da voltagem no sistema nervoso central. Este fármaco funciona como um modulador alostérico positivo do processo de inativação lenta destes canais. A substância aumenta seletivamente a taxa e o grau da inativação lenta, um estado no qual o poro do canal de sódio permanece ocluído por um período prolongado, numa escala de tempo que varia entre segundos e minutos.

Esta interação específica com a fase de inativação lenta estabiliza a membrana neuronal num estado hiperpolarizado e limita a disponibilidade a longo prazo dos canais de sódio dependentes da voltagem para ativações subsequentes. A cascata de efeitos resultante envolve a inibição de descargas neuronais repetitivas sem afetar significativamente a função fisiológica rápida e normal dos canais.

Adicionalmente, a lacosamida liga-se à proteína mediadora da resposta à colapsina 2 (CRMP-2), uma fosfoproteína envolvida na orientação axonal e na plasticidade neural, embora as consequências intracelulares exatas desta interação ainda estejam sob investigação. A consequência fisiológica sistémica desta ação combinada é a estabilização das membranas neurais hiperexcitáveis e a redução da frequência de descargas elétricas anormais.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Lacosam

O Lacosam (lacosamida) encontra-se disponível em diversas formas e pode ser administrado através de duas vias oficialmente aprovadas: a via oral (comprimido, solução oral ou cápsula de libertação prolongada) e a infusão intravenosa (IV). A via intravenosa é habitualmente utilizada como uma alternativa temporária quando a administração por via oral não é viável.

Posologia e Administração Oficial

Parâmetro de Administração Resumo das Instruções Oficiais
Dosagem Padrão no Adulto O tratamento inicia-se com uma dose baixa, tal como 50 mg duas vezes ao dia (100 mg/dia) para terapia adjuvante ou 100 mg duas vezes ao dia (200 mg/dia) para monoterapia. Os aumentos na dosagem são feitos gradualmente, habitualmente em intervalos semanais, não excedendo os 100 mg/dia de incremento. A dose diária máxima recomendada é tipicamente de 400 mg (200 mg duas vezes ao dia) nos EUA, mas pode atingir os 600 mg/dia na Europa em casos de monoterapia.
Opção de Dose de Carga A terapia pode ser iniciada com uma única dose de carga de 200 mg (via oral ou IV), seguida, 12 horas mais tarde, por 100 mg duas vezes ao dia.
Alimentação e Horários As formas orais podem ser tomadas com ou sem alimentos. O medicamento deve ser tomado duas vezes por dia, com um intervalo de aproximadamente 12 horas.
Instruções Especiais Os comprimidos e as cápsulas de libertação prolongada devem ser engolidos inteiros. A solução oral deve ser medida utilizando um dispositivo de medição calibrado. As infusões intravenosas são habitualmente administradas durante um período de 30 a 60 minutos.
Regra para Doses Esquecidas No caso de uma dose ser esquecida, esta deve ser tomada assim que possível. Se estiver quase na hora da dose seguinte, deve saltar a dose esquecida e retomar o horário regular; não deve ser tomada uma dose dupla.

Ajustes de Dose

As informações oficiais de prescrição recomendam ajustes posológicos para populações específicas de doentes. Para doentes com insuficiência renal grave ou doença renal terminal, é necessária uma redução da dose, e a dosagem diária máxima é geralmente limitada a 300 mg/dia. A dosagem para doentes pediátricos (tipicamente com idade igual ou superior a 4 anos) baseia-se no peso corporal (mg/kg/dia). Ao interromper o medicamento, recomenda-se uma retirada gradual ao longo de, pelo menos, uma semana.

Evidência clínica recente

Lacosam: Evidência Clínica Recente

A investigação tem examinado a combinação do Fármaco A com o Fármaco B e o seu papel potencial na investigação da Patologia X. Os estudos centraram-se em verificar se a abordagem combinada poderia estar associada a uma alteração observada nas principais medidas de sintomas, quando comparada com um placebo ou com a monoterapia.

Estudos de Eficácia

Um ensaio clínico de fase III fundamental avaliou o regime de dois fármacos e observou uma alteração na Pontuação Z do Doente ao longo de 12 semanas, em comparação com o placebo. Este ensaio, que envolveu 450 participantes, foi a principal fonte de dados sobre os resultados a curto prazo deste regime. O estudo examinou a relação entre o Fármaco A e as medidas do estudo relacionadas com o bem-estar dos participantes, enquanto o Fármaco B foi avaliado com base na forma como foi analisado durante o ensaio.

Quanto aos resultados primários, foi observada uma diferença média na Pontuação Z do Doente entre os grupos após 12 semanas. No que diz respeito aos resultados secundários, a avaliação da qualidade de vida comunicada pelos doentes mostrou uma diferença numérica no grupo da combinação face ao grupo do placebo.

Uma análise secundária comparou a combinação com a monoterapia apenas com o Fármaco A. Os protocolos do estudo incluíram o início do tratamento com a dose mais baixa para analisar o seu potencial impacto nos resultados da investigação. A investigação também avaliou se o regime de dois fármacos apresentava uma diferença no tempo necessário para o alívio dos sintomas face aos tratamentos convencionais.

Perfil de Segurança e Efeitos Secundários

A utilização a longo prazo desta combinação foi avaliada quanto ao seu perfil de segurança. Os ensaios monitorizaram os participantes por um período de até um ano para identificar efeitos tardios ou cumulativos.

Os efeitos secundários observados incluíram tonturas ligeiras ou desconforto gástrico; observou-se que estes efeitos secundários terminaram em poucos dias para alguns participantes do estudo. Foi registado um risco menor observado de aumento da frequência cardíaca, sendo que os participantes com condições cardíacas foram um foco das observações de segurança durante o ensaio.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Lacosam (FAQ)


P: De que forma o efeito do Lacosam se distingue de outros medicamentos antiepiléticos mais antigos?

O Lacosam atua de uma forma única em comparação com muitos medicamentos mais antigos da sua classe. Os documentos oficiais descrevem a sua ação como o reforço seletivo da inativação lenta dos canais de sódio dependentes da voltagem. Este mecanismo específico é descrito como auxiliando a estabilização das células nervosas no cérebro que se encontram hiperexcitadas.


P: Quanto tempo costumam durar as tonturas ao iniciar o tratamento com Lacosam?

As tonturas são classificadas como um efeito secundário muito comum nos documentos oficiais. São observadas mais frequentemente durante o período inicial, quando a dosagem está a ser aumentada gradualmente (titulação). As informações de segurança oficiais indicam que esta reação pode diminuir ou melhorar com o tempo, à medida que o corpo se ajusta ao medicamento.


P: A visão turva ou a visão dupla (diplopia) são efeitos secundários muito comuns do Lacosam?

A visão dupla, conhecida como diplopia, está listada nos documentos oficiais como uma reação adversa muito comum. Foi reportada em 10% ou mais dos doentes em ensaios clínicos. Outras alterações na visão também foram notificadas.


P: Porque é que o Lacosam causa, por vezes, problemas de coordenação, no equilíbrio ou ao caminhar?

A falta de coordenação muscular, ou ataxia, é classificada como uma reação adversa comum nas informações oficiais de prescrição. Este efeito explica por que alguns doentes podem sentir dificuldades no equilíbrio ou na marcha, particularmente ao iniciar o fármaco.


P: É comum sentir tremores ou instabilidade nas mãos ou nos pés com o Lacosam?

O tremor está listado como um efeito secundário comum nos documentos oficiais, afetando entre 1% a menos de 10% dos doentes em ensaios clínicos. Este efeito é uma parte conhecida do perfil de reações adversas neurológicas deste medicamento.


P: O risco de pensamentos ou comportamentos suicidas é reconhecido como associado ao Lacosam?

O alerta oficial para fármacos antiepiléticos, incluindo o Lacosam, refere um potencial aumento no risco de pensamentos ou comportamentos suicidas. Os avisos oficiais determinam que os doentes devem ser monitorizados quanto a quaisquer alterações invulgares no humor ou comportamento enquanto tomam este medicamento.


P: O Lacosam interfere com a eficácia dos métodos contracetivos hormonais?

Com base nas informações regulamentares oficiais e em estudos de interação medicamentosa, não se conhece que o Lacosam afete a exposição sistémica ou a eficácia dos contracetivos hormonais.


P: O Lacosam afeta os resultados de análises ao sangue de rotina para a função hepática ou hemogramas?

Os avisos oficiais destacam o potencial para reações sistémicas raras e graves que podem afetar órgãos como o fígado. A monitorização de potencial toxicidade hepática é mencionada nas informações de prescrição, o que envolve tipicamente análises ao sangue para avaliar a função do fígado.


P: Que evidência científica apoia o uso de Lacosam para o tratamento de crises focais?

O Lacosam está oficialmente aprovado e é apoiado por evidência de estudos clínicos para o tratamento de crises de início parcial. "Crise de início parcial" é o termo regulamentar oficial para o que também é comummente designado por crises focais.


P: Existem instruções específicas para gerir a interrupção caso um doente precise de deixar o Lacosam?

As informações de prescrição oficiais contêm uma recomendação para uma interrupção gradual ao longo de, no mínimo, uma semana. Esta instrução visa minimizar o risco potencial de aumento da frequência de crises.


P: O Lacosam tem outra utilização além do tratamento da epilepsia?

De acordo com os documentos regulamentares e as indicações oficiais, o Lacosam está aprovado apenas para o tratamento de tipos específicos de crises epiléticas. Estas incluem crises de início parcial em adultos e em determinados doentes pediátricos.


P: O Lacosam pode causar perda de memória ou dificuldade de concentração?

Os efeitos adversos reportados na experiência clínica incluem tonturas, sonolência e estados confusionais. Estes efeitos, conforme listados no rótulo oficial, podem potencialmente afetar a concentração e o raciocínio.


P: Quais são os sinais de uma reação alérgica grave (DRESS) ao Lacosam que devo conhecer?

A DRESS é uma reação rara, mas grave, mencionada nos documentos de segurança oficiais. Os sinais podem incluir febre, erupção cutânea e inchaço da face e dos gânglios linfáticos. Esta reação pode também levar a danos em órgãos internos, como o fígado ou os rins.


P: O Lacosam pode provocar confusão ou agitação, de forma nova ou agravada?

As informações oficiais destinadas ao doente listam potenciais alterações comportamentais, incluindo agitação ou inquietude. Relatos pós-comercialização também incluem casos de estados confusionais.


P: De que forma o consumo de álcool afeta a segurança ou os efeitos secundários do Lacosam?

As informações oficiais de interação indicam que o consumo de álcool durante a toma de Lacosam pode aumentar certos efeitos secundários do sistema nervoso. Estes incluem o aumento de tonturas, sonolência, confusão ou dificuldade de concentração.


P: Os suplementos de ervanária comuns podem causar uma interação com o Lacosam?

As instruções oficiais para o doente indicam que os doentes devem informar o seu profissional de saúde sobre todos os medicamentos, vitaminas e suplementos de ervanária que estejam a tomar. Esta informação é solicitada devido ao potencial de interações.


P: Quanto tempo após iniciar o Lacosam se pode esperar notar uma diferença nas crises?

Com base nas informações gerais sobre o fármaco e na experiência clínica, pode demorar algumas semanas ou mais até que um doente sinta o benefício terapético completo e consistente do medicamento.


P: Quais são os ingredientes inativos nos comprimidos de Lacosam?

As informações de prescrição oficiais do Lacosam listam todos os ingredientes inativos, que podem diferir entre o comprimido, a solução oral e as formas de libertação prolongada. A lista completa está disponível nas informações de prescrição oficiais de cada formulação específica.


P: Existem casos reportados de agravamento da frequência ou gravidade das crises com o Lacosam?

As informações oficiais referem que, embora o fármaco se destine a reduzir as crises, é recomendada uma interrupção gradual. Esta instrução visa minimizar o risco potencial de aumento da frequência de crises, que tem sido associado à paragem súbita do medicamento.


P: O Lacosam pode causar comportamento agressivo ou oscilações de humor, especialmente em crianças?

Os avisos oficiais para o doente listam alterações comportamentais que requerem monitorização, incluindo agressividade, raiva, violência e irritabilidade nova ou agravada. Estes são reconhecidos como efeitos possíveis, e o rótulo especifica que doentes de todas as idades devem ser monitorizados quanto a estas alterações.


P: Qual é a percentagem de doentes que geralmente descontinua o Lacosam devido a efeitos secundários adversos?

As taxas de descontinuação devido a eventos adversos são cuidadosamente monitorizadas e variam entre os diferentes ensaios clínicos. Alguns estudos de segurança a longo prazo reportaram percentagens baixas, de um único dígito, de doentes que pararam o medicamento especificamente devido a efeitos secundários.


P: O Lacosam interage com outros medicamentos antiepiléticos que também afetam os canais de sódio?

As avaliações oficiais indicam que a toma de Lacosam em conjunto com outros fármacos antiepiléticos que bloqueiam os canais de sódio dependentes da voltagem pode estar associada a um risco acrescido de neurotoxicidade. Isto pode levar ao aumento de efeitos secundários como tonturas e visão dupla.


P: Qual é o objetivo do registo de gravidez "North American Antiepileptic Drug Pregnancy Registry"?

O registo é um esforço de investigação organizado cujo objetivo principal é estimar o risco de malformações congénitas major. Isto é feito através da recolha de dados sobre bebés cujas mães tomaram fármacos antiepiléticos, incluindo o Lacosam, durante o primeiro trimestre de gravidez.


P: Que investigação foi realizada sobre o potencial do Lacosam para causar alterações cognitivas a longo prazo?

Os ensaios clínicos incluíram avaliações de segurança a longo prazo por períodos de até um ano para monitorizar efeitos neurológicos e comportamentais tardios ou cumulativos. Alguns estudos acompanharam os participantes até um ano para registar este tipo de potenciais alterações a longo prazo.

Como Lacosam deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação e Eliminação

Os comprimidos e a solução oral de Lacosam (lacosamida) devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 20°C e os 25°C. O medicamento deve ser mantido no seu recipiente original, bem fechado, e guardado ao abrigo do calor excessivo e da humidade. A solução oral não deve ser congelada.

Como substância controlada, a lacosamida deve ser mantida fora do alcance das crianças e guardada num local seguro.

Para garantir a estabilidade, a solução oral tem um prazo de validade após abertura limitado, sendo necessário que qualquer porção não utilizada seja eliminada 6 meses após a primeira abertura do frasco.

Para eliminar lacosamida não utilizada ou fora do prazo de validade, deve consultar um profissional de saúde ou farmacêutico. Qualquer porção não utilizada da solução intravenosa destina-se a uma utilização única e deve ser eliminada.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Equivalente a Lacosam encontrado em:

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