Erivedge

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Erivedge

Forma selecionada

Opção de tratamento: Basal Cell Carcinoma, Carcinoma, Surgery

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Erivedge

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Vismodegib (DCI)
Forma farmacêutica Cápsula dura
Classe farmacológica Inibidor da via de sinalização Hedgehog; Agente antineoplásico
Uso comum Tratamento sistémico de determinados cancros
Origem Inibidor sintético de pequena molécula

Erivedge (Vismodegib): Definição e Identidade Farmacológica

Erivedge é o nome comercial do composto ativo Vismodegib, classificado fundamentalmente como um agente antineoplásico — um medicamento utilizado em oncologia para inibir a proliferação tumoral. O Vismodegib é especificamente um inibidor da via de sinalização Hedgehog. Este mecanismo altamente especializado significa que o medicamento é uma terapia dirigida de receita médica obrigatória, distinguindo-o dos agentes citotóxicos convencionais, que são menos seletivos. O objetivo do fármaco reside na supressão sistémica do crescimento do tumor através da interrupção de sinais celulares essenciais.

Que Tipo de Medicamento é o Vismodegib e Como é Administrado?

O Vismodegib é um inibidor sintético de pequena molécula, um composto desenvolvido quimicamente em laboratório em vez de ser derivado de fontes naturais. É um produto de agente único, apresentado em cápsulas duras e concebido para administração oral, o que o torna um agente sistémico que é tomado por via bocal. Este formato de cápsula e a via oral são características distintivas para um agente antineoplásico desta classe. A composição da cápsula contém apenas o composto ativo Vismodegib, juntamente com excipientes inativos.

A Ação Única do Vismodegib como Terapia Dirigida

O Vismodegib é considerado um medicamento pioneiro na sua classe devido ao seu mecanismo, conhecido como interferência de sinalização dirigida, que aborda especificamente a via de sinalização Hedgehog. Atua através da ligação e inibição da proteína Smoothened (SMO) — um recetor fundamental nessa via. Estudos farmacológicos confirmam que esta ação de elevada precisão interrompe a cascata de sinais que promove a divisão das células malignas. O benefício geral resultante é a capacidade de abrandar ou interromper a proliferação de células tumorais suscetíveis, neutralizando o comando de crescimento específico.

Quais efeitos secundários são possíveis com Erivedge?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança do Erivedge (Vismodegib)

O perfil de segurança do vismodegib, conforme documentado pelas autoridades regulamentares oficiais, estabelece os tipos e as frequências das reações adversas observadas na utilização clínica.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas estão agrupadas pelo sistema do organismo que afetam. As reações mais frequentes são classificadas como Muito Frequentes (ocorrem em pelo menos 10% dos doentes) na rotulagem oficial, afetando principalmente os sistemas musculoesquelético, gastrointestinal e sensorial. Estes efeitos comuns incluem espasmos musculares, perda de cabelo (alopécia), alteração do paladar (disgeusia), fadiga, perda de peso, náuseas e diarreia. Outras reações, como dores nas articulações (artralgias) e perda do paladar (ageusia), também são listadas como Muito Frequentes. As reações classificadas como Frequentes (ocorrem em 1% a 10% dos doentes) incluem desidratação, prurido (comichão) e a ausência de menstruação (amenorreia) em mulheres pré-menopáusicas.

Considerações Graves de Segurança

O risco mais significativo documentado nos avisos regulamentares é a Toxicidade Embrio-Fetal, que destaca o potencial para defeitos congénitos graves e irreversíveis ou morte fetal. Este risco exige requisitos rigorosos de contraceção para doentes de ambos os sexos com potencial reprodutivo. A vigilância pós-comercialização identificou também reações raras mas graves, incluindo Reações Adversas Cutâneas Graves (SCARs), tais como a síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), que podem colocar a vida em risco.

Condicionantes de Segurança e Populações Especiais

Os documentos regulamentares descrevem condicionantes específicas relacionadas com este perfil de risco, incluindo restrições obrigatórias à doação de sangue e sémen durante o tratamento e por um período especificado após o mesmo. Estão incluídas notas específicas para certas populações, tais como o potencial para a fusão prematura das epífises (placas de crescimento) em doentes pediátricos e a recomendação de monitorização cuidadosa em indivíduos com insuficiência renal grave.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

As informações oficiais de prescrição indicam que não existem sinais ou sintomas clínicos agudos de sobredosagem formalmente documentados em humanos para o Erivedge (vismodegib). A abordagem regulamentar privilegia a resposta imediata e os cuidados de suporte profissional, em vez de descrever manifestações de sobredosagem estabelecidas. Mesmo em estudos clínicos onde foram administradas doses elevadas, até 3,6 vezes superiores à dose diária recomendada, não foram observados aumentos na toxicidade aguda específica, o que corresponde ao perfil farmacológico do medicamento.

Elemento Declaração Regulamentar Oficial
Manifestações Documentadas Sem sinais ou sintomas clínicos agudos formalmente documentados.
Ação Imediata Necessária Contactar imediatamente um centro de informação antivenenos ou um serviço de urgência.
Estado do Antídoto Não é conhecido nenhum antídoto específico para a sobredosagem com vismodegib.
Gestão Clínica Cuidados de suporte gerais e tratamento sintomático adequado.

Caso se suspeite de uma sobredosagem, a instrução oficial é contactar imediatamente um centro de informação antivenenos ou um serviço de urgência para procurar assistência médica imediata. A gestão clínica recomendada é estritamente de suporte. Devido à longa semivida de eliminação do vismodegib, é necessária uma observação e monitorização próximas para garantir que o doente permanece clinicamente estável. O tratamento prestado deve ser sintomático, abordando quaisquer efeitos que surjam, uma vez que não existe um agente específico para reverter a ação do fármaco. Esta abordagem rege a resposta regulamentar oficial perante a suspeita de uma exposição excessiva.

Usos terapêuticos de Erivedge

O Erivedge (Vismodegib) é relevante em contextos que envolvem o carcinoma basocelular (CBC) avançado, sendo habitualmente utilizado em situações que apresentam manifestações avançadas ou recorrentes da doença. O medicamento foca-se em formas de cancro que são metastáticas ou localmente avançadas. A informação de prescrição confirma a sua utilização para estas manifestações avançadas, particularmente quando a doença recidivou após cirurgia ou quando outras modalidades de tratamento local não são apropriadas.


A terapia é frequentemente aplicada em condições que apresentam quadros avançados ou recorrentes, incluindo o carcinoma basocelular metastático e a doença localmente avançada. É utilizada em domínios onde é necessário um apoio sintomático adicional, tratando tumores que podem causar desconforto significativo ou sobrecarga funcional. O Erivedge auxilia na gestão de sintomas que interferem com o funcionamento diário e ajuda a manter a estabilidade, proporcionando alívio a pacientes que enfrentam um cancro avançado.


Facto Rápido: Apoio nos Sintomas do Cancro Avançado

Categoria Descrição
Condições Relevantes Carcinoma basocelular (CBC) metastático e localmente avançado
Foco nos Sintomas Sintomas que criam uma sobrecarga fisiológica percetível e interferem com a estabilidade funcional
Benefícios para o Paciente Oferece suporte que ajuda a atenuar a carga global dos sintomas
Cenário Clínico Utilizado quando modalidades de tratamento local (cirurgia/radioterapia) não são adequadas

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade para a utilização de Erivedge (vismodegib)

As diretrizes regulamentares oficiais definem critérios de elegibilidade populacional rigorosos para o Erivedge, que está aprovado apenas para adultos com idade igual ou superior a 18 anos. A sua utilização é contraindicada em várias populações específicas devido ao mecanismo de ação do medicamento, que afeta a via Hedgehog, essencial para o desenvolvimento.

Populações que não podem utilizar Erivedge

Categoria Estado Regulamentar
Gravidez (Confirmada ou suspeita) Contraindicação Absoluta
Mulheres a amamentar Contraindicação Absoluta
Hipersensibilidade Contraindicação Absoluta
Crianças/Adolescentes (<18 anos) Não recomendado/Contraindicado

O Erivedge é estritamente contraindicado em mulheres que estejam grávidas ou a amamentar. As mulheres com potencial reprodutivo devem cumprir um rigoroso Programa de Prevenção da Gravidez e utilizar métodos contracetivos eficazes durante o tratamento e até 24 meses após a sua conclusão. A utilização não é recomendada em crianças e adolescentes devido ao risco grave de toxicidade no desenvolvimento, incluindo a fusão prematura das epífises (placas de crescimento).

Restrições e utilização condicional

Condição Regra Regulamentar
Insuficiência Hepática Grave Utilização não recomendada (por algumas autoridades)
Insuficiência Renal Grave Segurança/Eficácia não estabelecidas; utilizar com precaução

Não é necessário qualquer ajuste posológico específico para idosos (idade igual ou superior a 65 anos). No entanto, o medicamento é contraindicado se for administrado em conjunto com o produto à base de plantas Erva de São João (Hipericão) ou em doentes com deficiências enzimáticas hereditárias raras específicas.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os padrões de interação do vismodegib (Erivedge) são essencialmente farmacocinéticos, resultando do seu papel como substrato e inibidor de enzimas e transportadores específicos, conforme descrito na documentação regulamentar.

Combinações contraindicadas e que alteram a exposição

A coadministração de vismodegib com indutores fortes do CYP3A está contraindicada. Estas substâncias, que incluem medicamentos como a rifampicina e o suplemento à base de plantas Erva de São João (Hipericão), diminuem significativamente as concentrações plasmáticas de vismodegib, o que pode levar a uma perda do benefício clínico.

Inversamente, a coadministração com inibidores fortes do CYP3A, tais como o cetoconazol ou a claritromicina, resulta num aumento significativo da exposição sistémica ao vismodegib, o que requer uma consideração especial de acordo com as informações oficiais de prescrição.

Potenciais interações com outros medicamentos

Dados oficiais in vitro indicam que o vismodegib atua como um inibidor da enzima CYP2C9 e do transportador de efluxo P-glicoproteína (P-gp). Isto sugere a possibilidade de o vismodegib aumentar as concentrações plasmáticas de outros medicamentos administrados em simultâneo que sejam substratos do CYP2C9 ou da P-gp.

Notas sobre alimentos e populações específicas

A presença de alimentos não causa um efeito clinicamente significativo na exposição sistémica ao vismodegib. Em doentes com insuficiência hepática ligeira ou moderada, observa-se uma depuração reduzida do vismodegib, o que pode ter impacto na sensibilidade a interações com outros medicamentos administrados concomitantemente.

Mecanismo de ação

O Erivedge contém a substância ativa vismodegib. Este medicamento é um tipo de terapêutica antineoplásica que atua bloqueando uma via de sinalização específica no organismo, conhecida como via de sinalização Hedgehog.

A via Hedgehog desempenha um papel crucial no desenvolvimento normal do embrião humano, mas torna-se menos ativa à medida que a pessoa atinge a idade adulta. Contudo, em certos tipos de cancro, como o carcinoma basocelular, esta via torna-se indevidamente reativada ou hiperativa. Esta atividade anormal permite que as células cancerígenas cresçam e se multipliquem de forma descontrolada.

Ao ligar-se a uma proteína específica na superfície das células, o vismodegib inibe a transmissão dos sinais da via Hedgehog. Ao interromper este processo de comunicação celular, o medicamento ajuda a travar o crescimento das células cancerígenas. Este mecanismo pode levar à redução do tamanho dos tumores ou impedir que o cancro se propague a outras partes do corpo.

Informações sobre dosagem e administração

A administração de Erivedge (vismodegib) é definida por um protocolo de utilização sistémica fixo e padronizado. O medicamento é fornecido na forma de uma cápsula dura de 150 mg e destina-se exclusivamente a uso oral. O esquema posológico é estritamente de uma vez por dia, sendo que a dose prescrita de 150 mg é fixa e, habitualmente, não está sujeita a ajustes ao iniciar a terapêutica em adultos.


Instruções de Administração

O protocolo para a toma da cápsula está claramente definido para garantir a utilização adequada. A cápsula deve ser engolida inteira e não deve ser aberta nem esmagada. Esta dose diária pode ser tomada com ou sem alimentos.

Parâmetro Posológico Instrução Oficial
Via de Administração Oral
Dose Padrão para Adultos Dose fixa de 150 mg
Frequência Uma vez por dia
Condição de Toma Com ou sem alimentos

Duração e Regras Específicas de Utilização

O Erivedge é tipicamente administrado como um tratamento contínuo. A utilização é mantida até que sejam cumpridos critérios clínicos, tais como evidência de progressão da doença ou o aparecimento de reações adversas inaceitáveis. Se uma dose for esquecida, não deve ser tomada mais tarde no próprio dia; o doente deve simplesmente retomar o esquema regular no horário da dose seguinte. Geralmente, não é necessário ajuste posológico para idosos (65 anos ou mais) ou para doentes com insuficiência renal ou hepática ligeira a moderada. O medicamento não se destina à utilização na população pediátrica.

Evidência clínica recente

Evidência Científica no Carcinoma Basocelular Localmente Avançado (laBCC)

A investigação científica analisou a utilização do vismodegib em doentes adultos com carcinoma basocelular localmente avançado (laBCC). Este medicamento foi estudado para o tratamento do laBCC, particularmente em casos onde as terapêuticas locais convencionais, tais como a cirurgia ou a radioterapia, não eram adequadas ou não tinham tido sucesso. A evidência fundamental inicial provém de um ensaio clínico principal de Fase II, que utilizou um modelo de estudo de braço único, o que significa que não incluiu um grupo de controlo ou de comparação. Este ensaio avaliou doentes em que as opções de tratamento local já tinham sido utilizadas.

Nestes estudos, os investigadores monitorizaram vários resultados relacionados com o estado do tumor e a progressão da doença. Os objetivos primários incluíram a medição da Taxa de Resposta Objetiva (ORR) — que acompanhou alterações no tamanho do tumor, na ulceração e nos resultados de biópsias — bem como a Duração da Resposta (DOR). Os resultados descrevem padrões observados nos estudos, onde as medições da ORR foram reportadas nas populações observadas ao longo de um período de avaliação primária de aproximadamente seis meses.


Evidência Científica no Carcinoma Basocelular Metastático (mBCC)

O vismodegib foi estudado num grupo específico e mais reduzido de doentes, integrados no ensaio clínico de Fase II, com diagnóstico de carcinoma basocelular metastático (mBCC). Esta condição é considerada relativamente rara. A investigação examinou resultados radiográficos e a progressão global da doença. Os investigadores utilizaram critérios radiográficos padrão, conhecidos como RECIST, para medir a Taxa de Resposta Objetiva (ORR) em doentes cuja patologia se tinha espalhado para locais distantes.

Os resultados destacam as alterações medidas durante o período do estudo, focando-se principalmente em resultados de curto prazo relacionados com o estado da doença. Os estudos reportaram as taxas de alteração objetiva nas populações observadas, e a evidência recolhida contribui para a compreensão dos padrões de resposta nesta doença rara.


Principais Limitações e Incertezas na Investigação

A investigação destaca o que é conhecido e o que permanece ainda incerto. A base de investigação inclui limitações no desenho dos estudos, uma vez que os ensaios primários utilizaram modelos de braço único, o que significa que a evidência comparativa contra um placebo ou outro tratamento não foi incluída nesse conjunto de dados fundamental. Além disso, as dimensões das amostras foram modestas, particularmente na forma metastática rara da doença.

Os efeitos a longo prazo não estão bem caracterizados, dado que as durações de acompanhamento foram limitadas. Adicionalmente, a elevada taxa de descontinuação do tratamento observada em estudos mais amplos significa que os dados sobre a utilização contínua e o estado da doença a longo prazo permanecem limitados. Esta evidência contribui para o panorama científico geral, mas requer investigação contínua para preencher estas lacunas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Erivedge (FAQ)


P: Para que tipo de Carcinoma Basocelular é indicado o Erivedge?

R: Os documentos oficiais estabelecem que o Erivedge é indicado para adultos com formas avançadas de Carcinoma Basocelular (BCC). Isto inclui o BCC metastático (mBCC), que se espalhou para outras partes do corpo, ou o BCC localmente avançado (laBCC) quando este reapareceu após cirurgia, ou nos casos em que a cirurgia e a radioterapia não são consideradas opções adequadas.

P: Quanto tempo após o início do Erivedge pode um doente notar uma alteração?

R: Em estudos clínicos, os investigadores acompanharam as alterações no estado do tumor utilizando uma medida designada como taxa de resposta objetiva (ORR). Os resultados indicam que esta resposta inicial foi tipicamente avaliada ao longo de um período primário de aproximadamente seis meses desde o início do tratamento. Este período de seis meses representa o intervalo de tempo no qual as alterações iniciais foram medidas na população do estudo clínico.

P: Quanto tempo permanece o Erivedge no organismo após a última dose?

R: O Erivedge tem uma semivida de eliminação longa, o que significa que permanece no corpo durante um período prolongado após a interrupção do tratamento. Devido ao risco de danos graves para o feto em desenvolvimento, os programas de segurança oficiais descrevem a necessidade de as mulheres utilizarem métodos contracetivos eficazes durante 24 meses e de os homens utilizarem métodos contracetivos de barreira (preservativo) durante 3 meses após a dose final.

P: Como é que o Erivedge difere de outros tratamentos comuns para o cancro da pele?

R: A informação oficial do produto descreve o Erivedge como uma terapia dirigida e um inibidor da via Hedgehog, sendo um tratamento sistémico. Isto distingue-o de tratamentos locais, como a cirurgia ou a radioterapia, que tratam uma área específica. O Erivedge foi concebido para atuar num processo de sinalização celular específico no organismo.

P: Os homens que utilizam Erivedge podem ainda ser pais?

R: Os programas de segurança oficiais abordam esta questão através de medidas rigorosas. O medicamento está presente no sémen e acarreta um risco de defeitos congénitos graves se for transferido durante a conceção. Devido a este risco, os protocolos de segurança determinam a necessidade de os doentes do sexo masculino com potencial reprodutor utilizarem preservativo durante o tratamento e nos 3 meses seguintes à última dose para ajudar a evitar a exposição de uma parceira.

P: O que deve um doente saber sobre a exposição solar enquanto toma Erivedge?

R: A informação oficial de prescrição não lista a sensibilidade ao sol (fotossensibilidade) como uma reação adversa comum ou grave. No entanto, o efeito secundário mais frequente é a perda de cabelo (alopécia). Uma vez que a perda de cabelo é muito comum, as orientações gerais nos materiais para o doente incluem frequentemente a proteção do couro cabeludo e da pele da exposição solar.

P: Quais são os efeitos secundários mais comuns de que as pessoas falam relativamente ao Erivedge?

R: Os documentos regulamentares listam as reações adversas notificadas com maior frequência, que ocorreram em pelo menos 10% dos doentes durante os ensaios clínicos. Estes efeitos secundários muito comuns incluem espasmos musculares, perda de cabelo (alopécia), alteração ou perda do paladar (disgeusia/ageusia), perda de peso, fadiga, náuseas e diarreia.

P: O Erivedge causa queda de cabelo e esta é permanente?

R: A perda de cabelo (alopécia) está listada na documentação oficial como um efeito secundário Muito Frequente, o que significa que ocorreu em mais de 10% dos doentes nos ensaios clínicos. No entanto, os rótulos regulamentares não especificam se esta perda de cabelo é permanente ou reversível para todos os doentes.

P: Existem alimentos ou suplementos que devam ser evitados com o Erivedge?

R: A informação oficial contraindica explicitamente a coadministração com o suplemento à base de plantas Erva de São João (Hipericão), pois este pode reduzir a eficácia do medicamento. Fora esta exceção, a cápsula pode ser tomada com ou sem alimentos, uma vez que a ingestão de alimentos não tem um impacto significativo na forma como o medicamento é absorvido.

P: Tomar Erivedge afeta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

R: De acordo com os documentos oficiais, o efeito do Erivedge na capacidade de conduzir e utilizar máquinas não é esperado que seja relevante. Caso o doente sinta efeitos secundários como fadiga, é importante que comunique este facto ao seu profissional de saúde.

P: O que acontece se o tratamento com Erivedge tiver de ser interrompido subitamente?

R: O tratamento é tipicamente mantido até que a doença progrida ou os efeitos secundários se tornem inaceitáveis. Os documentos oficiais referem que a descontinuação pode ser exigida por um profissional de saúde devido à progressão da doença ou toxicidade inaceitável. Não contêm avisos específicos contra a descontinuação imediata quando esta é clinicamente supervisionada.

P: O Erivedge pode interagir com medicamentos comuns para a tensão arterial?

R: Os rótulos oficiais indicam que o Erivedge pode afetar as enzimas e transportadores que processam outros fármacos no organismo, como a enzima CYP2C9. Isto significa que tem o potencial de aumentar a concentração plasmática de outros medicamentos processados por esta via, que poderiam incluir alguns medicamentos para a tensão arterial. É importante que um profissional de saúde reveja a informação sobre todos os medicamentos coadministrados.

P: Que tipo de especialista costuma prescrever o Erivedge?

R: As diretrizes oficiais estabelecem que o Erivedge só deve ser prescrito por, ou sob a supervisão estreita de, um médico especialista com experiência na gestão da indicação aprovada (carcinoma basocelular avançado). Isto serve para garantir que os doentes recebem a monitorização e a gestão adequadas.

P: Com que frequência são necessárias análises ao sangue quando uma pessoa está a tomar Erivedge?

R: A frequência das análises ao sangue para monitorização geral pode variar. No entanto, os protocolos oficiais de segurança exigem que as doentes com potencial reprodutivo realizem um teste de gravidez negativo mensalmente durante toda a duração do tratamento. A monitorização também pode ser feita para certos valores laboratoriais, como elevações da CPK ou desequilíbrios eletrolíticos.

P: Existe alguma evidência científica sobre a eficácia do Erivedge em adultos idosos?

R: A informação oficial confirma que não é necessário qualquer ajuste de dose específico para doentes com 65 anos de idade ou mais. No entanto, os documentos regulamentares oficiais não fornecem resumos de dados ou conclusões separadas especificamente sobre a eficácia para adultos idosos em comparação com a população global do estudo.

P: O Erivedge pode ser tomado com antiácidos ou medicamentos para a azia?

R: Foi realizado um estudo clínico que examinou a coadministração de vismodegib com um inibidor da bomba de protões (um tipo comum de medicamento para a azia). Verificou-se que não era esperada uma interação clinicamente significativa, o que indica que a coadministração com um inibidor da bomba de protões não alterou substancialmente a exposição ao fármaco.

P: O Erivedge tem um Aviso de Advertência (Boxed Warning) e sobre o que é?

R: Sim, o Erivedge tem um Boxed Warning (também conhecido como "Aviso de Caixa Preta"), conforme determinado pela FDA. Este é o tipo mais forte de aviso para um medicamento. O aviso refere-se especificamente à Toxicidade Embrio-Fetal, indicando que o medicamento pode causar morte ou defeitos congénitos graves e irreversíveis quando utilizado durante a gravidez.

P: Qual a percentagem de doentes nos estudos que sentiram efeitos secundários específicos?

R: A informação oficial do produto utiliza tabelas específicas para detalhar a percentagem de doentes que sentiram as reações adversas mais frequentes nos ensaios clínicos. Por exemplo, a taxa de espasmos musculares foi de 71% e a de perda de cabelo (alopécia) foi de 64% no estudo clínico inicial fundamental.

P: Existem interações conhecidas com antibióticos comuns?

R: Os documentos oficiais alertam para interações com medicamentos classificados como inibidores fortes do CYP3A e inibidores da P-glicoproteína. Esta classe inclui certos antibióticos, como a claritromicina e a eritromicina, que poderiam potencialmente aumentar a quantidade de Erivedge na corrente sanguínea.

Como Erivedge deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação e Eliminação do Erivedge

As cápsulas de Erivedge (vismodegib) exigem o cumprimento de regras específicas de conservação e manuseamento, conforme estabelecido na documentação regulamentar, de modo a garantir a estabilidade e a segurança do medicamento.

Condições de Conservação

O Erivedge deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, definida entre os 20 °C e os 25 °C. O produto deve ser mantido no seu frasco original, que deve estar bem fechado para proteger o medicamento da humidade e da luz. É explicitamente exigido que o Erivedge seja protegido do congelamento e armazenado fora do alcance e da vista das crianças.

Manuseamento e Eliminação

As cápsulas devem ser engolidas inteiras e não devem ser abertas, esmagadas ou mastigadas para evitar a exposição direta ao seu conteúdo. Relativamente à eliminação, as cápsulas não utilizadas ou fora do prazo de validade não devem ser deitadas no lixo doméstico nem despejadas nos esgotos (sanita ou lavatório). O procedimento oficial requer a consulta de um farmacêutico ou de um profissional de saúde para garantir a eliminação correta e segura do medicamento.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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