Intron A

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Intron A

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Intron A

O Intron A é uma versão sintética de uma proteína natural denominada interferão alfa-2b. Esta substância pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como modificadores da resposta biológica, que atuam auxiliando o sistema imunitário do organismo a combater infeções e certas patologias graves.

Produzido através de tecnologia de ADN recombinante, o Intron A é idêntico à proteína interferão que o corpo humano produz naturalmente em resposta a vírus ou outros invasores. Ao introduzir esta proteína no organismo, o medicamento ajuda a regular a resposta imunitária e a controlar o crescimento de células anormais.

Este medicamento é habitualmente prescrito para o tratamento de diversas condições crónicas, incluindo hepatites virais (como a hepatite B e C) e determinados tipos de cancro, tais como o melanoma, o linfoma folicular e o sarcoma de Kaposi relacionado com a SIDA. O Intron A é administrado por via injetável, permitindo que a substância ativa circule na corrente sanguínea para exercer os seus efeitos terapêuticos em todo o corpo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Intron A?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

A documentação regulamentar oficial organiza o perfil de segurança do Intron A (Interferão alfa-2b) classificando as reações adversas com base na sua frequência e no sistema orgânico afetado.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os efeitos adversos são categorizados de acordo com a incidência relatada em ensaios clínicos e na utilização pós-comercialização:

  • Muito Frequentes (ocorrem em 10% ou mais dos doentes): Estes efeitos relatados com frequência assemelham-se, muitas vezes, a uma doença viral aguda e incluem fadiga, pirexia (febre), arrepios, cefaleias (dores de cabeça), náuseas, diarreia, anorexia (perda de apetite) e leucopenia (diminuição dos glóbulos brancos). A depressão e as reações no local da injeção são também muito comuns.
  • Frequentes (ocorrem entre 1% a menos de 10% dos doentes): Os efeitos neste nível incluem tonturas, insónia, alopécia (enfraquecimento do cabelo) e alterações na função da tiroide, tais como o hipotiroidismo ou o hipertiroidismo.

Reações Adversas Graves

O Interferão alfa-2b tem o potencial de causar ou agravar perturbações graves e potencialmente fatais em vários sistemas do organismo. A rotulagem regulamentar documenta especificamente perturbações neuropsiquiátricas graves, incluindo suicídio, ideação suicida e psicoses. É também observada a possibilidade de doenças autoimunes graves (como o Lúpus Eritematoso Sistémico) e eventos isquémicos graves (cardiovasculares ou cerebrovasculares). Foram relatadas ocorrências raras de toxicidade pulmonar grave (por exemplo, pneumonite intersticial) e septicémia.

Padrões de Segurança e Restrições

Os dados de segurança indicam que os sintomas comuns do tipo gripal ocorrem habitualmente entre 1 a 3 horas após a injeção, mas podem diminuir de intensidade ao longo do tempo. A depressão da hematopoiese, como a trombocitopenia (diminuição das plaquetas), é frequentemente observada durante o primeiro ou segundo mês de tratamento. Existem considerações específicas para os doentes pediátricos devido ao potencial relatado de inibição do crescimento a longo prazo. Além disso, as mulheres com potencial reprodutivo devem utilizar métodos de contraceção eficazes devido ao risco de danos para o feto.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As informações regulamentares oficiais descrevem a sobredosagem com Intron A (Interferão alfa-2b) focando-se na manifestação de toxicidades graves relacionadas com a dose que afetam múltiplos sistemas orgânicos. A gestão de uma sobredosagem é geralmente sintomática, uma vez que não existe um antídoto específico documentado nas informações aprovadas.

Os quadros de sobredosagem envolvem tipicamente o agravamento extremo ou persistente de efeitos adversos conhecidos, que são considerados toxicidades limitantes da dose. Estas manifestações incluem sintomas do tipo gripal graves ou persistentes (tais como febre e fadiga), redução significativa das contagens de células sanguíneas (mielossupressão) e sinais de hepatotoxicidade grave (problemas no fígado).

Ações de Emergência Obrigatórias

As orientações regulamentares estipulam ações específicas em caso de suspeita de sobredosagem ou de exposição elevada:

  • Contacte o seu profissional de saúde imediatamente se tomar uma dose excessiva de Intron A, dado que poderá ser necessária monitorização, ajuste da dose ou a interrupção do tratamento.
  • Procure assistência médica imediata em caso de complicações severas ou que coloquem a vida em risco. Isto é necessário perante sintomas que sugiram perturbações neuropsiquiátricas graves (por exemplo, depressão grave, psicose), eventos isquémicos ou reações alérgicas graves (por exemplo, dificuldade em respirar).

É oficialmente exigida uma monitorização clínica e laboratorial rigorosa após uma exposição grave, especialmente no que respeita ao estado hematológico, hepático e neuropsiquiátrico. Observa-se que os doentes idosos apresentam um risco acrescido de toxicidade devido a um potencial compromisso da função dos órgãos relacionado com a idade.

Usos terapêuticos de Intron A

Para que serve o Intron A: principais utilizações e benefícios

O Intron A (interferão alfa-2b recombinante) é habitualmente utilizado para auxiliar em condições que envolvem manifestações episódicas ou flutuantes, sendo considerado relevante em contextos que envolvem uma elevada carga sistémica. Este medicamento é aplicado em áreas onde é necessário suporte sintomático adicional, particularmente ao lidar com sintomas que criam um esforço fisiológico percetível.

A principal área terapêutica foca-se em condições caracterizadas por períodos de intensificação de sintomas, incluindo certos tipos de cancro e doenças virais. Especificamente, o fármaco é aplicado na abordagem de tipos de leucemia (como a leucemia de células cabeludas), melanoma maligno e sarcoma de Kaposi (relacionado com a SIDA), bem como em patologias virais crónicas, como a hepatite B e a hepatite C.

Nestes cenários clínicos, o medicamento pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional em situações onde os sintomas se tornam mais evidentes, contribuindo assim para um melhor conforto durante os períodos de maior intensidade sintomática. O medicamento pode fazer parte da gestão sintomática em situações onde os doentes experienciam uma carga de sintomas significativa. Este alívio de suporte ajuda os pacientes durante episódios de maior desconforto.


Facto Rápido: Aplicado na abordagem de sintomas que interferem com o funcionamento diário.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode utilizar Intron A?

A elegibilidade para a utilização do Intron A (Interferão alfa-2b) é rigorosamente determinada pelas características do doente e por condições médicas pré-existentes, conforme definido nas informações regulamentares aprovadas.

  • Adultos: São elegíveis para tratamento em todas as indicações aprovadas.
  • Utilização Pediátrica: Está estabelecida para a hepatite B crónica em doentes com idade igual ou superior a 1 ano que apresentem doença hepática compensada.
  • Para a hepatite C crónica (em terapêutica combinada), a utilização está geralmente estabelecida em doentes com idade igual ou superior a 3 anos.

Contraindicações: Quem não deve utilizar Intron A?

A utilização deste medicamento é absolutamente proibida (contraindicada) em doentes com as seguintes condições:

  • Hepatite autoimune ou certas perturbações graves do sistema imunitário.
  • Doença hepática descompensada (quando a função do fígado está gravemente comprometida).
  • Doença cardíaca grave, doença da tiroide não controlada, doença renal grave ou epilepsia.
  • Histórico de perturbações psiquiátricas graves, incluindo depressão severa ou ideação suicida.
  • Mulheres grávidas e doentes do sexo masculino cujas parceiras estejam grávidas, nos casos em que o Intron A é utilizado em combinação com a ribavirina.

A utilização é restrita ou condicional em casos não graves de doença psiquiátrica crónica, compromisso renal não grave e condições autoimunes pré-existentes, como a psoríase, exigindo uma monitorização clínica rigorosa durante a terapêutica.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Os documentos regulamentares oficiais definem o perfil de interações do Intron A (Interferão alfa-2b) através de relações farmacocinéticas e farmacodinâmicas específicas que impõem restrições à coadministração.

Combinações Contraindicadas e Alteração de Exposição

A coadministração de Fezolinetant é formalmente contraindicada devido ao efeito documentado do Interferão alfa-2b no metabolismo das enzimas hepáticas. Esta situação é classificada como uma interação farmacocinética que envolve a inibição da atividade da enzima CYP1A2. Esta interferência documentada na eliminação (clearance) de fármacos resulta especificamente no aumento das concentrações plasmáticas e na redução da eliminação de certas substâncias administradas em simultâneo, incluindo a Teofilina e a Zidovudina. Uma nota específica para determinadas populações indica que os doentes fumadores podem sofrer um risco maior de gravidade na interação quando a Teofilina é coadministrada.

Efeitos Aditivos e Restrições Específicas

O perfil do medicamento refere diversas interações farmacodinâmicas. A coadministração com Hidroxiureia está associada a uma toxicidade aditiva que acarreta um risco de toxicidades vasculíticas cutâneas. A combinação de Intron A com agentes imunossupressores (tais como o Ponesimod e o Siponimod) apresenta um risco de efeitos imunossupressores aditivos. Além disso, está documentado um aumento do risco de hemorragia quando o Intron A é coadministrado com Anticoagulantes (como a Varfarina) e Antiagregantes plaquetários. Aplica-se uma restrição formal baseada na população para a terapêutica combinada: a utilização de Intron A com Ribavirina é contraindicada em doentes com depuração (clearance) da creatinina inferior a 50 mL/min ou naqueles com hemoglobinopatias. Não estão explicitamente documentadas regras obrigatórias de separação temporal entre as administrações.

Mecanismo de ação

Como funciona o Intron A

O Intron A contém a substância ativa interferão alfa-2b, uma proteína que pertence ao grupo dos interferões. Esta substância é produzida através de tecnologia de ADN recombinante, sendo idêntica ao interferão alfa natural produzido pelo corpo humano para combater infeções e outras doenças.

O interferão alfa-2b atua modificando a resposta do sistema imunitário do organismo. Embora o mecanismo exato de ação não esteja totalmente esclarecido, sabe-se que a substância possui propriedades antivirais e antiproliferativas. No contexto de infeções virais, o medicamento atua dificultando a replicação dos vírus dentro das células infetadas e protegendo as células saudáveis contra a invasão viral.

No tratamento de doenças oncológicas, o Intron A ajuda a regular o crescimento e a divisão das células cancerígenas. Ao interferir com o ciclo de vida destas células e ao estimular certas células do sistema imunitário, como os linfócitos e os macrófagos, o medicamento auxilia o organismo a identificar e a atacar as células anormais.

Após a administração, a substância ativa é absorvida e distribuída pelo corpo, onde desencadeia uma cascata de reações biológicas complexas. Estas reações resultam na produção de enzimas e proteínas específicas que contribuem para o controlo da progressão da doença, reforçando as defesas naturais do doente.

Informações sobre dosagem e administração

O Intron A é administrado através de injeção, uma necessidade que se deve à sua natureza proteica, uma vez que a substância seria inativada pelo sistema digestivo se fosse ingerida por via oral. Os documentos oficiais de prescrição especificam diferentes vias, doses e esquemas terapêuticos com base na patologia a ser tratada.

Vias de Administração e Formas Farmacêuticas

A administração é geralmente feita por via subcutânea (SC) ou intramuscular (IM). A via intravenosa (IV) está reservada para períodos intensivos específicos, como a Fase de Indução inicial da terapêutica do melanoma maligno. O medicamento é fornecido como solução injetável em frascos ou canetas, ou como pó para injeção que deve ser cuidadosamente reconstituído com o diluente fornecido (água estéril para injeção) antes da utilização. Para as vias SC e IM, os doentes são instruídos a alternar o local de injeção.

Dosagem Padrão e Calendário

A dosagem oficial é quantificada em Unidades Internacionais (UI) e é frequentemente calculada com base na área de superfície corporal (m^2) do doente. A frequência mais comum é de três vezes por semana, sendo a administração tipicamente feita em dias alternados.

Indicação (Exemplos de Regimes) Dose e Via (Adulto) Frequência e Duração (Adulto)
Melanoma Maligno (Indução) 20 milhões UI/ m^2 (Perfusão IV) 5 dias consecutivos/semana durante 4 semanas
Melanoma Maligno (Manutenção) 10 milhões UI/ m^2 (SC) 3 vezes por semana durante 48 semanas
Leucemia de Células Cabeludas 2 milhões UI/ m^2 (SC/IM) 3 vezes por semana
Hepatite C Crónica 3 milhões UI (SC/IM) 3 vezes por semana

Regras de Procedimento e Temporais

A administração intravenosa deve ser realizada como uma perfusão de 20 minutos, após a diluição em solução de cloreto de sódio a 0,9%. Muitos regimes, como no caso do melanoma maligno, envolvem fases distintas com diferentes doses e vias, definindo a duração total do tratamento. A dosagem pediátrica para algumas condições também é baseada na área de superfície corporal. Caso uma dose seja esquecida, a recomendação geral é que os doentes a tomem logo que possível e retomem o esquema regular.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos do Intron A

Evidência para a Leucemia de Células Cabeludas (LCC)

A investigação sobre o Intron A no contexto da LCC baseia-se em Ensaios Clínicos Multicêntricos e Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA). Estes estudos foram concebidos para analisar resultados relacionados com a resposta hematológica, monitorizando se as contagens de células sanguíneas atingiam níveis definidos, e acompanhando o tempo até à falha do tratamento ou à recaída. Os resultados descrevem padrões em que foi registada uma resposta hematológica mensurável. Contudo, os principais ensaios foram realizados maioritariamente antes do surgimento de novas opções terapêuticas, o que significa que a evidência comparativa face aos protocolos de tratamento atuais é limitada.


Evidência para a Hepatite Viral Crónica

Os estudos relativos à Hepatite C crónica incluem ECA que analisaram o Intron A tanto em monoterapia como em combinação com outros agentes. Os resultados medidos incluíram a Resposta Virológica (eliminação do ARN do VHC) e a Resposta Virológica Sustentada (RVS). Em alguns estudos, observou-se que um regime de combinação produziu medições de RVS diferentes quando comparado com a monoterapia. Foram realizados ensaios específicos para avaliar este medicamento em crianças e adolescentes, focando-se na resposta virológica nestas populações mais jovens.


Evidência para o Melanoma Maligno (Terapêutica Adjuvante)

A investigação sobre o melanoma maligno baseia-se em ECA de grande escala envolvendo doentes de alto risco que foram submetidos à remoção completa do tumor. Os estudos focaram-se na medição da Sobrevivência Livre de Recaída (SLR) e da Sobrevivência Global (SG). Alguns ensaios comunicaram uma diferença no período de SLR entre o grupo de estudo e o grupo de observação. No entanto, os resultados relativos ao objetivo primário de Sobrevivência Global revelaram-se mistos e inconsistentes entre os ensaios analisados e as revisões científicas subsequentes.


Evidência noutros tipos de Cancro e Limitações da Investigação

O Intron A também foi estudado para outras condições, incluindo a Leucemia Mieloide Crónica (LMC), o Linfoma Folicular e o Mieloma Múltiplo, examinando resultados como a Resposta Citogenética. A base de investigação inclui estudos com acompanhamento observacional a longo prazo que se estendem por vários anos. Contudo, o grau de certeza permanece baixo para muitos efeitos a longo prazo. Os estudos existentes fornecem informações limitadas para certas populações e carecem de evidência comparativa face às terapias altamente direcionadas que são hoje comuns na prática clínica.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Intron A (FAQ)


P: Existem restrições alimentares durante o tratamento com Intron A?

As informações oficiais recomendam geralmente que os doentes discutam com o seu profissional de saúde a utilização de qualquer medicamento com alimentos. Contudo, os documentos regulamentares não especificam restrições alimentares globais para este fármaco em particular.


P: O Intron A interage com analgésicos comuns, como o paracetamol?

As orientações regulamentares indicam que o Interferão alfa-2b pode afetar a forma como o organismo processa certas substâncias, podendo aumentar a concentração de medicamentos como o paracetamol. Embora alguns profissionais de saúde possam recomendar o paracetamol para ajudar a gerir os sintomas do tipo gripal, esta utilização é abordada nas orientações regulamentares e está sujeita a monitorização por um profissional de saúde.


P: Os idosos podem utilizar o Intron A?

Os estudos não demonstraram problemas específicos relacionados com a idade que limitem a utilização desta injeção em adultos mais velhos. No entanto, os doentes idosos têm maior probabilidade de apresentar condições pré-existentes — como problemas cardíacos, renais ou hepáticos graves — que são reconhecidos nos documentos oficiais como fatores que exigem precaução e potenciais ajustes no esquema terapêutico prescrito.


P: O álcool interage com o Intron A?

As orientações regulamentares oficiais e para o doente descrevem que o consumo de álcool está associado a um risco aumentado de lesão hepática durante a utilização deste medicamento.


P: Quanto tempo permanece o Intron A no organismo?

De acordo com as informações oficiais do produto, a semivida de eliminação do medicamento é de aproximadamente 2 a 3 horas após a injeção subcutânea ou intramuscular. A concentração da substância na corrente sanguínea situa-se, habitualmente, abaixo dos limites detetáveis num período de 16 horas após uma injeção.


P: Preciso de formação especial para administrar a injeção a mim próprio?

As informações regulamentares e para o doente indicam que um profissional de saúde ou enfermeiro ensinará o doente ou o cuidador a administrar a injeção corretamente. Esta instrução é fornecida para garantir que o medicamento é administrado de forma segura e adequada antes de a primeira dose ser aplicada fora de um contexto clínico.


P: O Intron A pode afetar os níveis das enzimas hepáticas?

As informações oficiais referem que podem ocorrer aumentos transitórios da ALT sérica (uma enzima do fígado) durante a terapia. Por este motivo, os testes de função hepática, incluindo a ALT, a albumina e a bilirrubina, são habitualmente monitorizados com regularidade durante o tratamento para avaliar a resposta do organismo e uma potencial toxicidade.


P: É verdade que o Intron A pode causar alterações na visão?

Sim, os documentos oficiais e as informações relacionadas com a classe terapêutica mencionam que foram observadas alterações na visão em alguns doentes. Estas alterações visuais podem incluir visão turva, perda de visão e complicações que afetam a retina, como hemorragias.


P: O Intron A pode interagir com suplementos à base de plantas?

As orientações regulamentares e para o doente recomendam que os doentes informem a sua equipa de cuidados sobre todos os produtos naturais e suplementos nutricionais que estejam a tomar. Este conselho deve-se ao facto de o regime prescrito de Intron A ou de outros medicamentos poder necessitar de revisão para prevenir potenciais complicações.


P: O Intron A afeta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

As orientações oficiais para o doente referem que este medicamento pode causar efeitos secundários como tonturas ou sonolência. Devido a este potencial, as informações regulamentares incluem habitualmente precauções relativas à condução ou utilização de máquinas até que o doente saiba como o medicamento afeta a sua concentração e coordenação.


P: Existe uma versão genérica do Intron A disponível?

O fabricante descontinuou voluntariamente o Intron A (Interferão alfa-2b) nos Estados Unidos. Por conseguinte, não existe atualmente uma versão genérica de custo inferior disponível em muitas regiões onde o produto de marca era comercializado anteriormente.


P: O Intron A pode interagir com medicamentos para a diabetes?

As informações oficiais para o doente indicam que o Interferão alfa-2b pode afetar os níveis de açúcar no sangue, sendo conhecido por causar ou agravar a hiperglicemia (açúcar elevado no sangue) e a diabetes mellitus. As orientações oficiais enfatizam que os doentes com diabetes requerem uma monitorização rigorosa dos seus níveis de glicemia e devem comunicar quaisquer alterações ao seu profissional de saúde.


P: O Intron A é considerado um tipo de quimioterapia?

O Intron A é classificado nos documentos regulamentares como um Interferão Antineoplásico e um Modificador da Resposta Biológica. Embora seja utilizado no tratamento de alguns cancros, não é categorizado como um agente de quimioterapia citotóxica tradicional.


P: O Intron A pode ser utilizado a longo prazo?

Os estudos e documentos regulamentares refletem que os regimes de tratamento para algumas condições, como o melanoma maligno, envolvem períodos prolongados. Isto inclui uma fase de manutenção de 48 semanas, e a base de evidência do medicamento inclui estudos com acompanhamento de doentes a longo prazo.


P: O Intron A é seguro durante a gravidez (conforme descrito nas fontes regulamentares)?

Os documentos regulamentares oficiais indicam um risco potencial de danos fetais e exigem que as mulheres com potencial reprodutivo utilizem métodos de contraceção eficazes durante o tratamento. Quando o medicamento é utilizado em combinação com a ribavirina, é estritamente proibido para mulheres grávidas e para doentes do sexo masculino cujas parceiras estejam grávidas.


P: O Intron A é o mesmo que o interferão alfa?

Intron A é o nome comercial da substância ativa, o Interferão alfa-2b recombinante. Este fármaco é uma versão sintética da proteína interferão alfa de ocorrência natural, que o sistema imunitário do organismo produz.


P: Porque é que a fadiga é um efeito secundário comum do Intron A?

O Interferão alfa-2b é um imunomodulador que atua regulando o sistema imunitário. Esta ação pode levar ao aumento dos níveis de proteínas no organismo que podem causar sintomas semelhantes aos de uma doença viral, como febre e fadiga, sendo esta última relatada como um efeito secundário muito comum.


P: O Intron A interage com pílulas anticoncecionais?

As orientações oficiais de segurança exigem a utilização de contraceção eficaz para mulheres com potencial reprodutivo devido ao risco de danos fetais. No entanto, as informações do produto não indicam explicitamente uma interação que reduza a eficácia das pílulas contracetivas orais em si.


P: É obrigatório injetar o Intron A sempre no estômago ou pode ser noutros locais?

Para a injeção subcutânea, o medicamento pode ser administrado em várias áreas, não apenas no estômago. As instruções oficiais permitem a injeção na zona abdominal (evitando o umbigo e a linha da cintura), na parte superior dos braços ou nas coxas. Os doentes são sempre instruídos a alternar o local da injeção.


P: O Intron A pode causar alterações no peso?

As fontes oficiais relataram a perda de peso como um efeito secundário comum em ensaios clínicos. A anorexia (perda de apetite) é também listada como uma reação adversa muito comum, o que pode levar a uma diminuição do peso corporal.


P: Que tipo de exames de monitorização são habitualmente feitos durante o tratamento?

As orientações regulamentares exigem a realização regular de exames para monitorizar a segurança e a resposta ao tratamento. Isto inclui tipicamente análises ao sangue, como um hemograma completo, contagem de plaquetas e testes de função hepática (como a ALT sérica), que são avaliados antes e durante todo o curso da terapia.


P: Qual é a probabilidade de contrair uma infeção durante o uso de Intron A?

As informações de segurança oficiais referem que o Interferão alfa-2b pode causar ou agravar doenças infeciosas. Um efeito secundário muito comum é a leucopenia (diminuição dos glóbulos brancos), que pode aumentar o risco de infeção. Foram também relatados resultados graves e raros, como a septicémia.


P: Os homens podem utilizar o Intron A se planearem ser pais?

Os doentes do sexo masculino devem evitar a utilização do medicamento quando as suas parceiras estão grávidas, caso este seja tomado em combinação com a ribavirina. Geralmente, os homens são também aconselhados a utilizar contraceção eficaz devido ao risco documentado de danos fetais.

Como Intron A deve ser armazenado e descartado?

Requisitos Oficiais de Conservação e Eliminação do Intron A

O Intron A (Interferão alfa-2b) deve ser conservado sob condições específicas e controladas, conforme definido nas normas regulamentares, para manter a sua eficácia.

Condições de Conservação

O produto deve ser conservado no frigorífico, entre 2°C e 8°C. Não congele o Intron A e não utilize a solução caso esta apresente alterações na cor ou contenha partículas. O pó para injeção pode ser conservado à temperatura ambiente (até 25°C) durante um período máximo de quatro semanas antes da reconstituição.

Estabilidade e Manuseamento

Após a primeira utilização ou a reconstituição, o produto tem um prazo de validade limitado; por exemplo, a maioria das canetas multidose ou frascos deve ser utilizada num prazo de quatro semanas, quando mantida no frigorífico. Após a reconstituição com Água Bacteriostática, o produto permanece estável até 30 dias sob refrigeração. Mantenha todas as formas de Intron A fora do alcance e da vista das crianças.

Eliminação

As seringas e agulhas utilizadas devem ser imediatamente colocadas num recipiente para objetos cortantes e perfurantes resistente à perfuração. Não elimine medicamentos não utilizados ou fora do prazo através do esgoto nem os coloque no lixo doméstico. Consulte um farmacêutico ou um profissional de saúde para obter instruções sobre a eliminação correta.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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