Forteo

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Forteo

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Forteo

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Teriparatida
Forma Solução injetável
Classe farmacológica Análogo da hormona paratiroideia, Agente anabólico
Utilização comum Terapia anti-osteoporótica (formação óssea)
Origem Sintética, Tecnologia de ADN recombinante

Que Tipo de Medicamento é o Forteo (Teriparatida)?

O Forteo é o nome comercial estabelecido para a substância ativa teriparatida, um medicamento altamente específico, sujeito a receita médica, originalmente desenvolvido pela Eli Lilly and Company. O fármaco é classificado como um análogo da hormona paratiroideia e é, fundamentalmente, um agente anabólico. Isto significa que atua ativamente na construção de tecido, uma propriedade clinicamente reconhecida por o distinguir de terapias mais antigas. Esta designação diferencia-o dentro da classe farmacológica dos agentes anti-osteoporóticos, uma vez que o seu propósito geral primário é estimular a criação de osso novo, em vez de apenas reduzir a taxa de perda óssea. Este medicamento representa uma estratégia única de construção óssea que visa aumentar a resistência e a robustez global do esqueleto adulto.

Composição e Origem: A Teriparatida é Natural ou Sintética?

Este medicamento é um produto de substância ativa única cujo composto, a teriparatida, tem origem sintética, sendo produzido através de tecnologia de ADN recombinante. É química e estruturalmente idêntico ao fragmento rhPTH(1-34), que replica a sequência dos primeiros 34 aminoácidos — a região biologicamente ativa — da hormona paratiroideia (PTH) humana natural do organismo. A utilização deste fragmento 1-34 específico é uma característica distintiva da sua composição, apoiada por estudos farmacológicos que demonstram a eficácia do fragmento na promoção do crescimento ósseo. O medicamento é preparado como uma solução aquosa isotónica, límpida e estéril, que constitui a base líquida necessária para a sua administração.

Forma Física e Benefício Geral do Forteo

A teriparatida é administrada por via subcutânea sob a forma de uma solução injetável, estando habitualmente pré-montada num dispositivo de administração pré-cheio ou caneta injetora dedicada. Este sistema de administração é um aspeto fundamental do design do produto, assegurando a aplicação precisa necessária para a função do composto. Esta forma de apresentação é obrigatória porque, sendo um fármaco peptídico frágil, o composto seria ineficaz se fosse administrado através do sistema digestivo. O principal benefício geral da sua função como agente anabólico é a sua capacidade de formação direta e mensurável de osso novo, um processo concebido para fortalecer a estrutura esquelética comprometida e melhorar significativamente a densidade mineral óssea global.

Quais efeitos secundários são possíveis com Forteo?

Possíveis Efeitos Secundários e Informação de Segurança

O perfil de segurança documentado oficialmente para a teriparatida é categorizado de acordo com a frequência e a Classe de Sistemas de Órgãos (SOC) das reações adversas, conforme definido pelas autoridades regulamentares.


Classificação Regulamentar de Reações Adversas

Classificação Exemplos de Reações Classe de Sistemas de Órgãos Afetada
Frequência Muito Elevada Artralgia (dor nas articulações), dor generalizada, náuseas Musculoesquelético, Gastrointestinal, Perturbações Gerais
Comuns (1% a 10%) Tonturas, cefaleias (dores de cabeça), hipotensão (tensão arterial baixa), obstipação, hipercolesterolemia, dor nos membros, fadiga Sistema Nervoso, Vascular, Metabolismo
Pouco Comuns (0,1% a 1%) Hipercalcémia (de grau elevado), hiperuricemia, taquicardia (ritmo cardíaco acelerado) Metabolismo, Cardíaco

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

As reações adversas graves reportadas na documentação regulamentar incluem o risco potencial de osteossarcoma, um tumor ósseo maligno. Este risco é destacado por uma Advertência de Caixa Preta (Black Box Warning), baseada em dados animais e relatos raros pós-comercialização, o que resulta em diversas restrições de utilização.

A segurança é regida por contraindicações e limitações estritas:

O tratamento total está limitado a 24 meses ao longo da vida do doente.

O medicamento é contraindicado em doentes com antecedentes de neoplasias esqueléticas (como metástases ósseas), doença de Paget ou radioterapia esquelética prévia.

O fármaco é contraindicado em doentes pediátricos e adultos jovens com placas de crescimento abertas, bem como em doentes com insuficiência renal grave ou distúrbios de hipercalcémia pré-existentes.

Notas de segurança relacionadas com o tempo incluem a previsão de elevações transitórias do cálcio sérico várias horas após a administração e o potencial de ocorrência de hipotensão ortostática transitória (tonturas ao levantar-se), principalmente com as doses iniciais.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A sobredosagem com Forteo (teriparatida) está associada sobretudo a um agravamento dos efeitos fisiológicos pretendidos do fármaco, de acordo com a documentação oficial. As manifestações documentadas centram-se em alterações metabólicas e cardiovasculares.

Manifestações e Resultados Documentados A administração acidental de uma dose única elevada pode conduzir a sinais clínicos compatíveis com níveis elevados de cálcio no soro sanguíneo (hipercalcémia). Outras manifestações clínicas relatadas incluem hipotensão (tensão arterial baixa), que pode causar tonturas ou síncope (desmaio) ao levantar-se, juntamente com efeitos sistémicos como náuseas, vómitos e fraqueza generalizada. As informações observam que os efeitos de sobredosagem relatados são habitualmente transitórios e não foram associadas fatalidades a esta experiência de sobredosagem. No entanto, o potencial para a ocorrência de uma hipercalcémia tardia é uma preocupação primordial documentada nas informações de prescrição.

Ações de Emergência Oficiais Se souber ou suspeitar de uma sobredosagem, as orientações oficiais exigem que os indivíduos procurem assistência médica imediata. Os serviços de emergência devem ser contactados imediatamente se estiverem presentes sintomas graves, tais como colapso, convulsões, dificuldade em respirar ou incapacidade de ser despertado. O tratamento nestes casos requer a interrupção do Forteo e a implementação das medidas de suporte adequadas. Não se conhece qualquer antídoto específico para a sobredosagem; por conseguinte, a gestão foca-se na monitorização do cálcio e do fósforo séricos até que os níveis estabilizem.

Usos terapêuticos de Forteo

O que o Forteo Trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Forteo (teriparatida) é um agente anti-osteoporótico especializado, utilizado para a abordagem da fragilidade óssea severa, que proporciona um benefício anabólico (ou de construção óssea) para pacientes de alto risco. O seu principal objetivo clínico é proporcionar um benefício de construção óssea para o esqueleto adulto.


Aplicações Terapêuticas Principais

Este medicamento é aplicado na abordagem de condições caracterizadas por uma perda profunda da densidade mineral óssea (DMO), a qual está associada a uma estrutura esquelética enfraquecida. O seu uso é comum para auxiliar em casos de baixa DMO, oferecendo um benefício de construção óssea que pode contribuir para a melhoria da massa e da resistência dos ossos. O fármaco é relevante para atenuar o elevado risco de fraturas de fragilidade, particularmente em pacientes com fraturas ósseas prévias ou com múltiplos fatores de risco. A terapia pode auxiliar na redução da incidência de fraturas vertebrais (na coluna) e não vertebrais.

O medicamento é frequentemente utilizado para auxiliar no tratamento da osteoporose em diversas indicações fundamentais, incluindo mulheres na pós-menopausa, homens com osteoporose primária ou hipogonadal, e tanto homens como mulheres cuja perda óssea esteja associada à terapia prolongada com glucocorticoides (esteroides).

“O objetivo primordial desta terapia é proporcionar uma ação de construção óssea de suporte, o que auxilia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.”


Bloco de Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Facto Rápido: Utilizado para a Gestão de Redução da resistência óssea e risco elevado de fratura
Benefício Principal Proporciona uma ação anabólica (construção óssea) de suporte
Contexto Típico Aplicado em cenários de alto risco onde a massa óssea requer uma ação de suporte

Critérios de utilização e restrições

O Forteo (teriparatida) está sujeito a regras de elegibilidade rigorosas estabelecidas pelas autoridades de saúde para garantir que é utilizado apenas em populações apropriadas.

Populações para as quais o Uso é Contraindicado

O uso de Forteo é contraindicado em doentes com:

  • Condições Esqueléticas: Doenças ósseas metabólicas que não sejam a osteoporose primária ou induzida por glucocorticoides (tais como a doença de Paget ou o hiperparatiroidismo), metástases ósseas, antecedentes de neoplasias malignas esqueléticas ou tratamento prévio com radioterapia (feixe externo ou implante) que envolva o esqueleto.
  • Estado Renal e do Cálcio: Hipercalcémia pré-existente (níveis elevados de cálcio no sangue) ou insuficiência renal grave.
  • Estado Reprodutivo: Mulheres que estejam grávidas ou a amamentar.
  • Idade e Crescimento: Doentes pediátricos (com menos de 18 anos) e adultos jovens cujos ossos ainda se encontram em fase de crescimento (epífises/placas de crescimento abertas).

Uso Restrito ou Condicional

  • Duração do Tratamento: O uso de Forteo por mais de 2 anos ao longo da vida de um doente apenas deve ser considerado se o doente permanecer ou tiver regressado a um risco elevado de fratura.
  • Segurança Reprodutiva: As mulheres com potencial para engravidar devem utilizar métodos de contraceção eficazes durante o tratamento.
  • Precaução Necessária: Recomenda-se precaução na utilização em doentes com insuficiência renal moderada ou naqueles com antecedentes de urolitíase (pedras nos rins) ou hipercalciúria pré-existente.

Os documentos regulamentares estabelecem estas restrições de elegibilidade específicas, garantindo que o medicamento seja reservado a populações adultas com risco elevado de fratura que não apresentem estes critérios de exclusão obrigatórios.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Forteo (teriparatida) possui um perfil de interações definido com base em documentos oficiais, centrando-se principalmente num efeito farmacodinâmico relacionado com o cálcio.


Interações Farmacodinâmicas Documentadas

O Forteo pode causar um aumento transitório e temporário do nível de cálcio no sangue (hipercalcémia). Este efeito específico deve ser considerado quando o Forteo é utilizado em conjunto com medicamentos sensíveis a flutuações de cálcio.

Medicamento com Potencial de Interação Conclusão Oficial
Digoxina (Digitalis) A hipercalcémia transitória provocada pelo Forteo pode predispor os doentes à toxicidade digitalítica. Os potenciais sinais de aumento da toxicidade digitalítica devem ser avaliados quando estes dois produtos são administrados concomitantemente.

Ausência de Interações Farmacocinéticas

As informações oficiais não documentam quaisquer interações que envolvam o sistema enzimático principal do citocromo P450 (CYP) ou proteínas de transporte de fármacos (por exemplo, P-gp). O Forteo é um péptido eliminado por processos enzimáticos não específicos, e não através destas vias metabólicas comuns.

Estudos de interação com duas classes de diuréticos — especificamente a Hidroclorotiazida e a Furosemida — não demonstraram efeitos clinicamente significativos na resposta aguda do cálcio sérico ou problemas de eliminação relevantes. Não são especificados requisitos obrigatórios de intervalo entre doses para qualquer medicamento.


Contraindicação e Considerações Especiais

Nenhum produto medicinal está classificado como uma contraindicação formal baseada exclusivamente no risco de interação fármaco-fármaco. No entanto, a utilização de Forteo está oficialmente contraindicada em doentes com insuficiência renal grave devido ao perfil de eliminação do fármaco, uma restrição populacional específica observada na rotulagem do medicamento.

Mecanismo de ação

Ativação dos Recetores PTH Dependente do Padrão

O fármaco funciona como um agonista (ativador) do recetor da hormona paratiroideia tipo 1 (PTH tipo 1R), um alvo biológico fundamental localizado nas células de formação óssea designadas por osteoblastos. O mecanismo depende estritamente do padrão de exposição: a sua rápida eliminação garante que o medicamento proporcione apenas uma estimulação intermitente e pulsátil. Este sinal transitório evita os efeitos catabólicos da exposição contínua, desencadeando, em vez disso, uma via que favorece a formação óssea.

Início da Cascata de Sinalização Anabólica

A ligação intermitente ao recetor ativa a via de sinalização cAMP/PKA no interior dos osteoblastos. Esta cascata molecular leva ao aumento da produção de fatores de crescimento e à regulação negativa da esclerostina, uma proteína que, habitualmente, inibe a formação de osso novo. Esta mudança sistémica cria um balanço positivo da massa esquelética, no qual a taxa de síntese de osso novo supera a reabsorção, conduzindo diretamente a alterações na microarquitetura do esqueleto.

Modulação da Microarquitetura Óssea

O efeito fisiológico resultante é a criação acelerada de novo tecido ósseo, tanto nas superfícies internas como externas do esqueleto, o que altera a microarquitetura esquelética. Este mecanismo é essencialmente anabólico (construção de tecido), distinguindo-o de mecanismos que são predominantemente antirreabsortivos. A capacidade funcional do mecanismo é limitada por uma janela temporal, uma vez que o efeito anabólico diminui naturalmente após uma utilização prolongada.

Informações sobre dosagem e administração

O Forteo (teriparatida) é administrado através de uma injeção subcutânea uma vez por dia. A dosagem recomendada é de 20 microgramas (mcg) por dia. O medicamento é apresentado num dispositivo de administração sob a forma de caneta pré-cheia que contém 28 doses diárias. Os doentes e/ou cuidadores devem receber formação adequada por parte de um profissional de saúde qualificado sobre a utilização correta da caneta antes da primeira injeção.

Diretrizes de Administração

Característica Instrução
Local de Injeção Administrar na coxa ou na região abdominal. Alterne o local de injeção todos os dias.
Horário da Injeção Injetar aproximadamente à mesma hora todos os dias. Pode ser tomado com ou sem alimentos.
Doses Iniciais Nas primeiras doses, administre a injeção num local onde se possa sentar ou deitar imediatamente a seguir, dado que alguns doentes podem sentir tonturas ou sensação de desmaio após a aplicação.
Conservação Guarde a caneta no frigorífico entre 2°C e 8°C. Injete logo após retirar do frigorífico; de seguida, volte a colocar a tampa e guarde-a imediatamente no frigorífico. Não utilize se a solução estiver turva, com cor ou apresentar partículas.

Não utilize a mesma caneta por mais de 28 dias após a primeira injeção, mesmo que ainda reste medicamento. Não administre mais do que uma injeção por dia. A duração total do tratamento ao longo da vida não deve, geralmente, exceder os dois anos, a menos que o doente permaneça ou regresse a um risco elevado de fratura.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Forteo

Evidência para Uso em Mulheres Pós-menopáusicas com Osteoporose

A investigação que analisou o Forteo em mulheres pós-menopáusicas com osteoporose incluiu ensaios clínicos aleatorizados e controlados por placebo, bem como estudos que o compararam com outros tratamentos estabelecidos para a osteoporose. Estes estudos focaram-se principalmente em mulheres com baixa densidade mineral óssea (DMO/BMD) e naquelas já identificadas como tendo um risco elevado de fratura. Os investigadores mediram vários resultados, incluindo alterações na densidade óssea na coluna e na anca, e registaram a ocorrência de novas fraturas vertebrais e não vertebrais durante o decorrer do estudo.

Os resultados descritos nestes ensaios relatam padrões relacionados com medições da densidade óssea ao longo do intervalo típico de tratamento de 2 anos. Os estudos também documentaram a ocorrência de novas fraturas nos diferentes grupos de doentes durante o período do estudo. A investigação destaca as alterações medidas durante o período do estudo nesta população específica.


Evidência para Uso em Homens com Osteoporose Primária ou Hipogonádica

O Forteo foi estudado para utilização em homens diagnosticados com osteoporose. A investigação nesta população envolveu tipicamente ensaios aleatorizados de menor dimensão ou análises de dados recolhidos de populações de estudo mais amplas, comparando frequentemente o Forteo com placebo ou outros tratamentos. A investigação analisou resultados relacionados com alterações na densidade óssea, com um foco particular nas medições da DMO na coluna lombar e na anca. Os dados relativos ao registo de fraturas em homens são menos abrangentes do que em mulheres pós-menopáusicas. No entanto, dados observacionais em homens descrevem a ocorrência de novas fraturas vertebrais.


O que ainda é Incerto sobre a Investigação do Forteo

A investigação oferece uma visão sobre as alterações a curto prazo e os padrões de grupo, mas permanecem lacunas e incertezas significativas. Uma incerteza fundamental é o estado a longo prazo das alterações estudadas muitos anos após o limite de tratamento de 2 anos. Falta evidência comparativa para certas sequências de tratamento comuns e subgrupos específicos de doentes que apresentam múltiplas condições de saúde. A investigação sobre a terapia de acompanhamento está em curso. A evidência para populações pediátricas e para populações grávidas ou a amamentar permanece insuficiente devido a limitações nos estudos. Os resultados dos estudos refletem as condições específicas sob as quais foram realizados. As conclusões descrevem padrões de grupo, não resultados individuais garantidos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Forteo (FAQ)


P: Qual é a diferença entre o Forteo e medicamentos como o Fosamax ou o Actonel?

De acordo com as informações oficiais, o Forteo pertence a uma classe de medicamentos designada por agentes anabólicos. Esta classificação indica que o seu mecanismo se destina a estimular a formação de novo tecido ósseo. Medicamentos como o Fosamax e o Actonel pertencem geralmente à classe dos antirressorbivos, que atuam principalmente através da redução da velocidade de degradação do osso existente.


P: Quanto tempo demora normalmente o Forteo a fazer diferença na densidade óssea?

Estudos e informações oficiais indicam que os investigadores medem as alterações na densidade mineral óssea (DMO) ao longo do período de tratamento de dois anos. Embora sejam tipicamente observadas alterações mensuráveis após vários meses de utilização, o efeito fisiológico total é avaliado ao longo de todo o curso do tratamento.


P: Posso tomar Forteo se também estiver a tomar um suplemento de cálcio ou Vitamina D?

Estudos clínicos oficiais confirmam que os doentes tomaram habitualmente suplementos de cálcio e Vitamina D em conjunto com o Forteo. Se a ingestão dietética não for suficiente, estes suplementos podem ser necessários. Devido ao efeito transitório conhecido do fármaco nos níveis de cálcio, as informações oficiais indicam que a monitorização dos níveis de cálcio é uma consideração importante.


P: Qual é o acompanhamento necessário após terminar o período de tratamento com Forteo?

As diretrizes autorizadas aconselham que os doentes façam geralmente a transição para uma terapia antirressorbiva (um medicamento de preservação óssea) após ser atingido o limite de dois anos de tratamento. Este acompanhamento é frequentemente recomendado para ajudar a manter os benefícios na densidade mineral óssea observados durante o curso do tratamento.


P: O Forteo permanece no organismo após a interrupção da toma?

A substância ativa (teriparatida) é eliminada muito rapidamente da corrente sanguínea. Dados farmacológicos oficiais indicam que a sua semivida após a injeção é de aproximadamente uma hora, o que significa que o fármaco é rapidamente eliminado do corpo após cada dose diária. Os efeitos fisiológicos pretendidos são sustentados pela administração consistente durante o período de tratamento.


P: Existem alimentos ou bebidas que deva evitar enquanto utilizo Forteo?

As informações oficiais para o doente referem que o Forteo pode ser tomado com ou sem alimentos ou bebidas. A rotulagem não especifica quaisquer alimentos ou bebidas particulares que devam ser evitados durante a utilização deste medicamento.


P: Se tiver pedras nos rins, posso utilizar o Forteo?

As informações regulamentares aconselham que o Forteo deve ser utilizado com precaução em doentes com urolitíase (pedras nos rins) ativa ou recente. Isto deve-se ao potencial do medicamento para possivelmente agravar esta condição pré-existente.


P: Posso viajar com a minha caneta de Forteo e como devo guardá-la durante a viagem?

As informações oficiais para o doente fornecem diretrizes para o armazenamento em viagens de curta duração. Embora a caneta deva ser mantida habitualmente no frigorífico, pode ser mantida temporariamente fora de refrigeração, tipicamente dentro de um limite específico de tempo e temperatura, antes de ser devolvida ao frigorífico para conservação a longo prazo.


P: Posso parar de tomar Forteo se me sentir melhor ou se tiver menos fraturas?

A documentação oficial enfatiza o limite de duração total de dois anos para o medicamento. A interrupção do tratamento, particularmente sem iniciar uma terapia de preservação óssea posterior, pode estar associada à perda da densidade mineral óssea anteriormente observada.


P: A hora do dia em que utilizo o Forteo é importante?

O medicamento pode ser injetado em qualquer altura do dia. As informações oficiais de administração referem que a toma da injeção aproximadamente à mesma hora todos os dias é importante para a consistência.


P: Com que frequência é necessário fazer análises ao sangue durante a utilização de Forteo?

A documentação regulamentar descreve a importância da monitorização dos níveis de cálcio no sangue e na urina devido ao efeito transitório conhecido do fármaco sobre o cálcio. A frequência específica das análises ao sangue e da monitorização é uma questão de julgamento clínico.


P: O Forteo está disponível como medicamento genérico (teriparatida)?

Sim, os registos regulamentares indicam que uma versão genérica da substância ativa, designada por teriparatida injetável, recebeu aprovação e está disponível como uma alternativa ao produto de marca.


P: Quais são as possíveis reações no local da injeção com o Forteo?

A documentação oficial relata que podem ocorrer reações documentadas no local da injeção. Estas reações podem incluir efeitos locais como dor, inchaço, nódoas negras, vermelhidão ou ardor no local da injeção.


P: O Forteo contém látex ou alergénios?

As informações oficiais do medicamento aconselham que o produto é contraindicado (não deve ser utilizado) em doentes com uma hipersensibilidade conhecida ou reação alérgica à teriparatida ou a qualquer um dos ingredientes inativos (excipientes) presentes na caneta.


P: O perfil de efeitos secundários do Forteo é diferente entre homens e mulheres?

Dados de ensaios clínicos oficiais observaram diferenças no aumento transitório dos níveis de cálcio sérico entre homens e mulheres após a dose. No entanto, o perfil geral de reações adversas descrito na rotulagem permanece semelhante para ambas as populações de doentes.


P: Existem versões ou dosagens diferentes de Forteo disponíveis?

O medicamento está aprovado e é administrado como uma dose diária única e consistente de 20 microgramas (mcg) num dispositivo de caneta pré-cheia. Além do produto de marca, também estão disponíveis versões genéricas do fármaco (teriparatida injetável).


P: O que acontece se o Forteo for injetado incorretamente por acidente?

As informações oficiais para o doente fornecem avisos relacionados com a utilização de uma dose superior à prescrita. Nesses casos, os sintomas potenciais podem incluir náuseas, vómitos, fraqueza ou tonturas.

Como Forteo deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Forteo (Teriparatida)

As canetas injetáveis de Forteo devem ser conservadas continuamente no frigorífico, a uma temperatura entre 2 °C e 8 °C (36 °F a 46 °F). É um requisito obrigatório que o medicamento não seja congelado; a caneta deve ser eliminada caso a solução tenha sido exposta a temperaturas de congelação.

Requisitos de Conservação

A caneta deve ser mantida com a tampa colocada quando não estiver a ser utilizada para a proteger da luz, e nunca deve ser guardada com uma agulha colocada, pois tal pode causar fugas. O período de estabilidade da caneta durante a utilização está estritamente limitado a 28 dias após a primeira injeção, após o qual a caneta deve ser eliminada.

Requisitos de Eliminação

Todas as agulhas utilizadas devem ser removidas da caneta e colocadas imediatamente num recipiente para objetos cortantes e perfurantes ou noutro recipiente resistente a perfurações. A caneta usada e qualquer medicamento não utilizado não devem ser depositados no lixo doméstico nem deitados na sanita, devendo ser eliminados de acordo com os requisitos regulamentares locais para resíduos farmacêuticos. Mantenha este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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