Invanz

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Invanz

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Invanz

O que é o Invanz? (Ertapenem Sódico)

Esta visão geral define a identidade fundamental, a composição e o objetivo geral do Invanz (ertapenem), limitando-se estritamente à sua classificação como medicamento.

Propriedade Descrição
Substância ativa Ertapenem sódico
Forma farmacêutica Pó liofilizado para solução para injeção ou perfusão
Classe farmacológica Antibiótico carbapenémico
Objetivo comum Eliminação de infeções bacterianas suscetíveis
Origem Composto sintético

A Identidade Fundamental do Ertapenem

O Invanz é um medicamento antibacteriano sintético especializado, cujo único ingrediente ativo é o ertapenem sódico. Pertence à classe dos antibióticos carbapenémicos, um subgrupo potente de agentes antibacterianos beta-lactâmicos, reconhecidos pela sua eficácia contra agentes patogénicos desafiantes. A arquitetura molecular única do ertapenem confere-lhe uma estabilidade excecional perante os mecanismos de resistência bacteriana, tais como as enzimas beta-lactamases, distinguindo-o no panorama dos antibióticos.

O ertapenem é classificado como um fármaco parentérico, o que significa que deve ser administrado por via injetável em vez de ser tomado por via oral. A sua utilização é clinicamente reconhecida no tratamento de infeções tanto em adultos como em doentes pediátricos, refletindo a confiança no seu perfil de largo espetro e na sua atividade robusta em diversas populações.

Composição e Forma Farmacêutica Parentérica

O ertapenem é formulado como um pó liofilizado estéril para solução para perfusão e é fabricado como um produto de substância ativa única. Este pó foi concebido para ser reconstituído com um diluente específico imediatamente antes da utilização, o que garante que o fármaco mantém a sua estabilidade química máxima até ao momento da administração. A necessidade desta formulação dita uma via de administração parentérica — quer por perfusão intravenosa ou injeção intramuscular — conforme fundamentado por estudos farmacológicos para a gestão eficaz de ameaças bacterianas sistémicas.

Objetivo Geral e Ação Bactericida

O objetivo fundamental do ertapenem é atuar como um agente bactericida potente na gestão de infeções bacterianas suscetíveis. O seu mecanismo consiste em matar ativamente as bactérias visadas, em vez de apenas suprimir o seu crescimento. O ertapenem está classificado na categoria de antibacterianos para uso sistémico, confirmando que a sua função é resolver problemas bacterianos em todo o organismo. O medicamento alcança este objetivo através da rutura da síntese da parede celular bacteriana, eliminando a ameaça infeciosa.

Quais efeitos secundários são possíveis com Invanz?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança do Invanz (ertapenem) é formalmente classificado com base na frequência e na natureza das reações adversas observadas. Esta classificação organiza os efeitos em categorias — Muito Frequentes, Frequentes, Pouco Frequentes e Raros — ajudando a caracterizar o perfil de risco do medicamento de acordo com os documentos oficiais de prescrição.


Âmbito e Classificação das Reações Adversas

As reações adversas são formalmente agrupadas em Classes de Sistemas de Órgãos (SOC). Os efeitos notificados com maior frequência envolvem habitualmente Doenças Gastrointestinais e Doenças do Sistema Nervoso. As reações no local de administração são também categorizadas como Muito Frequentes (ge1/10), o que inclui dor ou eritema (vermelhidão) no local da perfusão. As reações adversas Frequentes (ge1/100 a <1/10) podem incluir cefaleias (dores de cabeça), insónia, náuseas, vómitos e erupção cutânea. Foram também notificadas como Frequentes alterações nos valores laboratoriais, tais como a elevação das enzimas hepáticas e do número de plaquetas.

Reações Adversas Graves e Restrições

Os documentos oficiais registam o potencial para reações adversas graves, incluindo anafilaxia com risco de vida e outras reações de hipersensibilidade severas. O medicamento apresenta também um risco documentado de diarreia associada a Clostridioides difficile (DACD), cuja gravidade pode variar. Eventos raros incluem o potencial para convulsões e discrasias sanguíneas graves.

As restrições de segurança proíbem a utilização de ertapenem em indivíduos com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente do medicamento ou a outros fármacos da classe dos carbapenémicos ou antibióticos beta-lactâmicos. Adicionalmente, existe uma preocupação de segurança relativa à coadministração com ácido valproico ou valproato de sódio, uma vez que esta interação pode resultar numa diminuição significativa dos níveis do medicamento antiepiléptico.

Existem considerações de segurança específicas para populações especiais. Indivíduos com insuficiência renal grave (depuração da creatinina le 30 mL/min/1,73 m^2) estão associados a um risco acrescido de eventos adversos no sistema nervoso central (SNC).

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Manifestações de Sobredosagem e Medidas Necessárias

A documentação oficial relativa ao Invanz (Ertapenem) descreve manifestações clínicas específicas observadas em casos de sobredosagem aguda, que afetam principalmente o Sistema Nervoso Central (SNC) e o sistema gastrointestinal. Os sinais documentados de uma sobre-exposição aguda incluem efeitos neurológicos graves, tais como convulsões e tremores, juntamente com sintomas gastrointestinais comuns, como náuseas e diarreia. Estas apresentações exigem monitorização e observação clínica urgentes.

Cuidados Médicos e Gestão de Suporte

Caso se suspeite de uma sobredosagem, é necessário procurar assistência médica imediata. O perfil oficial do medicamento indica que não existe um antídoto específico conhecido para neutralizar os seus efeitos. Consequentemente, a gestão clínica limita-se à prestação de tratamento sintomático e de suporte, com o objetivo de estabilizar a condição do doente.

Em casos que envolvam uma sobre-exposição grave, particularmente em doentes com função renal comprometida, o fármaco pode ser parcialmente removido do organismo através de hemodiálise. Este procedimento estabelecido é um aspeto crucial na gestão de níveis elevados do medicamento quando a função renal está gravemente diminuída.

Usos terapêuticos de Invanz

O Invanz (ertapenem) é um agente antibacteriano sistémico pertencente à classe dos carbapenémicos, utilizado para tratar infeções causadas por bactérias suscetíveis. A sua utilização foca-se essencialmente na gestão de patologias que, geralmente, requerem um tratamento sistémico de suporte. A sua aplicação é considerada relevante em contextos que envolvem uma carga sistémica elevada.

Gestão de Infeções Complicadas dos Tecidos Profundos

Este medicamento é aplicado em domínios onde é necessário suporte sintomático adicional em casos de infeções complicadas, nomeadamente as que envolvem o abdómen, a pélvis e áreas extensas da pele e tecidos moles (incluindo infeções do pé diabético sem envolvimento ósseo). Ajuda a abordar grupos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, tais como febre alta, dor localizada grave e sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico. O fármaco pode auxiliar na gestão da causa bacteriana complexa subjacente, o que geralmente contribui para atenuar a carga sintomática global.

Abordagem de Desafios Respiratórios e Urogenitais Agudos

O Invanz é habitualmente utilizado para auxiliar em episódios agudos ou disruptivos, incluindo a pneumonia adquirida na comunidade e infeções complicadas do trato urinário, como a pielonefrite. A sua utilização é considerada pertinente na gestão de episódios agudos em grupos de doentes adequados. Em adultos, é também utilizado na profilaxia de infeção do local cirúrgico após cirurgia colorretal eletiva, o que contribui, de uma forma geral, para um melhor conforto diário durante os períodos sintomáticos.


Facto Rápido: Gestão de Sintomas e Desequilíbrio Sistémico

O Invanz é considerado relevante em cenários caracterizados por um desequilíbrio fisiológico temporário, sendo aplicado quando os sintomas criam um esforço fisiológico percetível e interferem com o funcionamento diário, como nos casos de pielonefrite complicada (infeção renal).

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar Invanz? (Ertapenem)

A rotulagem regulamentar oficial define a elegibilidade de populações específicas com base em perfis de alergia, idade e estado da função orgânica.

Classificação Estatuto de Elegibilidade Determinado pelas Autoridades Regulamentares
Contraindicação Absoluta Doentes com hipersensibilidade conhecida ao Ertapenem, a qualquer outro antibiótico do grupo dos carbapenemes, ou com historial de reação alérgica grave (ex.: anafilaxia) a qualquer outro antibiótico beta-lactâmico (como penicilinas ou cefalosporinas). A utilização para administração intramuscular (IM) é também contraindicada em doentes com hipersensibilidade conhecida a anestésicos locais do tipo amida (ex.: lidocaína).
Utilização Estabelecida Os grupos etários aprovados compreendem adultos (18 anos ou mais), adolescentes (dos 13 aos 17 anos) e crianças com idades entre os 3 meses e os 12 anos. A utilização é geralmente permitida em idosos, desde que não apresentem compromisso renal grave.
Utilização Restrita/Condicional Adultos com compromisso renal grave (depuração da creatinina ≤ 30 mL/min/1,73 m^2) estão sujeitos a restrições; o uso não é recomendado em determinadas jurisdições devido a dados insuficientes, enquanto outras exigem uma redução obrigatória da dose. Recomenda-se também precaução em doentes com distúrbios do SNC, tais como historial de convulsões.
Utilização Não Estabelecida A utilização em lactentes com menos de 3 meses de idade não é recomendada, uma vez que a segurança e a eficácia não foram estabelecidas nesta população.
Gravidez/Amamentação O Invanz não deve ser utilizado na gravidez, a menos que o benefício potencial justifique o risco; a amamentação não é recomendada durante o tratamento, uma vez que o medicamento é excretado no leite humano.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os padrões de interação do Invanz (ertapenem) são definidos primordialmente pelos efeitos documentados na depuração do fármaco e pelas restrições de incompatibilidade física, conforme estabelecido nas informações oficiais do medicamento.

Interações Farmacocinéticas Documentadas

Sabe-se que o medicamento Probenecida interage com o ertapenem através da competição pela secreção tubular renal ativa. A coadministração resulta numa interação farmacocinética que reduz a depuração renal do ertapenem, levando a um aumento da sua concentração plasmática e a um prolongamento da sua semivida de eliminação. Segundo as informações oficiais, a coadministração com Probenecida não é recomendada.

Outras Interações Medicamentosas Significativas

Substância Interatua Resultado
Ácido Valproico / Valproato de Sódio O ertapenem reduz significativamente a concentração sérica de ácido valproico; esta interação é classificada como um aviso sério devido ao risco de perda de controlo de convulsões.
Diluentes com Dextrose Existe incompatibilidade física; o produto não deve ser misturado ou perfundido em conjunto com outros medicamentos ou com diluentes intravenosos que contenham dextrose.

| Enzimas CYP450 | Os dados indicam que o ertapenem não inibe o metabolismo mediado pelas principais isoformas do citocromo P450. |

Não existem interações explicitamente documentadas nas informações oficiais relativas a alimentos, álcool ou produtos comuns à base de plantas.

Mecanismo de ação

A ação do Ertapenem é definida por uma estratégia rápida e dirigida, focada inteiramente na integridade da célula bacteriana, o que resulta num efeito bactericida contra agentes patogénicos suscetíveis.

Bloqueio Covalente da Montagem da Parede Celular

O Ertapenem atua através da formação de uma ligação covalente estável com as Proteínas de Ligação à Penicilina (PBPs), inibindo especificamente enzimas transpeptidases bacterianas fundamentais, como a PBP 2 e a PBP 3. Esta interação bloqueia diretamente a transpeptidação, que é a etapa final e crucial na via de síntese do peptidoglicano, interrompendo imediatamente a construção da parede celular da bactéria. Esta intervenção molecular abre caminho para o colapso físico da célula.

Início da Cascata Bactericida

A falha na estrutura da parede celular desencadeia uma cascata mecânica decisiva. A inibição das PBPs ativa as próprias enzimas autolíticas da bactéria, enquanto expõe simultaneamente a célula fragilizada a uma pressão osmótica esmagadora. Esta ação combinada resulta numa lise celular rápida (rutura), alcançando um efeito bactericida que remove a célula microbiana suscetível do sistema biológico.

Limitações Mecanísticas

O mecanismo é biologicamente limitado pelos sistemas de defesa bacterianos. A resistência surge quando enzimas como as carbapenemases inativam quimicamente o Ertapenem, ou quando alterações nas porinas da membrana externa bacteriana excluem fisicamente o fármaco, impedindo-o de alcançar os alvos PBP e de iniciar a cascata de lise celular.

Informações sobre dosagem e administração

O Invanz (ertapenem) é um medicamento de administração parentérica, o que significa que deve ser administrado por injeção ou perfusão em ambiente clínico; não está disponível em comprimidos para administração oral. As instruções oficiais de utilização são altamente específicas quanto à via, dose e preparação, de modo a garantir uma administração padronizada.

Administração e Dosagem

Categoria Instrução
Via de Administração Perfusão Intravenosa (IV) ou Injeção Intramuscular (IM).
Dose Padrão no Adulto 1 grama (g) uma vez por dia.
Dose Pediátrica 15 mg/kg administrados duas vezes por dia (máximo 1 g/dia), para idades entre os 3 meses e os 12 anos.

Requisitos Procedimentais e Temporais

A dose deve ser perfundida por via intravenosa durante um período de 30 minutos. O medicamento é fornecido sob a forma de um pó liofilizado que requer reconstituição e diluição imediatas antes da administração. Para a utilização intravenosa, são proibidos diluentes que contenham alfa-D-glicose (dextrose).

A utilização intramuscular requer a reconstituição com uma solução de cloridrato de lidocaína a 1% (sem epinefrina) e deve ser administrada no prazo de 1 hora após a preparação.

A terapia dura habitualmente entre 3 a 14 dias, embora tipos específicos de infeção, como as do pé diabético, possam exigir até 4 semanas de tratamento. Em adultos submetidos a cirurgia colorretal eletiva, é administrada uma dose única de 1 g, uma hora antes da incisão cirúrgica, como profilaxia.


Ajuste de Dose

As diretrizes oficiais determinam uma redução da dosagem para doentes adultos com insuficiência renal avançada (depuração da creatinina le 30 mL/min/1,73 m^2) para 500 mg uma vez por dia. É recomendada uma dose suplementar de 150 mg após a hemodiálise, caso a dose principal tenha sido administrada nas seis horas anteriores à sessão.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Invanz

Evidência Científica em Infeções Complicadas Major

A investigação sobre o Invanz foi avaliada no contexto de infeções graves, utilizando essencialmente Ensaios Clínicos Aleatorizados e Controlados (RCTs). Estes estudos foram concebidos para explorar a forma como os sintomas evoluem ao longo do tempo e comparar o medicamento com outros agentes em estudo. Os principais resultados monitorizados pelos estudos envolveram a medição da cura clínica e a medição do sucesso microbiológico (a erradicação das bactérias causadoras da infeção).

Estudos em Infeções Abdominais e Pélvicas Complicadas

O Invanz foi avaliado em ensaios que envolveram adultos diagnosticados com infeções intra-abdominais complicadas, que são condições associadas a episódios agudos ou disruptivos. A investigação também analisou os resultados em mulheres com infeções pélvicas agudas. A evidência reflete os padrões observados em doentes com casos de gravidade ligeira a moderada, mas a investigação permanece limitada no que diz respeito às infeções abdominais mais graves ou complexas.

Estudos em Infeções Complicadas da Pele, Tecidos Moles e Pé Diabético

Para as infeções complicadas da pele e tecidos moles (cSSTI), incluindo tipos específicos de infeções do pé diabético que não envolvem o osso, a investigação destes ensaios analisou resultados relacionados com o desconforto físico e a resposta clínica em adultos. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas e não incluem indivíduos nos quais a infeção se tenha espalhado para o osso (osteomielite), dado que esses casos foram rotineiramente excluídos dos ensaios principais.

Estudos em Infeções Respiratórias e do Trato Urinário

A utilização do Invanz foi estudada em ensaios que envolveram episódios agudos e disruptivos, tais como pneumonia adquirida na comunidade (PAC) e infeções complicadas do trato urinário (ITUc). Para as ITUc, observou-se em alguns estudos uma variabilidade nas taxas de erradicação microbiológica. Estão em curso estudos adicionais relativamente a algumas métricas detalhadas de erradicação.


Evidência para a Prevenção de Infeção do Local Cirúrgico

A investigação para esta utilização consiste em Ensaios Clínicos Aleatorizados nos quais os estudos monitorizaram a taxa de infeção no local cirúrgico após uma dose única administrada imediatamente antes de uma cirurgia colorretal eletiva. As conclusões descrevem padrões observados nos estudos relativamente à frequência de ocorrência de infeção. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas neste cenário cirúrgico específico.


Acompanhamento a Longo Prazo e Durabilidade da Resposta

Os ensaios clínicos primários focaram-se na medição da resolução da infeção e dos sintomas ao longo de intervalos de tempo definidos e relativamente curtos. Por conseguinte, existe informação limitada para resultados a longo prazo no que diz respeito à durabilidade da resposta. A investigação forneceu, de uma forma geral, contexto sobre alterações a curto prazo, mas os resultados a longo prazo não estão totalmente estabelecidos no que toca à recorrência da infeção meses ou anos mais tarde. O principal objetivo da investigação parece ter sido a avaliação clínica a curto prazo.


Evidência em Populações Especiais

O Invanz foi avaliado em certas populações especiais, incluindo doentes pediátricos (com 3 meses de idade ou mais) para infeções intra-abdominais, PAC e ITUc. A investigação analisou a utilização do Invanz em adultos mais velhos. No entanto, os dados para certos grupos permanecem insuficientes, especificamente para doentes com a apresentação da doença mais grave ou complicada, que foram frequentemente excluídos dos RCTs originais.


Lacunas na Investigação e Áreas de Incerteza

Para o Invanz, a qualidade da evidência varia entre os estudos, dependendo da infeção específica que está a ser analisada. Existe uma falta de evidência comparativa em algumas áreas e as conclusões foram mistas em relação a resultados microbiológicos específicos. No geral, existe informação limitada para resultados a longo prazo e o tamanho das amostras foi modesto para certos subgrupos de alto risco. Os estudos ajudam a mostrar o que foi observado até agora, mas as conclusões descrevem padrões de grupo e não resultados individuais; a investigação não determina se um indivíduo responderá de forma semelhante aos padrões observados nos ensaios.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Invanz (FAQ)

P: O Invanz é o mesmo tipo de antibiótico que a penicilina?

R: O Invanz (Ertapenem) está classificado na mesma família alargada de medicamentos, os antibióticos beta-lactâmicos, que também inclui as penicilinas. No entanto, as fontes oficiais categorizam o Invanz como um antibiótico do grupo dos carbapenemeno, um subgrupo distinto e geralmente mais especializado dentro dessa família. Esta distinção baseia-se na estrutura molecular do medicamento e na sua atividade direcionada.


P: O que devo saber sobre a toma de outros medicamentos com Invanz?

R: Os documentos regulamentares destacam dois medicamentos principais relativamente a interações. A coadministração com probenecida (um medicamento para a gota) não é geralmente recomendada, pois esta pode competir com o Invanz na fase de eliminação do organismo. Além disso, o uso de Invanz foi descrito como levando a uma redução significativa na concentração de ácido valproico ou valproato de sódio, uma interação que pode afetar o controlo de convulsões.


P: O Invanz afeta a função renal ou a função hepática?

R: Relatórios oficiais indicam que as alterações laboratoriais comuns observadas incluem um aumento de certas enzimas hepáticas (ALT e AST). Relatos raros também mencionaram efeitos relacionados com a função renal, tais como insuficiência renal. O potencial para estes efeitos está registado na documentação oficial e os profissionais de saúde monitorizam habitualmente estes valores laboratoriais.


P: O Invanz é conhecido por causar infeção por C. difficile?

R: Sim, os avisos oficiais referem que o Invanz acarreta um risco de diarreia associada a Clostridioides difficile (DACD). Este é um efeito potencial registado nos avisos oficiais do Invanz, uma vez que este pode perturbar o equilíbrio natural das bactérias no sistema digestivo. A DACD pode variar entre uma diarreia ligeira e uma condição intestinal mais grave.


P: Quanto tempo após a última dose é que o Invanz permanece no organismo?

R: Estudos farmacocinéticos indicam a rapidez com que o medicamento ativo é eliminado do corpo. O tempo necessário para que a concentração se reduza para metade (a semivida plasmática de eliminação) é de aproximadamente 3,5 a 4 horas. Este processo de eliminação é gerido principalmente através dos rins.


P: É comum sentir cansaço ou fraqueza durante o tratamento com Invanz?

R: Os documentos oficiais listam a sensação de cansaço ou fraqueza (por vezes referida como astenia ou fadiga) como um efeito secundário Pouco Frequente. Isto significa que o efeito pode ser observado em até 1 em cada 100 pessoas que recebem o medicamento, de acordo com os dados regulamentares.


P: Que investigação existe sobre o Invanz na prevenção de infeções após uma cirurgia?

R: A evidência científica oficial estabelece que o Invanz foi estudado e aprovado para utilização na prevenção de infeções após certos procedimentos. Especificamente, é utilizada uma dose única para a profilaxia (prevenção) de infeção em doentes adultos submetidos a cirurgia colorretal eletiva.


P: Como é que o Invanz se compara a outros antibióticos "fortes"?

R: O Invanz (Ertapenem) pertence à classe de antibióticos carbapenemeno, que é tipicamente utilizada para infeções bacterianas específicas e complicadas. Esta classificação reflete a atividade potente e de largo espetro do fármaco e a importância de o utilizar de forma seletiva para gerir ameaças bacterianas.


P: Que alimentos ou suplementos devem ser evitados durante o uso de Invanz?

R: De acordo com a informação oficial de prescrição, não existem interações documentadas específicas que exijam a exclusão de alimentos particulares, álcool ou produtos à base de plantas comuns durante a utilização de Invanz.


P: O Invanz afeta os níveis de açúcar no sangue?

R: Os documentos oficiais observam que uma descida do açúcar no sangue, conhecida como hipoglicemia, foi relatada como um efeito secundário potencial raro do Invanz. Este potencial para uma alteração no açúcar no sangue está assinalado na informação oficial de prescrição.


P: O Invanz pode causar confusão ou alterações de humor?

R: Os relatórios oficiais de reações adversas listam potenciais efeitos no sistema nervoso central. A confusão e a insónia (dificuldade em dormir) estão listadas como efeitos secundários comuns. Menos frequentemente, foram também relatados efeitos como agitação ou ansiedade.


P: O que deve um doente fazer se notar inchaço ou irritação no local da injeção?

R: A informação oficial para o doente refere que as reações locais, tais como dor, vermelhidão ou irritação no local da injeção, são reações adversas Muito Comuns. A informação oficial para o doente descreve que estes efeitos devem ser comunicados aos profissionais de saúde.


P: O Invanz trata infeções causadas por MRSA?

R: Os critérios oficiais de prescrição estabelecem que o Invanz não é ativo contra certas bactérias. Especificamente, não é utilizado para tratar infeções causadas por Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), uma vez que não tem como alvo este tipo de organismo.


P: Existem restrições à condução ou ao uso de máquinas durante o tratamento com Invanz?

R: A informação oficial para o doente contém um aviso de que, uma vez que foram relatados efeitos secundários como tonturas e sonolência, é necessária precaução em atividades que exijam atenção total, como conduzir ou utilizar ferramentas.

Como Invanz deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Invanz

A forma como o Invanz (ertapenem) é armazenado e manuseado é fundamental para manter a sua estabilidade e eficácia. O pó para injeção, antes de ser aberto, deve ser conservado sob refrigeração, mantendo-se rigorosamente entre os 2 °C e os 8 °C. É essencial não congelar o produto em qualquer etapa.

Uma vez reconstituída e diluída para perfusão intravenosa utilizando Cloreto de Sódio a 0,9%, a estabilidade da solução é limitada. A solução preparada deve ser utilizada no prazo de seis horas se for mantida à temperatura ambiente (até 25 °C) ou no prazo de 24 horas se for refrigerada. Caso a solução seja refrigerada, deve então ser administrada num período de quatro horas após ter sido retirada do frio.

Qualquer solução que tenha sido preparada, mas não administrada dentro destes prazos, deve ser eliminada. Para garantir a segurança, todo o produto Invanz não utilizado e os materiais residuais devem ser eliminados de acordo com os regulamentos e requisitos locais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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