Keppra

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Keppra

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Keppra

O que é o Keppra?

O Keppra é a marca comercial amplamente reconhecida do medicamento de prescrição que contém a substância ativa levetiracetam. Este fármaco é classificado como um antiepilético, sendo também comummente designado como um anticonvulsivante. É prescrito por profissionais de saúde para ajudar a controlar e a reduzir a frequência de vários tipos de crises associadas à epilepsia, tanto em adultos como em crianças.

Propriedade Descrição
Substância Ativa Levetiracetam
Formas Comuns Comprimidos, Solução Oral, Comprimidos de Libertação Prolongada
Classe Farmacológica Anticonvulsivante / Fármaco Antiepilético (FAE)
Uso Comum Controlo de crises de início focal, mioclónicas e tónico-clónicas generalizadas
Estatuto de Venda Medicamento Sujeito a Receita Médica

O perfil farmacológico do levetiracetam é sustentado por investigação extensa e orientações clínicas, confirmando o seu papel como um tratamento eficaz para o controlo de diferentes formas de crises epiléticas. Uma característica fundamental deste medicamento é a sua estrutura química única, que difere significativamente de muitos dos antiepiléticos mais antigos. Esta singularidade estrutural sugere que o seu funcionamento ocorre através de um mecanismo distinto, o que é frequentemente benéfico para doentes que não responderam adequadamente a outros tratamentos.

O Keppra está disponível em diversas formas, incluindo comprimidos de libertação imediata e uma solução oral — sendo esta última particularmente importante para permitir uma dosagem precisa e flexível em doentes pediátricos. A informação oficial confirma que o levetiracetam pode ser utilizado isoladamente (monoterapia) ou em conjunto com outros medicamentos para as crises (terapêutica adjuvante), dependendo da condição do doente.

Quais efeitos secundários são possíveis com Keppra?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do levetiracetam, a substância ativa do Keppra, é formalmente classificado com base na frequência e no sistema de órgãos afetado, de acordo com a documentação regulamentar oficial. As reações adversas são agrupadas por Classes de Sistemas de Órgãos, incluindo as Doenças do Sistema Nervoso e as Perturbações Psiquiátricas.

Muitos efeitos, tais como sonolência, cefaleias (dores de cabeça) e nasofaringite, são classificados como Muito Frequentes (ocorrem em 1 ou mais de cada 10 doentes). Outras reações documentadas com frequência e categorizadas como Frequentes (ocorrem em 1 em cada 100 a 1 em cada 10 doentes) incluem fadiga, tonturas, agressividade, hostilidade e problemas gastrointestinais, como náuseas e diarreia.

Muitas das reações adversas iniciais, incluindo a sonolência e a astenia, são explicitamente referidas na literatura regulamentar como sendo mais frequentes no início do tratamento ou durante o escalonamento da dose. Inversamente, a interrupção abrupta da medicação é formalmente desaconselhada para mitigar o risco de um aumento na frequência das crises, o que requer um processo de descontinuação gradual.

Considerações Graves de Segurança

A informação oficial destaca o risco de ideação e comportamento suicida associado aos agentes antiepiléticos. Além disso, eventos raros mas graves, como a Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) e a Reação Medicamentosa com Eosinofilia e Sintomas Sistémicos (DRESS), estão documentados como reações adversas graves.

Existem declarações de segurança específicas para determinados grupos. Por exemplo, recomendam-se ajustes na dose para doentes adultos com insuficiência renal, devido à via principal de eliminação do fármaco. Adicionalmente, as reações adversas psiquiátricas e comportamentais são reportadas como sendo mais frequentes em doentes pediátricos, quando comparados com os adultos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

O que fazer em caso de sobredosagem

Se tomar acidentalmente mais comprimidos ou uma dose superior de solução oral de Keppra do que a prescrita, deve contactar imediatamente o seu médico ou o serviço de urgência hospitalar mais próximo. Uma sobredosagem pode levar ao aparecimento de efeitos secundários mais intensos do que o habitual.

Sintomas de sobredosagem

Os sinais que podem indicar que tomou uma dose excessiva de Keppra incluem sonolência extrema, agitação, agressividade, diminuição do nível de consciência, dificuldade em respirar ou, em casos graves, coma. É fundamental que os acompanhantes ou familiares estejam cientes destes sinais para poderem agir rapidamente.

Procedimentos de emergência

Em caso de ingestão excessiva, não tente induzir o vómito a menos que receba instruções específicas de um profissional de saúde. Ao procurar ajuda médica, tente levar consigo a embalagem do medicamento ou o folheto informativo, para que os profissionais de saúde saibam exatamente qual foi a substância ingerida e possam administrar o tratamento de suporte adequado.

Se se esquecer de tomar uma dose, não tome uma dose a dobrar para compensar a que se esqueceu. Continue o tratamento seguindo o horário regular estabelecido pelo seu médico.

Usos terapêuticos de Keppra

Keppra: Principais Utilizações Terapêuticas e Apoio

O Keppra (levetiracetam) é um medicamento utilizado para apoiar a gestão de determinados distúrbios convulsivos. Está indicado para utilização isolada ou em combinação com outros tratamentos para ajudar a abordar diferentes formas de epilepsia.

Factos Rápidos: Apoio Terapêutico

  • Apoia a gestão de: Crises de início focal em doentes com idade igual ou superior a quatro anos.
  • Auxilia no controlo de: Crises mioclónicas em indivíduos com 12 ou mais anos de idade com epilepsia mioclónica juvenil.
  • Ajuda a gerir: Crises tónico-clónicas generalizadas primárias em doentes com idade igual ou superior a seis anos com epilepsia generalizada idiopática.

A utilização do Keppra tem como objetivo auxiliar na redução da frequência de episódios convulsivos em populações suscetíveis. Oferece suporte terapêutico a indivíduos que sofrem de epilepsia e pode ser um componente de um plano de tratamento abrangente. Este medicamento pode ser prescrito para ajudar a estabilizar a atividade elétrica no cérebro relacionada com a ocorrência de crises.

Para uma visão detalhada das indicações aprovadas e das populações de doentes, consulte a informação oficial de rotulagem.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Keppra — Informações Regulamentares Oficiais

Âmbito de Elegibilidade

A utilização do Keppra está aprovada para doentes com idade igual ou superior a 1 mês no tratamento de crises de início parcial. No entanto, para outros tipos de crises, existem requisitos de idade mínima variáveis, habitualmente de 6 ou 12 anos. O uso em monoterapia para crises de início parcial está limitado a adultos e adolescentes a partir dos 16 anos de idade. A utilização em lactentes com menos de 1 mês de idade não está estabelecida.

Relativamente às contraindicações, os doentes com hipersensibilidade conhecida ao levetiracetam ou a qualquer derivado da pirrolidona não devem utilizar este medicamento.

Existem ainda regras de elegibilidade condicionadas pelo estado de saúde do doente:

  • Função Renal: A elegibilidade está dependente do estado renal. Doentes com qualquer grau de compromisso da função renal requerem a individualização da dose, uma vez que a eliminação do fármaco pelo organismo se encontra reduzida nestes casos.
  • Gravidez: A utilização requer uma monitorização rigorosa devido à diminuição documentada dos níveis plasmáticos da substância durante este período.
  • Amamentação: O medicamento é excretado no leite materno, pelo que a sua utilização não é, de uma forma geral, recomendada.

Classificações de Elegibilidade

As categorias de elegibilidade são classificadas da seguinte forma:

  • Contraindicado: Casos de hipersensibilidade.
  • Utilização Condicionada: Doentes com insuficiência renal ou durante a gravidez.
  • Não Estabelecida: Lactentes com menos de 1 mês de idade.

Estrutura de Elegibilidade Resultante

Os documentos regulamentares oficiais definem a elegibilidade essencialmente através de uma contraindicação absoluta baseada na hipersensibilidade, enquanto as restantes restrições estabelecem uma utilização condicionada à idade, ao tipo de crise e ao estado fisiológico. A elegibilidade para doentes com função renal comprometida está condicionada ao ajuste obrigatório da dosagem. A utilização em idosos e durante a gravidez exige também uma monitorização próxima, devido às alterações farmacocinéticas e fisiológicas documentadas nas informações oficiais do medicamento.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Perfil Oficial de Interações do Levetiracetam

O perfil regulamentar oficial do Keppra (levetiracetam) descreve um cenário de interações geralmente favorável, definido em grande parte pela sua interferência mínima nas principais vias metabólicas.

Categoria de Interação Conclusão Regulamentar
Sistema Metabólico Não é metabolizado por, nem é um inibidor das principais enzimas do citocromo P450 do fígado humano, o que minimiza o potencial de interações metabólicas entre medicamentos.
Farmacocinética com Indutores Enzimáticos A coadministração com medicamentos antiepiléticos indutores de enzimas (ex.: Carbamazepina, Fenitoína) está documentada como aumentando a depuração aparente do levetiracetam em aproximadamente 22%.
Farmacodinâmica com Álcool O uso concomitante com álcool acarreta um risco farmacodinâmico documentado que pode aumentar a ocorrência de efeitos secundários no sistema nervoso, incluindo sonolência e tonturas.
Dependência da Eliminação A eliminação está altamente dependente da função renal; a redução da função dos rins aumenta a semi-vida plasmática e a exposição total ao fármaco.

Estudos clínicos demonstram que o levetiracetam não tem efeito significativo nas concentrações plasmáticas de medicamentos comummente coadministrados, tais como a Digoxina, a Varfarina ou os contracetivos orais. Embora os comprimidos possam ser tomados com ou sem alimentos, a ingestão de levetiracetam com uma refeição atrasará o tempo necessário para atingir a concentração máxima (Tmax) e diminuirá ligeiramente a concentração de pico (Cmax), contudo, a quantidade total de medicamento absorvida (AUC) permanece inalterada. Não são necessárias regras obrigatórias de intervalo de tempo para a administração oral.

Mecanismo de ação

O Mecanismo Biológico do Keppra (Levetiracetam)

A ação do Keppra define-se por um mecanismo único que modula a atividade elétrica no sistema nervoso central, atuando sobre as estruturas responsáveis pela libertação de neurotransmissores.

Mecanismo Principal: Ligação à Proteína 2A das Vesículas Sinápticas (SV2A)

O Keppra exerce a sua interação molecular inicial ao ligar-se seletivamente à Proteína 2A das Vesículas Sinápticas (SV2A), que se localiza nos terminais nervosos pré-sinápticos. Esta ligação atua de forma a modular a libertação de neurotransmissores, influenciando especificamente os circuitos caracterizados por padrões de descarga hiperexcitáveis.

Cascata Mecanística: Restrição da Libertação de Neurotransmissores

A interação com a SV2A inicia uma cascata que resulta na restrição da libertação de neurotransmissores, particularmente em circuitos neurais hiperativos. Este mecanismo é apoiado pelo ligeiro efeito inibitório do fármaco sobre certos canais de cálcio de tipo N dependentes da voltagem. A modulação desta via conduz, em última análise, a uma redução do potencial de propagação elétrica síncrona através das redes neuronais.

Consequência Fisiológica: Estabilização da Transmissão Sináptica

Este domínio mecanístico final descreve a alteração resultante ao nível do sistema: a estabilização da transmissão sináptica e uma alteração do limiar necessário para que ocorra uma descarga elétrica sincronizada. Ao controlar o fluxo de sinais na sinapse, o mecanismo regula a propensão geral do cérebro para atividade elétrica rápida e patológica.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Keppra (Levetiracetam) é Utilizado

A administração do Keppra é realizada de acordo com esquemas padronizados estabelecidos pelas autoridades reguladoras. O medicamento está disponível para administração por via oral sob a forma de comprimidos de libertação imediata, comprimidos de libertação prolongada e solução oral. Encontra-se também disponível para utilização a curto prazo como perfusão intravenosa (IV), para situações em que a administração por via oral não é temporariamente possível.

Padrões de Posologia e Horários

A forma oral de libertação imediata é habitualmente administrada duas vezes ao dia, com as doses separadas por um intervalo de aproximadamente 12 horas. A forma de libertação prolongada é administrada uma vez ao dia.

O tratamento inicia-se frequentemente com uma dose inicial no adulto de 500 mg, duas vezes por dia. Esta dose é depois aumentada gradualmente — um processo designado por titulação — geralmente em incrementos de 500 mg a cada duas semanas, até uma dose diária total máxima recomendada de 3000 mg. O medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos.

Instruções de Procedimento e Ajustes

Os doentes que tomam o comprimido de libertação prolongada devem engoli-lo inteiro; os comprimidos não devem ser esmagados, cortados ou mastigados, uma vez que tal compromete o mecanismo de libertação pretendido. A formulação IV requer diluição antes da administração e deve ser infundida durante um período de 15 minutos.

O ajuste da dose é um protocolo necessário para populações específicas. A dosagem diária total requer modificação em indivíduos que apresentem insuficiência renal, sendo o cálculo baseado na depuração de creatinina estimada do doente. A dosagem pediátrica é determinada de acordo com o peso corporal. Se ocorrer o esquecimento de uma dose, esta deve ser tomada assim que o doente se lembrar, a menos que esteja quase na hora da próxima dose agendada; nesse caso, a dose esquecida deve ser ignorada.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre Keppra

Esta secção apresenta um resumo da investigação clínica realizada com o levetiracetam, focando-se estritamente no desenho dos ensaios regulamentares e nos padrões observados, sem oferecer orientação clínica ou fazer afirmações sobre resultados individuais.


Evidência que Apoia a Utilização em Crises de Início Parcial (Focais)

A investigação fundamental para crises de início parcial, por vezes designadas por crises focais, envolve múltiplos ensaios clínicos aleatorizados, em dupla ocultação e controlados por placebo (RCTs). Estes estudos de curto prazo utilizam o controlo metodológico mais rigoroso para a obtenção de evidência inicial. O levetiracetam foi avaliado principalmente como um tratamento adjuvante, o que significa que foi adicionado à medicação para as crises já existente do doente.

O que os investigadores estudaram: Os investigadores monitorizaram coortes de adultos, adolescentes e crianças (≥ 4 anos) que tinham crises de início parcial que não estavam totalmente controladas pelas medicações existentes. O foco principal incidiu em resultados que descrevem alterações episódicas ou agudas na frequência das crises. Especificamente, os estudos acompanharam o número médio semanal de crises parciais e a proporção de doentes que registaram uma redução igual ou superior a 50% nesta frequência ao longo de períodos curtos, tipicamente entre 12 a 18 semanas.

O que os estudos reportaram: Os estudos reportaram medições que mostram uma alteração na frequência mediana semanal de crises parciais nos grupos tratados com levetiracetam em comparação com os grupos placebo durante a duração do estudo. Os investigadores também reportaram que a proporção de doentes que atingiu uma redução ≥ 50% na frequência semanal de crises parciais foi registada de forma diferente entre os grupos. Estas descobertas descrevem padrões observados nos estudos e contribuíram para o panorama mais amplo de evidência para a utilização do levetiracetam como terapêutica adjuvante nesta população.


Evidência que Apoia a Utilização em Crises Tónico-Clónicas Generalizadas Primárias e Crises Mioclónicas

Estudos de investigação dedicados também examinaram o levetiracetam para tipos de crises generalizadas, incluindo Crises Tónico-Clónicas Generalizadas Primárias (PGTCS) e Crises Mioclónicas, que são características de condições que envolvem períodos de sintomas acentuados, como a Epilepsia Generalizada Idiopática (EGI).

Crises Mioclónicas (EMJ): Um RCT fundamental controlado por placebo foi realizado em adolescentes e adultos (≥ 12 anos) com diagnóstico de Epilepsia Mioclónica Juvenil (EMJ). A investigação examinou resultados relacionados com alterações episódicas ou agudas na atividade das crises, medindo principalmente a alteração na frequência de dias com crises mioclónicas por semana. Os resultados indicaram uma alteração nos dias com crises mioclónicas para os grupos estudados durante o período de avaliação de curto prazo.

Crises Tónico-Clónicas Generalizadas Primárias (PGTCS): Para as PGTCS, os estudos monitorizaram coortes de doentes (≥ 6 anos) que continuavam a experienciar estas crises. Os investigadores utilizaram desenhos de ensaios controlados de curto prazo para monitorizar a percentagem de alteração na frequência semanal de crises tónico-clónicas generalizadas (GTC). Os estudos reportaram que a frequência de crises GTC evoluiu de forma diferente nos grupos estudados ao longo do período de avaliação. Adicionalmente, a proporção de doentes documentados como tendo atingido uma redução ≥ 50% nas crises GTC semanais foi reportada de forma diferente entre os grupos.


Evidência em Populações Pediátricas e Especiais

A evidência em populações especiais é crucial para compreender totalmente o contexto da investigação do levetiracetam.

Coortes Pediátricas: O levetiracetam foi avaliado em doentes pediátricos, incluindo crianças a partir dos quatro anos de idade, para crises de início parcial. Os estudos examinaram resultados reportados pelos doentes descrevendo o desconforto percebido e alterações nos padrões das crises em crianças comparativamente ao placebo. Foi também realizado um RCT dedicado, de pequena escala, em crianças desde um mês até menos de quatro anos de idade com crises de início parcial refratárias (resistentes ao tratamento), aplicando medições adequadas à idade. Para crises generalizadas, a investigação incluiu também adolescentes e crianças mais jovens (até aos seis anos de idade) com PGTCS. A evidência comparativa face a outros tratamentos em crianças, particularmente para utilização a longo prazo, permanece limitada.

Profilaxia Pós-Cirúrgica: O levetiracetam foi estudado para utilização na prevenção de crises após cirurgia de tumor cerebral (profilaxia). A investigação nesta área consiste frequentemente em ensaios comparativos mais pequenos e revisões sistemáticas, que por vezes mostram resultados mistos. Esta investigação destaca alterações medidas durante o período do estudo, mas os resultados foram heterogéneos entre os estudos, e os ensaios dedicados, de grande escala e controlados por placebo, são limitados.


Investigação a Longo Prazo e Durabilidade do Efeito

Os principais ensaios controlados iniciais que apoiaram a aprovação regulamentar focaram-se em alterações a curto prazo na frequência das crises, durando tipicamente apenas alguns meses. No entanto, a epilepsia é uma condição crónica, exigindo a exploração de padrões de tratamento a longo prazo.

Estudos de Seguimento: Para abordar padrões a longo prazo, muitos ensaios de curto prazo transitam para estudos de extensão abertos de longo prazo, onde todos os doentes recebem levetiracetam, por vezes durante vários anos. Estes estudos monitorizam a percentagem de doentes que continuam a tomar a medicação (taxa de retenção) e acompanham padrões na frequência das crises ao longo de períodos prolongados.

O que permanece incerto: Uma vez que estes estudos de seguimento não são aleatorizados nem controlados por placebo, os padrões observados a longo prazo não estão estabelecidos pelos mesmos padrões rigorosos que os dados controlados de curto prazo. As descobertas descrevem padrões observados nos estudos, sugerindo que as taxas de retenção — a percentagem de doentes que continuou a utilizar a medicação — foram acompanhadas durante vários anos nestas coortes de seguimento. Estes estudos contribuem para o panorama de evidência mais amplo, mas refletem as condições específicas em que foram realizados.


O que Ainda é Incerto: Lacunas na Investigação e Limitações

Embora exista uma quantidade significativa de investigação, certas limitações e áreas de incerteza são consistentemente observadas na literatura científica relativa ao levetiracetam.

  • Evidência Comparativa Limitada: Para várias indicações, particularmente em novas síndromes de epilepsia, a evidência comparativa é escassa face a outros fármacos antiepiléticos estabelecidos, o que significa que nem sempre estão disponíveis ensaios aleatorizados que comparem o levetiracetam com todos os outros padrões de cuidados.
  • Qualidade dos Dados a Longo Prazo: Como mencionado, a investigação de duração fixa está limitada ao período de tratamento de curto prazo em ensaios controlados. Os resultados a longo prazo relacionados com a durabilidade e sustentabilidade derivam predominantemente de dados de estudos abertos, onde a certeza permanece baixa quanto ao impacto direto do medicamento isoladamente.
  • Casos Refratários vs. Recém-Diagnosticados: Muitos dos estudos fundamentais focaram-se em doentes cujas crises já eram refratárias (não controladas) apesar de tratamento prévio. Embora a investigação posterior tenha explorado a utilização em doentes recém-diagnosticados (monoterapia), os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas nos ensaios iniciais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Keppra (FAQ)


P: Com que rapidez é que o Keppra começa normalmente a atuar no controlo das crises?

O medicamento é absorvido de forma relativamente rápida; a concentração mais elevada na corrente sanguínea é habitualmente atingida cerca de uma hora após a toma do comprimido de libertação imediata. As informações oficiais indicam que uma concentração de estado de equilíbrio — um nível consistente de medicação no organismo — é geralmente alcançada após dois dias de toma da dose duas vezes ao dia. A resposta terapêutica final é avaliada com base nos padrões observados durante o acompanhamento clínico e os ajustes de dose.


P: A toma de Keppra pode afetar a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

Os avisos oficiais referem que o Keppra pode causar sonolência e fadiga. As advertências oficiais aconselham os doentes a ter precaução relativamente à condução ou utilização de máquinas complexas até que saibam de que forma o medicamento afeta o seu estado de alerta e coordenação individual.


P: Existem sintomas específicos que exijam atenção médica imediata durante a toma de Keppra?

As informações oficiais estabelecem que sintomas como uma erupção cutânea inexplicável, febre ou gânglios linfáticos inchados justificam atenção médica imediata. Os documentos regulamentares advertem que estes podem ser sinais de uma reação de hipersensibilidade grave e rara, incluindo a Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) ou a Reação a Fármaco com Eosinofilia e Sintomas Sistémicos (DRESS).


P: Qual é o risco de desenvolvimento de agressividade especificamente em crianças que tomam Keppra?

A agressividade e a hostilidade estão listadas como efeitos secundários comuns nas informações oficiais do produto. Os dados regulamentares indicam que as reações adversas psiquiátricas e comportamentais são notificadas com maior frequência em doentes pediátricos (crianças) em comparação com adultos.


P: O Keppra é considerado um tratamento de primeira linha para certos tipos de crises?

O medicamento está aprovado para utilização em monoterapia — o que significa que é utilizado isoladamente — para adultos e adolescentes a partir dos 16 anos com crises de início parcial recém-diagnosticadas. Para outros tipos de crises, é tipicamente aprovado para utilização como terapêutica adjuvante, ou seja, é adicionado a outros medicamentos para as crises.


P: O Keppra causa alterações de peso significativas, como aumento ou perda?

A rotulagem oficial observa que tanto a diminuição de peso como o aumento de peso são efeitos secundários pouco frequentes. Com base em ensaios clínicos controlados, o medicamento não está geralmente associado a uma alteração significativa no peso corporal médio quando comparado com o grupo de controlo.


P: Quais são os possíveis efeitos secundários relacionados com o sangue, tais como alterações na contagem de células sanguíneas, associados ao Keppra?

Os documentos regulamentares oficiais listam casos raros de diminuição da contagem de células sanguíneas. Estas alterações potenciais incluem uma redução dos glóbulos brancos (como a leucopenia) e uma redução das plaquetas (trombocitopenia), que foram descritas de forma geral como ocorrendo no início do tratamento.


P: O Keppra tem um efeito conhecido na pressão arterial?

As informações oficiais de prescrição incluem um aviso sobre um aumento documentado da pressão arterial. Este efeito está incluído como uma consideração documentada na secção oficial de Advertências e Precauções do medicamento.


P: Quanto tempo demora o Keppra a sair completamente do meu sistema se eu parar de o tomar?

A semivida do levetiracetam, que é o tempo que demora para metade do fármaco ser eliminado do corpo, é reportada como sendo de aproximadamente 6 a 8 horas em adultos com função renal normal. A eliminação total do medicamento do organismo requer tipicamente um período equivalente a várias semividas.


P: É possível que as crises piorem ao iniciar o tratamento com Keppra pela primeira vez?

Os documentos oficiais listam as "crises agravadas" como um efeito secundário raro na categoria de Doenças do Sistema Nervoso. Isto indica que, embora pouco comum, o agravamento das crises é uma possibilidade documentada na informação de segurança regulamentar.

Como Keppra deve ser armazenado e descartado?

A conservação e a eliminação de Keppra (levetiracetam) devem cumprir rigorosamente as condições especificadas na rotulagem regulamentar oficial para manter a integridade do produto.

Requisitos Oficiais de Conservação

Os comprimidos e a solução oral de Keppra devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre 20°C e 25°C. A solução oral requer proteção contra o calor excessivo e a luz, não devendo ser congelada. O medicamento deve ser mantido na sua embalagem original.

Estabilidade e Segurança Infantil

Após a abertura do frasco de Keppra solução oral, o medicamento tem um período de estabilidade e deve ser utilizado num prazo de 7 meses. Todas as formulações de Keppra devem ser mantidas fora da vista e do alcance das crianças.

Eliminação

O Keppra não utilizado ou com prazo de validade expirado deve ser eliminado de acordo com as normas locais. O medicamento não deve ser deitado nas águas residuais nem no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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