Kanjinti

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Kanjinti

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Trastuzumab-anns (um anticorpo monoclonal IgG1 humanizado)
Forma Pó liofilizado para concentrado para solução para perfusão
Classe farmacológica Agente antineoplásico, Inibidor de HER2
Utilização comum Tratamento direcionado de tumores HER2-positivos
Origem Medicamento biológico, produzido através de tecnologia de ADN recombinante

Que tipo de medicamento é o Kanjinti? (Identidade e Classificação)

O Kanjinti é um medicamento sujeito a receita médica definido como um medicamento biológico e um medicamento biossimilar, tendo como substância ativa o trastuzumab-anns. Pertence à classe farmacológica dos agentes antineoplásicos, funcionando especificamente como um Inibidor de HER2 e Anticorpo Monoclonal. Enquanto biossimilar, o Kanjinti demonstrou rigorosamente ser altamente semelhante ao medicamento biológico de referência na sua estrutura, função e desempenho clínico. Esta evidência abrangente estabeleceu que não existem diferenças clinicamente significativas, confirmando a sua fiabilidade para utilização em grupos de doentes adultos apropriados.

Composição, Origem e Forma Física (Estrutura e Administração)

A substância ativa, o trastuzumab-anns, é um anticorpo monoclonal complexo de Imunoglobulina G1 (IgG1) humanizado. Esta substância biológica é fabricada utilizando tecnologia de ADN recombinante em células de mamíferos cultivadas, especificamente células de Ovário de Hamster Chinês (CHO). O Kanjinti é fornecido num frasco para injetáveis como um pó liofilizado estéril, de cor branca a amarelo-pálido, que requer reconstituição para originar uma solução aquosa. O medicamento é administrado exclusivamente através de perfusão intravenosa (IV), uma característica fundamental que dita a sua forma farmacêutica e garante que a molécula proteica de grande dimensão é entregue de forma eficaz na corrente sanguínea para circulação sistémica.

O Objetivo Geral do Kanjinti (Mecanismo Direcionado)

O objetivo geral do Kanjinti é atuar como uma terapia direcionada contra tumores caracterizados pela sobre-expressão da proteína HER2 na superfície celular. O medicamento foi concebido para uma ligação seletiva a este recetor HER2. Esta ação de ligação funciona de modo a interromper os sinais químicos que normalmente impulsionam o crescimento rápido das células cancerígenas e está também clinicamente estabelecido que auxilia o sistema imunitário do organismo a reconhecer e a eliminar as células cancerígenas marcadas, contribuindo para a supressão global da progressão tumoral em patologias malignas HER2-positivas.

Quais efeitos secundários são possíveis com Kanjinti?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

Os documentos regulamentares oficiais enfatizam várias preocupações graves de segurança associadas ao tratamento com Kanjinti, categorizadas como Advertências de Moldura (Boxed Warnings).

Riscos Graves de Segurança (Advertências de Moldura)

  • Cardiomiopatia: A administração pode resultar em insuficiência cardíaca clínica e subclínica, incluindo alterações no ritmo cardíaco, danos no músculo cardíaco e eventos cardíacos potencialmente fatais. O risco é superior quando o Kanjinti é administrado com determinados fármacos quimioterápicos (antraciclinas).
  • Reações à Perfusão e Toxicidade Pulmonar: Podem ocorrer reações à perfusão graves e potencialmente fatais, geralmente durante ou nas 24 horas seguintes à administração. Estas podem manifestar-se como um conjunto de sintomas que incluem febre, calafrios, tonturas ou dores de cabeça. Foram relatados problemas pulmonares graves, como pneumonite intersticial, acumulação de líquido em redor do pulmão e Síndrome de Dificuldade Respiratória Aguda, por vezes como consequência de reações à perfusão.
  • Toxicidade Embrio-Fetal: A exposição durante a gravidez ou nos 7 meses anteriores à conceção pode resultar em danos fetais, incluindo a sequência de oligoidâmnio e morte neonatal. A verificação do estado de gravidez e a utilização de métodos contracetivos eficazes são especificadas para mulheres com potencial reprodutivo.

Outras Reações Adversas Comuns

As reações adversas comunicadas com maior frequência (ocorrendo em 10% ou mais dos doentes, dependendo da indicação) envolvem tipicamente múltiplos sistemas do organismo:

  • Gerais e Hematológicas: Fadiga, febre, calafrios, infeções, dores de cabeça, anemia e neutropenia (uma diminuição dos glóbulos brancos) são frequentemente relatadas.
  • Gastrointestinais: Náuseas, vómitos, diarreia e estomatite (inflamação da boca e dos lábios) são comuns.
  • Respiratórias: O aumento da tosse e a falta de ar (dispneia) são também frequentemente observados.

Monitorização de Segurança e Limitações

A rotulagem oficial exige a avaliação da função cardíaca (como a Fração de Ejeção do Ventrículo Esquerdo - FEVE) antes e durante o tratamento. Existem diretrizes específicas para a suspensão ou interrupção definitiva do tratamento com base na gravidade das reações adversas, tais como reduções significativas na função cardíaca ou eventos pulmonares ou de perfusão graves e potencialmente fatais, como anafilaxia ou síndrome de dificuldade respiratória aguda. O tratamento é geralmente restringido em doentes com problemas respiratórios graves em repouso ou naqueles que necessitem de oxigenoterapia.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

O perfil regulamentar oficial para a exposição excessiva ao Kanjinti é definido pela gestão obrigatória de eventos adversos agudos e graves, uma vez que não existe um antídoto farmacológico específico documentado. A gestão baseia-se exclusivamente em tratamento sintomático e de suporte.

Manifestações de Exposição Excessiva Quando Procurar Ajuda Médica Imediata
Reações Agudas à Perfusão: Febre, calafrios, dispneia (falta de ar) e hipotensão clinicamente significativa. A interrupção imediata da perfusão é obrigatória em caso de dispneia ou hipotensão clinicamente significativa.
Toxicidade Cardíaca/Pulmonar Grave: Insuficiência cardíaca congestiva (ICC) clínica ou subclínica, declínio na Fração de Ejeção do Ventrículo Esquerdo (FEVE), síndrome de dificuldade respiratória aguda (SDRA) e pneumonite intersticial. É necessária uma avaliação médica urgente para alterações cardíacas sintomáticas. A interrupção definitiva é exigida em caso de reações à perfusão fatais ou declínio cardíaco persistente e significativo.

As consequências mais graves documentadas nos materiais regulamentares incluem reações à perfusão graves e fatais, tais como anafilaxia, e toxicidade pulmonar com risco de vida. Os doentes que apresentem reações agudas devem ser monitorizados de perto até que todos os sintomas se resolvam completamente. É necessária ajuda médica imediata para reações à perfusão que se manifestem como anafilaxia, angioedema ou SDRA. Adicionalmente, o rótulo documenta o risco de danos fetais, incluindo oligoidâmnio e hipoplasia pulmonar, caso a exposição ocorra durante a gravidez.

Usos terapêuticos de Kanjinti

O que o Kanjinti Trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Kanjinti é utilizado na gestão de tipos específicos de cancro. A sua utilização clínica contribui para o alívio da carga global de sintomas ao apoiar o controlo da doença, sendo aplicado com base no estádio e na localização do cancro.

Com base na informação técnica sobre a sua substância ativa, o Kanjinti é relevante para utilização em:

Indicações Primárias e Benefício Terapêutico

Este medicamento é habitualmente utilizado em diversas condições que apresentam padrões de sintomas agudos ou disruptivos, em doentes cujos tumores cumprem critérios clínicos específicos, nomeadamente para o cancro da mama (em vários estádios) e para o adenocarcinoma avançado do estômago ou da junção gastroesofágica (JGE). O benefício terapêutico proporcionado centra-se no apoio à gestão da condição subjacente.

Na fase inicial da doença, o Kanjinti pode fazer parte da gestão sintomática no contexto adjuvante para contribuir para o alívio da carga global de sintomas associada a uma potencial recorrência. É também utilizado no contexto neoadjuvante, onde a sua utilização é aplicada na abordagem da estabilidade funcional associada ao tumor.

Na doença avançada ou metastática, o medicamento é aplicado durante as fases em que os sintomas se tornam mais percetíveis. O objetivo nestas situações é ajudar a apoiar os doentes durante episódios de maior desconforto e auxiliar na manutenção da estabilidade funcional em todo o organismo.


Facto Rápido: Apoio à Gestão Terapêutica
O Kanjinti é aplicado em vários cenários clínicos onde é necessário um alívio de suporte para abordar os sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico e o risco de alterações episódicas associadas à condição.

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a utilização de Kanjinti (trastuzumab-anns) é regida por critérios regulamentares oficiais, focando-se em contraindicações absolutas e condições médicas pré-existentes.

Contraindicações e Exclusões

Classificação Critérios de Exclusão (NÃO pode utilizar)
Contraindicação Absoluta Hipersensibilidade conhecida ao trastuzumab, a proteínas murinas ou a qualquer um dos excipientes.
Estado Respiratório Grave Doença maligna avançada que cause dispneia grave em repouso ou que requeira oxigénio suplementar.
Estado de Gravidez A gravidez é proibida devido ao risco de danos fetais, incluindo a sequência de oligoidâmnio e morte neonatal.

Condições de Elegibilidade e Restrições

O uso de Kanjinti é condicional e exige uma monitorização rigorosa de todos os doentes, particularmente daqueles que apresentam riscos pré-existentes.

O tratamento requer uma pré-avaliação obrigatória e a monitorização contínua da Fração de Ejeção do Ventrículo Esquerdo (FEVE). O tratamento deve ser suspenso ou interrompido definitivamente perante uma diminuição clinicamente significativa da FEVE.

As mulheres devem utilizar contraceção eficaz durante o tratamento e por um período mínimo de 7 meses após a dose final.

O medicamento está estabelecido para doentes adultos. A utilização relevante na população pediátrica não está estabelecida na rotulagem oficial. É aconselhada precaução em doentes idosos devido a um potencial aumento do risco cardíaco.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Kanjinti com outros medicamentos e produtos

Os documentos regulamentares oficiais definem o perfil de interação do Kanjinti (trastuzumab-anns) baseando-se primordialmente no risco farmacodinâmico e em restrições específicas de coadministração. Enquanto medicamento biológico de grandes dimensões, o seu perfil farmacocinético não depende do metabolismo pelas enzimas do Citocromo P450 (CYP), uma fonte comum de interações medicamentosas para fármacos de pequena molécula.

Classificação Agentes em Interação / Contexto Declaração Regulamentar Oficial
Risco Farmacodinâmico Regimes contendo antraciclinas A coadministração está documentada como resultando na maior incidência e gravidade de Cardiomiopatia (falência cardíaca).
Restrição de Combinação Ado-trastuzumab emtansina (T-DM1) O rótulo declara explicitamente: Não substituir o KANJINTI pelo, ou com o, ado-trastuzumab emtansina.
Uso Não Recomendado Vacinas Vivas A coadministração com certas Vacinas Vivas não é oficialmente recomendada (ex.: Sarampo, Papeira, Rubéola).
Outras Interações Varfarina O uso com este medicamento pode causar um aumento do risco de certos efeitos secundários.

Notas sobre Interações em Populações Específicas

A nota de interação mais rigorosa refere-se ao risco reprodutivo: a exposição durante a gravidez ou nos 7 meses anteriores à conceção pode resultar em Toxicidade Embrio-Fetal (ex.: sequência de oligoidâmnio e morte neonatal). Consequentemente, deve ser utilizada contraceção eficaz durante o tratamento e nos sete meses seguintes por mulheres com potencial reprodutivo. O rótulo oficial observa também que o uso de álcool e tabaco pode levar à ocorrência de interações.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Kanjinti

O mecanismo de ação do Kanjinti envolve um duplo envolvimento da proteína HER2 (Recetor 2 do fator de crescimento epidérmico humano) e do sistema imunitário inato. A sua atividade está estritamente dependente da presença da proteína HER2 na superfície celular.

1. Inibição da Transdução de Sinal Mediada por HER2

A substância ativa, o trastuzumab-anns, liga-se com elevada afinidade ao domínio extracelular do recetor HER2. Esta ligação impede estericamente a dimerização (emparelhamento) do recetor, um passo necessário para a sua ativação. Ao bloquear a dimerização, o fármaco impede que o domínio interno da tirosina quinase do recetor propague sinais através de vias intracelulares fundamentais, incluindo as cascatas PI3K/Akt e MAPK. Esta interrupção de sinalização está correlacionada com as consequências fisiológicas de taxas reduzidas de proliferação celular e a indução da apoptose (morte celular programada).

2. Citotoxicidade Celular Dependente de Anticorpos (ADCC)

Sendo um anticorpo IgG1, o Kanjinti também inicia o mecanismo de ADCC. Uma vez ligado ao HER2 na célula-alvo, o fragmento Fc do anticorpo atua como um local de ligação para os recetores Fc-gama (FcγR) em células efetoras do sistema imunitário, tais como as células Natural Killer (NK). A célula imunitária é estimulada a libertar moléculas líticas que iniciam o processo de lise celular na célula revestida pelo anticorpo. Este mecanismo de ADCC resulta na lise da população de células-alvo mediada pelas células NK.

Ocorrem restrições funcionais quando as células ativam vias de sinalização alternativas ou quando o recetor HER2 é alterado (por exemplo, por truncagem), impedindo a ligação do anticorpo.

Informações sobre dosagem e administração

O Kanjinti é um medicamento cuja administração é rigorosamente controlada por diretrizes regulamentares oficiais, que definem a sua via, posologia, frequência e duração de utilização. O seu propósito é aderir a um protocolo normalizado estabelecido pelas autoridades governamentais de saúde.

Princípios de Administração e Posologia

O Kanjinti está aprovado para administração exclusivamente via perfusão intravenosa (IV); não deve ser administrado como uma injeção rápida ou em bólus. O medicamento é fornecido como um pó liofilizado e requer reconstituição e diluição profissionais antes de poder ser administrado. A dosagem padrão é determinada pelo peso corporal, calculada em miligramas por quilograma (mg/kg), o que diferencia a dose de carga inicial das doses de manutenção subsequentes.

Padrões de Calendário e Duração

Os esquemas de administração padrão envolvem um ciclo semanal ou um ciclo de três em três semanas (Q3W), com a dose de manutenção a continuar a frequência escolhida. A duração do tratamento varia dependendo do contexto de utilização. Para a doença em fase inicial, a administração é tipicamente mantida por um período fixo, frequentemente até um ano. Em contraste, para a doença avançada ou metastática, o Kanjinti é geralmente continuado até que ocorra a progressão da doença.

Requisitos do Procedimento

A administração deve ocorrer num ambiente sob supervisão médica, como um hospital ou clínica. A dose de carga inicial deve ser administrada ao longo de 90 minutos, sendo que as doses de manutenção subsequentes têm uma duração mais curta, frequentemente de 30 minutos, desde que a perfusão anterior tenha sido bem tolerada. O processo de preparação proíbe especificamente a utilização de soluções de dextrose (glicose) para a diluição. Caso ocorra o esquecimento de uma dose, regras específicas e normalizadas determinam se é necessária uma dose de manutenção ou a repetição da dose de carga para restabelecer o ciclo correto.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos do Kanjinti

Evidência para a Utilização no Cancro da Mama Precoce (EBC)

A investigação do Kanjinti foi realizada primordialmente através de ensaios clínicos comparativos em adultos diagnosticados com cancro da mama precoce com sobre-expressão de HER2. Estes estudos foram aleatorizados, o que significa que os doentes foram designados para receber Kanjinti ou o medicamento de referência como parte de um ensaio concebido para demonstrar a biossimilaridade. A investigação foi relevante em ensaios que avaliaram resultados a curto prazo, particularmente quando o Kanjinti foi aplicado para avaliação em contexto neoadjuvante (antes da cirurgia).

Nestes ensaios comparativos, o principal resultado medido foi a Resposta Patológica Completa (pCR), que descreve a ausência de células cancerígenas invasivas residuais encontradas após a avaliação. Os estudos monitorizaram as taxas de pCR, a Farmacocinética e a Imunogenicidade. As conclusões descrevem padrões observados nos estudos demonstrando que o Kanjinti reportou medições de pCR que se situaram dentro das margens de equivalência pré-especificadas, e os dados mostram padrões relacionados com a semelhança com o produto de referência. Esta evidência contribui para o panorama de evidência mais abrangente do medicamento de referência.


Evidência para a Utilização no Cancro da Mama Metastático (MBC)

O Kanjinti foi estudado para utilização no cancro da mama metastático. Não foi realizado nenhum ensaio clínico de Fase III novo, dedicado e de larga escala especificamente para o Kanjinti nesta população. Em vez disso, a evidência baseia-se numa avaliação científica abrangente que demonstrou a sua semelhança analítica, funcional e farmacocinética com o produto de referência. Este processo é designado por extrapolação, no qual a semelhança demonstrada no estudo do cancro da mama precoce fornece a base para a sua aplicação noutras utilizações aprovadas do produto de referência.

Evidência para a Utilização no Adenocarcinoma Gástrico ou da Junção Gastroesofágica (JGE) Metastático

À semelhança do cancro da mama metastático, o Kanjinti foi avaliado no contexto do adenocarcinoma gástrico ou da junção gastroesofágica avançado utilizando o princípio científico de extrapolação. Esta aplicação baseia-se nas conclusões científicas de que os dados do Kanjinti mostram padrões relacionados com a semelhança com o produto de referência, combinados com a evidência estabelecida do produto de referência nestas condições. A investigação central examinou resultados relacionados com a Sobrevivência Global (OS) e a Sobrevivência Livre de Progressão (PFS) dos ensaios de Fase III do produto de referência.


Lacunas na Investigação e Incertezas Remanescentes

Uma limitação principal é o facto de a avaliação do Kanjinti para o cancro da mama metastático e para o cancro da JGE depender fortemente do princípio científico de extrapolação. Isto significa que não foram realizados ensaios de eficácia de Fase III dedicados que reavaliassem os resultados a longo prazo para o Kanjinti nestas populações específicas. Os efeitos a longo prazo do próprio Kanjinti não estão totalmente estabelecidos a partir de ensaios comparativos dedicados de vários anos, e os dados para certos grupos especiais permanecem insuficientes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Kanjinti (FAQ)

P: Quais são os principais benefícios de utilizar o Kanjinti no tratamento do cancro?

R: Os documentos regulamentares e os estudos indicam que o Kanjinti demonstrou reduzir o risco de recorrência do cancro em doentes com doença em fase inicial. Na doença metastática, está associado a uma melhoria dos resultados clínicos, como a Sobrevivência Global (OS) e a Sobrevivência Livre de Progressão (PFS). O objetivo do Kanjinti é atuar como uma terapia direcionada contra tumores HER2-positivos.

P: É normal sentir um cansaço extremo após receber o Kanjinti?

R: Sim, a fadiga está listada como uma reação adversa comunicada frequentemente na informação oficial de prescrição do Kanjinti. Sentir-se cansado ou experienciar níveis baixos de energia é um efeito secundário comum relatado por doentes que recebem este tratamento.

P: Quais são os efeitos secundários mais comuns relatados durante o uso de Kanjinti?

R: De acordo com a documentação regulamentar, os efeitos secundários mais comuns registados em estudos clínicos (ocorrendo em 10% ou mais dos doentes) incluem frequentemente febre, náuseas, vómitos e diarreia. Outras reações relatadas com frequência são dores de cabeça, infeções, aumento da tosse e fadiga.

P: O Kanjinti pode causar efeitos secundários a longo prazo?

R: O Kanjinti possui um Aviso de Segurança (Boxed Warning) relativo ao potencial de Cardiomiopatia (insuficiência cardíaca), que é um risco de segurança grave. Este problema cardíaco pode ocorrer ocasionalmente durante o tratamento ou após o seu término. Devido a este risco, a rotulagem oficial exige a monitorização cuidadosa e contínua da função cardíaca antes e durante o curso do tratamento.

P: O Kanjinti faz cair o cabelo?

R: Embora a perda de cabelo (alopecia) possa não ser listada com frequência apenas para o Kanjinti, é um efeito secundário comum de outros tratamentos de quimioterapia que são frequentemente administrados em conjunto. Este efeito secundário está habitualmente associado ao regime global e não especificamente ao Kanjinti.

P: Posso consumir bebidas alcoólicas enquanto estiver a receber Kanjinti?

R: O rótulo oficial do medicamento refere que o uso de álcool pode causar a ocorrência de interações com o Kanjinti. Recomenda-se geralmente a consulta com um profissional de saúde para compreender como o consumo de álcool se pode relacionar com o plano de tratamento individual.

P: O tratamento com Kanjinti é seguro para pessoas idosas?

R: O uso de Kanjinti está estabelecido para doentes adultos e a experiência clínica inclui indivíduos com 65 ou mais anos. As orientações oficiais recomendam precaução em idosos devido a um potencial aumento do risco cardíaco, o que significa que a função cardíaca deve ser monitorizada de perto em todos os doentes.

P: Posso tomar a vacina da gripe ou outras vacinas enquanto utilizo o Kanjinti?

R: A informação regulamentar indica que a coadministração com Vacinas Vivas não é oficialmente recomendada. Recomenda-se geralmente a consulta com a equipa de saúde relativamente ao uso de vacinas inativadas ou não vivas, como a vacina da gripe, durante o tratamento.

P: Qual é a diferença entre o Kanjinti e o Herceptin (trastuzumab)?

R: O Kanjinti (trastuzumab-anns) está aprovado como um biossimilar do produto de referência, o Herceptin (trastuzumab). Isto significa que os organismos reguladores confirmaram que o Kanjinti é altamente semelhante ao Herceptin e não apresenta diferenças clinicamente significativas em termos de segurança ou eficácia.

P: O que acontece se eu faltar a uma consulta para a minha perfusão de Kanjinti?

R: Caso uma dose de Kanjinti seja esquecida ou atrasada, existem regras específicas e padronizadas que determinam se é necessária uma dose de manutenção padrão ou uma repetição da dose de carga para retomar o esquema correto. É necessário contactar a equipa de saúde imediatamente para determinar os passos seguintes adequados perante uma dose em falta.

P: O que devo fazer se tiver febre após a minha perfusão de Kanjinti?

R: Febre, calafrios e dor de cabeça estão listados como sinais potenciais de uma reação à perfusão. Os doentes são aconselhados a comunicar prontamente qualquer febre ou sintomas preocupantes após uma perfusão, para que a equipa de saúde possa realizar uma avaliação e prestar os cuidados adequados.

P: O Kanjinti interage com contracetivos orais?

R: O Kanjinti inclui um aviso sobre danos fetais caso a exposição ocorra durante a gravidez, tornando obrigatória a contraceção eficaz durante o tratamento e nos sete meses após a última dose. Devido à necessidade crítica de prevenir a gravidez, é essencial discutir com um profissional de saúde o método contracetivo mais eficaz.

P: Por que razão os médicos prescrevem Kanjinti em vez do medicamento original?

R: O Kanjinti está aprovado como um biossimilar, o que significa que foi provado não ter diferenças clinicamente significativas em relação ao produto original em termos de segurança e eficácia. Os profissionais de saúde podem prescrevê-lo com base no seu desempenho clínico comparável, bem como em considerações relacionadas com a disponibilidade local e o custo.

P: O Kanjinti causa dores de cabeça ou dores nas articulações?

R: A dor de cabeça está listada nos documentos oficiais como uma reação adversa comum. A rotulagem oficial para produtos que contêm a substância ativa, trastuzumab, também refere dores musculares ou nas articulações (artralgia) como um possível efeito secundário.

Como Kanjinti deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Kanjinti

A manutenção da estabilidade do Kanjinti (trastuzumab-anns) exige o cumprimento rigoroso dos requisitos oficiais de conservação.

Requisitos de Conservação

O frasco para injetáveis ainda não aberto deve ser conservado sob refrigeração, a uma temperatura entre 2°C e 8°C. O produto não deve ser congelado em momento algum. Para proteger o medicamento da luz, este deve ser mantido na embalagem exterior original.

Estado do Produto Intervalo de Temperatura Duração Máxima
Reconstituído (BWFI) 2°C a 8°C 28 dias
Reconstituído (SWFI) N/A Utilizar imediatamente
Diluído (em Saco de Perfusão) 2°C a 8°C 24 horas

Eliminação e Segurança Infantil

O Kanjinti deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças. O produto não utilizado ou fora do prazo de validade, bem como os resíduos relacionados, devem ser eliminados de acordo com os requisitos locais. Não elimine este medicamento no lixo doméstico nem na canalização.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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