Fycompa

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Fycompa

Forma selecionada

Método de ação: Antiepileptic

Opção de tratamento: Seizure, Epilepsy

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Fycompa

Fycompa: Que tipo de medicamento é o perampanel?

O Fycompa é o nome comercial da substância ativa perampanel, um composto sintético classificado como um fármaco antiepilético, também frequentemente designado como anticonvulsivante. Esta classificação estabelece a identidade fundamental do medicamento como um fármaco de receita médica obrigatória, utilizado para ajudar a gerir a instabilidade elétrica no cérebro. O perampanel é farmacologicamente distinto, sendo reconhecido como um agente altamente seletivo dentro da classe de outros antiepiléticos. Este estatuto único é sustentado por estudos farmacológicos que estabelecem a sua utilidade especializada na estabilização da excitabilidade neuronal em doentes adultos e em diversos doentes pediátricos.

Composição e formas farmacêuticas disponíveis

Este medicamento é um produto de substância ativa única, consistindo no perampanel e nos componentes não ativos necessários, formulados para via oral. O Fycompa é disponibilizado em duas formas farmacêuticas principais: comprimidos revestidos por película e uma suspensão oral líquida. Os comprimidos contêm perampanel combinado com excipientes padrão, enquanto a suspensão utiliza um sistema de veículo aquoso. A disponibilidade de ambas as formas, comprimido e líquido, é um fator distintivo que oferece uma flexibilidade essencial para os doentes — particularmente na população pediátrica — que possam ter dificuldade em administrar medicação sólida.

Objetivo principal e mecanismo único

O objetivo geral deste medicamento é a redução e o controlo eficazes da atividade neuronal excessiva que contribui para as crises epiléticas. Este efeito é alcançado através de uma ação fisiológica única no sistema nervoso central, uma ação clinicamente reconhecida pelo seu potencial em suprimir a propagação das crises. O perampanel atua como um antagonista seletivo e não competitivo do recetor AMPA, um recetor fundamental envolvido na excitação cerebral. Este mecanismo inovador distingue o seu papel de muitos fármacos antiepiléticos tradicionais, proporcionando um meio especializado de atenuar os sinais excitatórios rápidos mediados pelo neurotransmissor glutamato, servindo assim a sua função anticonvulsivante geral na gestão da instabilidade subjacente.

Quais efeitos secundários são possíveis com Fycompa?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança do Fycompa (perampanel) está documentado na rotulagem regulamentar oficial, que descreve as potenciais reações adversas, as classificações de frequência e as advertências especiais, de acordo com a sua classificação como medicamento antiepilético. Todas as frequências e reações reportadas baseiam-se em documentos oficiais das autoridades de saúde.

Reações adversas graves

A rotulagem oficial contém advertências relativas a reações psiquiátricas e comportamentais graves, incluindo agressividade, hostilidade, ira e o risco documentado de ideação e ameaças homicidas. Além disso, à semelhança de outros medicamentos antiepiléticos, o perampanel está associado a um aumento do risco de comportamento e ideação suicida. Em casos raros, foram notificadas reações cutâneas graves em contexto pós-comercialização, tais como a Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e a Reação Medicamentosa com Eosinofilia e Sintomas Sistémicos (DRESS).

Efeitos sistémicos classificados por frequência

As reações adversas notificadas com maior frequência estão relacionadas principalmente com o sistema nervoso central, sendo muitas vezes referidas como dependentes da dose e ocorrendo mais frequentemente durante o período inicial de titulação da dose:

Classificação Exemplos de Reações (Classe de Sistemas de Órgãos)
Muito Frequentes (≥ 1 em 10) Tonturas, Sonolência, Fadiga
Frequentes (≥ 1 em 100) Agressividade, Irritabilidade, Ataxia, Vertigens, Náuseas, Aumento de peso

Notas de segurança para populações específicas

A documentação regulamentar estabelece restrições específicas para determinados grupos de doentes. A utilização não é recomendada em indivíduos com diagnóstico de compromisso hepático grave ou compromisso renal grave (incluindo doentes em hemodiálise). É necessária atenção especial para os idosos, que podem registar uma maior incidência de efeitos neurológicos, como tonturas e sonolência, o que aumenta o risco associado de quedas. Adicionalmente, o perampanel, particularmente na dose de 12 mg/dia, pode reduzir a eficácia de contracetivos hormonais contendo progestagénios.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem de Fycompa e quando procurar ajuda

A experiência clínica relativa à sobredosagem com perampanel, resultante da exposição a doses supraterapêuticas, está formalmente documentada como limitada em fontes regulamentares.

Apresentações de sobredosagem e riscos documentados

O sistema fisiológico afetado principalmente em caso de sobredosagem é o Sistema Nervoso Central (SNC). As manifestações caracterizam-se tipicamente por um exagero dos efeitos esperados relacionados com o SNC, incluindo tonturas graves, sonolência, ataxia e estados de confusão. Uma sobredosagem grave pode levar a alterações prolongadas da consciência ou a um estado de estupor. O risco de resultados prolongados e graves está especificamente associado à semivida terminal excecionalmente longa do fármaco, que pode atingir as 105 horas. Adicionalmente, o perfil regulamentar destaca o potencial para reações psiquiátricas ou comportamentais graves, como a agressividade, perante a exposição a doses elevadas. A utilização não é recomendada em doentes com compromisso hepático ou renal grave, refletindo o risco acrescido nestas populações.

Ações de emergência e gestão necessárias

Perante qualquer suspeita de sobredosagem de Fycompa, as orientações regulamentares oficiais determinam a procura imediata de assistência médica e o contacto urgente com os serviços de emergência ou com o Centro de Informação Antivenenos. Não existe um antídoto específico conhecido para a sobredosagem com perampanel. O tratamento é, portanto, sintomático e de suporte, exigindo observação médica prolongada e monitorização em ambiente hospitalar, devido ao risco de depressão prolongada do SNC.

Usos terapêuticos de Fycompa

Factos rápidos sobre as utilizações

  • Crises de início parcial: Aprovado para utilização isolada ou em conjunto com outros medicamentos em doentes com epilepsia com idade igual ou superior a 4 anos.
  • Crises tónico-clónicas generalizadas primárias (CTCGP): Aprovado para utilização em conjunto com outros medicamentos em doentes com epilepsia com idade igual ou superior a 12 anos.

O que o Fycompa trata: Principais utilizações e benefícios

O Fycompa (perampanel) é uma opção terapêutica disponível, utilizada para ajudar a gerir tipos específicos de crises em doentes com epilepsia. O medicamento destina-se a tratar os sintomas associados às crises através da redução da sua frequência.

O Fycompa está aprovado para a gestão de crises de início parcial em indivíduos com idade igual ou superior a 4 anos. Para esta indicação, o medicamento pode ser administrado como monoterapia (isoladamente) ou como terapêutica adjuvante (em conjunto com outros medicamentos).

Adicionalmente, este medicamento está indicado para o tratamento adjuvante de crises tónico-clónicas generalizadas primárias em doentes com epilepsia com idade igual ou superior a 12 anos. Para esta utilização, o fármaco é sempre utilizado em conjunto com outros medicamentos antiepiléticos. Os ensaios clínicos indicam que, para alguns doentes, o tratamento com perampanel pode contribuir para uma redução na ocorrência de crises.

Para uma visão abrangente das indicações autorizadas, incluindo grupos etários específicos e a utilização como monoterapia ou terapêutica adjuvante, deve ser consultada a informação oficial de prescrição.

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a utilização do Fycompa (perampanel) é definida pelas entidades reguladoras com base na idade, na função dos órgãos e nos antecedentes psiquiátricos.

Âmbito de Elegibilidade

Estado de Elegibilidade Grupo Populacional Base Regulamentar
Utilização Aprovada Crises de início parcial: Doentes com 4 anos ou mais FDA/EMA
Utilização Aprovada Crises tónico-clónicas generalizadas primárias: Doentes com 12 anos ou mais FDA/EMA
Não Recomendado Doentes com compromisso hepático grave Rotulagem FDA/EMA
Não Recomendado Doentes com compromisso renal grave ou em hemodiálise Rotulagem FDA/EMA
Contraindicação Doentes com hipersensibilidade conhecida ao perampanel Monografia Geral

Restrições por Idade e Condição Médica

A utilização deste medicamento não está estabelecida em crianças com menos de 4 anos de idade com crises de início parcial, nem em crianças com menos de 12 anos com crises tónico-clónicas generalizadas primárias.

Doentes com antecedentes de reações psiquiátricas e comportamentais graves devem ser monitorizados de perto, devido ao potencial para reações severas que podem exigir a interrupção do medicamento.

Para os idosos, não é oficialmente necessário qualquer ajuste de dose baseado apenas na idade. A rotulagem oficial observa que o medicamento deve ser utilizado com precaução nestes doentes.

Mulheres que estejam grávidas ou a amamentar devem consultar o seu prestador de cuidados de saúde, uma vez que não se sabe se o medicamento prejudicará o feto ou se passa para o leite materno.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial do Fycompa (perampanel) identifica interações clinicamente significativas com base em mecanismos farmacocinéticos e farmacodinâmicos, estritamente documentados em fontes governamentais oficiais.

Interações Farmacocinéticas e Farmacodinâmicas

Categoria Substâncias Interatuantes Resultado Documentado Oficialmente
Medicamentos Indutores Enzimáticos Carbamazepina, Fenitoína, Oxcarbazepina Aumentam significativamente a depuração do perampanel, levando a uma redução substancial da sua concentração plasmática e exposição.
Contracetivos Hormonais Produtos contendo levonorgestrel O perampanel, na dose mais elevada aprovada (12 mg/dia), reduz a exposição ao levonorgestrel, diminuindo potencialmente a eficácia contracetiva.
Depressores do SNC Álcool (etanol), outros medicamentos sedativos A utilização conjunta resulta numa depressão aditiva do sistema nervoso central (SNC) e na potenciação de efeitos psiquiátricos.

Restrições e Notas sobre Populações

As informações oficiais exigem estritamente evitar o consumo de álcool devido ao risco de exacerbação dos efeitos no SNC. A utilização não é recomendada em doentes com compromisso hepático grave ou compromisso renal grave/hemodiálise, devido ao elevado risco de redução da depuração do perampanel, o que poderia resultar numa exposição aumentada e prolongada ao fármaco. Os documentos regulamentares confirmam que não existem interações documentadas clinicamente relevantes mediadas por transportadores, e não são conhecidas interações com alimentos.

Mecanismo de ação

O Fycompa (perampanel) funciona como um antagonista não competitivo seletivo do recetor AMPA (recetor do ácido alfa-amino-3-hidroxi-5-metil-4-isoxazolepropiónico). O recetor AMPA é um importante recetor de glutamato ionotrópico encontrado pós-sinapticamente no sistema nervoso central, mediando a transmissão sináptica excitatória rápida.

O Fycompa exerce a sua ação ligando-se a um sítio alostérico no complexo do recetor AMPA. Esta interação estabiliza o recetor numa conformação fechada, o que impede que o glutamato abra totalmente o poro do canal iónico. Esta ação antagónica reduz eficazmente a excitabilidade neuronal mediada pelo glutamato, o principal neurotransmissor excitatório do cérebro.

Ao limitar a entrada de iões positivos (principalmente Na^+ e Ca^2+) no neurónio pós-sináptico, o Fycompa diminui a frequência de geração de potenciais de ação e o nível global de atividade elétrica. A consequência fisiológica desta inibição direcionada, ao nível do sistema, é uma estabilização da atividade elétrica em circuitos neurais hiperexcitáveis, diminuindo a propagação de sinais excitatórios dentro das redes neuronais.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Fycompa é utilizado: Diretrizes oficiais de administração

A utilização do Fycompa (perampanel) é regida por um protocolo estruturado de dosagem oral estabelecido pelas autoridades reguladoras. O medicamento está disponível na forma de comprimidos revestidos por película e suspensão oral.


Administração e Horários

O Fycompa destina-se a administração oral e é tomado uma vez ao dia. A recomendação oficial é que a dose seja tomada ao deitar. Pode ser tomado com ou sem alimentos.

Instrução Detalhe
Manuseamento dos Comprimidos Os comprimidos devem ser engolidos inteiros; não devem ser esmagados, mastigados ou partidos.
Preparação da Suspensão A suspensão oral deve ser bem agitada antes da utilização e medida com precisão utilizando o dispositivo de dosagem fornecido.

Protocolo de Dosagem e Titulação

O medicamento segue um esquema de titulação gradual até atingir um intervalo de manutenção. As regras de dosagem aplicam-se a adultos e adolescentes com idade igual ou superior a 12 anos, sendo que a dosagem pediátrica segue geralmente um padrão semelhante.

Elemento do Regime Instruções Padrão (Ausência de Indutores)
Dose Inicial 2 mg uma vez ao dia.
Taxa de Titulação Aumento em incrementos de 2 mg.
Frequência de Titulação Não mais frequentemente do que em intervalos de 7 dias (semanalmente).
Dose Máxima 12 mg uma vez ao dia.

Condições Procedimentais Especiais

Os ajustes de dose são obrigatórios em determinadas circunstâncias. O protocolo de dosagem deve ser modificado quando o Fycompa é utilizado com medicamentos antiepiléticos indutores enzimáticos moderados ou fortes, exigindo uma dose inicial mais elevada (4 mg). Além disso, a dose é limitada e a taxa de titulação é abrandada (por exemplo, a cada duas semanas) para doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado. O curso do tratamento requer uma descontinuação gradual (redução progressiva) para reduzir o potencial de aumento da frequência de crises.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Fycompa (perampanel)


Evidência Científica para Crises de Início Parcial (CIP) – Terapia Adjuvante

A investigação centrada nesta indicação baseou-se principalmente em múltiplos ensaios de Fase III, de curto prazo, aleatorizados, duplamente cegos e controlados por placebo. Estes estudos analisaram adultos e adolescentes (com idade igual ou superior a 12 anos) com crises de início parcial, cuja condição se caracterizava por manifestações flutuantes ou episódicas apesar do tratamento existente. Os investigadores monitorizaram a variação percentual mediana na frequência de crises num período de 28 dias e mediram a proporção de doentes que alcançaram uma redução de, pelo menos, 50% na frequência das crises.

Os estudos reportaram medições de uma diferença na variação percentual mediana da frequência de crises entre os grupos de perampanel e de placebo. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas (epilepsia refratária) e os dados para determinados grupos permanecem insuficientes, proporcionando uma visão limitada sobre indivíduos com diagnóstico recente ou com tipos de crises não refratárias.


Evidência Científica para Crises Tónico-Clónicas Generalizadas Primárias (CTCG) – Terapia Adjuvante

A investigação que analisou o Fycompa em combinação com outros medicamentos antiepiléticos para crises CTCG deriva de um único ensaio clínico fundamental, de curto prazo, aleatorizado e controlado por placebo. Este estudo avaliou doentes (com idade igual ou superior a 12 anos) que sofriam de crises CTCG, uma condição caracterizada por manifestações flutuantes ou episódicas, enquanto recebiam simultaneamente um ou mais medicamentos antiepiléticos.

Os dados deste ensaio clínico fundamental mostram padrões relacionados com uma diferença na variação percentual mediana da frequência de crises CTCG entre o grupo do perampanel e o grupo do placebo. O ensaio também reportou uma diferença na proporção de doentes que atingiram o objetivo medido de ausência de crises durante a fase de manutenção, ao comparar os grupos. No entanto, a evidência é limitada, uma vez que depende fortemente de um único ensaio clínico aleatorizado central.


Evidência Científica para Crises de Início Parcial (CIP) – Monoterapia

A base de evidência para o Fycompa como tratamento único para crises de início parcial (monoterapia) foi estudada para este uso num contexto regulamentar diferente. A base de evidência para a monoterapia foi avaliada através da extrapolação de resultados dos ensaios iniciais de terapia adjuvante. Uma limitação fundamental é o facto de inexistirem ensaios clínicos aleatorizados controlados por placebo concebidos especificamente para a monoterapia.


Lacunas na Evidência e Incerteza na Investigação

Os períodos de seguimento foram limitados nos ensaios controlados de maior qualidade. A observação da utilização sustentada ao longo de muitos anos baseia-se fortemente em estudos abertos, o que significa que o controlo e o rigor da ocultação encontrados nos ensaios clínicos aleatorizados estão ausentes. Falta evidência comparativa em muitas áreas e os dados para determinados grupos permanecem insuficientes. É importante recordar que os resultados descrevem padrões de grupo e não resultados individuais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Fycompa (FAQ)


P: O Fycompa possui um "Aviso de Caixa Preta" (Boxed Warning) e o que é que este abrange?

R: De acordo com a informação oficial do produto, o Fycompa inclui um Aviso de Advertência de Caixa relativo ao risco de alterações psiquiátricas e comportamentais graves. Estas podem incluir sentimentos de agressividade, hostilidade ou raiva, bem como o potencial para ideação e ameaças homicidas. A informação oficial sublinha a importância de uma monitorização rigorosa de quaisquer alterações invulgares no humor ou comportamento durante o tratamento.


P: Qual é a classificação de segurança do Fycompa em relação à condução ou utilização de máquinas?

R: Os documentos regulamentares aconselham vivamente a que não se conduza nem se utilizem máquinas pesadas até que o doente tenha a certeza de como o Fycompa o afeta. Esta orientação deve-se ao facto de efeitos secundários comuns, como tonturas, sonolência e instabilidade, poderem prejudicar a coordenação. Os doentes são instruídos a consultar o seu prestador de cuidados de saúde para obter orientações específicas antes de retomar estas atividades.


P: Quais são os sinais de uma reação alérgica grave ao Fycompa?

R: As informações oficiais de segurança para o doente descrevem que as reações alérgicas graves, incluindo condições como DRESS ou Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), podem envolver a pele e órgãos internos. Os sinais podem incluir erupção cutânea, urticária ou febre, acompanhados de gânglios inchados ou inchaço da face, lábios, língua ou garganta. Adicionalmente, pode observar-se um amarelecimento da pele ou dos olhos (icterícia).


P: O Fycompa está disponível em diferentes dosagens?

R: Sim, o Fycompa existe em várias dosagens, tanto em comprimidos como em suspensão oral. Os comprimidos revestidos por película estão disponíveis em dosagens que variam entre 2 mg e 12 mg. Para doentes com dificuldade em engolir comprimidos, está também disponível uma suspensão oral com uma concentração de 0,5 mg/mL.


P: Como é que o Fycompa é processado e eliminado pelo organismo?

R: Segundo os documentos regulamentares, o organismo processa o Fycompa principalmente através do metabolismo por certas enzimas hepáticas, maioritariamente o sistema CYP3A4. Após este processo, o fármaco é eliminado gradualmente. Aproximadamente 70% do medicamento é excretado nas fezes e os restantes 30% são eliminados na urina.


P: Qual é a semivida do Fycompa?

R: Com base em dados de farmacologia clínica, o Fycompa tem uma semivida terminal relativamente longa no corpo humano. A semivida, que descreve o tempo necessário para que a concentração do fármaco no organismo diminua para metade, é de aproximadamente 105 horas. Esta longa duração é uma característica do comportamento geral do medicamento no organismo.


P: O Fycompa causa dependência física?

R: Sim, a rotulagem oficial do produto indica que o Fycompa é classificado como uma substância controlada. Esta classificação deve-se ao potencial de abuso e ao desenvolvimento de dependência física. Devido a este risco, o medicamento requer uma redução gradual da dosagem quando o tratamento é interrompido.


P: O Fycompa está disponível como medicamento genérico (perampanel)?

R: Sim, a substância ativa do Fycompa, o perampanel, está disponível em forma genérica. As autoridades reguladoras aprovaram versões genéricas tanto dos comprimidos como da suspensão oral. No entanto, a disponibilidade depende do estado de comercialização e das patentes em cada país.


P: Com que frequência é necessária a monitorização sanguínea ao tomar Fycompa?

R: Geralmente não são necessários exames laboratoriais de rotina, como a monitorização dos níveis do fármaco ou hemogramas, para este medicamento. Contudo, devido ao risco de efeitos psiquiátricos graves, os avisos oficiais referem que a monitorização de alterações psiquiátricas e comportamentais é fundamental, especialmente ao iniciar o tratamento ou ao aumentar a dose.


P: O Fycompa é prescrito para outras condições além da epilepsia?

R: Não. As indicações oficiais limitam-se ao tratamento de crises de início parcial e como terapia adjuvante para crises tónico-clónicas generalizadas primárias em doentes que cumpram critérios de idade específicos. Isto significa que o medicamento está autorizado apenas para estas formas específicas de epilepsia.


P: Qual é o procedimento recomendado se esquecer uma dose de Fycompa?

R: As instruções oficiais indicam que, se falhar uma dose, o doente deve saltar essa dose e tomar a dose seguinte à hora habitual; os doentes são instruídos a não tomar duas doses para compensar a que foi esquecida. Se falhar mais do que uma dose, recomenda-se consultar o prestador de cuidados de saúde responsável pela prescrição para obter orientação.


P: Existem efeitos secundários conhecidos a longo prazo ao tomar Fycompa?

R: O Fycompa é considerado um tratamento destinado à gestão a longo prazo de distúrbios convulsivos. Embora os ensaios clínicos controlados para aprovação tenham tido uma duração limitada, a informação sobre a sua segurança e utilização ao longo de vários anos provém de estudos de extensão abertos em curso. Estes documentos oficiais descrevem o perfil de segurança a longo prazo com base nessa evidência.


P: Porque é que o Fycompa está associado a efeitos secundários psiquiátricos ou comportamentais graves?

R: O medicamento atua interagindo com o recetor AMPA, que ajuda a controlar a excitação neuronal mediada pelo neurotransmissor glutamato no cérebro. Como o Fycompa atua diretamente no sistema nervoso central (SNC) para atenuar esta atividade, tem o potencial de produzir efeitos adversos relacionados com o SNC, incluindo as alterações comportamentais graves descritas nos avisos oficiais.


P: O que indica a investigação mais recente sobre o uso do Fycompa na epilepsia refratária?

R: A aprovação regulamentar do Fycompa como terapia adjuvante é sustentada por ensaios clínicos controlados que se focaram em doentes com epilepsia cujas crises não eram adequadamente controladas por outros tratamentos convencionais. Estes estudos demonstraram o papel do fármaco na obtenção de uma redução na frequência das crises nesta população refratária.


P: Os efeitos secundários do Fycompa costumam desaparecer com o tempo?

R: A informação oficial do produto indica que os efeitos secundários mais comuns, como tonturas, sonolência e fadiga, são reportados frequentemente durante a fase inicial de titulação, quando a dose está a ser aumentada gradualmente. Uma vez que estes efeitos são também geralmente dependentes da dose, são mais notórios durante este período inicial do tratamento.


P: O Fycompa interage com suplementos à base de ervas, como o Hipericão (Erva de S. João)?

R: Sim, os documentos regulamentares advertem que a utilização de Fycompa com Hipericão não é recomendada. Este suplemento é conhecido por ser um forte indutor enzimático e a sua utilização em conjunto com o Fycompa pode fazer com que o nível deste último no organismo diminua significativamente, reduzindo potencialmente a sua eficácia.


P: É seguro tomar medicamentos comuns para a constipação ou descongestionantes com Fycompa?

R: Os avisos de segurança oficiais aconselham precaução ao tomar Fycompa com outros depressores do sistema nervoso central (SNC). Uma vez que muitos medicamentos comuns para a constipação e alergias contêm ingredientes que também causam depressão do SNC, combiná-los com o Fycompa pode aumentar o risco de efeitos secundários, tais como tonturas profundas, sonolência ou instabilidade.


P: O Fycompa perde a sua eficácia com o tempo (tolerância)?

R: Evidências de estudos de extensão abertos de longo prazo analisaram o efeito sustentado do Fycompa ao longo de vários anos. Os dados destes estudos indicam que a redução observada na frequência das crises foi mantida durante todo o período do estudo, sugerindo um efeito continuado ao longo do tempo.

Como Fycompa deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Fycompa?

As condições oficiais de conservação do Fycompa (perampanel) variam consoante a formulação:

  • Comprimidos: Devem ser conservados à temperatura ambiente controlada, entre os 20 °C e os 25 °C.
  • Suspensão Oral: Deve ser conservada a uma temperatura inferior a 30 °C e não pode ser congelada. A suspensão deve ser utilizada num prazo de 90 dias após a primeira abertura do frasco.

Todas as formas farmacêuticas devem ser mantidas na embalagem original e guardadas fora da vista e do alcance das crianças. Devido à sua classificação como substância controlada, o Fycompa deve ser guardado num local seguro para o proteger de roubo. A eliminação de qualquer produto não utilizado ou fora do prazo de validade deve seguir as regulamentações específicas para substâncias controladas, devendo os doentes consultar o seu farmacêutico para obter instruções adequadas.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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